13 de março de 2018

Capítulo 31

Eles seguiram a patrulha orc por meia hora, usando a visão de Atena para ter certeza de que ficariam fora de seu alcance. Felizmente, os cavaleiros seguiam contra o vento, de forma que as hienas farejadoras não eram capazes de detectar a aproximação.
— Espere — sibilou Fletcher, erguendo o punho. — Eles pararam.
De seu ponto de vigília acima, Atena podia ver que o trio de rinocerontes na vanguarda havia parado. Logo adiante, as hienas estavam latindo com gargalhadas agudas para as árvores em volta.
— Nada de armas de fogo — sussurrou Fletcher. — Só arcos. Disparem ao meu sinal.
Assumiram posições dos dois lados da trilha, escondendo-se nos arbustos. Já fazia muito tempo desde que Fletcher usara o arco pela última vez, mas, assim que a mão se fechou sobre a arma, tudo voltou; a corda deslizando com facilidade pelos dedos conforme ele colocava uma flecha de penas azuis de prontidão. Ao lado dele, Cress grunhia ao dar corda na besta, a alavanca de metal na lateral escorregando nos dedos suados.
— Jeffrey, fique para trás e cubra nossa retaguarda — ordenou Fletcher, preparando o disparo. — Se outra patrulha vier, quero ficar sabendo.
Ele não puxou a corda no momento, pois sabia que atirava melhor num único movimento fluido. Em vez disso, concentrou-se nos orcs enquanto o primeiro desmontava e espiava a floresta.
Uma bola de fogo atingiu o orc no peito, atirando-o na selva. Outras riscaram o ar, como meteoritos, lançando a coluna no caos. A equipe de Isadora havia preparado uma emboscada.
— Agora! — gritou Fletcher, quando os goblins na traseira se viraram para fugir. Duas flechas e uma seta se cravaram nas criaturas, derrubando-as das montarias com precisão letal.
— De novo — rosnou Fletcher, e outra saraivada seguiu a primeira, ferindo goblins e casuares igualmente. À frente da coluna, o Wendigo irrompeu das árvores, atacando à direita e à esquerda contra os dois orcs restantes, enquanto bolas de fogo, relâmpagos e impactos cinéticos voavam sem pontaria pelo ar.
Milagrosamente, um goblin passou pela barragem de flechas, com o casuar em disparada pela trilha abaixo, fugindo da batalha. Fletcher gritou uma advertência.
— Não deixem ele esca... — Um machado de arremesso rodopiou no ar, cortando a pata direita do casuar, que capotou. Então Otelo emergiu da mata, despachando o goblin e a ave com dois golpes do machado.
Dezenas de goblins guincharam furiosos e investiram contra o anão exposto. Mas um grito do ar os fez parar. Lisandro se atirou dos galhos, girando em meio aos cavaleiros casuariídios, como um redemoinho de asas e garras. Mas mesmo enquanto os goblins tombavam para o chão, os pássaros escoiceavam e bicavam, e o Grifo rugiu de dor.
— Avançar! — ordenou Fletcher, para então sair correndo com o khopesh em riste, o coração batendo com a mesma força com que seus pés pisavam no chão.
O primeiro goblin atacou com a clava, ainda tonto da queda. Fletcher aparou e devolveu o golpe, atingindo o peito da criatura e repelindo-a para longe da arma com um impacto cinético. O torque de Cress derrubou outro goblin, enquanto Sylva decapitou um casuar agitado com um movimento da falx. As machadinhas de arremesso de Otelo salpicaram a aglomeração de goblins por sobre o ombro de Fletcher, silvando perigosamente perto dos ouvidos dele.
Com isso, Lisandro teve tempo suficiente para se lançar de novo ao ar, borrifando o chão com pingos de sangue. Não houve tempo para avaliar os ferimentos do Grifo, pois, enquanto a fileira dianteira de goblins tombava, outra tomava seu lugar, atacando o trio com uivos de raiva.
