16 de fevereiro de 2018

Capítulo 36

Era uma rara manhã sem nuvens em um céu de revigorante tom azul.
O ar fresco estava aquecido com a fragrância de thannis, pois, embora seu gosto fosse amargo, o aroma era doce. O brilho do dia ajudava a afastar minha exaustão. Como se eu já não tivesse bastante no que pensar, eu não conseguia tirar o livro de Gaudrel da minha cabeça. Em meio às altas horas da noite, eu acordava, repetidas vezes, com o mesmo pensamento: elas eram uma família. Morrighan foi roubada e vendida a um abutre. Embora pudesse ser verdade que ela tivesse o dom e que tivesse conduzido um povo a uma nova terra, aqueles que ela conduzira não eram nobres Remanescentes escolhidos pelos deuses, mas sim abutres que roubavam os outros. Eles haviam feito isso com Morrighan.
— Você dormiu bem? — perguntou-me o Komizar por cima do ombro.
Sacudi minhas rédeas para alcançá-lo. Meu logro deveria continuar hoje no quadrante do Canal, na terra de banhos do lado oposto da jehendra.
— Sua farsa acalenta-me — falei. — Você não se importa nem um pouco com como eu durmo.
— Exceto por suas olheiras escuras. Isso a torna menos atraente para as pessoas. Belisque suas bochechas. Talvez isso ajude.
Dei risada.
— Logo quando eu acho que não conseguiria me odiar mais, você prova que eu estava errada.
— Vamos lá, Jezelia, depois de eu ter lhe mostrado tanta bondade? A maioria dos prisioneiros estaria morta a essa altura.
Embora eu não pudesse chamar isso de bondade, os comentários dele em relação a mim haviam se tornado menos sarcásticos, e eu não podia deixar de notar que ele fazia algo que meu pai nunca tinha feito no próprio reino. Ele caminhava em meio àqueles que regia, tanto os que ficavam por perto quanto os que ficavam distantes. Ele não governava de longe, mas íntima e plenamente. Ele conhecia seu povo.
Até certo ponto.
Ontem ele havia me perguntado o que era o desenho da garra e da vinha no meu ombro. Eu não fiz menção à Canção de Venda, e tive esperanças de que ninguém mais o faria, mas estava certa de que pelo menos uns poucos daqueles que haviam ficado com seus olhares fixos no desenho estavam escavando-o a partir de lembranças poeirentas de histórias há muito esquecidas.
— Um erro — foi o que eu dissera simplesmente a ele. — Um kavah de casamento não aplicado da forma devida.
— Ele parece ter sido do agrado de muitos.
Dispensei a ideia com um dar de ombros.
— Estou certa de que isso seja tanta curiosidade para eles quanto eu mesma sou, algo exótico de um reino distante.
— Isso você é mesmo. Use um dos seus vestidos amanhã que o exiba da forma devida — ele havia ordenado. — Essa sua triste camisa é entediante.
E também era quente. Só que isso importava pouco para ele... Sem dizer que os vestidos não eram particularmente adequados para cavalgadas, novamente algo desimportante à luz de seus planos maiores. Eu havia assentido, reconhecendo sua demanda, mas coloquei minha camisa e minha calça de novo hoje, algo que ele não parecia ter notado.
