22 de março de 2018

Capítulo 16

Não. Não despencando. Voando.
Havia asas dos dois lados, deslizando pelos ares, e ele viu os olhos cor de âmbar de Ignácio o encarando. Porém, para espanto de Fletcher, era um Ignácio que ele não reconhecia mais. O demônio agora estava tão grande quanto Lisandro. Tinha os mesmos bico de tartaruga, quatro pernas e cauda espinhosa de antes, mas o pescoço estava mais comprido, e agora havia dois chifres curtos, voltados para trás, em sua cabeça. O mais impressionante de tudo eram as asas enormes e coriáceas que irrompiam dos ombros e desciam pelas costas. Ele já não era mais uma Salamandra.
Em choque, Fletcher virou-se e viu o orc albino de pé na borda da cratera do vulcão, segurando o ombro ferido enquanto seu cabelo escuro chicoteava às costas. Khan soltou um berro de ódio e levantou o braço, agitando-o para indicar que os demônios podiam vir. As Serpes voavam acima, as bocas bem abertas em antecipação à refeição que teriam.
— Tire a gente daqui! — gritou Fletcher, enfiando Chama no coldre e sacando Ventania.
O mundo se inclinou quando Ignácio virou as asas para cima, batendo-as para que eles se elevassem ainda mais no céu. Mirava um banco de nuvens acima, uma névoa insubstancial que poderia escondê-los dos perseguidores.
Lá embaixo, as selvas verdejantes pareciam se encolher e fundir-se em uma mancha verde, circundada pela faixa vermelha das terras mortas mais além. Mas eles estavam indo devagar. Fletcher podia sentir a exaustão de Ignácio, causada pela transformação, e a confusão ante as mudanças que o vulcão causara em seu corpo. Ele estava descoordenado, sem experiência em navegar pelas contracorrentes do vento que os atingia.
As Serpes lentamente ganhavam vantagem. Cada uma delas tinha o dobro do tamanho de Ignácio, com garras cindidas e bocas cheias de dentes tenebrosos. Eram onze ao todo, mas uma única conseguiria transformá-los em pedacinhos com facilidade. Pior, Fletcher podia sentir que o mana de Ignácio estava acabando — tinha sido totalmente usado na metamorfose e mal restava um filete, que nem bastaria para criar um escudo fraco em torno de si e de Fletcher, ou soltar uma gota de chama.
No mesmo instante que ele se deu conta desses fatos, as primeiras bolas de fogo zumbiram por eles, deixando trilhas fumegantes no ar. Ele se virou quando um dardo de arremesso passou silvando acima de sua cabeça e desapareceu no banco de nuvens. Os xamãs estavam agachados no lombo das Serpes, equilibrando-se precariamente enquanto lançavam seus feitiços e projéteis.
Fletcher apontou Ventania para o perseguidor mais próximo, mas sua mira era prejudicada pelo frenético bater de asas de Ignácio. Então, antes que pudesse disparar, eles entraram na névoa e se viram rodeados por uma neblina branca. Fletcher testou, hesitantemente, sua conexão com Ignácio.
Parecia mais forte que antes. Ele a usou para modificar a trajetória do demônio e fazer com que seus perseguidores se confundissem ainda mais em meio à névoa. Logo eles estavam deslizando pela nuvem branca, escutando o silvo do vento, os latidos guturais dos xamãs e os rugidos baixos de Serpes enquanto eram caçados em meio à neblina.
O vento fustigava o cabelo de Fletcher, e a névoa cobria seu corpo com orvalho, roubando seu calor e deixando a pele exposta arrepiada. Ele se pressionou contra Ignácio cujo corpo ainda estava superaquecido graças ao lago de lava. A proximidade ajudou a acalmar os nervos de Fletcher; o coração martelava em seu peito.
