22 de março de 2018

Capítulo 28

O vulto enorme de lorde Forsyth surgiu atrás do Inquisidor, balançando a juba leonina e revelando a orelha ausente. Nenhum deles usava máscara, porém ambos vestiam os pomposos uniformes de gala: Rook, uma batina de tecido escuro entremeada com fios de prata, e Zacarias, uma farda negra com borlas, ombreiras e botões dourados.
— Que tolice a sua vir até aqui — disse Zacarias Forsyth, a voz grave e ribombante. — Quando meus filhos me contaram que havia uma elfa no baile... ora. Ficamos de olho em vocês. Não demoramos para deduzir quem eram e o que tinham em mente.
Ele deu um passo adiante, ficando sob a luz, e os restos cicatrizados da orelha davam à cabeça uma aparência assimétrica.
— Vocês têm coragem, isso não posso negar — disse, sorrindo para os dois. — Vieram atrás do cajado, eu suponho.
Ele indicou com a cabeça o objeto atrás deles.
— Roubá-lo não vai lhes trazer nenhum bem. A semente já foi plantada, e vocês colherão as consequências. Impedir alguns discursos não fará a menor diferença. Mas vocês não estarão por aqui para ver nada disso, mesmo.
Fletcher colocou as mãos atrás das costas e, lentamente, retirou as luvas das mãos. Os dois homens a sua frente eram magos de batalha dos melhores, e Zacarias, além disso, era um veterano experiente de uma guerra brutal. As chances eram mínimas.
Ouviu-se o som de algo se rasgando, e Fletcher, com o canto do olho, percebeu que Sylva estava rasgando o excesso de tecido do vestido. Em seguida, ela cortou a lateral da peça com a lâmina de seu punhal para liberar o movimento — e revelou o diário amarrado à coxa.
— O que é isso? — perguntou Rook, quando Sylva apanhou o livreto fino e recuou, escondendo-o depressa atrás de si.
Fletcher agitou a mão e formou um escudo de energia suficientemente amplo para proteger tanto ele quanto Sylva. Os dois homens, entretanto, simplesmente sorriram e ficaram encarando os dois por trás da barreira quase opaca.
Eles não entendiam que o que ele e Sylva queriam não era roubar o cajado, mas transmitir uma mensagem para o povo de Hominum. Ambos achavam que tinham todo o tempo do mundo.
— A questão é: matamos vocês aqui mesmo ou os prendemos e aguardamos seu julgamento e execução sumária? — perguntou Rook, pensativo. — Um julgamento poderia ser algo mais público e semear mais dissidências.
Sua voz era baixa: eles estavam perto do cajado agora, e suas palavras poderiam ser ouvidas em toda Hominum se falassem mais alto.
— Vamos matá-los aqui — respondeu Zacarias, agachando-se ligeiramente e afastando as mãos, preparado para um possível ataque. — Se prendermos a elfa, o tolo do Harold irá se intrometer para protegê-la e evitar uma guerra com os elfos. E, como sabemos, julgamentos são... imprevisíveis.
Fletcher ouviu o som de tecido quando Sylva removeu o pano de cima do cajado. Um brilho azul riscou o ar conforme ela fez um entalhe e invocou uma bola de fogo-fátuo branca, um feitiço raramente usado porque drenava muito mana. Os raios brilhantes lançaram uma longa sombra à frente de Fletcher cuja silhueta negra estendeu-se entre ele e seus inimigos.
— Sim, isso mesmo. — Zacarias riu. — Vire o cajado para cá, deixem o mundo ter uma visão clara. Quando os elfos nos virem matando sua preciosa princesa, teremos outra guerra... desta vez, uma de verdade. Os anões amanhã, e os elfos em seguida.
— E você vai encher seus bolsos com dinheiro manchado de sangue — disse Fletcher em voz baixa, com raiva.
— Se for sangue élfico ou anão, melhor ainda — retrucou Rook, com um sorriso cruel no rosto pálido.
