2 de março de 2018

Capítulo 32

— Onde diabos vocês estavam? — sibilou Serafim.
Fletcher, Otelo e Sylva tinham acabado de entrar cambaleantes na sala de conjuração, juntando-se aos outros o mais silenciosamente possível quando os outros estudantes passaram, vindos do átrio. O trio estava com uma péssima aparência, mas não havia nada que pudessem fazer. Tinham chegado enquanto as entregas eram feitas, então só puderam se esgueirar depois do café da manhã, bem quando as aulas estavam prestes a começar.
— É uma longa história. Contamos mais tarde — sussurrou Fletcher.
Isadora se virou para ver qual era a comoção, arregalando os olhos ao ver Sylva. Ela cutucou Tarquin, que também se virou e levou um enorme susto. A elfa os encarou, inexpressiva, então se virou para a capitã Lovett, que esperava todos se assentarem.
A mulher alta vestia um avental de couro sobre seu uniforme de oficial, além de usar grossas luvas do mesmo material.
— Vamos trazer alguma luz a este lugar — disse Lovett, soltando várias bolas de fogo-fátuo no ar.
Ao contrário de Arcturo, ela permitia que as luzes flutuassem sem rumo pelo salão, criando uma iluminação clara mais fantasmagoricamente mutável.
— Então, pelo que eu soube, Arcturo deixou que quem já tivesse praticado fogos-fátuos fosse embora mais cedo ontem. Isso não vai acontecer nas minhas aulas. Meu lema é “a prática leva à perfeição” e, considerando o seu curto tempo aqui, vocês deveriam aproveitar cada segundo sob nossa tutela.
Ela andava de um lado para o outro diante deles, com os olhos severos esquadrinhando cada um dos rostos. Aquela não era uma pessoa que Fletcher gostaria de irritar.
— A primeira tarefa de hoje será ensinar-lhes a arte da infusão. Vejo que alguns de vocês não estão com seus demônios, então presumo que já tenham aprendido isso. Entretanto, o tempo que você leva para libertar seu demônio de dentro de si pode ser a diferença entre a vida e a morte. Confiem em mim, eu sei. Aqueles de vocês que foram treinados pelos pais vão praticar nos círculos de conjuração do outro lado da sala. Eu vou conferir seu desempenho mais tarde.
Os nobres se afastaram com expressões arrogantes, falando e rindo entre si. Lovett separou o salão em dois com uma enorme cortina, de modo que eles saíram de vista depois de atravessar a partição central. Depois de alguns momentos, Fletcher viu luzes brilhantes piscando por baixo. Que tipo de demônios os nobres possuíam?
Sylva ergueu a mão e deu um passo à frente.
— Aprendi sozinha. Será que eu poderia ficar com os outros e aprender a técnica correta? — indagou a elfa.
Lovett espiou o vestido rasgado e os cabelos desfeitos dela e ergueu uma sobrancelha. Depois de uma longa e severa encarada, a professora cedeu.
— Muito bem. Mas, por favor, lembre-se de que, no futuro, espero que você esteja de uniforme — afirmou ela, antes de se voltar ao resto dos plebeus. — Cada um deve pegar um couro de conjuração, além de um avental de couro. Deve haver luvas e óculos de proteção no compartimento abaixo, também. — Ela indicou o fundo do salão, e um dos fogos-fátuos disparou até lá e pairou sobre uma fileira de armários embutidos na parede.
— O que aconteceu com vocês? — murmurou Genevieve pelo canto da boca enquanto eles rumavam ao equipamento. — Esperamos o máximo que pudemos, mas tivemos que ir antes que a última carruagem partisse.
— Perdemos a última carruagem e tivemos que voltar andando para cá esta manhã — murmurou Fletcher de volta, revirando vários rolos de couro até encontrar um com o pentagrama não muito apagado. Ele não sabia se Sylva queria que o incidente se tornasse de conhecimento geral.
— Vocês foram assaltados no caminho ou coisa assim? — insistiu Genevieve, sem acreditar muito.
