13 de março de 2018

Capítulo 47

Eles recuavam pelo corredor conforme o rugido dos demônios ficava cada vez mais alto.
— O grupo de resgate chegou — afirmou Fletcher, espiando o cristal. — Estão nos esperando na saída dos fundos.
Ele via dezenas de orcs atacando o Corpo Celeste à espera, ainda que muitos jazessem mortos na terra entre o rio e a pirâmide. Arcturo e alguns outros cavaleiros eram os únicos ainda lutando, com a maioria dos outros salvadores já desaparecendo no horizonte com as outras equipes. Fletcher podia ver baforadas de fumaça e bolas de fogo riscando a imagem sobreposta enquanto eles batalhavam para manter a posição. Sob suas vistas, Ébano se virou e se afastou, seguindo a mestra de volta à civilização.
A equipe estava a meio caminho pelo corredor agora, e a antecâmara com os hieróglifos estava logo adiante. O uivo dos goblins se juntou à comoção geral, e, ao dar uma olhada para trás, Fletcher viu os primeiros deles seguindo pelo túnel.
Disparou uma bola de fogo, iluminando a longa passagem escura. Acertou o goblin mais próximo no peito, jogando-o de ponta-cabeça. Aqueles no encalço da criatura simplesmente a pisotearam, guinchando seus gritos de batalha.
A equipe continuou correndo, com Lisandro entrando à toda no salão adiante, enquanto o passo lento de Salomão os atrasava. Momentos depois, o restante chegou à antecâmara.
Uma tocha tremeluzente na parede oposta era a única fonte de luz, tendo sido acendida por Khan e seus orcs quando chegaram mais cedo. Rufus estava caído num canto, agarrando a barriga. O Lutra jazia ao lado, com a cabeça semidecepada. Jeffrey acalentava o menino nos braços enquanto lady Cavendish estava sentada encolhida num canto, oscilando para a frente e para trás.
— Me ajudem — implorou Jeffrey, erguendo as mãos. Estavam ensanguentadas até os cotovelos, onde tinha tentado estancar a ferida.
— É tarde demais — concluiu Otelo, ajoelhando-se ao lado do menino ferido. — Não podemos fazer nada por ele.
Lisandro grunhiu e, de súbito, desabou no chão.
— Mas que diabos?! — gritou Cress, correndo até o demônio. Não havia ferimentos, mas ele estava completamente inconsciente, com o bico aberto como uma galinha que teve o pescoço torcido.
— Salomão, pegue-o — ordenou Otelo, apontando o demônio inerte. — Eu carrego lady Cavendish.
— Atenção: temos companhia — berrou Sylva, dando uma flechada na direção do corredor. O trovejar de passos se aproximava, e os primeiros goblins chegaram correndo da penumbra.
— Pegue Bess — gritou Otelo, jogando o bacamarte para o outro lado da câmara.
Fletcher pegou a arma e atirou da altura de sua cintura. A força do disparo o fez cambalear conforme quase 300 gramas de chumbo ricocheteavam pelo corredor. O massacre foi instantâneo, ceifando os goblins como uma foice no trigo. Aqueles que evitaram o tiro inicial saíram correndo para voltar por onde tinham vindo.
Só que os goblins não estavam sozinhos. Dois Nanauês passaram correndo por eles, saltando do chão à parede e ao teto, usando garras que se cravavam na rocha, como se fosse casca de árvore. Fletcher resistiu à vontade louca de atingi-los com o que lhe restava de mana, pois sabia que feitiços eram ineficazes contra demônios. Em vez disso, ele sacou a pistola, Chama, o longo cano único tremendo enquanto o rapaz fazia pontaria. Enquanto mirava num dos monstros, uma flecha de Sylva se cravou no ombro da criatura, derrubando-a ao chão.
Fletcher trocou de alvo e atirou, vendo a bala do mosquete acertar o outro Nanauê no peito antes que a fumaça do tiro lhe obscurecesse a visão. A criatura deslizou e rolou pelo chão com o impulso, batendo nas canelas do rapaz. Os olhos negros e úmidos lhe lançaram o olhar distante dos mortos, mas não havia tempo para ter certeza daquilo.
