24 de fevereiro de 2018

Capítulo 34

Para: AbelhaAtarefada@gmail.com
De: SreSraBernardClark@yahoo.com
Querida Lou,
Olha, eu tive que ler a carta duas vezes para ter certeza de que tinha entendido direito. Olhei para a garota nas fotos no jornal e pensei: sério que é a minha menininha em um jornal de Nova York?
Ficaram maravilhosas suas fotos com todos os vestidos, e você está tão linda, toda arrumada, com as suas amigas! Eu já lhe disse como seu pai e eu estamos orgulhosos de você? Recortamos as fotos do jornal impresso e seu pai tirou printscreen de todas que achamos na internet (já contei que ele começou um curso de informática no centro de educação para adultos? Seu pai será o próximo Bill Gates de Stortfold). Estamos lhe mandando todo o nosso amor, e tenho certeza de que seu negócio será um sucesso, Lou. Você pareceu tão contente e destemida ao telefone — quando desligamos, fiquei sentada olhando para o aparelho e não pude acreditar que aquela era a minha garotinha, cheia de planos, me ligando do próprio negócio do outro lado do Atlântico. (É o Atlântico, não é? Sempre confundo com o Pacífico.)
Então, aqui vai a NOSSA grande novidade. Vamos visitá-la no fim do verão! Iremos quando esfriar um pouco — não gostei muito do que você falou das ondas de calor, você sabe que seu pai tem assaduras em lugares lamentáveis. Deirdre, da agência de viagens, nos dará o desconto de funcionário dela e vamos marcar os voos no fim desta semana. Podemos ficar com você no apartamento da senhora? Senão, pode nos indicar um lugar? Um que não tenha percevejos.
Me avise que data é melhor para você. Estou tão animada!!!
Com muito amor sempre.
Beijos,
Mamãe
P.S.: Eu contei que Treena foi promovida? Ela sempre foi uma garota esperta. Sabe, dá para ver por que Eddie é tão apaixonada por ela.

