20 de fevereiro de 2018

Capítulo 32

É nas tristezas.
No medo.
Na necessidade.
É ai que o conhecimento ganha asas.
As asas negras do saber agitavam-se dentro do meu peito.
Ele se fora, e não haveria de voltar.
— As palavras perdidas de Morrighan —

Fiquei andando de um lado para o outro na minha tenda, tentando controlar a minha fúria. Meu sangue corria mais rápido do que de um cavalo sendo chicoteado. Eu estava de que, a qualquer momento, ele viria, com a cabeça baixa, envergonhado, implorando perdão pelo seu comportamento.
Minha cabeça latejava, e esfreguei as têmporas enquanto cavava um caminho no tapete. Recobrar o bom senso? Eu? Será que ele tinha mesmo ouvido o que dissera? Pelo amor dos deuses, será que o acampamento inteiro nos ouviu? O pórtico da sala de jantar ficava longe dos alojamentos dos soldados, mas os aposentos dos oficiais ficavam próximos o suficiente para escutar o que discutíamos. Apertei os olhos, bem fechados, imaginando todos os ouvidos pressionados nas janelas. Eu sabia que Rafe estava sob pressão, e as notícias adicionais de hoje sobre a divergência do reino apenas haviam aumentado a tensão, mas eu também estava sob pressão. Soltei o ar sibilando e frustrada, entredentes. Talvez, de alguma forma, eu tivesse agido pelas costas dele, mas isso era somente devido ao fato de que eu queria expressar as minhas intenções antes que ele retornasse, tornando-as claras, públicas e certeiras, de modo que ele não poderia ignorá-las da forma que havia feito antes. Talvez ele pudesse interpretar isso como usurpação da sua autoridade, especialmente em um momento em que estava tentando ganhar a confiança daqueles ao seu redor, mas agir como um idiota não era uma forma de ganhar respeito.
Eu decido. Eu não era súdita de Dalbreck. Ele não decidiria o que quer eu fosse em relação a mim.
Minutos se passaram, e então uma hora se passou, e ainda não havia qualquer sinal dele. Será que estaria aborrecido? Envergonhado demais para vir me pedir desculpas? Será que estava condoendo-se com os seus homens pelas palavras infelizes que falou? Ou será que estaria contemplando o que Eben nos informara? Rafe não era idiota. Com o Komizar vivo e seguindo em frente com os seus planos, ele precisava saber que todos nós estávamos correndo risco. Manter-me viva por ora nada significava se no fim todos nós estivéssemos mortos ou aprisionados. Só porque Morrighan era o primeiro alvo do Komizar, isso não queria dizer que Dalbreck não seria o próximo.
Apanhei um travesseiro da minha cama e o soquei, e depois o joguei contra a cabeceira.
Brincar com a espada! Eu ainda podia ouvir a ênfase sarcástica dele na palavra brincar. Talvez isso fosse o que tinha doído mais. O fato de que ele não acreditava em mim, valorizando apenas o seu tipo de força e não o tipo de força que eu tinha. O tipo de força que tinha salvado os pescoços de nós dois. Kaden fizera por merecer um bom calombo na canela quando tentara fazer o mesmo comigo. Não era tarde demais para que eu fizesse com que Rafe ficasse com um calombo na canela por isso também. Talvez ele precisasse mesmo era de um galo na cabeça!
