2 de fevereiro de 2018

Capítulo 15

Ele parou um pouco longe, como se esperasse um sinal meu para prosseguir. Meu estômago se contorceu. O rosto dele estava diferente hoje.
Ainda era impressionante, mas ontem, com certeza, ele estava com raiva desde o momento em que me vira, e eu sentia que queria me odiar.
Hoje ele queria outra coisa.
Com o sol esplendoroso acima de nossas cabeças, as sombras laceravam as maçãs do rosto dele, e o azul de seus olhos ficava ainda mais profundo e cortante com aquela paisagem de cores embotadas. Emoldurado por cílios escuros, aqueles eram os tipos de olhos que podiam fazer qualquer um parar e reconsiderar seus passos — ao menos fez com que eu reconsiderasse os meus.
Engoli em seco. De um jeito casual, Rafe ergueu duas cestas em uma das mãos como se fossem uma explicação para sua presença ali.
— Pauline me mandou vir até aqui. Ela me disse que você esqueceu isso.
Resisti a revirar os olhos. É claro que ela fez isso. A sempre engenhosa Pauline. Mesmo em seu estado enfraquecido, ela ainda era uma leal integrante da corte da Rainha, tentando tecer possibilidades para seus encargos mesmo de longe, e, é claro, ela era do tipo a quem nem mesmo Rafe seria capaz de oferecer uma recusa.
— Obrigada — respondi. — Ela passou mal e teve que voltar para a estalagem, mas esqueci de pegar as cestas com ela antes que fosse embora.
Rafe assentiu como se tudo isso fizesse perfeito sentido, e então seu olhar contemplativo passou pelos meus ombros e braços desnudos. Minha roupa de baixo aparentemente não era tão decente quanto eu pensara, mas havia pouco que eu poderia fazer para remediar isso agora. Junto com a faca, minha blusa ainda estava pendurada na sela do Otto. Fui andando até mais perto dele para pegar as cestas, tentando ignorar o lampejo de calor que se espalhava pelo meu peito.
O cavalo dele era monstruoso e fazia com que o meu raviano parecesse um pônei. O animal tinha claramente uma constituição que não era voltada para a velocidade, mas sim para a força — e talvez para a intimidação. Rafe estava sentado tão alto na sela que teve que se inclinar para me entregar as cestas.
— Sinto muito se acabei me intrometendo — disse ele enquanto eu pegava as cestas.
O pedido de desculpas dele me pegou desprevenida. Sua voz soava educada e autêntica, não guardando nada do rancor de ontem.
— Um ato de bondade não é uma intrusão — respondi. Ergui o olhar para ele e, antes que pudesse cortar minhas próprias palavras, ouvi a mim mesma convidando-o a ficar e dar água a seu cavalo. — Quer dizer, se você tiver tempo.
que foi que eu fiz? Algo em relação a ele me perturbava muito, mas também havia alguma coisa que me fascinava, tanto que eu estava sendo impulsiva demais com meus convites.
Ele ergueu as sobrancelhas como se estivesse considerando minha oferta, e, por um instante, rezei para que fosse dizer não.
— Acho que tenho tempo — respondeu ele. Ele desceu do cavalo e o conduziu até a lagoa, mas o animal só cheirou a água. Era um cavalo malhado de preto e de branco, formidável em estatura. Muito provavelmente era o mais belo cavalo que eu já tinha visto na vida. Seu dorso reluzia, e os pelos em suas pernas traseiras e dianteiras eram como brilhantes nuvens brancas que dançavam quando o animal andava. Rafe deixou cair a guia e voltou-se de novo para mim.
— Você está colhendo amoras?
— Berdi precisa delas para o festival.
Ele se aproximou ainda mais, parando a apenas um braço de distância, e analisou o cânion.
— Aqui, tão longe? Não há nenhuma amoreira mais perto da estalagem?
Não cedi terreno.
— Não como as desse lugar. Elas dão frutos com o dobro do tamanho das outras.
Ele me fitou como se eu não tivesse dito nada. Eu sabia que havia algo acontecendo ali. Nossos olhares contemplativos estavam travados um no outro, como se nossas vontades estivessem travando uma batalha em algum plano misterioso, e eu sabia que perderia a batalha caso desviasse o olhar. Por fim, ele baixou o olhar por um instante, quase com pesar, mascando o lábio inferior, e eu respirei.
A expressão dele se suavizou.
— Você precisa de ajuda?
Ajuda? Segurei as cestas, desajeitada, e deixei cair uma delas.
