29 de janeiro de 2018

Capítulo 7

Chaol esperou até que Nesryn estivesse fora por uns bons trinta minutos antes de convocar Kadja. Ela esteve esperando no corredor exterior e escorregou para dentro de sua suíte alguns momentos depois que ele chamou seu nome. Prolongando-se na sala, ele observou a criada se aproximar, seus passos limpos e rápidos, seus olhos baixos enquanto aguardava sua ordem.
— Eu tenho um favor para lhe pedir — ele falou devagar e claramente, amaldiçoando-se por não ter aprendido halha nos anos em que Dorian estudou.
Ela abaixou o queixo como única resposta.
— Preciso que vá até as docas, no local aonde as informações chegam, para ver se há alguma notícia sobre o ataque à Forte da Fenda — Kadja estivera na sala do trono no dia anterior e ela certamente ouvira falar do assunto. E ele debatera pedir a Nesryn que fizesse alguma busca enquanto estivesse fora, mas se a notícia fosse sombria... ele não queria que ela recebesse as palavras sozinha. Trazê-las sozinha, todo o caminho de volta ao palácio. — Acha que poderia fazer isso?
Kadja levantou os olhos por fim, embora tenha mantido a cabeça baixa.
— Sim — ela disse simplesmente.
Ele sabia que ela provavelmente respondia a um dos membros da realeza ou conselheiros deste palácio. Mas sua busca por mais informações, embora fosse certamente um detalhe relevante, não era uma ameaça à sua causa. E se eles achassem que era fraco ou estúpido preocupar-se com seu país, podiam ir para o inferno.
— Bom — Chaol disse, a cadeira embaixo dele fazendo barulho quando ele se movimentou um pouco para a frente e tentou não se encolher com o som, com seu corpo silencioso. — E há outro favor que eu gostaria de pedir a você.

