20 de fevereiro de 2018

Capítulo 15

O fim estava à vista. Bem logo à frente, os contrafortes estavam recuando, e as últimas ruínas mesclavam-se com a terra.
A majestade dos Antigos curvava-se mais uma vez em reverência ao tempo, que se provava ser o supremo vencedor. Eu estava aliviada por avistar os primeiros vislumbres de campos gramados à frente, amarelados devido ao inverno. O vale se estendia bem mais ao longe do eu esperava, embora um pouco da sua extensão pudesse ter a ver com a companhia em meio à qual eu cavalgava. Até mesmo quando palavras pungentes não eram trocadas entre Rafe e Kaden, eu sentia os golpes dos seus olhares sombrios de relance.
Se em algum momento houve três cavaleiros ímpares, éramos nós: o príncipe da coroa de Dalbreck, o Assassino de Venda e a princesa fugitiva de Morrighan. Filhos de três reinos, cada qual determinado a dominar os outros dois. Se a nossa situação não fosse tão desesperadora, eu teria jogado a cabeça para trás e dado risada da ironia. Parecia que, estivesse eu na cidadela ou em terras inóspitas afastadas, meu destino era sempre ficar presa no meio de forças opostas.
Griz não só havia sobrevivido à primeira noite como acordara faminto. Tavish nada disse, mas vi o seu alívio e talvez um pouco do orgulho perdido restaurado. A cada dia, Griz ficava mais forte e, agora, depois de três dias, sua face não estava mais tão pálida e ele não tinha mais febre. Tavish me perguntou sobre o cataplasma de thannis que eu aplicava nele diariamente. Partilhei o que sabia sobre a erva púrpura, inclusive sobre a sua breve, porém mortal, fase dourada, quando da semeadura. Ele pegou a bolsinha que ofereci a ele, fazendo uma nota mental de que evitaria as flores douradas se encontrasse alguma. Griz falou para ele não se preocupar, que ele não encontraria thannis nenhuma ali. Que thannis só crescia em Venda. Eu gostaria de ter agora um pouco daquelas sementes douradas, nem que fosse para plantar um pouco no jardim de Berdi.
Finalmente permitiram que Kaden cavalgasse. As mãos ainda estavam atadas, mas pelo menos na frente do corpo agora. O esquadrão que, segundo ele, estava nos caçando não tinha se materializado, mas a possibilidade ainda nos mantinha tensos. Eu acreditava na história de Kaden e estava certa de que os outros também, embora Rafe nada fosse admitir. O fato de que ele permitira que Kaden cavalgasse era admissão suficiente. Ele queria chegar até a segurança do posto avançado o mais rápido possível. Apenas meio dia de viagem a seguir, ele havia estimado quando arrumamos as nossas coisas para partimos nesta manhã, com o que Sven concordou.
O posto avançado de Marabella era o mais próximo ponto de segurança. Esse posto avançado recebera esse nome em homenagem a uma de suas rainhas de tempos atrás. Rafe disse que havia mais de quatrocentos soldados estacionados lá e que o posto era facilmente defensável. Uma vez que estivéssemos no local, poderíamos descansar, nos abastecer, trocar de cavalos e seguir nossa jornada com mais soldados. Com o Komizar morto, eu não havia sentido necessidade de voltar a Civica de imediato, mas agora, até mesmo com a mais leve possibilidade de que ele estivesse vivo e de que fosse capaz de executar os seus planos de aniquilar Morrighan, a urgência estava de volta. Por mais que eu sentisse deleite só de pensar na ideia de ter vários dias de descanso com Rafe, nós não poderíamos permanecer por muito tempo no posto. O reino de Morrighan precisava ser avisado não apenas em relação ao Komizar, mas também aos traidores que o ajudavam.
Rafe tomou um longo gole de água do seu cantil.
—Certifique-se de beber água também, Lia — disse ele, distraído, enquanto seus olhos faziam uma varredura na passagem à nossa frente.
