24 de fevereiro de 2018

Capítulo 6

Na manhã seguinte, George não apareceu. Ninguém me avisou. Fiquei sentada no corredor, de short, os olhos ardendo de sono, e às sete e meia entendi que deviam ter cancelado a corrida do dia.
Agnes só acordou depois das nove, fazendo com que Ilaria olhando para o relógio, estalasse a língua em sinal de reprovação. Ela havia me enviado uma mensagem de texto pedindo que eu cancelasse os outros compromissos do dia.
Em dado momento no meio da manhã, disse que gostaria de caminhar em torno do Reservoir. Ventava muito, e nós fomos com a echarpe enrolada até o queixo e as mãos enfiadas nos bolsos. Eu tinha passado a noite inteira pensando no rosto de Josh. Ainda me sentia perturbada, ficava me perguntando quantos sósias de Will estariam andando por aí em diferentes países naquele momento. As sobrancelhas de Josh eram mais pesadas, os olhos tinham uma cor diferente, e obviamente o sotaque não era o mesmo que o de Will. Mas ainda assim…
— Sabe o que eu costumava fazer com minhas amigas quando a gente estava de ressaca? — perguntou Agnes, interrompendo meus pensamentos. — A gente ia para um restaurante japonês perto do Gramercy Park, comia macarrão e falava, falava e falava sem parar.
— Vamos, então.
— Aonde?
— Ao restaurante. Podemos pegar suas amigas no caminho.
Ela pareceu esperançosa por um segundo, então chutou uma pedra.
— Não posso mais. É diferente.
— Você não tem que aparecer lá com o motorista. Podemos ir de táxi. Quer dizer, você pode usar uma roupa discreta e ir. Não teria problema.
— Eu já disse. É diferente.
Ela virou-se para mim.
— Tentei essas coisas, Louisa. Por um tempo. Mas minhas amigas são curiosas. Querem saber tudo sobre minha vida agora. E quando digo a verdade para elas, elas ficam… estranhas.
— Estranhas?
— Antes, todas nós éramos iguais, sabe? Agora elas dizem que nunca vou entender os problemas delas. Porque sou rica. De certa forma, não tenho mais o direito de ter problemas. Ou elas ficam estranhas comigo, como se eu fosse uma pessoa diferente. Como se as coisas boas da minha vida fossem um insulto. Acha que posso reclamar sobre empregada para alguém que não tem nem casa?
Ela parou.
— Logo que me casei com Leonard, ele me deu dinheiro. Um presente de casamento, para eu não ter que ficar pedindo dinheiro para ele o tempo todo. Dei uma parte para minha melhor amiga, Paula. Dei dez mil dólares para ela quitar dívidas, ter um recomeço. Primeiro, ela ficou muito feliz. Eu também fiquei! Fazer aquilo por uma amiga! Para ela também não precisar mais se preocupar, como eu!
Seu tom de voz tornou-se nostálgico. Ela prosseguiu:
— Então… então ela não quis mais me ver. Ficou diferente, sempre ocupada demais para me encontrar. E aos poucos eu vejo que ela se ressente por eu ter ajudado. Não de propósito, mas agora, quando ela me vê, só consegue pensar que me deve alguma coisa. E é orgulhosa, muito orgulhosa. Não quer viver com essa sensação. Então…