— O que faz você achar isso? — retorquiu Fletcher enquanto vestia um avental.
— Bem, mesmo ignorando as ataduras na cabeça de Otelo, você está com um galo do tamanho de um ovo na lateral da cabeça — argumentou Genevieve enquanto eles voltavam.
O rapaz tocou a têmpora e estremeceu ao perceber que ela tinha razão. Felizmente, a essa altura chegaram de volta a Lovett, que os silenciou com um olhar.
— Ouvi que alguns de vocês têm seus demônios há pelo menos sete dias. Eles devem estar bem cansados agora, então seria melhor vocês infundi-los imediatamente, para que possam repousar. Levante a mão quem tiver recebido seu demônio na semana anterior — anunciou Lovett.
Genevieve e Rory ergueram as mãos. Depois de alguns instantes, Fletcher levantou a dele também.
— Por que a hesitação? Fletcher, não é? — indagou Lovett, indicando que o rapaz desse um passo à frente.
— Estou com meu demônio há duas semanas e meia — respondeu ele. — Isso é normal?
— Não, ele deve estar realmente exausto! Vamos dar uma olhada nele — repreendeu ela.
Fletcher acordou Ignácio com uma cutucada mental. O diabrete miou de irritação e saltou para o chão. Olhou em volta e lambeu os beiços. O demônio devia estar bem faminto agora, depois de torcer o nariz para o milho assado da noite anterior.
— Ele anda meio sonolento, mas costuma ser sempre assim, de qualquer maneira — explicou Fletcher, sentindo uma pontada de culpa enquanto o demoniozinho bocejava.
— Uma Salamandra! — exclamou Lovett. — Realmente rara! O major Goodwin ficará muito interessado nela. Não é sempre que ele tem a chance de examinar uma nova espécie de demônio.
— Ignácio vai ficar bem? — inquiriu Fletcher, ainda preocupado com a suposta exaustão.
— Parece-me que sim — respondeu Lovett. — Quanto mais poderoso um demônio, mais tempo ele pode sobreviver sem descanso no nosso mundo, apesar de levar vários meses antes que o cansaço se torne realmente um risco de vida. Eu tinha pensado que, como você é um plebeu, seu demônio seria de uma das espécies mais fracas. Por outro lado, pelo que andei ouvindo, vocês parecem ser um grupo bem sortudo. No ano passado, a maioria dos plebeus recebeu Carunchos, mas vocês têm uma Lutra, um Cascanho, uma Salamandra e um Golem.
— E um Canídeo também! — exclamou Sylva, desenrolando seu couro no chão. Fletcher sorriu, feliz por ela ter se incluído no grupo dos plebeus.
Rory arrastou os pés e cerrou os punhos.
— Estou cansado de ouvir como sou azarado em ter Malaqui — sussurrou, com óbvia frustração.
— Por que você não começa, Sylva? Vou confirmar se você estiver fazendo tudo corretamente. É um ato relativamente simples, uma vez que se sabe o que fazer — sugeriu Lovett.
Sylva se ajoelhou sem hesitar e pousou as mãos enluvadas no tapetinho de couro. Os óculos se encaixavam de forma desajeitada sobre as orelhas pontudas, mas ela não parecia se importar.
Fletcher tinha certeza de que ela mal podia esperar para estar sob a proteção de Sariel de novo, depois de tudo que acontecera na noite anterior. Inspirando longa e calmante, a elfa encarou o pentagrama até que ele tremeluziu com uma suave luz violeta.
— Observem como ela empurra o mana através das mãos, para o couro e até o pentagrama. Ela saberá que o momento de empurrar o demônio chegou quando o pentagrama estiver com brilho constante.
A estrela de cinco pontas incandescia em luz azul, porém nada aconteceu por quase meio minuto. O único som era a respiração ofegante de Sylva enquanto ela encarava o símbolo. Então, sem aviso, uma forma de Canídeo cresceu naquele espaço vinda do nada, expandindo-se de um pontinho de luz a uma grande silhueta brilhante em meio segundo. O vulto brilhou em branco, então a cor desvaneceu e Sariel apareceu sobre o pentagrama.
