7 de abril de 2018

Capítulo oito


Alex podia ter esperado por coisas grandiosas, mas o segundo dia foi pior que o primeiro. Call passou metade do tempo olhando as anotações de Constantine, feitas em colunas organizadas que deixaram o menino desesperado quanto à própria caligrafia. Se você precisava ter a alma de alguém, pensou Call, seria legal ter a caligrafia incrível dessa pessoa também.
Constantine anotara muitos números, indicando experimentos e, depois, medidas que pareciam relativas ao caos. Havia determinado a energia mínima exigida para trazer de volta um dos Dominados, e, então, organizado listas com melhorias que poderiam ser obtidas com mais caos e um manuseio mais delicado da alma.
Falar era uma delas, o que irritava Alex.
Mas o espírito — a essência do que faltava em uma pessoa — parecia ser algo que Constantine não tinha conseguido definir ou recriar. Apesar da insistência de Mestre Joseph de que estavam perto de um avanço, Call não viu nada nas anotações que indicasse isso.
O que Constantine fez foi jogar sua alma no corpo de outra pessoa. Sem dúvida, uma magia impressionante e que lhe salvou a vida, mas não era o mesmo que ressuscitar os mortos.
Naquela noite, no jantar, tanto Jasper quanto Tamara pareceram agitados de um jeito que intrigou Call. Era como se estivessem ligados com uma energia estranha, e Tamara ficava lançando Olhares Cheios de Significado para Call, apontando para a massa artesanal. Ele não fazia ideia do que ela tentava dizer.
Pensou na alegação de Anastasia de que Tamara gostava dele. Celia fez muitas coisas confusas e inexplicáveis enquanto gostava de Call. Talvez Anastasia tivesse razão, mas isso não explicava o que Tamara queria que ele fizesse.
— Progredimos hoje — mentiu Alex, e ficou olhando para Mestre Joseph como se à espera de aprovação.
— Não force. Relaxe. A habilidade está aí — afirmou Mestre Joseph, e simplesmente olhou para Call.
O garoto encarou Tamara. Ela estava fazendo uma mímica que parecia um gesto de recolher algo do chão. Pegar? Recolher? Catar?, perguntou ele, mexendo a boca sem emitir som. Tamara fez que sim e, depois, moveu os braços, como se estivesse dançando. Mas o quê... Call estava desconcertado. Será que Tamara tinha ficado louca? Isso não era hora para dançar ritmos latinos. Lambada? Cumbia? O que Tamara estava pensando?
— Eu realmente acho que podemos fazer alguns avanços — continuou Alex, interrompendo os devaneios de Call. — Mudar a maneira como a mágica é feita.
Ele observou Tamara, como se estivesse torcendo para que ela ficasse impressionada. Aquilo deixou Call furioso. Tinha parado de prestar atenção na mímica, e olhou fixamente para Alex, desejando poder socá-lo.
Call estava com ciúme. Ciúme de Alex, porque ele era o tipo de cara de quem as pessoas gostavam. Call sabia que Tamara o odiava por ter matado Aaron, e, mesmo que isso nunca tivesse acontecido, ela ainda não gostaria de Alex, porque ele tinha feito sua irmã chorar. Call sabia disso tudo, mas não ajudava. Se Tamara tinha de fato ou não uma paixonite por Call, não fazia diferença. Ele gostava dela. Gostava mesmo e teria que confessar a ela.
— Então — começou Jasper, percebendo o silêncio tenso. Ele gesticulou para o aparador. — Alguém vai querer aquele bolo de chocolate?
Depois do jantar, Jasper, ainda trabalhando em seu plano de impressionar Mestre Joseph, perguntou ao mago se ele poderia ensinar como criar campos de força a partir do ar e que barrassem as janelas. Alex, que era um mago do ar, imediatamente se ofereceu para ajudar a ensiná-lo.
— Você não vai conseguir utilizar essa informação para escapar, você sabe, certo? — avisou Alex, com claro prazer. — É magia muito avançada. Além disso, mesmo se saísse da casa, jamais sairia da ilha.
— Ah, não — negou Jasper. — Não estava pensando em tentar escapar.
Mestre Joseph lançou a ele um sorriso indulgente.
— Claro que não. Venha comigo. — Ele o conduziu para uma das salas de treinamento.
Assim que desapareceram, Tamara pegou a mão de Call.
— Vamos.
Ela o arrastou para fora da sala de jantar em direção à saleta, depois fechou a porta e se apoiou ali.
— Preciso contar uma coisa — revelou, olhando em volta, como se alguém pudesse estar à espreita nas sombras. Tamara usava outro vestido em tom pastel, desta vez em um tom bem claro de laranja, com uma saia de renda.
Era isso. Ela ia contar para Call que gostava dele.
Não, ele deveria contar primeiro. Porque, depois que ela começasse a falar, ele ia travar e fazer papel de trouxa. Buscaria dizer a coisa certa, mas acabaria calado.
— Eu gosto de você! — soltou, de repente. — Acho que você é bonita, e gosto de você e sempre gostei, mesmo quando você não gostava muito de mim. Você é corajosa e inteligente, e acho que vou parar de falar agora.
— Tem túneis embaixo da casa — disse Tamara, quase ao mesmo tempo.
