2 de março de 2018

Capítulo 43

— Aqueles são os homens que me sequestraram — sibilou Sylva, apontando para os soldados de armadura.
— Eu sei; reconheceria o gordo careca em qualquer lugar — respondeu Fletcher, agarrando o cabo do khopesh. — Ele se chama Grindle, e era ele quem iria te executar. Achei que você o tivesse matado. Ele deve ter um crânio bem duro.
— Há muitos deles — murmurou Sylva, mas Fletcher percebeu que ela se enrijecia, como se estivesse se preparando para saltar à batalha. Atrás deles, o rapaz ouviu um rosnado grave; Sariel tinha sentido a agitação da elfa.
— Tente ficar calma. Precisamos descobrir por que eles estão aqui. — Fletcher sufocou a raiva e se inclinou sobre o parapeito sombreado para ouvir.
— Não entendo por que a gente simplesmente não espera aqui para emboscar os anões quando eles saírem — reclamava um dos homens.
— Porque esta é só uma de cinco saídas — respondeu Grindle, sentando-se numa rocha. — Sem falar que três delas levam de volta aos túneis sob o Bairro Anão.
Quando os outros homens se reuniram em volta do líder, a luz de suas tochas iluminou o ombro enfaixado de Grindle, ainda ferido pela bola de fogo de Ignácio.
— Eu deveria ter garantido que ele estava morto — sussurrou Sylva por entre dentes cerrados.
Fletcher pousou a mão no ombro dela para tranquilizá-la. Se aquilo acabasse em luta, ele não se sentia confiante quanto às chances de ambos.
Havia dez homens, cada um trajando armadura de couro rígido. As vestes lhes permitiriam movimentos rápidos sem deixar de oferecer proteção contra golpes leves de espada.
Fletcher espiou seus mosquetes. Seu frágil feitiço de escudo não o ajudaria naquela noite.
— O que a gente tá esperando, então? — inquiriu outro homem, fitando as profundezas sombrias da caverna.
— Vocês não prestaram atenção nenhuma nas instruções? — resmungou Grindle, erguendo a mão e agarrando a couraça do sujeito que perguntou. Ele puxou o cara até o próprio nível. — Há centenas de soldados do lorde Forsyth se reunindo nas outras saídas acessíveis — disse num cuspe, cobrindo o outro sujeito com saliva. — Nós entramos quando eles entrarem, quando a trombeta soar, mais ou menos daqui uns cinco minutos. Ou você achou que dez homens contra cem anões era o plano desde o começo?
O coração de Fletcher gelou. Era disso que ele tinha ouvido Tarquin e Isadora falar. Não era a família de Serafim que corria perigo; eram os anões!
— Cinco minutos — sussurrou Sylva. — Temos que fazer alguma coisa.
Fletcher avaliou as opções, seus olhos dardejando dos homens à entrada da caverna. Não havia tempo suficiente. Lutar contra Grindle e seus homens levaria tempo demais. Se eles tentassem passar por eles, mal pisariam na caverna antes de levar uma bala de mosquete nas costas. Mesmo que, por algum milagre, eles conseguissem escapar, ainda teriam que convencer os guardas anões do que estava acontecendo.
— Se ao menos Ignácio soubesse falar — murmurou Sylva, observando os anões no cristal de visão. Eles ainda estavam lá, andando de um lado ao outro e conversando sobre a decisão.
— Ele não precisa falar — afirmou Fletcher, numa súbita epifania. Eles precisavam avisar aos anões que estavam sendo atacados. Então, por que não atacá-los?
Ele enviou as ordens para Ignácio e sentiu um clarão de confusão e medo vindos do demônio. Quando suas intenções ficaram claras para o diabrete, o medo foi substituído por determinação férrea.
— Observe — sussurrou ele a Sylva.
Ignácio desceu pela estalactite, enrolando a cauda ao redor da ponta e cravando os espinhos na pedra macia. Ele ficou ali pendurado como um morcego, esticando o pescoço para chegar tão perto quanto possível dos anões.
