16 de fevereiro de 2018

Capítulo 2

O Saguão do Sanctum era um pouco maior do que uma deplorável taverna cavernosa. Suas paredes poderiam conter quatro tavernas como as de Berdi. O lugar cheirava a cerveja ale derramada, palha úmida e excesso de indulgência. Suas quatro paredes eram ladeadas por colunas, e o lugar era iluminado por tochas e lanternas. O alto teto estava coberto de fuligem, e havia uma imensa mesa de madeira rústica ali, pesada e maltratada, no centro do ambiente. Havia canecas de cerveja de peltre em cima da mesa ou pendendo de corpulentos punhos cerrados.
Os líderes.
Kaden e eu ficamos hesitantes no passadiço obscuro atrás das colunas, mas os líderes cumprimentavam o chievdar e sua guarda pessoal com gritos exultados e tapas nas costas. Canecas de cerveja foram oferecidas e erguidas aos soldados que retornavam, com chamados pedindo que trouxessem mais cerveja ale. Eu vi Eben, mais baixo do que alguns dos meninos que ali serviam, erguendo um copo de peltre até os lábios. Um soldado voltando para casa, que nem o restante. Kaden empurrou-me de leve para trás de um jeito protetor, mas, ainda assim, analisei o aposento tentando avistar o Komizar, tentando ficar pronta... preparada para o que estava por vir. Vários dos homens eram imensos, como Griz, e alguns eram até mesmo maiores do que ele, e eu me perguntava que tipo de criaturas, tanto humanas quanto feras, esta estranha terra produzia. Mantive os olhos fixos em um deles. Ele rosnava cada palavra que dizia, e os meninos que corriam de um lado para o outro, apressados, mantinham uma ampla e respeitosa distância dele. Eu achava que aquele tinha que ser o Komizar, mas vi os olhos de Kaden esquadrinhando o ambiente também, e ele não deu muita atenção ao bruto corpulento.
— Estas são as Legiões dos Governadores — disse ele, como se tivesse lido minha mente. — Eles são os regentes das províncias.
Venda tinha províncias? E uma hierarquia também, além de assassinos, saqueadores, e um Komizar com mãos de ferro? Os governadores se diferenciavam dos criados e dos soldados pelas dragonas de pele negra em seus ombros, pele essa que era coroada com uma fivela de bronze na forma de um dente exposto de um animal, o que fazia com que seus físicos parecessem duas vezes mais amplos e formidáveis.
A comoção chegou a urros ensurdecedores, que ecoavam pelas paredes de pedra e pelos pisos descobertos. Havia apenas um monte de palha em um canto do aposento para absorver qualquer ruído. Os meninos estacionaram os carrinhos de espólios ao longo de uma fileira de pilastras, e os governadores examinavam detalhadamente a pilhagem, erguendo espadas, testando pesos e esfregando os antebraços em peitorais de armaduras para poli-las e tirar dali o sangue seco. Eles examinavam as coisas como se estivessem em um mercado. Vi um deles pegar uma espada que tinha um jaspe vermelho em sua empunhadura. A espada de Walther. Meu pé moveu-se automaticamente para frente, mas eu me segurei e o forcei a voltar para onde estava. Ainda não.
— Espere aqui — sussurrou Kaden, dando um passo para fora das sombras. Aproximei-me alguns poucos centímetros de uma das pilastras, tentando orientar-me. Vi três corredores escuros que davam para o Saguão do Sanctum, além daquele pelo qual havíamos entrado. Para onde será que eles davam? Será que eram guardados como aquele atrás de mim? E o mais importante de tudo: será que algum deles me conduziria até Rafe?
— Onde está o Komizar? — perguntou Kaden em vendano, não falando com ninguém em particular, sua voz mal cortando o ruído da comoção. Um dos governadores virou-se, depois foi a vez de mais um fazer o mesmo. O aposento ficou repentinamente quieto.
— O assassino está aqui — disse uma voz anônima em algum lugar na outra extremidade.