O chão pareceu se inclinar sob os pés de Call. Ela não estava prestes a confessar seus sentimentos. Na verdade, olhava para ele como se o menino fosse alguma nova espécie de inseto que ela jamais havia visto antes.
Seu rosto esquentou.
— Túneis? — repetiu Call, entorpecido.
— Eu e Jasper ouvimos Hugo e Mestre Joseph falando sobre isso. Aparentemente, as entregas vêm por eles; e também servem para armazenar alguns suprimentos extras. Eles chamaram de catacumbas — completou Tamara, um pouco afetada, como se estivesse chocada com a novidade de Callum.
— Ah — disse Call, entendendo com atraso a mímica que Tamara fizera no jantar. — Você estava tentando sinalizar catacumba.
— Desculpe — lamentou ela. — Mas, se vamos explorá-las, temos que ir agora. Enquanto Jasper distrai Mestre Joseph. Podemos conversar mais tarde.
— Estou pronto — avisou Call, tentando agir normalmente. — Mas não precisamos conversar sobre o que eu disse. Tipo, nunca.
Anastasia tinha se enganado; claro que tinha. Tamara não gostava de Call. Jamais sequer ficara a fim do amigo. Ele só acreditou porque queria que fosse verdade.
Tamara sorriu discretamente para Call e passou por ele indo em direção ao centro da sala. Havia um felpudo tapete persa no chão. Ela começou a enrolá-lo, revelando o quadrado de uma portinhola. Então, olhou para cima.
— Venha me ajudar.
Call se ajoelhou a seu lado, mesmo com a perna doendo. Por vários minutos, ambos lutaram contra a portinhola, tentando encontrar uma maçaneta ou um ponto de pressão que a abrisse.
— Vou tentar uma coisa — disse Call, finalmente, mordendo o lábio.
Ele colocou a mão no topo da porta e pensou muito na magia do caos que vinha fazendo, em vasculhar o vazio em busca de algo. A vastidão selvagem e agitada do elemento do caos. Ele ergueu aquela escuridão, como se estivesse elevando fumaça, e permitiu que fluísse de sua mão.
Uma escuridão negra como tinta vazou da porta. Tremeu sob a mão de Call e desapareceu em direção ao vazio, revelando uma escada que levava para baixo.
— Foi difícil? — sussurrou Tamara, soltando o ar.
— Não — respondeu Call.
Era verdade. Utilizar magia do caos já tinha sido difícil, mas agora estava se tornando cada vez mais parecido com a manipulação de qualquer outro elemento. Ele não sabia se isso deveria assustá-lo ou não.
O único problema era que havia acabado de consumir um pedaço do chão, então, qualquer pessoa que passasse por cima do tapete cairia. Mas, no momento, com o coração partido, ele não sabia se conseguia se importar.
Pelo menos, eles eram amigos, disse a si mesmo. Pelo menos sempre o seriam.
Desceram por um longo túnel escuro com paredes de pedra. Mestre Rufus o ensinou que o caos em si não era maligno. Era um elemento como outro qualquer. Mas havia muitos lugares onde Makars eram mortos ao nascer, porque o caos tinha muito poder de destruição. Foi por isso que Anastasia se mudou com Constantine para os Estados Unidos depois que ele nasceu, para salvar sua vida.
E veja no que deu.
Tamara acendera uma pequena chama na palma da mão. Usava aquela luz para se orientar, seu brilho laranja iluminando as curvas e esquinas dos corredores, as muitas salas que desembocavam ali. A maioria estava vazia. Algumas exibiam caixotes ou jarros claramente destinados a conter elementais. Uma das salas tinha um monte de correntes de aço que Call reconhecia; Mestre Joseph já utilizara uma para aprisionar Aaron.
Tamara parou em frente a uma porta.
— Aqui — disse, sussurrando.
Eles entraram, e Call logo viu o que ela notara. Havia um arco e uma flecha em uma parede, e uma lança afiada apoiada em outra. A sala inteira era uma miscelânea de itens estranhos: livros, álbuns de fotografia, roupas masculinas, móveis, equipamentos esportivos.
Uma sensação fria se alojou no estômago de Call. Tamara pegou uma adaga marcada com as iniciais JM.
— Jericho Madden. Devem ser as coisas dele.
— O que está acontecendo aqui embaixo? — perguntou ela.
Call franziu o cenho.
— Provavelmente Constantine guardou tudo para quando trouxesse o irmão de volta.
Os objetos deveriam estar ali havia mais ou menos vinte anos. E agora que o corpo de Jericho fora destruído, ficariam por muito tempo mais.
Call não conseguia deixar de imaginar onde estariam as coisas de Aaron, mas não podia tocar no assunto. Definitivamente, faria Tamara desconfiar de que ele estava considerando trazê-lo de volta.
Aaron, que definitivamente não riria se Call lhe contasse sobre a estupidez que tinha cometido.
Tudo bem, Aaron não era perfeito. Ele talvez tivesse rido.
Afastando esses pensamentos, Call levantou pilhas de coisas e olhou em volta. Encontrou alguns livros didáticos e romances, e, em seguida, um pequeno caderno de couro sem etiqueta. A caligrafia em suas páginas parecia a de um adolescente. Desenhos de lagartos e outras crianças decoravam as margens das páginas. Diferente das anotações de Constantine, não eram apenas gráficos e experimentos.

