20 de fevereiro de 2018

Capítulo 27

Ele quase me arrastou pelo pátio, e os meus pensamentos trombavam uns nos outros, tentando entender o que o havia perturbado tanto. A bebida do coronel Bodeen? Um inocente jogo de cartas? Ou será que havia acontecido alguma coisa nas reuniões dele?
Assim que estávamos na tenda, Rafe girou. Todos os músculos na sua face estavam rígidos com a contenção. Uma veia se movia espasmodicamente na têmpora dele.
— O que foi, Rafe? Está tudo bem?
Ele foi andando até uma mesinha de cabeceira e serviu-se de um cálice de água, virando-o em uma golada. Não me ofereceu uma gota sequer. Ele olhava para o cálice que tinha em mãos, e eu temia que fosse ser estilhaçado pelos seus dedos. Colocou, então, o objeto na mesinha com cuidado, como se contivesse veneno.
— Provavelmente não é nada importante — disse ele.
Soltei o ar, não acreditando nisso.
— Com certeza é. Fale de uma vez.
Ele se virou para ficar cara a cara comigo. Havia uma montanha de desafio na postura dele, e senti os meus ombros ficando tensos.
— Você o beijou? — ele me perguntou.
Eu sabia que Rafe só podia estar falando de Kaden.
— Você viu quando eu o beijei...
— Quando estavam sozinhos no Cam Lanteux.
— Uma vez.
— Você me disse que nada tinha acontecido.
— E nada aconteceu — respondi, devagar, perguntando-me o que teria trazido tudo isso à tona. — Foi um beijo, Rafe. Só isso.
— Ele se forçou para cima de você?
— Não, ele não se forçou para cima de mim.
— Isso foi parte da sua estratégia de fuga?
— Não.
O maxilar dele estava altamente tenso.
— Você... gostou do beijo?
Senti-me cutucada com o tom insinuador dele. Ele não tinha qualquer direito de me interrogar como se eu tivesse cometido um crime.
— Sim! Gostei do beijo! Você quer ouvir todos os detalhes? Eu estava com medo, Rafe. Estava sozinha. Cansada. E achava que você era um fazendeiro que eu nunca mais veria de novo. Que você havia seguido em frente sem mim. Eu estava desesperada por alguma coisa em que me agarrar, mas fiquei sabendo que Kaden não era isso. Foi apenas um beijo em um momento de solidão, e você pode transformar essa coisa em qualquer fábula sórdida que quiser, mas não vou me desculpar por isso!
— Kaden disse que dormia ao seu lado todas as noites.
— Em sacos de dormir! Eu também dormi ao lado de Griz, Eben e do bando fétido todo! E não vamos nos esquecer das cobras e dos vermes! Infelizmente não havia nenhum quarto privado disponível nas adoráveis estalagens em nossa rota de férias!
Ele andava de um lado para o outro, balançando a cabeça, as mãos ainda cerrada em punhos.
— Eu sabia, quando ele me disse isso tudo, que estava me provocando, mas então, quando Tavish me disse que viu Kaden segurando a sua mão...
— Eu machuquei a mão, Rafe. Kaden estava tirando as farpas. Só isso. — Fiz todos os esforços do mundo para acalmar a minha fúria crescente. Eu sabia que Rafe estava sob uma pressão tremenda, e parecia que Kaden havia tirado proveito disso. Puxei o braço dele para que ele ficasse cara a cara comigo. — Você tem que fazer as pazes com Kaden, e ele com você. Vocês não estão mais em lados opostos, está me entendendo?
Rafe olhou para mim, a linha do seu maxilar ainda rígida com a raiva, mas ele esticou a mão e ergueu as minhas. Ele examinou aquela que estava raspada e vermelha.
— Eu sinto muito — sussurrou e puxou a minha mão para junto dos seus lábios, beijando os nós dos meus dedos e se demorando ali, com a respiração aquecendo a minha pele. — Por favor, me perdoe.
Tirei a minha mão da dele.
— Espere aqui — falei, e me dirigi até a porta da tenda, antes que ele pudesse discutir. — Eu já volto.
— Onde você está indo?
— Ao toalete.
Controlei a minha fúria até eu estar do lado de fora da tenda. Havia muito mais que ainda precisava ser assentado.
Não houve muita discussão dessa vez quando falei para os guardas irem para o lado. Eles devem ter visto alguma coisa na minha expressão. Talvez todo mundo tivesse visto. Griz e Jeb ergueram as cabeças dos travesseiros, mas Kaden, Orrin e Tavish se levantaram quando entrei. Parei na frente de Kaden, as mãos tremendo com a fúria.
Ele estreitou os olhos. Sabia exatamente por que eu estava ali.
— Nunca me mine novamente, jamais, nem se atreva a insinuar coisas que não são verdadeiras!
— Ele perguntou. Só disse a verdade. Não sou culpado pela forma como ele distorceu as coisas na própria cabeça.
— Você quer dizer... como você colocou as coisas para que ele as distorcesse!
— Achei que havíamos concordado em ser honestos. Você me beijou. Ou talvez também esteja atuando com ele?
Estirei a mão, estapeando o rosto dele.
Ele agarrou o meu braço e me puxou para perto.
— Acorde, Lia! Você não consegue ver o que está acontecendo aqui?
Quase no mesmo movimento, o rápido sussurrar do metal encheu o ar, e as espadas de Tavish e Orrin estavam no coração de Kaden.
— Solte a princesa — grunhiu Tavish. — Agora.
Kaden lentamente me soltou, e Orrin empurrou-o vários passos para trás com a ponta da espada, mas em nenhum momento, os olhos de Kaden deixaram os meus.
Ouvi mais passadas. Rafe estava andando na nossa direção.
— Existe uma outra pessoa que precisa ser honesta além de mim e de você — disse Kaden. — Eu achei que soubesse da história desde o começo, mas então em dei conta de que não sabia.
— Sabia o quê?
— A desculpa que ele invocou tão rapidamente... o porto e as poucas colinas? Por que você acha que Komizar caiu nessa? Você realmente acha que o casamento estava relacionado apenas a uma aliança? Dalbreck não está nem aí para o exército morrighês. Eles zombam de vocês. O porto era tudo que eles queriam, e a estimada Primeira Filha da Casa de Morrighan seria a margem e manobra para que eles conseguissem isso.
Eu estava sem ar. Não conseguia forçar palavras virem à minha língua. Em vez disso, um borrão girava na minha cabeça.
Há um porto que queremos em Morrighan e alguns quilômetros de colinas. O resto é seu.
O príncipe tem sonhos grandiosos.
Vale a pena ter sonhos que não sejam grandiosos?