Seguiu-se uma pausa desconfortável e depois um dos governadores mais baixos, um homem corpulento e pesado com múltiplas tranças ruivas que caíam e passavam pelos ombros, foi com tudo para a frente e jogou os braços em volta de Kaden, dando-lhe as boas-vindas de volta a seu lar. O barulho recomeçou, mas em um nível notavelmente mais baixo, e eu ponderava sobre o efeito que a presença de um assassino tinha sobre eles. Isso me fez lembrar de Malich e da forma como ele havia reagido a Kaden na longa jornada cruzando o Cam Lanteux. Ele tinha sangue nos olhos e estava pau a pau com Kaden, mas, ainda assim, recuou quando este manteve e defendeu sua posição.
— O Komizar foi chamado — disse o governador a Kaden. — Isto é, se ele vier. Ele está ocupado com...
— Uma visita — disse Kaden, finalizando a frase do homem.
O governador deu risada.
— Isso ela é mesmo. O tipo de visita que eu gostaria de ter.
Mais governadores vieram explorar o local, e um deles, com um longo nariz torto, enfiou uma caneca de cerveja na mão de Kaden. Ele deu as boas-vindas a ele e repreendeu-o por ficar longe dali por tanto tempo, de férias. Um outro governador censurou-o de forma severa, dizendo que ele passava mais tempo longe de Venda do que passava ali.
— Eu vou aonde o Komizar me manda ir — foi a resposta de Kaden.
Um dos outros governadores, tão grande quanto um touro e com um peito tão largo quanto o de um, ergueu sua bebida em um brinde.
— Assim como todos nós fazemos — foi a réplica dele, que jogou a cabeça para trás, tomando um longo e relaxado gole da bebida. A cerveja ale espirrava pelas laterais de sua caneca e escorria por sua barba até o chão. Até mesmo esse gigante taurino dava um pulo quando o Komizar estalava os dedos, e ele não tinha medo de admitir isso.
Embora eles falassem apenas em vendano, eu conseguia entender quase tudo que diziam. Eu sabia bem mais do que apenas as palavras mais simples de Venda. Semanas de imersão no idioma deles enquanto cruzava o Cam Lateux haviam curado a minha ignorância.
Enquanto Kaden respondia às perguntas deles sobre sua jornada, meu olhar contemplativo fixou-se em um outro governador, que puxava do carrinho uma bainha de ombro feita com fineza e tentava forçá-la a caber em sua barriga generosa. Eu me senti zonza, enjoada, e depois a fúria borbulhava, subindo e passando por minhas veias. Cerrei os olhos. Ainda não. Não seja morta nos primeiros dez minutos. Isso pode ficar para depois.
Inspirei fundo em quando abri os olhos de novo, avistei um rosto nas sombras. Havia alguém me observando do outro lado do saguão. Eu não conseguia desviar o olhar. Apenas um talho de luz iluminava sua face. Seus olhos escuros eram inexpressivos, porém, ao mesmo tempo, cativantes, fixos como os de um lobo caçando à espreita de sua presa, sem pressa de lançar-se para a frente, confiante. Ele apoiou-se casualmente em uma pilastra, um homem mais jovem do que os governadores, como rosto liso, exceto por uma precisa linha de barba no queixo e um bigode fino e precisamente cortado. Seus cabelos escuros estavam despenteados, com cachos curvando-se logo acima de seus ombros.
Ele não usava dragonas de pelos nos ombros, como um governador, nem as vestimentas de couro de um soldado. Trajava apenas uma calça bege e uma camisa branca soltinha, e certamente não tinha pressa alguma de ocupar-se com ninguém, então também não se tratava de um criado. Ele passou os olhos por mim como se estivesse entediado e captou o restante da cena: os governadores enfiando as patas nos carrinhos e exagerando na cerveja ale. Depois ele olhou para Kaden. Eu o vi observando Kaden.
Senti um calor passando pelo meu estômago.
Ele.
Ele saiu de perto da pilastra e entrou no meio da sala. Com seus primeiros passos eu soube: aquele era o Komizar.
