29 de maio de 2018

Capítulo 35

FIQUEI PREOCUPADA QUE ESTARIA frio demais para ficarmos na casa da árvore por algum tempo, mas está excepcionalmente quente, tanto que o papai começa uma de suas reclamações sobre as alterações climáticas até o ponto que Kitty e eu temos que sair.
Após o seu discurso, pego uma pá na garagem e começo a escavar debaixo da árvore. O chão é duro, e leva um tempo para fazer um bom buraco, mas eu finalmente acerto o metal depois de cavar algumas dezenas de centímetros. A cápsula do tempo é do tamanho de um pequeno refrigerador; parece uma garrafa térmica futurista. O metal está corroído por causa da chuva, da neve e da sujeira, mas não tanto quanto se pensa, considerando que passaram quase quatro anos. Eu a levo para a casa e a lavo na pia, por isso brilha novamente.
Perto do meio-dia, levo um saco de compras com sanduíches de sorvete, ponche havaiano e confeitos para a casa da árvore. Estou cruzando nosso quintal até o dos Pearces, tentando equilibrar o saco e os alto-falantes portáteis e meu celular, quando vejo John Ambrose McClaren de pé na frente da casa da árvore, olhando para ela com os braços cruzados. Reconheceria a parte de trás de sua cabeça loira em qualquer lugar.
Eu congelo, de repente nervosa e insegura. Pensei que Peter ou Chris estariam aqui comigo quando ele chegasse, o que suavizaria qualquer constrangimento. Mas não tive essa sorte.
Ajeito as minhas coisas e sigo em frente para tocar-lhe no ombro, mas ele se vira antes que eu possa alcançá-lo. Dou um passo para trás.
— Ei! Oi! — digo.
— Ei! — ele me lança um longo olhar. — É realmente você?
— Sou eu.
— Minha amiga de correspondência evasiva Lara Jean Covey, que aparece no Projeto das Nações Unidas e foge sem dar nem um olá?
Mordo o interior da minha bochecha.
— Tenho certeza de que eu, pelo menos, dei um olá.
— Não, eu tenho certeza de que não deu — ele provoca.
Ele tem razão: eu não dei. Estava nervosa demais. Mais ou menos como agora.
Deve ser a distância entre conhecer alguém quando se era criança e vê-lo agora que você está mais crescida, mas ainda não é adulta, e há todos esses anos e cartas em entre vocês e você não sabe como agir.
— Bem... de qualquer maneira, você parece... mais alto.
Ele parece mais do que apenas mais alto. Agora que posso tomar o tempo para realmente olhar para ele, eu noto mais. Com seus cabelos louros, pele leitosa e bochechas rosadas, ele poderia ser o filho de um fazendeiro inglês. Mas está magro, então talvez o filho sensível que vai ao celeiro para ler. O pensamento me faz sorrir, e John me lança um olhar curioso, mas não pergunta por quê. Com um aceno de cabeça, ele diz:
— Você parece... exatamente a mesma.
Gulp. Isso é uma coisa boa ou uma coisa ruim?
— Pareço? — Levanto-me na ponta dos pés. — Acho que cresci pelo menos alguns centímetros desde a oitava série.
E meus seios estão pelo menos um pouco maiores. Não muito. Não que eu queira John notasse, estou apenas dizendo.
— Não, você parece... da mesma forma como eu me lembro de você.
John Ambrose estende a mão, e acho que ele está tentando me abraçar, mas ele só está tentando tirar o saco de mim, e então há uma breve, mas estranha dança que me mortifica, mas ele não parece notar.
— Então, obrigado por me convidar.
— Obrigada por vir.
— Quer que eu leve essas coisas para você?
— Claro — eu digo.
John pega o saco de mim e olha para dentro.
— Oh, uau. Todos os nossos antigos lanches! Por que você não sobe primeiro e eu te passo as coisas?