Quando ele não estava escrutinizando todos os meus movimentos e todas as minhas palavras, eu gostava da minha interação com as pessoas. Elas me davam um tipo diferente de calidez de que eu provavelmente precisava mais. Aquela parte não era fingimento. O acolhimento dos Meurasi havia se espalhado por muitos clãs. Os momentos de partilha da thannis, de histórias ou de umas poucas palavras me davam equilíbrio, senão umas poucas horas de alívio do Sanctum. Meu dom raramente entrava em cena. Umas poucas vezes eu fui tomada por uma sensação de algo grande e escuro descendo. Suguei o ar para dentro e olhei para cima, realmente esperando ver uma coisa de garras pretas precipitando-se para cima de mim, mas não havia nada lá. Apenas uma sensação de que eu rapidamente me desvencilharia quando visse o Komizar sorrindo. Ele nunca perdia uma oportunidade de transformar isso em algo corrupto e vergonhoso. Ele fazia com que eu desejasse sufocar o dom em vez de dar ouvidos a ele. Parecia impossível nutrir alguma coisa em sua presença.
Nós chegamos a uma viela estreita e descemos de nossas montarias, entregando as rédeas aos guardas que nos acompanhavam.
— É isso? — ele me perguntou, puxando a bainha de ombro de Walther com o polegar. — É isso que continua deixando-a tão enraivecida?
Olhei para a faixa de couro que cruzava seu peito, o que eu havia conseguido bloquear do meu campo de visão, como se por meio de alguma mágica da vontade. Enraivecida? Pelos deuses, eles a haviam roubado do corpo morto do meu irmão depois de terem massacrado sua companhia inteira de homens. Enraivecida? Olhei da bainha para os frios olhos pretos dele. Um sorriso varria aqueles olhos como se ele visse todos os pensamentos ardendo em chamas na minha cabeça.
Ele balançou a cabeça, satisfeito com a minha resposta silenciosa.
— Você precisa apender a não se importar com as coisas, Lia. Todas as coisas... Não obstante... — Ele deslizou sua adaga da bainha, e depois ergueu a bainha por cima de sua cabeça e colocou-a sobre a minha. Suas mãos se demoraram nas minhas costas enquanto ele a ajustava. — É sua. Como recompensa. Você vem se provando útil nesses últimos dias.
Respirei aliviada quando ele, por fim, terminou de ajustar a bainha de ombro em mim e tirou as mãos das minhas costas.
— Seu povo sempre se curva ao seu comando — falei. — Para que você precisa de mim?
Ele ergueu a mão e deslizou-a com gentileza pela minha bochecha.
— Fervor, Lia. Os suprimentos de comida estão mais curtos do que nunca. Eles vão precisar de fervor para ajudá-los a esquecer sua fome, seu frio e seu medo durante este último e longo inverno. Isso não é muito a se pedir, é?
Olhei para ele com incerteza. Fervor era uma estranha escolha de palavra. Isso implicava alguma coisa mais febril do que esperança ou determinação.
— Eu não tenho palavras para incitar o fervor, Komizar.
— Por ora, simplesmente faça o que você vem fazendo esse tempo todo. Sorria, deixe tremeluzirem seus cílios como se os espíritos sussurrassem alguma coisa para você. Depois lhe direi as palavras que você deve proferir. — Sua mão deslizou até o meu ombro, acariciando-o, e então eu senti o tecido da minha camisa me comprimindo enquanto ele o reunia em seu punho cerrado. Ele o puxou de repente, e enquanto eu me encolhia, o tecido rasgou-se em meu ombro. — Pronto, agora — disse ele. — Cuidei da sua camisa sem graça. — Seus dedos roçaram por cima do meu ombro, onde o kavah agora estava exposto, e ele inclinou-se para perto de mim, de forma que seus lábios estavam quentes junto à minha orelha. — Da próxima vez em que eu lhe disser o que fazer, trate de fazê-lo.

