13 de março de 2018

Capítulo 9

Enquanto Rook gaguejava, sem saber como responder, Lovett voltou o olhar a Fletcher. Lançou o mais leve aceno de cabeça ao rapaz e, em seguida, fez o Grifo, Lisandro, aproximar-se do júri.
— Estou aqui para contar a vocês que Fletcher e Otelo não foram cúmplices no crime. Estavam se defendendo ao serem atacados por dez homens, e mal escaparam com vida. O anão tinha levado um tiro, e Fletcher o carregava para um lugar seguro. Meu próprio Caruncho, Valens, ferroou um soldado que os tinha capturado, permitindo que os dois escapassem.
— Você os ajudou a fugir? — rugiu Rook, socando a mesa com os punhos cerrados. — Depois do assassinato de cinco soldados?
— Eu os salvei de serem executados a sangue-frio, depois de meramente se protegerem de um grupo de soldados que estava caçando anões por esporte. — A voz dela soava clara e confiante, e os olhos fitavam o júri com firmeza.
Charles ergueu a mão e fez que não com o dedo, sorrindo e balançou a cabeça.
— Calma lá, capitã Lovett. Eu soube por fontes seguras que você esteve em choque etéreo até poucos meses... Daí a infeliz paralisia. Como poderia ter presenciado os eventos daquela noite?
— Por meio de Valens, meu Caruncho. Eu consegui aprender a enxergar pelos olhos dele sem uma pedra de visão, como outros antes de mim. — Ela ficou de queixo empinado e o encarou de volta em desafio.
— Absurdo. Só os mais habilidosos dos conjuradores são capazes de dominar tal técnica — retrucou Charles, dispensando a ideia com um aceno.
— Sim — respondeu Lovett, simplesmente.
Charles franziu os lábios, mas não conseguiu pensar em nada.
— Bem, se isso for verdade, então podemos testar agora mesmo — riu Rook.
— Por favor — concordou Lovett.
Rook hesitou por um momento, fitando o rosto de Lovett sobre mãos unidas. A capitã o encarava de volta agressivamente, provocando-o a desafiá-la.
— Mesmo presumindo que você seja capaz de visualizar sem a ajuda de um cristal de Corundum — começou Rook, examinando as unhas —, seu depoimento é inútil, apesar dessa habilidade. Ou, deveria dizer, precisamente por causa dela.
— E por que diz isso? — indagou Arcturo. — Já houve outros casos com provas fornecidas por meio de visualização remota.
— Sim, mas só porque nesses casos os conjuradores viram com os próprios olhos, na própria pedra. Lovett afirma ter visto na mente, por assim dizer. Não há precedente para tal, e eu considero tal evidência inadmissível no tribunal. Você está dispensada, capitã Lovett.
— Isso é ridículo — gritou Arcturo, caminhando até o pódio.
— É a lei, capitão. Eu a faço, você a segue. — Rook não conseguiu conter um sorriso ao ver o rosto de Arcturo ficando vermelho de raiva.
— Júri, por favor, desconsiderem as declarações da capitã Lovett — ordenou Charles, empurrando Arcturo de volta à mesa. — E, Arcturo, se você falar assim de novo, vamos prendê-lo por desacato, deixando os criminosos sozinhos para se defenderem.
Arcturo ficou parado, rígido no lugar, torcendo os braços como se mal conseguisse conter a vontade de se atirar contra Charles e derrubá-lo no chão.
Com esforço visível, Arcturo deu meia-volta, segurou Otelo pelo ombro e o guiou de volta até Fletcher. O anão contemplava os pés em silêncio, evitando os olhos do amigo. Ele parecia menor, de alguma forma; reduzido. O estoico anão, que tinha aguentado tanta coisa, fora submetido.
O ódio por seus algozes fervilhava dentro do rapaz. Eles tinham todo o poder, e Fletcher não tinha nenhum. O julgamento era uma farsa, o veredito uma conclusão já alcançada. Mesmo em toda aquela fúria, seus pensamentos estavam ocupados com uma percepção aterrorizante: ele ia morrer, e não havia nada que ninguém pudesse fazer quanto a isso.
Berdon... Sylva... Jamais os veria de novo.
— Não vou ficar parada e aceitar isso — declarou Lovett, cruzando os braços.
— Sim... dá para ver — comentou Rook.
Ele sorriu, e Fletcher ouviu lorde Forsyth fungando de rir.
A capitã Lovett os ignorou e se virou para o júri.
— Escutem suas consciências, não esses charlatões — afirmou ela, apontando para os dois inquisidores. — Esses rapazes são vítimas das circunstâncias e nada mais.
— Você já passou dos limites, capitã — exclamou Rook. — Minha paciência está se esgotando. Só mais uma palavra sua... — Ele acenou para o guarda mais próximo, que ergueu o mosquete. O cano da arma tremia sob o olhar férreo do Grifo, Lisandro.
— Agora, você tem mais alguma testemunha que gostaria de convocar ou podemos encerrar a audiência? — perguntou Charles.