... eu nunca achei isso certo.
Você acha que o príncipe sabia?
Ele sabia.
Virei-me e olhei para Rafe. Outro segredo? Os lábios dele estavam semiabertos, e parecia que ele tinha levado um soco no estômago... ou que havia sido pego em flagrante.
A raiva que ardia nas minhas têmporas foi drenada. Era como se o meu estômago flutuasse no peito.
Rafe esticou a mão para mim.
— Lia, deixe-me explicar. Não é como...
Recuei, evitando que ele encostasse em mim, e me virei a fim de olhar para o restante das pessoas. Tavish e Orrin mexiam-se, desconfortáveis, mas seus olhares se encontraram com o meu olhar compenetrado; Jeb desviou. As expressões nos rostos deles confirmavam que eu era um peão em um jogo tão velho que era praticamente uma piada.
O chão parecia ir para cima e para baixo. Tentei encontrar um lugar para me firmar nessa verdade que rolava pelo aposento como uma onda que não era bem-vinda. Abracei a minha cintura, sentindo, de repente, como se os meus braços e as minhas pernas fossem estranhos e estivessem deslocados. Fiz uma varredura nos olhares compenetrados deles e senti minha cabeça balançar de um jeito distante e alheio.
— O quão desapontador deve ter sido para Dalbreck ficar sabendo que eu era tida como criminosa em Morrighan. Sendo inútil para o meu próprio reino, eu me tornei uma peça de jogo também inútil para o de vocês. Peço desculpas. — O tremor na minha voz só aumentava a minha humilhação. Parecia que eu era um sério desapontamento para todos os reinos no continente.
Kaden olhou para mim, com a expressão morosa, como se ele soubesse que tinha ido longe demais. Quando me virei para sair dali, Rafe tentou me impedir, mas eu me soltei bruscamente dele, balançando a cabeça, incapaz de falar, com a garganta cheia de vergonha enquanto eu corria porta afora.
Cruzei o pátio, com o chão parecendo um borrão nauseante sob os meus pés. Ele sabia.
Eu tinha ficado tão preocupada com o engodo que os meus pais estavam perpetrando, quando na verdade, durante aquele tempo todo, não importava para Dalbreck, nem um pouco sequer, se eu tinha o dom ou não. Meu valor para eles era outro. Margem de manobra. As palavras cortaram fundo. Eu tinha ouvido isso tantas vezes, o gabinete proferindo esses termos com um sorriso presunçoso em relação a um reino menor ou outro, um lorde de condado ou outro, todas as formas como eles faziam uso da pressão tática para conseguirem alguma coisa, expressando isso com palavras que pareciam tão diplomáticas e práticas, mas que estavam repletas de força e ameaça. É assim que as coisas são feitas, dissera o meu pai, tentando explicar. Um pouco de pressão e eles ficam atentos.
— Lia...
Senti um puxão no meu cotovelo e me voltei em um giro, puxando e me soltando dele. Não dei a Rafe qualquer chance de dizer mais uma palavra sequer.
— Como você se atreve?! — gritei, a a raiva voltando com plena força.
Ele ajustou os ombros.
— Se você me deixar...
— Como você se atreve a me culpar por um beijo idiota, quando o tempo todo tinha essa mentira de proporções épicas na sua consciência?
— Não foi...
— Você e o seu reino, em conluio, viraram a minha vida inteira de cabeça para baixo por causa de um porto! De um porto!
— Você não está entendendo o...
— Ah, acredite em mim, estou entendendo muito bem! Estou entendendo tudo agora! Eu...
— Pare de me interromper — berrou ele. O aço de seus olhos brilhava em aviso. — O mínimo que você pode fazer é me dar uma oportunidade para explicar! Vamos conversar!

