20 de fevereiro de 2018

Capítulo 59

Meus pais dividiam uma câmara de casamento, mas havia uma suíte particular ao lado do consultório do médico para os membros da família da realeza quando eles ficavam doentes ou precisavam de cuidados. Era a câmara em que minha mãe dera à luz todos nós. Se meu pai estava realmente doente, e se talvez isso fosse até mesmo um embuste, seria lá onde ele estaria.
Entrei na câmara externa, com os cabelos escondidos em um gorro, e minha face curvada para baixo, olhando para uma pilha alta de toalhas que carregava. Eu tinha um frasco pendurado na mão. Arrastava os pés em frente, com indiferença, enquanto eles ardiam para sair correndo. Até mesmo o meu pai, não importando com quanta raiva tivesse de mim, ainda estaria muito machucado com a perda de Walther. Uma centelha de dúvida era tudo de que eu precisava para que ele rescindisse sua ordem. Eu faria com que ele me desse ouvidos, mesmo que tivesse que segurar uma lâmina junto à garganta dele e fazê-lo meu refém.
— Estou aqui para passar no rei uma tintura ordenada pelo médico — falei, em um denso sotaque de Gastineux, soando como a minha tia Bernette quando ela estava com raiva.
A enfermeira sonolenta que estava sentada em uma cadeira perto da porta ficou alerta.
— Mas ninguém...
— Eu sei, eu sei — resmunguei. Engoli em seco e forcei minhas palavras a saírem com uma fala arrastada e irritada. — Ninguém nunca diz nada para a gente até o último minuto. Cá estava eu pronta para ir para casa. Talvez eu possa convencer você a fazer isso? Se eu tivesse que...
— Não — disse ela, pensando melhor no assunto. — Estou presa nesse lugar faz horas. Um intervalo seria bom. — Ela olhou de relance para o guarda que estava parado perto da porta que dava para o banheiro. — Precisa da ajuda dele?
— Pff. Não vou fazer muita coisa além de passar isso na testa dele. Não preciso de ajuda para isso.
Ela se levantou aliviada e estava do lado de fora da porta antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa.
O aposento estava parcamente iluminado. Quando passei pelo guarda, pedi que ele fechasse a porta depois que eu entrasse, visto que os meus braços estavam cheios.
— Protocolo — falei em tom severo quando ele ficou hesitante.
A porta fechou-se com gentileza atrás de mim, e eu me deparei com a grande cama que estava na parede oposta. Quase não vi meu pai nela. Ele estava pequeno e submerso ali, como se estivesse sendo totalmente engolido pelos travesseiros e pelos cobertores. Havia olheiras em volta dos seus olhos, e a pele sobre as maçãs do rosto estava fina. Ele era alguém que eu não conhecia. Coloquei as toalhas e o frasco em cima de uma mesa e me aproximei dele, que não se mexeu.
Ele está morrendo.
Eles o estão matando.
Minha pulsação ficou aceleradíssima. A cidadela já tinha sussurrado essa verdade a mim. Eu havia pensado que isso significava que todo mundo estivesse morrendo, menos ele, não o homem que sempre tivera arrogância e poder, tudo que sempre conheci.
— Pai?
Nada. Eu me prostrei ao lado dele e tomei sua mão na minha. A mão dele estava mole e quente. O que havia de errado com o meu pai? Eu queria desesperadamente vê-lo falando alto e com raiva de todas as formas que Walther o descrevera, da maneira como ele sempre fora, mas não assim.
— Regheena?
Fiquei alarmada com o som fraco da voz dele. Seus olhos permaneciam fechados.
— Não, pai. A mãe está ocupada em outro lugar. Sou eu, Arabella. Você deve tentar me ouvir. É importante que ordene que Bryn e Regan voltem para casa agora mesmo. Está entendendo o que estou dizendo?
Ele franziu o rosto. Seus olhos se abriram um pouquinho.
— Arabella? Você está atrasada. E logo no dia do seu casamento. Como vou explicar isso?
Senti uma pontada na garganta. Uma névoa brumosa enchia o olhar dele.
— Estou aqui agora, pai. — Ergui a mão dele junto à minha bochecha. — Vai ficar tudo bem. Eu juro.