Ela deu de ombros.
— … não almoça comigo nem atende meus telefonemas. Perdi minha amiga por causa de dinheiro.
— Problemas são problemas — retruquei, quando ficou claro que ela esperava por uma resposta. — Não importa de quem sejam.
Ela deu um passo para o lado para desviar de uma criança em um patinete. Ficou olhando para ele, reflexiva, então voltou-se para mim.
— Você tem cigarros?
Eu já tinha aprendido. Peguei o maço na mochila e entreguei a ela. Não sabia se devia incentivá-la a fumar, mas ela era minha patroa. Ela tragou e exalou uma longa pluma de fumaça.
— Problemas são problemas — repetiu lentamente. — Você tem problemas, Louisa Clark?
— Sinto saudades do meu namorado. — Algo que eu disse também para me tranquilizar. — Fora isso, não muitos. Está… ótimo. Estou feliz aqui.
Ela fez que sim.
— Eu também me sentia assim. Nova York! Sempre algo novo para ver. Sempre empolgante. Agora eu só… sinto falta…
Ela se interrompeu.
Por um instante, achei que seus olhos tinham se enchido de lágrimas. Mas então sua expressão ficou impassível.
— Sabia que ela me odeia?
— Quem?
— Ilaria. A bruxa. Era a empregada da outra e Leonard não quer mandá-la embora. Então estou presa com ela.
— Talvez ela passe a gostar de você.
— Talvez passe a colocar arsênico na minha comida. Vejo como ela olha para mim. Quer que eu morra. Sabe como é morar com alguém que quer que você morra?
Eu mesma tinha bastante medo de Ilaria. Mas não quis contar isso. Continuamos andando.
— Eu já trabalhei com alguém que eu tinha certeza de que me odiava, no início — falei. — Aos poucos, entendi que aquilo não tinha nada a ver comigo. Ele só odiava a vida dele. E quando nos conhecemos melhor, começamos a nos entender bastante bem.
— Alguma vez ele queimou sua melhor blusa “sem querer”? Ou passou um sabão na sua calcinha sabendo que ia fazer sua perereca coçar?
— Hum… não.
— Ou serviu uma comida que você disse cinquenta vezes que não gostava para dar a impressão de que você reclama o tempo todo? Ou contou histórias sobre você para fazê-la parecer uma prostituta?
Fiquei boquiaberta como um peixe. Fechei a boca e balancei a cabeça.
Ela afastou o cabelo do rosto.
— Eu amo ele, Louisa. Mas fazer parte da vida dele é impossível. Minha vida é impossível…
Ela se interrompeu mais uma vez.
Ficamos ali paradas, observando as pessoas passarem por nós: os patinadores e as crianças em seus patinetes vacilantes, os casais de braços dados e os policiais de óculos escuros. A temperatura havia caído e sem querer tremi dentro do meu casaco de corrida.
Ela suspirou.
— Está bem. Voltamos agora. Vamos ver qual das minhas roupas preferidas a bruxa estragou hoje.
— Não — falei. — Vamos comer seu macarrão. Podemos fazer isso, pelo menos.