* * *

Nós nos sentamos na muralha do posto. Ele me levou até ali, talvez desejando estar em um lugar onde ninguém nos ouviria tentando consertar as coisas, sabendo que eu fora afastada daquele local mais cedo. Rafe dispensara os guardas na parte da muralha onde estávamos, dizendo que manteria a vigília. Ambos ergueram as sobrancelhas. O rei mantendo a vigília? Mas isso era uma coisa tão natural para Rafe quanto o seu braço que estava no meu ombro agora. Nossas pernas penduradas sobre a beirada da muralha. O quão longe tínhamos vindo. Naquele momento, ele se juntava a mim em peitoris precários.
Rafe não negou nem tentou justificar, mas me jurou que a aliança não era apenas por causa do porto e, quando terminou de falar, eu acreditava nele. A aliança tinha a ver com muitas coisas, e uma das mais importantes era o orgulho tolo e a necessidade de clamar de volta uma parte da história deles e o que certa vez pertencera ao príncipe exilado. No entanto, também havia um lado prático nas motivações deles. Dalbreck também ouvira relatos sobre a crescente população vendana, e eles haviam tido mais incidentes com patrulhas barbaras. A manutenção do exército de Dalbreck era a maior das despesas do tesouro do reino. De todos os reinos, Morrighan era o que tinha o segundo maior exército. Era verdade que Dalbreck via as suas forças como sendo superiores às de Morrighan, mas também sabiam que poderiam usar recursos em outro lugar se não tivessem de manter uma unidade militar tão grande. Uma aliança podia significar o corte nos postos avançados deles a oeste, e os lucros de um porto em alto-mar na costa oeste ajudariam a financiar o restante. Depois que eu estivesse dentro das fronteiras de Dalbreck, eles pressionariam Morrighan para que lhe devolvessem o porto, clamando-o como se fosse um dote.
Pressão. Outra palavra inócua, assim como margem de manobra. Eu não queria sequer desdobrar todas as suas nuances.
— Então, depois que tivessem garantido uma aliança política, eles colocariam os olhos em mais coisas, e eu seria a peça do jogo vitoriosa que estaria bem presa nas palmas das mãos deles.
Rafe fitou o horizonte, que escurecia.
— Eu não teria deixado isso acontecer, Lia.
— Você é rei agora, Rafe — falei, e desci em um pulo para o passadiço do lugar onde estávamos empoleirados. — Vai planejar novas maneiras de conseguir isso?
Ele desceu depois de mim e fez pressão com as palmas das mãos na parede da torre de vigia, prendendo-me entre os seus braços. Uma contração de desprazer na sua testa escurecia os seus olhos.
— Não importa quem eu seja ou o que eu seja e nem o que o gabinete deseja. Você é o que importa para mim, Lia. Se já não sabe disso, encontrarei mais centenas de maneiras de mostrar os meus sentimentos a você. Eu a amo mais do que a um porto, mais do que a uma aliança, mais do que a minha própria vida. Seus interesses são os meus interesses. Vamos deixar que conspirações de reinos fiquem entre nós?
Os escuros cílios dele faziam uma sombra sob os seus olhos. O olhar contemplativo de Rafe buscava o meu, e então o turbilhão foi contido e substituído por outra coisa: uma necessidade que nunca fora saciada. Necessidade esta que se equiparava à minha, e eu sentia o calor dele espalhando-se baixo no meu ventre. Éramos apenas Rafe e eu. Reinos desapareciam. Deveres desapareciam. Apenas nós dois e tudo que já tínhamos sido um para o outro... e tudo que eu ainda queria que fôssemos.
— Nenhum reino ficará entre nós — sussurrei. — Jamais.
Nossos lábios foram se aproximando, e eu me inclinei para junto dele, desejando que todas as partes dele fizessem parte de mim também, com as nossas bocas de encontrando, o abraço dele gentil e depois apaixonado, querendo mais. Os lábios dele traçaram uma linha pelo meu pescoço, e depois empurraram levemente o meu vestido do meu ombro. Minhas respirações ficaram trêmulas e deslizei as mãos por sob o colete dele, com as pontas dos dedos ardentes enquanto deslizavam pelos músculos da sua barriga.
— Nós deveríamos estar fazendo a vigília — falei, sem fôlego.
Rapidamente ele fez um sinal para que um sentinela lá embaixo retomasse a sua patrulha da muralha e voltou a atenção para mim.
— Vamos para a minha tenda — sussurrou ele, entre beijos.
Engoli em seco, tentando formar uma resposta coerente.
— Você não está preocupado com a sua reputação?
— Estou mais preocupado com a minha sanidade. Ninguém vai nos ver.
— Você tem alguma coisa com você aqui? — Eu não queria terminar na mesma situação de Pauline.
— Sim.
A tenda dele ficava apenas a poucos passos, mas era quase tão longe quanto uma vida inteira quando eu sabia o quão rapidamente os destinos poderiam se virar em um instante e acabar com tudo.
— Nós estamos aqui agora, Rafe, e a torre de vigia é quente. Quem precisa de uma tenda?

