20 de fevereiro de 2018

Capítulo 30

Naquela noite, ninguém mencionou a minha queda, e eu não sabia ao certo se era para me poupar ou poupar o rei deles. Porém, se Sven falasse alguma coisa, eu estava preparada para apontar o fato de que dois dos parceiros de luta do Rafe tinham se saído pior do que eu: um deles com um galo na cabeça e o outro com os nós de alguns dedos feridos. Eu não lutara com Rafe para provar algo, como havia feito com Kaden. Eu sabia que poderia chegar um momento em que eu precisaria de mais habilidades com a espada, e queria aprender com o melhor.
Com a chegada das tropas, todo mundo permaneceu mais tempo que o costume no jantar e para a sobremesa, avidamente ingerindo as notícias de casa dos recém-chegados oficiais Taggart e Durante.
Embora ambos os oficiais estivessem aliviados ao ver que o príncipe Jaxon fora encontrado vivo, notei que Rafe foi ficando mais calado enquanto a noite ia passando e as notícias eram partilhadas. Alguns dos relatos eram medíocres: noivados, colheitas, promoções nos escalões, mas, quando elas se voltaram para as querelas entre a assembleia e o gabinete e os murmúrios de insatisfação dos generais, Rafe estreitou os olhos e curvou os dedos em volta do braço da sua cadeira.
— Partiremos dentro de dois dias. Isso tudo será abordado em breve — disse ele. Sua postura tensa não deixou de ser notada pelos oficiais, e outras noticias do murmúrio de insatisfação dos generais foram contidas.
O coronel Bodeen voltou o rumo da conversa para um assunto mais leve, a festa que estava planejada para a noite seguinte, e ele notou a chegada em boa hora das tropas. Aparentemente, os oficiais Taggart e Durante eram bem versados nas celebrações de Bodeen.
— Estejam preparadas, damas — disse Taggart. — Não há muitas de vocês por aqui. Vão dançar a noite toda.
— Por mim, tudo bem. — Disse Vilah.
As outras mulheres entraram na conversa, concordando.
— Você também, Vossa Alteza — disse o capitão Hague, erguendo o copo para mim.
Isso chamou por mais uma rodada de brindes, dessa vez à dança. Logo a conversa mudou de rumo, e fiquei perdida nos meus próprios pensamentos, tão alheia aos planos da festa quanto Rafe parecia estar. Passei o dedo no osso que estava no meu bolso, sentindo um estranho vazio que uma festa não seria capaz de preencher. Eu havia acumulado uma pequena pilha de ossos na minha tenda. Esse era um hábito de que eu não conseguia me livrar: os símbolos tinidores de lembrança e preocupação por aqueles que eu deixara para trás. Eu temia pelas crueldades que eles poderiam sofrer nas mãos do Komizar e estava preocupada com as maiores necessidades que ainda havia pela frente. Morrighan poderia ser um reino extinto... apagado da memória com apenas uns poucos memoriais quebrados para provar que algum dia existimos.
Gritos me arrancaram dos meus pensamentos. Todo mundo ficou alarmado, olhando em direção à porta. Uma rixa raivosa estava sendo travada do lado de fora, no pórtico. Uma fresta da porta foi aberta, e um soldado entrou, pedindo profusas desculpas pela interrupção.
— Nós encontramos um deles, Vossa Majestade, exatamente como o senhor falou. Pegamos este espreitando em torno da muralha dos fundos. É um camarada pequeno, mas selvagem. Ele abriu um talho no braço de um dos nossos guardas antes que pudéssemos segurá-lo. Ele está exigindo ver, hum... — Ele olhou para baixo por um breve instante, como se envergonhado. — Ele quer ver a princesa. Ele disse que a conhece...
Tanto eu quanto Rafe, Kaden e Griz ficamos de pé.
— Traga-o para dentro. — Disse Rafe.
Ouvimos mais gritos, e então dois guardas entraram aos tropeços, tentando controlar o prisioneiro.
— Fique no lugar antes que eu bata na sua cabeça e faça com que você vá para outro mundo! — Grunhiu um deles.
O prisioneiro travou o olhar comigo, e o meu coração parou.
Era Eben.