Ele nunca descansava. Eu sequer estava certa de que ele dormia na maioria das noites. O mais leve ruído o acordava. Ao trazer Kaden e Griz para a nossa companhia, ele somente tinha mais coisas para equilibrar, e a exaustão transparecia na sua face. Ele precisava de uma boa noite de sono, uma boa noite de sono em que não tivesse que carregar o peso da segurança de todos nas costas. Ele se virou para mim e abriu um sorriso inesperado, como se soubesse que eu o estava observando.
— Estamos quase lá. — O gélido azul do seu olhar permanecia em mim, atiçando um fogo nas minhas entranhas que parecia espalhar-se até os dedos dos meus pés. Ele voltou, relutante, os olhos para a trilha à nossa frente, com sua guarda de volta. nós não estávamos lá ainda. Ele continuou a falar enquanto observava o nosso caminho. — A primeira coisa que eu vou fazer é tomar um banho quente... e depois vou queimar essas imundas roupas bárbaras.
Ouvi quando Kaden inspirou, fervendo de raiva.
Atrás de nós seguiram-se piadas sobre os confortos do posto avançado.
— A primeira coisa que eu vou fazer é atacar a bebida do coronel Bodeen — disse Sven em um tom alegre, como se já estivesse saboreando a bebida ardente na sua garganta.
— E eu vou erguer uma caneca com você — acrescentou Griz.
— Bordeen também mantém uma despensa atraente — completou Orrin, em tom de admiração.
— Bárbaras ou não, as roupas serviram-lhe bem o bastante — disse Kaden para Rafe. — Você teve sorte de ter recebido esses trajes.
Rafe desferiu um olhar fixo e frio por cima do ombro para Kaden.
— Assim como você teve sorte por eu não ter cortado a sua cabeça quando lutamos no Saguão do Sanctum.
Um silêncio fervilhante foi a resposta de Kaden.
No entanto, naquele momento, notei que havia um estranho silêncio por toda parte. As pontas dos meus dedos formigavam. Um cansaço repentino caíra sobre mim, como se alguém tivesse esmurrado os meus ouvidos. O sangue foi com tudo às minhas têmporas. Virei a cabeça e ouvi com atenção. E então, de algum lugar bem ao longe, escutei o satisfeito ronronar de um animal. Você é nossa. Olhei para Rafe. Os movimentos ao meu redor eram arrastados e lentos, e a penugem do meu pescoço ficou eriçada.
— Parem — falei baixinho.
Rafe puxou e parou o seu cavalo, com os olhos já aguçados e alertas.
— Contenham-se — ele disse aos outros.
Nosso grupo de oito pessoas ficou reunido, próximos uns aos outros, com incerteza, um nó apertado no silêncio. Oito pares de olhos procuravam por alguma coisa nas ruínas ali perto e nos estreitos espaços entre elas. Nada se mexia.
Balancei a cabeça, pensando que havia alertado todo mundo sem necessidade. Todos nós estávamos tensos... e cansados.
E, então, um uivo estridente cortou o ar.
Giramos para olhar atrás de nós, com nossos cavalos aos solavancos e se empinando para posicionarem-se no nosso círculo constrito. No fim da longa estrada que tínhamos acabado de descer, quatro homens montados nos seus cavalos estavam parados, todos igualmente espaçados, como se estivessem prontos para um desfile... ou uma investida.
— Rahtans — disse Kaden. — Eles estão aqui.
Eles estavam longe demais para que o identificássemos, mas estava claro que queriam que nós os víssemos.
— Só quatro? — disse Rafe.
— Há mais. Em algum lugar.
Orrin e Jeb desengancharam os arcos de suas bolsas. Lentamente, Rafe e Sven sacaram as espadas.
Coloquei meu manto para o lado e puxei dali tanto a minha faca quanto a espada.
— Por que eles estão ali, simplesmente sentados parados?
Outro grito estridente ressoou, ricocheteando nas ruínas e deixando os pelos dos meus braços arrepiados. Nós nos viramos na outra direção e nos deparamos com o que era quase uma imagem espelhada do que estava trás de nós. Seis homens montados nos seus cavalos, mas esses estavam muito mais próximos. Eles estavam lá, sentados em suas montarias como se fossem estátuas uniformemente espaçadas uma das outras, frios e firmes, como se nada pudesse passar por eles.
— Que inferno! Maldição! — disse Sven baixinho.
— Soltem-me — sussurrou Kaden. — Agora.
— Pelo que eles estão esperando? — foi a pergunta de Rafe.
— Por ela — respondeu Griz.