* * *

Pegamos um táxi para o Gramercy Park, rumo a um restaurante em um edifício de arenito vermelho localizado em uma ruazinha lateral suspeita, que parecia sujo o bastante para abrigar alguma bactéria intestinal. Mas Agnes pareceu mais leve no instante em que chegamos. Enquanto eu pagava o táxi, ela subiu correndo pela escada, adentrando o interior sombrio, e, quando a jovem japonesa saiu da cozinha, abraçou Agnes, como se fossem amigas de longa data.
Então, segurando-a pelo cotovelo, interrogou-a sobre onde havia estado nos últimos tempos. Agnes tirou o gorro e murmurou vagamente que tinha andado ocupada, tinha se casado, mudado de casa, sem dar qualquer indicação do nível verdadeiro de mudança e de suas circunstâncias. Percebi que usava sua aliança de casamento, mas não o anel de noivado com o diamante grande o bastante para assegurar um fortalecimento do tríceps.
Quando nos sentamos no banco alto de fórmica, foi como se outra mulher estivesse diante de mim. Agnes estava engraçada, vivaz e falava alto, com uma risada abrupta e histérica, e eu pude ver por quem o Sr. Gopnik tinha se apaixonado.
— Então, como vocês se conheceram? — perguntei enquanto comíamos tigelas de ramen escaldante.
— Leonard? Eu era massagista dele.
Agnes fez uma pausa, como que esperando minha reação escandalizada, e, como ela não veio, baixou a cabeça e prosseguiu:
— Eu trabalhava no St. Regis. E eles mandavam um massagista para a casa dele toda semana, geralmente o André. Ele era muito bom. Mas ficou doente um dia e eles me pediram para ir no lugar. Na hora pensei: ah, não, mais um desses caras de Wall Street. Tantos deles são uns bostas, sabe? Nem pensam em você como um ser humano. Não se dão ao trabalho de dizer olá, nem falam. Alguns pedem… — ela baixou a voz — … final feliz. Sabe, “final feliz”? Como se você fosse prostituta. Nojentos. Mas Leonard, ele era gentil. Apertou minha mão, perguntou se queria chá assim que cheguei. Ficou tão feliz com a massagem. E eu percebi.
— Percebeu o quê?
— Que ela nunca o tocou. A esposa. Dá para perceber, tocando um corpo. Ela era uma mulher fria, muito fria.
Agnes baixou os olhos.
— E ele sente muita dor certos dias. As articulações doem. Isso foi antes de Nathan. Nathan foi ideia minha. Para deixar Leonard em forma e saudável… Mas enfim. Tentava muito fazer uma massagem que fosse boa para ele. Ficava mais de uma hora. Escutava o que o corpo dele me dizia. E ele ficava tão grato depois… E aí me pedia para voltar na outra semana. André não ficou muito feliz com isso, mas fazer o quê? Então eu ia duas vezes por semana ao apartamento dele. Algumas vezes ele me perguntava se queria chá depois, e nós conversávamos. Então… Bem, foi difícil. Porque sabia que estava me apaixonando por ele. E isso é algo que não podemos fazer.
— Como médicos e pacientes. Ou professores.
— Exatamente.
Agnes se interrompeu para colocar um pastel chinês na boca. Eu nunca a tinha visto comer tanto. Ela mastigou por um instante.
— Mas eu não conseguia parar de pensar naquele homem. Tão triste. E tão delicado. E tão sozinho! E no fim disse para André que ele tinha que ir no meu lugar. Não podia ir mais.
— E o que aconteceu?
Eu tinha parado de comer.
— Leonard veio até minha casa! No Queens! Conseguiu meu endereço não sei como e o carro grande dele apareceu na minha casa. Minhas amigas e eu estávamos sentadas na saída de incêndio fumando um cigarro quando eu o vi sair e ele dizer: “Quero falar com você.”
— Que nem em Uma Linda Mulher.
— Isso! É mesmo! Quando desci até calçada ele estava muito bravo. Perguntou: “Ofendi você de algum jeito? Desrespeitei você?” E eu só balancei a cabeça. Então ele andou para lá e para cá e disse: “Por que você não vem mais? Não quero mais André. Quero você.” Então, como uma idiota, eu comecei a chorar.
Enquanto eu observava, seus olhos se encheram de lágrimas.
— Chorei bem ali, em pleno dia, na rua, com as minhas amigas olhando. E falei: “Não posso dizer.” Então ele ficou bravo. Queria saber se a esposa tinha sido grossa comigo. Ou se alguma coisa havia acontecido no trabalho. Então, finalmente, disse para ele: “Não posso ir porque gosto de você. Gosto muito de você. E isso não é nada profissional. Posso perder meu emprego.” Aí ele olhou para mim por um tempo e não disse nada. Absolutamente nada. Entrou no carro e foi embora. E eu pensei: Ah, não. Agora nunca mais vou ver esse homem, e perdi meu emprego. Fui trabalhar no dia seguinte muito nervosa. Muito nervosa, Louisa. Com a barriga doendo!