Capitã Lovett se virou para Arcturo, e Fletcher a ouviu sussurrar.
— Sir Caulder foi barrado pelos guardas lá fora.
Arcturo fez uma pausa momentânea, depois balançou a cabeça.
— Não; isso é tudo — anunciou, virando-se então para Lovett e dizendo em voz baixa: — Não fará a menor diferença, não importando o que ele tenha a dizer.
Rook sorriu ao ouvir as palavras de Arcturo e ergueu o martelo.
— Bem, é ótimo ver que estamos de acordo nesse ponto. A audiência está suspensa até amanhã de manhã, quando vamos ouvir sua defesa. Provavelmente alcançaremos um veredito depois do almoço... e os condenados já devem estar mortos à noite.
Eles não deixaram Fletcher ficar com Otelo, mas o rapaz sabia que o amigo não estava longe quando foi jogado de volta na cela; podia ouvir os urros furiosos de Uhtred pela parede. As palavras soavam abafadas, mas dava para ouvir mobília quebrando e gritos dos guardas. Alguns momentos depois, Jakov irrompeu cela adentro, e Uhtred foi atirado no chão aos pés de Fletcher.
— Você pode se acalmar aí dentro — rosnou Jakov, limpando um filete de sangue do rosto. O lábio estava cortado, e um hematoma vermelho brotava no canto do queixo. — Levante a mão para os guardas de novo, e eu lhe darei o mesmo tratamento de beleza que dei ao seu filho.
Fletcher avançou contra o guarda, criando uma bola de fogo no movimento.
— Caia fora daqui — rosnou Fletcher. — Ou eu darei a você o tratamento de beleza que dei a Didric.
A porta se fechou antes que Fletcher terminasse de falar. A bola de fogo girava sobre seu dedo, e, por um momento, o rapaz se sentiu tentado a explodir a porta. Ao contrário da porta de aço da cela subterrânea, aquela era feita de madeira.
— Obrigado, Fletcher — grunhiu Uhtred, arrastando-se para sentar-se na cadeira. Segurou o flanco e estremeceu, dando as costas à porta.
— Ele é um monstro, por dentro e por fora — rosnou Fletcher, absorvendo o mana da bola de fogo de volta pelos dedos. Precisaria de todo mana que pudesse para o caso de ter uma chance de escapar, mas aquela não era a hora.
— Venha cá, tenho algo para lhe contar.
As palavras de Uhtred saíam entrecortadas; seus ferimentos deviam ser piores do que Fletcher tinha imaginado. A barba escondia o estrago causado pela briga com Jakov. Fletcher puxou uma cadeira e se sentou ao lado dele.
— Não vou deixar você e meu filho morrerem aqui. Eu tenho um plano — murmurou Uhtred. — Vamos tirar vocês daqui.
Fletcher não conseguiu pensar numa resposta, mas ficou muito preocupado. Nada de bom poderia resultar daquilo.
— Os recrutas anões não estão longe daqui. Vou buscá-los, e juntos atacaremos a vila.
— Nem pense nisso — sibilou Fletcher em voz baixa, olhando assustado para a porta. — As consequências seriam catastróficas. Toda boa vontade que vocês conquistaram junto ao rei Harold se esgotaria. Seria o fim da paz entre anões e homens. Vocês jogariam o país numa guerra civil e perderiam.
— Não, Fletcher. Nossos soldados agora estão armados e treinados. Temos Otelo a fim de capturar demônios para que nosso povo conjure...
— E daí?! — exclamou Fletcher, cortando-o. — Você está esquecendo que eu escutei o debate no conselho de guerra. Nada mudou desde então.
— Mudou sim, Fletcher. Vamos tomar o castelo de Didric. Lá existe suprimento suficiente para durar uma década, e o rei não desperdiçaria suas tropas num cerco. Os canhões bastarão para desencorajar um ataque dos magos de batalha alados de Hominum, o Corpo Celestial, e poderemos usar o dinheiro escondido na fortaleza para comerciar com os elfos. Vamos criar nosso próprio reino.
Os olhos de Uhtred estavam desfocados, mas suas palavras impressionaram Fletcher profundamente. O anão fora partidário da paz, como Otelo, mas alguma coisa havia se partido dentro dele. Fletcher só esperava ser capaz de reparar o dano.
— E quanto a Thaissa e Briss, e todos os outros anões em Corcillum? Você considerou o que aconteceria a eles?
Uhtred ficou calado, torcendo as mãos calejadas no colo. Fletcher prosseguiu:
— Arcturo e Lovett estão aqui. Acha que eles ficariam quietos durante uma rebelião declarada? Ou você os mataria também? O rei e seu pai também estão presentes, sem falar de dúzias de nobres, cada um deles um poderoso conjurador. Quanto ao castelo, é defendido pesadamente noite e dia por causa dos presidiários. Se você diz que o Corpo Celestial não poderia vencer os canhões, que esperança teriam os anões? Seus soldados morreriam bravamente, mas seria apenas sangue enânico manchando o solo amanhã.
