20 de fevereiro de 2018

Capítulo 90

Organizei os papéis que estavam em cima da minha escrivaninha e olhei para fora das janelas da galeria. Uma chuva de primavera deixara poças na varanda, as quais refletiam uma cidade que não parecia mais tão sombria.
Essa era a primeira vez em que eu ficava sozinha em meses, e não sabia exatamente o que fazer com a liberdade. Eu me despedira da minha mãe e do meu pai naquela manhã. Eles estavam retornando a Morrighan. Regan havia ficado na regência durante a ausência do meu pai. Bryn também estava lá. Minha mãe disse que ele lutara com a perda da sua perna, mas estava ficando mais forte e já tinha voltado a cavalgar. Isso abrira um novo mundo para ele, e agora ele tinha esperanças de vir ver o meu, talvez na próxima primavera.
Meu pai era um homem transformado, não apenas pelos eventos dos últimos meses, mas também pela jornada até aqui, vendo um mundo para o qual ele nunca tivera tempo antes. Eu não queria me tornar aquela pessoa que estava tão presa nos detalhes do meu dever que não vivia no mundo em que governava.
Eu andava nas ruas de Venda todos os dias. Partilhava de xícaras de thannis nas esquinas. Fazia compras na jehendra, ouvia histórias nas tinas de banho e conversava com os novos lordes de quadrantes escolhidos pelos clãs. Eu ia aos casamentos deles. Dançava nas celebrações deles. Entrei nos ritmos de um mundo e das pessoas que estavam ganhando vida de novo.
Nos últimos meses, eu tinha viajado a todas as províncias de Venda, havia me encontrado com o povo e designado novos governadores. Pelo menos metade dos quais eram mulheres e anciões dos clãs. Desse ponto em diante, eles perderiam suas posições pela vontade do povo, não por meio de uma espada nas costas, e seria assim que eu também manteria a minha posição.
O trabalho e as decisões nunca tinham fim. Com Dalbreck e Morrighan seguindo de exemplo, os Reinos Menores concordaram com os novos tratados em relação aos assentamentos no Cam Lanteux. Isso não aconteceu sem resistência, mas Morrighan e Dalbreck provinham escoltas para os contingentes de assentadores vendanos. As primeiras safras foram plantadas, e a esperança florescia. O fruto do trabalho me mantinha seguindo em frente.
Eu não conseguiria ter feito isso sem Kaden. Ele trabalhava sem descanso. Toda a compaixão e a ternura que ele tinha puxado da mãe finalmente podiam brilhar, mas as cicatrizes ainda estavam lá, exatamente como aquelas nas suas costas. Eu via quando ele segurava Rhys, de forma protetora, com reflexos rápidos, como se mão alguma fosse marcar com cicatrizes a pele ou a alma dessa criança. Eu esperava que ele estivesse certo.
Bati à porta da câmara de reuniões dele, e, como não houve qualquer resposta, entrei. Todos os traços do Komizar se foram, exceto pela mesa que tinha um talho, o que marcava a sua ascensão ao poder. A escrivaninha de Kaden tinha uma pilha tão alta de papéis quanto a minha. Acrescentei mais à pilha dele, um proposto acordo mercantil com a Eislândia.
Para ajudar os assentamentos, havíamos readaptado a cidade-exército do Komizar para outros propósitos. As fundições, as forjas e as tanoarias agora estavam ocupadas fornecendo ferramentas para atividades agrícolas e comércio. Os campos de teste, bem, aqueles nós tínhamos deixado a cargo das estações para que fossem apagados, as cicatrizes e os fragmentos da destruição lentamente sendo engolidos pelo vento, pela chuva e pelo tempo.