                                                 
Só porque Nesryn estava ocupada com sua família, não queria dizer que ele tinha que ficar ocioso.
Mas enquanto Kadja o levava para os cômodos de Arghun, ele se perguntou se deveria ter esperado o retorno de Nesryn para ter esse encontro.
A entrada da suíte do príncipe mais velho era tão grande quanto a suíte inteira de Chaol. Era um espaço longo e oval, a extremidade distante abrindo-se para um pátio adornado com uma fonte cintilante e patrulhado por um par de pavões brancos. Ele os observou passar, o conjunto de suas plumagens arrastando-se sobre o chão de ardósia, suas delicadas coroas balançando a cada passo.
— Eles são lindos, não são?
Um conjunto de portas esculpidas foi aberto à sua esquerda, revelando o príncipe de rosto fino e olhos frios, sua atenção nos pássaros.
— Esplêndidos — Chaol admitiu, odiando o jeito como tinha que erguer sua cabeça para olhar o homem nos olhos. Se ele estivesse de pé, seria uns bons dez centímetros mais alto, capaz de utilizar sua altura como uma vantagem neste encontro. Se estivesse de pé...
Ele não se permitiu continuar por esse caminho. Não agora.
— Eles são meu par premiado — Arghun disse, o uso da língua materna de Chaol completamente fluente. — Minha casa de campo está cheia de seus filhotes.
Chaol procurou uma resposta, algo que Dorian ou Aelin poderiam ter respondido facilmente, mas não encontrou nada. Absolutamente nada que não soasse fútil e insincero. Então ele disse:
— Tenho certeza de que são lindos.
A boca de Arghun repuxou para cima.
— Se você ignorar seus gritos em certos pontos do ano.
Chaol apertou o queixo. Seu povo estava morrendo em Forte da Fenda, se não já estava morto e, no entanto, trocar palavras sobre pássaros que gritavam e limpavam suas penas... isto era o que ele deveria fazer?
Ele debateu sobre isso, se continuaria esquivando-se ou se chegaria ao ponto, mas Arghun disse:
— Suponho que esteja aqui para perguntar o que sei a respeito de sua cidade. — O olhar frio do príncipe finalmente pousou sobre ele, e Chaol segurou o olhar. Isso – a disputa de encarar um ao outro – era algo que ele poderia fazer. Ele já havia feito muito disso, com guardas e cortesãos rebeldes.
— Você forneceu ao seu pai a informação. Quero saber quem lhe deu os detalhes do ataque.
Diversão iluminou os olhos castanhos escuros do príncipe.
— Um homem franco.
— Meu povo está sofrendo. Eu gostaria de saber o quanto puder.
— Bem — Arghun falou, retirando um fiapo preso ao bordado dourado ao longo de sua túnica esmeralda — com o espírito de honestidade, não posso lhe contar absolutamente nada.
Chaol piscou – uma vez e lentamente.
Arghun continuou, estendendo uma mão em direção às portas exteriores:
— Há muitos olhos observando, Lorde Westfall, e ser visto com você envia uma mensagem, para pior ou para melhor, independentemente do que discutirmos. Então embora eu aprecie sua visita, pedirei que vá embora.
Os criados que esperavam na porta deram um passo à frente, presumivelmente para tirá-lo dali.
E a visão de um deles estendendo as mãos em direção à parte de trás de sua cadeira...
Chaol mostrou os dentes para o criado em sinal de irritação, fazendo-o parar.
— Não. — Se o homem não falava sua língua, ele entendeu claramente a expressão em seu rosto. Chaol voltou-se para o príncipe. — Quer realmente jogar este jogo?
— Não é um jogo — Arghun disse simplesmente, caminhando em direção ao escritório de onde havia saído. — A informação está correta. Meus espiões não inventam histórias para entreter. Tenha um bom dia.
E então as portas duplas para o escritório do príncipe foram seladas.
Chaol debateu se deveria bater nessas mesmas portas até Arghun começar a falar, talvez bater o punho no rosto do príncipe também, mas... os dois criados atrás dele esperavam. Observavam.
Ele havia conhecido cortesãos suficientes em Forte da Fenda para sentir quando alguém estava mentindo. Mesmo que esses sentidos tivessem falhado espetacularmente nos últimos meses. Com Aelin. Com os outros. Com... tudo.
Mas ele não achava que Arghun estivesse mentindo. Sobre nada daquilo.
Forte da Fenda havia sido saqueada. Dorian permanecia desaparecido. O destino de seu povo, desconhecido.
Ele não lutou novamente contra o criado quando o homem se aproximou para acompanhá-lo de volta ao seu quarto. E isso talvez o tenha enfurecido mais do que qualquer coisa.