O Nanauê ferido arrancou a flecha do ombro. A enorme boca se abriu com um rugido, e ele continuou a investida. Seis metros. Três.
Fletcher sacou Ventania e disparou os dois canos em rápida sucessão. A primeira bala de mosquete atravessou o joelho, e o Nanauê seguiu numa corrida manca. A segunda errou completamente, resultando em nada mais que um espirro de poeira e reboco do teto acima.
Então Fletcher foi derrubado ao chão, com as pistolas lançadas para longe do alcance. Ele se afastou em pânico, socando para a esquerda e direita, acertando nada além de ar. Ao sentar-se, viu que Sylva se engalfinhava com o demônio, as fileiras de dentes cravadas no peito da elfa. Ela gritou de dor, mesmo enquanto Salomão espancava o monstro com os punhos de pedra.
Fletcher olhou em volta, procurando desesperadamente uma arma, mas se deparou apenas com Cress no chão ao seu lado, e os olhos da anã fitavam o nada. Tosk jazia ao lado, e os tremeliques da cauda eram o único sinal de vida do pequeno demônio.
Então Sariel apareceu e cravou as garras dos dois lados da mandíbula do Nanauê e a abriu. Sylva se libertou, e Sariel atirou a criatura de volta ao corredor, antes de segui-la para as trevas com um rosnado de ódio.
Enquanto os dois demônios se destroçavam na passagem, Otelo cambaleou até Sylva e pulsou energia curativa sobre ela. A fileira de ferimentos sangrentos de mordida se fechou lentamente, e Fletcher acrescentou o próprio feitiço de cura, dando todo mana que lhe restava enquanto Sylva ofegava de dor.
— Ela empurrou você para fora do caminho — explicou Otelo com voz embargada.
Os ferimentos estavam apenas meio sarados, mas o feitiço de cura do anão tremeluziu e apagou. Ele franziu o cenho de confusão.
— Há algo errado — murmurou, com a cabeça pendendo ebriamente sobre o peito. Os olhos dele se reviraram para trás, e ele desabou.
— Salomão, preciso de você — gritou Fletcher, arrastando Sylva para que ela ficasse sentada. — Tire-os daqui.
O Golem uivou diante da falta de destreza de suas mãos grosseiras enquanto lutava para erguer Cress do chão. Ignácio e Atena arrastavam Otelo pelos braços.
— Jeffrey, mexa-se! — gritou Fletcher, mas o alquimista só fazia se encolher no canto com lady Cavendish.
Sylva apontou para o corredor com espanto. Atrás de Sariel, dezenas de demônios vinham correndo até eles, as formas sombreadas iluminadas pelo elemental de fogo no meio deles; um Ifrit, um demônio de fogo humanoide que ardia em chamas trovejantes.
Sariel olhou nos olhos deles. O oponente dela estava morto, mas a corajosa demônia havia pagado caro pela vitória. Sangue escorria de um ferimento horrível na pata traseira, rasgada até o osso. Ela inclinou a cabeça e soltou um latido áspero e melancólico, os olhos suaves úmidos com lágrimas.
Ignácio lambeu os ferimentos dela, mas o Canídeo empurrou a Salamandra para o lado.
— Não, Sariel — soluçou Sylva, sentindo a intenção da demônia.
O Canídeo se virou e mancou para as trevas, uivando um desafio aos demônios que se aproximavam. Ela estava querendo ganhar tempo para eles.
Fletcher ergueu a mão quando Sariel se chocou contra as fileiras de demônios, golpeando em todas as direções com as garras. Quando o Ifrit a pegou pela garganta e a jogou para o lado, Fletcher rugiu, soltando um imenso impacto cinético contra o teto do corredor. A poeira se espalhou e a rocha implodiu, espalhando fragmentos afiados. Uma avalanche de escombros se seguiu, enterrando o corredor e os habitantes com um estrondo.
Então ele sentiu. Ignácio e Atena, cheios de medo.