* * *

Nós seguimos em direção às terras de lavagem sem mais uma palavra sequer. Atraí olhares fixos tanto pelo meu kavah quanto por minha camisa rasgada e com a aba pendurada. Fervor. Isso não é muito a se pedir, é? Ele estava fazendo de mim um espetáculo de uma forma ou de outra. Eu tinha certeza de que, na própria mente dele, o kavah era apenas alguma coisa peculiar e exótica, ou até mesmo retrógrada. Ele não se importava com o significado, apenas com o fato de que isso poderia ajudar a impelir esse seu suposto fervor. Uma distração a mais, isso era tudo o que ele queria, e nada em relação a isso parecia certo.
Quando chegamos às terras de lavagem, vi três longas tinas, com a pressão do rio habilidosamente roteada por elas. Mulheres ladeavam as margens, ajoelhando-se para esfregar nas pedras a roupa que estavam lavando, com os nós de seus dedos rachados e vermelhos por causa das águas gélidas. Uma fumaça enjoativamente doce vinha de uma das muitas oficinas próximas que circulavam as terras, e o Komizar disse que entraria ali por um instante.
— Converse com as trabalhadoras, mas não vá além das tinas — disse ele, em um tom austero, lembrando-me de que eu deveria fazer exatamente o que ele estava dizendo. — Logo estarei aqui fora.
Fiquei observando as mulheres curvadas e trabalhando, jogando suas roupas lavadas em um cesto, mas então avistei Aster, Zekiah e Yvet do outro lado, reunidos e agachados nas sombras de uma parede de pedra olhando para alguma coisa que Yvet estava segurando.
Eles pareciam estranhamente calados e desanimados, o que com certeza não era algo típico de Aster. Cruzei a praça, chamando-os pelos nomes, e, quando eles se viraram na minha direção, vi o pano ensanguentado envolto na mão de Yvet.
Fiquei ofegante e fui correndo até ela.
— Yvet, o que houve?
Estiquei a mão para pegar na dela, mas ela, com ferocidade, agarrou-a com força junto à sua barriga, de modo a escondê-la de mim.
— Diga-me, Yvet — falei em um tom mais gentil, pensando que a havia alarmado. — Como foi que você se machucou?
— Ela não vai lhe contar — disse Aster. — Está com vergonha. O lorde do quadrante tomou dela.
Voltei-me para Aster, com o rosto formigando com o calor.
— O que você quer dizer com tomou dela?
— A ponta de um dedo por roubar. A mão inteira se acontecer de novo.
— Foi minha culpa — acrescentou Zekiah, baixando o olhar para seus pés. — Ela sabia que eu vinha desejando ferozmente saborear um pedaço daquele queijo branco.
Eu me lembrei do toco inflamado que era o dedo indicador de Zekiah da primeira vez em que o vi.
Por roubar queijo?
A fúria desceu sobre mim tão plena e completa que todas as partes do meu corpo tremiam... minhas mãos, meus lábios, minhas pernas. Meu corpo não era mais meu.
— Onde? — perguntei, em um tom exigente. — Onde está esse lorde do quadrante?
Aster me disse que ele estava na oficina do ferreiro na entrada da jehendra, e depois bateu com força com a mão na boca. Ela puxou o meu cinto, tentando me fazer parar enquanto eu me afastava tempestuosamente, implorando para que eu não fosse até lá. Chacoalhei-a e soltei-a.
— Fiquem aqui! — gritei. — Todos vocês! Fiquem aqui!
Eu sabia exatamente onde ficava a oficina. Vendo-me sair voando em um ataque de fúria, várias das mulheres das terras de lavagem seguiram-me, ecoando as palavras de Aster: não vá!
Encontrei o lorde do quadrante parado no centro de sua baia, polindo uma caneca de cerveja.
— Você — falei, apontando o dedo na cara dele, forçando-o a olhar para mim. — Se você alguma vez colocar um dedo que seja em qualquer criança de novo, eu, pessoalmente, vou cortar todos os membros de seu corpo sem valor e vou fazer rolar seu toco feio pelo meio da rua. Está me entendendo?
Ele olhou para mim, incrédulo, e deu risada.