Os gigantescos Brezalots dourados que haviam sobrevivido foram libertados. Agora eles pastavam em rebanhos em distantes topos de colinas, e eu os via de uma maneira diferente, como as criaturas belas e majestosas que eram. Se eu me aventurasse a chegar perto demais deles, se visse o vapor dos hálitos quentes deles ou o bater de seus grandes cascos, o terror ainda passaria como um lampejo por mim, junto com a memória de corpos mutilados e do cheiro de carne queimando. Algumas cicatrizes demoravam mais a se fechar que outras, e algumas cicatrizes, eu sabia, eram necessárias. Algumas coisas nunca deveriam ser esquecidas.
— Procurando por mim?
Eu me virei. Kaden estava na entrada, com Rhys no colo.
— Esse bebê tem quase um ano de idade — falei. — Ele nunca vai aprender a andar se os pés dele não tocarem o chão.
Kaden sorriu.
— Ele vai aprender a andar em breve.
Falei para ele sobre a papelada extra que eu tinha deixado, que absorveu a informação sem perder o equilíbrio. Ele era tudo pelo que eu poderia pedir em um Mantenedor: calmo, constante e devotado. Leal.
— Onde está Pauline? — perguntei.
Os olhos dele iluminaram-se.
— Indo atrás de Eben e Natiya.
Eu sabia que Pauline seria bem-sucedida e os encontraria. Ela estava determinada a que todo mundo aprendesse a ler e escrever no idioma vendano, o qual ela mesma estava estudando. Pauline começou a dar aulas pela manhã para eles e para todo mundo que conseguisse persuadir. Eu não disse a Kaden que eu os tinha visto no pátio de trabalho, batalhando com espadas de treino. A competição entre os dois era feroz, mas também havia um senso de brincadeira, e quando os ouvi provocar e rir um para o outro, meu coração se elevou, vendo aquele pequeno vislumbre das crianças neles de volta. Rezei para que mais disso viesse com o tempo.
— Eu só estava me despedindo de Griz — disse ele.
— Eu me despedi dele na noite passada.
Griz estava liderando outro grupo de assentadores para o Cam Lanteux. Gwyneth seguiria cavalgando com a caravana também, e então ela continuaria seguindo em frente até Terravin. Ela tinha ficado para me ajudar aqui em Venda, mas, por fim, teria que voltar para casa... e para Simone. Não importava que ela precisasse amar a filha de longe. Era lá que ficava o seu coração. Ela tinha prometido a Berdi que enviaria notícias de como a taverna estava se saindo. No entanto, com todas as caravanas que tinham partido, não deixei de notar que ela partira naquela liderada pelo homem grande e feio, como ela ainda se referia a ele. As provocações malvadas dela haviam frustrado Griz nesses últimos meses, mas ele sempre voltava para mais, e eu sabia que Gwyneth adorava ficar olhando enquanto ele lutava para manter uma cara fechada quando um sorriso espreitava nos seus olhos. Eles eram uma dupla estranha, mas eu não ficaria surpresa se Griz fizesse uma viagem de passagem por Terravin.
— Jia! — Rhys um guinchado e esticou a mão. Seus pequenos e ligeiros dedos puxaram uma mecha de cabelos do meu gorro, e ele ficou radiante, deleitado com o prêmio. Com gentileza, Kaden soltou os dedos dele dos meus cabelos.
A compreensão de uma coisa passou em uma onda por mim, e abri um sorriso.
— Olhe para nós, Kaden. Você, eu, aqui em Venda, e você com um bebê no colo.
Ele abriu um largo sorriso.
— Sim, eu sei. Isso passou pela minha cabeça.
— É estranho como nós podemos vislumbrar o nosso futuro, mas não podemos saber de tudo sobre ele — falei. — Imagino que histórias ainda maiores estejam por vir.
O sorriso dele desapareceu.
— Você está bem?
Ele percebia, de vez em quando. Quando eu estava olhando para o longe, imaginando coisas, com os pensamentos a quilômetros de distância daqui. Lembrando.
— Estou bem — respondi. — Vou até o Saguão do Sanctum. Eu não comi ainda.
— Vou descer em um instante — disse ele.
Passei pelo Erudito Real no corredor. Ele tinha acabado de vir das cavernas. Argyris e os outros eruditos retornaram a Morrighan para enfrentarem julgamento e a forca. Nenhum livro mais era queimado nos fornos da cozinha, não importando o quão grande ou pequena parecesse ser a importância dele.
