14 de fevereiro de 2018

Capítulo 15. Corujas no telhado

Crânio lia e relia o segundo guardanapo anotado por Chumbinho e perdia a paciência:
— Não dá, não dá! Não há nada neste texto que pareça um dos nossos códigos. Magrí não nos contou coisa nenhuma! E agora, o que vamos fazer?
Chumbinho não aceitava o desânimo:
— Calma, Kara. Tem alguma coisa aqui. Eu tenho certeza de que tem alguma coisa aqui. Vamos olhar de novo!
— Não adianta olhar mais, Chumbinho. O texto que você leu na tela da tevê era esse mesmo?
— Palavra por palavra, Crânio. Eu copiei tudo!
— Hum... — resmungou Crânio, examinando novamente o guardanapo. —
Além do “pequeno canguru”, ela deve ter dado outra prova ao pai de que era mesmo a Peggy...
— Onde, Crânio?
— Aqui, veja: “como eu dizia quando era pequena...”.
— Dizia o quê? New York? Qualquer um fala New York com qualquer idade!
Chumbinho deu um tapa na própria testa:
— Ai, que mancada que eu dei, Kara!
— O que foi? — estranhou Crânio.
— Ai, ai, ai, como é que eu fui fazer uma besteira dessas? Eu corrigi uma palavra do texto na hora de copiar. Achei que tinha sido erro dos jornalistas da tevê. Que mancada!
— Mas que palavra era essa, Chumbinho? Ande logo!
— A palavra “York”. Estava errada. Estava “Yorty”!
O rosto de Crânio iluminou-se:
— Só pode ser isso! Vamos aplicar o código Tenis-polar!(1)
 Rapidamente, Crânio pegou o guardanapo e escreveu a palavra TÊNIS logo acima da palavra POLAR. — Bom, temos dois “Y”... Vamos substituí-los por “I”... (1) Código “Tenis-polar” - Basta escrever a palavra “TÊNIS” logo abaixo palavra “POLAR”, de modo que cada letra de “TENIS” fique acima de cada letra da palavra “POLAR”. Depois, para escrever uma palavra secreta, basta substituir uma letra pela outra, desse modo: se houver um “T”, substitui-se pelo “p”, pois esta é a letra correspondente. Se for “P” substitui-se pelo “T”, da mesma forma. A letra “E” será substituída pelo “O”, a letra “O” pelo “E”, a letra “L” pelo “N”, e assim por diante. As letras da palavra secreta que não estiverem na palavra “TÊNIS” nem na palavra “POLAR” não mudam. Exemplo: a palavra “DROGA” vira “DSEGI”.
Foi combinando as letras de “Yorty” com as letras correspondentes das duas palavras do código, mas a coisa não ia bem:
— Não faz sentido, Chumbinho... Só consigo “Aespa”. Se eu não trocar o “Y”, fica “Yespy”, ou “Iespi”... o que isso significa?
— Parece que não é por aí, Crânio...
O geninho dos Karas franziu a testa, concentrando-se. Gostaria de poder sentar-se na calçada e soprar sua gaita bem baixinho. Era assim que ele tinha suas melhores ideias.
— Vamos pensar, Chumbinho, pensar... Hum, se Magrí não usou o código Tenis-polar foi porque com o nosso código ela só conseguiria palavras sem sentido, que dariam na vista. Ela deve ter criado uma variante. Mas, com que palavras? Na certa ela tentou usar palavras fáceis para nós... palavras comuns...
Chumbinho tentava ajudar:
— Palavras comuns para os Karas? Então só pode ser “perigo”, “confusão” ou “loucura”!
— Pensar... pensar... O que é mais comum para nós? Para qualquer pessoa?
Ei, e se fossem nossos próprios nomes?
— Vai ver é por aí...
— Que nomes? KARAS-MAGRI? Não, tem muitos “As”, não ia dar... “Chumbinho” é muito comprido e “Calú” e muito curto...
