2 de fevereiro de 2018

Capítulo 28

Uma névoa rosa e açucarada cobria o céu, e o sol começava sua subida acima da montanha. Cada lado da estrada estava repleto de gente, todo mundo em Terravin esperando para ser conduzido na procissão que saudaria o início dos dias sagrados. Um murmúrio reverente farfalhava em meio à multidão ali reunida, a santidade encarnada, como se os deuses estivessem entre nós.
Talvez estivessem.
O Festival da Liberação havia começado. No meio da estrada, esperando para liderar as multidões, havia dezenas de mulheres e meninas, jovens e velhas, de mãos dadas, vestidas em farrapos.
Todas as Primeiras Filhas de Terravin.
Berdi e Pauline estavam entre elas.
Era a mesma procissão que a minha mãe conduzia em Civica, que ela conduziria lá hoje. A mesma procissão em que eu caminhava apenas alguns passos atrás de minha mãe porque éramos as Primeiras Filhas do Reino, abençoadas até mesmo acima das outras, contendo dentro de nós o mais forte dom de todos.
A mesma procissão, às vezes imensa, às vezes frequentada apenas por um punhado de fiéis, estava sendo realizada em cidades, aldeias e vilarejos por toda Morrighan. Analisei as faces das Primeiras Filhas que se alinhavam, plenas de expectativas, confiantes, curiosas, resignadas, algumas imaginando que tinham o dom, outras sabendo que não tinham, algumas na esperança de que ele ainda pudesse vir. Entretanto, a maioria assumiu seu lugar no meio da estrada simplesmente porque era tudo o que sabia fazer. Era a tradição.
Os sacerdotes fizeram um último chamado para que quaisquer outras Primeiras Filhas se juntassem a elas. Gwyneth estava apertada ao meu lado na multidão. Ouvi quando ela suspirou. Balancei a cabeça em negativa.
E então a cantoria começou.
A canção de Morrighan erguia-se e baixava em gentis e humildes notas, uma súplica aos deuses por orientação, um coro de gratidão por sua clemência. Todos nós ficamos para trás, vestindo nossos próprios farrapos, com os estômagos rugindo porque este era um dia de jejum, e seguimos nosso caminho até a Sacrista para os santíssimos sacramentos, os agradecimentos e as preces.
Eu achei que Rafe e Kaden não tivessem vindo. Já que era um dia de fastio, Berdi não havia servido a refeição matinal; no entanto, logo antes de chegarmos à Sacrista, eu os avistei em meio à multidão. Gwyneth também os viu. Cabeças eram baixadas, vozes erguiam-se somente seguindo a canção, mas ela veio sorrateiramente para o lado e sussurrou:
— Eles estão aqui.
Era como se a presença deles fosse tão milagrosa quanto os deuses conduzindo os Remanescentes para longe da destruição. E talvez fosse.
De repente, Gwyneth avançou até alcançar a pequena Simone e os pais dela. Os cabelos da mãe de Simone eram grisalhos, e os cabelos do pai dela eram brancos como a neve, ambos velhos demais para serem pais de uma criança tão nova, mas às vezes o céu trazia presentes inesperados. Segurando a mão de Simone, a mulher assentiu, indicando que notara a presença de Gwyneth, e todos eles caminharam juntos. Notei que até mesmo a pequena Simone, sempre impecavelmente vestida quando eu a tinha visto nas vezes em que fui fazer algo na cidade, havia conseguido achar trapos para usar. E então, caminhando apenas alguns passos atrás deles, percebi que os cachos cor de morango da saltitante criança eram apenas um tom mais claros do que os de Gwyneth.
Chegamos à Sacrista e a multidão se dispersou. O santuário era grande, mas não grande o bastante para conter toda a população de Terravin, junto com os visitantes que vieram à cidade para os oito dias altamente sagrados do festival. Os mais velhos e as Primeiras Filhas foram convidados a entrarem no santuário, mas o restante teve que encontrar lugares nos arredores, nos degraus, na praça, no pátio da pequena gruta ou no cemitério, onde mais sacerdotes entoariam os ritos para que todos ouvissem. A multidão diminuiu, todos encontrando um lugar onde passariam a maior parte do dia cantando as preces. Fiquei para trás, na esperança de encontrar Kaden e Rafe, mas os perdi de vista. Por fim, fui andando até o cemitério, o último lugar em que havia algum espaço para se ajoelhar.
Coloquei meu tapete no chão e meu olhar contemplativo se deparou com o do sacerdote nos degraus dos fundos da Sacrista. Ele olhava para mim, esperando. Eu não o conhecia. Nunca havia me encontrado com ele, mas, com todo o tempo que Pauline havia passado lá, talvez ela tivesse dito alguma coisa. Talvez ela até mesmo tivesse confessado as nossas verdades, mas eu sabia que os sacerdotes eram atados pelo selo do silêncio da confissão. Ele continuava a me observar, e, assim que me ajoelhei, começou a entoar os ritos, iniciando pela história da devastação.