* * *

O mundo desapareceu. Fechamos a porta. Fechamos bem a persiana. Acendemos uma vela. Jogamos um cobertor de lã no chão.
Meus dedos tremiam, e ele os beijou, cheio de preocupação nos olhos.
— Nós não temos que...
— Eu só estou com medo de que isso não seja real. Medo de que seja apenas mais um dos meus sonhos, do qual vou acordar.
— Este é nosso sonho, Lia. Juntos. Ninguém pode nos acordar.
Nós nos deitamos no cobertor, e o rosto dele estava acima do meu, meu príncipe, meu fazendeiro, com o azul dos seus olhos tão profundo quanto o oceano à meia-noite, e eu estava perdida neles, flutuando, sem peso. Lentamente, ele passou os lábios pela minha pele, exploradores, tenros, ateando fogo em todos os centímetros do meu ser, com o aposento e o tempo desaparecendo, e então os olhos dele olhavam dentro dos meus outra vez, e a mão deslizava para trás de mim, erguendo-me mais para perto, com o desejo ardente de semanas e meses em chamas, e os temores de que nunca ficaríamos juntos se dissolvendo.
Os votos que fizemos um para o outro, a confiança escrita nas nossas almas, tudo isso foi varrido para trás quando ele trouxe a boca para junto da minha. Nossas mãos estavam entrelaçadas, e eu estava cercada pelo ritmo das respirações dele. Todos os beijos, todos os toques, tudo isso eram promessas que nós dois conhecíamos, eu era dele e ele era meu, e nenhuma conspiração ou esquema de reinos tinha uma fração que fosse desse poder que se erguia em ondas entre nós.

35 comentários:

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  2. Acho que com Kaden ia ser mais empolgante😂😂😂😂😂😂 aí mio dios socorro!