Então é isso que eu faço. Subo a escada e ele sobe por trás de mim. Estou agachada, com os braços estendidos, esperando que ele me passe o saco. Mas quando ele está no da escada, ele para e olha para mim e diz:
— Você ainda usa o cabelo em tranças elaboradas.
Toco a minha trança lateral. De todas as coisas a lembrar sobre mim. Naquela época, Margot era quem trançava o meu cabelo.
— Você acha que parece elaborado?
— Sim. Como... pão caro.
Começo a rir.
— Pão!
— Sim. Ou... Rapunzel.
Deito de barriga para baixo, me arrasto até a borda e finjo que estou atirando o meu cabelo para ele subir. Ele sobe até o topo da escada e me passa a sacola, que eu pego, e então ele sorri para mim e dá um puxão na minha trança. Ainda estou deitada, mas sinto uma carga elétrica como se ele estivesse me eletrocutado. De repente estou me sentindo muito ansiosa sobre os mundos que estão em colisão, o passado e o presente, um amigo de correspondência e um namorado, tudo nesta pequena casa na árvore.
Provavelmente eu deveria ter pensado um pouco melhor nisso. Mas eu estava tão focada na cápsula do tempo, nos lanches e na ideia de velhos amigos voltando a se encontrar para pensar no que faríamos. E agora aqui estamos nós, na mesma.
— Tudo bem? — John pergunta, oferecendo-me sua mão, enquanto eu me levanto. Eu não pego a mão dele, não quero outra descarga.
— Está tudo ótimo — digo alegremente.
— Ei, você nunca enviou de volta a minha carta — diz ele. — Você quebrou uma promessa inquebrável.
Eu rio sem jeito. Eu meio que estava esperando que ele não trouxesse isso à tona.
— Foi muito embaraçoso. As coisas que eu escrevi. Eu não podia suportar a ideia de outra pessoa ver.
— Mas eu já vi — ele me lembra.
Felizmente, Chris e Trevor Pike aparecem e interrompem a conversa sobre a carta. Eles imediatamente atacam os lanches. Enquanto isso, Peter está atrasado. Mando uma mensagem de texto para ele, um severo É melhor que você esteja vindo. E, em seguida: Não responda se estiver dirigindo. É perigoso.
Assim estou mandando outra mensagem, a cabeça de Peter aparece na porta e ele sobe. Estou prestes a dar-lhe um abraço, mas então logo atrás dele está Genevieve. Todo o meu corpo fica frio. Eu olho dele para ela. Ela vai para a minha direita e puxa John para um abraço.
— Johnny! — ela grita, e ele ri.
Sinto o toque acentuado de inveja no meu estômago. Será que cada menino ser encanta por ela?
Enquanto ela está abraçando John, Peter está olhando para mim com olhos suplicantes. Não fique brava, ele diz com os lábios, e junta as mãos em oração. Só no inferno, respondo, e ele faz uma careta. Eu nunca disse explicitamente que não a convidaria, mas gostaria de pensar que estava bastante claro. E então eu penso, Espere um minuto. Eles chegaram aqui juntos. Ele estava com ela e não falou uma palavra para mim sobre isso, e então ele a trouxe aqui, aqui, à minha casa. Especificamente para casa na árvore dos meus vizinhos. Esta menina que me machucou, feriu a ambos.
Em seguida Peter e John estão se abraçando, fazendo high-five e batendo um nas costas do outro como antigos companheiros de guerra, irmãos de armas há muito perdidos.
— Faz um longo tempo — diz Peter.
Genevieve já está abrindo o zíper de sua jaqueta branca acolchoada e fazendo-se confortável. O momento fugaz de expulsar Peter e ela da casa da árvore dos meus vizinhos passou.
— Oi, Chrissy — diz ela, sorrindo enquanto se instala no chão. — Belo cabelo.
Chris olha para ela.
— O que você está fazendo aqui?
Eu amo que ela pergunte isso, eu a amo.