— Eles preferem levá-la viva do que arrastá-la morta de volta para lá — Kaden nos explicou. — Eles estão dando a vocês uma chance de abrir mão dela antes que nos matem.
Orrin soltou uma bufada.
— Eles estão presumindo que seremos nós que morreremos.
Era uma suposição razoável. Eu reconhecia dois deles pelos seus longos cabelos brancos. Trahern e Iver, os mais vis dos Rahtans. Nós estávamos em um número menor. Dez homens saudáveis e bem armados deles contra nossos oito, três dos quais estavam feridos, incluindo eu mesma.
Rafe olhou de relance para cada um dos lados, olhando para as ruínas caídas, mas estava aparente que nenhuma delas proveria rapidamente posições defensáveis.
— Se vocês fizerem o menor movimento, eles vão atacar — disse Kaden em tom de aviso.
— Mas alguma coisa que deveríamos saber? — perguntou Rafe.
— Vocês não têm muito tempo. Eles sabem que estamos conversando.
— Formação angular — ordenou Rafe, mantendo o tom de voz baixo e calmo. — Nós derrubaremos os seis primeiro, depois Jeb e Tavish retraçam os meus passos e se juntam a mim. Apenas quando eu falar. Griz, ao meu sinal, solte Kaden.
— Orrin, direita — disse Tavish. — Jeb... esquerda.
Os cavalos sapateavam no chão, sentindo o perigo.
— Mantenham-se firmes — sussurrou Sven.
Eles trabalhavam juntos, como se fossem uma máquina em operação fluida, trocando mais umas poucas palavras, com o foco cinzelado permanecendo nos Rahtans enquanto eles falavam.
Por fim, Rafe virou-se para mim, e todo o cansaço dele desaparecera, os olhos estavam ferozes com a batalha.
— Lia, mostre que você está colocando a sua espada de lado. Você vai se mover para a frente como se estivesse cedendo. — Ele se virou para olhar para os cavaleiros atrás de nós, e depois se virou de novo para mim. — Devagar. Cinco passadas à frente. Não mais do que isso. Depois, pare. Preparados?
Os olhos de Rafe se voltaram para mim, por uma batida de coração mais longa do que o tempo que tínhamos. Confie em mim. Vai ficar tudo bem. Amo você. Mil coisas reluzindo no seu olhar, coisas que ele não teve tempo de dizer.
Assenti e fui para frente. O tempo ficou fluido, cada bater de casco no chão sendo amplificado, uma passada parecendo um quilômetro. Fixei os meus olhos como aço nos Rahtans à nossa frente, como se isso fosse mantê-los no lugar. Eles não se mexeram, esperando que eu seguisse por todo o caminho até eles. Sim, Trahern e Iver, mas agora eu também reconhecia Baruch, Ferris e Ghier, apenas guardas cruéis antes, agora elevados a cavalgarem com os Rahtans. Não conhecia o sexto. Malich, porém, não estava entre eles. Se não estava aqui, talvez fosse ele que estivesse na regência de Venda agora. Eu havia embainhado a minha espada como Rafe ordenara que eu fizesse, mas a faca ainda estava na minha mão, escondida atrás do cabeçote da sela. Duas passadas. Os cavalos deles se empinavam, impacientes. Três passadas. Eles trocaram olhares, vitoriosos. Quatro passadas. Eu estava perto o suficiente para ver os rostos deles. O rosto de cada um deles reluzia com satisfação. Trahern veio para a frente de modo a encontrar-se comigo. Mais uma. Cinco passadas. Parei o meu cavalo.
— Pode continuar vindo, moça — disse ele.
Não me mexi.
Uma expressão de dúvida cruzou a face dele por apenas um breve instante antes que o grito de batalha de um príncipe guerreiro cortasse o ar. O chão tremeu com o retumbar dos cascos dos cavalos. Carne e sombras passavam voando por mim.
Os Rahtans foram correndo de encontro a eles, com Trahern liderando o bando. Rafe fez uma manobra na minha frente para bloqueá-lo. Seguiu-se o lampejar de espadas e o girar de machados. Meu cavalo deu meia-volta na confusão, recuando. Esforcei-me para recuperar o controle dele. Flechas voaram, e o suave sibilar delas passou pelos meus ouvidos. Os Rahtans que antes estavam atrás de nós agora também vinham correndo na nossa direção, mas então Rafe e Tavish retraçaram os seus passos, com flechas voando na outra direção, um círculo de batalha comigo no centro. A poeira erguia-se em nuvens, e o mortal ressoar de espadas retinia no ar. Griz girou com força, até mesmo com a lateral do seu corpo fraca, trazendo Iver abaixo. Kaden lutou ao lado dele, com as mãos livres pela primeira vez em dias. O sangue foi borrifado em ambos, mas eu não sabia ao certo a quem pertencia.