— Estou trabalhando naquela tradução que você queria — disse ele. — Parece ser um livro de poesia. — Eu dera a ele o pequeno livro que Aster, com orgulho, roubara para mim das pilhas na caverna. — O primeiro poema é alguma coisa sobre esperança e penas. Trarei para você mais tarde.
Sorri. Um poema com asas?
O quão adequado era que Aster tivesse pegado aquele livro. Eu ainda a imaginava todos os dias, não mais como o anjo desamparado com as asas tosadas, mas como eu a vira quando trilhava aquela linha tênue entre a vida e a morte. Aster, livre e girando em uma campina com seus longos cabelos fluindo.
O Saguão do Sanctum, como todo o resto de Venda, também havia mudado. Berdi cuidara disso. Não fedia mais a cerveja derramada, e agora juncos frescos aclaravam o chão. A muito abusada mesa ainda tinha marcas do seu passado, mas pelo menos agora ela brilhava com limpeza e polimento diários.
Cruzei a sala até um aparador e me servi de um prato de mingau quente, ovos cozidos, pães achatados e peixes pescados no rio. No final do aparador, havia um prato de ossos. Meus dedos peneiraram por ele, pensando em todo o sacrifício.
Meunter ijotante. Nunca esquecido.
Deslizei mais um osso para o meu cordão.
Eu comia sozinha à mesa, olhando para sua extensão, para as cadeiras vazias, ouvindo a rara quietude, sentindo-me cheia de modos como nunca achei que fosse possível. No entanto, de outras formas... algumas coisas tinham tomado conta de mim, coisas das quais eu não conseguia me desvencilhar. Coisas como Terravin, um novo começo que me levara a tanto mais.
Levei a louça até o aparador e apanhei um trapo, espremendo-o na água cheia de sabão. Uma criada entrou, mas a dispensei.
— Eu faço isso — falei para ela, e a mulher foi embora.
Limpei as migalhas que deixei na mesa, mas então continuei a limpar, indo até a outra extremidade.
Pauline entrou, com os braços cheios de livros, e deixou-os cair em cima da mesa.
— O que você está fazendo? — ela me perguntou.
— Só limpando um pouco.
Ela abriu um largo sorriso.
— Você está parecendo mais uma ajudante de taverna do que uma regente ocupada.
— Há pouca diferença entre as duas — falei, e deixei o trapo cair de volta na tigela de sabão. Olhei para o chão e estiquei a mão para pegar a vassoura que estava apoiada na parede.
— O chão não precisa ser varrido — disse ela.
— A rainha disse que precisa.
Ela franziu os lábios, fingindo que estava ofendida.
— Então acho que você tem que varrer.
Ela saiu, e presumi que era para pegar mais uma carga de livros. O cheiro doce do cozido de Berdi pairava no ar. Ainda havia uns poucos luxos em Venda; no entanto, as panelas infinitas de cozido dela eram únicas e, enquanto eu varria, via uma baía como uma joia, ouvia o grito das gaivotas, lembrava-me de um gentil bater à porta da minha cabana e de uma guirlanda de flores colocada nas minhas mãos.
Um gritinho agudo de felicidade partiu o silêncio. Ergui o olhar e me deparei com Kaden e Pauline conversando baixinho na entrada do saguão. Ele entregou Rhys a ela, mas eles continuavam muito ligados um ao outro, com os lábios dele roçando tranquilamente os dela. Eles ficavam mais próximos a cada dia. Sim, pensei, existem centenas maneiras de se apaixonar.
Fui andando e recoloquei a vassoura no lugar ao lado do aparador. Eu não tinha mais tempo para sonhar acordada. Pilhas de papéis esperavam por mim e eu...
— Lia? — Kaden me chamou.
Eu me virei. Ele e Pauline vieram andando mais para perto de mim.
— Sim?
— Há outro emissário aqui para vê-la.
Revirei os olhos. Eu estava cansada das infinitas reuniões com os Reinos Menores. Parecia que nada estava resolvido de uma vez por todas. Sempre havia mais garantias que eu precisava oferecer a eles.