Eu conhecia a história. Já a havia memorizado. Todos a sabiam de cor. Para que não repitamos a História, as fábulas são passadas de pai para filho, de mãe para filha. A história era contada em todos os barracos, em todas as cabanas apinhadas de gente, em todas as grandes mansões, com os mais velhos repassando-as para os mais novos. Regan gostava de contá-la para mim e fazia isso com frequência, embora sua versão fosse decididamente mais apimentada do que a de nossa mãe, com mais sangue, batalhas e feras selvagens. A minha tia Cloris generosamente a temperava com obediência, e a versão da minha tia Bernette apresentava proeminentemente a aventura da libertação, mas eram essencialmente a mesma história, e não tão diferente assim daquela que o sacerdote contava agora.
Os Antigos julgavam-se apenas um degrau abaixo dos deuses, orgulhosos em seu poder sobre o céu e a terra. Eles controlavam a noite e o dia com as pontas dos dedos; voavam pelos céus; sussurravam, e suas vozes retumbavam acima dos cumes das montanhas; ficavam com raiva e o solo tremia de medo...
Tentei me concentrar na história, mas quando ele disse a palavra medo, aquilo desengatilhou o medo em mim mesma. Eu vi novamente o olhar fixo e inexpressivo da morte de uma marionete com juntas ensanguentadas, aquela que havia me assombrado em meus sonhos na noite passada. Não diga nenhuma palavra. Até mesmo nos meus sonhos, eu havia sido desobediente e me pronunciado. Ficar em silêncio não era o meu forte.
Sempre soube que tanto o Chanceler quanto o Erudito não gostavam de mim, mas nunca achei que fossem enviar alguém para me matar. Um caçador de recompensas deveria levar o acusado de volta para encarar a justiça por atos de traição. Aquele homem não era nenhum caçador de recompensas. Ele poderia ter me levado de volta viva para enfrentar a execução. Seria possível que meu pai partilhasse do plano deles, ansioso para se livrar discretamente de mim de uma vez por todas? Não o seu próprio pai, Pauline havia dito. Eu não estava mais tão certa disso.
Balancei a cabeça em negativa, lembrando-me daquela noite em que eu havia entrado às escondidas no escritório do Erudito. Por que eu deixara o bilhete? Sabia que aquilo só colocaria lenha na fogueira de fúria dele, mas não me importei. Não me trouxe nenhuma alegria ver o bilhete bem preso na mão do homem que me atacava, mas, que me salvem os deuses, eu rira alto quando o escrevi nos papéis do próprio Erudito. Ele teria sabido quem fizera aquilo, mesmo que eu não tivesse deixado bilhete algum. Eu era a única ladra possível na cidadela, mas queria ter certeza de que ele saberia que eu cometera o roubo. Eu só podia imaginar a cara do Chanceler quando o Erudito mostrasse o bilhete para ele. Até mesmo se os livros não tivessem nenhum valor, ao deixar o bilhete, eu havia aumentado a aposta. Além de fugir do casamento cuidadosamente arranjado por eles, eu os havia provocado. Era impensável. Eles eram as pessoas mais poderosas do gabinete do meu pai, junto com o Vice-Regente, mas eu havia mostrado a ambos que tinha pouca consideração por seus poderes ou por suas posições. Deixar o bilhete havia me devolvido um pouco de controle. Eu tinha algo sobre eles, cujos segredos não estavam tão bem guardados agora, mesmo se esse segredo fosse algo tão pequeno quanto um velho livro que não haviam devidamente incluído no arquivo real.
Na noite passada, depois que Pauline caiu no sono, empurrei a cadeira até o guarda-roupa, em pé em cima dela, estiquei a mão sobre o conteúdo ali erguido e tateei em busca da caixa que embrulhei com tecido. Eu não sabia ao certo por que havia guardado aquilo ali. Talvez porque o Erudito mantivesse a caixa escondida, achei que deveria fazer o mesmo. Estes livros não eram para os olhos de todos. Peguei os volumes frágeis e os coloquei em cima da mesa. A lanterna lançava um brilho dourado e cálido em cima de suas já amareladas páginas.
Ambos eram finos, pequenos livros atados em um couro macio em alto-relevo que mostrava sinais de danos, marcas de queimaduras nas bordas, como se tivessem sido jogados ao fogo. Um estava bem mais chamuscado do que o outro, e sua última página estava faltando quase por completo, parecendo ter sido arrancada às pressas, exceto por umas poucas letras no canto superior. O outro livro estava escrito em um estilo de garatuja que eu nunca tinha visto antes. Nenhum deles era similar a nenhum dos dialetos de Morrighan que eu conhecia, mas havia muitas línguas obscuras que acabaram morrendo. Eu imaginava que essas estranhas palavras estavam redigidas em um dos idiomas perdidos.
Virei as páginas frágeis com muito cuidado, analisando-as durante uma hora. No entanto, apesar de minha facilidade com idiomas, não fiz progresso algum. Algumas palavras pareciam ter as mesmas raízes de palavras em morrighês, mas até mesmo perceber essas raízes similares não era o bastante. Eu precisava de uma chave mais profunda, e o único arquivo em Terravin ficava na Sacrista. Talvez eu tivesse que me tornar amigável com os clérigos daqui.
O sacerdote desceu os degraus, caminhando em meio aos veneradores, contando mais da história, com a voz forte e ardente.