— Claramente você está mais bem-humorado hoje do que ontem — falei, enquanto me agachava para pegar a cesta do chão.
— Eu não estava mal-humorado — respondeu ele, enquanto eu me endireitava.
— Sim, estava sim. Você parecia um grosseirão sem modos.
Um largo sorriso lentamente surgiu nos cantos da boca dele, aquele mesmo sorriso enlouquecedor, arrogante e reticente da noite passada.
— Você me surpreende, Lia.
— De que maneira? — perguntei a ele.
— De muitas. Uma das coisas que mais me surpreendem é o seu terrível medo de coelhos.
— Medo de coelhos... — Pisquei devagar e com força. — Você não devia acreditar em tudo o que as pessoas dizem. Pauline é sempre generosa para enfeitar a verdade.
Ele esfregou o queixo devagar.
— E não somos todos?
Permaneci analisando-o, não menos do que eu tinha feito com Gwyneth, embora ele fosse um quebra-cabeças mais complexo. Tudo que dizia parecia carregar uma gravidade além das palavras que pronunciava.
Eu faria com que Pauline pagasse por aquilo, começando com um sermão sobre coelhos. Virei-me e fui andando até os arbustos de amoras silvestres. Colocando uma das cestas aos meus pés, comecei a encher a outra. As passadas de Rafe esmagavam pedrinhas no chão atrás de mim. Ele parou ao meu lado e pegou a segunda cesta.
— Que tal uma trégua? Por ora? Prometo que não serei um grosseirão sem modos.
Mantive os olhos voltados para o arbusto de amoras silvestres na minha frente, tentando suprimir um largo sorriso.
— Tudo bem — foi minha resposta.
Ele apanhou várias bagas, ficando perto de mim, ao meu lado, deixando algumas caírem dentro da minha cesta como se estivesse me ultrapassando na tarefa.
— Eu não fazia isso desde que era criança — disse ele.
— Então está se saindo bem. Nenhuma entrou na sua boca ainda.
— Você está querendo dizer que eu tenho permissão para fazer isso?
Sorri por dentro. A voz dele soava quase brincalhona, embora eu não pudesse imaginar tal expressão no rosto dele.
— Não, você não tem permissão — respondi.
— Muito bem. Não é um gosto que eu deva adquirir mesmo. Não há muitas amoreiras de onde venho.
— E exatamente onde seria isso?
Ele parou com a mão sobre uma amora silvestre como se colhê-la ou não fosse uma decisão monumental. Por fim, ele puxou a fruta do galho e explicou que vinha de um vilarejo na parte mais ao sul de Morrighan. Quando perguntei o nome do vilarejo, ele disse que era tão pequeno que não tinha nome.
Ficou óbvio que ele não queria revelar de onde era. Talvez estivesse fugindo de um passado desagradável como eu, mas isso não queria dizer que eu tinha que engolir a história dele na primeira mordida.
Eu poderia brincar com ele um pouco.
— Um vilarejo sem nome? É mesmo? Que coisa mais estranha! — Esperei que mordesse a isca, e Rafe não me desapontou.
— É só uma região. Com umas poucas casas espalhadas por lá, no máximo. Quase todos os moradores são fazendeiros. E você? De onde vem?
Uma região sem nome? Talvez. E ele era forte, estava em boa forma, era bronzeado como um trabalhador de fazenda deveria ser, mas também havia algo um tanto não rural em relação a Rafe... a forma como ele falava, até mesmo a maneira como se portava, e especialmente seus enervantes olhos azuis, que eram ferozes, como os de um guerreiro. Definitivamente, não eram os olhos de um fazendeiro que se contentaria em passar seus dias revirando o solo.
Peguei a baga que ainda estava entre os dedos dele e joguei-a na minha boca. De onde eu era? Estreitei os olhos e abri um sorriso.
— De um pequeno vilarejo na parte mais ao norte de Morrighan. A maioria dos moradores é formada por fazendeiros. É só uma região, para falar a verdade. Umas poucas casinhas espalhadas. No máximo. Sem nome. — Ele não conseguiu segurar uma boa risada. — Então viemos de mundos opostos, porém similares, não é?
Fitei-o, hipnotizada com o fato de que eu tinha sido capaz de fazê-lo rir.
Fiquei observando enquanto o sorriso dele se esvanecia da face. Linhas gentis enrugavam seus olhos. Sua risada parecia fazer com que tudo em relação a ele ficasse relaxado. Ele era mais jovem do que eu originalmente achei que fosse, tinha talvez uns dezenove anos. Eu estava intrigada com...