As laterais da tenda estremeciam com o vento, e um lento e distante ribombo soava como se os céus tivessem sido atraídos para a nossa tempestade. Adicionei lascas de madeira ao fogão. Onde será que ele estava?
Joguei para o lado a cortina da entrada da tenda. Dois guardas deram passos à frente para bloquear o meu caminho, cruzando as alabardas na minha frente.
— Por favor, Vossa Alteza, volte para dentro. — Pediu um deles. Uma ruga franzia o rosto dele, que parecia genuinamente assustado. — Eu realmente não quero... — Ele não estava disposto a terminar o pensamento.
— Arrastar-me de volta para os meus aposentos como o rei ordenou?
Ele assentiu. Outro guarda afligia-se com o eixo da sua alabarda, recusando-se a olhar nos meus olhos. Com certeza ele nunca teve que ficar de guarda para uma prisioneira como eu antes, prisioneira esta que era uma convidada do rei meras horas atrás. Somente por eles, recuei e apanhei a cortina para fechá-la, rosnando enquanto fazia isso.
Apaguei as luzes do candelabro, e o aposento reluzia com a parca iluminação das brasas do fogão. Eu estava fervendo de raiva porque Rafe não havia vindo até aqui ainda, implorando de joelhos pelo meu perdão. Caí na cama, tirando uma das botas, depois a outra, e então joguei-as para o outro lado do quarto. As duas foram parar na parede da tenda, e cada som oco das batidas era pateticamente insatisfatório.
A fúria apunhalava a minha garganta como se fosse um osso doloroso que eu não conseguia engolir. Eu não queria dormir assim. Rocei meus cílios molhados, piscando para limpar as lágrimas. Talvez eu devesse ter explicado para ele em particular. Será que eu conseguiria tê-lo feito entender? Mas eu pensei nos nossos muitos quilômetros viajando do Sanctum até aqui, em todas as vezes em que ele, de uma forma bem habilidosa, havia desviado a conversa do assunto de Morrighan. Nós só temos que chegar ao posto avançado por ora. Ele tinha feito isso repetidas vezes, de forma tão sutil que eu nem mesmo consegui notar.
Nessa noite, ele não tinha se dado ao trabalho de ser sutil. Tudo que consegui dele foi uma dispensa curta, grossa e arrogante. Não. Sem qualquer chance para discussão...
— Lia?
Dei um pulo da cama, inspirando o ar, alarmada. Era a voz dele. Logo do outro lado da cortina. Lenta e baixa. Reservada. Eu sabia que ele viria resolver isso. Fui andando até a ponta da cama, limpando rapidamente o meu rosto com as palmas das mãos. Pressionei as costas junto à larga coluna da perna da cama e inspirei fundo, um ar renovador.
— Entre. — Falei baixinho.
A cortina foi aberta, e ele entrou na tenda. Meu estômago se revirou. Apenas duas horas haviam nos separado, mas a sensação dessas duas horas era tão longa quanto a minha jornada por todo o Cam Lanteux. As piscinas de cristal escuro dos olhos dele aqueciam o meu sangue de uma forma que fazia com que eu me sentisse perdida para tudo mais no mundo que não fosse ele. Seus cabelos estavam desgrenhados, como se ele tivesse saído numa cavalgada rápida para se livrar das frustrações acumuladas. Sua face estava calma agora, os olhos, suaves, e eu estava certa de que um bem ensaiado pedido de desculpas esperava nos seus lábios.
Ele buscou a minha face, com ternura no olhar contemplativo.
— Eu só queria ver como você está — disse ele, baixinho. — Queria me certificar de que tivesse tudo de que precisa.
