7 de abril de 2018

Capítulo cinco


Fizeram a reunião no quarto cor-de-rosa, esticados no tapete felpudo de coração. Enquanto montavam uma estratégia, Tamara arrancou furiosamente as rendas das bainhas e das mangas de uns vestidos em tom pastel verdadeiramente estranhos. Cor-de-rosa deveria deixar as pessoas mais calmas, porém Call só se sentia deprimido e muito, muito cheio.
— Não posso acreditar que seu plano original de fuga requer outro plano de fuga — disse Jasper. — Você é péssima nisso.
Tamara olhou fixamente para ele.
— Suponho que quanto mais escaparmos, melhores ficaremos em nossas fugas.
Após um momento, Jasper se alegrou.
— Talvez não seja tão ruim que tenhamos sido sequestrados. Quero dizer, isso tudo é muito dramático. Quando Celia entender o que me aconteceu, ela vai se sentir péssima por ter me dispensado. Vai segurar minha foto junto ao coração, temendo por minha vida e derramando uma lágrima pelo amor que compartilhávamos. Se ao menos ele voltar, ela vai pensar, implorarei para que seja meu namorado outra vez!
Call encarou Jasper, sem fala.
— Mas, quero dizer, só se não escaparmos rápido demais — prosseguiu Jasper. — Ela precisa de tempo para descobrir que eu sumi, e chegar a todo esse sofrimento épico. Talvez algumas semanas. Afinal, a comida aqui é muito boa.
— E se até lá ela arranjar outro namorado? — alfinetou Tamara. — Quero dizer...
— Certo — cortou Jasper, interrompendo-a. — O que vamos fazer? Tem que ser hoje.
— Já chequei as janelas; pelo menos as desse quarto. São elementares, como as que usam no Panóptico — explicou Tamara. — Não quebram. Talvez a gente consiga atravessar com magia, mas isso daria muito trabalho e pode acionar algum alarme.
— Então, nada de atravessar janela — concordou Jasper. — E quanto a mandar um recado para Ravan?
Tamara balançou a cabeça.
— Para fazer isso, ainda assim temos que sair daqui. Eu poderia tentar chamar outro elemental do fogo e pedir que a encontre, mas isso é muito avançado. Nunca fiz nada parecido.
— Bem, Mestre Joseph disse que eu devia alimentar Devastação com coisas da geladeira, e ele deve saber que precisamos levá-lo para passear — disse Call. — Isso ao menos nos coloca do lado de fora do prédio.
— Não poderemos todos sair com ele — observou Tamara. — Mestre Joseph não deve ser tão burro.
Jasper fez uma careta.
— Não. Mas deve haver outros Dominados por aqui, certo? Esta é a fortaleza do Inimigo da Morte. Aqui é onde todos estão.
— E daí? — perguntou Tamara, arrancando outra renda de uma saia, deixando vários fios pendurados. — Isso não é pior ainda para a gente?
Jasper lançou um olhar na direção de Call.
— Não, porque significa que há alguns aqui que ele pode controlar. E se formos passear com Devastação e Call conseguir um de seus Dominados para lutar contra os de Alex? Seria distração o bastante para escaparmos.
Call respirou fundo.
— Talvez vocês dois devam fugir. Podem levar Devastação para passear, como disseram, e aí simplesmente continuam andando. Devastação pode mantê-los protegidos contra qualquer coisa no bosque, e eu fico para trás a fim de impedir que sejam seguidos. Vocês devem buscar ajuda. O mundo dos magos pode me odiar, mas eles não me querem com Mestre Joseph... vão achar perigoso.
— Call, se fugirmos, Mestre Joseph provavelmente vai sair daqui e levar você com ele — argumentou Tamara. — Ele não vai ficar esperando a gente voltar com a Assembleia e um exército. Precisamos ir juntos.
— Além disso — completou Jasper —, se a Assembleia descobrir que você está com Mestre Joseph, vai concluir que foi por vontade própria.
Jasper, pensou Call, tinha o péssimo hábito de imaginar o pior que as pessoas poderiam pensar. Provavelmente, porque sua mente também funcionava assim. Mas isso não tirava sua razão.
— Tudo bem — concordou Call. — Então qual é o plano?
Tamara respirou fundo.
— Os Dominados — respondeu ela.
— Vamos fazê-los lutar entre si, como eu sugeri? — Jasper pareceu feliz. — Sério?
— Não — disse Tamara.
— Talvez todos na casa sirvam a Alex — especulou Call.
— Acho que não. Lembre-se do que ele disse: eu fiz esses. Ele não pode ter feito todos os Dominados dentro e em volta da casa. São muitos. Alguns devem ter sido feitos por Constantine e são leais a você.
Call se lembrou do serviçal Dominado na sala de jantar e da maneira como ele abaixou a cabeça.
— Acho que sei onde procurar — disse Call lentamente.


