20 de fevereiro de 2018

Capítulo 33

O exército morrighês surgiu séculos antes que qualquer um dos outros tivesse estabelecido uma pedra angular que fosse na fundação de seu reino. Isso era mais uma coisa que os Textos Sagrados enfatizavam: que os Guardiões Sagrados, os ferozes guerreiros que acompanharam Morrighan na sua jornada pelas terras inóspitas, tinham forças inigualáveis e vontades de aço legadas pelos próprios céus, de modo a garantir a sobrevivência dos Remanescentes.
Aldrid, que havia se tornado marido dela e o reverenciado pai do reino, era um daqueles guardiões. Seu sangue de guerreiro corria nas veias de todos nós. A cidadela tinha até mesmo algumas das espadas dos Sagrados Guardiões exibidas na sala do trono, lembretes da nossa grandeza e unção dos deuses.
Por toda a sua história, o exército morrighês havia permanecido grande, e os soldados eram corajosos e honráveis. No entanto, enquanto eu observava as tropas dalbretchianas repassando os seus exercícios e treinando, do meu ângulo privilegiado na muralha do posto avançado, fiquei impressionada com a sua precisão intimidante. Suas alabardas eram empunhadas com uma sincronia formidável, e seus escudos entrelaçavam-se com a facilidade de uma dança aperfeiçoada. A confiança emanava de todos os movimentos meticulosamente orquestrados. Eles praticamente reluziam com intimidação. Nunca tinha visto nada como a sua força e sua disciplina. Entendi porque eles acreditavam no seu poder. Mas eles não eram capazes de ver o que eu via: os números.
Até mesmo com um exército forte de 40 mil homens, eles não eram páreo para a terrível grandeza de Venda. Depois que Morrighan caísse, Dalbreck cairia em seguida.
Ergui o olhar para a grande extensão acima das tropas, onde uma lua crescente dividia o céu com o sol que partia. Mais um dia se fora, e poucos ainda restavam. O tempo se movia em frente, circundando, repetindo-se, mais uma devastação enrolando-se como uma serpente venenosa que despertava, pronta para dar o bote. Ela estava chegando, e forças ocultas em Morrighan a estavam ajudando da forma mais insidiosa possível, de dentro, alimentando-a com um pode que acabaria por destruir todos nós.
Precisava ter um jeito.
Jezelia, cuja vida será sacrificada pela esperança de salvar a sua.
Um jeito diferente.
Eu lutava com as palavras de Venda. Sacrificar a minha vida pela mera esperança? Eu teria preferido mais do que isso... preferia algo como a certeza. Mas a esperança era pelo menos alguma coisa e, por mais incerta que fosse, era tudo que eu tinha a oferecer a Natiya e a tantos mais. Nem mesmo Rafe poderia tirar isso de mim. Como as histórias com que Gaudrel havia alimentado Morrighan, a esperança era alimento para uma barriga vazia.
Jeb interrompeu os meus pensamentos, dizendo que estava na hora de nos prepararmos para a festa. Tavish e Orrin estavam parados a vários passos atrás deles, fitando-me com curiosidade. Olhei para os campos de treinamento, e todos os soldados tinham saído de lá. Um punhado de estrelas já estava iluminando o céu. Orrin se mexeu, cheirando o ar, mas todos eles esperavam que eu fizesse o primeiro movimento para sair. Eles três haviam mantido uma distância respeitosa de mim o dia todo, desaparecendo com habilidade, tal como faziam no Sanctum, mas ainda sempre lá, sempre observando.
Não foi por livre e espontânea vontade deles que haviam assumido a tarefa de escolta, como haviam dito. Eu tinha certeza de que era por ordens de Rafe. Ele estava tentando se livrar do próprio embaraço de ter um desfile de guardas anônimos me acompanhando. Ele sabia que eu me importava com esses três, que tínhamos uma história juntos, mesmo que ela fosse curta.
Quase perder nossas vidas juntos era algo capaz de estreitar laços e alongar o tempo. Analisei as faces deles. Não, não eram rostos de guardas. Seus olhos estavam cheios da preocupação de amigos, mas, sem sobra de dúvida, se eu colocasse uma sela em um cavalo para partir, eles se tornariam outra coisa. Eles me impediriam. Até mesmo sob o disfarce da amizade, eu ainda era prisioneira.
Segurei a saia e desci a muralha. Pela primeira, vez senti o cheiro de carne assada no ar, e então me lembrei das lanternas sendo penduradas em fios no campo inferior mais cedo, a liteira disposta para a mesa principal, fitas prateadas jogadas entre postes na expectativa de uma festa avidamente esperada por quase todo mundo. Jeb alinhou-se ao meu lado, e Tavish e Orrin caminhavam logo atrás da gente.