— Recuar — ofegou Fletcher, enquanto uma clava lhe acertava o cotovelo esquerdo, deixando a mão tatuada pendendo ao lado do corpo. Otelo parou ao lado de Sylva para proteger o lado direito da trilha, enquanto Cress e Fletcher continham a esquerda.
Goblins e casuares se lançavam contra a fina linha de conjuradores, espalhando-se pela selva numa tentativa de flanqueá-los. Uma labareda brotou da mata rasteira e fez um grupo de goblins correr de volta, com um deles girando e guinchando enquanto Ignácio arranhava-lhe o rosto. Depois de um último golpe, a Salamandra mergulhou de volta nos arbustos, desafiando os goblins a sair de novo da trilha.
Do outro lado, relâmpagos crepitavam contra as criaturas, derrubando vários e os deixando se contorcer no chão. O demônio de Cress, Tosk, tinha se juntado à batalha.
— Onde está Sariel? — gritou Fletcher, talhando com o khopesh num largo arco, fazendo um goblin se afastar com um corte fundo na caixa torácica. — Salomão?
Um som de madeira rachando soou atrás, e metade da pergunta de Fletcher foi respondida. Galhos de árvores passaram voando por cima, e o rugido gutural na retaguarda disse a Fletcher que Salomão empregava ali a sua grande força.
Então Sariel emergiu dos arbustos, pegou um casuar pelas pernas e o arrastou de volta à mata. Sylva exclamou de dor quando as duas criaturas se atracaram violentamente, o estalar dos galhos partidos acompanhado por rosnados e guinchos.
— Feitiços de batalha — ordenou Fletcher ao voltar a sentir vida no braço. — Mas economizem o mana.
Sylva entalhou tão rápido que ele mal tinha terminado a frase antes que a bola de fogo da elfa acertasse o goblin mais próximo, que foi atirado ao chão para se contorcer e uivar, agarrando o peito.
Mais projéteis flamejantes foram jogados por Cress e Otelo, enquanto Fletcher chicoteou com uma língua de energia cinética que jogou os poucos cavaleiros restantes para longe.
Ainda os goblins continuavam a investir, aparando a lâmina mais fina de Fletcher com as clavas retorcidas, e a força do impacto subia pelo braço até o ombro do rapaz. Uma lança passou voando pelo rosto de Fletcher. Ele sentiu um clarão de dor quando esta lhe cortou a bochecha, e o fio de sangue quente se misturou ao suor acumulado na base do pescoço.
Fletcher balançou a cabeça e talhou a cara de um goblin em resposta, jogando a criatura para longe girando e agarrando a própria cabeça.
Um coice de um casuar grasnante atirou Cress para longe, mas não perfurou a jaqueta. Ela reagiu com um relâmpago que arrancou a cabeça da criatura num jorro de sangue e, em seguida, voltou cambaleando à luta.
Chamas brotaram de Ignácio, espiralando contra os goblins que avançavam novamente e ofuscando sua visão. Tosk contribuiu com raio ziguezagueante de azul-elétrico, arremessando a vanguarda naqueles que vinham atrás e os transformando num emaranhado de membros e clavas. Na breve pausa que se seguiu, Fletcher aproveitou a oportunidade para se concentrar no cristal de visão, obtendo uma imagem completa do campo de batalha.
Os dois orcs estavam dando trabalho ao Wendigoenquanto a equipe de Isadora continuava escondida nos arbustos, mantendo os goblins à distância através de uso liberal de feitiços. Isso drenava suas reservas de mana, mas era uma estratégia vencedora; dezenas de cadáveres do comboio jaziam espalhadas, e o restante estava agrupado atrás dos corpos dos rinocerontes, que já tinham sido despachados. Dos cinquenta goblins montados que haviam chegado, não restavam mais que vinte. Até as hienas estavam mortas, os corpos pesados esparramados no chão num sono macabro.