* * *

25 de julho

“Que a sabedoria e o conhecimento sejam a estabilidade dos teus tempos.”
Fiquei parada no epicentro de Manhattan, diante do prédio altíssimo, deixando o ar sair lentamente dos pulmões, e olhei para a placa dourada acima da ampla entrada do número 30 no Rockefeller Plaza. Ao meu redor, Nova York fervilhava no calor da noite, as calçadas abarrotadas de turistas caminhando devagar, o ar pesado com o barulho das buzinas e com o eterno cheiro de escapamento e de borracha queimada. Atrás de mim, uma mulher com uma camisa polo em que se lia 30 Rock, se esforçando para ser ouvida acima da algazarra, fazia um discurso bem-ensaiado para um grupo de turistas japoneses.
O projeto do prédio foi finalizado em 1933, pelo renomado arquiteto Raymond Hood, no estilo art decó — Senhor, por favor, fique junto do grupo, senhor. Madame? Madame? —, e foi batizado originalmente de RCA Building, antes de se tornar o GE Building em — Madame? Por aqui, por favor…
Levantei a cabeça para olhar os sessenta e sete andares e respirei fundo. Eram quinze para as sete.
Eu queria estar perfeita para aquele momento, havia planejado voltar ao Lavery às cinco para ter tempo de tomar banho e escolher um look apropriado (tinha pensado em Deborah Kerr, em Tarde Demais para Esquecer). Mas o destino interveio na forma de uma estilista de uma revista de moda italiana, que chegou ao Vintage Clothing Emporium às quatro e meia e quis olhar todos os conjuntos de duas peças para um ensaio que estava organizando. Ela fez a colega experimentar algumas roupas, para tirar fotos e voltar depois. Quando me dei conta, já eram cinco e quarenta da tarde e mal tive tempo de levar Dean Martin num pulo para casa e lhe dar comida, para depois ir correndo para o centro da cidade. Então, ali estava eu, suada e aparentando cansaço, ainda com as roupas do trabalho, prestes a descobrir que rumo a minha vida tomaria.
Muito bem, senhoras e senhores, por favor, sigam por aqui para o deque de observação.
Eu tinha parado de correr vários minutos antes, porém continuava ofegante enquanto atravessava a praça. Empurrei as portas de vidro fumê e percebi com alívio que a fila da bilheteria estava pequena. Eu havia verificado em um aplicativo na noite anterior e fora alertada de que as filas poderiam ser longas, mas por algum motivo fui supersticiosa demais para comprar o ingresso com antecedência. Por isso, esperei a minha vez, dei uma conferida no visual no espelho do estojo de pó compacto, olhei discretamente ao redor por causa da remota possiblidade de ele ter chegado cedo, então comprei um ingresso que me dava acesso ao deque entre 18h50 e 19h10, segui a corda de veludo e esperei enquanto era guiada junto com um grupo de turistas em direção a um elevador.
Sessenta e sete andares, disseram. Tão alto que a subida fazia os ouvidos estalarem.
Ele vem. É claro que vem.
E se não vier?
Esse era o pensamento que permeava a minha mente desde que recebera a única linha de resposta de Sam ao meu e-mail. “Ok. Entendi.” O que na verdade poderia significar qualquer coisa. Esperei para ver se ele iria fazer alguma pergunta sobre os meus planos ou dizer algo que desse uma pista da decisão que tomara. Reli meu e-mail, me questionando se talvez o tinha chocado, se tinha sido ousada demais, assertiva demais, se havia conseguido transmitir a força do meu sentimento. Eu amava Sam. Eu o queria comigo. Será que Sam havia compreendido isso? Mas, após dar aquele baita ultimato, seria estranho ficar checando se eu fora perfeitamente compreendida, por isso apenas esperei.
Eram 18h55. As portas do elevador se abriram. Mostrei meu ingresso e entrei. Sessenta e sete andares. Senti um nó no estômago.
O elevador começou a subir devagar e senti um súbito pânico. E se ele não aparecesse? E se tivesse entendido, mas mudara de ideia? Como eu ia reagir?
Com certeza ele não faria isso comigo, não depois de tudo. Minha respiração estava audível e levei a mão ao peito, tentando me acalmar.
— É a altura, não é? — perguntou uma mulher gentil que estava ao meu lado e tocou meu braço com a mão. — Sessenta e sete andares é uma distância e tanto.
Tentei sorrir.
— Tipo isso — respondi.
Se não puder deixar seu trabalho e sua casa e todas as coisas que o fazem feliz, eu vou entender. Ficarei triste, mas vou entender. Você sempre vai estar comigo, de um jeito ou de outro.
Eu menti. É claro que menti. Ah, Sam, por favor, diga sim. Por favor, esteja à minha espera quando as porta voltarem a se abrir. Então, o elevador parou.
— Ora, não foram sessenta e sete andares — comentou alguém, no que algumas pessoas deram risadinhas constrangidas.
Um bebê no carrinho me encarou com os olhos arregalados. Ficamos todos parados por um minuto, até que alguém saiu.
— Ah. Este não é o elevador principal — explicou a mulher ao meu lado, apontando. — Aquele é o elevador principal.