Kaden girou no seu cavalo, matando Baruch com um golpe cruel na garganta, puxando e soltando a espada e, no mesmo movimento, bloqueando o ataque de Ferris. Ghier avançou para cima de Sven vindo de trás, e eu joguei a minha faca, atingindo-o bem no meio da nuca. Rodopiei, a briga vindo de todos os lados, e girei a minha espada para cima de mais um Rahtan quando ele atacava Orrin. A lâmina passou de raspão na armadura de couro dele, mas foi distração suficiente para que Orrin conseguisse derrubá-lo do seu cavalo. Tirei uma segunda faca do cinto, mas então, escondido nas ruínas, um lampejo. Cor. Alguma outra coisa fazendo o meu olho virar. Movimento. Ataque.
Um cavalo veio correndo, com Ulrix guiando-o na minha direção.
Ergui a minha espada, mas ele já estava em cima de mim, com a lateral do corpo do seu cavalo agindo como aríete para cima da minha montaria, o impacto fazendo com que o meu animal tropeçasse e a espada saísse voando. O cavalo dele ainda estava vindo de encontro ao meu, não me dando tempo para me reposicionar ou conseguir controle, com todas as nossas partes, sela e estribos, parecendo emaranhadas. Eu ainda estava com a faca na mão, e usei para cortar o braço dele, mas me deparei apenas com um punho de couro. Ataquei novamente, tentando atingir algo mais vital; no entanto, ele me bloqueou com a espada e me puxou para cima do seu cavalo com a outra mão em um único e violento puxão. O cabeçote da sua sela bateu na minha barriga como se fosse um punho cerrado, o soco tirando o meu fôlego, socando-me repetidas vezes enquanto eu montava no cavalo com a barriga para baixo. Eu não conseguia respirar, mas sabia que ele estava indo embora em cavalgada. Estávamos desaparecendo nas ruínas. Tentei forçar o ar de volta aos pulmões, para sair rolando, soltar o braço preso embaixo de mim, e estiquei a mão, desesperada em busca de alguma coisa com que pudesse atingi-lo. Onde estava a minha faca? Ar. Eu precisava de ar. Ele enfiava os dedos pelos meus cabelos, puxando a minha cabeça para trás.
— Tudo de que eu preciso é sua cabeça, princesa. A escolha é sua. Submeta-se a mim ou perca a cabeça.
Fiquei ofegante, com os meus pulmões finalmente se enchendo de ar, e puxei e soltei o meu braço, com alguma coisa dura ainda nos meus dedos. Dei um golpe com a faca para cima. Ele acertou a minha mão, fazendo com que a faca saísse voando, mas era tarde demais. A lâmina havia deixado uma linha esguichada de sangue da clavícula até a orelha de Ulrix. Ele rugia com a dor, agarrando o meu braço com uma das mãos e erguendo a espada com a outra. Eu não tinha como me mexer, nenhum jeito de empurrá-lo para longe de mim, nenhuma forma de proteger o meu pescoço da lâmina dele, e então ele se foi.
Ele se foi.
O corpo caído de Ulrix jazia no chão. A cabeça dele foi tombando pela inclinação até uma rocha. Rafe deu uma volta em círculo, embainhando a espada ensanguentada. Ele veio cavalgando, pegando-me pela cintura e me puxando ao lado para cima de sua sela. Seu coração socava o peito dele junto ao meu ombro. Suas respirações estavam rascadas por causa do esforço da batalha. Eu me virei para olhar para ele. Sangue borrado e suor caíram da sua face. Ele me puxou para si, segurando-me com tanta força que eu não tinha como me soltar dele.
— Você está bem? — disse ele, junto aos meus cabelos.
Minhas palavras ficaram engasgadas na garganta.
— Rafe — foi tudo que consegui dizer.
Ele fez carinho com a mão na minha cabeça, segurou os meus cabelos, sua respiração se acalmando enquanto ele me abraçava.
— Está tudo bem com você — disse ele, e dessa vez parecia que ele dizia isso mais para sim mesmo do que para mim.