Foi aí que tudo deu errado. Um dos orcs restantes se separou do grupo e disparou para a selva. Com Lisandro fora de combate e Sariel travando uma luta de vida ou morte fora de vista, Fletcher não teve escolha além de deixar a equipe.
— Não deixem sobreviventes — gritou por sobre o ombro.
Então ele se viu nas profundezas da mata, seguindo o som de galhos se partindo com a fuga do orc pela vegetação rasteira. O ar ficou subitamente parado e silencioso, perturbado apenas por um feitiço mal-direcionado voando pelas folhas acima. Fletcher sentiu que Ignácio o seguia, mas não tinha tempo para esperar. Em vez disso, ele instruiu Atena a permanecer acima da batalha e vigiar outros fugitivos.
Do ponto de vista elevado da Griforuja, Fletcher viu que Salomão tinha assumido seu lugar na linha, usando uma muda de árvore como clava para arremessar os goblins e casuares para o lado.
No novo silêncio, a adrenalina começou a se esvair de Fletcher, a bochecha passando a arder com cada pulsação do coração acelerado. Ele estava exausto, os pulmões queimando. Ainda assim, cambaleava adiante, ignorando as moscas zumbindo em volta da cabeça, famintas pelo sal no sangue e no suor que o cobriam.
Fletcher seguia o estrondo e o estalo do orc em fuga, desejando que tivesse pensado melhor na situação. Aqueles dois orcs haviam combatido o Wendigo sem dificuldade. Agora estava prestes a enfrentar um deles sozinho.
Houve um chacoalhar de vegetação perturbada, e então um orc de pele cinzenta apareceu logo adiante, talhando um denso arbusto com galhos espinhosos com a clava. De perto ele era enorme, assomando-se imenso sobre Fletcher. O rapaz avaliou o inimigo como sendo tão largo e musculoso quanto Berdon e Jakov somados.
Fletcher não hesitou. Saltou com o khopesh nas duas mãos, mirando a ponta no centro exato das costas do orc. A arma errou a espinha por um palmo, trespassando o orc e saindo na barriga, a resistência uma fração do que Fletcher tinha esperado. Ele gritou em triunfo quando o orc enrijeceu, um urro gutural espirrando sangue arterial nas folhas à frente. Então a cabeça de Fletcher explodiu em dor, e a boca se encheu do gosto de folhas podres e sangue.
O orc tinha girado, esbofeteado o rapaz com as costas da mão e arrancado seu khopesh, deixando a arma empalada no peito. Um pé calejado atingiu a terra ao lado de Fletcher, que tinha rolado para fora do caminho no último segundo.
Ele disparou um pulso cinético, empurrando a terra e se pondo de pé novamente. Assim que se levantou, mergulhou para o lado, a clava cortando o ar num vasto arco. Fletcher se esparramou no arbusto espinhoso que tinha impedido o avanço do orc, e os espinhos prenderam a jaqueta dele, deixando seus braços abertos como os de um homem crucificado.
Espuma sangrenta borbulhou na boca do orc quando ele urrou em triunfo, o sangue vertendo ao redor da lâmina no seu peito em jorros escuros. Ele ergueu a clava, dando uma risada enquanto levantava o queixo de Fletcher com o lado achatado da arma.
Os estilhaços de obsidiana na ponta pressionaram a carne macia da garganta do rapaz quando o orc se inclinou para a frente, quase com gentileza. A morte dele não seria lenta.
Ignácio veio em disparada pela vegetação rasteira, uma maré de chamas anunciado sua chegada enquanto ele aterrissava na cabeça do orc. A cauda da Salamandra o ferroou como a de um escorpião, espetando loucamente os olhos, nariz e boca do orc, chamas fluindo sobre o rosto em grandes ondas pulsantes. Fletcher se soltou aos puxões, arrancando o casaco do abraço dos espinhos depois de alguns momentos de luta. Foi bem a tempo, pois o orc golpeou cegamente, chegando até a cortar fora um botão da manga de Fletcher. Então tudo acabou; o orc desmoronou de joelhos e caiu de lado, os últimos esguichos de sangue minguando a um filete.