Sylva começou a falar em voz baixa, murmurando algo logo acima da cabeça imóvel do Caruncho. Fletcher arriscou olhar para trás e a viu brandindo a carta de Zacarias diante dos olhos do demônio imobilizado, apontando com o dedo o brasão dos Forsyth gravado na parte inferior do papel.
— Pare com isso — disse Rook, dando um passo à frente. — O que você está dizendo?
Então os olhos de Zacharias se iluminaram ao reconhecer o papel através do escudo.
— Faça ela parar! — gritou ele, e de repente seus dedos marcaram o ar e o estrondo de um relâmpago cruzou o salão. O raio cortou e rasgou a parede esbranquiçada do escudo cuja superfície quebrou, rachando como gelo em um lago.
Rook adicionou um vórtice de fogo no instante seguinte, e sua chama avolumada se chocou contra o escudo, dissolvendo sua superfície camada por camada.
— Depressa, Sylva! — gritou Fletcher, quando o escudo se desintegrou diante de seus olhos. — Mostre o diário!
Ele precisava convocar Ignácio, mas só conseguia emitir cada vez mais mana para o escudo, reforçando com faixas de luz branca os pontos onde ele ficara enfraquecido. Sua mão direita entalhou desesperadamente o símbolo de fogo no ar, mas, quando ele quase fixava o feitiço ao dedo, Rook e Zacarias formaram os próprios escudos ovais com as mãos livres.
Agora Sylva estava gritando, mas, antes de chegarem aos ouvidos de Fletcher, as palavras se perdiam no meio do ruído dos feitiços se chocando contra os escudos.
Fletcher lançou uma bola de fogo no ar em uma trajetória arqueada para que explodisse no escudo de Zacarias. A bola cascateou em chamas em torno das bordas da barreira, chamuscando a roupa do nobre. Porém, os feitiços continuaram chocando-se sem trégua contra o escudo de Fletcher.
Ele sentiu seu mana escoando, e a consciência de Ignácio e Atena, desesperada por liberdade. Forçou-se a lançar uma última explosão de mana no escudo e depois deixou-o sem reforço. O escudo estremecia sem parar sob o ataque de raios azuis e chamas alaranjadas. A mente de Fletcher se retorceu conforme ele obrigou Ignácio a irromper pela mão.
Era mais difícil agora, pois o demônio estava bem maior e o pentagrama em sua mão era pequeno, mas, dali a alguns momentos, o Drake rugia a seu lado.
Os feitiços dos dois homens cessaram quando eles viram o Drake. Um pedaço do escudo caiu e se dissolveu no tapete vermelho, chamuscando-o.
Tudo ficou em silêncio, exceto pelo chiado suave das fibras se queimando e o murmúrio da voz de Sylva, lendo outra página do diário de Jeffrey.
Rook e Zacharias deviam ter percebido que estavam em perigo: não estavam com seus couros de conjuração, e os demônios de Fletcher poderiam facilmente destruir seus escudos.
Fletcher aproveitou o intervalo para reforçar sua vacilante barreira. Exaurindo o restinho de mana que ainda havia dentro de si, adicionou uma camada reparadora na superfície fraturada. Ele já tinha começado aquele combate com pouco mana, pois suas reservas ainda não haviam se recuperado da temporada que passaram no éter, mas Rook e Zacarias não sabiam disso.
Agora, tudo o que ele precisava fazer era esperar que Sylva terminasse. Ele não sabia o que Cress e Otelo tinham feito, mas fosse o que fosse, dera certo: nenhum guarda chegara ainda.
— Por que você não vem me enfrentar, de homem para homem? — gritou Zacarias por trás do escudo. — Sem demônios, sem Rook. Somente eu e você.
— Sylva, quanto mais? — perguntou Fletcher por cima do ombro, ignorando o desafio.
— Mais alguns minutos! — gritou Sylva. — Preciso contar a eles o que aconteceu com Rufus.