Jeb ajeitou a camisa, alisou a manga. Puxou o colarinho.
— Fale logo, Jeb — disse a ele. — Antes que a sua preocupação abra buracos na sua roupa.
— O trono de Rafe está sendo desafiado — disse ele, sem pensar, traduzindo em palavras seu pensamento como uma súplica para o seu amigo.
Ouvi Tavish e Orrin gemerem atrás de nós, obviamente não satisfeitos com a língua solta de Jeb.
Revirei os olhos, impassível.
— Por causa de querelas no gabinete? Quais são as outras novidades?
— Não é o gabinete. Um dos generais dele deu início aos procedimentos para tomar o trono.
Um golpe de estado? Diminuí a velocidade dos meus passos.
— Então a corte de Dalbreck tem traidores também?
— O general não é um traidor. Ele está dentro dos seus direitos. Está acusando o príncipe Jaxon de abdicar, o que todo mundo sabe que é uma reivindicação falsa.
Parei e encarei Jeb.
— A mera ausência dele é interpretada como sendo uma abdicação?
— Não pela maioria, mas poderia ser interpretada dessa forma, especialmente com o general espalhando boatos e usando termos ainda mais fortes, como deserção. O príncipe ficou ausente durante meses.
Meus pelos se arrepiaram.
— Por que Rafe não me contou nada disso?
— Ambos os coronéis aconselharam-no a não revelar esse fato a ninguém. Divergências dão origem à dúvida.
Eu não era simplesmente qualquer pessoa, mas talvez Rafe não quisesse que eu duvidasse dele acima do todo mundo.
— Agora que o general sabe que Rafe está vivo, certamente vai interromper tais procedimentos.
Jeb balançou a cabeça em negativa.
— Um general sentindo o gosto do poder? Provavelmente neste momento ele está com o apetite atiçado para a refeição completa. No entanto, Rafe tem o apoio esmagador das tropas, cujo respeito por ele apenas aumentou. Não deve demorar muito para subjugar o desafio assim que ele chegar de volta ao palácio, mas essa é mais uma preocupação nos seus ombros.
— E isso supostamente deve servir como desculpa para o comportamento dele na noite passada?
— Não como desculpa — disse Tavish, de trás de mim. — Apenas para explicar esse comportamento e lhe prover um quadro mais completo da situação.
Virei-me para encará-lo.
— Como o quadro completo que você passou para Rafe quando pegou Kaden segurando a minha mão? Talvez todo mundo em Dalbreck precise se certificar das suas informações antes de sair correndo e passá-las aos outros.
Tavish assentiu, aceitando a culpabilidade.
— Cometi um erro e peço desculpas. Apenas reportei o que achei que tivesse visto, mas a notícia do desafio vem diretamente do gabinete. Neste caso, não se trata de nenhum erro.
— Então Dalbreck tem um usurpador. Isso deveria afetar a minha opinião? Por que as preocupações de Dalbreck são muito mais importantes que as de Morrighan? O Komizar luta com tanto veneno a ponto de fazer com que o general de vocês pareça um gatinho se lamuriando.
Minha paciência se desfez completamente. A urgência, os longos quilômetros até Morrighan, a tentação de dizer que sim quando o não ainda retumbava na minha cabeça, as necessidades de tantos em comparação com a imensa falta dentro de mim, tudo isso puxara todos os últimos fios da confiança que eu ainda tinha, até que senti como se uma corda frágil estivesse prestes a arrebentar, com o último peso de um puxão vindo do próprio Rafe. Se a pessoa que eu mais amava no mundo não acreditava em mim, como outro indivíduo acreditaria? Meus olhos ardiam, e pisquei para refrear qualquer demonstração de fraqueza.
— No mínimo, seria de se pensar que a situação de Rafe daria a ele empatia e o ajudaria a entender por que tenho que voltar para Morrighan, mas parece que isso nem passou pela cabeça dele.
— Não é com a cabeça que ele está pensando — disse Tavish. — É com o coração. Ele teme pela sua segurança.
As palavras dele foram um cutucão no meu tenro traseiro.
— Não sou uma coisa a ser protegida, Tavish, não mais do que ele. Minhas escolhas, assim como os riscos, são meus.
Nada havia que ele pudesse dizer. Eu estava certa.
Eles me deixaram na tenda. Percy e os outros soldados já estavam estacionados para assumirem os turnos.
— Vejo você em breve — disse Jeb, oferecendo-me um sorriso hesitante. — A primeira dança.
— Essa será reservada para o rei. — Tavish fez questão de lembrá-lo disso.
Talvez não. Talvez não houvesse dança alguma. Pelo menos entre Rafe e eu. Reis e prisioneiros não dividiam danças, pelo menos não em qualquer mundo de que eu quisesse fazer parte.