Arregalei os olhos. Eu estivera estudando-o e nem mesmo havia respondido à sua pergunta. Desviei o olhar, com o coração batendo forte em meu peito e voltei com vigor renovado para a minha cesta cheia pela metade, colhendo várias bagas verdes antes de ele esticar a mão e encostar na minha.
— Vamos para outra amoreira? — sugeriu ele. — Eu acho que esse arbusto já foi todo colhido, a menos que Berdi queira frutas amargas.
— Sim, talvez devamos partir para outros.
Ele soltou a minha mão e andamos um pouco mais, descendo o cânion, colhendo amoras silvestres enquanto seguíamos nosso caminho. Ele me perguntou há quanto tempo eu trabalhava na estalagem, e respondi que há apenas umas poucas semanas.
— O que você fazia antes disso?
Qualquer coisa que eu fazia em Civica não valia a pena ser mencionada.
Ou quase.
— Eu era ladra — falei — mas decidi tentar ganhar a vida honestamente. Até agora, estou me saindo bem.
Ele sorriu.
— Mas pelo menos você tem uma segunda opção se tudo der errado, não?
— Exatamente.
— E seus pais? Você os vê com frequência?
Desde o dia da minha fuga com Pauline, eu não havia falado sobre os meus pais com ninguém. Haverá uma recompensa pela minha cabeça.
— Meus pais estão mortos. Você gostou da carne de cervo da noite passada?
Ele reconheceu minha abrupta mudança de assunto com um menear de cabeça.
— Bastante. Estava deliciosa. Gwyneth me levou uma porção generosa.
Eu não podia deixar de imaginar com o que mais ela havia sido generosa. Não que ela alguma vez tivesse passado dos limites do decoro, mas ela realmente sabia como dispensar sua atenção a certos fregueses regulares, e eu me perguntava se Rafe teria sido um deles.
— Você vai ficar, então?
— Por um tempinho. Pelo menos até o fim do festival.
— Você é devoto?
— A algumas coisas.
Essa foi uma resposta bem evasiva que me colocou a pensar se o principal interesse dele no festival seria a comida ou a fé. O festival anual tinha tanto a ver com comida e bebida quanto com as observâncias sagradas, e alguns se serviam mais de umas do que das outras.
— Eu notei os cortes em suas mãos. Você os adquiriu por causa do seu trabalho?
Ele examinou uma de suas mãos, como se ele também estivesse notando os machucados agora.
— Ah, esses cortes. Estão quase curados agora. Sim, do meu trabalho na lavoura, mas estou num período entre empregos agora.
— Se você não puder pagar, Berdi vai arrancar sua pele.
— Ela não precisa se preocupar. Minha falta de trabalho é apenas temporária. Eu tenho o bastante para pagar pela minha estadia e comida.
— Então sua pele será poupada. Embora sempre haja algum trabalho em volta da estalagem que você possa fazer em troca da hospedagem e comida. A cabana, por exemplo, está precisando de um novo telhado. Então Berdi poderia alugá-la devidamente e conseguir um lucro melhor.
— Mas então onde você ficaria?
Como Rafe sabia que eu estava ficando na cabana? Será que isso ficara aparente pela direção que eu segui na noite passada? Ainda assim, eu poderia estar indo para uma das várias casas a uma curta caminhada da estalagem — a menos que ele tivesse me espiado até eu chegar à porta da cabana ontem à noite.
Como se pudesse ver os pensamentos revirando-se na minha cabeça, ele acrescentou:
— Pauline me disse que estava indo para a cabana descansar quando me pediu para trazer as cestas para você.
— Tenho certeza de que o celeiro será adequado para mim e Pauline tão bem quanto para os hóspedes pagantes de Berdi. Já fiquei em lugares piores.
Ele resmungou como se não acreditasse, e me perguntei como será que ele me via. Será que uma vida de privilégio ficava evidente pelo meu rosto ou pela minha fala? Porque era algo que não transparecia em mais nada. Minhas unhas estavam lascadas; minhas mãos, secas e rachadas; minhas roupas, rasgadas. De repente eu sentia orgulho da minha jornada árdua de Civica até Terravin. Esconder os nossos rastros fora a nossa prioridade, superando até mesmo o conforto, e mais de uma vez dormimos em solo duro e rochoso sem o privilégio de uma cálida fogueira.