Era diferente de cavalgar Lisandro; Fletcher sentia-se seguro no sulco natural que havia nas costas de Ignácio, e o tecido de seus calções encontrava um encaixe fácil na pele rubra abaixo. Segurou-se com firmeza ao pescoço do demônio, desfrutando do toque dos músculos poderosos que se flexionavam sob ele. Ignácio agora devia ser o tal Drake de que Khan havia falado.
Ignácio esticou o pescoço, e Fletcher pôde lhe sentir a exultação quando o demônio testou os limites de seu novo corpo. Ele agitou a cauda, abrindo um vale entre os bancos de nuvens. Sua confusão sumia depressa agora... Havia em seu lugar... determinação. Propósito.
Uma sombra assomou abaixo da dupla. Ouviram o som rascante da fala órquica, agora mais alto. Mais formas escuras, acima e em ambos os lados; turvas, porém aumentando de tamanho. Os xamãs sabiam que eles estavam próximos. Em segundos, as Serpes estariam sobre eles.
Então fariam o impensável. Fletcher enviou suas ordens, envolvendo o pescoço de Ignácio com um dos braços e segurando a pistola de cano duplocom a mão livre. Era hora de enfrentá-los.
Agora.
Ignácio dobrou as asas para trás, e o estômago de Fletcher deu uma cambalhota quando eles começaram a descer a toda velocidade, depois houve um impacto seco, de estremecer os ossos, no momento que Ignácio se chocou contra a Serpe abaixo. O mundo girou em um caleidoscópio de tons de branco e verde conforme os dois demônios se engalfinhavam em pleno ar, despencando para fora das nuvens. Uma asa coriácea bateu no rosto de Fletcher, mas Ignácio tinha conseguido segurar-se em cima da Serpe, que não conseguia virar-se para atingi-lo com as garras. Sangue espirrou do bico de Ignácio quando ele mordeu o pescoço exposto, lacerando o couro escamoso e expondo a carne nua por baixo. Os rugidos de dor e fúria da Serpe foram tão altos que os tímpanos de Fletcher latejaram e, em seguida, se fecharam com a mudança de pressão decorrente da queda brusca e veloz de altitude.
Algo segurou com violência o tornozelo de Fletcher e o arrastou para baixo. Ele disparou cegamente por cima do ombro com a arma, sentindo o coice quase arrancar a pistola de sua mão, e ouviu o grunhido de dor antes que ele fosse levado embora pelo vento. O mundo voltou a girar de novo, e o corpo do xamã caiu a seu lado, um borrão cinza tingido com as pinturas de guerra vermelhas e amarelas.
A selva verde entrou em foco mais além, aproximando-se cada vez mais.
— Solte! — berrou Fletcher, e Ignácio soltou a Serpe com um rugido relutante.
Suas asas se abriram, e Fletcher foi atirado para a frente com o ímpeto — sua cabeça bateu nas costas rubras, quase fazendo-o perder a consciência. Houve um rodopio de embrulhar o estômago, tão desesperado e baixo que Fletcher ouviu o estalo das copas das árvores quando as garras de Ignácio as rasgaram, e em seguida ouviram o som seco doentio da Serpe sendo esmagada no chão abaixo. O mergulho lhes tinha dado aceleração, de modo que roçaram o topo das árvores, mas Fletcher sabia, graças a seus estudos, que eles na verdade cobririam muito menos terreno em uma altitude tão baixa. Balançou a cabeça para reunir seus pensamentos mexidos, xingando.
Não tivera tempo para planejar o que faria em seguida.
Quando olhou para cima, sua respiração ficou presa na garganta. As outras Serpes já estavam mergulhando em sua direção, as garras esticadas e os bicos abertos, revelando os papos rosados de seu interior. Eles tinham uma única opção.
Fletcher fechou os olhos, enfiou a pistola no coldre e segurou o pescoço de Ignácio com as duas mãos. Pôde sentir o medo da Salamandra quando pressentiu suas intenções, mas não havia outro jeito. Fletcher abaixou a cabeça e deu a ordem.