— Eu sou lorde do quadrante. — Ele desferiu o dorso de sua mão corpulenta para cima e, embora eu tivesse me desviado dela com o braço, a força de seu golpe ainda me fez me esparramar no chão. Caí junto a uma mesa, tropeçando e jogando seu conteúdo no chão. A dor explodiu pela minha cabeça quando a bati na mesa, mas meu sangue corria tão acelerado nas minhas veias, tão quente, que eu estava em pé em segundos, dessa vez com a faca de Natiya na mão.
Seguiu-se um silêncio e a multidão que havia se reunido ali recuou. Em um instante, a briga que eles haviam esperado ver transformara-se em algo mortal. A faca de Natiya era leve e pequena demais para ser lançada, mas, com certeza, poderia cortar e mutilar.
— Você se diz um lorde? — falei, com desdém. — Você não passa de um covarde repulsivo! Vá em frente! Bata em mim de novo! Porém, no mesmo momento em que você fizer isso, estarei retalhando seu nariz dessa sua cara miserável!
Ele olhou para a faca, com medo de se mover, mas então vi seus olhos voltarem-se, com nervosismo, para seu lado. Entre suas mercadorias, em uma mesa equidistante entre nós, havia uma espada curta. Nós dois nos lançamos para pegá-la, mas eu cheguei até ela primeiro, girando enquanto a apanhava, e no ar ressoava o som de seu gume afiado. Ele recuou, com os olhos arregalados.
— Qual braço vai primeiro, lorde do quadrante? — perguntei a ele. — Esquerdo ou direito?
Ele deu mais um passo para trás, mas ficou contido por uma mesa.
Girei a espada perto de sua barriga.
— Não é mais tão engraçado, é?
Seguiu-se um murmúrio da multidão, e os olhos do lorde do quadrante voltaram-se rapidamente para alguma coisa que estava atrás de mim. Eu me virei, mas foi tarde demais. A mão de alguém prendia meu pulso e torcia meu outro braço atrás das minhas costas. Era o Komizar. Ele arrancou a espada da minha espada, jogou-a para o lorde do quadrante e, dolorosamente, tirou, de forma rude, a faca da minha mão, que caiu no chão ao nosso lado. Eu vi quando ele notou que o cabo entalhado era distintamente nômade.
— Quem deu isso a você?
Eu entendia o medo de Dihara agora. Vi a fúria nos olhos do Komizar, não apenas voltada para mim, mas também para quem quer que tivesse dado a faca para mim. Eu não poderia dizer a ele que Natiya a havia escondido no meu manto.
— Eu a roubei — foi o que respondi. — O que isso significa para você? Vai cortar meus dedos fora agora?
Com as narinas dilatadas, ele me empurrou para os braços dos guardas.
— Levem-na de volta até os cavalos e esperem por mim.
Ouvi quando ele gritou com a multidão para que voltassem a cuidar de seus negócios enquanto os guardas me arrastavam para longe.
Ele juntou-se a nós apenas uns poucos minutos depois disso. Sua fúria estava estranhamente abrandada, o que me deixava temerosa.
— Onde foi que você aprendeu a usar uma espada? — ele quis saber.
— Eu mal a usei. Girei-a no ar umas poucas vezes e seu lorde do quadrante molhou as calças. Ele é um covarde arrogante que só tem valentia suficiente para cortar fora dedos de crianças.
O Komizar olhou com ódio para mim, ainda esperando por uma resposta.
— Meus irmãos — falei, por fim.
— Quando voltarmos, será feita uma busca em seus aposentos, para vermos se há mais alguma coisa lá que você tenha roubado.
— Havia apenas a faca.
— Para o seu próprio bem, eu espero que esteja falando a verdade.
— Isso é tudo que você tem a dizer?
— Eu perdoarei sua ameaça para o meu lorde do quadrante desta vez. Eu disse a ele que você desconhece nossos modos.
— Eu? Desconheço seus modos? Cortar os dedos de crianças é algo bárbaro!
Ele deu um passo mais para perto de mim, pressionando-me para cima junto ao meu cavalo.
— Passar fome é bárbaro, Princesa. Roubar da boca de outrem é bárbaro. As infinitas formas como o seu reino nos manteve deste lado do rio são bárbaras. A ponta de um dedo é um pequeno preço a se pagar, mas é um lembrete para a vida toda. Você vai notar que nós temos muito poucas pessoas com apenas uma das mãos em Venda.
— Mas Yvet e Zekiah são crianças.
— Nós não temos crianças em Venda.