Fletcher deu um sorriso azedo e se virou para seus oponentes. Encarou-os com, esperava, confiança e frieza.
— Você está assustado, Fletcher? — disse Rook. — O grande Fletcher Raleigh recebe a chance de duelar com seu pior inimigo de igual para igual, mas recusa. Eu sempre soube que você era um covarde.
Fletcher sabia que eles o provocavam, esperando que ele abaixasse o escudo e atacasse Zacarias irrefletidamente, perdendo vantagem defensiva.
— Um covarde e um tolo, que prefere confiar em anões e elfos em vez de nas pessoas da própria raça — vociferou Zacarias, avançando até ficar bem na frente do escudo de Fletcher, com o seu próprio, oval e pálido, ainda preso ao pulso. — Você é muito parecido com seu pai. Edmund foi um traidor da raça também. Sempre de visitinhas com os elfos, tentando estabelecer um comércio entre nossas nações.
Ele fez uma pausa, como se estivesse refletindo no que dizer em seguida.
— Mas essa não foi a única razão pela qual eu o traí — continuou, com a voz mais baixa, para que só Fletcher pudesse ouvir.
— O que você disse? — indagou o rapaz. Um arrepio correu pela nuca.
— Meu negócio de armas estava estagnado. Havia paz demais, entende? — Os olhos de Zacarias se prenderam aos de Fletcher, desejando que ele visse a verdade escondida ali. — Eu precisava de um catalisador. Então enviei aos orcs uma mensagem. Revelei a passagem secreta de Raleighshire, quando e onde deveriam atacar, tudo. Você não acreditaria com que perfeição tudo se encaixou: as terras de sua família, herdadas pela irmã de sua mãe, minha esposa. Uma guerra com os orcs, para alimentar meu negócio de armas. E a cereja no bolo: mais um traidor da raça morto. Esta noite terei de terminar o serviço. Nunca envie um orc para fazer o trabalho de um homem.
Ao fitar aqueles olhos frios e viperinos, Fletcher soube que tudo aquilo era verdade. Talvez sempre tivesse sabido, desde o momento que Sir Caulder mencionara um “traidor” em seu julgamento — mas expulsara a informação da mente. Ele não tinha desejado pensar nisso, pensar que um homem poderia ser verdadeiramente assim tão malévolo. Ele não quisera entregar-se ao ódio.
Agora, porém, esse mesmo ódio começou a borbulhar dentro do peito, cáustico e quente. Zacarias precisava morrer. Se o plano desse certo, ele logo seria preso e ficaria longe do alcance de Fletcher para sempre. Nunca haveria uma chance como aquela novamente.
O escudo. Ele poderia reabsorvê-lo dentro de si mesmo e reabastecer seu estoque de mana. Seria o suficiente para uma investida única e poderosa.
Agora.
Fletcher rugiu, drenando a parede branca em um turbilhão de luz.
Simultaneamente começou a atirar pelos dedos os três feitiços em um raio retorcido, que perfurou em espiral o escudo de Zacarias, numa chama de energia explosiva. O escudo oval se dividiu ao meio, como um ovo, explodindo em uma rajada de fragmentos rodopiantes que atiraram o nobre contra um pilar com um baque nauseante. Ele ficou caído no chão, flácido como um cadáver.
— Fletcher! — gritou Sylva, e o grito de triunfo de Fletcher morreu em seus lábios. Porque o escudo de Rook tinha desaparecido, e uma onda de fogo vinha rugindo pelo corredor.
Ignácio mergulhou para recebê-la, de asas estendidas. Não conseguiu.
O incêndio atingiu Fletcher como uma enchente, atirando-o para dentro dos recessos escuros da sala do trono. Ele deslizou pelo piso enquanto as chamas se espalhavam sobre ele, cegando-o com a luminosidade. Ele ouvia o rugido do inferno, sentia suas roupas enegrecerem-se e reduzirem-se a pó. O calor soprava quente, escaldante, contra sua pele.