Eles ansiavam por informações, e nenhum mistério ficava escondido deles, cujo conhecimento foi ficando mais forte, enquanto a sabedoria foi enfraquecendo, e eles ansiavam por mais e mais poder, esmagando os indefesos.
Os deuses viram a arrogância e o vazio do coração deles, então enviaram o anjo Aster para que arrancasse uma estrela do céu e a jogasse com tudo na terra, e a poeira e os oceanos ergueram-se tão alto que afogaram os injustos. No entanto, uns poucos foram poupados... não aqueles fortes de corpo ou de mente, mas aqueles que tinham corações humildes e puros.

Pensei em Pauline, ninguém era mais pura e humilde de coração do que ela, o que a tornava presa fácil para os corações mais sombrios. Embora este fosse o mais sagrado dos dias, deixei escapar um xingamento murmurado para Mikael. Uma mulher mais velha que estava perto de mim abriu um sorriso, pensando que meus murmúrios ferventes me marcavam como uma devota.
Retribuí o sorriso e voltei minha atenção para o sacerdote.

Restou apenas uma pequena porção de toda a terra. Eles aguentaram três gerações de testes e provações, separando o joio do trigo, os mais puros daqueles que ainda se voltavam para as trevas. Aqueles de coração sombrio, eles os lançaram mais a fundo ainda na devastação. No entanto, apenas uma, a Primeira Filha de Harik, uma menina humilde e sábia chamada Morrighan, viu-se caindo nas graças dos deuses.
Para Morrighan, eles mostraram o caminho da segurança, para que ela pudesse levar os Remanescentes escolhidos até um lugar onde a terra seria curada, um local onde a criação poderia começar novamente.