Nesryn não voltou para o jantar.
Chaol não deixou que o khagan, seus filhos ou os trinta e seis conselheiros com olhos de gavião percebessem a preocupação que o inundava a cada minuto em que ela não emergia de um dos corredores para juntar-se a eles no grande salão. Ela estivera fora por horas sem dar notícias.
Até Kadja retornara uma hora antes do jantar, e um olhar em seu rosto cuidadosamente calmo lhe disse tudo: ela também não havia descoberto nenhuma novidade nas docas sobre o ataque à Forte da Fenda. Ela só confirmou o que Arghun dissera: os capitães e comerciantes haviam falado com fontes confiáveis que ou navegaram perto de Forte da Fenda e a deixaram para trás ou mal conseguiram escapar. O ataque havia de fato acontecido, sem números precisos das vidas perdidas ou das condições da cidade. Todo o comércio da área sul do continente foi interrompido – pelo menos para Forte da Fenda e para qualquer lugar ao norte que exigia passar perto da cidade. Nenhuma palavra veio do destino de Dorian.
Esse fato o pressionou, pesando sobre ele cada vez mais, mas logo se tornou secundário uma vez que ele terminou de se vestir para o jantar e descobriu que Nesryn não tinha voltado. Ele finalmente cedeu e permitiu que Kadja o levasse ao banquete no grande salão do khagan, mas quando longos minutos passaram e Nesryn ainda não havia retornado, foi um esforço manter-se com a expressão inalterada.
Qualquer coisa poderia ter acontecido com ela. Qualquer coisa. Especialmente se a teoria de Kashin em relação a sua falecida irmã estivesse correta. Se os agentes de Morath já estivessem aqui, ele não tinha dúvida de que, assim que soubessem da chegada dele e de Nesryn, começariam a caçá-los.
Ele deveria ter considerado isso antes de ela ter saído hoje. Deveria ter pensado além de seus próprios malditos problemas. Mas exigir que um guarda fosse enviado para procurá-la só mostraria a quaisquer potenciais inimigos o que ele mais valorizava. Onde atacar.
Então Chaol lutou para engolir a comida, meramente prestando atenção à conversa das pessoas ao lado. À sua direita: Duva, grávida e serena, perguntando sobre a música e dança agora favorecidas em suas terras; à sua esquerda: Arghun, que não mencionou sua visita naquela tarde, e ao invés disso o irritou com conversas sobre antigas rotas comerciais e propostas. Chaol inventou metade de suas respostas, e o príncipe sorriu – como se estivesse bem ciente disso.
Ainda assim, Nesryn não apareceu.
Embora Yrene sim.
No meio da refeição ela entrou, com um vestido de ametista ligeiramente mais fino e mesmo assim simples que deixava sua pele dourada brilhando. Hasar e sua amante se levantaram para cumprimentar a curandeira, apertando as mãos de Yrene e beijando suas bochechas, e a princesa expulsou o conselheiro sentado à sua esquerda para abrir espaço para ela.
Yrene fez uma mesura para o khagan, que a dispensou sem mais que um olhar, depois para a realeza reunida. Arghun não se incomodou em reconhecer sua existência; Duva sorriu para Yrene e seu marido silencioso ofereceu um sorriso mais discreto. Sartaq apenas inclinou a cabeça, enquanto o último irmão, Kashin, ofereceu-lhe um sorriso de lábios fechados que não chegou até seus olhos.
Mas o olhar de Kashin se demorou nela enquanto Yrene se sentava ao lado de Hasar, e Chaol lembrou-se sobre como a princesa provocara Yrene no início deste dia.
Yrene, porém, não retribuiu o sorriso do príncipe, apenas oferecendo um aceno de cabeça distante, e reivindicou o assento que Hasar conquistara para ela. Ela caiu em conversa com Hasar e Renia, aceitando a carne que Renia empilhara em seu prato, a amante da princesa se queixando de que Yrene parecia muito cansada, muito magra, muito pálida. Yrene aceitou cada bocado oferecido com um sorriso confuso e um aceno de agradecimento. Deliberadamente sem olhar para qualquer lugar perto de Kashin. Ou de Chaol, aliás.
— Ouvi — uma voz masculina do lado direito de Chaol disse em seu próprio idioma — que Yrene foi designada para o senhor, Lorde Westfall.
Ele não estava nem um pouco surpreso ao descobrir que Kashin se inclinara para falar com ele.
E não se surpreendeu ao ver o aviso mal disfarçado no olhar do homem. Chaol já vira o suficiente disso: território marcado.
Quer Yrene concordasse ou não.
Chaol supôs que fosse um indício a seu favor que ela não parecesse prestar muita atenção no príncipe. Embora ele só pudesse se perguntar o porquê. Kashin era o mais bonito dos irmãos, e Chaol testemunhara mulheres literalmente brigando pela atenção de Dorian durante aqueles anos no castelo. Kashin tinha um olhar de auto-satisfação que ele vira com frequência no rosto de Dorian.
Uma vez – há muito tempo. Uma vida diferente. Antes de uma assassina e de um colar e de tudo.