Seu estômago se revirou mais uma vez, e, então, seu rosto passou a ser chicoteado pelas folhas da selva. Troncos retorcidos passaram velozmente conforme Ignácio dava uma guinada para a esquerda e depois para a direita, sacudindo Fletcher, como se fosse uma boneca de trapo. Lá em cima, as Serpes rugiram em frustração, pois seu tamanho mais avantajado impedia que penetrassem no labirinto de árvores. Ignácio desacelerou, deslizando pela selva enquanto Fletcher ouvia os urros acima. As Serpes os seguiam, planando acima e aguardando uma abertura.
Uma voz ecoou para baixo, marcada pela fúria.
— Isso só tem uma maneira de terminar, Fletcher Raleigh — berrou Khan.
O orc albino os alcançara; ainda havia uma chance de matá-lo. Fletcher quase desejou que Ignácio tivesse atacado em vez de fugir naquele primeiro momento, mas eles só teriam tido meros segundos antes de serem alcançados pelas Serpes.
Apesar disso, o orc tinha razão. O emaranhado de árvores e galhos era a única coisa que o protegia das Serpes acima... se surgisse uma abertura na copa das árvores, os monstros conseguiriam apanhá-los.
— Por que não desce até aqui e vem me enfrentar, então? — berrou Fletcher, provocando o orc ferido. — Seu Ahool contra meu Drake.
Silêncio. Depois:
— Quando você morrer, eu vou fazer com que ele seja meu — bradou o orc. — Minha Ahool é capaz de farejar seu medo daqui. Ela irá persegui-lo até os confins do éter.
Os confins do éter. A sombra de uma ideia formou-se na cabeça de Fletcher. Mais uma vez, a mente de Ignácio encheu-se de medo das intenções do mestre, e até mesmo Atena foi contra o plano. Era como correr no meio de uma saraivada de balas esperando que estas não os atingissem, e sim seus perseguidores.
— Por aqui — murmurou ele ao ouvido de Ignácio, incitando-o em uma nova direção.
O Drake leal virou sem hesitação, confiando no poder de julgamento de seu mestre. Fletcher desejava confiar em si mesmo tanto quanto Ignácio confiava. Era loucura, mas era a única ideia que lhe ocorria.
Continuaram voando. Um bando de Indriks olhou para eles quando passaram, grandes criaturas parecidas com girafas e de pelo cinzento malhado, grossas pernas elefantinas e cabeças mais parecidas com as de cavalos. Uma matilha de Canídeos esquálidos rondava em seu encalço, esperando que algum dos filhotes se separasse do bando. A selva estava cheia de sons: o zumbido de Carunchos menores por perto, e a distância o profundo mugido de um Gunni, uma estranha criatura que Fletcher sabia ser bastante parecida com um wombat do tamanho de um urso, mas com antenas.
Porém Fletcher mal prestava atenção naquilo, preocupado em conduzir Ignácio pelas partes mais cerradas da floresta, onde as Serpes encontrariam dificuldade para segui-los. Sentiu uma pontada de culpa por ter tido sorte em um quesito: os demônios menores dos xamãs haviam ido atrás de Sylva. Somente o Ahool poderia empreender uma caçada sem problemas, mas Fletcher sabia que Khan era esperto demais para fazê-lo. Apesar disso, só para o caso de estar enganado, ele sacou Ventania do coldre.
Ignácio avistou o que vinha à frente antes de Fletcher, lançando uma advertência na mente do mestre. Um trecho de areia vermelha, onde as árvores começavam a diminuir de espessura. As terras áridas.
Agora.
Ignácio ganhou velocidade, atirando-se para o alto com uma pressa desesperada. Eles saíram da selva em disparada, como uma bala de mosquete, a visão ofuscada pela claridade do céu reluzente do deserto depois de terem deixado os confins sombreados da floresta. As Serpes rugiram, mas Fletcher sabia que ele as pegara de surpresa — elas não previram que ele deixaria a segurança da cobertura de vegetação. Agora eles tinham uma pequena vantagem. Uma chance.