* * *

Eu me deitei cruzada na cama, sem a maioria das roupas, com apenas o suave conforto da minha camisola, anotando os versos da Canção de Venda que haviam sido arrancados do livro. Depois de tantos anos, eu finalmente estava devolvendo as palavras originais dela ao lugar onde elas deveriam estar. Elas ficaram apertadas na parte de trás da página arrancada.

Traída pelos seus,
Espancada e desprezada,
Ela haverá de expor os perversos,
Pois o Dragão de muitas faces
Não conhece limite algum.
E, embora a espera possa ser longa,
A promessa é grande
Para aquela chamada Jezelia,
Cuja vida será sacrificada
Pela esperança de salvar a sua.

Eu me lembrava de todas as palavras que ela havia falado naquele dia no terraço, embora a princípio só tivesse ficado preocupada com a frase Cuja vida será sacrificada. Agora, uma outra frase chamava a minha atenção: Ela haverá de expor os perversos.
Passei os dedos pelas beiradas queimadas do livro, e então, no rasgo furioso da última página que tentara arrancar, as palavras da existência.
Sorri.
Alguém me odiava muito ou, talvez, melhor ainda, me temia, acreditando que eu iria expô-lo... ou expô-la.
Medo. Fúria. Desespero. Isso era tudo que eu via nessas beiradas queimadas e nessa página rasgada. Eu encontraria uma maneira de colocar lenha na fogueira daquele medo, porque, mesmo embora eu soubesse que o desespero poderia tornar as pessoas perigosas, ele também as deixava idiotas. Expor os mais altos jogadores nessa conspiração era essencial. Se eu soprasse o fogo do medo deles, talvez eles fossem se engasgar e mostrar as cartas que tinham nas mangas.
Com Malich a caminho para contar a eles sobre mim, eu já tinha perdido a vantagem do elemento-surpresa. Eles estariam fortalecidos e esperando. Assim, eu teria que voltar aquela informação, pelo menos de alguma pequena forma, a meu favor.
Coloquei o livro de lado e espalhei alguns dos travesseiros pela cama, reclinando-me junto a eles, contemplando a forma que eu lidaria com aquilo sem me expor. Eu precisava permanecer viva pelo menos por tempo suficiente para descobrir quem poderia estar conspirando com o Chanceler e o Erudito Real. Talvez um dos lordes dos condados? A influência deles era limitada, mas, se eu tivesse sorte, poderia estar lá a tempo do momento em que o conclave invernal estivesse reunido. Ou talvez tivesse outros no gabinete? O Capitão da Vigília? O Mestre Mercante? O Marechal de Campo? O Guardião do Tempo sempre olhara para mim com ares de suspeita, e ele, de forma zelosa, guardava o cronograma do meu pai. Seria isso para mantê-lo afastado do caminho deles? Eu evitava o óbvio, meu pai, que havia postado a recompensa a ser paga pela minha prisão. Ele era muitas coisas, mas não era um traidor do próprio povo. Ele não teria algo a ganhar conspirando com o Komizar, mas será que era uma marionete involuntária? A solução parecia se passar pelos lacaios que cercavam seus movimentos para falar de forma direta com ele, mas esse também seria um problema espinhento. Será que seria seguro?
Enterrei os dedos no cobertor de pele de zibelina que estava ao meu lado, envolvendo a maciez dele no punho cerrado. Havia essa questão da fúria dele, com a qual eu precisaria lidar. Eu me lembrava das palavras de Walther. Já faz quase um mês e ele ainda está fazendo ameaças. Até mesmo o adorado príncipe Walther tivera que ir sorrateiramente pelas costas do meu pai para me ajudar quando plantou a falsa trilha para os rastreadores. Os vários meses que se passaram não teriam diminuído a fúria dele. Eu havia minado a sua autoridade e o humilhara. Será que ele daria ouvidos a alguma coisa que eu tivesse a dizer sem qualquer pingo de provas me apoiando? Eu estava rotulada como inimiga de Morrighan, exatamente como havia acontecido com o sobrinho dele, a quem meu pai havia enforcado. Com apenas a minha palavra contra um Chanceler que havia trabalhado com devoção ao lado dele durante anos, por que ele acreditaria em mim? Sem provas, o Chanceler e o Erudito Real virariam aquilo que eu clamasse contra mim de modo a fazer com que eu parecesse uma covarde que estava tentando me livrar da própria culpa. Da última vez que soltara até mesmo um leve insulto para cima do Chanceler, meu pai ficara enfurecido e ordenara que eu fosse para a minha câmara. Será que eles usariam outros modos mais permanentes para me silenciar dessa vez? Meu peito ficava apertado com as possibilidades que eu não conseguia desenredar. Será que eu poderia estar errada em relação a tudo? Rafe achava que eu estava errada.
