16 de abril de 2018

Capítulo 7

NO DIA SEGUINTE, levamos Margot ao aeroporto. Do lado de fora, colocamos as malas dela no carrinho de bagagens. Kitty tenta subir nele e dançar, mas nosso pai a tira de lá na mesma hora. Margot insiste em ir sozinha, como disse que faria.
— Margot, pelo menos me deixe despachar suas malas — insiste papai, tentando manobrar o carrinho de bagagens ao redor dela. — Quero ver você passar pela segurança.
— Vou ficar bem — repete ela. — Já viajei de avião sozinha. Sei despachar uma mala. — Ela fica na ponta dos pés e abraça nosso pai. — Prometo ligar assim que chegar lá.
— Ligue todos os dias — sussurro.
O nó na minha garganta está ficando maior, e algumas lágrimas já escapam dos meus olhos. Eu tinha esperança de não chorar, porque sabia que Margot não choraria, e é solitário chorar sozinha, mas não consigo evitar.
— Não ouse nos esquecer — ameaça Kitty.
Isso faz Margot sorrir.
— Eu nunca conseguiria.
Ela abraça cada um de nós mais uma vez. Eu fico por último, como já imaginava.
— Tome conta do papai e de Kitty. Você está no comando agora.
Não quero soltá-la, então aperto com mais força; ainda estou esperando e torcendo por um sinal, uma indicação de que ela vai sentir nossa falta tanto quanto nós vamos sentir a dela. Então ela dá uma gargalhada, e eu a solto.
— Tchau, Gogo — digo, secando os olhos com a barra da blusa.
Todos ficamos olhando quando ela sai empurrando o carrinho com a bagagem até o balcão do check-in. Estou chorando muito, secando as lágrimas com as costas da mão. Papai abraça Kitty e a mim.
— Vamos esperar até ela passar pela segurança — diz ele.
Quando termina o check-in, Margot se vira e olha para nós pelas portas de vidro. Levanta uma das mãos e acena, depois segue para a fila da segurança. Nós a observamos, pensando que talvez se vire mais uma vez, mas ela não faz isso. Ela já parece tão longe de nós. A Margot que só tira nota dez, independente até o fim.
Quando for minha vez de ir embora, duvido que consiga ser tão forte quanto Margot. Mas, pensando bem, quem é?
Choro durante todo o caminho para casa. Kitty diz que sou mais bebezona do que ela, mas se estica do banco de trás, segura minha mão e a aperta, e sei que ela também está triste.
Apesar de Margot não ser uma pessoa barulhenta, a casa parece silenciosa demais. Vazia, de alguma forma. Como vai ser quando eu for para a faculdade, daqui a dois anos? O que papai e Kitty vão fazer?
Odeio pensar nos dois voltando para casa e dando de cara com um lugar vazio e escuro, sem mim e sem Margot. Talvez eu não vá para longe; talvez até continue morando em casa, ao menos no primeiro semestre. Acho que seria a coisa certa a fazer.

3 comentários:

  1. A Margot parece um robô, ela n demonstra as emoções.. Pelo menos n perto dos outro né... 😢
    Fiquei imaginando quando a Lara Jean for pra faculdade, a casa vai desmoronar czt, como eles vão sobreviver?? 😂😂

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  2. Acho q a Margot fica assim pq desde q a mãe morreu ela deixou de ser quem realmente é foi nescesanesc ela fazer o papel de mãe e isso é bem difidi

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Boa leitura, E SEM SPOILER!