— Porque você achou que ele ia contar para o seu chefe.
— Exatamente. Mas sabe o que aconteceu quando eu cheguei em casa?
— O quê?
— Um enorme buquê de rosas vermelhas esperava por mim. O maior que já vi, com rosas lindas, aveludadas e perfumadas. Tão macias que dava vontade de tocar. Nenhum nome. Mas eu sabia na mesma hora. Então um novo buquê de rosas vermelhas passou a chegar todos os dias. Nosso apartamento estava cheio de rosas. Minhas amigas diziam que estavam enjoadas com o cheiro.
Ela começou a rir.
— Então, no último dia ele veio para minha casa de novo e eu desci e ele me pediu para entrar no carro com ele. Sentamos no banco de trás e ele pediu que o motorista desse uma volta e me disse que estava muito infeliz, e que desde o momento em que havíamos nos conhecido ele não conseguia parar de pensar em mim e que eu só precisava dizer uma palavra e ele deixaria a esposa e a gente ficaria junto.
— E vocês não tinham nem se beijado?
— Nada. Eu fiz massagem no bumbum dele, claro, mas não é a mesma coisa.
Ela suspirou, saboreando a lembrança.
— E eu sabia. Sabia que a gente tinha que ficar junto. E eu disse. Disse: “Sim”.
Eu estava fascinada.
— Naquela noite ele foi para casa e disse à esposa que não queria mais estar casado. E ela ficou brava. Muito brava. Perguntou para ele o motivo e ele disse que não podia viver em um casamento sem amor. E naquela noite ele me ligou de um hotel e me pediu para encontrá-lo nessa suíte no Ritz Carlton. Já ficou hospedada no Ritz Carlton?
— Hum… não.
— Entrei e ele estava em pé do lado da porta, como se estivesse nervoso demais para sentar, e me disse que sabia que é um estereótipo e que é velho demais para mim e que o corpo dele está castigado pela artrite, mas se tivesse uma chance de eu realmente querer estar com ele, faria tudo o que pudesse para me deixar feliz. Porque ele tem essa intuição sobre nós dois, sabe? De que somos almas gêmeas. Então a gente se abraçou e finalmente se beijou, e ficamos acordados a noite toda, conversando, conversando sobre nossa infância, nossa vida, nossas esperanças e sonhos.
— É a história mais romântica que já ouvi.
— Então a gente trepou, claro, e, meu Deus, consegui sentir que aquele homem estava congelado havia anos, sabe?
Àquela altura, tossi, cuspindo um pedaço de macarrão na mesa. Quando ergui os olhos, as pessoas nos observavam.
A voz de Agnes se tornou mais alta. Ela gesticulou no ar.
— Você não acreditaria. É como se ele tivesse uma fome, como se fosse uma fome de anos e anos que estava pulsando nele. Pulsando! Naquela primeira noite ele estava insaciável.
— Sei — falei com a voz aguda, limpando a boca com um guardanapo.
— O encontro dos nossos corpos foi mágico. E depois ficamos abraçados durante horas e eu envolvi o corpo dele com o meu e ele apoiou a cabeça nos meus seios e prometeu que ele nunca mais ia ficar congelado. Você entende?
Fez-se silêncio no restaurante. Atrás de Agnes, um jovem com casaco de capuz olhava fixamente para sua nuca, a colher erguida no ar. Quando me viu olhando, largou o talher com um tinido.
— É… é uma história realmente adorável.
— E ele manteve a promessa. Tudo que disse é verdade. Somos felizes juntos. Muito felizes.
Sua expressão murchou um pouco.
— Mas a filha dele me odeia. A ex-mulher me odeia. Ela me culpa por tudo, mesmo que não o amasse. Diz a todos que sou uma pessoa má por roubar seu marido.
Fiquei sem saber o que dizer.
— E toda semana tenho que ir a eventos beneficentes e coquetéis e sorrir, fingir que não sei o que estão falando sobre mim. O jeito como aquelas mulheres olham para mim. Não sou o que elas dizem que sou. Falo quatro línguas. Toco piano. Tenho diploma especial em massagem terapêutica. Sabe que língua ela fala? Hipocrisia. Mas é difícil fingir que não estou sofrendo, sabe? Que não estou nem aí.
— As pessoas mudam — falei, esperançosa. — Com o tempo.
— Não. Não acho possível.
A expressão de Agnes tornou-se nostálgica por um instante. Então ela deu de ombros.
— Mas olhando pelo lado bom, elas são bastante velhas. Talvez algumas morram logo.