Morrighan foi fiel à orientação deles, e os deuses ficaram satisfeitos. Ela foi entregue em casamento a Aldrid e, para todo o sempre, as filhas de Morrighan, assim como todas as gerações de Primeiras Filhas, foram abençoadas com o dom, uma promessa e uma lembrança de que os deuses nunca mais destruiriam a terra, contanto que houvesse corações puros para ouvi-los.
Os ritos prosseguiram por toda a manhã até o meio-dia, até que as Primeiras Filhas administraram a quebra do jejum, assim como a jovem menina Morrighan havia feito tanto tempo atrás quando conduzira os famintos até um local de plenitude. Avistei Pauline nos degraus do pórtico sombreado, colocando pão nas mãos dos adoradores, e Berdi, do outro lado da Sacrista, fazendo o mesmo. Uma outra Primeira Filha me serviu, e quando o último pedaço de pão havia sido distribuído, sob a orientação do sacerdote, todos partilharam dele juntos. A essa altura, meus joelhos doíam e meu estômago estava se revirando com xingamentos, berrando com o insultante e pequeno pedaço de pão.
Quando o sacerdote proferiu as palavras de despedida — “Então, que assim seja...” —, todo mundo acordou e ofereceu um retumbante “Para todo o sempre”.
Os adoradores levantaram-se lentamente, endurecidos de um longo dia de preces, prontos para retornarem a seus lares para a tradicional e plena quebra do jejum. Eu voltei andando, sozinha, me perguntando onde haviam ido Kaden e Rafe. Estirei meu ombro, encolhendo-me de dor. Havia ainda trabalho a ser feito na estalagem para a refeição da noite. Era um festival sagrado, e a maior parte das pessoas fazia a observação em suas próprias casas.
Muitos dos adoradores que não eram da cidade iam até à refeição pública oferecida na Sacrista, então, provavelmente apenas uns poucos hóspedes da estalagem jantariam lá. O cardápio do dia era pombo assado, nozes, feijões-anões, bagas, verduras silvestres, todos comidos de um prato comunitário, exatamente como a primeira e simples refeição que Morrighan havia servido aos Remanescentes escolhidos. No entanto, havia outros detalhes cerimoniais dos quais era preciso cuidar, especialmente a preparação da sala de jantar. Por mais que meu estômago roncasse pedindo comida, meu corpo machucado suplicava por um banho quente, e não sabia ao certo pelo que eu mais ansiava.
A última e leve subida até a estalagem foi particularmente injusta com meu tornozelo.
Entre a comida e um banho, pensei em Rafe e nas guirlandas que ele havia me trazido. Trazer as trouxinhas que eu deixara cair era uma coisa, mas o esforço de encontrar as mesmas guirlandas para substituir aquelas que ficaram esmagadas ainda me deixava perplexa — especialmente com a outra tarefa vil da qual ele teve que cuidar. Era tão difícil entendê-lo. Em um instante os olhos dele estavam cheios de calor, no seguinte, eram frios como o gelo; em um minuto ele era atencioso, no outro, ele me dispensava e se afastava. Qual seria a batalha que estava sendo travada dentro dele? Arrumar outras guirlandas para substituir as que foram esmagadas foi um gesto além da bondade. Havia uma ternura sem palavras em seus olhos quando ele as estirou para mim. Por que eu não poderia...?
— Você ainda está mancando.
O calor fluiu pelo meu corpo, minhas juntas foram soltando-se e ficando quentes, tudo de uma vez. A voz dele era suave ao meu ouvido, o ombro dele roçando casualmente no meu. Não me virei para olhar para ele, apenas o senti alcançando meus passos, ficando perto de mim.
— No fim das contas, você é um devoto — falei.
— Hoje tive necessidade de falar com os deuses — ele respondeu. — A Sacrista é um lugar tão bom quanto qualquer outro.
— Você foi lá para oferecer seus agradecimentos?
Ele pigarreou.
— Não, a minha raiva.
— Você é tão valente a ponto de ir estender seu punho cerrado para os deuses?
— Dizem que os deuses honram uma língua verdadeira. Eu também.
Olhei de esguelha para ele.
— As pessoas mentem todos os dias. Especialmente para os deuses.
Ele abriu um largo sorriso.
— Palavras mais verdadeiras do que essas nunca foram ditas.
— E para que deus você rezou?
— Isso importa? Todos eles escutam as preces, não?
Dei de ombros.
— Capseius é o deus dos ressentimentos.
— Então deve ter sido ele que estava me ouvindo.
— Ah, tenho certeza de que, neste momento, os ouvidos dele estão pegando fogo.
Rafe riu, mas mantive o olhar fixo à minha frente. Não havia nenhum deus dos ressentimentos chamado Capseius. Os deuses não tinham nomes, apenas atributos. O Deus da Criação, o Deus da Compaixão, o Deus da Redenção e o Deus do Conhecimento. Rafe não era um devoto. Ele nem mesmo tinha aprendido os princípios mais fundamentais das crenças das Verdades Sagradas de Morrighan. Será que ele vinha de um lugar tão atrasado assim que nem mesmo contava com uma pequena Sacrista? Talvez fosse por isso que ele não queria falar de suas raízes. Talvez se envergonhasse delas.