E lá estava o tal elevador. No fim de uma interminável e sinuosa fila. Olhei horrorizada para ela. Devia haver umas cem pessoas, talvez duzentas, se movendo lentamente, os olhos erguidos para uma exposição de painéis. Chequei o relógio. Já eram 18h59. Mandei uma mensagem de texto para Sam e, horrorizada, vi que se recusava a ser enviada. Comecei a abrir caminho entre a multidão, murmurando “Desculpe, desculpe”, enquanto as pessoas estalavam a língua, aborrecidas, e gritavam: “Ei, senhora, estamos todos esperando na fila aqui.” De cabeça baixa, passei pelos painéis que contavam a história do Rockefeller e de suas árvores de Natal e pelo vídeo de apresentação da NBC.
Segui desviando para os lados, me contorcendo, murmurando pedidos de desculpa. Poucas pessoas são mais mal-humoradas do que turistas morrendo de calor numa fila inesperada. Um deles me agarrou pela manga.
— Ei! Você! Estamos todos esperando na fila!
— Vou me encontrar com uma pessoa — expliquei. — Sinto muito mesmo. Sou inglesa. Normalmente somos muito bons em filasMas, se eu me atrasar um minuto que seja, vou me desencontrar dele.
— Você pode esperar na fila como o restante de nós!
— Solte-a, meu bem — disse a mulher ao lado dele, e eu lhe murmurei um agradecimento.
Continuei abrindo caminho através do mar de ombros queimados de sol, de corpos em movimento, de crianças choramingando e de camisetas “I LOVE NY”, com as portas do elevador aos poucos se aproximando. Mas, quando eu estava a uns seis metros de distância, a fila estancou. Dei um pulo, tentando ver acima das cabeças, e encontrei diante de mim uma viga de ferro falsa, que estava apoiada na imensa fotografia em preto e branco da silhueta de prédios característica do horizonte de Nova York. Os visitantes se sentavam em grupos na estrutura, reproduzindo a icônica fotografia de trabalhadores almoçando durante a construção da torre, enquanto uma mulher jovem, atrás de uma câmera, gritava para eles.
— Levantem as mãos… pronto. Agora façam sinal de positivo para Nova York… isso. Agora finjam que estão se empurrando, agora beijo. Muito bem. As fotos estarão disponíveis na saída. Próximos!
A cada grupo, ela repetia as quatro frases, enquanto nos aproximávamos aos poucos. O único modo de passar seria estragar o que talvez fosse a única possibilidade na vida de ter uma fotografia diferente do arranha-céu. Já eram 19h04. Abri caminho para ver se conseguia me esgueirar por trás da fotógrafa, mas fui bloqueada por um grupo de adolescentes com mochilas. Alguém me empurrou pelas costas e seguimos para a frente.
— Em cima da viga, por favor. Senhora?
O caminho estava bloqueado por um paredão instransponível de gente. A fotógrafa acenou, chamando. Eu faria o que fosse necessário para sair dali mais depressa. Obedientemente, subi na viga, resmungando baixinho:
— Rápido, rápido, preciso sair daqui.
— Levantem as mãos… pronto. Agora façam sinal de positivo para Nova York! — Levantei as mãos e me forcei a erguer os polegares. — Agora finjam que estão se empurrando, isso… Agora beijo.
Um adolescente de óculos se virou para mim, ficou surpreso e depois, encantado. Fiz que não com a cabeça.
— Eu não, cara. Sinto muito.
Desci da viga com um pulo, empurrei o garoto para conseguir passar e corri para a fila final, à espera diante do elevador.
Eram 19h09.
Foi nesse ponto que senti vontade de chorar. Eu estava de pé, apertada naquela fila quente, cheia de gente reclamando, transferindo o peso de um pé para o outro, observando pessoas saírem do outro elevador e me amaldiçoando por não ter me informado melhor. Esse é o problema com os grandes gestos: tendem a dar errado de um modo espetacular. Os guardas observavam a minha agitação com a indiferença de funcionários que já tinham visto todo tipo de comportamento humano. Então, finalmente, às 19h12 a porta do elevador se abriu e um guarda arrebanhou as pessoas em sua direção, contando as que entravam. Quando chegou a minha vez, ele bloqueou a entrada com a corda.
— Aguarde o próximo.
— Ah, por favor.
— São as regras, senhora.
— Por favor, preciso me encontrar com uma pessoa. Estou atrasadíssima. Eu me aperto num canto. Por favor. Eu te imploro.
— Não posso. O limite de passageiros é muito rigoroso.
No entanto, quando deixei escapar um gemido de angústia, uma mulher poucos metros à frente acenou para mim.
— Venha — disse ela, saindo do elevador. — Fique com o meu lugar. Eu pego o próximo.
— Sério?
— Adoro um encontro romântico.
— Ah, obrigada, obrigada! — falei, enquanto me espremia para passar.
Achei melhor não explicar que a chance de ser romântico — e até de ser um encontro — diminuía a cada segundo. Eu me espremi dentro do elevador, ciente dos olhares curiosos dos outros passageiros, e cerrei os punhos quando começamos a subir.
Dessa vez, o elevador disparou a uma velocidade enorme, fazendo as crianças rirem e apontarem para o teto de vidro, que denunciava como estávamos subindo depressa. As luzes pipocavam sobre a minha cabeça. Meu estômago ficou se revirando. Uma senhora ao meu lado, que usava um chapéu com estampa floral, me cutucou.
— Quer uma bala de hortelã? — perguntou e depois piscou para mim. — Para quando finalmente encontrá-lo?
Peguei uma e dei um sorrisinho nervoso.
— Quero saber como foi — disse ela, guardando o pacote de bala na bolsa. — Venha me contar depois.
Então, quando meus ouvidos estalaram, a velocidade do elevador começou a diminuir e paramos.