— Agora, Ignácio — murmurou Fletcher, sentindo sua visão se intensificar conforme o mana se incendiava dentro dele.
Ignácio lançou uma labareda espessa, uma onda turbulenta de chamas que se deteve logo acima dos anciãos abaixo. O fogo chamuscou suas cabeças, preenchendo o salão com o odor acre de cabelos queimados. Então, com um estrídulo de empolgação, Ignácio estava de volta ao teto, rastejando de volta a Fletcher.
— Estamos sendo atacados! — rugiu Hakon, enquanto o pânico dominava o aposento. — Recuem para as cavernas! Protejam os anciãos!
Os cavaleiros de javalis voltaram de seus postos nas saídas, guiando a multidão errática de anões a um túnel que levava para mais fundo na terra.
— Funcionou — sussurrou Sylva. — Fletcher, você é um gênio!
Subitamente, um machado de arremesso veio voando da multidão, cravando-se a centímetros de Ignácio.
— Um demônio de Vocans! Traição! — Era Átila, ainda no pódio com Otelo. — A quem você contou sobre esta reunião?
— A ninguém, eu juro — gritou de volta o irmão, com a expressão tomada pela confusão ao reconhecer Ignácio. — Conheço esse demônio. Seu dono é amigo dos anões!
— Então ele não vai se importar se eu lhe fizer o favor de matar esse bicho! — uivou Átila, pegando outro machado de arremesso do cinto.
Ele saltou do pódio e começou a correr na direção da Salamandra, que ficou paralisada de medo.
— Não, Átila, fique com os outros! — gritou Otelo, indo atrás do gêmeo.
Ignácio guinchou e saiu em disparada túnel acima, escapando por pouco do lançamento seguinte de Átila.
— Detenha-o, Fletcher! Você vai levar os dois até Grindle — sussurrou Sylva, puxando o menino pela veste.
Mas era tarde demais. Os dois anões corriam diretamente abaixo de Ignácio agora.
— Prepare-se — respondeu Fletcher. — Vamos ter que lutar.
Sylva assentiu, sacando o punhal de uma bainha na coxa. Sariel sentiu seu humor e se agachou, pronta para saltar contra os homens abaixo. Eles esperaram, prendendo a respiração, enquanto os segundos se passavam.
— Passos! — exclamou Grindle roucamente, apontando para a entrada do túnel. Fletcher ouviu também, ecoando pela caverna conforme Átila e Otelo corriam. — Duas fileiras; a primeira de joelhos, a segunda de pé. Disparar ao meu comando! — ordenou o homem, sacando a espada e erguendo-a sobre a cabeça.
Os passos estavam cada vez mais próximos. Fletcher ouviu a barulheira de outro machado, batendo na rocha ao errar o alvo mais uma vez.
— Eu vou criar um escudo na entrada. Você lança um fogo-fátuo para atrapalhar a mira deles; não sei se o meu escudo vai ser forte o bastante — disse Sylva. Ela já estava desenhando o símbolo do escudo no ar. Momentos depois, ela estava fluindo luz opaca para o chão diante de si, empoçando-a no chão como âmbar líquido.
— Preparar — grunhiu Grindle.
Os homens ergueram os mosquetes, apontando-os para dentro da caverna. Fletcher puxou mana de Ignácio. Era mais difícil com a distância entre eles, mas logo seu corpo vibrava com energia. Em sua visão carregada de mana, a luz das tochas reluzia num alaranjado profundo.
— Apontar — comandou Grindle, baixando a espada 30 centímetros.
Os passos não ecoavam mais, de tão perto que já estavam. A qualquer segundo, os anões apareceriam. Grindle baixou a espada totalmente.
— Fo...
— Agora! — gritou Sylva, lançando abaixo um reluzente escudo, branco e quadrado.
Fletcher disparou um clarão de luz azul nos olhos dos atiradores, cegando-os bem quando os mosquetes estalaram, arrotando fumaça negra que lhes encobriu a visão.