Estou desenvolvendo um projeto especial com Mestre Joseph e Con. Mestre Rufus me deu esse caderno e pediu para eu fazer anotações sobre o que acontecer, então, é isso que farei. Até agora, ser irmão do Makar significa que sou arrastado para onde ele for. Mal sou considerado mais um mago. Todo mundo só me considera seu contrapeso. Ninguém quer saber quanto é estranho sentir sua alma puxando a minha.

Call levantou o caderno com um tremor para mostrá-lo a Tamara.
— Jericho tinha um diário — contou a ela.
As sobrancelhas da garota se ergueram. Ela observava uma polaroid que mostrou a Call. Era de Anastasia e dois garotinhos vestidos de branco. Na foto, ela usava um vestido florido, sentada na grama, sem sorrir. Tamara virou a fotografia. Alguém tinha escrito o ano no verso.
Com um suspiro, já que Call sabia como tudo isso acabaria, ele guardou o diário no bolso da camisa de flanela para ler mais tarde.
— Talvez tenham deixado passar alguma coisa por aqui — argumentou Tamara. — Alguma coisa que não permitiriam que tivéssemos acesso, mas que guardariam para ele?
— Como um telefone para chamadas de emergência? — perguntou Call, pensando no aparelho de Mestre Rufus que ele mesmo usara para fazer contato com o pai quando chegou ao Magisterium.
— Bom demais para ser verdade — rebateu Tamara.
Eles procuraram por muito tempo, mas não encontraram mais nada que parecesse útil. A única coisa remotamente interessante era uma porção de livros velhos sobre Makars de todo o mundo e suas conquistas duvidosas. Alguns deles foram chamados de coisas como Foice das Almas, Francelho Encapuzado, Devorador de Homens, o Boca, Construtor da Carne, o Flagelo de Luxemburgo, Ceifeiro das Faces; definitivamente, inspirações para o “Inimigo da Morte” de Constantine. Muitos alegaram ter descoberto o segredo da imortalidade, além de outras coisas assustadoras, mas obviamente os livros não diziam quais eram de fato os segredos. Finalmente, Tamara se sentou em uma cadeira próxima.
— É melhor voltarmos antes que alguém perceba que sumimos.
Call assentiu, de repente ciente de que estavam sozinhos, e de que ele tinha acabado de abrir seu coração para Tamara. Sem Jasper por perto para fazer comentários ácidos, ou Mestre Joseph e Alex olhando daquele jeito assustador. Só ele e ela.
— Olhe, Tamara — começou ele. — Tudo o que eu disse antes foi tolice. Você provavelmente gostava de Aaron. Provavelmente nem teve a intenção de me salvar em vez dele. Provavelmente tem muitos arrependimentos.
Tamara esticou o braço e pegou uma das mãos de Call. Ele não tinha percebido quanto estava frio até sentir o calor de sua pele.
— Eu acordo toda noite lamentando não ter salvado Aaron. Mas, Call, não lamento ter salvado você.
Ele não conseguiu respirar.
— Não?
Ela se inclinou em direção a ele. Os rostos estavam muito próximos. Ele conseguia ver o pequeno colar de Fátima brilhando no pescoço de Tamara.
— Achei que você soubesse como eu me sentia.
— Como você se sentia?
Call ficou imaginando se estaria condenado a repetir tudo o que ela dizia. Ela lhe segurava as duas mãos agora, nervosa. Seus olhos estavam enormes, escuros e fixos no garoto.
— Call — disse Tamara, e ele a beijou.
Em retrospecto, Call não saberia dizer, com certeza, o que o fizera tomar tal atitude, ou o que havia sugerido que seria uma boa ideia. Ele não fazia ideia de qual instinto lhe dissera que não levaria um tapa ou, pior ainda, seria informado de que era realmente um bom amigo, mas que Tamara não gostava dele desse jeito.
