24 de fevereiro de 2018

Capítulo 20

Para: KatrinaClark@scottsherwinbarker.com
De: AbelhaAtarefada@gmail.com
Linda foto, Treen! Realmente linda. Gostei quase tanto quanto daquelas quatro que você mandou ontem. Não, minha preferida ainda é a que você mandou na terça. Vocês três no parque. Sim, Eddie tem olhos lindos. Você definitivamente parece feliz. Fico muito contente.
Sobre a outra pergunta: acho, sim, que talvez seja um pouco cedo demais para mandar uma emoldurada para a mamãe e o papai, mas, ah, você que sabe.
Beijo no Thom,
Lou
P.S.: Estou ótima. Obrigada por perguntar.

* * *

Voltei com o tipo de nevasca de Nova York que só vemos no noticiário, em que apenas os tetos dos carros ficam visíveis, as crianças andam de trenó em ruas normalmente cheias de carros e nem mesmo os meteorologistas conseguem disfarçar a alegria infantil. As avenidas largas estavam vazias por ordem do prefeito, e os imensos limpadores de neve da cidade subiam e desciam as principais vias feito gigantescas feras de carga.
Em circunstâncias normais, talvez eu ficasse emocionada de ver neve daquele jeito, mas meu humor estava cinzento e úmido, pairando acima de mim como um peso gelado, sugando a alegria de qualquer situação.
Ninguém tinha partido meu coração antes, pelo menos não alguém vivo. Eu me afastara de Patrick sabendo no fundo que, para nós dois, nosso relacionamento tinha se tornado um hábito, como um par de sapatos de que talvez a gente nem goste tanto, mas que continua usando porque não quer ter o trabalho de comprar outro. Quando Will morreu, eu pensei que nunca mais voltaria a sentir nada.
Acontece que não é nem um pouco reconfortante saber que a pessoa que amamos e perdemos ainda está respirando. Meu cérebro, órgão sádico que era, insistia em pensar em Sam várias vezes por dia. O que ele estaria fazendo naquele momento? No que estaria pensando? Será que estava com ela? Será que se arrependia do que havia acontecido entre nós? Ou nem sequer pensava em mim? Eu tinha uma dúzia de discussões mentais com ele por dia, algumas das quais eu inclusive ganhava. Meu lado racional interferia, argumentando que não havia motivo para pensar nele. O que estava feito estava feito. Eu tinha voltado para um continente diferente. Nossos futuros estavam separados por milhares de quilômetros. E então, às vezes, uma parte ligeiramente maníaca de mim intervinha com um otimismo forçado: Eu podia ser quem eu quisesse! Não estava amarrada a ninguém! Podia ir a qualquer lugar do mundo sem entrar em conflito!
Essas três partes de mim eram capazes de disputar espaço em minha mente por alguns minutos, e costumavam fazer isso com frequência. Era uma existência esquizofrênica, completamente exaustiva.
Eu as afogava. Corria com George e Agnes ao amanhecer, sem diminuir o passo quando meu peito doía e minhas canelas pareciam espetos quentes. Zunia pelo apartamento, antecipando as necessidades de Agnes, oferecendo-me para ajudar Michael quando ele parecia especialmente assoberbado, descascando batatas com Ilaria e a ignorando quando ela bufava. Cheguei até a me oferecer para ajudar Ashok a tirar a neve da entrada do prédio — qualquer coisa para não ter que sentar e pensar em minha própria vida. Ele fez uma careta e me disse para não ser louca: por acaso eu queria que ele perdesse o emprego?
Josh me mandou uma mensagem de texto no meu terceiro dia de volta, enquanto Agnes examinava sapato por sapato em uma loja infantil e conversava em polonês com a mãe ao telefone, aparentemente tentando descobrir o tamanho que deveria comprar e se a irmã aprovaria. Senti meu telefone vibrar e olhei para a tela.
E aí, Louisa Clark Primeira. Quanto tempo! Espero que tenha tido um bom Natal. Quer tomar um café uma hora dessas?
Fiquei olhando fixamente para a mensagem. Não tinha por que não aceitar, mas, de alguma maneira, parecia errado. Eu estava sensível demais, ainda conectada a um homem a quase cinco mil quilômetros de distância.
Oi, Josh. Meio ocupada agora (Agnes não me deixa parar!), mas talvez em breve. Espero que você esteja bem. Bj, L
Ele não respondeu, e eu me senti estranhamente mal em relação a isso.
Garry levou as compras de Agnes para o carro, e então o telefone dela vibrou. Ela o tirou da bolsa e ficou observando o aparelho. Olhou pela janela por um instante, então se virou para mim.
— Esqueci que tinha aula de arte. Precisamos ir a East Williamsburg.
Era claramente uma mentira. Tive uma lembrança súbita do terrível almoço do Dia de Ação de Graças, com todas as suas revelações, e tentei disfarçar.
— Vou cancelar a aula de piano, então — falei, sem alterar a voz.
— Sim. Garry, tenho aula de arte. Esqueci.
Sem dizer uma palavra, Garry começou a dirigir a limusine.