* * *

Naquela tarde, telefonei para Sam enquanto Agnes tirava um cochilo e Ilaria estava ocupada lá embaixo. Eu ainda me sentia zonza com os eventos da noite anterior e com as confidências de Agnes. Tinha a sensação de ter passado para um novo espaço, de alguma forma. Sinto que você é mais minha amiga que minha assistente, ela me dissera enquanto caminhávamos de volta ao apartamento. É tão bom ter alguém em quem posso confiar.
— Recebi suas fotos — disse ele.
Já era noite lá, e Jake, seu sobrinho, estava hospedado com ele. Eu podia ouvir a música dele tocando ao fundo. Sam aproximou a boca do telefone.
— Você estava linda.
— Nunca vou usar um vestido daqueles de novo em toda a minha vida. Mas a coisa toda foi incrível. A comida, a música, o salão… e o mais estranho é que aquelas pessoas nem percebem. Não veem o que está ao redor delas! Havia uma parede inteira feita de gardênias e luzinhas decorativas. Tipo, uma parede enorme! E tinha um pudim de chocolate maravilhoso: um quadrado de fondant com penas de chocolate branco e trufinhas em volta, e nenhuma das mulheres comeu. Nenhuma! Dei a volta em todas as mesas, contando, só para ter certeza. Fiquei tentada a colocar algumas trufas na bolsa de mão, mas achei que poderiam derreter. Aposto que acabaram jogando tudo fora. Ah, e cada mesa tinha uma decoração diferente… mas todas eram feitas de penas amarelas, com o formato de vários pássaros. A nossa era uma coruja.
— Parece ter sido uma noite e tanto.
— Tinha um barman que fazia drinques com base na personalidade da pessoa. Você dizia três coisas a seu respeito e aí ele criava um.
— E ele fez um para você?
— Não. O cara com quem eu estava falando ganhou um Marinheiro Experiente e eu fiquei com medo de ganhar um Ressuscitadora de Cadáveres, um Mamilo Escorregadio, ou alguma coisa assim. Então me contentei com champanhe. Me contentar com champanhe! Quem diria, eu dizendo isso.
— Então, com quem estava falando?
Houve uma pausa ínfima antes da pergunta. E, para minha irritação, outra pausa ínfima antes da minha resposta.
— Ah… só um cara… Josh. Um executivo. Ficou fazendo companhia para mim e Agnes enquanto a gente esperava o Sr. Gopnik voltar.
Outra pausa.
— Legal.
Comecei a tagarelar.
— E a melhor parte é que você não precisa se preocupar com a volta para casa, porque sempre tem um carro na porta. Mesmo quando eles só vão fazer compras. O motorista para na frente e fica esperando, ou dá a volta no quarteirão, e quando você sai, ta-nãã! Lá está seu grande carro preto reluzente. Entra. Coloca todas as sacolas no porta-malas. Só que eles chamam de bagageiro. Nada de ônibus noturno! Nada de metrô tarde da noite com pessoas vomitando no nosso sapato.
— Que vida boa, hein? Assim você não vai querer voltar para casa.
— Ah. Não. Não é como se fosse a minha vida. Sou só uma aproveitadora. Mas é bem impressionante ver isso de perto.
— Tenho que ir, Lou. Prometi ao Jake que o levaria para comer uma pizza.
— Mas… mas a gente quase não conversou. Como estão as coisas aí? Conte as suas novidades.
— Outra hora. Jake está com fome.
— Ok! — Minha voz saiu aguda demais. — Mande um oi para ele!
— Ok.
— Amo você — falei.
— Eu também.
— Só mais uma semana! Estou contando os dias.
— Tenho que ir.
Eu me senti estranhamente perturbada ao largar o telefone. Não entendi muito bem o que tinha acabado de acontecer. Fiquei sentada na cama, imóvel.
Então olhei para o cartão de visita de Josh. Ele tinha me entregado aquilo enquanto íamos embora, colocando-o na palma da minha mão e fechando meus dedos.
Me ligue. Posso mostrar alguns lugares legais para você.
Eu aceitara o cartão e sorrira educadamente, o que, é claro, poderia significar qualquer coisa.

8 comentários:

  1. Me pergunto com quem Lou ficará, Sam ou esse Josh. Parece que é quase sempre assim a história, uma hora a protagonista está feliz com o namorado e outra, eles se afastam por causa de alguma coisa, ela encontra outro cara, e o primeiro namorado é meio que frio e distante.

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  2. Por algum motivo eu shippo ela com o Nathan.. rs

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  3. Aaah eu gosto muito do Sam... Ela não pode deixar ele pra ficar com o Josh :,(

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  4. Incrível como essa altora consegue prender o leitor. Tava lendo "Estilhaça-me". Mas achei um tanto juvenil demais pra mim. Esse estou adorando. E me identifico muito com a Lou.

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  5. Tem alguma coisa muito errada nesse Josh! Essa cara vai aprontar.

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  6. Não quero que ela fique com o Josh.
    O Sam e ela passaram por coisas fortes juntos mais não quero que acabe quero que se fortaleça.

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  7. Não vou mentir que estava querendo ela com o Nathan... mas tudo bem. Poderia ser previsível demais para a autora...

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Comentários de volta!
Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!