Mas ele não sentia dor. Nenhuma agonia de sua carne sendo transformada em cinzas, nem o mau cheiro de cabelo pegando fogo. Ele apenas rolou o corpo de um lado para o outro, até o grosso das chamas deixar em frangalhos suas roupas. Ele se pôs de pé e bateu o fogo dos tecidos, piscando para afastar a fumaça dos olhos.
Rook estava parado, com o peito arfando graças ao esforço. Pelo tamanho da explosão que atirara Fletcher até o outro lado do salão, o Inquisidor devia ter investido todas as forças naquele ataque — até a última gota de mana.
Mas, de alguma forma, Fletcher tinha saído praticamente ileso.
Uma bola translúcida de energia cinética atingiu Rook no peito, jogando-o contra o chão e mantendo-o imóvel ali. Sylva atravessou a sala, com uma fúria gélida no olhar.
— É melhor matarmos os dois — disse ela.
Seu dedo estava erguido, e um relâmpago crepitava a partir do símbolo fixado em sua ponta. Ignácio latiu em concordância, e seu peito largo ecoou o som de tal maneira que mais parecia o rugido de um leão que o latido de um cachorro. Uma rajada raivosa vinda da consciência de Atena confirmou sua opinião sobre o assunto. Os dois demônios estavam chocados com o quanto seu mestre flertara com a morte.
Fletcher se virou para o cajado de visualização, subitamente com receio de que as palavras da elfa pudessem ser ouvidas em todo Hominum, mas o artefato fora outra vez coberto com o pano pesado. Foi então que ele percebeu que tinham conseguido. Hominum ouvira a história; agora, a única coisa que podiam fazer era esperar.
Rook emitiu um som agudo e chiado do peito. Estava sem ar, mal se movendo quando Sylva inclinou-se sobre ele, o relâmpago estalando junto a seu rosto.
Fletcher cambaleou na direção dos dois. Sem saber por quê, o ódio que borbulhara dentro de si parecia ter diminuído ao ver os corpos caídos dos dois homens. Sua mente agora só pensava em como ainda estava vivo. O fogo devia tê-lo matado. Como tinha conseguido sobreviver?
— Não. — Fletcher tossiu, a garganta cheia da fumaça. — Se nós os matarmos, Hominum não terá mais ninguém em quem jogar a culpa, Harold não terá quem mandar para a prisão. O mundo precisa ver esses dois sendo condenados.
Entretanto, por um momento, ele ficou na dúvida se esse seria realmente o motivo, ou se não seria porque não desejava matar a sangue-frio dois homens indefesos. Fletcher gostaria de dizer que estava surpreso por Sylva parecer capaz de executar tal ato, porém o olhar da jovem eliminava qualquer dúvida.
Sylva usou o pano rasgado do vestido para amarrar as mãos e os pés de Zacarias e Rook enquanto Ignácio postava-se a seu lado, alerta. A boca de Rook foi amordaçada, porque ele começou a vociferar obscenidades aos dois assim que recuperou o fôlego. Depois que ambos estavam amarrados como frangos prestes a ir para o forno, Fletcher e Sylvia colocaram-nos sobre as costas do Drake e saíram pelas portas principais.
Fletcher tomou a liberdade de roubar as calças do inconsciente Zacarias, pois as suas tinham sido reduzidas a um monte de restos carbonizados.
Sentiu uma satisfação sombria ao ver o quanto era ridículo ver aquele urso de um homem só de cuecas, as pernas brancas contrastando com o tom bronzeado dourado de seu rosto e antebraços.
— Venha — chamou Sylva, depois que Fletcher dobrara as barras da calça. — Vamos ver o que nos espera lá fora.
Os corredores estavam desertos. Da mesma forma, as escadas não mostravam nenhum sinal de agitação. Era como se o discurso não tivesse sido feito, e por um momento o coração de Fletcher começou a bater com força, com medo de que o plano não tivesse dado certo, de que Sylva tivesse feito as coisas de modo errado. Entretanto, quando eles abriram as portas do salão de banquete, o motivo de não ter havido nenhuma busca ou perseguição tornou-se evidente.
