20 de fevereiro de 2018

Capítulo 22

A noite caiu cedo e ouvi um som murmurando ao longe. Uma canção? Seria possível que a noite se passasse aqui com as memórias sagradas da menina Morrighan também? Isso me parecia improvável, e, ainda assim, todos nós havíamos surgido dos mesmos inícios. Até que ponto tais começos divergiam? A noite me puxava, um puxão silencioso ao qual eu queria ceder, e ainda assim havia as janelas com a luz dourada da sala de estar do oficial à frente.
Subi, seguindo madame Rathbone pelos degraus de uma grande estrutura de madeira com uma ampla varanda que a cercava por completo.
— Espere — falei, segurando no braço dela. — Preciso de um segundo.
Uma linha marcou seu rosto.
— Não há nada a se temer.
— Eu sei — falei, levemente sem fôlego. — Já vou entrar. Por favor.
Ela saiu e eu me virei, apoiando-me no corrimão. Eu sempre encarava as expectativas das outras pessoas com pouca paciência, ficando irritada com o gabinete, que me pressionava de uma forma ou de outra. Agora, no entanto, eu precisava lidar com outro tipo de expectativa, que não conseguia entender plenamente, a qual estava envolta em complicações, e eu não sabia ao certo como navegar nelas. Sua futura rainha. Quando eu cruzasse a porta da sala de jantar, era isso que eles veriam. Eu disse a Kaden que, de alguma forma, faria com que tudo saísse certo, mas tinha certeza de que não conseguiria. Alguém sempre ficava do lado da perda. Eu não queria que fôssemos Rafe e eu.
Olhei para o céu a oeste e para as suas constelações: os Diamantes de Aster, o cálice de Deus e a cauda do Dragão. As estrelas que pairavam acima de Morrighan. Beijei os dedos e os ergui para os céus, para o lar, para aqueles que eu havia deixado para trás, para todos que eu amava, inclusive os mortos.
— Enade meunter ijotande — sussurrei, e então me virei e abri a porta da sala de jantar.
A primeira pessoa que vi foi Rafe, e secretamente agradeci aos deuses, porque isso deixava meu coração leve, levantando voo, bem alto e livre. Ele parou quando me viu, e a expressão nos seus olhos fez com que eu me sentisse grata pelos esforços de madame Rathbone, Adeline e Vilah. Elas haviam feito boas escolhas. O olhar contemplativo dele fez com que meu coração assentasse de novo, agora cálido e pleno em meu peito.
Olhei para além dos oficiais, das viúvas e de quem mais estivesse ali, até o lugar em que ele estava, de pé, na ponta da longa mesa da sala de jantar, pasmado. Era a primeira vez que eu via Rafe usando as roupas do seu próprio reino. Isso era estranhamente enervante, uma confirmação de quem ele era de verdade. Ele vestia uma túnica azul bem escura por cima de uma camisa preta soltinha e uma bainha de ombro de couro escuro ornamentada em alto-relevo com o brasão de armas de Dalbreck cruzando o peito. Seus cabelos haviam sido cortados, e seu rosto brilhava, com a barba bem-feita.
Senti cabeças virando-se, mas mantive os olhos fixos em Rafe, e senti os pés deslizando pelo chão até o lado dele. Era isso. Eu não tinha qualquer entendimento dos costumes formais de Dalbreck. O Erudito Real havia tentado me educar nas mais básicas das saudações, mas eu havia faltado às aulas dele. Rafe estirou as mãos para mim e, quando segurei nas mãos dele, fiquei chocada, porque ele me puxou para perto e me beijou na frente de todo mundo. Um beijo longo e escandaloso. Senti a cor subir às minhas bochechas. Se isso era um costume, eu gostava desse costume.
Quando me virei para ficar de frente para o restante dos convidados, ficou bem aparente que esse tipo de cumprimento não fazia parte do protocolo. Algumas das damas estavam ruborizadas, e Sven levara a mão à boca, sem esconder o rosto franzido.
— A senhora tem os meus parabéns e a minha gratidão, madame Rathbone — disse Rafe — por cuidar tão bem da princesa.
Ele soltou a capa que estava em volta dos meus ombros e entregou a um criado. Sentei-me em uma cadeira ao lado dele, e foi então que realmente me dei conta de quem estava ali. Sven, Tavish e Orrin trajavam os azuis-escuros de Dalbretch, e suas aparências estavam transformadas pelo uso de uma navalha, sabão e roupas engomadas, oficiais do poderoso exército cuja história Sven me contara com tanto orgulho. Sven, como o coronel Bodeen, que estava sentado na extremidade oposta, também usava uma trança dourada no ombro. Nada havia que distinguisse Rafe e a sua posição, mas eles certamente não mantinham os ornamentos que distinguiam um rei em um posto avançado.
O coronel Bodeen entrou em cena para fazer as apresentações. Os cumprimentos eram cordiais, porém reservados, e os criados trouxeram depois os primeiros dos muitos pratos de comida em pequenas travessas de porcelana: bolinhas de queijo quente de cabra enroladas em ervas, rolos do tamanho de um dedo de carne picada envolta em finas fatias de porco defumado, pedaços de pão ázimo frito moldados em tigelinhas do tamanho de uma bocada e cheios de favas temperadas e quentinhas. Cada prato novo era servido em uma louça nova, e nós não tínhamos ainda sequer chegado à refeição principal. Você vai ver!