Meus irmãos eram a minha única esperança em relação a isso, mas eles eram jovens como eu, tinham apenas dezenove e vinte e um anos, e ainda eram soldados em baixos escalões no exército. No entanto, se ambos pressionassem o meu pai, talvez eles pudessem conseguir influenciá-lo para que ele me desse ouvidos. E, se não para me ouvir de livre e espontânea vontade, talvez pudessem me ajudar a fazer uso de modos mais vigorosos para persuadi-lo. Nada parecia estar longe demais de mim nesse instante, com tanta coisa em jogo.
Uma segunda rodada de música subia do pasto inferior... a festa estava em andamento. Era uma música bela, urgente, a conversa ressonante de mil cordas, um coro de refutações, manoplas de cetim sendo levadas abaixo repetidas vezes, o tom similar ao dos nossos bandolins, mas com uma reverberação mais profunda, mais vigorosa. O farache, era como Jeb havia chamado isso quando ele veio me pegar, a dança da batalha. Eu havia mandado que Jeb fosse na frente sem mim, dizendo que não estava pronta ainda. Assim que ele tinha ido, falei para os meus guardas que eu não desceria de jeito nenhum para festa, e os encorajei a irem eles mesmos se divertir, jurando solenemente que não deixaria a minha tenda. Beijei dois dedos e ergui-os aos céus como prova sincera da minha promessa, e então, em silêncio, pedi aos deuses que perdoassem a minha pequena mentira. Os imbecis hereges não cederam, nem mesmo quando eu comentei sobre o quão deliciosas cheiravam as carnes assadas, e seus olhos dançavam com visões de leitões.
Eu estava mastigando delicadamente os pinhões que havia pegado mais cedo quando ouvi o clamor de alabardas do lado de fora da minha tenda, e a cortina foi puxada para o lado. Era Rafe, trajando elegantes roupas reais de gala, com seu casaco preto coberto com as tranças douradas do seu posto, seus cabelos puxados para trás, e as altas maçãs de seu rosto brilhantes como um dia ensolarado. Seus olhos cor de cobalto lampejavam, reluzentes sob as sobrancelhas escuras, e ondas de raiva rolavam dele, que tinha o olhar fixo em mim, como se eu tivesse duas cabeças.
— O que você acha que está fazendo? — disse ele, entredentes.
A calidez que havia surgido sob o meu esterno quando ele ali entrou rapidamente murchou e encolheu-se, formando uma rocha fria na minha barriga. Olhei de relance para a tigela que estava ao meu lado e dei de ombros.
— Comendo pinhões. Isso é contra as regras para prisioneiros?
A atenção dele voltou-se para as vestimentas que eu trajava, e o maxilar ficou inacreditavelmente mais rígido. Ele se virou, procurando alguma coisa no meu quarto, até que seus olhos pousaram no vestido azul meia-noite que Vilah havia pendurado no biombo. Rafe cruzou a tenda em três grandes passos, apanhou o vestido e jogou-o para cima de mim, o qual caiu no meu colo, em um montinho.
Ele apontou com o dedo para a porta da tenda.
— Lá embaixo há quatrocentos soldados, todos eles esperando para conhecer você! Você é a convidada de honra. A menos que você queira que as opiniões de todos eles a seu respeito se igualem à do capitão Hague, sugiro que se vista e faça o pequeno esforço de aparecer na festa! — Ele foi pisando duro até a porta, e então girou e deu uma última ordem. — E você não vai falar mais nenhuma vez que seja a palavra prisioneira se optar por estar presente na festa!
E então ele se foi.
Fiquei lá sentada, pasma. Meu primeiro pensamento quando ele havia entrado por aquela porta fora a de que ele parecia um deus. Eu já não pensava assim.
Se eu optasse por estar presente na festa?
Apanhei a minha adaga e rezei para que Adeline me perdoasse enquanto eu alterava o vestido que ela havia me entregado, e pelo perdão de Vilah também enquanto eu puxava e soltava um longo pedaço da corrente do seu cinto de cota de malha. Eu estaria presente na festa, como ele pedira, mas faria isso como a pessoa que eu era, e não aquela que ele queria que eu fosse.