Então Sariel irrompeu por entre as fileiras, espalhando-os como pinos de boliche. Ela saltou no peito do homem mais próximo e começou a destroçar sua garganta.
Fletcher saltou do barranco com um grito, golpeando para baixo com o khopesh. A arma se cravou no estômago de um homem caído, e logo o garoto estava a caminho do próximo oponente atordoado, cortando-lhe o pescoço. Ele ouviu Sylva atrás de si, em seguida o gorgolejar de um homem com a garganta cortada.
Ignácio se deixou cair no ombro de Fletcher e soprou chamas num homem que investia de espada erguida contra seu dono.
— Meus olhos! — berrou o oponente, caindo de joelhos. Sylva passou correndo por ele e cravou o punhal no seu crânio.
Sariel veio correndo de volta, com o pelo do focinho imundo de sangue e pedaços de carne. Sylva a agarrou pelo cangote e a arrastou de volta à entrada da caverna, posicionando-a ao lado de Fletcher. Ainda havia cinco homens, incluindo Grindle. Eles tinham se reagrupado, espalhando-se num leque para manter os inimigos presos na caverna.
Otelo e Átila chegaram, ofegando enquanto tentavam se recuperar. O escudo devia ter funcionado.
— É uma emboscada, Átila; Fletcher e Sylva estão do nosso lado — murmurou Otelo. Salomão trovejou em concordância.
— Prefiro matar cinco homens a um garoto. — Átila pegou a espada de um dos combatentes mortos. — Vou lutar ao seu lado... por enquanto.
Ele entregou a Otelo uma machadinha que trazia no cinto.
— Você sempre foi melhor com isso do que eu. Mostre a esses humanos do que um anão de verdade é capaz.
Então Grindle jogou uma tocha na caverna, iluminando-lhes os rostos.
Depois cuspiu de nojo.
— Lixo élfico. Eu deveria ter matado você quando tive a chance. Se lorde Forsyth não tivesse nos obrigado a fazer tudo publicamente, você estaria apodrecendo debaixo da terra agora.
Fletcher congelou à menção do nome Forsyth, percebendo quem tinha estado por trás do rapto de Sylva. Não fora coincidência alguma o fato de que os gêmeos Forsyth a acompanhavam quando ela fora raptada. O menino balançou a cabeça para afastar tais pensamentos, concentrando-se na tarefa imediata.
— Vou estripar você — rosnou Grindle, estocando com a espada na direção da barriga dela. — Sempre me perguntei se os elfos têm as mesmas entranhas que a gente.
— Esse ombro parece dolorido — zombou Fletcher. — Como vai ser hoje? Ao ponto ou bem-passado?
Grindle ignorou o comentário e sorriu.
— Recarreguem seus mosquetes, rapazes. Vai ser como massacrar ratos num barril.
— Alto lá! — exclamou Átila. — O primeiro que estender a mão para pegar o mosquete leva um machado na cara.
O anão pegou o último machado de arremesso no cinto e o girou entre os dedos. Os homens restantes olharam de Grindle para seus mosquetes no chão. Não se moveram.
— Somos sete de nós contra cinco de vocês; e três dos nossos são demônios. Façam um favor a si mesmos e voltem para o buraco de onde vocês se arrastaram.
Grindle deu um sorrisinho zombeteiro e apontou a espada para a caverna atrás deles. Ao longe, Fletcher escutou o soar de um chifre, o sinal para o ataque dos homens de Forsyth.
— Se eu mantiver vocês aqui por tempo suficiente, os reforços vão chegar. Eles vão destroçá-los como cães.
— Isso se... — comentou Fletcher, dando um passo à frente. Mas ele percebeu que o gordo tinha razão. Os gritos distantes dos soldados de Forsyth ecoavam no túnel atrás dele. Quando notarem que Grindle não atacou junto com eles, virão investigar. Fletcher precisava dar o fora dali imediatamente. Uma luta poderia demorar demais.