O ar noturno estava frio, então eles se separaram para pegar casacos e se encontraram novamente no corredor do lado de fora dos quartos. O casaco de Jasper tinha um cavalo. Tamara usava um longo vestido verde-claro, com a renda arrancada, a jaqueta jeans e um boné de jornaleiro. Call estava com Devastação ao seu lado preso na coleira.
— Vamos lá — chamou Tamara, sombriamente.
Os três desceram sorrateiramente as escadas até a grande entrada. Estava escura, as luzes fracas. Call entregou a coleira de Devastação a Tamara e foi até a sala de jantar exatamente quando Mestre Joseph veio descendo.
— O que estão fazendo? — perguntou ele a Tamara e Jasper.
Call aproximou o olho do buraco da porta. Mestre Joseph estava usando um roupão cinza felpudo, o que deveria ter sido hilário, mas não era. Havia uma crueldade em seu rosto que ele tinha ocultado durante o jantar.
— Precisamos passear com Devastação — anunciou Tamara, erguendo o queixo. — Se não formos, coisas ruins vão acontecer. Com o seu chão. E os seus tapetes.
Devastação ganiu. Mestre Joseph suspirou.
— Muito bem — disse ele. — Fiquem perto da casa.
Para surpresa de Call, o homem ficou parado e assistiu enquanto Tamara e Jasper abriam a porta da frente e — com olhares incrédulos um para o outro — saíam pela varanda. Ele conseguiu ver água ao longe; o rio que se colocava entre eles e o continente. A casa tinha o que provavelmente era considerada uma vista muito boa, mas Call estava mesmo começando a odiá-la.
Mestre Joseph ficou parado um instante conforme a porta se fechava atrás deles, depois virou-se e seguiu pelo corredor.
Call sentiu certo pânico ao se dar conta da escuridão da sala de jantar. Será que Mestre Joseph se importava tão pouco com Jasper e Tamara que os deixaria ir embora? Será que tentava demonstrar que podiam confiar nele?
Ou havia algo horrível lá fora que os manteria presos... ou até mesmo os machucaria?
— Mestre — chamou uma voz.
Call deu um pulo. Uma sombra tinha saído da escuridão. Era o Dominado que havia se curvado a ele anteriormente.
Tinha o cabelo escuro e os olhos reluzentes de todos os Dominados. Mancava ao andar, provavelmente fora ferido antes de morrer. Às vezes era difícil para Call lembrar que os Dominados eram cadáveres que se locomoviam. Ele conteve um arrepio ao pensar que talvez não fosse difícil para outras pessoas.
— Leve-me para fora — ordenou. — De um modo que Mestre Joseph não perceba.
— Ssssim.
O Dominado virou, levando Call para fora da sala de jantar, e o conduziu por uma série de passagens. O menino viu rapidamente uma enorme sala com um ralo no chão, como um chuveiro, e outra cheia de prateleiras com elementais brilhantes presos em jarros. Call teve até mesmo a impressão de vislumbrar uma sala com algemas presas às paredes.
Caramba!
O Dominado o levou por um último corredor até uma porta que abria após o arrastar de diversos parafusos enferrujados. Além dela, ficava a lateral da casa e o gramado enorme.
Ele tinha conseguido.
Bosques cercavam o gramado, bosques de árvores estranhas. O ar também parecia frio demais para setembro. Deviam estar ao norte. Ele seguiu na direção do bosque, abraçando o próprio corpo. Poderia se preocupar com o frio depois.
— Certo — disse o menino ao Dominado, que o seguiu de modo perturbadoramente silencioso. — Vou esperar aqui. Vá até meus amigos, uma garota de boné, um lobo e um menino com um corte de cabelo estranho, e diga a eles onde me encontrar. Quero dizer, não com palavras. Eles não vão entendê-lo. Mas poderia apontar?
O Dominado o encarou com seus olhos espiralantes por um longo tempo. Call se perguntou se deveria ter feito a descrição de Tamara, Devastação e Jasper de outro jeito. Talvez os Dominados não tivessem uma compreensão do que era um corte de cabelo estranho. Talvez tivessem mau gosto.