Embora eu soubesse que era melhor não o adular, não consegui me conter e saí correndo, puxando-o das mãos do guarda. Kaden e Griz estavam bem atrás de mim.
— Eben! — Puxei-o para os meus braços. — Graças aos deuses que você está vivo!
Ele me abraçou, nada envergonhado, e senti todas as costelas e os ângulos de seu corpo magro. Recuei a distância de um braço e olhei para ele. As maçãs do seu rosto estavam aguçadas, e os olhos, ocos e com círculos de olheiras. Ele decerto estava morrendo de fome e mais parecia um animal selvagem do que um menino. Sangue seco espalhado cobria sua roupa.
Vi emoção estampada nas faces de Griz e Kaden, que deu um passo a frente, agarrou punhados da camisa de Eben e puxou-o bruscamente para os seus braços.
Drazhone.
Irmão.
Eben era companheiro deles. Um Rahtan em treinamento.
Griz fez o mesmo e então deu uma olhada em um arranhão na bochecha de Eben. Quando me virei do nosso círculo bem fechado, vi que Rafe nos observava, não com curiosidade, como todo o resto, mas com um escrutínio sombrio. O ombro de Kaden roçou no meu e eu me afastei dele, estabelecendo um pouco de distância entre nós.
A atenção de Eben voltou-se para Rafe, e ele olhou para ele com ares de suspeita. O menino havia conhecido Rafe apenas como sendo o emissário de Dalbreck, e me dei conta de que ele provavelmente ainda não sabia qual era a verdadeira posição de Rafe aqui. O olhar contemplativo de Eben se voltou para Jeb, que certa vez fora um imundo coletor de fezes vendano, quase irreconhecível agora com os cabelos penteados e as roupas imaculadas. Em seguida, ele olhou para Sven, outrora governador de Arleston, e que agora trajava um uniforme de oficial de alto escalão, e, em seguida, para Orrin, o guarda mudo do governador, que também trajava um uniforme dalbretchiano e que bebia de um cálice de cristal.
Orrin abriu um largo sorriso.
— Supresa — disse ele, erguendo o copo em direção a Eben.
Fiz apresentações.
Fikatande chimentras — disse Eben baixinho.
Olhei para Rafe, perguntando-me exatamente quantas palavras básicas em vendano ele sabia.
— Sim, somos mentirosos — disse Rafe, respondendo à minha pergunta. Ele se inclinou para frente, mirando um olhar fixo e frígido em Eben. — Nós mentimos para salvar a vida princesa. Você tem alguma objeção quanto a isso?
Eben ergueu o queixo, desafiador, mas então balançou a cabeça em negativa.
Rafe voltou a sentar-se na sua cadeira.
— Que bom. Agora, alguém traga um pouco de comida para o menino. Temos que conversar.
O coronel Bodeen sugeriu que era um bom momento para que os seus oficiais e suas esposas se retirassem pela noite. Todos foram embora, exceto pelo capitão Hague.
Aquilo era mais um interrogatório do que uma conversa. Eu, Rafe, Kaden, Griz, Tavish e Sven nos alternamos, fazendo perguntas enquanto devorávamos a comida.
Eben mal conseguira sair com vida. Ele estava no cercado mais afastado ao leste com Spirit quando foram atrás dele. Sua voz ficou trêmula quando ele mencionou o nome do jovem cavalo que teve que deixar para trás. Ele não sabia o que tinha ocorrido lá no terraço do Sanctum, mas viu Trahern, Iver e Syrus, um dos guardas da torre, matarem um coletor de fezes sem dizer uma palavra sequer. Ele sabia que havia algo errado, e, quando o avistaram, Eben sabia que seria o próximo. Ele saiu correndo, escondendo-se em cabines, celeiros, entre pilhas de feno, onde quer que pudesse enquanto os homens o perseguiam. Por fim, Syrus encurralou-o em um palheiro. Eben matou-o com um forcado no peito. Ele passou o restante do dia movendo-se de um esconderijo para o próximo, indo finalmente parar em uma sala abandonada na torre ao sul, onde ficou preso por dois dias. Foi lá que ele juntou as peças do que havia acontecido. Por causa da sua proximidade com Griz, ele acabara virando um alvo. Qualquer um que tivera conversas íntimas com a princesa, Griz, Kaden ou Faiwel era suspeito de ser traidor e seria sistematicamente caçado. Ele ouviu o grito dos assassinados. Eben fechou os olhos e achou que talvez não os pudesse abrir de novo. Quando os abriu, as pálpebras estavam pesadas e a visão turva. Não era o terror, mas sim a exaustão que o estava arruinando. Sua cabeça pendeu por um breve momento para o lado. Com o estômago cheio, ele mal conseguia ficar consciente.