— Peter e eu estávamos saindo e ele me contou sobre o que vocês fariam hoje. — Tirando o braço da jaqueta, Genevieve me diz: — Acho que o meu convite se perdeu no correio.
Eu não respondo, porque o que posso dizer na frente de todas essas pessoas? Eu apenas abraço meus joelhos contra o peito. Agora que estou sentada ao lado dela, percebo quão pequena esta casa da árvore se tornou. Quase não há espaço suficiente para todos os braços e pernas, e os meninos são tão grandes agora. Antes, tínhamos mais ou menos o mesmo tamanho, meninos e meninas.
— Deus, este lugar sempre foi tão pequeno? — Genevieve diz para ninguém em particular. — Ou será que nós todos estamos realmente grandes? — ela ri. — Exceto você, Lara Jean. Você ainda é um chaveirinho de bolso.
Ela fala tudo docemente. Doce como leite condensado. Doce e condescendente. Derramando-se e grudando. Eu jogo junto: sorrio. Não vou deixá-la montar em mim.
John revira os olhos.
— A mesma velha Gen — ele diz secamente, com carinho cansado, e ela sorri enrugando o nariz de uma forma fofa, como se pagando por um elogio. Mas então ele olha para mim e levanta uma sobrancelha sardônica, e me sinto melhor sobre tudo, apenas assim. De uma forma estranha, talvez sua presença aqui complete o círculo. Ela pode pegar o que for dela naquela cápsula do tempo, e essa nossa história pode ser terminada.
— Trev, jogue-me um sanduíche de sorvete — pede Peter, apertando-se entre mim e Genevieve. Ele estica as pernas para o centro do círculo, e todos nós no ajustamos para dar espaço para suas pernas compridas. Afasto as pernas dele para o lado para abrir espaço para a cápsula do tempo no centro.
— Aqui está, pessoal. Todos os seus maiores tesouros da sétima série.
Tento tirar o topo de alumínio com um floreio, mas está realmente preso. Estou lutando com ele, usando minhas unhas. Olho para Peter e ele está devorando o sanduíche de sorvete, concentrado, então John se levanta e me ajuda a soltar. Ele tem cheiro de sabão de pinho. Eu adiciono isso à lista de coisas novas que aprendi sobre ele.
— Então, como faremos isso? — Peter me pergunta, com a boca cheia de sorvete. — Será que despejamos tudo para fora?
Eu estava pensando algo.
— Acho que deveríamos nos revezar puxando alguma coisa. Vamos fazer isso durar, como abrir os presentes na manhã de Natal.
Genevieve se inclina para frente em antecipação. Sem olhar, coloco a mão dentro do cilindro e retiro a primeira coisa que os meus dedos tocam. É engraçado, eu tinha esquecido do que coloquei lá dentro, mas sei instantaneamente o que é sem olhar para baixo. É uma pulseira da amizade que Genevieve fez para mim quando estávamos em nossa fase de tecelagem na quinta série. Rosa, branco e azul claro. Eu fiz uma para ela também. Roxo e amarelo. Ela provavelmente nem se lembra. Olho para ela, e seu rosto está vazio. Sem reconhecimento.
— O que é isso? — Trevor pergunta.
— É meu — eu digo. — É... é uma pulseira que eu costumava usar.
Peter toca seu sapato no meu.
— Aquele pedaço de corda era sua coisa mais preciosa? — Ele brinca.
John está me observando.
— Você costumava usá-la o tempo todo — diz ele, e é bonita a forma como ele ainda se lembra.
Uma vez que feita, nunca deveria ser tirada, mas eu a sacrifiquei para a cápsula do tempo, porque eu a amava tanto. Talvez tenha sido quando minha amizade com Gen azedou. A maldição da pulseira da amizade.
— Você é o próximo — digo a ele.
Ele se aproxima e puxa uma bola de beisebol.
— Isso é meu — Peter se adianta. — É de quando fiz um home run em Claremont Park.