* * *

Era uma vez uma garota de uma cidade pequena que vivia em um mundo pequeno. Ela era feliz, ou pelo menos isso era o que dizia a si mesma. Como várias garotas, adorava experimentar looks diferentes, ser alguém que não era.
Mas, como acontece com muitas garotas, a vida a enfraqueceu até que, em vez de descobrir o que de fato se adequava a ela, acabou se camuflando, escondendo o que a diferenciava. Por um tempo, ela deixou que o mundo a magoasse até que chegou à conclusão de que era mais seguro não ser ela mesma de jeito nenhum.
Há tantas versões de nós mesmos que podemos escolher ser. Em certo momento, minha vida estava destinada a ser levada da forma mais medíocre. Aprendi que não precisava ser assim com um homem que se recusou a aceitar a versão de si mesmo que lhe restara e com uma senhora que percebeu o contrário: que ela podia se transformar bem em um momento em que muitas pessoas lhe teriam dito que não havia mais nada a ser feito.
Eu tinha uma escolha: ou eu era a Louisa Clark de Nova York, ou a Louisa Clark de Stortfold. Ou talvez outra Louisa completamente diferente que eu ainda não conhecia. O segredo era garantir que qualquer um que eu permitisse caminhar ao meu lado não tivesse o poder de decidir quem eu era nem me prendesse como uma borboleta em uma redoma. O segredo era saber que sempre se poderia dar um jeito de se reinventar mais uma vez.
Garanti a mim mesma que eu sobreviveria se ele não estivesse lá. Afinal, já tinha sobrevivido a coisas piores. Só seria mais uma reinvenção. Disse isso a mim mesma várias vezes, enquanto esperava que as portas do elevador se abrissem. Eram 19h17.
Saí depressa pelas portas de vidro, dizendo a mim mesma que, se tivesse vindo tão longe, ele teria esperado vinte minutos. Então atravessei o deque correndo, girando o corpo e abrindo caminho entre as pessoas que estavam ali para apreciar a vista, entre os turistas tagarelando e entre as muitas pessoas tirando selfies, para ver se ele estava lá. Atravessei novamente as portas de vidro e cruzei o grande saguão interno até chegar a um segundo deque. Ele devia estar daquele lado. Andei rápido, entrei e saí, me virando para verificar o rosto de estranhos, os olhos treinados para reconhecer um homem um pouco mais alto do que todos ao redor dele, o cabelo escuro, os ombros largos. Fui de um lado ao outro do piso de cerâmica, o sol do fim de tarde aquecendo a minha cabeça, o suor começando a brotar nas costas enquanto eu incansavelmente procurava e analisava as pessoas com uma sensação nauseante de que ele não estava lá.
— Você o encontrou? — perguntou a senhora do elevador, agarrando o meu braço.
Fiz que não com a cabeça.
— Então vá para o andar de cima, querida.
Ela apontou na direção da lateral do prédio.
— Andar de cima? Tem mais um andar?
Corri, tentando não olhar para baixo, até chegar a uma pequena escada rolante que levava a outro deque de observação, ainda mais cheio de visitantes.
Desesperada, tive uma súbita visão de Sam descendo a escada rolante do outro lado naquele exato instante. E eu não teria como saber.
— Sam! — gritei, com o coração disparado. — Sam!
Algumas pessoas me olharam de soslaio, porém a maioria continuou apreciando a vista, tirando selfies e posando no vidro.
Parei no meio do deque e gritei, com a voz rouca:
— Sam?!
Fiquei teclando no celular, tentando várias vezes mandar a mensagem para Sam, sem conseguir.
— Pois é, a cobertura aqui é péssima. Perdeu alguém? — perguntou um guarda uniformizado que surgiu ao meu lado. — Perdeu uma criança?
— Não. Um homem. Eu deveria encontrá-lo aqui. Eu não sabia que havia dois andares. Ou tantos deques. Ai, meu Deus. Ai, meu Deus. Acho que ele não está em nenhum deles.
— Vou passar um rádio para o meu colega e ver se ele pode chamá-lo. — O guarda levou o rádio ao ouvido. — Mas a senhora sabe que são três andares?
O guarda apontou para cima. Nesse instante, deixei escapar um soluço abafado. Eram 19h23. Eu nunca encontraria Sam. Àquela altura ele já teria ido embora — se é que havia chegado até ali.
— Tente lá.
O guarda me pegou pelo cotovelo e apontou para o outro lance de escadas. Então se virou para falar no rádio.
— É só isso, não é? — falei. — Não há mais deques.
Ele sorriu.
— Não há mais deques — repetiu.