— Sejam bem-vindos ao lar, camaradas! — ele gritou. O aposento ficou instantaneamente em silêncio. Todo mundo virou-se na direção da voz, inclusive Kaden. O Komizar caminhava devagar pela área e qualquer um que estava em seu caminho ia para trás. Eu saí das sombras para ficar em pé ao lado de Kaden, e um baixo ribombo ecoou pelo aposento.
O Komizar parou a poucos metros de nós e ficou encarando Kaden. Depois, por fim, veio para frente para dar-lhe um sincero abraço de boas-vindas.
Quando soltou Kaden e deu um passo para trás, ele olhou para mim com um olhar contemplativo, frio e inexpressivo. Eu não conseguia acreditar muito bem que este fosse o Komizar. Seu rosto era liso e desprovido de rugas, ele era um homem apenas alguns anos mais velho do que Walther, mais como um irmão mais velho para Kaden do que um líder apavorante. Ele não era exatamente o formidável Dragão da Canção de Venda... aquele que bebia sangue e roubava sonhos. Sua estatura era apenas mediana, e nada havia de intimidante em relação a ele, exceto por seu olhar fixo e inabalável.
— O que é isso? — ele perguntou em um morriguês quase tão impecável quanto o de Kaden, assentindo com a cabeça na minha direção. Um jogador. Ele sabia exatamente quem eu era e queria certificar-se de que eu entendia todas as palavras.
— Princesa Arabella, Primeira Filha da Casa de Morrighan — foi a resposta de Kaden.
Mais uma onda de silêncio contida passou pelo aposento. O Komizar deu risada.
— Ela? Uma princesa?
Devagar, ele andou em círculos em volta de mim, visualizando os trapos que eu vestia e minha imundície, como em descrença. Ele parou um pouco ao meu lado, onde o tecido do meu ombro estava rasgado e meu kavah, exposto. Ele murmurou um baixo Hummm, como se estivesse se divertindo levemente, e depois passou o dedo pela extensão do meu braço. Minha pele ficou arrepiada, mas ergui o queixo, uma mosca zumbindo pelo aposento. Ele completou seu círculo até que ficou cara a cara comigo outra vez. O Komizar soltou um grunhido.
— Ela não é muito impressionante, não? No entanto, por outro lado, a maioria dos membros da realeza não é muito impressionante. São quase tão impressionantes quanto uma tigela de mingau preparada há uma semana.
Apenas um mês atrás, eu teria mordido a isca do comentário, estraçalhando-o com umas poucas palavras fogosas, mas agora eu queria fazer bem mais do que insultar. Contemplei o olhar do Komizar com um dos meus, equiparando minha expressão vazia à dele. Ele esfregou o dorso de sua mão ao longo da linha fina e cuidadosamente esculpida barba, estudando-me.
— Foi uma longa jornada — explicou-se Kaden. — Uma jornada dura para ela.
O Komizar ergueu as sobrancelhas, fingindo surpresa.
— Não precisava ter sido — disse ele, elevando a voz de modo que todo o salão com certeza ouviria, embora suas palavras ainda fossem direcionadas a Kaden. — Sabe, eu me lembro de ordenar que você cortasse a garganta dela, e não que trouxesse para cá como se fosse um animal de estimação.
A tensão emitia faíscas no ar. Ninguém erguia uma caneca de cerveja aos lábios. Ninguém se movia. Talvez eles estivessem esperando que o Komizar fosse andando até os carrinhos, sacasse uma espada e fizesse minha cabeça sair rolando pelo meio da sala, o que, aos olhos deles, era um direito dele. Kaden o havia desafiado.
Mas havia alguma coisa entre Kaden e o Komizar, algo que eu não entendia muito bem. Alguma forma de domínio.
— Ela tem o dom — explicou Kaden. — Achei que seria mais útil para Venda viva do que morta.