Mas nenhuma dessas coisas aconteceu. Tamara fez um barulhinho e se mexeu para ajustar melhor a posição, e o que no princípio tinha sido Call pressionando a boca nervosamente contra os lábios de Tamara se tornou outra coisa. Algo que fez parecer que seu coração explodia dentro do peito.
Tamara colocou as mãos gentilmente nas laterais do rosto de Call, e o beijo continuou por tanto tempo que as orelhas do garoto rugiam com a pulsação acelerada.
Quando por fim se afastaram, Tamara estava muito ruborizada, mas parecia contente. E Call se sentia feliz. Pela primeira vez desde a morte de Aaron, ele se sentia feliz.
Quase tinha se esquecido de como era.
Acabei de dar meu primeiro beijo em uma fortaleza do Inimigo da Morte, em uma sala cheia das coisas de seu finado irmão, pensou Call. É a história de minha vida.
Mas ele não se importou. Por enquanto, não se importava com nada.
— Vamos — chamou Tamara. As bochechas tinham desbotado para um tom de cor-de-rosa. — Antes que alguém entre na saleta e perceba que abrimos a portinhola.
Call discordava. Por ele, deveriam ficar e se beijar mais um pouco. Era uma invenção subestimada, ou pelo menos uma que ele não tinha estimado até então.
Tamara deu a mão a ele, e, em uma espécie de torpor, os dois seguiram pelas catacumbas com as mãos dadas em um aperto forte. Dar as mãos também era algo surpreendentemente incrível. Toda vez que eles dobravam uma esquina, ela apertava os dedos de Call e lhe enviava ondas de energia pelo braço.
Tiveram que se separar quando chegaram à escada que levava à saleta. Tamara foi primeiro, e ambos perderam algum tempo ajeitando a sala, se certificando de que ficasse parecendo como se nunca tivessem estado ali.
Encontraram algumas tábuas para colocar sobre o buraco, tábuas que pareciam capazes de sustentar o peso de uma pessoa.
Saíram sorrateiramente da sala e subiram as escadas. Call estava prestes a conferir se Tamara queria ficar mais um pouco de mãos dadas quando Jasper surgiu das sombras.
— Onde vocês estavam?
Call ficou olhando fixamente para Jasper. Ele vivia falando sobre romance — era de se imaginar que soubesse identificar quando não o queriam por perto. Mas Jasper nunca se deu conta dos próprios defeitos de personalidade, bastante severos.
— Exploramos as catacumbas conforme o planejado — respondeu Tamara, acenando para a direção de onde tinham vindo.
Naquele instante, Call se lembrou de que Jasper e Tamara haviam passado o dia todo juntos, planejando coisas.
O ciúme voltou, apesar de Call ter acabado de beijá-la. Afinal de contas, Jasper era um velho amigo de Tamara e, de algum jeito, ele tinha convencido a última menina que gostou de Call a gostar mais dele.
O pensamento foi como um balde de água fria. Subitamente, Call percebeu diversas coisas: (1) beijar criava um torpor de estupidez que durava no mínimo dez minutos; (2) agora que tinha passado, ele não fazia ideia do que significava o beijo em Tamara; e (3) ele não tinha ideia do que fazer agora.
Veio então um impulso avassalador de agarrar Jasper pelo colarinho e forçá-lo a revelar todos os seus segredos românticos. Antes, Call fizera pouco caso deles, mas agora estava prestes a ouvir, sem ceticismo.
— Bem, eu enrolei o máximo que pude, mas é melhor irem para os quartos antes que Mestre Joseph perceba sua ausência — avisou Jasper, menos irritado. — Encontraram alguma coisa?
Tamara apenas assentiu. Os três seguiram para o quarto rosa, Call na retaguarda. Dormir no mesmo cômodo fazia com que se sentisse estranho. Call se lembrou de ter dormido ao lado da garota na cama da garagem de Alastair. Tinha sido um pouco esquisito, mas nada comparado ao que seria dividir o quarto agora.