— Onde foi que você ficou na torre sul? — perguntou Kaden.
— Logo abaixo do quarto do Komizar. Eu conseguia ouvir quase tudo através do cano da chaminé.
— Você sabe quem ele mandou para nos caçar? — questionei.
Eben soltou os nomes de todo mundo que tinha sido enviado atrás de nós. Ele os viu partirem de onde estava escondido. Nós havíamos matado no Vale dos Gigantes quase todos os homens que ele mencionara, exceto por aquele que não estava entre os nossos atacantes: Malich. O que queria dizer que ele ainda estava por aí em algum lugar.
— Eben — perguntei, antes que o perdesse completamente — o Komizar está no comando agora?
Eben olhou para mim, e o medo por um breve instante empurrara para o lado o estupor nos seus olhos. Ele assentiu como se estivesse com muito medo para falar o nome do Komizar.
— Os ghouls lá nas cavernas cuidaram dele com as próprias poções. O Komizar está diferente agora. Ele quer que todos nós sejamos mortos, e eu sou o único que não fez nada.
— Exceto ferir um dos meus homens — disse Rafe. — O que vou fazer em relação a isso?
— Foi só um arranhão no braço — disse Eben. — Provavelmente não vai nem mesmo precisar de pontos. Ele não deveria ter se metido no meu caminho.
Rafe olhou para o outro lado da sala, para o guarda que havia trazido Eben. O guarda assentiu, confirmando, e Rafe voltou-se de novo para o menino, dessa vez com um olhar mais austero.
— E a quem você é fiel, Eben? — ele perguntou.
— Não ao seu tipo — respondeu, com uma rangida de dentes erguendo o lábio, mas então ele abaixou a cabeça e sussurrou, com toda a miséria e confusão que o mundo podia conter — mas também não ao Komizar.
Ele havia sido expulso da única vida que conhecia... pela segunda vez. Seu foco voltou-se para a parede mais afastada e então a cabeça caiu junto da cadeira, os olhos se fecharam e a boca se abriu; ele, por fim, estava sucumbindo à exaustão. O garoto começou a cair para o lado, mas Rafe o segurou, pegando seu corpo mole nos braços.
— Eu já volto — ele falou, querendo dizer que ia levar Eben até os alojamentos do médico para dormir e dar uma olhada para ver como estava o soldado que ele havia cortado.
— Certifique-se de colocar um guarda de olho no moleque — disse Sven, em forma de lembrete, enquanto ele saía dali.
As passadas de Rafe foram sumindo, e o aposento estava pesado com o silêncio. Então umas poucas palavras murmuradas irromperam em meio aos oficiais. Palavras sem importância. Não eram como as palavras gritando dentro da minha cabeça.
O Komizar está no comando de Venda.
Essa era a verdade que eu sabia o tempo todo. A verdade que Rafe havia tentado negar. A verdade que até mesmo o Komizar conhecia enquanto jazia lá, sangrando: Não acabou. Até mesmo Dihara sussurrara para mim: Jei zinterr. Seja valente. Ela sabia que aquilo era apenas o começo. Ele quer que todos nós sejamos mortos. A visão que eu tivera de Civica quando estava lá no Sanctum permeava o ar diante de mim, como dedos de fumaça espiralada que ficaram esperando logo ali fora do meu campo de visão. A cidadela estava destruída, as ruínas eram apenas presas quebradas no horizonte, e montes em cima de montes de corpos ladeavam as entradas, como se fossem pedras empilhadas sobre uma muralha. Os gritos de uns poucos agrilhoados, para serem levados de volta a Venda como prisioneiros, pairavam no ar fumacento.
Seus gemidos eram tecidos em meio a outras vozes, as vozes de Rafe, do Komizar, do sacerdote e de Dihara também.