* * *

Eram sessenta e sete passos entre as portas do segundo deque do número 30 do Rockefeller Plaza e o último deque panorâmico, o mais alto, e pareciam mais com sapatos de salto de cetim fúcsia presos com tiras elásticas, que com certeza não eram apropriados para correr, muito menos no calor. Fui devagar dessa vez. Subi o lance estreito de escada e, no meio do caminho, quando senti que algo em mim estava prestes a explodir de ansiedade, me virei e olhei para a vista logo atrás. Do outro lado de Manhattan, o sol cintilava cor de laranja, com o mar infinito de silhuetas de edifícios brilhantes refletindo a luz pêssego, o centro do mundo cuidando da própria vida. Um milhão de vidas abaixo de mim, um milhão de corações partidos em maior e menor grau, histórias de alegria, de perda e de sobrevivência, um milhão de pequenas vitórias todos os dias.
Há um grande consolo em simplesmente fazer algo que se ama.
Naqueles últimos passos, pensei em todos os modos pelos quais minha vida ainda seria maravilhosa. Regulei a respiração e pensei na minha loja, nos meus amigos, no meu inesperado cachorrinho com sua cara enrugada e alegre. Pensei em como em menos de doze meses eu havia sobrevivido à falta de moradia e ao desemprego em uma das cidades mais brutais do planeta. Pensei na biblioteca William Traynor.
E, quando me virei e levantei a cabeça de novo, lá estava ele, debruçado sobre o parapeito, olhando para a cidade, de costas para mim, o cabelo levemente bagunçado pela brisa. Por um instante, fiquei paralisada, enquanto os últimos turistas passavam por mim, e observei os ombros largos dele, o modo como a cabeça estava inclinada para a frente, os pelos escuros e macios acima do colarinho, e algo mudou em mim — uma espécie de recalibragem profunda em meu íntimo, que me fez ficar calma só de olhá-lo.
Fiquei ali parada, observando ele, e suspirei fundo.
E, talvez por estar ciente do meu olhar, nesse exato segundo ele se virou devagar e endireitou o corpo, e o sorriso que surgiu lentamente em seu rosto se igualou ao meu.
— Oi, Louisa Clark.

47 comentários:

  1. Não acredito que acabou assim! Perdi noite de sono para terminar de ler o livro, e terminou clichê. Eu gostei muito do romance no final e tals, mas foi como se eu tivesse assistido os filmes românticos dos anos 90 com a Maggie Ryan (Especificamente o filme: sintonia de amor). Enfim, poderia ter sido melhor, porém foi o ***** que ela escolheu. Então, meu pobre coração vai ficar feliz agora, rs (torci muito por ele, sempre o achei um cara cabeça, apesar da "escorregadinha").
    Obg Karina por postar o livro. Foi demais a leitura, muito bom o livro. Ri muito com a Lyli (ela é muito divertida, no depois de você, ela estava mais sombria na minha humilde opinião. Neste livro ela está mais como uma típica adolescente, normal) e o livro te prende muito. Realmente uma boa leitura, a Jojo arrasou! Quem torce pela Lou, verdadeiramente vai amar este livro.
    Mais uma vez muito obrigada Karina, foi show a sua solidariedade com os fãns da Jojo, da Lou, do Will... Obg.

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    1. (Modo informal)

      "Oloco mermão"

      "Cê é rápida!"

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    2. Amei o livro mas não gostei desse final 😦

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  2. MUITO OBRIGADA! POR SUA SENCIBILIDADE EM DIVIDIR CONOSCO ESSES LIVROS...QUE DEUS TE ABENÇÕE SEMPRE...E QUE POSSAMOS TE SEGUIR POR MUITOS E MUITOS ANOS KARINA.

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  3. Ah,que aventura. Rs
    Apaixonada por esse Romance😍
    Sam a merecia, por deixar ela tão a vontade sobre quem era, como Will faria!