— Mas “Miguel” e “Crânio” têm seis letras.
— Pode ser, mas tem o “I” repetido. Ei, veja: e se ela substituiu um dos “I” por “Y”? — os olhos de Crânio brilharam. — Vamos ver...
E escreveu seu próprio apelido acima do nome de Miguel.
— Trocando o “I” de Miguel por “Y”... Hum, dá “RLYTR”... Mas vamos ver se eu trocar o “I” de “Crânio” por “Y”... Hum-hum... Ah-ah! Achei! Leia!
No guardanapo, o geninho dos Karas havia escrito: E-L-I-T-E! A boca de Chumbinho escancarou-se. Crânio era demais! Tinha descoberto que, substituindo o código Tenis-polar por um código inventado na hora, o código MIGUEL-CRANYO, Magrí criara a palavra “Yorty” para dizer aos Karas que ela estava... no Elite!
— Magrí está no Elite?! — Chumbinho não conseguia entender. — Mas, e o helicóptero que eu ouvi? Ei, eu só ouvi o helicóptero! Ah-ah, digo eu, Crânio! A caixa preta!
— Caixa preta? Que caixa preta?
Atraídos pelo entusiasmo dos dois, Miguel e Peggy vieram correndo. Chumbinho fazia uma força danada para não dar pulos de alegria e atrair atenções indesejadas:
— Agora tudo está se juntando na minha cabeça!
— Se Magrí usasse o código Tenis-polar, “Elite” daria “Onapo”. Como é que ela iria escrever “Onapo” na mensagem sem dar na vista? Ai, essa menina é mesmo genial! Os bandidos também são, mas os Karas são muito mais! Descobrimos!
— Controle-se, Chumbinho! — ordenou Miguel. — Você quer dizer que Magrí está lá, dentro do Elite?!
— Me diga uma coisa, Miguel — continuou o menino, sem responder à pergunta —, você que é presidente do grêmio do colégio. Por acaso a comissão de festas resolveu colocar um alto-falante no telhado dos vestiários para as festas juninas?
— Alto-falante? É claro que não. A festa vai ser no pátio de recreio do colegial.
Chumbinho estava radiante:
— Ai, ai, Karas! Eu não falei disso antes porque achei que não tinha importância. Acontece que, quando eu saía com a Peggy do esconderijo, trombei com uma caixa preta bem ali em cima do telhado. Uma caixa de alto-falante!
Peggy não estava entendendo:
— Alto-falante? Mas o que isso quer dizer, Chumbinho?
— Quer dizer que nuuuuunca houve nenhum helicóptero! Os bandidos transmitiram uma gravação do motor de um helicóptero pelo alto-falante para todo mundo pensar que eles estavam levando a sequestrada para longe! E os policiais idiotas caíram como patinhos!
Miguel tentava entender:
— No Elite? Mas onde, no Elite? Se os bandidos não levaram Magrí de helicóptero, como poderiam tê-la levado para qualquer canto do Elite passando por um monte de tiras americanos? Isso é uma loucura... Ei! Espere aí! Só se for...
— Isso mesmo, Miguel! — açulou Chumbinho. Vamos lá, Kara. Pense! Só há um lugar para onde os bandidos podem ter levado Magrí sem cair nas mãos dos tiras.
— Miguel! Chumbinho! — Peggy estava perdida. — O que vocês estão querendo dizer?
Chumbinho ria, aliviado com a descoberta:
— Estamos querendo dizer que Magrí nuuuunca saiu do vestiário, Peggy! Ela ainda está lá! O vestiário feminino também deve ter um alçapão que leva à outra metade do forro. Os danados a puseram no forro do vestiário das meninas, bem do lado do nosso esconderijo. E eu e você estávamos ali do lado e nem percebemos nada, por causa da parede grossa que separa os vestiários e até os forros!
A solução do caso era surpreendente e a dedução de Chumbinho tinha sido brilhante. A ação era urgente, mas Miguel tinha antes um grave problema a comunicar:
— Crânio, corra para a lanchonete e me traga o Calú para cá. Imediatamente!