O fedor os atingiu em uma onda, e o que havia no estômago de Fletcher subiu até a garganta. Aquilo era o cheiro acre de vômito, tão pesado que quase dava para sentir seu gosto. Nobres, generais, convidados e até alguns servos estavam espalhados pelo salão, gemendo de desconforto. Os ocasionais engulhos e respingos grumosos revelaram a Fletcher exatamente o recurso para o qual Otelo e Cress haviam apelado.
Eles tinham pensado em vários planos: bloquear as lareiras para que a fumaça enchesse os cômodos, quebrar os canos para inundar os pisos, usar feitiços para produzir ruídos altos, até mesmo atear fogo nas sebes lá fora. Já esse plano... bem, tinha sido considerado arriscado demais. Estava na cara, porém, que Otelo e Cress haviam mudado de ideia.
A dupla batizara as bebidas: foram de fininho até as cozinhas e contaminaram tudo com ayahuasca — tradicionalmente associada aos xamãs orcs, que a bebiam para provocar vômitos e alucinações intensas. Já eram visíveis os sinais das últimas, pois alguns nobres tentavam alcançar as velas brilhantes acima com sorrisos idiotas nos rostos sujos de vômito. Fletcher sentiu um prazer perverso ao ver Bertie vagando pelo salão só de cueca, rindo sozinho.
Nem Sylva conseguiu conter o riso quando eles viram os gêmeos Forsyth deitados no chão, tentando delirantemente alcançar os lustres brilhantes do teto, a baba escorrendo pelas bochechas enquanto eles arrulhavam e sorriam como bestas. Tarquin deu um risinho e acenou quando o pai, sendo carregado, passou por eles.
— Bem feito para eles — disse Sylva, passando delicadamente por cima do braço estendido de Isadora. — O que eu não daria para ver a cara deles depois do amanhecer! Já estava mais que na hora.
— Somos dois. — Fletcher sorriu.
Não havia nenhum sinal de anões por ali; as serviçais deviam ter fugido com medo das consequências, e Otelo e Cress deviam tê-las acompanhado.
Fletcher correu os olhos pela sala e notou que vários dos mais importantes membros da nobreza não estavam mais ali, incluindo Alfric e Harold. Obviamente, deviam ter sido levados para algum lugar seguro pelos guardas.
Mesmo com Ignácio e seus prisioneiros a reboque, eles puderam andar ao longo do corredor e descer as escadas sem ganhar mais que um olhar demorado da parte dos guardas. Até mesmo os servos estavam ocupados demais cuidando das vítimas da bebida.
Aquela situação parecia inacreditável para Fletcher conforme eles saíam para o ar fresco, pisando o cascalho, sob a luz do luar. Formavam um quadro e tanto: Fletcher com as roupas semicarbonizadas e a calça emprestada, Sylva com o vestido rasgado, isso sem falar em Zacarias de pernas nuas no lombo do Drake.
No entanto, de alguma maneira, tinham conseguido dar o fora, sem perseguições ou alarmes.
— Nós conseguimos — disse ele, num fio de voz.
— É bem verdade — confirmou Sylva, calmamente. — Mas, e agora, o que vai ser?
Fletcher não sabia. Só Harold tinha feito planos para depois: mais uma vez, eles eram peões em um jogo muito maior. Ele sabia, porém, para onde precisavam ir.
— Ignácio, você acha que conseguiria levar nós quatro até o Bairro dos Anões? — perguntou Fletcher, pressionando a cabeça contra a do Drake. — Não fica longe.
O demônio ronronou e o cutucou com o nariz, em concordância. Fletcher e Sylva sentaram-se em seus ombros, sobre as costas de seus prisioneiros, e sorriram enquanto Rook rosnava através da mordaça. Ignácio rugiu em triunfo, depois levantou voo e saiu em disparada pelos ares.
E, assim, eles sumiram noite adentro.

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