29 de janeiro de 2018

Capítulo 31

— As aranhas estígias são pouco mais do que mitos — Nesryn conseguiu dizer a Houlun. — Seda de Aranha é tão rara que alguns até duvidam que exista. Você pode estar perseguindo fantasmas.
Mas foi Falkan que respondeu com um sorriso sombrio:
— Eu diria diferente, capitã Faliq. — Ele colocou a mão no bolso interno de seu casaco, e Nesryn ficou tensa, disparando a mão para adaga na cintura.
Não foi uma arma que ele tirou.
O tecido branco brilhou, a iridescência como o fogo de estrelas, enquanto Falkan o movia na mão. Mesmo Sartaq assobiou ao lenço feito de um pedaço de tecido.
— Seda de Aranha — disse Falkan, enfiando a peça de volta no casaco. — Direto da fonte.
Quando a boca de Nesryn se abriu, Sartaq perguntou:
— Você viu esses terrores de perto?
— Eu barganhei com seus parentes no continente do norte — corrigiu Falkan, aquele tom sombrio permanecendo. O rosto com sombras. Tantas sombras. — Há quase três anos. Alguns podem julgar o negócio de um tolo, mas eu parti com cem metros de seda.
O lenço em seu casaco sozinho poderia bancar o resgate de um rei. Cem metros disso...
— Você deve ser rico como o khagan — ela observou.
Um dar de ombros.
— Aprendi que a verdadeira riqueza não é ouro e joias brilhantes.
— Qual foi o custo, então? — Sartaq perguntou em voz baixa. Para as aranhas estígias o pagamento não era bens materiais, mas sonhos, desejos e...
— Vinte anos. Vinte anos da minha vida. Não foram tirados do final, mas da melhor época.
Nesryn examinou o homem, seu rosto apenas começando a mostrar os sinais da idade, o cabelo ainda sem tons de cinza.
— Tenho vinte e sete anos — Falkan disse a ela. — E, no entanto, agora pareço ser um homem de quase cinquenta.
Deuses santos.
— O que está fazendo no abrigo então? — exigiu Nesryn. — As aranhas aqui produzem a seda também?
— Elas não são tão civilizadas quanto suas irmãs no norte — disse Houlun, estalando a língua. — As kharankui não criam, apenas destroem. Há muito elas habitam em suas cavernas e passagens nos Montes Dagul, no extremo sul dessas montanhas. E há muito tempo mantivemos uma distância respeitosa.
— Por que acha que elas agora vêm para roubar nossos ovos? — Sartaq olhou para os poucos ruks na boca da caverna, esperando por seus cavaleiros. Ele se inclinou para frente, apoiando os antebraços nas coxas.
— Quem mais seria? — a mãe de coração respondeu. — Não foi nenhum caçador furtivo. Quem mais poderia se esgueirar num ninho de ruk, tão alto no mundo? Eu passei por seu domínio nos últimos dias. As teias de fato cresceram a partir dos picos e passagens dos Montes até as florestas de pinheiros nos barrancos, sufocando toda a vida. — Um olhar para Falkan. — Não acredito que seja uma mera coincidência que as kharankui tenham começado a aumentar o seu mundo ao mesmo tempo em que um comerciante procura nosso abrigo em busca de respostas sobre suas parentes do norte.
Falkan levantou as mãos para o olhar afiado de Sartaq.
— Eu não as procurei nem provoquei. Eu ouvi sussurros, sobre o grande conhecimento de sua mãe de coração e pensei em procurar o seu conselho antes de ousar fazer qualquer coisa.
— O que quer com elas? — perguntou Nesryn, inclinando a cabeça.
Falkan examinou as mãos, flexionando os dedos como se estivessem rígidos:
— Eu quero minha juventude de volta.
— Ele vendeu seus cem metros, mas ainda pensa que pode recuperar seu tempo — Houlun disse a Sartaq.