— Regheena. Onde está a minha Regheena?
Os olhos dele fecharam-se novamente. Minha Regheena. O nome da minha mãe soava terno nos lábios dele. Até mesmo o meu nome fora falado com ternura, com uma reprimenda gentil, e não cheia de raiva.
— Pai... — mas eu sabia que era inútil. Ele não seria capaz de emitir uma ordem para pedir por um copo de água que fosse, menos ainda fazer uma demanda exigindo a volta em segurança de Bryn e Regan para casa. Ele já tinha voltado para o seu mundo inconsciente. Coloquei a mão no peito dele e fiz pressão no pescoço com os dedos. A pulsação do meu pai estava firme e estável. Se não era um coração fraco que o tinha prostrado de cama, o que seria?
Eu me levantei e fui até a cômoda, percorrendo negligentemente com os dedos a montanha de tinturas, xaropes e bálsamos, todos os remédios que eu reconhecia. Minha mãe dera esses remédios para mim e para os meus irmãos muitas vezes. Abri as garrafas e as cheirei. Os cheiros me traziam lembranças de cabeças pesadas e testas febris. Remexi em uma caixa de ervas e remédios e então passei para as gavetas da cômoda. Eu nem mesmo sabia pelo que estava procurando... seria um unguento? Líquido? Alguma coisa que apontasse para a verdadeira doença dele? Eles o estão matando. Ou talvez não estivessem tratando de uma enfermidade simples do jeito devido. Olhei em todos os outros lugares do quarto, procurando atrás de um espelho, de um pedestal em cima do qual repousava um alto vaso de flores, na mesinha de cabeceira. Passei minha mão até mesmo debaixo do colchão, mas não deu em nada.
Fui até a porta do consultório adjunto do médico, pressionando o ouvido junto a ela. Quando julguei que o aposento estava vazio, abri com gentileza a porta e realizei uma busca ali também; no entanto, além de experimentar todos os elixires e esperar para ver o efeito de cada um, era impossível saber o que poderia ter causado a fraqueza do meu pai e seu estado de confusão mental. Talvez fosse o coração. Talvez eu tivesse partido o coração dele, como os rumores diziam. Voltei ao aposento dele, e meus olhos recaíram na caixa de ervas e unguentos novamente. O médico sempre havia desdenhado os remédios da cozinheira. Quando minha tia Bernette fazia chá de flores de raspi para as dores de cabeça da minha tia Cloris, ele balançava a cabeça e abria um sorriso afetado. Procurei em meio a eles novamente, dessa vez com mais cuidado.
Debaixo das outras garrafas, encontrei um pequeno frasco que não era maior do que o meu dedo mindinho. Ele estava cheio de um pó dourado que eu nunca vira antes. Seria uma erva para o coração que a enfermeira estava deixando de dar para ele? Puxei a rolha do frasco, mas não consegui detectar qualquer cheiro de erva, e comecei a erguê-lo junto ao meu nariz. Não, não faça isso! Ergui-o à distância de um braço, examinando o dourado brilhante, e então coloquei a rolha de volta e pus o frasco de novo junto com os outros, fechando a tampa.
— Vossa Alteza.
Eu me virei em um giro. O Chanceler estava ali parado, em toda a sua glória, com um robe carmesim fluindo, os nós dos dedos cintilando, e um sorriso arrogante de lábios apertados brilhando com triunfo. Havia dois guardas com espadas sacadas atrás dele.
— O quão divertido foi o seu bilhete dizendo que eu deveria ficar com medo — disse ele, em um tom alegre. — Acho, minha cara, que é você quem deve temer.
Olhei com ódio para ele.
— Não tenha tanta certeza disso. — Mexi os ombros para me livrar do meu manto, de modo que ficasse mais fácil pegar minhas armas, e olhei para os soldados. Eu não os reconhecia. Será que ele havia mudado os homens que mantinham a cidadela segura? Ainda assim, eles usavam a insígnia da Guarda Real. — Soltem as armas — falei a eles. — Por tudo que é sagrado, não defendam este homem. Ele é um traidor que está enviando meus irmãos em uma emboscada. Por favor...