19 comentários:

  1. Meu Deuuusss, pq ela tá se esforçando pra ser insuportável? Ela tá agindo q nem uma criança sendo q ele não quer q ela morra. Ele ama ela! O Rafe é um santo, tá louco.

    ResponderExcluir
  2. A Lia está ficando insuportável.
    Desculpas mas se ela se importasse tanto assim com o reino dela então por que ela fugiu?

    ResponderExcluir
  3. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK esse amor do Rafe foi lindo no início, ms agr ta um saco, nossa. Sempre preferi guerreiros e não príncipes, então minha torcida ta com o Kaden.
    De que adianta um amor que te prende e te limita quando você está crescendo??

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. e o Kaden não fez a mesma coisa quando levou Lia até venda?

      Excluir
  4. Eita que a treta vai ser forte... #liaaborrescente

    ResponderExcluir
  5. LIA TÁ SENDO BURRA!!

    ResponderExcluir
  6. — Não sou uma coisa a ser protegida, Tavish, não mais do que ele. Minhas escolhas, assim como os riscos, são meus.

    Chupa mundo!!!

    ResponderExcluir
  7. O tanto de gente defendendo o Rafe mas não percebe q ele tá fazendo igual os caras q a gnt condena por ser abusivo com as minas... Isso aí.ela tem q cair fora dele mesmo... Ele foi atrás dela pq ele quis em primeiro lugar. E a todo momento tava dando indícios de q tava cagando p morringhan. Ela não percebeu isso... Nem o dom ele acredita. Venda tem q e destruir Dalbreck...

    ResponderExcluir
  8. Rafe pode estar sendo grosso mas ele só quer protegê -la. No momento que ela sair de marabella ela corre risco de ambos lados. O único lugar seguro é dalbreck. Ela está sendo mimada e insuportável querendo que só as opiniões dela importem.

    ResponderExcluir
  9. A lia tá um pé no saco, entendi que a autora quer passar a independência dela mas tá muito mal feito isso, como ela vai salvar seu reino só indo lá ? Avisá-los não quer dizer nada

    ResponderExcluir
  10. Lia tem mó dedo podre pq ela não larga tudo e vai viver em outro lugar gente

    ResponderExcluir
  11. Tô acho que ela tá agindo assim por estratégia. Acho que Rafé tá com medo de que ela vá e não volte mais pra ele, como se ele soubesse que onde ela está não é o lugar dela. E não acho que ela vai só dá um aviso, ela vai é botar pra quebrar.rsrsrsrs Lia minha heroína!!!😄😉😏

    ResponderExcluir
  12. Olha eu até torci um pouco pro rafe..Mas achei machista..msm q ele queira proteger ela..ele foi ridículo.. se ele se importasse iria com ela ou ajudaria..ele nem se deu o trabalho de fazer nada..só quer q ela fique sentada com vestidos caros esperando ele mandar em tudo

    ResponderExcluir

Se você não tem conta no Google e quiser comentar, utilize a opção Nome/URL e preencha seu nome/apelido/nick; o URL pode deixar em branco.

Boa leitura, E SEM SPOILER!