* * *

Garry e eu ficamos sentados em silêncio no estacionamento, o motor ligado para nos proteger do frio do lado de fora. Eu estava silenciosamente furiosa com Agnes por ter escolhido aquela tarde para uma de suas “aulas de arte”, pois isso queria dizer que fui deixada sozinha com meus pensamentos, uma porção de convidados indesejados que se recusavam a ir embora. Enfiei os fones de ouvido e coloquei músicas alegres para tocar. Usei meu iPad para organizar o resto da semana de Agnes. Joguei três rodadas de palavras cruzadas on-line com minha mãe. Respondi a um e-mail de Treena, perguntando se eu achava que ela devia levar Eddie a um jantar de trabalho ou se era cedo demais. (Eu achava que ela provavelmente devia ir em frente.) Olhei para fora, para o céu carregado, e me perguntei se ia nevar mais. Garry estava assistindo a um programa de comédia no tablet, rindo junto com as gargalhadas gravadas, o queixo apoiado no peito.
— Quer um café? — perguntei, quando não tinha mais unhas para roer. — Ela vai demorar uma eternidade, não vai?
— Não, obrigado. Meu médico me mandou cortar os donuts. E você sabe o que acontece se a gente for até aquele lugar que vende donuts gostosos.
Puxei um fio solto da minha calça.
— Quer brincar de alguma coisa?
— Você está de gozação com a minha cara?
Recostei-me no banco do carro, suspirando, e fiquei escutando o resto do programa de comédia. Depois, prestei atenção na respiração pesada de Garry ficando mais lenta e se transformando em roncos ocasionais. O céu estava começando a escurecer, ficando com um cinza-escuro hostil. Levaríamos horas para voltar por conta do trânsito. Então meu telefone tocou.
— Louisa? Você está com Agnes? O telefone dela parece estar desligado. Pode chamá-la para mim?
Olhei pela janela do carro para onde a luz do estúdio de Steven Lipkott lançava um retângulo amarelado sobre a neve cinzenta abaixo.
— Ahn... ela está só... ela está experimentando umas roupas, Sr. Gopnik. Deixe eu ir até os provadores pedir que ela ligue para o senhor em seguida.
A porta do térreo estava sendo mantida aberta com duas latas de tinta, como se estivessem fazendo uma entrega. Subi correndo os degraus de concreto e passei pelo corredor até chegar ao estúdio. Lá, parei diante da porta fechada, respirando com dificuldade. Olhei para meu telefone e depois para o alto. Eu não queria entrar. Não queria uma prova irrefutável do que havia sido sugerido no Dia de Ação de Graças. Encostei a orelha na porta, tentando descobrir se era seguro bater e me sentindo furtiva, como se fosse eu a errada. Mas tudo o que escutei foi música e uma conversa abafada.
Mais confiante, bati. Alguns segundos depois, tentei abrir a porta. Steven Lipkott e Agnes estavam de pé do outro lado da sala, com as costas viradas para mim, observando uma série de telas apoiadas na parede. Ele estava com uma das mãos no ombro dela e a outra agitando um cigarro na direção de uma das telas menores. A sala cheirava a fumaça, produtos químicos e, ligeiramente, a perfume.
— Bem, por que você não me traz outras fotos dela? — perguntou ele. — Se acha que este não a representa de verdade, então precisamos...
— Louisa!
Agnes se virou e espalmou a mão na minha direção, como se estivesse me espantando.
— Eu sinto muito — falei, mostrando meu telefone. — É... é o Sr. Gopnik. Ele está tentando falar com você.
— Você não devia ter entrado aqui! Por que não bateu?
A cor havia desaparecido do rosto dela.
— Eu bati. Desculpe. Eu não tinha como...
Foi quando estava saindo de costas que vi a tela. Uma criança, de cabelo louro e olhos grandes, meio virada, como se estivesse prestes a escapar. E, com uma clareza súbita e inevitável, compreendi tudo: a depressão, as conversas intermináveis com a mãe, as compras incessantes de brinquedos e sapatos...
Steven se inclinou para pegá-la.
— Olhe. Leve esta daqui com você se quiser. Pense um pouco.
— Cale a boca, Steven!
Ele se encolheu, como se não soubesse ao certo o que havia provocado a reação dela. Mas foi o que finalmente confirmou tudo.
— Nos vemos lá embaixo — falei, fechando a porta em silêncio atrás de mim.