De acordo com o que Miguel tinha pedido, Peggy ficou sozinha junto à mureta iluminada do jardim, enquanto os quatro rapazes reuniam-se debaixo da sibipiruna.
— Uma reunião do Comando de Guerra dos Karas, Miguel? — estranhou
Calú. — Em plena rua?
— E Magrí? — protestou Crânio. — Vamos ficar discutindo enquanto Magrí está lá, no forro do vestiário feminino, aguardando nossa ação?
— Será um minuto só — Miguel falava seriamente — É importante.
— E o que essa americana vai pensar que estamos fazendo?
— Este é o assunto da reunião do Comando de Guerra, Karas... — começou Miguel, respondendo à curiosidade de todos.
— Como?! — Calú estranhava mais ainda. — Peggy é o assunto? E Magrí?
— Um momento — continuou o líder. — Quero me apresentar a julgamento pelo Comando de Guerra. Eu rompi nossos segredos...
— Como?! — Chumbinho arregalava-se todo.
Miguel falava de olhos baixos, compenetrado:
— É verdade, Karas. Meu coração fraquejou e eu revelei nossos segredos a Peggy...
— Mas... — Calú quase gaguejava — sem consultar a gente?
— Sim, Kara. Sinto muito. Submeto-me agora ao julgamento do Comando de Guerra...
Um silêncio de morte tomou conta de todos. Os segredos dos Karas tinham sido revelados a alguém de fora! O principal juramento do grupo tinha sido quebrado, e logo por Miguel, o grande líder, o mais duro deles!
Trêmulo, Calú foi o primeiro a quebrar o silêncio:
— Bom, Karas, só temos uma coisa a fazer...
Miguel sorriu amarelo:
— Eu sei, Calú. Só há mesmo uma coisa a fazer. Tenho de ser expulso do grupo. Só peço para continuar na ação até libertarmos Magrí.
Chumbinho pulou:
— Você ficou maluco, Kara? O que Calú quer dizer é que a única saída é a
Peggy entrar no grupo dos Karas!
Desta vez, o protesto foi de Crânio. E foi um protesto mesmo:
— O quê?!
Calú ergueu a mão e agarrou o ombro de Crânio:
— É isso mesmo, Kara. Essa é a saída. Peggy mostrou-se valente como ela só. Seria mesmo impossível continuarmos em busca de Magrí e mantermos nossos segredos com Peggy do lado, ajudando a gente, lutando junto conosco, como um de nós.
— Um de nós?! — Crânio não aceitava a argumentação. — A única menina que é um de nós é a Magrí!
— Vamos votar!
Calú encerrava a discussão. Nada mais podia ser debatido quando uma votação era proposta.
Seriam apenas três votos, pois Miguel era o réu.
— Quem aceitar que Miguel seja perdoado e Peggy se torne um Kara, diga “sim”.
Chumbinho votou na mesma hora: Sim, Kara! Sim ao quadrado!
— Eu também voto “sim” — secundou Calú. — Só falta você, Crânio. A decisão tem de ser unânime. Se você votar “não”, temos de...
Crânio ergueu os olhos, que estavam voltados para o cimento da calçada. Havia lágrimas neles:
— É claro que eu voto “sim”, Karas.
A emoção tomou conta de todos. Nenhum deles jamais seria capaz de repelir Miguel, mesmo depois de um erro tão grave.
— Todo mundo erra, não é? — continuou Crânio, contendo a emoção. — Mesmo um Kara. Mesmo o melhor deles... Você ainda é o chefe, Miguel. Estamos à espera do seu comando.
Olhos nos olhos, Miguel e Crânio tremiam. Mas o abraço tinha de ser adiado. A ação tinha prioridade.
— Oba! — comemorou Chumbinho. — Unanimidade! Peggy é uma de nós! Agora temos de furar o dedo dela e ela vai ter de escrever o juramento com sangue e...