Virou-se e se deparou com os dois demônios esparramados no chão, incapazes de se mexer. Cada um deles tinha um dardo cravado nas costas, que injetava toxina paralisante nas veias. Sylva gritou ao ser atingida, a cabeça tombando quando o veneno fez efeito.
Enquanto Fletcher procurava desesperado pelo culpado, uma pontada aguda de dor emanou do seu ombro, e o rapaz arrancou outro dardo. No mesmo momento, ele sentiu a paralisia se espalhando gelidamente pelo corpo, deixando seu braço pendendo, inútil, ao lado do corpo. Teve tempo apenas de catar o frasco vermelho no cinto antes que o outro braço caísse em dormência, mas não consegui levá-lo aos lábios de Sylva. O estrondo do corpo de Salomão desabando disse a Fletcher que ele havia tombado também. Ficou caído ali, os olhos dardejando pela antecâmara em busca do inimigo oculto. Não teve que esperar muito.
— Eu não posso nem começar a dizer quanto tempo eu esperei por isso — riu Jeffrey, saindo das sombras. Ele confirmou que os olhos de Lisandro estavam fechados, depois se agachou ao lado de Fletcher e girou uma zarabatana diante da cara dele. — Muito úteis, esses venenos — comentou ele. — Da planta curare, se não sabia. Consegui a zarabatana e os dardos com Azul, abençoado seja o coraçãozinho dele. Vocês confiam fácil demais; os dois.
— Por quê? — conseguiu dizer Fletcher, ofegante. Estava ficando difícil respirar, conforme o veneno se espalhava pelo peito.
— Eu sou um patriota, Fletcher — declarou Jeffrey. — Pura e simplesmente. Amo meu país e a minha raça; mais do que a minha própria vida. Mas veja só o que está acontecendo com Hominum. Anões e elfos se misturando aos humanos, corrompendo nosso sangue com mestiços. O rei os elevou à igualdade conosco, permitindo que participassem de nossas exaltadas forças armadas. Isso tudo me dá vontade de vomitar.
Ele cuspiu no corpo paralisado de Otelo, e a máscara de servo assustado caiu. Restava apenas o rosto de um fanático insano.
— Assim que você fez amizade com o anão, eu soube que seria um problema. É uma pena; nós nos demos tão bem no começo. Você nunca se perguntou por que eu passei a te evitar? Ou se esqueceu de mim assim tão rápido?
Na verdade, Fletcher mal tinha pensado em Jeffrey depois daquela primeira semana em Vocans, considerando tudo mais que tinha acontecido. Ele mal vira o rapaz pelo resto do ano.
Deu uma olhada em Sylva e ficou aliviado ao ver que os ferimentos dela tinham quase desaparecido. Ela sobreviveria, por enquanto. Jeffrey agarrou-lhe o rosto e o virou de volta para si.
— Tenho que admitir que não foi fácil. Entrar para os Bigornas, ficar ombro a ombro com aqueles amantes de anões, ganhar a confiança deles, beber aquela cerveja horrível. Eu não teria conseguido sem os Forsyth; foi ideia deles, afinal. Estamos trabalhando juntos há anos, desde que eu contei a eles o que tinha escutado sobre o conselho de guerra dos anões. Vocês nunca se perguntaram como eles souberam onde e quando aconteceria?
Fletcher se concentrou em respirar, a língua dormente demais para responder. Tentou um feitiço, mas o mana não reagia. O veneno fazia mais do que somente afetar os músculos. Apenas seus pés e o braço da espada pareciam ter algo parecido com controle; Fletcher ainda sentia a lisura do frasco nos dedos. Aquilo lhe deu uma ideia; ele só teria de ser paciente.
— Eu bem que gosto de armar para botar a culpa nos anões — continuou Jeffrey, sorrindo com a memória. — É tão fácil; todo mundo já os odeia mesmo. As pessoas só precisam de uma desculpa, que eu estava feliz em prover. Você ficaria chocado de saber como é fácil fazer uma bomba, e ninguém suspeita de um barril deixado à beira da estrada. Sequestrar a liderança dos Bigornas foi fácil também, com, é claro, um pouco de ajuda da Inquisição. Eles até plantaram a bomba no julgamento daquele moleque anão; o rei Alfric e o Triunvirato compartilham do mesmo ponto de vista no que toca às raças inferiores.