* * *

Voltamos para o Upper East Side em silêncio. Agnes ligou para o Sr. Gopnik e pediu desculpas, ela não tinha se dado conta de que o telefone estava desligado, um problema do design... O aparelho vivia desligando sem ela querer... Ela realmente precisava de um novo, sim, querido. Estamos voltando agora. Sim, eu sei...
Ela não olhou para mim. Na verdade, eu mal conseguia encará-la. Minha cabeça estava a mil, juntando os acontecimentos dos meses anteriores com o que eu descobrira.
Quando finalmente chegamos em casa, andei alguns passos atrás dela no saguão, mas, quando chegamos ao elevador, ela girou, olhou fixamente para o chão e então se virou de novo na direção da porta.
— Certo. Venha comigo.

* * *

Nós nos sentamos em um bar de hotel escuro e dourado, do tipo onde eu imaginava que homens de negócios ricos do Oriente Médio se encontrassem com seus clientes, pagando as contas sem olhar. Estava quase vazio. Agnes e eu nos acomodamos em uma cabine de canto mal-iluminada, esperando enquanto o atendente deixava duas vodcas com água tônica e um pote de azeitonas verdes reluzentes, tentando, sem conseguir, ganhar a atenção de Agnes.
— Ela é minha — disse Agnes quando ele se afastou.
Tomei um gole do meu drinque. Estava forte demais, e eu gostei disso. Pareceu útil ter algo em que me focar.
— Minha filha.
A voz dela estava tensa, estranhamente furiosa.
— Ela mora com minha irmã na Polônia. Está ótima. Era tão pequena quando vim embora que mal se lembra da época em que a mãe vivia com ela. E minha irmã está feliz, porque não pode ter filhos. Mas minha mãe sente muita raiva de mim.
— Mas...
— Eu não contei a ele quando o conheci, está bem? Fiquei tão... tão feliz que alguém como ele tivesse gostado de mim. Não pensei por um instante que ficaríamos juntos. Foi como um sonho, sabe? Eu pensei: vou viver essa aventura, aí meu visto de trabalho vai vencer, vou voltar para a Polônia e me lembrar para sempre disso. E então tudo aconteceu muito rápido. Ele deixou a esposa por mim. Não consegui pensar em uma maneira de contar a ele. Toda vez que o encontro, penso É agora, é agora... e então, quando estamos juntos, ele me fala... ele me fala que não quer mais filhos. Ele encerrou, diz. Sente que causou uma grande confusão com a própria família e não quer piorar a situação com outras famílias, meios-irmãos, meias-irmãs, tudo isso. Ele me ama, mas a decisão de não ter filhos é irrevogável. Então, como posso contar?
Eu me inclinei para a frente para ninguém mais escutar.
— Mas... mas isso é muito louco, Agnes. Você já tem uma filha!
— E como eu posso contar isso agora, depois de dois anos? Você acha que ele não vai me achar uma pessoa ruim? Acha que ele não verá isso como uma traição muito, muito terrível? Eu criei um problema imenso para mim mesma, Louisa. Sei disso.
Ela tomou um gole da bebida.
— Penso o tempo todo... o tempo todo... em como posso consertar isso? Mas não tem o que consertar. Eu menti. E, para ele, confiança é tudo. Ele não me perdoaria. Então é simples. Assim, ele está feliz, eu estou feliz, posso ajudar todo mundo financeiramente. Estou tentando convencer minha irmã a vir morar em Nova York. Assim poderei ver Zofia todos os dias.
— Mas você deve sentir muita falta dela.
O maxilar de Agnes ficou tenso.
— Estou garantindo o futuro dela.
Agnes falou como se fosse um texto bastante ensaiado.
— Antes, nossa família não tinha muito. Agora, minha irmã mora em uma casa boa, com quatro quartos, tudo novo. Uma região muito boa. Zofia irá para a melhor escola da Polônia, tocará o melhor piano. Ela terá tudo.
— Menos a mãe.
Os olhos dela se encheram de lágrimas.
— É. Preciso escolher entre deixar Leonard ou deixá-la. Então, é minha... minha... ah, qual é a palavra... minha penitência viver sem ela.