— São quase onze horas, Karas — decidia Miguel olhando o relógio. — Falta pouco mais de sessenta minutos para a hora “H”, de acordo com a mensagem dos sequestradores que Chumbinho copiou junto com a pista de Magrí. Temos de agir, rápido!
Tinha sido difícil convencer Chumbinho de que não havia tempo para que Peggy assinasse o juramento com o próprio sangue. Mas o que Miguel poderia dizer? Que, naquela ocasião em que o garoto tinha sido aceito no grupo, a história de dedos furados e juramentos com sangue tinha sido apenas uma brincadeira?
Peggy parecia disposta a substituir Magrí à altura. Falava com garra, como se por toda a vida não tivesse feito outra coisa senão arrancar meninas sequestradas das garras de bandidos violentos:
— Agora eu sou um de vocês, Karas! Vamos salvar Magrí. É preciso que a polícia seja informada do local onde ela está e...
Crânio interrompeu:
— E o que acontecerá quando a polícia chegar lá e encontrar Magrí? E você, Peggy? Na hora, vai aparecer dizendo que ficou escondida com um bando de lunáticos?
Miguel tomou as rédeas:
— Não há outra alternativa, Karas. Temos de trocar Magrí por Peggy!
— Como?
— É isso mesmo. Quando a polícia entrar lá, tem de encontrar Peggy e não
Magrí. Afinal de contas, quem a Polícia espera libertar? Magrí ou Peggy?
— Isso não faz sentido! — protestou Calú. — Magrí sacrificou-se para impedir que Peggy caísse nas mãos dos bandidos, Chumbinho arriscou a pele para fugir com Peggy e agora você quer desfazer tudo, devolvendo a menina para eles? Você vai ajudar os sequestradores, é?
— Nada disso! Temos de trocá-las, mas só pouco antes de a polícia estourar
o cativeiro, para que Peggy não corra nenhum risco!
— É isso mesmo, Karas! — apoiou corajosamente a nova integrante do grupo.
— E se eu tiver de correr riscos? E daí? Magrí não está arriscando a vida por mim?
Os outros entreolharam-se. Miguel e Peggy tinham razão. Mas, como realizar aquilo?
Chumbinho, o pequeno-grande herói da noite, parecia não se cansar. Propôs então uma nova ação, mais maluca do que a que ele havia realizado ao fugir carregando nos ombros a filha pelada do Presidente dos Estados Unidos:
— Vamos pelos telhados de novo, Karas! A gente tem de dar um jeito de enfiar Peggy por entre as telhas e tirar Magrí de lá da mesma forma!
— E você acha que os guardas vão ficar dormindo enquanto a gente faz tudo isso? — gozou Calú. — Isso é loucura, Chumbinho!
— Loucura? Loucura é deixar Magrí lá, para morrer nas mãos desses canalhas!
Miguel decidiu:
— Nem sei como a gente vai fazer essa troca, mas precisamos tentar. Temos de estar perto do local do cativeiro de Magrí quando chegar a meia-noite. No mínimo, a gente pode acalmar a Magrí.
— Acalmá-la? — estranhou Peggy. — Como?
— Na hora você vai ver. Agora não temos tempo de explicar.
— O quê?! — protestou Peggy. — Que machismo é esse? Agora eu sou um
Kara. Exijo que me expliquem tudo direitinho! Apesar da excitação daquele momento, Miguel sorriu:
— Está bem. Calú, explique o Código-Coruja para Peggy.
O jovem ator não precisou de mais de um minuto para transformar a nova companheira em uma perfeita coruja-espiã e logo Miguel retomava o planejamento:
— Precisamos decidir como a polícia vai ser avisada.
— O melhor é falar com meu tio Sherm — propôs Peggy. — Ele é o guarda-costas do papai. Um amigo maravilhoso, que me carrega no colo desde que eu era um bebê.
— E a CIA?