Uhtred piscou, lágrimas correndo pelo rosto. A raiva que o dominara com tanta força se fora, restando apenas dor.
— Fracassei com meu povo! — exclamou Uhtred, os ombros largos tremendo com os soluços. — Fracassei com meu filho.
Fletcher passou o braço pelos musculosos ombros do anão. O rapaz ficava furioso ao ver os Thorsager tão humilhados, mas pôs o sentimento de lado. Era de compaixão que todos precisavam agora.
— Não deixe que as coisas que aqueles canalhas fizeram a Otelo destruam tudo que vocês conquistaram. É isso que eles querem. Lembre-se, o rei...
— O rei nos abandonou! — urrou Uhtred, socando a mesa. — Ele assistiu! Só ficou olhando enquanto faziam aquilo com o meu menino. Meu menino corajoso e generoso.
Uma tosse educada soou na entrada atrás deles. Fletcher congelou, e os cabelos da nuca ficaram arrepiados. Se fosse um guarda, aquela conversa bastaria para que Uhtred fosse executado por traição do nosso lado. Fletcher energizou o dedo da telecinese, mantendo as costas para a porta. Um impacto seria rápido e inesperado o bastante para incapacitar quem quer que fosse.
— Ora, Fletcher. Se me atacasse agora, aí estaria realmente cometendo traição. Infelizmente para você, um jovem mago de batalha teria pouquíssima chance contra um rei.
Fletcher girou e viu o rei Harold encostado à porta. Ele trazia o cenho franzido de consternação, mas havia um brilho em seu olhar que Fletcher não conseguia identificar.
— Sinto muito pelo que aconteceu ali. Se pudesse tê-lo evitado eu o teria feito. Entenderão tudo se me deixarem explicar.
— Então, por favor, explique — respondeu Fletcher, fazendo um esforço para manter um tom cortês. A autoridade do monarca mal merecia seu respeito, se sob aquela autoridade ações como aquela podiam ocorrer livremente, que diria sem punição.
— Não pode haver explicação para a sua indiferença — retrucou Uhtred. Ele se levantou e passou mancando pelo rei.
— Uhtred... — começou Harold.
— Você pode falar comigo amanhã, depois que o julgamento tiver acabado. Eu gostaria de ouvir a explicação com a morte desses meninos inocentes na sua consciência — grunhiu o anão, batendo a porta.
Um silêncio constrangido pairou na cela enquanto Harold mantinha os olhos na direção em que o anão seguira. Finalmente, o rei respirou fundo e puxou uma cadeira ao lado de Fletcher. Tirou o aro dos cachos dourados e o colocou na mesa antes de esfregar as têmporas.
— Vou lhe contar uma história, Fletcher. Uma história da qual você pode ter ouvido parte, mas não tudo — começou o rei, de olhos fechados.
Ele falava em voz baixa, como se não quisesse que outras pessoas escutassem.
— Quando eu era apenas um menino, Hominum estava em crise. Meu pai havia elevado tanto os impostos que os pobres mal conseguiam se alimentar, e até os nobres tiveram que apertar os cintos. Ele gastava o dinheiro em frivolidades: grandes banquetes, estátuas, pinturas... chegou até a construir um palácio suntuoso no centro de Corcillum. O povo estava infeliz, e os nobres, mais ainda. A questão não era mais se uma revolta aconteceria, mas quando. Assim sendo, ele abdicou do trono em meu favor assim que me formei em Vocans. Os impostos foram reduzidos, o povo comum tinha um novo rei, e a paz se estabeleceu de novo.
Fletcher estava vagamente ciente da história, mas não entendia o que nada daquilo tinha a ver com o julgamento.
— Mas, veja bem, sou um rei apenas em nome. Meu pai detém todo o poder. Ele controla as leis por meio dos Juízes e administra o exército e a nobreza através da Inquisição. Pode acabar com qualquer encrenqueiro com seus Pinkertons. Quando ele me deu o trono, foi acreditando que eu obedeceria às ordens dele, mas já tinha instalado esses três braços do governo caso isso não acontecesse. Foi uma jogada de relações públicas, nada mais.
Fletcher ficou atordoado. Naquele instante, o rei tinha se diminuído de alguma forma. Sua presença pesava menos naquela cela.
Harold abriu os olhos e fitou Fletcher com seriedade.
— Meu pai é preconceituoso, racista e sádico. Porém, eu... eu cresci em meio a tutores e acadêmicos, e fui criado pelas minhas babás anãs.
Fletcher tinha ouvido falar no velho rei Alfric e as leis antienânicas que existiram em seu governo. Porém, ouvir o próprio filho do monarca falar assim era chocante. O velho rei devia ser mesmo um monstro.
Enquanto Harold torcia as mãos, Fletcher não pôde evitar certa inquietação. Por que o rei lhe contava tudo aquilo? Ele não tinha a menor intenção de se tornar um peão no jogo de outra pessoa.