Os guardas posicionados ao longo do grande salão de alguma forma pareceram se agigantar, como se fossem chamas acesas que agora se prendiam ao seu olhar. Ele se recusou a sequer olhar para o mais próximo, parado a seis metros de distância da mesa. Bem no lugar onde ele já estivera uma vez, diante de outro rei, em outra corte.
— Ela foi — foi tudo o que Chaol conseguiu dizer.
— Yrene é nossa curandeira mais experiente – a não ser pela Alta Curandeira — Kashin continuou, olhando para a mulher que ainda não lhe dava nenhuma atenção e, de fato, parecia se aprofundar na conversa com Renia como se quisesse enfatizar isso.
— Foi o que ouvi dizer. — Certamente a pessoa com a língua mais afiada.
— Ela recebeu as notas mais altas que alguém já conseguiu em seus exames regulares — continuou Kashin enquanto Yrene o ignorava, algo como uma ferida cintilando pelo rosto do príncipe.
— Veja como ele tropeça em si mesmo — Arghun murmurou para Duva, para o marido dela e pelo que Chaol ver, para Sartaq.
Duva bateu no braço de Arghun, ralhando com ele por interromper o caminho do garfo até sua boca.
Kashin não pareceu ouvir nem se importar com a desaprovação de seu irmão mais velho. E, para o seu crédito, Sartaq também não se importou, preferindo virar-se para um conselheiro vestido com um traje cor de ouro enquanto Kashin disse a Chaol:
— Notas inéditas para qualquer um, ainda mais para uma curandeira que esteve aqui por pouco mais de dois anos.
Outra pequena informação. Yrene não passara muito tempo em Antica, afinal.
Chaol encontrou Yrene observando-o sob as sobrancelhas baixas. Um aviso para não arrastá-la para a conversa.
Ele pesava os méritos das opções: a pequena vingança por sua provocação mais cedo, ou...
Ela o estava ajudando. Ou estava debatendo sobre isso, pelo menos. Ele seria estúpido em se indispor ainda mais com ela. Então disse a Kashin:
— Eu soube que você habitualmente reside em Balruhn e cuida dos exércitos terrestres.
Kashin endireitou-se.
— Cuido. Durante a maior parte do ano, fixo residência lá e supervisiono o treinamento de nossas tropas. Se não estou lá, então saio para as planícies com os cavaleiros.
— Graças aos deuses — Hasar murmurou do outro lado da mesa, ganhando um olhar de advertência de Sartaq. Hasar apenas revirou os olhos e sussurrou algo no ouvido da amante, o que fez Renia rir, um som brilhante e prateado.
Contudo, Yrene ainda o observava, com um ardor em seu rosto que ele poderia jurar ser de aborrecimento – como se a mera presença de Chaol nesta mesa fosse suficiente para fazê-la apertar as mandíbulas – enquanto Kashin começou a explicar suas várias rotinas em sua cidade na costa sudoeste e a vida contrastante entre as tribos dos cavalos nas planícies.
Chaol devolveu a Yrene um olhar igualmente aborrecdo no momento em que Kashin fez uma pausa para saborear seu vinho e, em seguida, lançou pergunta após pergunta ao príncipe a respeito de sua vida. Informações úteis, ele percebeu, sobre o exército deles.
Ele não foi o único que percebeu isso. Arghun cortou a conversa enquanto seu irmão estava no meio de uma frase sobre as forjas que eles construíram perto de suas terras do norte:
— Não vamos discutir negócios no jantar, irmão.
Kashin fechou a boca, sempre o soldado treinado.
E de alguma forma Chaol soube – rápido assim – que Kashin não estava sendo considerado para o trono. Não quando obedecia a seu irmão mais velho como qualquer guerreiro comum. Ele parecia decente, no entanto. Uma alternativa melhor do que o sarcástico, indiferente Arghun, ou a ávida Hasar.
O que não explicava completamente a necessidade de Yrene de se distanciar de Kashin. Não que fosse da sua conta, ou de qualquer interesse para ele. Certamente não quando a boca de Yrene se apertava se ela sequer virasse a cabeça na direção de Chaol.
Ele poderia ter chamado sua atenção a respeito disso, poderia exigir saber se isso significava que ela havia decidido não ajudá-lo.
Mas se Kashin a favorecia, com as sutis rejeições de Yrene ou não, certamente não seria um movimento sábio entrar neste assunto na mesa.
Passos soaram atrás dele, mas era apenas o marido de uma vizir, que veio murmurar algo em seu ouvido antes de desaparecer.
Não era Nesryn.
Chaol estudou os pratos espalhados sobre a mesa, calculando quantos faltavam. Com o banquete, a refeição da noite passada durara muito tempo. Nenhuma sobremesa havia sido trazida ainda.
Ele olhou novamente para as saídas, ignorando os guardas parados lá, procurando por ela.
Ao voltar a atenção para a mesa, Chaol viu Yrene observando-o. O descontentamento ainda escurecia seus olhos dourados, mas... um aviso também.
Ela sabia quem ele procurava. Alguém cuja ausência o consumia.