— De fato, princesa — disse o Chanceler, balançando a cabeça — pensei que você estivesse acima da humilhação. Todos nós sabemos quem é a verdadeira traidora. Você é uma inimiga declarada do reino. Seu sangue é tão frio que matou seu próprio irmão...
— Eu não matei o meu irmão! Eu...
— Peguem-na! — disse o Chanceler, indo para o lado.
Os guardas vieram para cima de mim, mas, em vez de fugir, eu me lancei para frente e, em um borrão de segundo, um dos meus braços havia se enganchado no pescoço do Chanceler, enquanto o outro segurava uma faca junto à garganta dele.
— Para trás! — ordenei.
Os guardas pararam em um instante, com as espadas em prontidão para o ataque, mas não recuaram.
— Para trás, seus tolos! — gritou o Chanceler, sentindo a picada da minha faca fazendo pressão na sua carne.
Eles recuaram com cautela, parando junto à parede oposta.
— Assim está melhor — falei, e depois sussurrei ao ouvido do Chanceler: — Agora, o que você estava dizendo sobre sentir medo? — embora eu estivesse adorando a sensação do coração acelerado dele debaixo do meu braço, ouvi passadas no corredor, vindo em direção a nós. Mais guardas já haviam sido alertados, e eu provavelmente tinha apenas uns poucos segundos antes que todas as minhas saídas ficassem bloqueadas. Puxei-o para trás, junto comigo, em direção à porta do médico e, quando eu estava a um passo deles, eu o empurrei para que ele fosse cambaleando para frente. Entrei no aposento, barrando a porta atrás de mim. Dentro de segundos, os guardas estavam golpeando-a e eu ouvi o Chanceler gritando do outro lado para que quebrassem a porta.
Fui até a janela e abri com tudo a persiana, mas não havia ali qualquer peitoril para que eu fugisse. Olhei para baixo, para uma varanda que ficava diretamente abaixo da janela, que seria uma queda de mais de cinco metros na pedra dura, mas não conseguia ver outra opção. Saí dali, pendurando-me na janela pelas pontas dos dedos, e depois soltei. Fui rolando com a queda, mas o impacto ainda fez com que uma dor lancinante subisse pela minha perna. Fugi, mancando enquanto corria, seguindo uma rota selvagem e aleatória, entrando rapidamente em salas, corredores, mudando a direção dos meus passos quando ouvia os sons fortes de passadas que me perseguiam. Desci correndo uma escura escadaria de criados e, então, entrei em um corredor vazio. Os gritos foram ficando mais fracos, a busca deles ainda confinada aos andares superiores. Eu estava de volta à cidadela, dirigindo-me por uma longa passagem que dava para a raramente utilizada entrada de criados pela qual Pauline e eu escapáramos. Eu tinha acabado de abrir a tranca quando ouvi um chinc metálico e me virei na direção do som. Um estranho zumbido de um lamento fúnebre encheu o ar, e então um alto som de tunc, tunc, tunc.
Um choque quente explodiu no meu braço. Minha visão lampejou com a dor tão intensamente que eu não conseguia focar. Quando tentei me afastar, minhas respirações tremiam no peito. Não conseguia me mexer. Olhei para a esquerda. Duas longas flechas de ferro estavam encaixadas no alto da porta, mas uma terceira havia prendido a minha mão à madeira, perfurando o centro da palma. O sangue escorria, gotejando no chão. Ouvi passadas e tentei, freneticamente, empurrar a tranca e soltá-la, mas os menor dos movimentos fazia com que uma dor nauseante passasse de uma forma convulsiva por mim. As passadas foram ficando mais altas e chegando mais perto. Ergui o olhar e vi a silhueta de uma figura que caminhava sem pressa na minha direção. Reconheci o modo de andar. Minha faca estava no chão, aos meus pés. Saquei a espada, em um gesto patético, porque eu sabia que não conseguiria lutar com uma das mãos presa à porta. Eu podia ver o rosto dele agora.
Malich.