* * *

Os Rahtans estavam mortos, mas nosso grupo havia sofrido bastante.
Quando retornamos para junto dos outros, Tavish estava com um talho na testa, que ele dispensava com um aceno de mão como se não fosse algo importante, envolvendo a cabeça com uma faixa de tecido para impedir que o sangue caísse nos olhos. Jeb estava deitado no chão, com o rosto molhado e branco. Meu coração ficou apertado, mas Kaden me garantiu que não era algo fatal. Quando o cavalo de Jeb fora atingido pelo golpe de uma espada, ele tinha sido jogado para fora do animal, e o ombro estava deslocado. Ele estremecia enquanto cortavam a sua camisa para que pudessem analisar o ferimento.
— Essa era a minha camisa predileta, seus selvagens — disse ele, tentando sorrir, mas a sua respiração estava tensa e sua face mostrava apenas agonia.
Eu me prostrei ao lado dele, colocando os seus cabelos para trás.
— Vou comprar mais uma dúzia dessas para você — falei.
— Linho de Cruvas — especificou ele. — É o melhor que existe.
— Linho de Cruvas será.
Ele fez uma careta e olhou para Rafe.
— Acabe logo com isso.
Todos nós ficamos com os olhares fixos no ombro dele. Era mais do que apenas um ombro deslocado. Alguma coisa se rasgara por dentro. A pele estava inchada, roxa e azul, e o ferimento anterior que Tavish havia costurado estava sangrando de novo.
Tavish assentiu para Orrin e Kaden. Eles o seguraram enquanto Rafe girava o braço de Jeb para o lado, levemente para cima, para depois puxá-lo. O grito de Jeb foi pleno e gutural, ecoando pelo vale. Meu estômago se revirou. Depois disso, os olhos dele permaneceram fechados, e achei que ele tivesse desmaiado, mas, quando a sua respiração retornou, ele ergueu o olhar para mim, e disse:
— Você não ouviu isso.
Limpei a testa dele.
— Não ouvi nada além de selvagens rasgando uma camisa perfeitamente boa.
Nós fizemos uma tipoia para o ombro dele com um saco de dormir de um Rahtan morto, e Jeb recebeu ajuda para subir em um dos cavalos vendanos, com o dele agora morto na estrada e sem seus pertences. Estávamos seguimos caminho novamente, todos nós sujos de sangue, com Griz pendendo para o lado machucado de novo, fazendo-me temer que os seus pontos tivessem soltado. Os Rahtans mortos estavam espalhados pelo chão em uma cena horrível de homens assassinados, alguns deles despidos das necessárias roupas de baixo. Enquanto nós pegávamos os suprimentos de que precisávamos dos corpos mortos, eu me sentia como um abutre, do tipo que Gaudrel e Morrighan haviam temido. Rezei para que não tivesse mais qualquer Rahtan à nossa espera em outra ruína. Parecia que nunca sairíamos desse inferno.

9 comentários:

  1. Só consigo pensar no coração sangrando do Kaden em ver a Lia com o paspalho do Rafe no maior amor

    ResponderExcluir
  2. Respostas
    1. rt #teamrafe O Kaden so fez a menina sofrer deus me livre

      Excluir
    2. Pra mim o que mas sofre e o kaden. Ele sempre foi traído.

      Excluir
  3. #TeamRafe desde que se pusetam os olhos um no outro, foi amor

    ResponderExcluir
  4. Prefiro a Lia com o Rafe do que com o Kaden.

    ResponderExcluir
  5. SANGUEEEEEEE!!! GENTE, ESSA CENAS DE BATALHAS??!!? AHHHHH PFVRRRRR.MUITO BOM!!! JEB <3

    ResponderExcluir

Se você não tem conta no Google e quiser comentar, utilize a opção Nome/URL e preencha seu nome/apelido/nick; o URL pode deixar em branco.

Boa leitura, E SEM SPOILER!