Vamos mandar uma mensagem, prometo.
É minha vez agora de me sentar em um trono dourado em Morrighan.
A ponte está destruída. Eles não têm nem mesmo como cruzar o rio.
O Dragão conhece apenas a fome.
Confie em seus dons, Arabella, quaisquer que sejam eles.
Nós os chamamos de nossos Garanhões da Morte.
Às vezes um dom requer um sacrifício imenso.
Você saberá o que precisa fazer.
Ande logo, senhorita.

Ou todos eles vão morrer. Esse último era um saber dentro de mim, tão certo quanto o nascer do sol. Eles vão morrer.
As brumas fumacentas diante dos meus olhos desapareceram, e eu me deparei com os olhares fixos de todos que estavam sentados em volta da mesa.
— Vossa Alteza? — disse Jeb, em um tom de cautela, as pupilas minúsculos pontinhos em seus olhos. Os olhares contemplativos de todo o restante das pessoas se pareciam muito com o dele. O que será que eles haviam visto no meu rosto?
Eu me levantei.
— Coronel Bodeen, vou partir logo cedo pela manhã, junto com Kaden. — Eu me virei para Griz e disse: — Uma vez que esteja completamente curado, você e Eben poderão nos alcançar e se juntar a nós em algum lugar em Morrighan, mas não pode cavalgar ainda. Eu preciso de você em boas condições físicas e de saúde, e não como uma preocupação extra. — Falei com rapidez e firmeza, não dando a Griz ou a quem quer que fosse uma oportunidade para protestar. — Coronel, nós precisaremos dos cavalos prontos, além de suprimentos extras, incluindo armas, se puderem nos ceder. Prometo que vou pagar...
— Do que você está falando?
A atenção de todo mundo voltou-se na direção da entrada da sala de jantar. Rafe estava lá parado, alto e formidável, com os olhos ardendo em chamas. Pelo seu tom de voz tenso, estava óbvio que ele havia me ouvido, mas repeti o que disse, de qualquer forma.
— Eu estava acabando de dizer ao coronel Bodeen que estou voltando para Morrighan pela manhã. Quaisquer dúvidas sobre o Komizar e suas intenções se foram agora, e eu...
— Lia, você e eu discutiremos isso depois. Por agora...
— Não — falei. — Nós já conversamos, Rafe, e não posso mais adiar. Estou de partida.
Ele cruzou a sala e segurou no meu cotovelo.
— Posso falar com você em particular, por favor?
— Uma conversa não vai mudar...
— Com licença — disse ele a todos enquanto me conduzia para fora da sala de jantar, com a mão apertada no meu braço. Ele fechou as portas atrás de nós e virou-se no pórtico para ficar cara a cara comigo. — O que exatamente acha que está fazendo lá dentro? Você não pode sair por aí dando ordens para os meus oficiais pelas minhas costas!
Pisquei, surpresa com a raiva imediata dele.
— Isso não foi feito pelas suas costas. Só faziam alguns minutos que você tinha saído.
— Não importa há quanto tempo eu tinha saído! Eu volto e você está dando ordens, pedindo por cavalos?
Eu me esforcei para manter a voz uniforme.
— Eu não estava gritando... como você está gritando agora.
— Se estou gritando, é porque nós já repassamos esse assunto, e não parece que você está me dando ouvidos! Eu disse a você que preciso de tempo.
— E tempo é um luxo que eu não tenho. Devo lembrá-lo de que é para cima do meu reino que eles estão indo, e não do seu? Eu tenho um dever para...
— Agora? — disse ele, jogando as mãos no ar. — Agora, de repente, você decide que o dever importa? Você não parecia ligar nem um pouco para isso quando me deixou no altar!
Fiquei com o olhar fixo nele, como se eu tivesse um enxame de abelhas dentro do meu peito, e desesperadamente tentava engolir a minha própria e crescente irritação.
— Estou me reagrupando e seguindo em frente com novas informações... exatamente como um tolo disse que era para eu fazer.
Ele cruzou o pórtico de madeira e depois voltou, as botas pontuando sua fúria crescente. Então, parou na minha frente.
— Eu não percorri e cruzei um continente inteiro e arrisquei as vidas de bons oficiais simplesmente para permitir que volte para um reino onde será morta.
— Você está presumindo o pior — falei, entredentes.
— Maldição, Lia, pode ter certeza de que estou! Você acha que brincar com a espada uma vez é suficiente para que esteja pronta para tomar um reino de assassinos traidores?
Brincar com a espada? Tremi com fúria com essa dispensa das minhas habilidades.
— Preciso lembrá-lo, rei Jaxon, de que todos os seus dedos estão intactos agora graças a mim? Você acha que estaria dando aulas de como manejar a espada sem eles? Aguentei semanas do Komizar colocando as patas em mim, me batendo e enfiando a língua na minha garganta para salvar a sua vida miserável! E também devo lembrá-lo de que derrubei quatro homens em nossa fuga? Você não está me deixando ir a lugar nenhum. Ainda cabe a mim a decisão de onde ir e o que fazer!
Ele não recuou, e seus olhos ficaram como aço derretido queimando-me com o seu calor.
— Não.
Olhei para ele, com ares de incerteza.
— O que quer dizer com não?
— Você não pode ir.
Uma bufada incrédula de ar escapou dos meus lábios.
— Você não pode me impedir.
— Acha mesmo que não? — Ele deu um passo mais para perto de mim, com o peito tão imponente quanto uma muralha. Os olhos dele reluziam como os de uma fera. — Esqueceu que sou o rei de Dalbreck? — grunhiu ele. — E eu que decido quem vem e quem vai?
— Você é um maldito de um tolo, isso sim, e estou de partida!
Ele virou-se em direção à extremidade do pórtico.
— Guardas!
Os sentinelas que estavam parados ao corrimão imediatamente deram um passo à frente.
 — Escoltem a princesa de volta aos seus aposentos — ele ordenou. — E postem quatro guardas para que garantam que ela não saia de lá!
Fiquei parada, pasma, sem acreditar no que estava acontecendo, tentando encontrar a minha voz.
— Você está me dizendo que deixei de ser prisioneira de um reino para me tornar prisioneira de outro?
— Você pode distorcer isso da maneira que quiser, e tenho certeza de que fará isso, mas irá até a sua tenda e vai ficar lá até recobrar o bom senso!
Voltei a olhar para os guardas, que me fitavam, com ansiedade, incertos a quanto a como proceder, até que Rafe se manifestou.
— Se ela não seguir de livre e espontânea vontade, têm a minha permissão para arrastá-la até lá.
Olhei com ódio para ele e dei meia volta, descendo os degraus batendo os pés, com os guardas seguindo-me bem nos meus calcanhares.