Sim, eu vi, embora estivesse certa de que o coronel Bodeen estivesse usando o máximo de extravagância na mesa de hoje, para honrar não apenas o retorno de seus companheiros como o do rei que eles achavam que haviam perdido. A ausência de Jeb se devia às ordens do médico para que ele repousasse. Ninguém mais parecia notar que Griz e Kaden não estavam ali, embora eu tivesse certeza de que ambos ficariam se sentindo bem desconfortáveis à mesa.
Às vezes, eu sentia como se estivesse em uma neblina onírica. Fora apenas naquela mesma manhã que estávamos em cima de nossos cavalos, lutando pelas nossas vidas, e agora eu navegava em um mar de porcelana, prata, candelabros reluzentes e milhares de copos que retiniam. Tudo parecia mais brilhante e alto do que era. Tratava-se de uma noite de celebrações, e notei o esforço para manter a leveza nas conversas. O coronel Bodeen trouxe sua reverenciada bebida e serviu um copo dela a Sven. Ele anunciou que outra celebração estava sendo preparada, a qual incluiria todo o posto avançado. Essa nova celebração daria aos soldados uma oportunidade de fazerem um brinde ao seu novo rei, e acrescentou o coronel Bodeen, hesitante, à sua futura rainha.
— As festas de Marabella são inigualáveis — disse Vilah, animada.
— Festas levantam os ânimos — acrescentou Bodeen.
— E tem as danças — disse madame Rathbone.
Garanti a todos que eu estava ansiosa por participar de tudo aquilo.
Entre os pratos de comida, fizeram-se brindes, e vinhos e outras bebidas alcoólicas fluíam, a cautela foi esquecida e mais conversas foram direcionadas a mim.
— Madame Rathbone me disse que você preparava uma boa mesa — falei para o coronel Bodeen — e devo admitir que estou um tanto impressionada.
— O posto avançado de Marabella é conhecido pela comida excepcional — respondeu Fiona, a esposa do tenente Belmonte, com a voz cheia de orgulho.
— Quanto mais bem alimentado estiver um soldado, melhor ele pode servir — explicou o coronel Bodeen, como se a comida não fosse uma extravagância, mas sim uma estratégia de batalha.
A lembrança do sorriso largo e seguro de Komizar, assim como dos seus altos silos, reluziam atrás dos meus olhos. Grandes exércitos marcham com barriga cheia.
Fitei o prato que estava diante de mim, contendo um pouco de molho de laranja e perna de faisão. Não havia qualquer prato de ossos a ser passado antes da refeição, nenhum reconhecimento de sacrifício. Essa ausência deixou um estranho buraco em mim que implorava para ser preenchido. Eu não sabia ao certo o que havia acontecido com meu cordão de ossos. Provavelmente havia sido jogado fora junto com as minhas roupas ensanguentadas e rasgadas como se fosse algo sujo e selvagem. Discretamente tirei um osso do prato e o escondi no guardanapo antes que o criado pudesse levá-lo embora.
— Não posso imaginar o quanto sofreu nas mãos daqueles selvagens — disse madame Hague.
— Se a senhora está se referindo aos vendanos, alguns eram selvagens, sim, mas muitos outros eram extremamente bondosos.
Ela ergueu as sobrancelhas, como se estivesse em dúvida.
O capitão Hague virou mais uma taça de vinho.
— Mas você deve ter se arrependido da sua decisão de fugir do casamento. Tudo isso...
— Não, capitão. Eu não me arrependo da minha decisão. — A mesa ficou em silêncio. — Se eu tivesse embarcado para Dalbreck, haveria coisas valiosas que eu nunca teria descoberto.
O tenente Dupre se inclinou para frente.
— Com certeza há maneiras mais fáceis de se aprender lições da juventude...
— Não estou falando de lições, tenente. Fatos frios e duros. Os vendanos reuniram um exército e criaram armas que poderiam avassalar e tirar do mapa tanto Dalbreck quanto Morrighan.
Olhares de relance cheios de dúvidas foram trocados. Uns poucos chegaram até mesmo a revirar os olhos. Pobre menina delirante.
Rafe colocou a mão dele na minha.
— Lia, nós podemos falar sobre isso depois. Amanhã, com o coronel e outros oficiais. — Rapidamente, ele sugeriu que nos retirássemos e pediu licença para sairmos. Enquanto passávamos por Sven e Bodeen, olhei para a garrafa quase vazia de bebida. Apanhei-a da mesa e cheirei.
— Coronel Bodeen, o senhor se importa se eu levar o restante disso comigo?
Ele arregalou os olhos.
— Receio que seja uma bebida muito forte, Vossa Alteza.
— Sim, eu sei.
Ele olhou para Rafe, buscando aprovação, e Rafe assentiu. Eu estava ficando um tanto cansada de todo mundo se voltando para Rafe antes de me responder.
— Não é para mim — expliquei, e depois desferi um olhar fixo e acusador para Sven. — Nós prometemos a Griz uma caneca disso, não foi?
Bodeen permaneceu gracioso; no entanto, vários dos convidados do jantar pigarrearam e ficaram com os olhos grudados em Bodeen, esperando que ele se recusasse a dividir a bebida. Eu entendia a desaprovação deles. Eles tinham acabado de ficar sabendo da morte de um pelotão inteiro nas mãos dos vendanos. Ainda assim, não podiam continuar ignorando o fato de que Kaden e Griz tinham sofrido ferimentos graves para ajudar a salvar as nossas vidas.
Rafe pegou a garrafa de mim e a entregou a um sentinela que estava parado à porta.
— Cuide que isso chegue até o camarada grande que está nos alojamentos do cirurgião. — Rafe voltou a olhar para mim e ergueu as sobrancelhas como se para me perguntar se o problema estava resolvido, e assenti satisfeita.