— Ssssim — respondeu ele, novamente.
Apesar de parecer estranho, o Dominado também acalmou as preocupações de Call quando foi pesadamente até a frente da mansão.
Call sentou-se sobre um tronco próximo, observando a enorme construção. Apesar de todas as luzes que ele sabia estarem acesas, a casa parecia inteiramente escura e solitária — abandonada. Mais ilusões de magia do ar. Call teria que tomar cuidado para procurar por outras coisas que não estavam realmente ali.
Ele se sentia estranho em relação à partida. Não que quisesse ficar — não gostava de Mestre Joseph, detestava Alex, e Anastasia lhe dava arrepios —, mas também não gostava da ideia de voltar para a prisão. E, por mais que Tamara quisesse mantê-lo em segurança, ele não acreditava que isso fosse ser simples.
O mundo dos magos queria se vingar de Constantine e não se importava com o que lhe acontecesse. Call tinha a sensação de que ninguém se importava com ele, apenas Constantine.
Ouviu o ruído de passos se aproximando, e conteve esse pensamento triste. Tamara se importava. Devastação se importava. Jasper meio que se importava — ou, pelo menos, não pensava em Call como Constantine. E Alastair se importava. Talvez Call e o pai pudessem deixar o país. Afinal, Alastair jamais quis que o filho caísse nas mãos dos magos... por esse exato motivo. Ele provavelmente estava preparado. E as vendas de antiguidades na Europa deviam ser muito especiais.
— Call! — chamou Tamara, correndo até o amigo. — Você conseguiu.
Jasper olhou para o Dominado e estremeceu. Nervoso, Devastação farejava o ar. Ao longe, ouviu-se um uivo.
— Ele pode nos ajudar mais — disse Call, apontando para o Dominado. — Leve-nos até a estrada maior e mais próxima.
— Ssssim — respondeu o Dominado. — Por aqqqui.
Preparando-se para mais uma longa caminhada no escuro com a perna doendo, Call se levantou.
Os cinco seguiram ao luar o mais rápido possível, Devastação checando o caminho à frente e depois voltando. Call ia atrás. Ele não estava mais acostumado a caminhadas. Seu único exercício ao longo de meses foi andar de um lado para o outro da cela, e ir até a sala de interrogatório. Sua perna ardia.
Por sorte, o Dominado seguia o ritmo de Call.
— Eles vão perceber que sumimos — avisou Jasper, com um olhar suplicante para o menino. — Virão atrás de nós.
— Estou indo o mais rápido que posso — sussurrou Call de volta, furioso. Ele detestava que isso estivesse acontecendo por sua causa, detestava ser quem desacelerava tudo.
— Não será fácil nos encontrar — argumentou Tamara, olhando fixamente para Jasper. — Eles não sabem que caminho tomamos. E aposto que não sabem que temos um guia conosco.
Call ficou grato por Tamara defendê-lo, mas ainda se sentia mal. Porém, logo se alegrou quando o terreno mudou para o asfalto preto de uma estrada ampla o suficiente para ter duas faixas.
Devastação latiu animado.
— Shhh! — pediu Call, apesar de ele próprio também estar animado.
Desceram pela colina.
— Hum — disse Call ao Dominado. — Acho que você vai ter que esperar aqui, tudo bem? Voltaremos para encontrá-lo.
O Dominado imediatamente parou de se mover, parando como uma estátua horrorosa. Call ficou imaginando se alguém passaria por ali e tentaria colocá-lo na mala de um caminhão, como Alastair frequentemente fazia com estátuas que encontrava nas margens das estradas.
— Se houver carros — sussurrou Jasper, enquanto se apressavam pela estrada, procurando por um local mais iluminado onde pudessem encontrar um veículo passageiro. — Deve haver uma ponte, um jeito de sair desta ilha...
Call não tinha pensado nisso, mas a lógica aliviou um pouco a pressão em seu peito. Talvez estivessem mais próximos da liberdade do que ele imaginara. Se houvesse uma ponte e eles conseguissem uma carona para atravessá-la, então praticamente estariam fora do alcance de Mestre Joseph.