— Ele pode esperar até que...
— É um emissário do reino de Dalbreck — disse Pauline.
Quando não me mexi, Kaden adicionou um lembrete.
— Dalbreck vem sendo generoso com os seus suprimentos.
Grunhi e cedi.
— Mande-o entrar.
Kaden olhou para as minhas roupas desmazeladas.
— Você não vai se trocar e vestir algo mais... apresentável?
Olhei para baixo, para o meu vestido de trabalho, e então desferi a ele um olhar de reprovação, dizendo com mais firmeza:
— Mande-o entrar.
Pauline começou a protestar também, mas eu a interrompi.
— Se assim está bom o bastante para o povo de Venda, está bom o bastante para um emissário.
Ambos franziram os rostos.
Puxei o gorro da minha cabeça e penteei os cabelos com os dedos.
— Pronto! Assim está melhor?
Ambos suspiraram e saíram. Minutos depois, eles estavam de volta, com Pauline vindo correndo na frente, parando, rígida, perto da lareira. Kaden ficou parado no fim do corredor, em grande parte envolto em sombras. Eu podia ouvir o arrastar de pés de um contingente de pessoas em algum lugar atrás dele. Kaden deu um passo à frente e anunciou:
— O emissário de Dalbreck, que está aqui para falar com a rainha de Venda.
Acenei com os dedos para frente, com impaciência, e Kaden deu um passo para o lado.
O emissário deu um passo à frente. Eu pisquei.
Engoli em seco.
Ele cruzou o corredor na minha direção. O único som era o de suas pesadas botas batendo nas pedras.
Ele parou na minha frente, seus olhos olhando dentro dos meus, e então, devagar, ele se prostrou com um joelho no chão.
— Vossa Majestade.
Eu não conseguia encontrar a minha voz. Minha língua parecia cheia de areia, e minha garganta, um rígido osso seco. De alguma forma, consegui fazer com que as pontas dos meus dedos se mexessem, e fiz um movimento para que ele ficasse de pé.
Ele ficou de pé, e engoli em seco outra vez, finalmente conseguindo trazer alguma umidade à minha língua. Analisei as roupas desgrenhadas dele, poeirentas devido a uma longa jornada.
— Você parece mais um fazendeiro do que um grande emissário de Dalbreck — falei.
Os olhos dele ficaram radiantes.
— E você parece mais uma criada de taverna do que a rainha de Venda.
Ele se aproximou de mim.
— E o que o traz assim tão longe? — perguntei a ele.
— Eu trouxe uma coisa para você.
Dessa vez, foi ele quem fez um movimento com a mão. Seguiu-se mais mexer de pés no corredor escuro atrás dele, e então Orrin e Tavish entraram, com largos sorrisos grudados nas faces. Cada um deles carregava um engradado cheio de melões.
— Eu mesmo os cultivei — disse Rafe. — Na maior parte.
Minha mente ficou confusa. Melões?
— Você é um homem de muitos talentos, rei Jaxon.
Rugas se aprofundavam em volta dos olhos dele.
— E você, rainha Jezelia, é uma mulher de surpreendentes forças.
Eu não me mexi. Não sabia ao certo se estava respirando.
Ele esticou a mão para cima e acariciou minha bochecha.
— Eu sei que milhares de quilômetros nos separam. Sei que você tem seus deveres infinitos aqui e eu tenho os meus em Dalbreck. Mas nós fizemos o impossível, Lia. Se conseguimos encontrar uma maneira de colocar um fim em séculos de animosidade entre os reinos, com certeza, podemos encontrar um jeito para nós.
Ele se curvou para a frente, e os seus lábios encontraram-se com os meus, gentis, ternos, e eu tremia junto ao seu toque. Senti o gosto do vento, dos doces melões, de mil sonhos e de esperança.
Nós nos separamos e olhamos um para o outro, com um final melhor nas pontas dos nossos dedos.
Um jeito para nós.
Impossível. No entanto, isso não tinha nos impedido antes.
E eu ergui a mão e trouxe a boca de Rafe de volta para junto da minha.