John lança a bola para ele, e Peter a pega. Ele a examina e diz:
— Veja, eu a assinei e coloquei a data!
— Eu me lembro daquele dia — Genevieve fala, inclinando a cabeça. — Você veio correndo do campo e me beijou na frente de sua mãe. Lembra?
— Hã... não realmente — Peter murmura. Ele está olhando para a bola de beisebol, girando-a em sua mão como se estivesse fascinado por ela. Eu não posso acreditar nele. Realmente não posso.
— Es-tra-nho — Trevor fala com uma gargalhada.
— Posso ficar com ela? — ela pergunta em uma voz suave, como se ninguém estivesse aqui.
As orelhas de Peter estão ficando vermelhas. Ele olha para mim, em pânico.
— Covey, você a quer?
— Não — eu digo, mantendo meu olhar afastado deles. Pego o saco de confeitos e coloco um punhado na minha boca. Estou tão brava que tudo o que posso fazer é comer os confeitos ou vou gritar com ele.
— Certo, então vou ficar com ela — Peter fala, colocando a bola no bolso do casaco. — Owen pode querer. Desculpe, Gen.
Ele pega a cápsula do tempo e começa a vasculhar. Puxa um boné de beisebol surrado. Orioles.
— McClaren, olha o que eu tenho aqui — ele chama, alto demais,
Um sorriso se espalha pelo rosto de John como um lento nascer do sol. Ele o pega de Peter e o coloca na cabeça, arrumando-o.
— Esse realmente era o seu bem mais precioso — eu digo.
Ele o usava o tempo todo, também. Pedi ao meu pai para me comprar uma camiseta dos Orioles porque pensei que John McClaren ficaria impressionado. Eu a usei duas vezes, mas acho que ele nunca notou. Meu sorriso desaparece quando noto Genevieve me observando. Nossos olhos se encontram; há um brilho de conhecimento em seu olhar que me deixa inquieta. Ela olha para o lado; agora, ela é a única sorrindo para si mesma.
— Os Orioles, saco — diz Peter, encostado na parede. Ele pega a caixa de sanduíches de sorvete e puxa para fora.
— Passe-me um desses — pede Trevor.
— Desculpe, é último — diz Peter, mordendo-o.
John me chama a atenção e pisca.
— Mesmo velho Kavinsky — comenta ele, e eu rio.
Sei que ele está pensando em nossas cartas. Peter sorri para ele.
— Ei, você não gagueja mais.
Eu congelo. Como Peter traz isso à tona de modo tão arrogante? Nós nunca conversamos sobre a gagueira de John no ensino fundamental. Ele era tão tímido sobre isso. Mas agora John apenas abre um sorriso e dá de ombros.
— Direi isso à minha oitava fonoaudióloga, Elaine.
Ele é tão confiante! Peter pisca, e posso ver que ele é pego de surpresa. Ele não conhece este John McClaren. Peter costumava ser o descolado, não John. Ele seguiu o exemplo de Peter. Peter pode ainda ser o mesmo, mas John mudou. Agora Peter é aquele que tem o pé menos firme.
Chris segue. Ela pega um anel com uma pequena pérola no centro. Allie, um presente a confirmação da tia dela. Ela adorava esse anel. Terei que enviá-lo para ela. Trevor puxa seu próprio tesouro – um cartão de beisebol autografado. Genevieve é quem tira o de Chris – é um envelope com uma nota de vinte dólares dentro.
— Sim! — Chris grita. — Eu era uma pequena gênia.
Nós fazemos um high-five.
— E quanto a você, Gen? — Trevor pergunta.
Ela dá de ombros.
— Acho que não coloquei nada na cápsula.
— Sim, você colocou — eu digo, limpo o pó alaranjado dos confeitos dos meus dedos. — Você estava lá naquele dia.
Eu lembro que ela estava entre colocar uma foto dela e Peter ou a rosa que ele lhe deu de aniversário. Não me lembro o que ela decidiu.
— Bem, não há nada dentro, então acho que não coloquei. Que seja.
Olho para dentro da cápsula do tempo só para ter certeza. Está vazia.