Tamara era linda, corajosa e incrível. Call achava que seu destino era ficar com alguém heroico, como Aaron, ou com algum aristocrata idiota, feito Jasper. A ideia de que ela gostava dele, afinal — uma vez que ele já tinha tido certeza de que gostava, e depois de que não gostava — ainda fazia sua cabeça girar.
Call olhou de esguelha para Jasper, ainda pensando em aristocratas idiotas, enquanto se ajeitava no colchão no chão. Tamara foi até o banheiro e saiu com um pijama roxo de babados nos ombros.
Só de olhar para ela, o peito do menino doía de um jeito novo, em pânico. Se Call sabia algo a respeito de si mesmo, era sua capacidade de pegar qualquer coisa boa e transformar em uma bagunça.
— O que descobriram? — perguntou Jasper.
— O diário de Jericho — respondeu Call. — Ainda não li, mas talvez tenha alguma coisa interessante. — Então, fez uma pausa, se dando conta de que o que queria com o diário não era nada parecido com o que os outros queriam. — Digo, sobre pegar o Alkahest ou sair desta ilha, ou sobre o exército desaparecido.
— Temos que voltar e ver se deixamos escapar alguma coisa — decidiu Tamara.
Seria um convite para mais beijos? Call não sabia ao certo. Ele observou Tamara, mas ela olhava para o telhado.
Jasper fez que sim com a cabeça.
— Estou colado em Mestre Joseph, mas, até agora, a única coisa que descobri foi a receita do chili. A aula sobre campos de força mágicos não foi muito informativa.
Call não trocou de roupa para deitar. Ele se esticou no colchão com a cabeça cheia por causa do beijo e de toda a confusão que o acompanhava.
— Boa noite, Call — desejou Tamara, com um sorriso que parecia conter diversos segredos.
Jasper lançou um olhar estranho para ele. Call decidiu que amanhã perguntaria a Jasper tudo o que ele sabia sobre garotas. Só torcia para que não fosse tarde demais.
Pela primeira vez, seus sonhos não foram carregados de caos.

6 comentários:

  1. Não sei por que mas sempre tenho dificuldades para perceber coisas como essa... xD tipo, sempre pensei que Tamara gostava de Aaron, não havia percebido que... :<
    Mas não é ruim que a Tamara está com o Call, também.

    E me pergunto se em algum livro vai ter algum trio que não se apaixone, seja menino-menina-menino ou menina-menino-menina...

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    1. Na minha percepção Tamara gostava do Aaron, mas essa serie vive me surpreendendo e ainda não sei dizer se são boas surpresas

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  2. montei uma teoria aqui que pode ser verdadeira, e se Constantine Madden descobriu como reviver os mortos usando partes da sua propia alma para "reconstruir" a do corpo, e na grande guerra dos magos ele matou acidentalmente o Cal, filho dos melhores amigos dele, e na tentativa de se redimir ressuscitou o Cal. A mae do cal percebendo a "aberração" que madden tinha transformado o filho dela usou suas ultimas forças pra tentar matar ou promover a morte do filho .........
    Só teoria, é claro.

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    1. Se for esse o caso, Cal é ele mesmo, e não Constantine que voltou à vida.

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  3. Hashuashua tô louca pra ver o Jasper ensinando a Call os segredos da sedução

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Comentários de volta!
Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!