35 comentários:

  1. Muito bom!!! Kk agora vou ficar depressiva pq a série acabou. Mas valeu à pena !

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  2. Ah. Como assim?! Sei que era para ser romântico e altruísta e tudo mais. Só que, sei lá, me preparei para um fim mais real e dramático. Tipo cada um regendo de seu lugar. Hmm. Sei lá, de fato um tanto fraco como as resenhas que eu li.
    Mas valeu a pena a leitura até aqui.
    A autora poderia desenvolver mais a história em um quarto livro, não?

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    1. Concordo plenamente poderia ou sei lá ter um quarto livro

      Mirtiz

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  3. Não acredito que acabou!
    Vou entrar em depressão pós livro!
    Melhor final!
    Nunca vou esquecer esses livros
    Eu admiro muito a Lia ela é um exemplo de mulher forte guerreira e independente.
    Q depende de homem mas faz o que acredita
    Muito obrigado

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    1. Kkkkkkk adorei ,este "depressão pós livro" kkkkkk
      Eu acho que tenho isso sempre ,quando termino um livro (tipo o livro não tem mais continuação ) kkkkkk ohh vida,viu!!!

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  4. ESPERANÇA.

    AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AMEI TAAAAANTO <3 <3 <3 <3 <3

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  5. Comparado com,Trono de vidro,Corte de Rosas e Espinhos,O Conjurador,Guerra dos Tronos ,coisa boas que costumo ler,mas o bom é que nuca mais leio livros dessa autora,historia sem pé nem cabeça dos antepassados,personagem fraca só me simpatizei com o Ralfe e seus amigos,Kaden passou a historia toda apaixonada por ela pra já no final do livro gostar de outra.
    Só terminei a trilogia pq comecei

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  6. eu esperava mais do final, não vou mentir.. porém amei essa jornada até aqui

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  7. Então pessoal é o seguinte eu fiz um comentário lá no post principal sobre os livros eu disse que o melhor era o segundo e o que terceiro deixou a desejar, mas obviamente eu não podia falar o porque sem dar spoilers. Eu tenho os três livros e o ultimo eu li ano passado então provavelmente eu não vou estar com a memória muito boa, mas eu quero falar o que me incomodou nessa estória lembrando que é só a minha humilde opinião e eu só estou falando porque eu sou uma pobre leitora que precisa desabafar.
    1: O dom. Essa questão do dom não ficou muito clara. "O dom é uma dadiva das primeiras filhas." Ok. A gente entende que o dom é um privilégio das mulheres só que colocado dessa forma dá a entender que todas as mulheres de Morrighan que são as primeiras filhas possuem o dom, ou seja, a Lia e sua mãe não seriam as únicas, exceto se for um privilégio exclusivo da realeza.
    2: Não houve assim uma maior exploração desse dom e por falar nisso descobrimos no 2° livro que o Kaden♥ tem o dom, mas o que aconteceu com esse dom no 3° livro? Fiquei com a sensação de que a autora jogou essa informação na trama pra dá aquele choque nos leitores e agora que ela devia dá uma explicação sobre isso ela simplesmente esqueceu ou ignorou em algum momento foi mencionado, mas não explicado.
    3° A gente viu no começo da estória que o dom era das primeiras filhas e logo depois descobrimos que um homem também possuía esse dom. Eu sei que ele herdou da mãe, mas isso não era só das primeiras filhas, ou seja, das meninas? Por isso que precisava ter uma explicação porque se o Kaden herdou esse dom outros homens também poderiam ter herdado, inclusive os irmãos da Lia especialmente se partirmos da lógica de que a Lia é a primeira filha mulher, mas ela é a caçula.
    4° Teve algumas incoerências na estória como o fato da Lia entrar e sair varias vezes do castelo sem ser vista. Eu sei que ela conhece muito bem o lugar e que isso é um detalhe bobo, mas é algo que deixa a estória inverossímil por mais que seja uma ficção, fantasia ainda precisa de uma lógica.
    Continua...

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    1. Leitora,
      Quanto ao dom também achei que a autora deixou a desejar em algumas partes, mas já encontrei outros erros em outros livro e nem por isso deixei de gostar do livro. Mas note que os dons não são iguais. E ainda, se a pessoa não pratica o dom o dom vai se perdendo. Felizmente acho que todo livro tem erros e esse não deixou de ser bom por causa dos erros.

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    2. a questão de Kaden ter o dom, foi mais ou menos explicado entre uma conversa de Lia com a mãe no primeiro livro. Lia pergunta se não podem haver primeiros filhos com o dom, e a mãe a responde que pode acontecer, mas é um fenômeno raro, o homem possuir o dom. Espero ter ajudado