* * *

— Lembram como a gente jogava Assassinos? — Trevor pergunta, sugando os últimos goles de suco de seu Capri Sun. Ah, como eu amava esse jogo! Era uma espécie de pega-pega elaborado: todo mundo sorteava um nome de um chapéu, e você tinha que pegar essa pessoa. Depois que alcançasse essa pessoa, você tinha que pegar quem eles sortearam. Envolvia esgueirar-se por aí e se esconder. Um jogo que poderia durar dias.
— Eu era a Viúva Negra — diz Genevieve. Ela oscila um pouco sobre o ombro de Peter. — Eu ganhei mais do que ninguém.
— Por favor — Peter zomba — eu ganhei várias vezes.
— Eu também — diz Chris.
— L’il J, você era a pior — Trevor aponta para mim. — Acho que você não ganhou nenhuma.
Faço uma careta. L’il J. Eu tinha esquecido que ele costumava me chamar assim. E ele está certo: eu nunca ganhei. Nem sequer uma vez. Na única vez que cheguei perto, Chris me pegou na piscina de Kitty. Pensei que eu estivesse salva porque era tarde da noite. Eu estava tão perto da vitória, podia quase sentir o gosto dela.
Os olhos de Chris encontram os meus, e sei que ela está lembrando também. Ela pisca para mim, e eu dou-lhe um olhar azedo.
— Lara Jean só não tem o instinto assassino — diz Genevieve, olhando para as unhas.
— Nós não podemos todas ser viúvas negras — respondo.
— Verdade — diz ela, e meus dentes apertam.
— Lembra-se que uma vez eu tinha pego o seu nome, e estava escondido atrás do carro de seu pai antes da escola, mas foi o seu pai que saiu? — John diz a Peter. — Fiquei com medo dele, então ele e eu gritamos?
— Então nós tivemos que parar completamente quando Trevor veio na loja da minha mãe vestido com a máscara de esqui — Peter gargalha.
Todos riem, exceto para eu. Ainda estou sofrendo com o “instinto assassino” de que Genevieve falou.
Trevor está rindo tanto que mal consegue falar.
— Ela quase chamou a polícia! — ele consegue soltar.
Peter cutuca meu tênis com o dele.
— Devíamos jogar novamente.
Ele está tentando voltar às minhas boas graças, mas não estou pronta para deixar, então simplesmente dou de ombros friamente. Desejo não estar brava com ele, porque eu realmente quero jogar novamente. Quero provar que tenho o instinto assassino também, que eu não sou alguma Assassina perdedora.
— Devíamos — John concorda. — Em nome dos velhos tempos. — Ele me chama a atenção. — Uma última chance, Lara Jean.
Eu sorrio. Chris levanta uma sobrancelha.
— O que o vencedor ganha?
— Bem... nada — eu digo. — Seria apenas por diversão.
Trevor faz uma careta para isso.
— Deve haver um prêmio — diz Genevieve. — Caso contrário, qual seria o sentido?
Eu penso rápido. O que seria um bom prêmio?
— Entradas de cinema? Um bom prato à escolha do vencedor? — deixo escapar. Ninguém diz uma palavra.
— Nós poderíamos todos dar vinte dólares — John oferece. Dou a ele um olhar agradecido e ele sorri.
— Dinheiro é chato — diz Genevieve, se esticando como um gato.
Reviro os olhos. Quem pediu por sua contribuição? Eu nem sequer pedi para ela estar aqui.
— Hum, que tal o vencedor ganhar café da manhã na cama todos os dias por uma semana? — Trevor sugere. — Poderia ser panquecas na segunda-feira, omelete na terça, waffle na quarta, e assim por diante. Há seis de nós, então...
Tremendo, Genevieve nega:
— Eu não tomo café da manhã.
Todo mundo geme.
— Por que você não sugere algo em vez de dispensar todas as sugestões? — Peter diz, e eu escondo o rosto por trás da trança para que ninguém me veja sorrir.
— Ok.
Genevieve pensa por um minuto, e em seguida, um sorriso se espalha por seu rosto. É seu olhar de Grande Ideia, e isso me deixa nervosa. Lentamente, deliberadamente, ela diz,
— O vencedor recebe um desejo.
— De quem? — Trevor pergunta. — De todo mundo?
— De qualquer um de nós que esteja jogando.
— Espere um minuto — Peter fala. — O que estamos concordando por aqui?
Genevieve parece muito satisfeita consigo mesma.
— Um desejo, e você tem que concedê-lo.
Ela parece uma rainha má. Os olhos de Chris brilham quando ela diz:
— Qualquer coisa?
— Dentro da razão — acrescento rapidamente. Isso não é nada do que eu tinha em mente, mas pelo menos as pessoas estão dispostas a jogar.
— A razão é subjetiva — John ressalta.
— Basicamente, Gen não pode forçar Peter a transar com ela uma última vez — diz Chris. — Esse é o pensamento de todos, certo?
Eu endureço. Não era realmente o que eu estava pensando. Mas agora eu estou. Trevor explode em risadas e Peter o empurra. Genevieve balança a cabeça.
— Você é nojenta, Chrissy.
— Eu só disse o que todos estavam pensando!
Mal estou escutando neste momento. Tudo em que posso pensar é que quero jogar este jogo e quero ganhar. Só uma vez, quero vencer Genevieve em alguma coisa. Eu só tenho uma caneta, sem papel, por isso John rasga caixa de sanduíche de sorvete e nós nos revezamos para escrever os nossos nomes no papel cartão.
Então, todo mundo coloca seus nomes na cápsula do tempo vazia, e eu a chacoalho. Passamos ao redor e eu sou a última. Retiro o pedaço de cartão, seguro-o junto ao peito, e abro.
JOHN.
Bem, isso complica as coisas. Dou uma espiada nele. Ele está guardando cuidadosamente o seu papel no bolso do jeans. Desculpe, camarada, mas você será caçado. Dou uma olhada rápida ao redor em busca de pistas sobre quem pegou o meu nome, mas todo mundo está com seus rostos de pôquer.