O cânion estreitou-se, e subimos por uma trilha gentil até irmos parar em um planalto coberto de grama que dava para o oceano. Os ventos eram fortes aqui, balançando os cachos soltos dos meus cabelos. Estendi a mão para colocá-los para trás e examinei o oceano púrpura com picos congelados, uma tempestade selvagem, ao mesmo tempo encantadora e assustadora. As cálidas temperaturas do cânion desapareceram e eu senti o frio em meus ombros desnudos. As ondas espiralavam-se e batiam nas rochas irregulares de uma pequena caverna bem abaixo de nós, deixando trilhas espumosas para trás.
— Eu não chegaria tão perto — avisou-me Rafe. — O penhasco pode ser instável.
Olhei para baixo, para as fissuras que se estendiam como garras da beira do penhasco e dei um passo para trás. Estávamos cercados apenas por gramado varrido pelo vento.
— Imagino que não haja arbustos de amoras silvestres por aqui — falei, declarando o óbvio.
— Nenhum — respondeu ele. Ele ergueu os olhos das fissuras para mim, longos segundos se passaram, e senti o peso de sua atenção como se ele estivesse me analisando. Ele se conteve abruptamente e desviou o olhar, fitando mais ao longe, costa abaixo.
Segui a linha do olhar contemplativo dele. Ao longe, as imensas ruínas desbotadas de dois domos gigantescos que haviam desmoronado no lado da direção do vento erguiam-se acima das ondas como as carcaças ossudas de gigantescas criaturas marítimas jogadas na orla.
— Já devem ter sido impressionantes — falei.
— Devem? Ainda são, você não acha?
Dei de ombros. Os textos de Morrighan estavam permeados de avisos sobre os Antigos. Eu via tristeza quando olhava para o que restara deles. Os semideuses que antes controlavam os céus tinham sido rebaixados, humilhados até o ponto da morte. Sempre imaginei poder ouvir suas obras-primas desmoronadas entoando um infinito canto fúnebre. Eu me virei, olhando para a grama selvagem do outro lado do planalto.
— Vejo apenas lembretes de que nada dura para sempre, nem mesmo a grandeza.
— Algumas coisas duram.
Encarei-o.
— É mesmo? E exatamente que coisas seriam essas?
— As coisas que importam.
A resposta dele me surpreendeu tanto em termos de substância quanto na maneira como ele falou. Era singular, estranha, um tanto quanto ingênua até, mas sincera. Certamente não era o que eu esperava ouvir de alguém endurecido como ele. Eu poderia desafiá-lo com facilidade. As coisas que importavam para mim não haviam durado. O que eu não daria para ter meus irmãos aqui em Terravin ou para ver o amor nos rostos dos meus pais mais uma vez. E as coisas que importavam para os meus pais também não haviam durado, como a tradição da Primeira Filha. Eu era uma séria decepção para eles.
Minha única resposta foi um neutro dar de ombros.
Ele franziu o rosto.
— Você desdenha de tudo dos modos antigos? Todas as tradições das eras?
— A maior parte. Por isso vim a Terravin. As coisas aqui são diferentes.
Ele inclinou a cabeça para o lado e se aproximou. Eu não podia me mover sem pisar em direção às fissuras do penhasco. Ele estava a apenas uns centímetros de mim quando esticou a mão, seus dedos roçando no meu ombro. O calor fluía por mim.
— E o que é isso? — ele perguntou. — Isso me parece algo tradicional. Para marcar uma celebração, talvez?
Olhei para onde ele havia tocado na minha pele. Minha roupa de baixo havia escorregado do meu ombro, revelando uma parte da garrado leão e das vinhas de Morrighan. O que eles tinham feito que eu não conseguia me livrar dessa besta? Malditos artesãos!
Puxei minha blusa para cobrir o kavah.
— Isso é um erro terrível. É isso que é! Um pouco mais do que as marcas de bárbaros rosnadores!
Eu estava enfurecida porque esse maldito kavah se recusava a sair de mim. Tentei passar roçando nele, mas um forte puxão me deixou de novo de frente para Rafe, cuja mão circundava meu pulso. Nós não falamos nada. Ele só ficou me encarando, com o maxilar tenso, como se estivesse segurando as palavras.
— Diga o que está pensando — falei, por fim.
Ele me soltou.
— Eu já disse a você. Tome cuidado onde pisa.
Fiquei esperando. Achei que ele fosse falar mais, fazer mais. Queria que ele fizesse mais. No entanto, Rafe permaneceu parado.
— Isso é tudo? — perguntei.
Suas narinas ficaram dilatadas enquanto ele inspirava fundo, e seu peito subia e descia enquanto inspirava e exalava o ar.
— Isso é tudo — disse ele, virou-se e foi andando, descendo a trilha em direção ao cânion.