Tinha sido Jeffrey a sugerir que eles fossem às linhas de frente e também à barraca de jogatina. Tinha sido Jeffrey a convencer Electra a comprar um lugar para ele na equipe. Jeffrey que ficara para trás na emboscada, esperando uma oportunidade de atacar. Como ele não havia percebido?
Então o rosto do rapaz se alterou, e ele se virou para Fletcher com o lábio retorcido.
— Você quase estragou tudo, porém, correndo de volta para a barraca depois que eu acendi o pavio, mesmo comigo vomitando as tripas do lado de fora. Você não deveria morrer ali, meu bodezinho expiatório. Não antes que o mundo inteiro visse seu cadáver com a seta de besta de Cress na barriga. Ou a flecha de Sylva. Talvez até a machadinha de Átila nas costas de Serafim, caso você tivesse rejeitado a oferta de Electra.
Ele riu alto enquanto Fletcher se engasgava e gorgolejava de raiva.
— Eu tive tanta certeza de que conseguira daquela segunda vez. Se ao menos Electra não lhe tivesse dado aqueles frascos. Que mulher mais ingênua. Ainda assim, me contento com isso; a equipe das três raças, morrendo pateticamente no último obstáculo. Assim, mostra ao mundo que as raças não deveriam se misturar.
Fletcher tentou cuspir em Jeffrey, mas só conseguiu soltar um vestígio fraco de saliva pelo canto da boca, que Jeffrey limpou com a manga, usando sarcasmo para se dirigir a ele com sons ininteligíveis, como se faz a um bebê.
— Você estava tão preocupado com o pobre e doentinho Jeffrey. Não é nada difícil disparar uma besta, Fletcher, ou esconder uma numa mochila — continuou ele. — Não acredito que você tenha pensado que foi a equipe de Isadora. Eles jamais correriam esse risco; não com tanta gente assistindo. Não. Assumi a responsabilidade eu mesmo.
O alquimista deu uma olhada no corpo sem vida de Rufus e balançou a cabeça com tristeza.
— Foi uma pena que eu tenha sido obrigado a matar o menino, mas eu precisava de algo para distrair vocês. Ele tem um irmão mais velho para dar continuidade à linhagem, então não é tanto prejuízo.
Quando Jeffrey se virou, Fletcher abriu o frasco com o polegar, estremecendo quando a rolha rolou pelo chão. Jeffrey não pareceu notar.
— É melhor eu ir andando — comentou Jeffrey, olhando para trás quando o pop pop dos tiros que chegava pela entrada dos fundos se intensificou. — Eles não vão esperar mais muito tempo.
O rosto se transformou numa careta falsa de medo, e ele recurvou os ombros.
— Foi um acidente terrível, Arcturo! — exclamou, zombeteiro. — Teve um desabamento! Eles estão todos mortos; temos que sair daqui!
Ele riu de novo e deu um tapa na cara de Fletcher, só porque podia.
— Vou deixar os orcs terminarem o que eu comecei.
Então se virou e começou a correr para a saída. Era agora ou nunca. Com um esforço colossal, Fletcher levantou o frasco e o derramou nos lábios. Um filete conseguiu chegar até a boca, e ele engoliu o mais rápido que pôde.
Não foi suficiente. A paralisia se reduziu um pouco, mas ele mal podia mexer os dedos da mão tatuada.
Lambeu desesperadamente a poção derramada no rosto, coletando-a com a língua. A paralisia se reduzia a cada segundo, até que ele enfim conseguiu mover os dedos novamente.
Cerrando os dentes, Fletcher grunhiu e ergueu a mão, apontando-a para as costas do rapaz que se afastava. Não hesitou. Jeffrey merecia a morte de um traidor.