— Agora que sou prisioneira.
A mágoa apareceu em um lampejo na sua expressão.
— Você não é prisioneira. É livre para se mover pelo acampamento.
— Contanto que eu não vá embora.
Ele deu um passo mais para perto, parando apenas a uns poucos centímetros de distância, enchendo a tenda, enchendo a minha cabeça.
— Eu não quero que isso fique assim entre nós — disse ele em um sussurro.
Rafe esticou a mão e tocou na minha. Seus dedos lentamente deslizaram pelo meu braço até o ombro, e seu polegar traçou um lento e preguiçoso círculo sobre a minha clavícula. Brasas quentes ardiam no meu peito. Ele sabia que eu o queria, que eu queria nada mais do que esticar a mão para ele e fechar o espaço doloroso entre nós.
Quase nada mais do que isso.
— Você está aqui para me pedir desculpas?
Ele deslizou a mão atrás das minhas costas, puxando-me para mais perto dele, com os quadris vindo de encontro aos meus, e os lábios roçando o lóbulo da minha orelha.
— Eu tenho de fazer o que eu acho melhor. Não posso deixar que você vá, Lia, não em sã consciência. Não quando conheço o perigo em que você estaria entrando. — Ele soltou os laços do meu vestido. Minhas respirações roçavam o peito dele, desiguais, queimando de leve os meus pensamentos.
Seus lábios roçaram em uma linha ardente da minha têmpora até a minha boca, e então ele me beijou, intensa e profundamente, e eu queria me derreter na sensação dele, e no seu gosto e, no seu cheiro, no vento nos seus cabelos, o sal no seu rosto, mas uma outra necessidade, uma necessidade maior, flamejava com mais brilho, ardente e persistente.
Coloquei as mãos entre nós, cutucando-o com gentiliza para longe de mim.
— Rafe, você nunca sentiu nada a fundo no seu âmago? Nem ouviu um sussurro a que tinha que dar ouvidos acima de toda a razão?
A ternura deixou os olhos dele.
— Não vou mudar a minha decisão, Lia — disse ele. — Preciso que confie em mim. Você não vai voltar por ora. Talvez depois, quando for mais seguro.
Fitei os olhos dele, rezando para que ele visse a urgência nos meus.
— Nunca será mais seguro, Rafe. As coisas só vão piorar.
Ele deu um passo para trás, soltando um suspiro, tudo na sua postura revelando impaciência.
— E você acha que sabe disso por causa de um texto antigo?
— É verdade, Rafe. Todas as palavras do texto são verdadeiras.
— Como você sabe? Você não é uma erudita. Pode não ter traduzido o texto apropriadamente. — O grosseiro ceticismo dele foi a gota d’água para os últimos resquícios da minha paciência. Não haveria mais qualquer explicação ou humilhação.
— Acabamos aqui, Rafe.
— Lia...
— Saia! — Gritei, empurrando-o para longe.
Ele foi tropeçando para trás e ficou me olhando, pasmado.
— Você está me expulsando?
— Não, eu não acho que seja possível botar você para fora. Afinal de contas, você é o rei Jaxon, e decide quem vem e quem vai... ou pelo menos foi isso que me disseram. Mas eu sugiro que você saia antes que eu encontre outra maneira de despachar você. — Coloquei a mão na lateral do meu corpo, em cima da adaga embainhada.
Um rubor de pura fúria assomou-se à face dele.
Ele se virou e saiu tempestivamente, quase arrancando a cortina da porta. Nós veríamos quem ia recobrar o bom senso primeiro.