A areia vermelha das terras áridas pairava no ar acima da paisagem seca, cobrindo a pele úmida das nuvens de Fletcher com uma camada fina de vermelho. Ele apertou os olhos em meio aos grãos enquanto Ignácio pairava acima das areias ferruginosas. O chão abaixo estava repleto de rochas, que afunilavam o vento e formavam ciclones rodopiantes de terra que subiam até o céu, rolando pelo terreno estéril.
Atrás deles, uma bola de fogo chamuscou o ar, atingindo a lateral do corpo de Ignácio. Seu flanco chacoalhou, como quando um cavalo afasta uma mosca — o fogo não causava quase nenhum dano a um Drake. Já Fletcher não teve tanta sorte; a bola seguinte chamuscou seu cabelo de leve e queimou um pouco de seu rosto ao passar rente à orelha esquerda.
Ele virou-se e viu que a Serpe mais próxima estava tão perto que tentava morder a cauda chicoteante de Ignácio, os dentes rangendo em perigosa proximidade. O xamã estava de pé sobre o demônio, com um dardo de arremesso preparado, mas Fletcher mirou com a pistola e a Serpe desviou para proteger seu mestre, trombando com a Serpe que vinha atrás. Os dois saíram aos trambolhões pelos ares, o que fez Ignácio e Fletcher ganharem preciosos segundos.
— Mais depressa! — incitou Fletcher, abaixando bem o corpo para se transformar em um alvo menor. As asas de Ignácio zuniram no ar na última investida rumo ao destino: o Abismo.
O Abismo abria-se à frente, escuridão interminável para além dos penhascos íngremes que o delimitavam. Fletcher e Ignácio mergulharam nas profundezas. Seria então que ele descobriria se aquela aposta tinha ou não valido a pena.
O território dos orcs ficava a vários dias de distância de voo a partir dos limites do éter, do qual se separava por uma cadeia montanhosa. Ele supusera que os orcs raramente andassem por ali; seu conhecimento das criaturas que habitavam o Abismo devia ser pequeno.
Atrás deles, as Serpes estacaram de repente. Fletcher sabia que os demônios deviam estar cheios de medo, mas sem conseguir comunicar o motivo aos mestres. Viu os xamãs incitando os demônios, até que os cinco primeiros voaram para dentro dos recessos recônditos acima da linha do desfiladeiro.
Ignácio voou ainda mais para dentro, já que as Serpes hesitaram, rodeando o ponto onde a luz ainda o atingia. Fletcher levantou a espada em falso triunfo, como se eles estivessem escapando para as trevas. Tentou ignorar a escuridão que se abria abaixo, assim como o extremo perigo em que havia se colocado.
Apesar de Khan ficar para trás, com sua Ahool recusando-se a atravessar a fronteira, seus berros incitaram os demônios restantes, até que todo o esquadrão de dez integrantes estivesse pairando sobre a expansão sem fundo abaixo, deixando o líder atrás de si.
O céu acima parecia tão escuro quanto piche, e Fletcher viu a silhueta das Serpes destacada contra o círculo de luz da borda mais além. Ignácio desacelerou e virou-se para encará-los, apesar de as profundezas negras agitarem-se abaixo. Era agora.
Um tentáculo irrompeu do vazio, apanhando uma Serpe no ar e arrastando-a aos berros para dentro do Abismo. Outros seguiram-se ao primeiro, atacando as Serpes em pânico. Bolas de fogo eram lançadas a esmo enquanto os demônios se espalhavam, aterrados.
Então o primeiro dos Ceteanos irrompeu das trevas. Fletcher congelou de terror ao avistar os olhos amontoados que piscavam aleatoriamente, a boca aberta repleta de dentes serrilhados. Uma confusão de pinças e tentáculos emergia de seus corpos torturados — nenhum se parecia exatamente com o outro, mas todos juntos formavam uma mistura aterrorizante de órgãos e membros. Ele ouviu os guinchos agudos de agonia dos monstros por toda a parte e sentiu uma mescla esquisita de pena e horror.