— Eu posso reivindicá-lo — insistiu Falkan, ganhando um olhar de advertência de Houlun ao seu tom. Ele se acalmou, e esclareceu — Há... coisas que ainda tenho para fazer. Eu gostaria de realizá-las antes de a idade avançada interferir. Foi-me dito que matar a aranha que comeu meus vinte anos era a única maneira de me devolver esses anos perdidos.
As sobrancelhas de Nesryn se estreitaram.
— Por que não caça essa aranha em casa, então? Por que vir aqui?
Falkan não respondeu.
— Porque ele também foi informado de que apenas um grande guerreiro pode matar uma kharankui — Houlun explicou. — O maior na terra. Ele ouviu falar de nossa proximidade com tais montros e pensou em tentar sua sorte aqui primeiro, para saber o que sabemos sobre as aranhas; talvez como matá-las. — Um olhar levemente confuso. — Talvez também para encontrar algum caminho pela porta dos fundos para recuperar seus anos, uma rota alternativa aqui, para poupar o confronto lá.
Um plano bastante bom para um homem insano o suficiente para trocar sua vida em primeiro lugar.
— O que isso tem a ver com os ovos roubados e as crias, Ej? — Sartaq, também, aparentemente possuía pouca simpatia com o comerciante que trocara sua juventude por riqueza. Falkan virou o seu rosto para o fogo, como se estivesse bem ciente disso.
— Eu quero que você os encontre. — disse Houlun.
— Eles provavelmente já morreram, Ej.
— Aqueles horrores podem manter suas presas vivas o suficiente em seus casulos. Mas você está certo, eles provavelmente já foram consumidos. — Raiva reluziu no rosto da mulher, uma visão da guerreira abaixo; sua neta também tinha o mesmo rosto. — É por isso que quero que você os encontre na próxima vez. E lembre àquelas pilhas de fezes que não encaramos com bondade o roubo dos nossos jovens. — Ela fez um movimento de queixo para Falkan. — Quando eles forem, você também irá. Veja se as respostas que procura estão lá.
— Por que não ir agora? — perguntou Nesryn. — Por que não procurá-las e puni-las?
— Porque ainda não temos provas — respondeu Sartaq. — E se atacarmos sem sermos provocados...
— As kharankui tem sido inimigas dos ruks — concluiu Houlun. — Eles guerrearam uma vez, muito tempo atrás. Antes que os cavaleiros subissem das estepes. — Ela balançou a cabeça, afugentando a sombra de memória, e declarou a Sartaq: — É por isso que manteremos a calma. A última coisa que precisamos é de cavaleiros e ruks voando para lá com fúria, ou preenchendo este lugar com pânico. Diga-lhes que fiquem de guarda nos ninhos, mas não diga porquê.
Sartaq assentiu.
— Como desejar, Ej.
A mãe postiça voltou-se para Falkan:
— Quero ter uma palavra com o meu capitão.
Falkan entendeu a dispensa e levantou-se.
— Estou à sua disposição, príncipe Sartaq. — Com uma reverência graciosa, ele entrou no corredor.
Quando os passos de Falkan desapareceram, Houlun murmurou:
— Está começando de novo, não é? — Aqueles olhos escuros deslizaram para Nesryn, o fogo dourando as partes brancas. — Aquele Que Dorme despertou.
— Erawan. — sussurrou Nesryn. Ela poderia ter jurado que a grande fogueira tremulou em resposta.
— Você o conhece, Ej? — Sartaq se moveu para sentar-se do outro lado da mulher, permitindo que Nesryn se aproximasse mais no banco de pedra.
Mas a mãe de coração moveu seu olhar afiado sobre Nesryn.
— Você os enfrentou. Seus animais de sombra.
Nesryn afastou as memórias que surgiram.
— Sim. Ele construiu um exército de terrores no continente do norte. Em Morath.
Houlun virou-se para Sartaq.
— O seu pai sabe?