* * *

Madame Rathbone apareceu na minha tenda cedo na manhã seguinte, junto com Vilah e Adeline. Curiosamente, madame Hague as acompanhava, embora ela nunca tivesse feito isso antes. Soltei um suspiro por dentro. Sim, os oficiais e todas as esposas haviam ouvido nossa feia discussão, e certamente madame Hague estava com a esperança de conseguir suculentos detalhes adicionais, mesmo que o propósito oficial da sua visita fosse o de entregar os acessórios para combinarem com o meu vestido para a festa daquela noite. Adeline ergueu um cinto de cota de malha incrustrado com safiras. Mais uma vez, fiquei maravilhada com a extravagância, especialmente aqui, neste remoto posto avançado. Em seguida, Vilah expôs uma ombreira prateada com joias que tinha um intrincado padrão em alto-relevo.
— Diga-me, as mulheres dalbretchianas algum dia usaram essa ombreira em batalha?
— Ah, sim! — respondeu-me Vilah. — É por isso que elas fazem parte de nosso vestido tradicional. Marabella foi uma grande guerreira antes de ser rainha.
— Mas isso foi há centenas de anos — acrescentou madame Hague, erguendo as sobrancelhas em repulsa. — Nossas damas e rainhas não vão mais para as batalhas. Hoje em dia, é desnecessário.
Não tenha tanta certeza disso, fiquei tentada em dizer.
Madame Rathbone deu uma última olhada em tudo que estava exposto em cima da mesa e disse:
— Passaremos aqui depois para ajudar você a se vestir.
— E faremos o seu cabelo.
— Com um cordão de prata — acrescentou Vilah, entrelaçando as mãos com a expectativa.
Ouvi um zelo tenso nas vozes delas, como se estivessem tentando apagar a mortalha sombria da discussão da noite passada.
— Vocês vão estar todas ocupadas arrumando a si mesmas — respondi. — Posso me virar sozinha.
— É mesmo? — perguntou-me madame Hague em tom de dúvida. — É assim que as coisas são feitas lá em Morrighan? Ninguém cuidava de você? — Ela ergueu o lábio com uma piedade condescendente.
— Sim — soltei um suspiro. — Nós não passamos de selvagens em Morrighan. É de se admirar que o seu rei fosse arranjar um casamento com uma da nossa espécie.
Seus cílios foram baixados, tremeluzindo, e ela saiu dizendo que tinha muito a fazer naquele dia, mas sem qualquer pedido de desculpa pelo insulto. Talvez, agora que o rei dela havia me atacado verbalmente, ela se sentisse livre para fazer o mesmo.