17 comentários:

  1. Quem tá falando e o pricinpe ou o assassino?? Sério to perdida uma hora ele é loiro dos olhos azuis outro, ai ela chama ele de kaden.rafa não é o princípe e kaden o assassino 🤔🤔

    ~milly

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    1. Confuso, né? Gostei desse estilo da autora de escrever

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    2. Nós que fazemos suposições sobre quem é o Príncipe e o Assassino.
      Em nenhum momento deixou claro quem é quem.
      Eu já acho que Rafe é o Assassino e kaden o príncipe.
      E essa ansiedade que mantém a vontade de ler sem parar

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    3. O assassino ele é de venda, ou seja os Deuses dele tem nome só que ela não entendeu ainda

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  2. É confuso msm, eu estou lendo novamente, pq passei o livro inteiro pensando que o assassino era o principe e que o principe era o assassino. Mas na vdd o principe é o assassino e o assassino é o principe. Isso faz sentido?

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    1. Eu tenho medo disso acontecer comigo kkkkkk
      Por isso, logo no começo eu peguei quem eu achava que era o príncipe e quem eu achava que era o assassino e inverti kkkkkk
      Até porque eu sei que, em geral, eu sempre erro nessas suposições...
      Mas aí, imagina se o meu pensamento invertido estiver errado, porque o meu pensamento original estava certo?

      Essa é a graça desse livro!
      Eu percebi que a autora descreve as características deles de uma forma que poderiam ser tanto de um príncipe quanto de um assassino...

      E, no final, duvido que esse assassino tenha mesmo coragem de matar ela, ele está se apaixonando! Kkkk
      Enfim, escrevi demais...

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  3. O moreno de olho azul é o assassino cara

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  4. Ela descreve o Kaden como loiro dos olhos castanhos, mas teve uma parte que ela disse que os olhos dele eram azuis, mas com um tom de dourado (?) Acho que foi algum erro de digitação, pode ter sido da autora e passou batido pela editora e por quem traduziu, não sei.
    Rafe tem cabelos escuros e olhos azuis.

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    1. Eu também reparei, tem uma parte que ela fala q o Kaden tem olhos azuis e depois eles passam a ser castanhos, o contrário acontece com o Rafe

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  5. Minha teoria é que um dos dois é o príncipe, mas o assassino é um terceiro.. então, nenhum dos dois é o assassino..

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  6. Em alguns capítulos fala q kaden tem olhos castanhos depois fala q tem olhos azuis agora tá falando q e castanho de novo... P mim e loiro dos olhos castanhos e Rafe e moreno dos olhos azuis.. agora quem é quem n sei..

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  7. eu sei é que essa autora já está enrolando demais....e já está começando a ficar chato

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  8. Rafe e o assassino pq se ele fosse o príncipe ia sabe q não existe nem um deus dos ressentimentos pq ele foi ensinado deis de pequeno.Vcs não acham ?

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  9. Para mim o Rafe é o principe, pois o Sven disse para tomar cuidado com o cavalo do príncipe pois ele poderia machucar alguém, é o cavalo foi lá e mordeu o Kaden, e no cedinho eu já desconfiava q ele era o príncipe pois ele falou com o sotaque da terra dele, depois disso ela disse q tinha visto ele com raiva e depois ele explicou q ele estava com raiva depois ficou admirado pelo jeito q ela tem!!!
    Isso é só a minha opinião, n sei se é a certa, mais eu tenho fé de q eu to certíssima sobre Isso!!
    #amandoesselivro

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Boa leitura, E SEM SPOILER!