Fletcher fez surgir uma bola de fogo-fátuo, alimentando-a com mana até ficar do tamanho da cabeça de um homem. Ela vibrava com um pulsar monótono, reluzindo na penumbra da boca da caverna. O rapaz a propeliu na direção de Grindle, que saiu da frente.
— Você já viu como fica uma queimadura de mana, Grindle? Se você achou que o fogo real era ruim... Espere só até sentir sua carne ser arrancada dos ossos quando o mana puro tocar sua pele. Ouvi dizer que a dor é inimaginável — blefou Fletcher. Ele sabia muito bem que fogo-fátuo se dissiparia assim que tocasse qualquer coisa sólida, sem efeito algum. Só que Grindle não sabia disso.
Sylva e Otelo seguiram o exemplo, lançando bolas menores de fogo-fátuo para circundar a cabeça de Grindle. Ele se abaixou, batendo nelas com a espada.
— Corra para casa, Grindle — falou Fletcher, com escárnio. — Você não é capaz de enfrentar a gente. Considere-se sortudo por deixarmos você viver.
Grindle uivou de frustração, gritando para o céu. Finalmente, afastou-se para o lado, indicando para seus homens que imitassem o gesto.
Fletcher fez uma mesura teatral e exagerada, e passou com os outros pelos homens. Ele manteve o fogo-fátuo flutuando sobre a cabeça de Grindle. Era importante manter a aparência de que estava no controle e confiante.
— Muito bem, Fletcher — sussurrou Otelo. — Foi uma ótima atuação.
— Aprendi com o melhor — murmurou de volta o rapaz, lembrando-se do encontro com os Pinkertons.
Eles caminharam o mais rápido possível, cientes do olhar malévolo de Grindle perfurando suas costas.
— O que foi esse estardalhaço todo, Grindle? Os homens disseram que ouviram tiros! — gritou uma voz retumbante da caverna. A entrada iluminava-se com tochas conforme incontáveis vultos de armadura saíam de lá.
— Corram! — gritou Fletcher.
Uma bala de mosquete lhe rasgou a manga e se estilhaçou num rochedo adiante. Mais tiros se seguiram, zumbindo acima como vespas furiosas.
Era impossível ver mais do que poucos metros à frente. Tudo que Fletcher ouvia era a respiração ofegante do grupo enquanto eles cambaleavam nas trevas. Fogos-fátuos estavam fora de questão. A escuridão da noite era a única coisa que os protegia das salvas de tiros que estrondavam na distância atrás deles.
Uma bala zuniu perto e então houve um baque quando um corpo caiu diante deles. Fletcher tropeçou num amontoado de braços e pernas, esparramando-se na lama com mais alguém.
— Foi a minha perna — grunhiu Átila. — Fui atingido!
Eles estavam sozinhos. Sylva e Otelo deviam ter se separado na correria louca da fuga.
— Deixe-me aqui. Vou cobrir sua retirada — afirmou Átila, engasgando, empurrando Fletcher para longe.
— Sem chance. Vou tirar você daqui, mesmo que precise carregá-lo — retrucou Fletcher com teimosia, tentando puxar Átila para que se levantasse.
— Eu falei para me deixar aqui! Vou morrer lutando, como um anão de verdade — rosnou Átila, afastando o rapaz.
— É assim que um anão de verdade morre? Alvejado na lama como um vira-lata? Achei que vocês, anões, fossem mais durões que isso — respondeu Fletcher, carregando a voz com desprezo.
Este anão parecia ser movido a raiva, e ele iria se aproveitar do fato.
— Seu almofadinha, me deixe morrer em paz! — rugiu Átila, empurrando-o de volta à lama.
— Se você quer morrer, ótimo! Mas não esta noite. Se eles te capturarem, poderão usá-lo como prova de uma reunião secreta aqui. Não faça isso ao seu povo. Não dê essa satisfação aos Forsyth.