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  8. 5° Falando em lógica o que foi que aconteceu com o Kaden? O kaden desse livro não é o Kaden dos outros livros. Eu sei que dentro de uma estória o personagem passa por um processo do inicio ao fim da trama é o que se chama arco do personagem e com isso ocorrem algumas mudança ou a mudança total do personagem, mas tudo é bem encaminhado para não parecer uma mudança forçada e sem lógica e foi isso que me incomodou, além de que o Kaden e o Komizar pra mim são os melhores personagens da trama. Por quê? Porque eles são complexos fora o fato de serem duas pessoas que deixa a gente sempre em duvida das suas atitudes devido ao papel deles na estória. E nesse terceiro livro o Kaden que é um dos principais (ele é um antagonista não um vilão. Sim existe uma diferença entre vilão e antagonista, mas isso é outra história) ficou totalmente apagado. Eu acho que pra Lia brilhar não precisava apagar o Kaden do Rafe eu não falo porque pra mim ele é apagado desde sempre, então não precisava apagar o Kaden pra Lia brilhar porque a estória é da Lia. A Lia ia se destacar de qualquer jeito.
    6° Agora vamos falar dos ships. Eu amo shippar casal literário, mas... Rafe e Lia é um shippe que não me emociona que não acende as luzes do meu coração, mas ok pra mim não é o shippe que deixa a estória ruim ou boa (Se bem que tem uns shippes tão perfeitos que... Aí aí...) e sim a forma que ele é conduzido pra mim esse conflito entre Lia e Rafe nesse livro foi um erro porque ultimo livro não é hora de focar em probleminha de casalzinho é hora de explicar as coisas, de amarrar as pontas soltas, de focar no que realmente importa DR a gente deixa pros outros livros (Geralmente é o segundo, mas se for uma série e não a uma trilogia dá pra ser em outros menos no ultimo)
    7° Ainda nesse mundo shippe. Kaden e Pauline? Pauline e Kaden? Kaline? então eu gosto de shippar, mas isso aqui não ficou legal porque deu a impressão de que a autora só juntou os dois porque eles estavam "sobrando". Se ela desse a entender que no futuro ambos poderiam se envolver romanticamente seria mais interessante porque aqui a gente viu o sentimento nascendo. Sentimento que pode ser chamado de carinho, gratidão, amizade menos amor porque o amor iria brotar daí e o Kaden até muito pouco tempo atrás estava apaixonado pela Lia. As pessoas não se desapaixonam da noite pro dia.
    Enfim desabafei. Não lembro demais nada que me incomodou, mas deve ter e lembrando que essa é apenas a minha humilde opinião pra quem achou tudo perfeito e maravilhoso. Ok, bacana, legal. O livro é ruim? Não. Mas pra mim também não foi tão bom assim.

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    1. Pois é, fiquei incomodada com Kaden e Pauline também. Pareceu que ela ficaria com o irmão dele, mas aí ele morreu...
      O Komizar realmente foi um ótimo personagem. O mais bem construído, se tivesse aparecido mais, seria melhor ainda.

      Quanto ao dom, ele parece uma espécie de sexto sentido, uma hiperconsciência, sabe? É o saber compartilhado entre todos os seres da natureza. Alguns o tem, outros não. Esses que tem muitas vezes o usam sem saber, ou não o treinam e acaba ficando atrofiado, digamos assim.
      Em Morrighan eles dizem que a Primeira Filha - a primeira princesa - tem o dom, que só mulheres (e da realeza, acho) o tem. Porém como se vê nos livros, não dá pra confiar muito na história deles, né? Morrighan não era da realeza. Ela foi sequestrada. Venda tinha o dom, e ela não era uma primeira filha. Gaudrel era mais velha (não estou confundindo, né?)
      Dihara (ou seja lá qual for o nome dela, a senhora nômade lá) falou que o dom era mais comum nas mulheres, porém alguns homens o tinham - como acontece com Kaden. Os irmãos de Lia poderiam tê-lo, mas não era esperado, por ser tão raro - isso se os Morrigheses tiverem o conhecimento de que homens também tem o dom. Em alguns momentos deu pra ver que Pauline apresentou alguns episódios dele.

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  9. MARAVILHOSO, MAS O MEU FINAL ERA MELHOR (ELA RAINHA DE TODOS OS REINOS) UNIFICADO.KKKKK
    AMEI O FINAL. POIS OS ULTIMOS LIVROS E SERIES SEMPRE OS PRINCIPAIS MORREM E JÁ ESTAVA CANSADA.

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    1. Eu também tinha pensado nos reinos unificados. Eu tinha pensado também que o General poderia insistir no casamento do Rafe com a filha dele e no dia do casamento o General entrasse triunfante na igreja e o Rafe com cara de C*, quando o Rafe erguesse o véu da noiva, seria a Lia e não a filha do General. Tudo armação do próprio General. Lia e Rafe governariam todos os reinos em Dalbretch e o Kaden e os irmãos da Lia seriam os administradores/mantenedores de Venda e Morath.