Ele olhou para a estrada... parecia deserta. Tinham dobrado uma esquina, então não conseguiam mais ver o Dominado.
De repente, luzes vieram em sua direção. Tamara engasgou de leve. Era uma van de entregas que dizia FLORES DAS FADAS com uma caligrafia desagradavelmente fofinha na lateral.
— Uma van de entrega de flores — anunciou Jasper, soando aliviado. Parecia muito não sinistra, considerando todo o resto que havia naquela ilha.
Tamara correu para o meio da estrada, acenando. Poderia ter chamado mais a atenção com magia do fogo, pensou Call, mas isso teria aterrorizado uma pessoa comum.
A van parou, cantando pneu. Um homem de meia-idade, com cabelo curto e um boné virado para trás, colocou a cabeça para fora da janela.
— O que houve?
— Estamos perdidos — respondeu Tamara. Ela tirou o boné, deixou as tranças caírem e piscou os olhos inocentemente. Com aquele vestido em tom pastel, lembrava alguém que tinha fugido de uma caça a ovos de páscoa. — Remamos até a ilha para darmos uma olhada, mas nosso barco sumiu quando estávamos distraídos. Aí a noite caiu e... — Ela fungou. — Será que o senhor pode nos ajudar?
Call teve a impressão de que o senhor foi um pouco exagerado, mas o cara pareceu convencido.
— Claro — disse o homem, parecendo espantado. — Suponho. Hum, entrem, crianças.
Ao se aproximarem, ele esticou o braço pegajoso. Havia uma grande tatuagem preta em seu bíceps que lembrava um pouco um olho. Parecia estranhamente familiar.
— Ei, ei. O que é isso? — Ele apontou para Devastação.
— É meu cachorro — disse Call. — Ele se chama...
— Não me importo com o nome — interrompeu o cara. — O bicho é enorme.
— Não podemos deixá-lo. — Tamara olhou para o homem com olhos arregalados. — Por favor! Ele é manso.
E foi assim que Call se viu entrando com Jasper e Devastação na parte de trás vazia da van, que não tinha assentos, apenas piso de metal e paredes sem janelas. Hugo (o motorista) colocou Tamara sentada na cabine com ele. Ela lançou um olhar de desculpas para Call e Jasper quando Hugo puxou a porta de mental e os trancou lá.
— Traído — disse Jasper. — Mais uma vez, por uma mulher.
A van deu a partida. Call sentiu os músculos relaxarem assim que o automóvel começou a se locomover. Podia estar sentado no breu com Jasper, mas estava escapando de Mestre Joseph e de Alex.
— Sabe — começou ele —, esse tipo de atitude não vai ajudar a recuperar Celia.
Uma luz brilhou. Uma pequena brasa de magia do fogo, queimando na mão de Jasper, iluminou o interior do caminhão e a careta pensativa de seu criador.
— Sabe — retrucou Jasper —, não tem cheiro de flor aqui.
Assim que o garoto tocou no assunto, Call percebeu que ele estava certo. E não havia pétalas ou caules espalhados pelo chão perto de seus pés. Havia um cheiro na van, mas era químico; mais parecido com formaldeído.
— Não fui com a cara daquele sujeito — avisou Jasper. — Nem de sua tatuagem.
Call de repente se lembrou de onde já tinha visto aquele olho. Sobre os portões do Panóptico. O presídio que nunca dormia. Seu coração acelerou. Será que o homem era um guarda que deveria levá-lo de volta?
Da cabine, Call ouviu Tamara dizer:
— Não, por aí não. Não!
Hugo respondeu alguma coisa. Chegaram a uma estrada de terra e começaram a ir de um lado para o outro, de modo que Call não conseguiu identificar direito as palavras.
Então pararam. Após um momento, a traseira da van se abriu.
Mestre Joseph surgiu com uma expressão séria no rosto. Hugo os tinha levado de volta à fortaleza do Inimigo da Morte.