Sua voz embargou um pouco.
Tomei um gole do drinque de vodca. Não sabia o que mais fazer. Ficamos olhando fixamente para nossos copos.
— Não sou uma pessoa má, Louisa. Amo Leonard. Muito.
— Eu sei.
— Eu achava que talvez quando nos casássemos, depois que estivéssemos juntos por um tempo, eu pudesse contar a ele. E ele ficaria um pouco chateado, mas talvez conseguisse superar. Ou então eu poderia ir e vir da Polônia, sabe? Ou talvez ela pudesse ficar aqui por um tempo. Mas as coisas simplesmente se tornaram tão... tão complicadas. A família dele me odeia demais. Sabe o que aconteceria se eles descobrissem a respeito dela agora? Sabe o que aconteceria se Tabitha soubesse?
Eu podia imaginar.
— Eu o amo. Sei que você pensa muitas coisas de mim. Mas eu o amo. Ele é um homem bom. Às vezes, eu acho muito difícil, porque ele trabalha demais e ninguém se preocupa comigo no mundo dele... e eu fico muito sozinha e talvez... eu nem sempre me comporto perfeitamente, mas não suporto imaginar a vida sem ele. Leonard é realmente minha alma gêmea. Eu soube disso desde o primeiro dia.
Ela ficou desenhando um padrão na mesa com o dedo fino.
— Mas daí penso em minha filha crescendo pelos próximos dez, quinze anos sem mim, e eu... eu...
Seu suspiro saiu trêmulo e alto o bastante para chamar atenção do barman.
Enfiei a mão na bolsa e, como não consegui encontrar um lencinho, dei um guardanapo a ela. Quando ergueu os olhos, havia uma suavidade em seu rosto. Era uma expressão que eu nunca tinha visto, radiante de amor e ternura.
— Ela é tão linda, Louisa. Está com quase quatro anos agora e é muito esperta. E inteligente. Ela sabe os dias da semana, sabe apontar países no globo e cantar. E sabe onde fica Nova York. Consegue desenhar uma linha no mapa entre Cracóvia e Nova York sem ninguém mostrar a ela. E toda vez que a visito ela se pendura em mim e diz: “Por que você precisa ir, mamãe? Não quero que você vá.” E um pouco do meu coração se parte... Ah, meu Deus, se parte... Às vezes nem quero mais vê-la, porque a dor quando preciso vir embora... é...
Agnes se curvou sobre seu copo, erguendo a mão mecanicamente para secar as lágrimas que caíam em silêncio na mesa brilhante.
Dei outro guardanapo a ela.
— Agnes — falei baixinho —, não sei por quanto tempo você vai conseguir continuar com isso.
Ela secou os olhos, a cabeça baixa. Quando ergueu o olhar, era impossível dizer que estivera chorando.
— Somos amigas, certo? Boas amigas.
— É claro.
Ela olhou para trás e se inclinou sobre a mesa.
— Você e eu. Nós duas somos imigrantes. Sabemos que é difícil encontrar nosso lugar no mundo. A gente quer melhorar de vida, trabalhar duro em um país que não é o nosso. Construir uma nova vida, fazer novos amigos, encontrar um novo amor. É possível se tornar uma pessoa nova! Mas nunca é simples, sempre tem um preço.
Engoli em seco e afastei uma imagem furiosa de Sam em seu vagão.
— Sei que ninguém pode ter tudo. E nós, imigrantes, sabemos disso melhor do que ninguém. Estamos com um pé em cada lugar. Nunca conseguimos ser felizes de verdade porque, no instante em que partimos, somos duas pessoas e, onde quer que estejamos, uma metade nossa está sempre pensando na outra. Esse é nosso preço, Louisa. É o custo de ser quem somos.
Ela tomou um gole da bebida e mais outro. Então respirou fundo e balançou as mãos por cima da mesa, como se estivesse se livrando do excesso de emoções pela ponta dos dedos. Quando voltou a falar, foi com um tom de voz frio:
— Você não pode contar a ele. Não pode contar o que viu hoje.
— Agnes, não sei como você vai conseguir esconder isso para sempre. É grande demais. É...
Ela estendeu a mão e a colocou em meu braço. Seus dedos fecharam com firmeza ao redor do meu pulso.
— Por favor. Somos amigas, sim?
Engoli em seco.