Com a menção da palavra dom, eu vi olhares de relance serem trocados entre os criados e os governadores; no entanto, ainda assim, ninguém disse qualquer palavra. O Komizar abriu um sorriso que era, ao mesmo tempo, de dar arrepios e magnético. Senti leves pontadas no meu pescoço. Aquele era um homem que sabia como controlar uma sala com o mais leve toque. Ele estava mostrando sua mão. Se eu conhecesse suas forças, poderia descobrir suas fraquezas também. Todo mundo tem fraquezas. Até mesmo o temido Komizar.
— O dom! — ele riu e virou-se para todo o restante do pessoal, esperando que eles rissem muito, o que eles fizeram.
Ele voltou a olhar para mim, já sem o sorriso no rosto, e depois esticou a mão e tomou a minha na dele. Ele examinou meus machucados, roçando com gentileza com o polegar no dorso da minha mão.
— Ela tem língua?
Desta vez foi Malich quem deu risada, andando até a mesa no centro do aposento e batendo sua caneca nela com tudo.
 — Como a de uma hiena gargalhante. E a mordida dela é tão ruim quanto.
chievdar pronunciou-se, concordando com ele. Murmúrios ergueram-se, vindos dos soldados.
— E, ainda assim — disse o Komizar, virando-se de costas para mim — ela permanece em silêncio.
— Lia — sussurrou Kaden, cutucando-me com o braço — você pode falar.
Olhei para Kaden. Ele achava que eu não sabia disso? Ele realmente achava que fora por conta do seu aviso que eu me silenciara? Eu tinha sido silenciada vezes demais por aqueles que exerciam poder sobre mim. Não aqui. Minha voz seria ouvida, mas eu haveria de falar apenas quando isso servisse aos meus propósitos. Não traí qualquer palavra ou expressão. O Komizar e seus governadores não eram diferentes das multidões por quem eu tinha passado no meu caminho até aqui. Eles estavam curiosos. Uma verdadeira princesa de Morringhan. Eu estava em exibição. O Komizar queria que eu fizesse um show na frente dele e de sua Legião de Governadores. Será que eles esperavam que eu cuspisse joias da minha boca? Era mais provável que qualquer palavra que eu dissesse fosse se deparar com zombaria, assim como havia acontecido com a minha aparência. Ou com o dorso da mão dele. Havia apenas duas coisas que um homem na posição do Komizar esperava, desafio ou submissão, e eu estava certa de que nenhuma das duas melhoraria minha situação.
Embora minha pulsação tivesse se acelerado, não deixei de contemplar o olhar dele. Pisquei devagar, como se estivesse entediada. Sim, Komizar, eu já aprendi seus tiques.
— Não se preocupem, meus amigos — disse ele, acenando com a mão no ar e dispensando o meu silêncio. — Há tanta coisa sobre o que falar. Como tudo isso! — Ele fez uma varredura pelo aposento com um movimento de mão, de uma ponta à outra, apontando para os carrinhos. — O que temos aqui?
Ele começou em uma das extremidades, indo de um dos carrinhos até o outro, escavando em meio à pilhagem. Notei que, embora os governadores tivessem procurado as coisas no carrinho, parecia que nada tinha sido pego ainda. Talvez eles soubessem que tinham que esperar que o Komizar fizesse suas escolhas primeiro. Ele ergueu uma machadinha, passando o dedo ao longo de sua lâmina, assentindo como que impressionado, e depois passou para o próximo carrinho, tirando dali uma cimitarra e girando-a à sua frente. Seu xing cortou o ar e atraiu comentários cheios de aprovação. Ele sorriu.
— Você se saiu bem, chievdar.
Bem? Massacrando um bando de homens jovens?
Ele jogou a lâmina curva de volta para dentro do carrinho e passou para o próximo.
— E o que é isso? — O homem esticou a mão ali dentro e puxou dali uma longa tira de couro. A bainha de ombro de Walther.
Não a dele. A de qualquer um, menos a dele. Senti meus joelhos ficarem enfraquecidos, e um leve ruído escapou da minha garganta. Ele virou-se na minha direção, erguendo a bainha do meu irmão.