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  4. Só não gostaria que tivesse terminado com somente esse "oi, Louisa Clark." Imagino a sequência do encontro, mas bem que ele poderia ter sido escrito. Ahhh

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  5. Amei o reencontro deles! Só queria que o final tivesse mais detalhes do reencontro! Obrigada Karina! Adoro lê e aqui eu me acabo!

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  6. Adorei o livro, torcia mesmo q a lou e sam ficassem juntos.
    Mas esperava um pouco mais pro final...
    Será que vira uma continuação???
    Espero q sim, pq fiquei lendo por 2 dias seguidos rsrsrs

    Karina valeu por disponibilizar seu tempo para nós fãs de literaturas. Vc esta de parabéns!!! 💕😍

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    1. Aaaah eu também queria mais uma continuação e com mais detalhes...

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  7. ÓTIMO LIVRO, ESPERO QUE TENHA CONTINUAÇÃO E UM FINAL DE VERDADE

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  8. Li em um dia, me prendeu mesmo a leitura...amei Louisa! No fim das contas sempre foi tudo sobre ela.

    Obrigada Karina,Gratidão _/\_

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    1. Imagina, Sandra, fico feliz que tenha gostado do livro :3

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  9. E a pergunta que não quer calar é: e os filmes??

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    1. Seria muito legal se a netflix comprase a história e fizesse uma série maravilhosa.#nossalou

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    2. Seria muito legal se a netflix comprase a história e fizesse uma série maravilhosa.#nossalou

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  10. Foi só eu que ficou sem saber se ficava feliz ou triste com esse: Oi Louisa Clarck!!

    Será que teremos algum dia a sequencia de Ainda sou eu? Espero que sim, pois sou completamente apaixonada por esses 3 livros e hj me sinto frustrada por nao saber qual é meu sentimento com esse final.

    Gostaria de agradecer a vc Karina por publicar esses livros... Obrigada pelo seu blog, vc é 1000!!!

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  11. Aaaaaaah eu terminei de ler, eu não acredito que acabou assim... podia ter mais detalhes né,eu sei que é demais querer que tivesse uma 4 continuação, mas se tivesse eu ia morrer de felicidades 😍😍
    AAAAAAH KARINA MUITO OBRIGADA POR POSTAR ESSE LIVRO MARAVILHOSO AQUI PRA GENTE, EU AMO SEU BLOG, PLEASE NUNCA DEIXE ELE.
    Descobri que te amo kkkk

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  12. Obg por dividir o livro eu amei.
    Me ajudouu sou eterna romântica, mas poderia ter outro fim.
    Tirando isso Amei de vdd a História 💋

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  13. Amei muito. Obrigada Karina por postar esses livros maravilhosos.

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  14. Eu amei esse final. Foi simplesmente perfeito, nem mais uma Linha se faz necessária porque quando o sorriso da Lou encontra o do Sam... O mundo para e se torna um pouco mais perfeito e colorido. Não importa o que irá acontecer depois porque aquele é O momento de suas vidas.

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  15. Oi Louisa Clark, e fim? É sério? Eu adorei a história, mas... sei lá, queria mais detalhes deste reencontro dos dois. Mais estou feliz por ela ter ficado com o Sam!
    E muito obrigado Karina!
    Mais uma vez você salvando minha sanidade mental... ou acabando de vez com ela. Enfim obrigado!

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  16. Amei amei amei!!!
    Obrigada por compartilhar essa história!!!

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  17. Poderia haver um Livro a partir do ponto de vista de sam.seria perfeito.

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  18. A autora poderia escrever um livro a partir do ponto de vista do sam.

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  19. Como não se apaixonar por mais este livro... Torcendo para que tenha continuação... Obrigada,Karina😚

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  20. Apaixonante, difícil parar de ler... Obrigada Karina

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  21. Estava louca para ler, mas sem dinheiro para comprar o livro. Muito lindo o livro. Apaixonante! Obrigada por disponibilizar para os fãs de leitura. Já li muitos livros por aqui. Muito obrigada!