— Venha, Callum — disse ele. Sua voz estava tranquila e calma, mas Call pôde ver que as mãos estavam cerradas em punhos junto às laterais do corpo. Estava furioso, mesmo que não quisesse que Hugo notasse. — Precisamos conversar. Eu pretendia fazer isso amanhã em circunstâncias mais favoráveis, mas não posso permitir que fique vagando pela ilha.
Tamara desceu do banco do passageiro, parecendo derrotada. Call e Jasper saltaram da traseira, seguidos por Devastação, que colocou o focinho na palma da mão de Call, claramente confuso quanto a tudo o que estava acontecendo.
Infelizmente, Call entendeu bem demais. A prisão de Mestre Joseph não era só a casa; era a ilha inteira.
— Foi uma honra sequestrá-lo, senhor — disse Hugo a Callum, com um sorriso largo. — Você provavelmente não se lembra de mim, mas eu o vi no Panóptico. — Ele cutucou a tatuagem no braço. — Eu também estava lá, preso... desde a guerra. Muitos de nós estávamos. Mas, depois que você chegou, sabíamos que ficaria tudo bem. Nunca deixamos de acreditar em você, nem mesmo quando disseram que estava morto. Se alguém pode ressuscitar, esse alguém é o Inimigo da Morte.
Jasper e Call olharam para Tamara, que estava com a mão na boca. O ataque ao Panóptico não foi apenas para libertar Call, afinal. Mestre Joseph usou Anastasia para ajudá-lo a libertar também os seguidores de Constantine.
— Não quero ficar nesta ilha — disse Call. — Não acha que, se está me servindo, deve fazer o que desejo?
— Obrigado por trazê-los tão depressa — agradeceu Mestre Joseph, antes que as palavras de Call pudessem ter algum efeito sobre Hugo.
O motorista sorriu novamente, acenou com a cabeça para Call e subiu de volta na van.
— Boa sorte na recuperação das memórias — disse ele. — Em breve lembrará por que quer estar aqui.
Com o coração pesado, Call observou a van se afastar, levando consigo o plano de fuga.
Ele estava deprimido o suficiente para seguir Mestre Joseph de volta para a casa, com Tamara, Devastação e Jasper atrás. O homem tirou uma chave do bolso e destrancou uma saleta onde não tinham estado antes. Não parecia aquecida, estava tão fria quanto o ambiente externo. Havia portas duplas do outro lado da sala, e dois sofás, no centro.
Mestre Joseph indicou para que se sentassem, mas ele mesmo permaneceu de pé.
— Eu poderia retirar sua mágica e sua vida — ameaçou. — Poderia pegar seu poder para mim. Prefere que seja desse jeito?
— Se é isso que planeja fazer, então o que está esperando? — perguntou Call.
Tamara e Jasper se levantaram do sofá, como se achassem que uma briga estava por vir. Devastação rosnou.
Mas Mestre Joseph apenas riu.
— Tenho uma proposta para você... que tal? Callum, depois que completar a tarefa que eu lhe der, você pode deixar a ilha com seus amigos se ainda o desejar.
— Uma tarefa? — perguntou Call. — Isso é algum truque em que terei que domesticar um elemental impossível ou separar sujeira da areia de uma praia inteira?
Mestre Joseph sorriu.
— Nada do tipo.
Ele abriu as portas do outro lado da sala. Após um instante, Call e os demais se juntaram a ele na entrada.
Ali havia um grande cômodo pintado de branco. Não havia nada além de uma mesa de metal. Sobre ela, um corpo perfeitamente preservado, coberto até o pescoço por um fino lençol branco.
— A tarefa — anunciou ele — é despertar Aaron Stewart dos mortos.

6 comentários:

  1. Meus deuses do Olimpo, agora ferrou toda minha vida

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  2. Queria que meu bb Aaron voltasse a vida?com certeza,mas não desse jeito

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  3. MDS. Tia cassie nunca decepciona. Q coisa hein. Série incrível. Rsrs

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  4. AI CARALHO PORRA VIADO NAUM CREIO

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  5. Ah como eu amo essa série

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Boa leitura, E SEM SPOILER!