23 comentários:

  1. Era disso que eu tava falando! Vamos lá Lia, mostra quem manda nessa p* toda <3

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  2. Omg Omg isso vai dar ruim kkkkk mds e como vai dar ruim

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  3. Agr provavelmente ela vai deixa de amar Rafe e ficar com o Kaden 😢

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  4. EU SABIA......AAAAAAAAAAAAAAH

    SABS

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  5. Nossa.
    Se ela for eles vai a matar e perguntar depois

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  6. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH EU SABIAAAAAAAAAAA
    faltava pouco pra rolar uma cena a lá Tamlim

    acreditem em mim, a visão do Kaden deles juntos em Venda vai se realizar u.u

    Ass: Ana Rajaram

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  7. Haja
    Até que enfim Lia
    E Rafe seu idiota, nunca fui muito com a tua cara é desde o começo sou #TeamKaden

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  8. Crise Tamlim à toda

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  9. pq a Lia não desiste do Rafe E do Kaden e parte pra outra pessoa logo eu hein dois panacas

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  10. Sla gente. KKKKK tô achando que ela vai terminar sozinha KKKKK

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  11. TAMLIN FEELINGS :(
    ainda sou #TeamRafe , mas agora quero muito que ela mande ele pra aquele lugar e fuja.

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  12. O quão imprudente ela está sendo, não culpo Rafe por tentar salvá-la de ser morta pelo seu próprio reino. #TeamRafe

    ~ evy

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  13. Tava demorando para o rafe dar o ataque tamlin..kkkk

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  14. Eu não queria que isso acontecesse, gosto tanto do Rafe e ele faz essa besteira sem tamanho. Ele prometeu a Lia que iria com ela, que não deixaria os reinos atrapalharem que eram e agora faz isso? A Lia não merece isso de forma nenhuma, estou com o coração partido, e se isso não for amenizado, porque não dá para ser desfeito, vou torcer para que ela não fique com nenhum que apareceu até agora, ela é foda demais para ficar com gente escrota.

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  15. Rafe vc tá estragando tudo cara 😭😭😭

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  16. "— Agora? — disse ele, jogando as mãos no ar. — Agora, de repente, você decide que o dever importa? Você não parecia ligar nem um pouco para isso quando me deixou no altar!"

    Isso pra mim encerrou a conversa. Ela só tá putassa porque tá sendo contrariada. Ele não manda nela, ok. Mas ela é tão inteligente pra tá agindo com impulssividade. Saber se defenxer não significa vencer meia duzia de soldados carniceiros que encontrar no caminho. Aloooou. O cara quer ir com ela, só pediu pra esperar. Vamos ser racional. Ela tá sendo tola sim.

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  17. Parece que o tamlim dentro do rafe veio a tona

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Boa leitura, E SEM SPOILER!