Os olhos dela se focalizaram em Sylva, então o Canídeo saltou para a mestra, derrubando-a. O demônio lambeu o rosto da dona e uivou. Fletcher se perguntou se Sariel estava ciente de tudo que tinha acontecido à Sylva na noite anterior. Talvez fosse apenas saudade.
— Obviamente seu demônio precisa de um pouco de disciplina e treinamento, mas bom trabalho mesmo assim! Vou conjurar meu demônio, Lisandro, para demonstrar como infundir. Afastem-se, por favor! — anunciou Lovett.
Sylva e Sariel se moveram para o lado, e o resto do grupo recuou vários passos.
— Quanto maior for o seu demônio, mais difícil a invocação. É claro que, no campo de batalha, vocês não poderão usar equipamento de proteção, mas é melhor tomar precauções sempre que for possível... especialmente com aprendizes sem treinamento como vocês — explicou Lovett, se ajoelhando no canto do couro de conjuração. — O motivo principal para toda essa proteção é o uso de pentagramas chaveados, mas não vamos falar disso até mais tarde.
Ela pescou um par de óculos de proteção com lentes escuras e um boné de couro de um bolso do avental e os vestiu com firmeza.
O pentagrama se acendeu de novo, lançando fagulhas brancas que queimavam no couro ao redor. Um orbe branco apareceu sobre a superfície e, para o espanto de Fletcher, um demônio se formou em apenas alguns segundos. A criatura tinha o corpo, a cauda e as patas traseiras de um leão, só que a cabeça, as asas e garras dianteiras eram como as de uma águia. Tinha o tamanho de um cavalo, com penas castanhas amareladas que se mesclavam com o pelo dourado da metade posterior da criatura.
— Eu também fui abençoada com um demônio raro, um Grifo. Mas não o recebi de presente. Eu comecei com um Caruncho, assim como alguns de vocês. Não deixem que seus começos humildes os desencorajem. Carunchos são criaturas ferozmente fiéis, e vocês podem comandar vários deles ao mesmo tempo. Lisandro exige toda a minha concentração só para mantê-lo sob controle. O major Goodwin vai lhes ensinar mais sobre controle de demônios nas aulas de demonologia.
Genevieve sorriu e levou Azura até os lábios, beijando a carapaça azul-cobalto do besouro.
— Isso significa que a senhora era plebeia também? — indagou Rory, incapaz de tirar os olhos da majestosa criatura.
— Não... mas eu estava presente quando os primeiros plebeus chegaram em Vocans. Sou a terceira filha dos Lovett de Calgary, um pequeno feudo no norte de Hominum. Por uma estranha coincidência, meu pai foi abençoado com vários filhos adeptos. Eu era a mais nova, então recebi o demônio mais fraco. Fico feliz que ele tenha feito isso, porém. Se não, eu jamais teria me especializado em captura demoníaca. Todos vocês podem possuir um demônio poderoso como este, desde que trabalhem bastante. — Ela abraçou Lisandro, que esfregou o bico em seu peito com afeição. Os olhos do Grifo eram de um âmbar profundo, grandes e inteligentes como os de uma coruja. Eles saltaram de aluno em aluno com curiosidade, finalmente pousando em Ignácio com atenção especial. — Agora, vou demonstrar como infundir. É praticamente o procedimento reverso. O pentagrama tem que estar apontando diretamente para o demônio e não pode estar muito longe. É por isso que fazemos com que eles fiquem nos couros de conjuração. Entretanto, se Lisandro pairasse vários metros acima do pentagrama, eu ainda assim conseguiria infundi-lo.
Lovett se ajoelhou e pôs as mãos no couro mais uma vez, acendendo o pentagrama.