* * *

Seis guardas chegaram à minha tenda pouco tempo depois. Percy, o líder deles, informou-me que eles seriam minha escolta do dia. Então essa era a versão de Rafe de ser livre para ir onde eu desejasse? Seis guardas, até mesmo dentro das muralhas de Marabella. Eu imaginava que deveria encarar como elogio o fato de que ele me levava mais em consideração as minhas habilidades do que admitiria. Na mesma hora, decidi que tinhas muitos lugares onde teria que ir hoje, não apenas para que todo o posto avançado pudesse partilhar da diversão dos seis guardas trotando atrás de mim, como também porque, de uma forma ou de outra, eu iria embora sim, e precisava cuidar dos detalhes.
Primeiramente, fui até o cercado inferior, dando uma olhada para ver os nossos cavalos vendanos, que agora também estavam sob custódia do rei. Olhei para o portão inferior, onde os cavalos iam e vinham, que estava fechado. Nós nunca conseguiríamos passar por aquilo, mas pelo menos eu sabia onde os cavalos e equipamentos de cavalgada estavam. Eu pensaria no restante depois. Em seguida, fui até a copa, e o cozinheiro não ficou feliz com a minha intrusão, dizendo que poderia levar alguma coisa à minha tenda. Fingi que não sabia ao certo o que eu queria, e então analisei em detalhes as prateleiras e a despensa. Infelizmente, quase tudo estava armazenado em grandes sacos ou contêineres a granel. Peguei uma das tigelas dele e enchi-a com punhados de pinhões, pão ázimo e um pouco de figos doces. Ele observou a minha escolha de alimentos e olhou de relance para a minha barriga. Abri um sorriso tímido, deixando que ele tirasse as próprias conclusões.
Em seguida, andei com dificuldade até os alojamentos do médico para falar com o cirurgião. Kaden e Eben tinham ido tomar banho, mas o cirurgião estava examinando a ferida de Griz. Ele me mostrou que ela se curando bem na maioria dos lugares, mas uma parte da carne estava se juntando mais devagar. Ele disse que se sentia confiante que a ferida se curaria, e então desferiu um austero olhar de relance para Griz.
— Com um pouco mais de repouso.
O grandalhão ficou hesitante, dizendo que estava bem agora.
— Mas não vai ficar bem se estiver levantando selas pesadas para colocar e tirar dos cavalos duas vezes por dia — falei. — Ou, que os deuses nos livrem, se você tivesse que usar sua espada.
Griz sorriu, seus olhos cintilando com pensamentos de lesão corporal.
— Você gostaria que eu usasse a minha espada para alguma coisa específica?
Senti um ardor na barriga. Ele tinha ouvido a discussão, o que queria dizer que todo mundo que estava na sala de jantar ouvira também. Com certeza Kaden estava exultante com esse desdobramento das coisas, mas quando o vi no pátio de trabalho mais tarde, havia somente preocupação nos olhos dele.
Ele falou em vendano de modo que os guardas não fossem entender.
— Você está bem?
Assenti, tentando ignorar o nó que estava se formando na minha garganta de novo. Kaden abriu um sorriso largo.
— E as canelas de Rafe?
Eu sabia que ele estava tentando tornar o meu humor mais leve, e por isso fiquei grata.
— Por ora, bem, mas isso não acabou ainda.
— Em momento algum achei que tivesse acabado.
O voto de confiança dele em mim era como água fresca em uma garganta sedenta. Eu queria abraçá-lo, mas isso apenas teria trazido um escrutínio extra para cima dele.
Os guardas ficaram nervosos com essa conversa que não conseguiam entender, como se suspeitassem de que estávamos conspirando – o que estávamos mesmo fazendo, no fim das contas. Dei um passo mais para perto de Kaden e sussurrei, para dar a eles algo com que se preocupar.
— Quando partirmos, Eben terá de ficar para trás com Griz. Seremos apenas nós dois, com Malich por aí, algum lugar. As chances estão contra nós?
— Ele precisava estar com os outros no Vale dos Gigantes se foi enviado para matar você. Acho que ele está a caminho de Civica com uma mensagem.
— De que estou morta?
— De que você escapou. Eles não vão contar você como morta a menos que tenham um corpo... e saberão exatamente para onde você estará se dirigindo.
O que queria dizer que o Chanceler e aqueles que com ele conspiravam estariam esperando por mim, provavelmente observando todas as estradas que davam para a cidade. O elemento-surpresa não era mais meu. Eu não precisava que isso fosse mais difícil do que já era.
Com o canto do olho, vi Tavish e Orrin andando na nossa direção. Eles deram uma volta, cada um deles parando a um lado meu.
— Nós estamos aqui para liberar os guardas, Vossa Alteza — disse Tavish, lançando um fixo e secante olhar para Kaden.
— Pode ir, Percy — disse Orrin, com um movimento como se o estivesse enxotando. — O coronel quer você de volta ao escritório dele. Vá.
Tavish voltou um respeitoso assentir na minha direção.
— Seremos as suas escoltas pelo restante do dia.
— Pelas ordens de quem? — perguntei.
Tavish sorriu.
— Nossas.
Tavish e Orrin não sabiam vendano, então eu falei, rapidamente, umas poucas e últimas palavras nesse idioma a Kaden.
— Nós conversaremos mais depois. Precisamos reunir suprimentos.
Tavish pigarreou.
— E Jeb se juntará a nós em breve.
A mensagem dele era clara: Jeb falava vendano. Soltei um suspiro. Isso era mais do que lealdade a um rei: era lealdade ao amigo deles.

8 comentários:

  1. Talvez o Kaden fique com a Pauline, o bebê que ele viu pode ser o dela.. Mesmo com essa briga da Lia e o Rafe, eu não acho que o Kaden tenha chance com ela..

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  2. Tadinho do Rafe está perdendo o controle :(

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    1. Isso era previsto... Ele não tem como controlar Lia. Mas não acho que ele esteja errado... Nem ela... Cada um está se agarrando ao lado da história que é importante para cada um.
      Acho muita loucura de Lia querer ir pra Morrighan, mas entendo o desespero dela.

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    2. Seus comentários são bons Juliana xD

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  3. " Isso era mais do que lealdade a um rei: era lealdade ao amigo deles."

    Que lindos *-* Adoro o Tavish, o Jeb e o Steven e gosto do Orrin, apesar (dele sim) de ser machista.

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