— A modelagem é excepcional, você não acha? Olhe para as vinhas. — Ele deslizou devagar a faixa pelos dedos. — E o couro, tão macio. Algo adequado para um príncipe coroado, não? — Ele ergueu a bainha por sobre sua cabeça e ajustou-a cruzando seu peito enquanto vinha andando de volta à distância de um braço. — O que você acha, Princesa?
Lágrimas assomaram-se rapidamente aos meus olhos. Eu também tinha, como uma tola, mostrado minha mão. Eu ainda estava sentindo muita dor com a perda de Walther para pensar. Desviei o olhar, mas ele agarrou meu maxilar, afundando os dedos na minha pele. O Komizar me forçou a voltar a olhar para ele.
— Está vendo, Princesa, este é o meu reino, não o seu, e eu tenho maneiras de fazer com que você fale... maneiras que você nem mesmo conseguiria começar a  compreender. Você cantará como um canário aparado se eu comandá-la a fazê-lo.
— Komizar. — A voz de Kaden estava baixa e séria.
Ele me soltou e abriu um sorriso, acariciando minha bochecha com gentileza.
— Eu acho que a princesa está cansada de sua longa jornada. Ulrix, leve-a para sala de espera um instante, para que eu e Kaden possamos conversar. Temos muito o que discutir.
Ele olhou de relance para Kaden, com o primeiro sinal de raiva lampejando em seus olhos.
Kaden olhou para mim, hesitante, mas não havia nada que ele pudesse fazer.
— Vá — disse ele. — Vai ficar tudo bem.

* * *

Assim que estávamos fora do campo de visão de Kaden, os guardas praticamente me arrastaram pelo corredor, com suas abotoaduras entrando em meus braços. Eu ainda sentia a pressão das mãos do Komizar em meu rosto. Meu maxilar latejava onde ele havia afundado os dedos. Em apenas uns breves minutos, ele tinha notado algo com o que eu me importava profundamente e fizera uso disso para me ferir e, no fim das contas, me enfraquecer. Eu havia me preparado para apanhar ou ser chicoteada, mas não havia me preparado para aquilo. A visão ainda fazia meus olhos arderem: a bainha de ombro do meu irmão orgulhosamente estirada no peito do inimigo na mais cruel provocação, esperando que eu desmoronasse. O que realmente tinha acontecido.
Primeira rodada vencida pelo Komizar. Ele havia me surpreendido no ataque, não com rápida condenação nem força bruta, mas com furtividade e cuidadosa observação. Eu teria de aprender a fazer o mesmo.
Minha indignação foi aumentando enquanto os guardas me empurravam rudemente pelo corredor escuro, parecendo regozijarem-se com o fato de terem um membro da realeza a sua mercê. Na hora em que eles pararam em frente a uma porta, meus braços estavam dormentes sob suas pegadas. Eles destrancaram a porta e me jogaram dentro de uma sala às escuras. Caí, com a pedra áspera cortando meus joelhos. Permaneci ali, pasmada e arqueada no chão, inspirando o ar com cheiro de bolor e imundície. Apenas três feixes de luz eram filtrados pelas ranhuras na parede superior do lado oposto ao que eu estava. Enquanto meus olhos se ajustavam à escuridão, vi um pequeno tapete cheio de palha, cujo estofamento estava vazando no chão, um baixo banco de três pernas e um balde. A sala de espera deles tinha todo o conforto de uma cela bárbara. Apertei os olhos no escuro, tentando enxergar melhor sobre a luz fraca, mas então ouvi um barulho. Um arrastar no canto. Eu não estava sozinha.
Havia alguém — ou alguma coisa — no aposento comigo.

4 comentários:

  1. Sera que lia acabará com o komizar? Sério, mostrol tantas sensações, além de que na sinopse do livro que mostra ela tendo uma outra visão com disrespeito aos bárbaros 😶

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  2. Acho que o Kaden tem alguma história com o Komizar #ansiosissima para saber

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Boa leitura! E SEM SPOILER!