Ignácio já estava em movimento, girando no ar quando os primeiros tentáculos arremeteram em sua direção. O mundo de Fletcher virou de novo de ponta-cabeça, depois mais uma vez, enquanto Ignácio esvoaçava de um lado para o outro. Agora a questão estava fora de suas mãos. A única coisa que podia fazer era aguentar firme, tentando não berrar enquanto os tentáculos chicoteavam por eles.
Três Serpes já tinham sumido, e outra voava sem cavaleiro na direção da fronteira do Abismo, esquecida de seu objetivo. Restavam seis, que giravam desesperadamente a fim de evitar os Ceteanos e seus tentáculos. Ao longe, o pontinho escuro da Ahool de Khan pairava em pleno ar, observando metade de seu esquadrão aéreo desaparecer em questão de segundos.
Um puxão sacudiu o corpo de Ignácio e quase atirou Fletcher para longe. Um tentáculo havia apanhado a cintura do Drake; este rugiu de pânico, enquanto ele e seu cavaleiro eram arrastados para baixo, e bateu as asas desesperadamente para desacelerar o puxão inexorável em direção à massa de monstros que aguardava abaixo.
Fletcher se virou e disparou o segundo cano da Ventania no tentáculo, que não se abalou; as ventosas de polvo continuavam enraizadas na pele de Ignácio. Ele xingou e puxou para fora o khopesh, depois começou a esfaquear desesperadamente o apêndice borrachudo. Os ferimentos soltavam esguichos de um líquido branco pútrido a cada golpe, quase cegando Fletcher. Apesar disso, continuaram caindo, e Fletcher pensou que a qualquer instante eles seriam destroçados por goelas cheias de dentes.
Outro tentáculo açoitou o ar em sua direção, mas uma baforada do último restolho de respiração de fogo de Ignácio fez com que o tentáculo se retraísse e se afastasse. Então o primeiro tentáculo foi rompido com um golpe final do khopesh, e Ignácio os impulsionou para cima mais uma vez.
A ponta cortada caiu, sendo logo disputada pelos monstros famintos abaixo. Ao redor, os cadáveres das Serpes abatidas haviam gerado batalhas semelhantes, e aquele frenesi deu a Ignácio um breve descanso. Fletcher olhou para trás, em direção a seus perseguidores.
As Serpes estavam fugindo: Fletcher viu seis vultos flutuando acima da borda, as cinco Serpes restantes e a Ahool. Khan observava tudo da relativa segurança das terras mortas, onde apenas os tentáculos mais compridos poderiam alcançá-lo.
Fletcher sorriu e acenou para ele, sabendo que havia desferido um golpe da parte dos Hominum que abalaria significativamente a força aérea órquica. Em um único movimento, retirara de cena metade dos principais demônios voadores dos xamãs. A distância, Fletcher ouviu o urro de raiva de Khan ecoar fracamente acima dos guinchos viscosos das monstruosidades lá embaixo.
Fletcher, porém, ainda não estava a salvo. Não poderia retornar; as Serpes poderiam estar à espera. Também não podia ficar, uma vez que os Ceteanos logo voltariam mais uma vez a atenção para ele.
Era hora de testar uma hipótese que vinha sendo discutida pelos acadêmicos de Vocans fazia centenas de anos: a que dizia que os Ceteanos não habitavam além das fronteiras do éter. A teoria jamais tinha sido provada, pois nenhum demônio conjurado jamais fizera a tentativa, mas a distração provocada pelas Serpes dera a Fletcher a oportunidade de tentar.
Assim, Ignácio virou-se e continuou voando rumo aos confins do Abismo.

Um comentário:

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Boa leitura! E SEM SPOILER!