17 comentários:

  1. 😒😒😒😒 tô até vendo.. 👄 eles vão se beijar e o Peter vai ver....... Aí vai dar treta e etc

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  2. Que nojo da Gen, aposto q ela e o Peter ainda tem algo. A Lara tem q acordar

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  3. Meu coração tá tão acelerado,parece até q eu quem vou jogar

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  4. Ahhhhhhh
    Por que eu tenho a impressão de que o Jonh também pegou o nome da Laranjinha?

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  5. "Desculpe, camarada, mas você será caçado"
    Essa frase pareceu Rose Hathaway falando, saudades VA❤

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  6. Encantada com esse Jhon.
    E irritada com o Peter.
    Mas que diabos ele aínda tem com Essa Naja da Gen??
    Se eu fosse a Lara Jean daria o troco com o Jhon.
    A.D.R

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  7. Maior torta de climão! Nunca sei se o Peter é paspalho assim mesmo ou se ele faz de proposito, qe tem a ver levar a Gen mano? Ninguem ali gosta dela exceto ele. Agora to shippando a Lara com o Jonh só pro Peter deixar de ser bestão

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  8. Tenho até medo de ver o que vem a seguir.

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  9. Para de cair na pilha da Gen, Lara Jean

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  10. Ai que insuportavel Gen.👿

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  11. Como assim a Gem estava saindo com ele? Jesus... Já ta passando do limite

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  12. Ah caramba essa coisinha do Peter com o Gen não vai terminar nunca? Affffff

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  13. Pq tu não pegou a maldita bolaaaaaa Lara Jean? 😑
    Peter fez a coisa certa, por um momento achei que ele daria pra Sadia com v

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  14. Tô nervosa com esse jogo, vai dar merda, certeza.

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  15. — Por que você não sugere algo em vez de dispensar todas as sugestões? — Peter diz,

    kkkkkkkkkkk

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Boa leitura, E SEM SPOILER!