— Você primeiro precisa empurrar mana para o pentagrama. Logo sentirá um obstáculo entre a consciência do seu demônio e a sua. Uma vez que alcançar essa sensação, puxe o demônio através dela... — A capitã arfou com o esforço e Lisandro brilhou, em seguida se dissipando em fios de luz branca que fluíram para as suas mãos. — E isso é tudo — anunciou Lovett, com a testa molhada de suor.
Eles aplaudiram sua habilidade, mas Fletcher ficou cheio de apreensão quando a professora voltou os olhos de aço para ele.
— Fletcher, você tenta primeiro, pois o seu demônio é o que mais precisa de descanso. Arcturo me contou que você é particularmente talentoso com feitiçaria. Vamos ver se o mesmo é verdade para a infusão. — Lovett apontou para o chão diante dele.
Fletcher lentamente desenrolou seu tapete de conjuração e mandou Ignácio subir sobre ele. O demônio sentou e soltou um chilreio nervoso ao sentir a ansiedade do dono. O rapaz fez conforme instruído, canalizando o mana para o couro através das mãos. O pentagrama se acendeu num violeta ardente, constante e estável.
— Você está sentindo, Fletcher? — indagou Lovett, pousando a mão firme e tranquilizante no ombro do aprendiz.
— Sim, estou — grunhiu ele de volta, entre dentes. Naquele estado carregado de mana, a luz era quase cegante, preenchendo seu campo de visão com a estrela reluzente.
— Puxe-o pela barreira. Você pode ter um pouco de dificuldade no começo, mas é normal na sua primeira infusão. — A voz de Lovett soava como se viesse de muito longe.
O mana pulsava pelas veias do rapaz com cada batida do coração, trovejando em seus ouvidos. Sua ligação com Ignácio estava bloqueada. Fletcher alcançou e agarrou a mente do demônio e, com um esforço colossal, puxou-o para dentro. Por um momento, fez força, sibilando entre dentes cerrados. Era como se Ignácio estivesse preso a uma teia elástica. Depois do que pareceu uma eternidade, houve um estalo gentil e a consciência do demônio se fundiu com a do garoto. Era como se deixar submergir num banho morno.
— Muito bem, Fletcher! Você pode descansar agora — sussurrou Lovett no ouvido dele.
Fletcher encostou a cabeça no couro macio, inspirando fundo repetidas vezes. Ele ouvia os outros batendo palmas e bradando sons incoerentes. Sua mente estava cheia de felicidade e clareza extraordinárias, como se estivesse completamente entorpecido.
— O que Fletcher está sentindo agora é a euforia temporária causada pela fusão de duas consciências. Seu demônio está dentro dele, porém ele mal ficará consciente da presença da criatura após alguns minutos. Ignácio verá tudo que Fletcher vê, mesmo que só entenda muito pouco. Isso pode ser extremamente útil se vocês precisarem conjurar no meio de uma batalha, pois os demônios estarão preparados para a situação assim que reaparecerem — ensinou Lovett, andando de um lado ao outro diante dele. — Alguns invocadores experimentam clarões de memórias demoníacas nos meses após a primeira infusão de seus demônios. Isso também vai passar, mas é uma parte importante de como aprendemos sobre o éter. Se acontecer com vocês, não deixem de registrar cada detalhe e transmitir tudo a mim e ao major Goodwin. Precisamos de cada migalha de informação que pudermos juntar sobre a vida dos demônios — continuou ela.
Fletcher se levantou com dificuldade e voltou para junto dos outros, com a cabeça ainda girando. Serafim lhe deu tapas amistosos nas costas, com um sorriso invejoso no rosto.
— Muito bem. Parece que você é meu maior concorrente — sussurrou ele.
— Ou não. Acho que aquilo quase me matou — respondeu Fletcher, sentindo o calor agradável de Ignácio dentro de si. Era estranho; ele mal conseguia distinguir a consciência de Ignácio da própria.