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  10. Ahhhh foi bem legal. Mas só leria de novo o primeiro e segundo livros.. Não gostei do último embora o final tenha sido fofo.
    AGORA COM LICENÇA QUE VOU VOLTAR PRO MEU TRONO DE VIDROOOOO.
    To sentindo q vou acabar Torre do Amanhecer e entrar em depressão pq o último livro só lança ano q vem 💔💔

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    1. Mais q final sem graça!! 😒
      Sinceramente esperava por mais.


      Andreza.

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  11. Gostei os meus Chips ficaram juntos ❤️❤️❤️❤️

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  12. Kaden e Pauline foi uma surpresa agradável para mim. 💖


    Débora

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  13. Amei amei ameiiiii depressão pos livro? Sim tbm tenho mas eu gostei muito da trilogia no geral (eu smp n gosto mt do final último livro dai parece q foi ruim) eu so acho que Kaden e Pauline podia ter deixado acontecer, ao inves de rafe e lia. Porem eu gostei muito e amei a escrita da autora em tds os livros, ainda mais no primeiro q eh mt inteligente

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  14. Realmente gostei mais do primeiro e do segundo livro. Mas não tem como negar que a estória cativa agente😍. Estou apaixonada por esses livros. Amo Lia e Rafe💖!!! Como eu vou ficar sem eles 😭

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  15. É difícil agradar a todos! Amei!

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  16. Enfim, até que gostei, principalmente pq tirou o foco do romance. Algumas coisas achei exageradas (acabaram bem demais), mas enfim, sei que uma literatura Young Adult e nisso as coisas quase sempre são amenizadas.
    Senti falta de mais mortes, tipo de muitas mortes mesmo. Do que adianta colocar um exercito daquele tamanho se do lado do "bem", basicamente só morreu 1? As coisas acabaram bem demais.
    Gostei do final da Lia com o Rafe, não shippava os dois, sempre torço pro casal errado, num tem jeito kkkkk , mas gostei do final aberto.
    Nda a ver Kaden e Pauline, quase não teve aproximação entre eles, pareceu aqueles finais de novelas, onde uns casais nada a ver se juntam, pra não ficarem sobrando. Sei que o nascimento do filho de Pauline foi importante, seria mais interessante, mostrar o quanto isso o mudou, e colocar uma amizade forte entre ele e Pauline e pronto.

    De um modo geral gostei da trilogia. Achei de inicio que o romance iria me incomodar, mas não. O crescimento do Lia foi muito bom, ela tinha suas convicções e não deixou ninguém abalá-las.

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  17. Eu gostei demais. Dificilmente eu leio um livro até o fim, mas esse eu não consegui parar de ler.

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  18. Final perfeito pra mim ... só fiquei triste com alguns personagens q não tiveram um final tão feliz, mais valeu ficar horas e horas lendo sem parar. O BRASIL QUE EU QUERO ?? 🤔🤔🤔
    Eu quero mais personagens como a Lia q não se passa por donzela em perigo e sim q vai pra vai pra cima 👊🏻👊🏻.
    Agora eu vou ler TRONO DE VIDRO pq se for q nem ou melhor q esse vou amar ❤️

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  19. ain gente, n sei se choro de tristeza(acabou o livro :( ou de felicidade. tô so chorando msm

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  20. queria ver essa trilogia sendo bem adaptada nos cinemas

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  21. NÃO SEI QUANTO A VCS MAS CADE O QUARTO LIVRO?!!! FOI INCRÍVEL! CONCORDO COM ALGUNS PONTOS DA "LEITORA",HOUVE ERROS SIM MAS NÃO SÃO SUFICIENTES PRA APAGAR TODA A EMPOLGAÇÃO,ANSIEDADE E TODOS OS SENTIMENTOS Q ESSA TRAMA DESPERTOU. AMEI, QUERIA MAIS KKKK

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  22. Adorei o livro mais gente o que foi aquela morte do komizar? Morto pq caiu de um penhasco isso é ridículo a Lia que tinha que ter matado ele, 3 livros mostrando o quanto ele era foda pra ter um final assim? Fiquei bolada

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  23. Simplesmente amei!Mas queria mais sobre eles casados filhos sei lá! Mas amei ele chegar trazendo melões como havia dito no inicio que era oque plantava..rsrsrsr! Amei os livros!Mas confesso que queria mais sobre eles. DM

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Boa leitura, E SEM SPOILER!