18 comentários:

  1. Ahhhhh me desculpe. Mas estava muito entretida com a leitura. Mas muito obrigada pela postagem...descobri o seu blog faz pouco tempo... já li bastante. Ahhhhhh vc é a melhor pessoa. Obrigada Karina

    E estou apaixonada pela Lia. Ela é perfeita como protagonista

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  2. Vixxi pensei que ele ia jogar ela so penhasco

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  3. Lindo é esse Rafe kkkkk mds só de imaginar... mas enfim a lia é uma menina inteligente de certo modo gostei dela mas as vezes da vontade de socar a cara dela kkkkkkkkk amo ela mano

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  4. Até agora não consigo descobrir quem é o assassino ou o príncipe

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    1. Como não!? Olha o jeito que ele ficou. O rafe é o assasino

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    2. Assassinos tem cavalo de raça? Porque o cavalo descrito por Lia é um cavalo de raça. Se o Rafe for o assassino então tem um dinheiro consideravel.

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    3. E e outra não era o príncipe que tava estressado por ela está disparado de uma simples garçonete!?!?🤔

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  5. Ai, gente! Shippo. Cada vez mais me convenço de que o Rafe é o príncipe. Acho que ele ficou com raiva por ela ter zombado do reino dele, ele claramente reconheceu o símbolo.

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    1. Tbm acho que ele é o príncipe, tanto por reconhecer o kavah (e se fazer de sonso perguntando oq era), tanto pelo cavalo bem cuidado e de raça e tbm pelo fato de que ele disse naquela parte que era soldado ( e a lia diz que ele parece um guerreiro)

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  6. Pensei que ele ia empurra ela

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  7. Já tava imaginando o beijo mesmo sabendo que é sedo d+

    Mirtiz

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  8. KKKKKK ta mt engraçado cada pessoa pensando uma coisa deles dois. Tô no time que pensa que Rafe é o assassino (mas aquele terceiro sujeitinho me intrigou)

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  9. TANTA DICA NESSE CAPÍTULO EU ATE CHORO

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  10. O terceiro cara me intrigou,o Rafe é o príncipe

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  11. Gnt primeiro penso que rafe é o príncipe e o kaven e o assasino mais ai acontece outras coisas que ja muda minhas ideias todinhas😂😂
    Mais não foi o príncipe que falo que devia parar de fala com ela entt o kaven paro de fala muito....nao sei tô bugadona

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  12. Mano,relendo e vendo, a autora joga MUITO com a gente. Se fosse o príncipe, ele estaria incomodado com o que ela falou do Kavanh, se fosse o assassino ele ia ficar furioso do jeito que ela falou do povo dele.

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  13. To igual barata tonta,na mesma hora q penso q um é um príncipe já penso q é o assassino e vice e versa

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Boa leitura, E SEM SPOILER!