* * *

No caminho de volta, retornamos pelo quadrante de Velte.
Mais uma vez, ele cumprimentou aqueles por quem passamos na rua e esperava que eu assentisse, como se não tivesse acabado de ver uma criança mutilada por um ogro. Ele interrompeu nossa procissão e desceu de sua montaria para falar com um homem robusto que estava em pé, parado, do lado de fora de um açougue a céu aberto. Olhei para as mãos dele, com todos os dedos intactos, grandes, curtos e grossos, com unhas bem cortadas, quadradas, e me perguntava como as cuidadosas observações de Gwyneth sobre açougueiros se estendiam por todo o caminho até Venda.
— Você matou os cavalos que enviei com Calantha e distribuiu a carne deles para os famintos?
— Sim, Komizar. Eles ficaram gratos, Komizar. Obrigado, Komizar.
— Todos os quatro?
O homem empalideceu, piscou, e depois tropeçou em suas palavras.
— Sim. Quero dizer, havia um. Apenas um que eu... mas amanhã eu vou...
O Komizar sacou sua longa espada da bainha que estava em sua montaria e o lento som dela se libertando congelou todo o restante no silêncio.
— Não, amanhã você não vai, não. — Em um rápido e preciso movimento, a espada cortou o ar, o sangue borrifou sobre a crina do meu cavalo, e a cabeça do homem caiu no chão. No que pareciam segundos depois disso, seu corpo caiu ao lado de sua cabeça.
— Você — disse o Komizar, apontando para um homem boquiaberto nas sombras do açougue — é o novo lorde do quadrante. Não me decepcione. — Ele olhou para a cabeça. Os olhos do açougueiro morto ainda estavam arregalados e expressivos, como se tivessem a esperança de uma segunda chance. — E cuide para que esta cabeça esteja arrumada onde todo mundo possa vê-la.
Arrumada?  Como um porco que acabou de ser assassinado?
Ele voltou a montar em seu cavalo, puxou as rédeas com gentileza, e nós seguimos em frente sem mais uma palavra sequer, como se tivéssemos parado para comprar linguiça. Fiquei com o olhar fixo nas reluzentes gotas vermelhas na crina do meu cavalo. A justiça é rápida em Venda, até mesmo para os nossos próprios cidadãos. Eu não tinha dúvidas de que a mensagem sangrenta fosse para mim tanto quanto tinha sido para o açougueiro. Um lembrete. A vida em Venda era precária. Minha posição ainda era precária... e não somente lordes de quadrantes podiam ser despachados sem qualquer pestanejo.
— Nós não roubamos das bocas de nossos irmãos — disse ele, como se estivesse explicando suas ações.
Mas eu tinha certeza de que o engodo do lorde do quadrante era o crime maior.
— E ninguém mente para o Komizar? — acrescentei.
— Isso acima de tudo.
Quando descemos de nossas montarias na Praça da Ala do Conselho, ele ficou cara a cara comigo, com o rosto ainda salpicado de sangue.
— Espero que você esteja bem descansada amanhã. Está entendendo? Nada de olheiras.
— Seguirei suas ordens, Komizar. Dormirei bem esta noite, mesmo que tenha que cortar minha própria garganta para isso.
Ele sorriu.
— Acho que, finalmente, estamos começando a entender um ao outro.

7 comentários:

  1. Cara por mais que esse komizar tenha o dobro da minha idade, como eu posso de certo modo me sintir atraída por ele? Slk kkkkkk

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  2. Adoro a interação entre esses dois, tem muito mais ações e palavras interessantes que entre ela e o Rafe.

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  3. Eu sei que é bem bizarro...mââsss eu gosto do komizar, sei lá
    ele é bem divo ele.... *-*

    SABS

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    1. Não sei pq ele me lembra o Sebastian Morgenstern..deve ser os olhos

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  4. O plot da Lia com o Rafe não ta rolando mais, agr esse com o Komizar está começando a soltar fumaça.

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  5. Sei que não é legal mais achei muito engraçado quando ela disse "como se tivéssemos parado pra comprar linguiça" 😂😂
    E esse komizar!! Eu sempre fico atraída por personagens assim,não importa se são "vilões"😊
    Eu não acho ele mau, gosto como ele interage com seu povo

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Boa leitura, E SEM SPOILER!