* * *

— Estes são os seus aposentos — disse-me Rafe, puxando para o lado a entrada acortinada da minha tenda. Até mesmo sob a fraca luz brilhante de um candelabro de teto eu me deparei com um choque de cores. O chão era totalmente coberto por um exuberante tapete índigo com espirais de flores. Uma colcha de veludo azul, travesseiros de cetim branco e cobertores de pele estavam em uma pilha alta em cima de uma cama de dossel com remates entalhados nas formas de cabeças de leões. Elegantes cortinas azuis estavam puxadas para trás com um cordão dourado, esperando para ser aberto, e havia uma lareira a lenha com uma intricada grade ali perto. Flores frescas de espinheiro azul davam graça ao local, dispostas em uma mesinha, e havia em um canto uma pequena mesa de jantar com duas cadeiras. Aquilo era mais luxuoso do que a minha própria câmara em minha casa.
— E os seus aposentos? — perguntei a ele.
— Ali.
A uma dezena de metros de distância, uma tenda similar havia sido erguida. Uma pequena distância que parecia tão longe. Nós não tínhamos dormido separados desde que deixamos o Sanctum. Eu havia me acostumado a sentir o braço dele envolta da minha cintura, o calor da sua respiração no meu pescoço, e não conseguia imaginar que ele não estaria comigo esta noite, especialmente agora que finalmente tínhamos o que poderia ser chamado de privacidade.
Coloquei para trás um cacho dos cabelos dele que estava em sua face. As pálpebras de Rafe estavam pesadas.
— Você não descansou nem um pouco ainda, não foi?
— Ainda não. Haverá tempo para isso depois...
— Rafe — falei interrompendo-o. — Algumas coisas não podem ser deixadas para depois. Nós ainda não falamos sobre os seus pais. Você está bem?
Ele deixou a cortina da tenda cair, bloqueando a luz da lanterna, e ficamos no escuro novamente.
— Estou bem. — Disse ele.
Aninhei as mãos no rosto dele e o puxei para mais perto de mim, com nossas testas se tocando, nossas respirações se mesclando, e parecia que lágrimas brotavam nas nossas gargantas.
— Eu sinto muito, Rafe — sussurrei.
O maxilar dele ficou tenso sob o meu toque.
— Eu estava onde precisava estar. Com você. Meus pais entenderiam. — Cada palavra que ele dizia latejava no espaço entre nós dois. — Se eu estivesse do lado deles, não teria feito nenhuma diferença.
— Mas você poderia ter se despedido deles.
Ele me envolveu com os braços, abraçando-me com força, e parecia que todo o pesar que algum dia lhe seria permitido sentir estava contido naquele abraço. Eu só conseguia pensar na crueldade da sua nova posição e no que era imediatamente esperado dele.
Por fim, ele me soltou e olhou para mim, com marcas de cansaço nos canto dos olhos e um sorriso em meio à sua exaustão.
— Fica comigo? — pedi.
Seus lábios encontraram os meus, e ele sussurrou junto a eles entre beijos.
— Está tentando me seduzir, Vossa Alteza?
— Com certeza — falei, e percorri com a língua, sem pressa, o lábio inferior de Rafe, como se fosse a minha última refeição da noite.
Ele recuou de leve e soltou um suspiro.
— Nós estamos no meio de um posto avançado com uma centena de olhos nos observando, provavelmente agora mesmo das janelas da sala de jantar.
— Você não parecia preocupado com o que os outros iam pensar quando me beijou lá dentro.
— Fui sobrepujado pelo momento. Além do mais, beijar você e passar a noite na sua tenda são duas coisas diferentes.
— Você está com medo de macular minha reputação?
Um largo sorriso sarcástico repuxou o canto da boca dele.
— Receio que você vá macular a minha.