* * *

Acontece que não existem segredos de verdade entre os ricos. Apenas pessoas pagas para guardá-los. Subi a escada com esse novo peso inesperado em meu coração. Pensei em uma menininha do outro lado do mundo com tudo menos a coisa que ela mais queria e em uma mulher que provavelmente se sentia da mesma maneira, ainda que estivesse apenas começando a se dar conta disso.
Pensei em ligar para minha irmã, a única pessoa com quem eu talvez conseguisse falar sobre o assunto, mas eu já sabia o que Treena diria. Preferiria cortar um braço fora a deixar Thom em outro país.
Pensei em Sam, e nas barganhas que fazemos com nós mesmos para justificar nossas escolhas. Fiquei sentada no quarto naquela noite até que meus pensamentos baixaram como uma nuvem negra em volta da minha cabeça, então peguei o telefone. Ei, Josh, a oferta ainda está de pé? Mas para, tipo, uma bebida de verdade em vez de um café?
Em trinta segundos, a resposta chegou: Diga onde e quando, Louisa.

12 comentários:

  1. Fico aliviada de que era uma filha, não um amante. Pensei: oxe, a autora vai agora fazer reviravoltas, de injustiçada Agnes vai trair? Mas não, não era isso...

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  2. ai ainda bem,eu gostava tanto dela ,nn queria q fosse uma traidora

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  3. Ė uma filha e um amante...
    Vc esqueceu q o velho nbpode fazer filhos?
    E ela estava usando um teste de gravidez ...
    #torcendoporLou&Josh♡

    Eríneas Graças

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  4. Gente, eu ainda não entendi o pq do teste de gravidez...

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  5. Eu tinha certeza disso. Suspeitei antes mas tive certeza no capítulo do piano. E ainda estou intrigada com o teste de gravidez, se ela sabe da cirurgia pq fazer o teste?

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  6. Respostas
    1. O livro é postado capítulo a capítulo. Se você chegou até aqui, é só continuar clicando em "Próximo Capítulo" ou " < " para continuar

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  7. Calma ai, acho que perdi alguma coisa.. Em algum lugar foi ditto que ele fez cirurgia? Pq só entendi que ele não quer filhos.
    Sinto-me aliviada por não ser traição... mas muito triste por Agnes.

    Mari Matias

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    1. Sim , ele falou no jantar de Ação de Graças , ele fez vasectomia !

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    2. MAS E O TESTE DE GRAVIDEZ NO LIXO DA lOU???

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  8. Bingo !! eu tinha dito

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Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!