— Cheguei a passar um bom tempo com os elfos em missões diplomáticas, quando ainda estávamos em paz — prosseguiu o rei. — Sou completamente diferente daquele homem, mesmo que partilhemos o mesmo sangue. Às vezes me pergunto se foi a morte da minha mãe que o deixou tão odioso...
A voz de Harold diminuiu até parar, e os dois ficaram sentados em silêncio por algum tempo.
— Lamento muito por tudo isso, de verdade — disse Fletcher, incapaz de se conter. — Mas acho difícil de acreditar. E quanto ao acordo com os anões e a paz com os elfos? E quanto à guerra? Dizem que tudo isso foi política sua.
— O conselho do rei. Foi meu método para reconquistar algum poder. Convenci meu pai a criá-lo, dizendo que o conselho ajudaria a lidar com as tediosas tarefas administrativas relacionadas ao governo de Hominum. — Harold riu baixinho consigo mesmo e bateu os nós dos dedos na mesa. — Introduzimos um sistema de votação que meu pai, Alfric, acreditou poder controlar, considerando a amizade dele com a maior parte do conselho. Mas eu tinha meus próprios aliados. Conforme os pais foram morrendo de velhice ou protegendo as próprias fronteiras, meus amigos mais jovens foram herdando as posições. Consegui emplacar as novas leis a partir desse método. Por isso que o Torneio do ano passado foi tão importante; foi ideia do meu pai oferecer um assento no conselho como prêmio. Se um dos filhos de Zacarias Forsyth tivesse vencido, o equilíbrio de poder teria pendido a favor dele, pois os Faversham e os Forsyth continuam ao seu lado. Devo a você minha gratidão por ter evitado isso.
— E o que isso tem a ver com Otelo e nosso julgamento?
— Meu pai ainda acredita que sou tão odioso quanto ele e seus amigos, que as leis que introduzi foram emplacadas para atender fins práticos, e não por moralidade, mesmo que discorde delas. Se ficasse sabendo o quanto estou contra ele... começaria uma guerra civil para tomar o poder de volta. Estou tentando manter Hominum unida, e a segurança dos povos que a habitam está por um fio. Mal conseguimos fazer frente aos orcs. Se houver uma guerra civil entre meu pai e eu, ou se os anões se rebelarem, ou se os elfos decidirem invadir, nossos exércitos tombariam e os orcs saqueariam o império, massacrando todos em seu caminho.
— Então você não pode se envolver no nosso julgamento, porque nesse caso seu pai ficaria desconfiado. Não poderia nos conceder um perdão real?
— Só posso conceder perdões à nobreza, mas, sim, mesmo que fosse possível, eu não o faria, não sem um bom motivo — explicou Harold. — Mas não estou aqui só para explicar minhas ações. Preciso contar o que vai acontecer se Otelo for executado amanhã. Os generais, a nobreza e os soldados rasos serão informados de que um oficial anão foi considerado culpado do homicídio de cinco homens e de ter cometido traição. Já os recrutas anões ouvirão que um anão inocente, o filho do próprio grande Uhtred Thorsager, foi executado por ter se defendido contra um grupo de soldados racistas. Você pode imaginar o que aconteceria em seguida?
— Motins... e tumultos... humanos e anões massacrariam uns aos outros! — exclamou Fletcher, horrorizado. Estivera tão preocupado consigo mesmo e com Otelo que não percebera as consequências mais vastas do julgamento.
— Os anões seriam exterminados, mas não sem antes causar um estrago que incapacitaria o nosso exército — continuou Harold, soturno. — Os elfos poderiam encerrar a aliança depois de ver o que foi feito com os anões. E, enquanto isso, o orc albino estaria reunindo suas forças, pronto para despachar hordas contra o nosso exército sitiado e distraído. Tudo isso a partir da morte de um anão. Mas o Triunvirato só consegue pensar nos próprios malditos negócios de armamentos e em vingança. Tudo que interessa ao meu pai é colocar os anões e os elfos no lugar deles. Estou condenado se ajudar vocês, e condenado se não ajudar. As opções são guerra civil contra meu pai ou uma rebelião enânica.
— Não há nada que você possa fazer? — indagou Fletcher, desesperado, segurando a mão de Harold.
O rei olhou com tristeza para Fletcher e o segurou como se estivesse se afogando.
— Não há nada que eu possa fazer. Mas há uma coisa que você pode fazer. — Os olhos dele se cravaram nos de Fletcher, ardendo de esperança.
— Faço qualquer coisa. Já sou um homem morto, mesmo — decidiu Fletcher. Era uma sensação boa, ter um propósito, um plano de qualquer natureza.
Por um momento, ele se permitiu uma pontada de esperança.
Harold respirou fundo.
— Confesse a traição amanhã. Garantirei que sua morte seja rápida.