Uma balestra diferente de todas que eu já tinha visto pendia de uma das suas mãos. Eu tremia com a dor enquanto ele se aproximava mais. Todos os sons estavam ampliados: as passadas dele, a ponta da espada raspando no chão, minha própria respiração pesada e dificultada na garganta.
— Que bom me deparar com você, princesa — disse ele. — Entendo que Kaden está aqui também. Eu nunca deveria ter deixado que ele escapasse de mim naquele dia em que lutamos no terraço.
O sorriso presunçoso. Aquele pelo qual eu tinha jurado que ele ia pagar.
— Eu gostaria de poder dizer que é bom ver você também, Malich.
Ergui minha espada como uma forma de ameaça, mas até mesmo esse pequeno movimento ampliou a sensação de dor na mão. Tentei mascarar a minha agonia.
Ele derrubou com facilidade a espada para longe com a balestra, fazendo com que ela fosse ruidosamente para o outro lado da sala. A torção súbita do meu corpo fez com que ondas de dor cegantes subissem pelo braço, e não consegui conter um grito. Malich agarrou a minha mão livre e pressionou o seu corpo junto ao meu.
— Por favor — falei. — Meus irmãos...
— Exatamente do jeito como prefiro você, princesa, implorando e com as duas mãos contidas. — Seu rosto ainda trazia as marcas do meu ataque, e seus olhos cintilavam a vingança. Ele se aproximou, e sua mão livre circundou meu pescoço. — As flechas são uma cortesia do Komizar. Ele lamentava não pode entregá-las em pessoa. Infelizmente, você vai ter que se contentar comigo. — Ele deslizou a mão da minha garganta para o meu seio. — E depois que eu tiver terminado, vou entalhar marcas no seu rosto como aquelas que você fez em mim. Ele não se importará com a sua aparência quando eu devolver você a ele.
O sorriso dele ficou ainda mais largo e era tudo que eu podia ver, tudo que eu podia sentir, a expressão autoconfiante que dizia que ele era dono do mundo. Era um sorriso largo que revolvia as memórias que voltavam à tona. Vi meu irmão chorando. Vi a flecha na garganta de Greta. Vi um gorro de renda de bebê queimando e se curvando, virando cinzas. Aquilo foi fácil, ele tinha se gabado. Matá-la fora fácil.
As respirações dele estavam pesadas no meu ouvido enquanto ele deslizava a mão mais para baixo, tateando o meu cinto, mexendo, desajeito, nos botões da minha calça. Fácil. Senti o triturar de ossos enquanto eu forçava a minha mão a girar, virar e segurar a flecha. O sangue escorria dos meus braços. Gemidos saíam tremendo pela minha garganta como sons de animais, densos e selvagens. Usei a dor da forma como uma fogueira consome combustível, queimando cada vez mais quente, e, com a mão segura em volta da flecha, forcei o braço para empurrá-la, soltando-a da porta. Meus dedos ardiam como se tivessem ateado fogo neles, com a flecha de ferro tornando-se fúria na minha mão, e eu a puxei, soltando-a ainda mais, com meus gemidos apenas aumentando a satisfação de Malich, cujos olhos reluziam, encarando os meus como se ele já soubesse onde entalharia as linhas. Fácil.
— Nada de desmaiar agora, princesa — disse ele, enquanto puxava e soltava o último botão da minha calça. Ele deslizou a mão sob o couro, descendo pelos meus quadris, alargando ainda mais o sorriso. — Eu cumpro com o que prometo, e disse ao Komizar que você iria sofrer.
Puxei a flecha, torcendo-a enquanto ela se soltava. Com a repentina liberação adicionando velocidade ao movimento do meu braço, a flecha mergulhou no pescoço de Malich. Sua extremidade pontuda saiu do outro lado do pescoço dele, deixando-o com os olhos arregalados.
— E eu também cumpro com as minhas promessas — falei.
Ele abriu os lábios como se fosse dizer alguma coisa. Ele nada pôde falar, mas vi aquilo nos olhos dele. Por uns poucos e gloriosos segundos, Malich soube: ele era um homem morto, e sua morte fora causada pela minha mão. Enquanto ele ainda podia me ouvir, sussurrei:
— Eu odeio o fato de que a sensação seja tão boa e que seja tão fácil matar você, Malich. Tenha certeza de que nunca mais vou implorar para você de novo.