Um relâmpago atravessou a espinha de Jeffrey, como uma lança, arremessando-o pelo corredor até se chocar com a parede. O garoto jazia esparramado no chão, olhos fitando o vazio, a boca escancarada numa paródia macabra de espanto. A morte não lhe caía bem.
Fletcher se forçou a ficar sentado e contemplou os corpos paralisados ao seu redor. Eles estavam tão perto. Arcturo e sua equipe estavam logo fora de vista, virando a curva do corredor.
Ele ficou de joelhos e começou a engatinhar. Os segundos se passaram conforme ele se arrastava até a saída da antecâmara, as pernas ainda incapazes de sustentar o peso do corpo. Mas ia devagar. Devagar demais.
O rapaz rosnou entre dentes e conseguiu cambalear alguns passos, antes de desabar novamente no chão. O corredor estava logo adiante... se ele pudesse ao menos alcançar a saída, Arcturo ajudaria a carregar os outros.
Mas então os uivos começaram de novo. Os demônios tinham encontrado outro caminho pela pirâmide. Sob suas vistas, o primeiro deles alcançou a esquina. Era um Oni, a pele vermelha reluzente sob os brilhos tremeluzentes da tocha. Ele agarrou a cabeça de Jeffrey tão facilmente como se fosse uma mera fruta, erguendo o corpo do rapaz... uma carcaça pendurada para secar.
Outro demônio chegou derrapando atrás dele, um Felídeo com manchas de leopardo. Não havia como Fletcher pudesse abrir caminho lutando. Só lhe restava uma opção.
Juntando o resto de seu mana, aninhou uma bola de energia cinética, ocultando-a atrás das costas.  Esperou até que mais demônios saíssem do corredor. Eles não se apressaram, cientes de que ele estava encurralado. Ainda assim, hesitaram, lembrando-se dos camaradas enterrados no outro túnel.
— Vamos lá! — gritou Fletcher, chamando-os para mais perto.
Um Kamaitachi sibilou e se apressou ruidosamente na direção dele; um demônio em forma de fuinha com placas ósseas serrilhadas no lugar das patas. Dois Canídeos malhados brigaram para serem os primeiros a entrar na câmara, rosnando e ameaçando morder. O suor fazia os olhos de Fletcher arderem. Ainda não. Só mais um pouco.
Então ele viu. O incandescer do Ifrit, abrindo caminho por entre as criaturas empolgadas. Sob a nova luz da carne flamejante da criatura, Fletcher via dúzias de demônios no encalço, desde Carunchos comuns até monstruosidades com tentáculos. Tinha chegado a hora.
Ele lançou o feitiço contra o teto do corredor, atacando a rocha com cada gota de mana que lhe restava. A explosão o atirou para trás, catapultando-o de ponta-cabeça. Fletcher viu estrelas ao cair de cabeça no piso.
Ele ficou ali, engasgado com o ar cheio de poeira que enchia seus pulmões. Sob a luz fraca, ele viu que o corredor tinha desaparecido, substituído por uma massa de escombros e reboco. Os gritos dos demônios soterrados ecoaram pela antecâmara, e Fletcher abriu um sorriso macabro. Levara a maioria deles consigo.
Enquanto ouvia os gritos cada vez mais fracos, ele percebeu que os tiros lá fora tinham parado. Ele conferiu o cristal de visualização, e este estava em branco; Verity tinha rompido a conexão.
A aceitação macabra do abandono se tornou desespero quando a tocha engasgou com a poeira e se apagou. Eles foram lançados à escuridão total.
Estavam presos.

5 comentários:

  1. Nossa eu sabia que era ele quem tinha feito isso, nossa eu suspeitava so pq ninguém pensava nele, haaaaa sabia

    ResponderExcluir
  2. Um dos meus suspeitos, mas foi dificil engolir

    ResponderExcluir

Se você não tem conta no Google e quiser comentar, utilize a opção Nome/URL e preencha seu nome/apelido/nick; o URL pode deixar em branco.

Boa leitura, E SEM SPOILER!