13 comentários:

  1. COMO UM LIVRO PODE COMEÇAR ASSIM??????

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    1. Me pergunto a mesma coisa

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    2. A serie beijada por um anjo começa com um acidente de carro.

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  2. Droga assim q ele começou com -Mas não estou aqui só para explicar minhas ações. Preciso contar o que vai acontecer se Otelo for executado amanhã. Os generais, a nobreza e os soldados rasos serão informados de que um oficial anão foi considerado culpado do homicídio de cinco homens e de ter cometido traição. Já os recrutas anões ouvirão que um anão inocente, o filho do próprio grande Uhtred Thorsager, foi executado por ter se defendido contra um grupo de soldados racistas. Você pode imaginar o que aconteceria em seguida? Já sabia o q ele ia perdi. É ridículo um rei pedi pra um sudito fazer isso, e mais sabendo q ele não vai recusar, e mais ser fazendo de vítima oq ele fez pra salva ele. Nada só ficou olhando o pai ganhar mais poder, já falei q e ridículo

    ~MIRELLE

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  3. Oiiiiii??????????😰

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  4. Qual a surpresa gente, é melhor morrer uma pessoa do que milhares

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  5. Qualquer coisa , menos morrer ! Fletcher mizeravi, tu não ver que é furada aceitar tudo antes de ouvir o que se tem a dizer . Se fd paih !

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  6. Ah gente , ate parece q o protagonista ira morrer neh?

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Boa leitura, E SEM SPOILER!