Para seu choque, ela meneou sutilmente a cabeça. Não revele, ela parecia dizer. Não peça que a procurem.
Ele já sabia disso, mas deu a Yrene um aceno em resposta e continuou em frente.
Kashin tentou envolver Yrene na conversa, mas a cada tentativa ele era pronta e educadamente rejeitado com respostas simples.
Talvez o desdém da curandeira em relação a Chaol naquela manhã fosse simplesmente da sua natureza, e não o ódio nascido da conquista de Adarlan. Ou talvez ela simplesmente odiasse homens. Era difícil não olhar para a fraca cicatriz que ia de lado a lado em sua garganta.
Chaol conseguiu aguardar até chegada da sobremesa antes de fingir exaustão e deixar a mesa. Kadja já estava lá, esperando perto dos pilares mais distantes do corredor com os outros criados, e não disse nada quando afastou a cadeira, cada som fazendo com que ele apertasse os dentes.
Yrene não disse uma palavra de despedida ou ofereceu uma promessa de retorno no dia seguinte. Ela nem sequer olhara em sua direção.
Mas Nesryn não estava no quarto quando ele retornou. E se ele a procurasse, se chamasse a atenção para a ameaça, para a proximidade entre eles e como qualquer inimigo poderia utilizar isso contra eles...
Então ele esperou. Ouviu a fonte do jardim, o canto do rouxinol empoleirado em uma figueira, escutou a batida constante do relógio sobre a lareira da sala de estar.
Onze. Doze. Ele disse a Kadja para ir dormir – que ele mesmo se acomodaria na cama. Ela não partiu, apenas ocupou um lugar contra a parede pintada da suíte para aguardar.
Era quase uma hora quando a porta se abriu.
Nesryn esgueirou-se para dentro. Ele sabia disso simplesmente porque aprendeu os sons de seus movimentos.
Ela viu as velas na sala de estar e entrou.
Nem uma marca nela. Somente... luz. Suas bochechas estavam coradas, seus olhos mais brilhantes do que naquela manhã.
— Sinto por ter perdido o jantar — foi tudo o que ela disse.
A resposta dele foi baixa, gutural.
— Tem alguma ideia de como estive preocupado?
Ela parou, seu cabelo balançando com o movimento.
— Eu não sabia que deveria dar notícias das minhas idas e vindas. Você me disse para ir.
— Você entrou em uma cidade estrangeira e não retornou quando disse que retornaria. — Cada palavra machucava, cortava.
— Não é uma cidade estrangeira... não para mim.
Ele bateu a palma de sua mão no braço da cadeira.
— Uma das princesas foi assassinada há algumas semanas. Uma princesa. Em seu próprio palácio... o lugar onde fica o império mais poderoso do mundo.
Ela cruzou os braços.
— Nós não sabemos se foi assassinato. Kashin parece ser o único que pensa assim.
A conversa estava totalmente fora de rumo. Mesmo que ele mal houvesse se lembrado de estudar seus companheiros de jantar esta noite em busca de qualquer sinal de presença valg. Ele falou calmamente:
— Eu nem pude procurar por você. Eu não ousei dizer-lhes que você estava desaparecida.
Ela piscou, lentamente e por muito tempo.
— Minha família ficou feliz em me ver, caso você estivesse se perguntando. E eles receberam uma carta curta de meu pai ontem. Eles saíram. — Ela começou a desabotoar sua jaqueta. — Eles podem estar em qualquer lugar.
— Estou feliz em ouvir isso — Chaol respondeu. Embora ele soubesse que não saber onde sua família estava a consumiria tanto quanto o terror do último dia sem saber se eles sobreviveram. Ele falou o mais tranquilizadoramente possível: — Esta coisa entre nós não funciona se você não me disser onde está, ou se seus planos mudarem.
— Eu estava na casa deles, jantando. Perdi a noção do tempo. Eles me imploraram para ficar.
 — Você é inteligente para não saber que deveria ter enviado alguma notícia. Ainda mais depois da merda que passamos.
— Não tenho nada a temer nesta cidade... neste lugar.
la disse isso com raiva suficiente para que ele soubesse que em Forte da Fenda... em Forte da Fenda ela sentia medo.
Ele odiava que ela se sentisse assim. Odiava isso e disse:
— Não é por isso que lutamos? Para que nossas próprias terras possam ser tão seguras um dia?
Seu rosto se fechou.
— Sim.
Ela terminou de desabotoar a jaqueta, tirando-a para revelar a camisa por baixo, e a jogou sobre o ombro.
— Eu vou para a cama. Vejo você pela manhã.
Ela não esperou por sua despedida antes de entrar em seu quarto e fechar a porta.
Chaol sentou-se por longos minutos na sala de estar, esperando que ela aparecesse. E quando finalmente deixou que Kadja o levasse para o quarto e o ajudasse a vestir sua roupa de dormir, depois que ela apagou as velas e saiu com pés silenciosos, ele esperou que sua porta se abrisse.
Mas Nesryn não entrou. E ele não podia ir até ela – não sem arrastar a pobre Kadja de onde ela dormia, atenta a qualquer som de que ela pudesse ser necessária.
Ele ainda estava à espera de Nesryn quando o sono o reclamou.