Ignácio saltou nos braços de Fletcher, miando com solidariedade e lambendo os ferimentos na garganta do rapaz. Ficaram assim por um tempo, desfrutando da glória de estarem vivos. O pescoço de Fletcher ardia conforme a língua de Ignácio passava nos machucados, mas logo a sensação se tornou estranhamente calmante. Ele passou os dedos na garganta e descobriu que o ferimento havia desaparecido.
— Mas que inferno! — exclamou.
Fletcher ergueu Ignácio até o rosto, e o demônio deu um latido alegre e depois lambeu o nariz do mestre.
— Você deve ter um símbolo de cura escondido em algum lugar dessa língua — riu o rapaz, esfregando a cabeça de Ignácio com carinho. — Mesmo depois de tanto tempo, você ainda consegue me surpreender. Mas é melhor não contar para Jeffrey; ele vai cortar sua língua fora numa mesa de cirurgia se não tomarmos cuidado.
Ignácio se remexeu nas mãos de Fletcher, que colocou a Salamandra no chão. Ao fazê-lo, ele viu a cara do orc e estremeceu. Tinha sido calcinada, deixando apenas o crânio queimado aparente. A pele cinzenta coriácea da barriga e pernas estava coberta de sangue. Espirais vermelhas e amarelas e listras de tinta de guerra enfeitavam o peito e o que restava das bochechas. Sem elas, o orc estaria praticamente nu, não fosse pelo saiote de tecido grosseiro que protegia sua modéstia.
khopesh de Fletcher estava encravado fundo na carne do orc. O rapaz fez uma careta diante da cena grotesca e se abaixou para arrancá-lo.
Uma seta de besta sibilou por cima da cabeça de Fletcher, como uma cobra dando o bote, e se cravou numa árvore atrás dele. Ele caiu no chão e virou o corpo do orc como escudo. Outra seta veio um momento depois, atingindo o ombro do orc com tanta força que o atravessou, a ponta parando a 2 centímetros do rosto do rapaz. A precisão e a velocidade eram incríveis, dignas de um assassino treinado.
Então, enquanto Fletcher energizava o dedo para um contra-ataque, o agressor se retirou, deixando o estalo de galhos quebrados no rastro. A caveira sorridente do orc pareceu rir de Fletcher enquanto este empurrava o cadáver, enojado. Levou um momento para recuperar o fôlego. Se não tivesse se abaixado para arrancar o khopesh do orc, teria sido perfurado no peito.
Fletcher tirou a seta de besta do tronco e a ergueu à luz fraca da selva. Penas azuis. Como as setas de Cress.
Quando enfim voltou aos outros, a batalha tinha acabado. Salomão estava ocupado cavando uma grande cova, as mãozonas empurrando a terra para o lado numa pequena clareira. Era uma boa ideia; uma pilha de cadáveres atrairia toda espécie de carniceiros, e a nuvem de abutres que se formaria seria chamativa demais. Jeffrey estava mais adiante, examinando um corpo de goblin e fazendo anotações num diário com capa de couro. As mãos tremiam com adrenalina, resultando num garrancho irregular.
Otelo tinha acabado de curar Lisandro, os últimos traços de luz branca se dissolvendo das penas ensanguentadas no flanco do Grifo. Cress não estava à vista.
— Cadê a equipe de Isadora? — gritou Fletcher, brandindo as setas.
Sylva ergueu o olhar de onde estava ajoelhada, curando os ferimentos de Sariel.
— Eles saíram correndo — disse Sylva, com a voz monótona de exaustão. — Nem nos agradeceram pela ajuda.
— Um deles tentou me matar — anunciou Fletcher, erguendo as setas com penas azuis. — Com estas.
— Não são as setas de Cress?