Puxei a flecha do pescoço dele e o soltei, e um esguicho de sangue jorrou do seu pescoço antes que ele caísse com um som oco no chão. Morto.
Fiquei com o olhar fixo no corpo caído, o sangue escorrendo devagar do pescoço, escorrendo em filetes de rios preguiçosos e vermelhos pelo chão calçado com pedras. Seus olhos fitavam o teto, sem expressão.
O largo sorriso se fora.
Foi então que uma trovoada de passadas se aproximou por todos os lados. Seis guardas me cercaram, e mais uma vez eram guardas que eu não reconhecia. O Capitão da Vigília estava entre eles. Ele era o membro do gabinete que supervisionava os guardas da cidadela.
Ele baixou o olhar para o corpo de Malich com reconhecimento e balançou a cabeça.
Uma onda de náusea passou ppor mim.
— Você também? — falei.
— Receio que sim.
— Capitão, não faça isso — supliquei.
— Acredite em mim, princesa, se eu pudesse voltar no tempo, eu o faria, mas estou muito envolvido nisso tudo para voltar trás agora.
— Não é tarde demais! Você ainda poderia salvar os meus irmãos! Você poderia...
— Peguem-na!
Dei um passo para frente e desferi um golpe, com a flecha ainda na mão, mas meus joelhos cederam, e caí.
Dois guardas me ergueram nos braços, e outro deles puxou e soltou a flecha da minha mão. O sangue jorrou em um esguicho, e minha cabeça girava enquanto eles me arrastavam. Tentei manter um registro mental de onde estavam me levando, mas tudo que vi foram formas borradas espiralando na minha frente. Estanque o sangramento, Lia. Porém, com as mãos deles segurando firmemente meus braços, não havia qualquer chance disso. Em vez disso, implorei pelas lealdades deles, tentando convencer de que o Capitão da Vigília era o mais vil dos traidores. Até mesmo minhas palavras pareciam arrastadas, distantes, e um dos guardas me mandou calar a boca repetidas vezes, mas não parei de falar. Por fim, ele acertou o meu maxilar. Meus dentes cortaram a carne macia da parte interna da minha bochecha, e o gosto pungente e salgado do sangue encheu a minha boca. O passadiço entrava e saía do meu campo de visão, e o chão e o teto giravam e pareciam um só, mas foi uma palavra que um dos guardas murmurou logo antes de me lançar para dentro de uma sala escura que me atingiu com mais força do que seu punho cerrado.
Jabavé.
Havia um motivo pelo qual eu não conseguira reconhecer os guardas da cidadela.
Eles eram vendanos.

11 comentários:

  1. Foi o que tinha imaginado, que eles eran vendanos. Me lembrei um pouco da Aelin no último livro. Sempre corajosa, com planos, assumindo o controle e em seguida sofrendo até não poder mais. To aflita por ela até hoje.
    E agora essa princesa maluca.
    Pobre Lia.

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    1. Eu também, quero logo que saia o livro mais vai sair do é 2019

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    2. eu tbm n paro de comparar Lia e Aelin.

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  2. Compartilho sua dor pela Aelin, colega :c
    ATÉ QUE ENFIM CHEGAMOS À ALGUM CLÍMAX NESSE LIVRO, AEEE

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  3. O pai dela ta sendo envenenado pela raiz de venda.

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  4. Meu deus coitada..como ela vai salvar alguem agora..cade o rafe?

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  5. CADE O RAFE!!?? APARECE E ACABA COM ELES SEU LINDAO!! MDS QUE LIVRO!!!!

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  6. A Lia é muito burra. Era oooooobvio que quem estavam matando era o rei, e com veneno. E como ela não reconheçeu a thanis? Putz. E tb estava claro que os guardas são vendanos. Nmrl eu sempre soube que ela era burra,mas não tanto affs

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Boa leitura, E SEM SPOILER!