Dei um soquinho de brincadeira nas costelas dele, mas então senti o sorriso sumir do meu rosto. Eu entendia o protocolo, especialmente com membros da realeza. Pelos deuses, eu tinha vivido com protocolos durante toda a vida. Eu também sabia que Rafe se encontrava em uma posição especialmente delicada agora, com todos os olhos recentemente voltados para ele. Porém, nós dois quase morremos. Eu estava cansada de esperar.
— Eu quero ficar com você, Rafe. Agora. Parece-me que esperar é tudo que eu sempre fiz. Eu não me importo com o que ninguém vai pensar. E se não houver um amanhã? E se agora for tudo o que sempre vamos ter?
Ele levou a mão para cima e pressionou gentilmente um dedo em meus lábios.
— Shhhh. Nunca diga uma coisa dessas. Nós teremos uma vida inteira à frente, centenas de amanhãs e mais. Eu juro. Sempre se tratou disso. Cada respiração, todos os passos que dei foram para o nosso futuro juntos. Não há nada que eu deseje mais do que desaparecer por essa tenda com você, mas realmente me importo com o que vão pensar. Eles acabaram de conhecer você, e eu já desrespeitei todos os protocolos esperados de um príncipe.
Soltei um suspiro.
— E agora você é o rei.
— Mas eu posso ao menos entrar e acender essa lareira para você. Isso não vai me tomar muito tempo.
Eu disse a ele que eu mesma poderia acendê-la, mas ele puxou a cortina para o lado e me conduziu para dentro da tenda, e não protestei mais. Ele verificou a saída do gás na alta e redonda chaminé que saía pelo topo da tenda e, então, acendeu a lenha. Ele se sentou na lateral da cama, observando para certificar-se de que a lenha havia pegado fogo. Dei a volta na tenda, roçando os meus dedos ao longo das cobertas da cama, absorvendo a extravagância.
— Isso tudo realmente não era necessário, Rafe — falei por cima do ombro.
Ouvi-o cutucando a lenha.
— Onde mais você ficaria? Nos alojamentos dos soldados?
— Qualquer coisa seria um luxo em comparação com onde eu vinha dormindo. — Avistei os meus pertences em cima da mesa. Eles estavam cuidadosamente colocados em uma pilha arrumadinha, mas o alforje se fora. Peguei a minha escova de cabelos da pilha e comecei a puxar os prendedores dos meus cabelos, desfazendo todo o belo trabalho de Adeline. — Ou eu poderia ter dormido na sala de estar da madame Rathbone. Embora o marido dela pudesse não...
Ouvi um estranho som oco e me virei. O atiçador de lenha da lareira havia escorregado da mão de Rafe e agora estava no chão.
Parecia que eu ia conseguir o que queria afinal de contas.
— Rafe?
Ele estava frio. Então deitou-se na minha cama, com os pés ainda no chão e as mãos frouxas nas laterais de seu corpo. Fui andando até ele e sussurrei o nome dele de novo, mas Rafe não respondeu. Até mesmo um rei teimoso não aguentaria muito tempo acordado. Puxei e tirei as botas dele, e ele mal se mexeu. Em seguida, vieram os cintos. Eu não conseguia lutar com o peso morto dele, então as roupas teriam que ficar. Ergui as suas pernas e virei-as de modo que ele ficasse completamente em cima da cama. Ele murmurou umas poucas e incoerentes palavras sobre sair e, em seguida, não emitiu mais som algum. Removi minha ombreira e as joias e fiz um grande esforço para soltar o cadarço do espartilho de couro sozinha. Assim que apaguei as luzes do candelabro de teto, me enrolei na cama ao lado dele e puxei as peles para cima de nós dois. O rosto dele estava sereno, reluzindo sob a luz do fogo.
— Descanse, doce fazendeiro. — Sussurrei. Dei um beijo na bochecha dele, no seu queixo, nos seus lábios, memorizando todos os centímetros da sua pele sob o meu toque.
Uma centena de amanhãs. Deitei minha cabeça no travesseiro ao lado do dele e deslizei a minha mão pela sua cintura, com medo de que ele pudesse fugir do meu alcance e de que nosso amanhã nunca fosse chegar.