Átila rosnou de frustração, mas depois respirou fundo.
— Vamos fazer do seu jeito. Porém, se eles nos alcançarem, não vai haver rendição. Lutaremos até morrer.
— Não aceitaria nada diferente — concordou Fletcher, erguendo o anão.
Era uma caminhada difícil, pois a diferença de altura dos dois não permitia que Fletcher passasse o braço do anão pelos seus ombros. Para piorar a situação, os gritos dos perseguidores estavam ficando cada vez mais altos. Ao contrário de Fletcher e Átila, eles tinham tochas para iluminar o caminho.
Os dois continuaram caminhando pelo que pareceu horas, até Átila finalmente tropeçar e cair.
— Olha, você vai ter que me carregar. Vai ser mais rápido assim — ofegou Átila. O ferimento estava cobrando seu preço, e Fletcher notou que as calças do anão estavam ensopadas de sangue. O menino sabia que o outro tivera de engolir muito orgulho para fazer um pedido desses.
— Vamos lá, pule nas minhas costas — murmurou Fletcher.
O rapaz grunhiu enquanto Átila se ajeitava, então seguiu em frente, respirando por entre dentes cerrados. Ignácio chilreou encorajamento para o novo companheiro de carona, lambendo o rosto do anão.
Sem aviso, a área foi iluminada pelo brilho de uma luz azul fraca. Um globo de fogo-fátuo surgiu no céu, dezenas de metros acima. Ele se mantinha no ar como uma segunda lua, girando acima das nuvens.
— Isso é coisa sua? — indagou Átila.
— Não. E não deve ser de Otelo, nem de Sylva. Os soldados de Forsyth devem ter um mago de batalha consigo. Eu não me surpreenderia se fosse o próprio Zacarias; aquele fogo-fátuo é enorme! — respondeu Fletcher.
Ele olhou ao redor e se desesperou. O terreno em volta parecia idêntico, e o menino percebeu que estava completamente perdido. Mas, se ele não chegasse logo a um lugar seguro, Átila não sobreviveria àquela noite.
Os gritos estavam distantes agora, mas os dois não estavam seguros de forma alguma. Se o mago de batalha inimigo tivesse um demônio voador, eles poderiam ser encontrados.
— Parem aí mesmo! — gritou uma voz. Um homem saiu das sombras, apontando um mosquete contra eles. Mais uma vez, Fletcher amaldiçoou sua inabilidade de executar um feitiço de escudo.
— Sem rendição… — murmurou Átila em seu ouvido. Mas sua voz soava pastosa e fraca.
Fletcher duvidava que o anão pudesse dar mais que alguns passos antes de desabar.
Ignácio saltou do pescoço de Fletcher e sibilou. O homem simplesmente o ignorou e continuou apontando o mosquete direto para a cara do rapaz.
— Mantenha esse bicho longe de mim ou eu atiro — afirmou ele, movendo o cano de forma ameaçadora.
Fletcher ergueu a mão e acendeu uma bola de fogo-fátuo.
— Posso meter isso no seu crânio mais rápido que qualquer bala. Solte a arma, e não teremos problemas.
— Eu sou um soldado, seu idiota. Sei o que é fogo-fátuo. Largue o anão no chão e... argh! — O homem gritou e bateu no pescoço com a mão livre.
Um Caruncho castanho fosco zumbiu acima do soldado e depois voou num círculo ao redor da cabeça de Fletcher.
— Valens — suspirou Fletcher. De alguma forma, o demônio os tinha encontrado. O homem caiu de lado, com o mosquete ainda erguido. Era como se tivesse sido congelado. — O major Goodwin não estava brincando quanto ao ferrão de um Escaravelho! — exclamou o rapaz, espantado.
Valens soltou um zumbido forte e então esvoaçou para a frente e para trás.
Fletcher o observou por um momento, e por fim percebeu que o Caruncho queria que eles o seguissem.
— Só mais um pouco, Átila — murmurou Fletcher. — Vamos conseguir.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!