12 comentários:

  1. Fica se preocupando com essa vagabunda atoa. Ela não ta nem ai. Achei que não conseguia desgostar mais de um personagem que do Chaol,mas achei uma concorrente a altura n é mesmo

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  2. O chaol tá chato de mais aiii que ranço dele.... só pra pelo menos ter um comentário....mais pqp ele tá chato viu....

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  3. Não dá pra entender o Chaol. A Nesryn quer se aproximar, namorar, aí ele da gelo na mulher por causa do estado que ele tá. Quando a mulher da gelo nele ele fica desapontado, esperando por ela. Esse cara tá muito chato. Gostei da parte da Yrene, até a parte da Nesryn tá mais legal que a dele. Cresce Chaol, cresce! !

    Flavia

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  4. Tu tá chato ein Chao.Vê se melhora esse ranço todo.
    É,eu sei que ele tá com vários problemas e tals mas é que tá chato mesmo

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  5. Os valg representa uma ameaça a todos esses paises,ate o mais distante . Os aliados que perrington fazer serao os proximos ,depois dos seus inimigos, a serem massacrados . E o chaol simplesmente esconde essa informacao sobre a verdade do rei Erwan e espera que revelem a ele tudo que quiser .Argh E isso so pra que a yrene tenha tempo de fazer sua magica, eu suponho

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  6. Ain Chaol... você tá difícil dificílimo de gostar né mano? Mds...

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  7. Gente tô lendo esse livro meio obrigada..depois de ler o último livro do império de tempestades q é mtoooo bom esse tá um porre..

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  8. A narrativa do Chaol é a mais chata.. meu Deus... O personagem dele tá tão bom, agora parece um velho e ciumento aff.. Espero q a Nesryn investa no Satarq que é bem melhor!!!

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  9. E eu achando ser o uúnic a não suportar o Chaol puts quanto mimimi cara chaolto

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Boa leitura, E SEM SPOILER!