— Não acho que ela as tenha perdido, no fim das contas. Acho que eles as roubaram.
— Você está brincando — grunhiu Otelo, desenrolando o couro de evocação para que Salomão pisasse em cima. Infundiu o demônio num clarão de luz branca, pois o pobre Golem cambaleava de exaustão.
— Quem dera estivesse — respondeu Fletcher. Fez uma pausa, percebendo as implicações. Os atacantes poderiam ter usado um feitiço, talvez uma das próprias flechas. Em vez disso, haviam escolhido munição que só Cress poderia ter usado. Queriam incriminá-la pelo ataque.
Otelo estava claramente pensando de forma semelhante.
— Se encontrássemos seu corpo com aquilo espetado em você, Hominum inteira pensaria que Cress o matou — disse o anão, pegando o projétil criminoso da mão de Fletcher. — Eles podiam até pensar que Cress estava trabalhando com os Bigornas.
— Eu não sei... — disse Sylva, examinando a seta. — Estamos tirando conclusões precipitadas. Nós mal a conhecemos. Talvez ela esteja trabalhando para os Bigornas.
— É, e eu sou um goblin disfarçado — zombou Otelo. — Se ela fosse uma traidora, eu saberia. A comunidade enânica é pequena; mal restam alguns milhares de nós. Sei quem são os encrenqueiros.
Fletcher olhou em volta.
— Falando em Cress, onde está ela? — indagou Fletcher.
— Aqui mesmo — respondeu uma voz atrás dele.
Cress emergiu da selva com Tosk empoleirado no ombro. O rosto estava encharcado de suor, e a besta pendia frouxa da mão dela.
— Vejo que você pegou o orc — comentou ela. — Muito bem. Eu tentei alcançar você, mas me per...
Ela parou ao notar as expressões de espanto dos outros.
— Onde que você achou isso? — perguntou, avistando a seta que Otelo segurava.
— Por que você não me diz? — retrucou Sylva, levantando-se e estreitando os olhos para a anã. — Alguém acabou de tentar matar Fletcher com ela.
Cress continuou calada, os olhos ainda fixados na seta. Sylva indicou a selva atrás da anã com um aceno.
— Lá.
— Eu... eu perdi essas setas — gaguejou Cress, olhando para trás. — Quem quer que tenha sido, deve ter tirado da minha aljava no acampamento, como disse mais cedo.
— É uma história muito conveniente — observou Sylva, cruzando os braços e estudando o rosto de Cress.
— Suas flechas também sumiram — argumentou Cress.
Alguma coisa picou o pescoço de Fletcher, e ele deu um tapa irritado.
— Foi a equipe de Isadora, tenho certeza — afirmou Fletcher, passando o braço pelos ombros de Cress. Ele subitamente se sentiu muito fraco, e foi um alívio se apoiar nela. — Isso é exatamente o que eles querem; que nós nos viremos uns contra os outros. Agora sabemos por que nos seguiam.
Sylva olhou feio para ele, então pulou e deu um tapa na coxa.
— Malditos insetos — rosnou, catando alguma coisa na perna. Mas o que ela segurava não era inseto algum. Era um minúsculo dardo.
O projétil oscilou na visão de Fletcher, e, subitamente, o rapaz estava de joelhos. O chão subiu para recebê-lo.

6 comentários:

  1. O q está acontecendo? A Cress é mais uma inimiga? Bem que eu nunca confiei nela...

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  2. Não poderia ter cido a equipe da isadora eles foram os primeiros a irem embora e mal se aproximaram da equipe de fletcher, porem a de Malik passou a noite com eles e foi embora na calada do amanhecer

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  3. CRESS não pode ser traidora, eu adoro ela!!

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  4. Desconfio da equipe do malik tbm

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  5. Vocês vão ter uma surpresa 😀😉😂

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Boa leitura, E SEM SPOILER!