13 comentários:

  1. Eu realmente achei que ele estava morrendo, meu coração parou por um momento !!!

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    1. Tambem senti isso Karla.
      Que aflição.
      Que alívio!!!

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    2. Somos duas. Eu achei que alguém tinha colocado "thakn" dourada na bebida dele

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    3. Eu tbm pensei q ele tinha morrido.
      Que susto 😱

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  2. Lia começando a colocar as asinhas de fora, obrigada!
    Não gosto de como ela se porta perto do Rafe

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  3. "Não havia qualquer prato de ossos a ser passado antes da refeição, nenhum reconhecimento de sacrifício. Essa ausência deixou um estranho buraco em mim que implorava para ser preenchido." hmmmmmmmmmm interessante

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  4. depois de viver a pobreza total, ficar envolta com tanta riqueza enquanto outros passam fome... nada mais é o mesmo

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  5. Senti que esse capítulo, infelizmente, pode ter sido o início do fim. Lia não precisa que ninguém aprove suas decisões, e deve ser horrível ter que esperar um aceno de Rafe para ela poder fazer algo simples. Torço muito que o Rafe mude, e não espere que a Lia seja a rainha de protocolo depois de tudo que ela passou, não quero o fim desse casal.

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  6. Lia não combina em nada com esse reino. Acho que ela nunca ficaria em Dalbreck. Ela tem uma natureza rebelde e lá é cheio de protocolos e excessos, como as roupas, que ela não se importa. Eles esperam dela o mesmo que o povo de Morrighan e não foi à toa que ela fugiu

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  7. Aí, eu nem vou aguentar se ela tiver que viver com esse tipo de coisa, pessoas interiorizando ela e o Rafe e os outroa tratando-a como se ela soubesse o que faz (ele tá começando a fzr isso)

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  8. Eu tô com medo de que algo aconteça com Rafe desde qnd ele foi ver se o quarto estava ok pra ela e comeu aql bolinho sla

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Boa leitura, E SEM SPOILER!