O filamento não os conectava mais; os dois fluíam um para o outro como o encontro de dois rios. Otelo lhe lançou um sorriso encorajador e até mesmo Sylva o tocou de leve no braço antes de voltar sua atenção para Sariel. A elfa enterrou o rosto e as mãos no pelo dourado do demônio, agarrando-se ao Canídeo como se sua vida dependesse dela. Fletcher suspeitou que se passaria um longo tempo antes que ela quisesse infundir Sariel de novo.
— Agora, Otelo e Fletcher, vamos dar uma olhada nessas suas cabeças — disse Lovett, chamando os dois à frente. Uma vez que estavam diante dela, a professora sussurrou: — Tem alguma coisa que vocês, rapazes, precisem me contar? Vocês e Sylva parecem ter vindo da guerra, e eu sei bem como a guerra é.
— Não foi nada que não pudéssemos resolver — assegurou Fletcher, olhando para Otelo em busca de apoio.
— Nós cuidamos de tudo — concordou o anão.
Lovett encarou os dois por um momento antes de inclinar a cabeça, cedendo.
— Bem, se vocês mudarem de ideia, podem vir falar comigo — murmurou ela, encarando os três. — Vocês não precisam lutar suas batalhas sozinhos.
Então deu um passo atrás e ergueu a voz:
— Venham cá, todos vocês. Vou usar o feitiço de cura; é uma boa oportunidade para vocês observarem.
O resto dos plebeus se aproximou, tagarelando empolgados com a chance de ver outro feitiço.
Otelo tirou a atadura, revelando um corte feio na têmpora.
Fletcher estremeceu com a visão. Ele não tinha se tocado da seriedade do ferimento.
— Observem com muita atenção — anunciou Lovett. A professora entalhou um símbolo no formato de um coração no ar com fogo-fátuo, depois o apontou para o machucado de Otelo. — O feitiço de cura é perfeito para cortes, hematomas e até ferimentos internos, mas não tem efeito algum contra venenos e doenças — continuou, franzindo o cenho ao se concentrar. — Requer muito mana e leva algum tempo para se executar, especialmente em ferimentos mais profundos.
Ela exalou, e luz dourada fluiu do símbolo à cabeça de Otelo. Nada aconteceu por alguns segundos. Enfim, para o espanto de Fletcher, o ferimento começou a se fechar sozinho, selando a si mesmo até a pele ficar completamente curada, deixando nada além de uma crosta de sangue seco.
O grupo bateu palmas, comemorando o feito. Lovett voltou o olhar à testa de Fletcher, mas balançou a cabeça.
— Você vai ter que deixar esse machucado sarar sozinho, Fletcher — explicou a professora, apontando o inchaço. — Pode haver uma fratura, e o feitiço de cura pode fazer com que os ossos se fundam de maneira incorreta, deixando você permanentemente desfigurado. Melhor não arriscar.
Fletcher assentiu, tocando o galo com um estremecimento.
— Certo, vamos treinar o resto de vocês. Uma vez que tiverem dominado a infusão, poderemos passar para a parte divertida! — exclamou Lovett, batendo palmas.
— O que acontece nessa parte? — indagou Rory enquanto, abaixado, desenrolava o couro de conjuração.
Lovett tirou os óculos e sorriu misteriosamente.
— Vamos entrar no éter.

9 comentários:

  1. Aaaaaaaa ansiosaaa
    Ass:Ana❤

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  2. Só na espectativas em relação ao eter.

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  3. Esse negócio de ter animais e criaturas mitológicas sendo chamadas de demônios e serem transformados em silhuetas luminosas, me lembra muito animes!!

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  4. Adoro como os professores não segregaram eles negativamente, como acontece algumas vezes em Contos da Academia dos Caçadores de Sombras. Eu achei que ia ser parecido a forma como ocorria, apesar de "no fim" meio que ter ficado okay entre os nascidos Caçadores e os Mundanos.

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  5. Essa professora é muito gente boa !!!

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Boa leitura, E SEM SPOILER!