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  22. Karina,muito obrigada por dividir os livros conosco,continue com essa biblioteca virtual maravilhosa,você é um anjo! Bjs1

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  23. Aaaaaa q maravilhoso ��������❤️ sou apaixonada pela Lou e amei demais todos os livros.. Vou rezar por uma continuação rs
    Obrigada Karina, ameii ��❤️

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  24. Ameiiiiii,ok,demorei pra caramba pra ler,acho que quase 3 semanas o que não é normal pra mim,afinal dava pra terminar em 2,3 dias,mas...tive uns problemas e parei de ler,o que quase me matou!Enfim,tbm queria mais😢
    Obrigada ao site pela oportunidade de ler esses livros,afinal para quem lê tanto como eu fica quase impossível comprá-los,então é uma saída excelente ler todos por aqui 😉♥️

    Ps:Já estou com saudades deles 😭♥️

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  25. Primeiramente Obrigada Karina.
    Como não se apaixonar pelos 3 livros.Livros que mês fizeram sentir um milhão de sentimentos, Felicidade,Raiva, Tristeza.
    Sempre vou amar o Will Traynor e chorar vendo o filme, principalmente quando ela lê a carta que ele deixou para ela.
    A Louisa Clark não tenho nem o que falar.
    Fiquei triste com o Sam...até pensei que o Josh seria o cara certo para a Lou...mas depois vi que realmente o Sam a aceitava como ela era..e o mas importante, a amava de verdade.
    Queria muito que tivesse uma continuação...mas detalhes, depois que os dois se reencontram.
    Obrigada Jojo pelos livros maravilhosos...não conseguia parar de ler... e estou muito feliz pela Lou.

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  26. Li o livro em 2 dias...achei estranho o meio do livro mais lento e o final rápido como se estivesse sido escrito com presa. Mais gostei do final vaguo , pois isso significa que vem mais surpresas por aí...obg Karina
    #amo_nossa_lou

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  27. O nome da minha cachorra e Louise Clark , em homenagem a nossa lou<3

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  28. Só eu fiquei louca de vontade de saber se o senhor T iria procurar a senhora T colo lily previu? Deu certo com Sam.

    Obrigada, Karina. Estou quase cega de tanto que li de ontem para hoje. Mas valeu a pena.

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  29. Obrigadaaaaa Karina... amei amei amei muitoooo ♥♥♥♥♥♥

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  30. Quero muito que haja uma continuação, eu amei essa história de amor da Lou e do Sam. Apesar dos pesares, eles se amavam e mereciam ter um final feliz, mas não quero que esse seja o final para nós leitores, pois o casal ainda tem muito o que viver.

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  31. Uauuu... Nem sei q sentimentos tenho, amei o livro, a Lou superando cada obstáculo, mas confesso quero mais!!! Obrigada por disponibilizar o livro foi o primeiro de muitos aqui....

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  32. Adorei o livro... amei o fim. O livro contou a história de Louisa Clark... de como ela sofreu, se perdeu e se encontrou... de como ela amadureceu. O Sam foi mais um capítulo na história dessa mulher fantástica . Se eles ficaram juntos uma semana, um mês ou pra vida toda não importa pq a autora deixou claro que Louisa se encontrou sem deixar de lado a sua essência. "Ainda sou eu" um bom título para o fim da trilogia. Obrigada Jojo Mouses e á querida Karina . Bjs pessoal.

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  33. Amei. sim ou claro? Kkkkk
    Impactada com esse final.
    Estou sentindo a felicidade da Lou.... 💗💗💗
    Muito Bom!

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  34. Não irei reclamar do final.
    Todo romance é cliquê ;)
    Adorei a transformação e evolução da Lou e em todas as áreas de sua vida.
    Como cada personagem de forma sutil contribuiu e a levou a tal.
    Como não amar esta trilogia?!
    Simplesmente amei!
    Obrigada por postar Karina.
    Foi uma ótima leitura.
    #eternoWill

    Damares Queiroz

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  35. Obrigado karina por tornar minhas noites de trabalho mais agradáveis.
    Adorei o livro ❤️

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  36. Queremos continuação desse reencontro. Urgenteeeeeeeeeeeee.
    Que livro
    Que história
    Louisa Clark, Will e Sam. Melhores.
    Que venha os filmes e a continuação do livro.
    Obrigada Obrigada Karina por postar esse livro maravilhoso .

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  37. Esperando o quarto livro AGORA SOMOS NÓS kkkk... s2 esperava mais do final, por isso tem que ter outro livro,apaixonada por cada momento

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  38. Fiquei muito desapontada com o final... Ela sempre foi uma mulher ótima, jamais machucaria os sentimentos de alguém.... merecia alguém melhor que Sam que na primeira oportunidade trocou ela...

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Comentários de volta!
Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!