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  3. RSRS..Estava esperando isso por um bom tempo!!
    Lia e Rafe...
    ahh mais so de pensar em kaden,meu coração corta...lagrimas..

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  4. Aaaaaaaaaahhhhh aaammeeeiiiiiiii😱😱
    Shipp até o fim.

    ~milly

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  5. ai gente, que medo do Rafe ficar idiota e a Lia se desiludir
    amo tanto esses dois... sinto uma síndrome de Tamlin chegando

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  6. O qe o Rafe tem afinal de conta? Meia duzia de palavras e de repente tudo que ele fez é perdoado e ele vira o dono da razão! Pelamor Lia, acorda minha filha!!!!

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    1. Eu sempre achei ela bem empática... Procurando entender o lado dos outros... Muito madura!!! Bem diferente de tantas outras personagens que são manipuladas ao ponto de não entender um bom argumento.
      A escritora por muitas vezes não relata exatamente o que os personagens falam... Dá somente um resumo... É uma característica que até hj só vi nela desde o primeiro livro... Então as "meia dúzia de palavras" deve ter sido uma conversa de horas!!!!

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  7. Super estou sentindo um lance meio Tamlim ae
    ele super protetor e ela querendo chutar a bunda da galera
    Tô achando que meu ship vai dar certo no final

    #TeamKaden

    Ass: Ana Rajaram

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  8. ATÉ QUE ENFIMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

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  9. 'Seus interesses são meus interesses...', então pq n leva ela logo pra Morrighan queridinho?

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    1. kkkkkkkk. Pensei a mesma coisa

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  10. O q q e q o Rafe tem p n engravidar a Lia? Eu n consigo enxergar um mundo q eles vivam onde exista camisinha seria muito futurístico p eles... Seria tripa de porco? Eu já li em algum lugar q era usado tripa como camisinha kkkkkkk vou ficar imaginando isso mesmo... E outra, o Rafe fica andando com tripa de porco no bolso esperando o momento certo p transar com a Lia? Muito danadinho ele...

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    1. Rindo muito aqui kkkkkkkkkkkkkk

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    2. Kkkk estava me perguntado o que seria...nao aguentomais rir tanto

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    3. Me perguntei a mesma coisa quando li isso... mas sinceramente eu O BERROOO que eu dei de tanto rir desse comentário KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK ele fica andando com tripas de porco no bolso? KKKKKKKKKKKKK melhor comentário

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    4. Tônico, em corte de espinhos e rosas Feyre tomava um tônico, então pra mim a msm regra se aplica aqui.

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    5. KKKKKKKKKKKKKKKKK MORRIIIIII

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  11. So queria saber quantas vezes aparece a expressao "olhar contemplativo" nessa série...

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    1. E olhar ou qualquer outra coisa cálida? Já estava quase arrancando os cabelos nos outros dois livros kkkkk

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  12. gente não tô acreditando FINALMENTE AAAAAAAAA eu realmente amo um casal, eu vi um comentário sobre pq ele não leva logo a Lia até morrigan SERASSI EH PQ QUEREM A CABEÇA DELA??????

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  13. Não sei de shipo o casal ou me irrito com a rapidez q a lia esqueceu td de errado para sair dando beijos no rafe...pra mim ela tá meio cega pelo amor

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  14. Amo esse casal e vou defendê-lo, mas estou morrendo de medo do Rafe tornar-se um controlador horrível e abusivo, porque aí perde toda a credibilidade. Acho que tanto a Lia quanto o Rafe estão meio cegos quando se trata um do outro, e não sei se isso é bom ou ruim, porque vamos lembrar que ele não é nada racional quando pensou em "salvá-la" em Venda, ou quando deixou que o Dom dela os salvasse. E agora a minha menina ta seguindo por esse caminho também... Só desejo que eles continuem se apoiando em relação a avisar Morrighan, porque se ela não for com o Rafe, vai ir de alguma outra forma!

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  15. Aaaahhhh... até q fim
    Amo esse casal, Rafe por favor não se torne um Tamlin da vida

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  16. Obrigada pela maturidade, queridos. Cansada de mocinha mimizenta que não deixa o cara explicar e já sai dando pití. E não tem nenhuma síndrome de Tamlin aqui, só um homem preocupado e que sim, ouve a guria. Do contrário ela já estaria putassa com ele,tal como não esqueceu o que Kaden fez com ela.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!