— Olhem, eu não vou com a cara daquele diretor da CIA, o tal Hooper — informou Peggy. — É um sujeito dissimulado, que já serviu a uma porção de governos racistas. Não sei, não...
Mais uma vez, Miguel encerrava a questão:
— Não. Acho que nenhum policial estrangeiro vai confiar em nós. Vão pensar que somos um bando de adolescentes que quer aparecer na televisão e inventa histórias sem pé nem cabeça. É o Andrade que tem de fazer o serviço!
Crânio não concordava:
— Não vai dar certo, Miguel. Magrí deve estar sendo bem guardada. Se a polícia invadir o forro do vestiário feminino, a primeira coisa que eles vão fazer vai ser usar a vida dela como escudo para tentar escapar.
— É mesmo! — lamentou Calú. — Bandidos desse tipo ficam sempre em alerta quando estão na guarda de gente sequestrada, com medo de que apareça a polícia para estourar o cativeiro. Vivem com os instintos aguçados!
— Então temos de entorpecer os instintos deles, para ajudar o Andrade! — propôs Chumbinho. — E se a gente desse um fogo nos danados?
— Maluquice, Chumbinho! — repeliu Crânio.
— Boa, Chumbinho! — cumprimentou Calú. — Esperem aí que eu vou buscar uma coisa!
Caído na calçada, mergulhado em seus sonhos alcoólicos, lá estava o pobre bêbado, o amigo do Alfredo. Calú abaixou-se e, com cuidado, tirou-lhe a garrafa cheia de cachaça de entre seus braços. Separou uma nota e enfiou-a no bolso do paletó do homem: “Obrigado, amigo...”, pensava o rapaz. “Quando você despertar, vai encontrar esse dinheiro para comprar outra garrafa para o Alfredo. Ou um pouco de antiácido para enfrentar a ressaca de amanhã...”
Quando o ator dos Karas voltou com a garrafa de cachaça, os cinco discutiram rapidamente o plano e Miguel concluiu:
— Subimos eu, Crânio, Chumbinho e Peggy. Calú, você só vai depois. Preciso de você para outra coisa. Ouça o que eu quero que você faça...
Calú ouviu o que tinha de fazer e voltou aos portões. Muito sério, Miguel pôs a mão no ombro de Chumbinho e olhou firme em seus olhos:
— Vá na frente, Kara. Daqui em diante, as decisões serão suas. Você agora está no comando.
Chumbinho arrepiou-se de orgulho e respondeu:
— Deixa comigo, Kara!
Miguel, Crânio, Chumbinho e Peggy arrastavam-se silenciosamente pelos telhados do Colégio Elite em direção ao vestiário. Já tinham jogado no lixo as cabeleiras, óculos, bonés e demais adereços dos disfarces. E desta vez ninguém tinha ficado na rua para dar cobertura na volta porque, se eles não conseguissem salvar a vida de Magrí, não haveria volta para nenhum deles.
Separados, aproximaram-se do telhado do vestiário. Quando Miguel achou que já estavam a uma distância razoável, ele mesmo iniciou o combinado:
— Uh-uh-rhu!
— Rhu-uh-uh! — continuou Crânio, a uns vinte metros.
— Uh-uh-rhu-uh-uh! — rematou Chumbinho, um pouco mais perto do cativeiro da amiga.
Estendida de bruços sobre o telhado, a filha do presidente americano ajudou, completando a quadrifonia:
— Rhu-rhu-rhu!
Amordaçada, nua, com a pele quase dormente de tanto frio, com os pulsos amarrados atrás das costas, com o corpo miseravelmente doído, Magrí estava jogada dentro da barraquinha, já sem alimentar qualquer esperança de salvação.
— What is it? — perguntava uma das vozes de seus guardas. — O que é isso? Corujas?
— É claro que são corujas, seu idiota! Nunca ouviu falar que corujas piam à noite nos telhados?
A poucos passos deles, Magrí chorava de alegria: seus queridos Karas tinham entendido a mensagem!

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