— Apenas partes. Seu sofrimento... — Sartaq encarava o fogo. Houlun colocou uma mão no joelho do príncipe. — Houve um ataque em Antica. Contra uma curandeira da Torre.
Houlun praguejou tão sujo quanto o filho do coração.
— Nós imaginamos que um dos agentes de Erawan pode estar por trás disso — continuou Sartaq. — E, em vez de perder tempo convencendo meu pai a ouvir teorias meio formadas, lembrei-me de suas histórias, Ej, e pensei em saber se você poderia saber alguma coisa.
— E se eu contasse? — Um olhar, forte e penetrante como o de um ruk. — Se eu lhe dissesse o que sei da ameaça, você esvaziaria cada abrigo e ninho? Voaria através do Mar Estreito para enfrentá-los – e nunca voltaria?
Sartaq engoliu em seco. E Nesryn percebeu que ele não tinha vindo para cá para obter respostas.
Talvez Sartaq já soubesse o suficiente sobre valg para decidir por si mesmo sobre como enfrentar a ameaça.
Ele viera aqui para conquistar seu povo – esta mulher. Ele poderia comandar os ruks de seu pai, o império. Mas nessas montanhas, a palavra de Houlun era lei.
E naquele quarto pico, nas encostas silenciosas de Arundin... O sulde de sua filha voava no vento. Uma mulher que entendia o custo da vida – profundamente. Que não estava tão ansiosa para deixar sua neta viajar com a legião. Se ela permitisse que os rukhin Eridun partisse.
— Se as kharankui estão se mexendo, se Erawan se elevou no norte — disse Sartaq com cuidado — são ameaças para todos encararem. — Ele inclinou a cabeça. — Mas eu ouviria o que a senhora sabe, Ej. O que talvez até os reinos no norte tenham perdido com tempo e a destruição. Até nosso povo, escondido nesta terra, conhece histórias das antigas guerras demoníacas que nunca alcançaram essas costas.
Houlun examinou-os, sua trança longa e grossa balançando. Então apoiou uma mão sobre a pedra e levantou-se, gemendo:
— Eu devo comer primeiro e descansar um pouco. Então eu conto a vocês. — Ela franziu a testa para a boca da caverna, o brilho prateado de luz do sol manchando as paredes. — Uma tempestade se aproxima. Avistei-a no voo de volta. Diga aos outros para se prepararem.
Com isso, a mãe postiça deu a volta na fogueira do poço e entrou no corredor além. Seus passos eram rígidos, mas suas costas estavam retas. O ritmo de um guerreiro, marcado e inalterável.
Mas em vez de seguir para a mesa redonda ou para as cozinhas, Houlun passou pela porta que Nesryn marcara como a pequena biblioteca.
— Ela é nossa Guardiã de Histórias. — explicou Sartaq, seguindo os olhos de Nesryn. — Estar ao redor dos textos ajuda a melhorar sua memória.
Não apenas uma mãe postiça que conhecia a história do rukhin, mas uma sagrada Guardiã de Histórias – um raro dom de lembrar e contar as lendas e histórias do mundo.
Sartaq levantou-se, gemendo enquanto se esticava.
— Ela nunca está errada sobre uma tempestade. Devemos espalhar a notícia. — Apontou para o corredor atrás deles. — Você pega o interior. Eu vou para os outros picos e os aviso.
Antes que Nesryn pudesse perguntar para quem, exatamente, ela deveria avisar, o príncipe estava indo para Kadara.
Ela franziu a testa. Bem, parecia que ela teria apenas seus próprios pensamentos como companhia. Um comerciante procurando por aranhas que pudessem ajudá-lo a recuperar sua juventude, ou pelo menos aprender como poderia retomá-la de suas parentes do norte. E as próprias aranhas... Nesryn estremeceu pensando nas coisas que se arrastavam aqui, de todos os lugares, para se alimentar dos mais vulneráveis. Monstros saídos de lendas.
Talvez Erawan convocasse todas as coisas negras e perversas deste mundo para a sua causa.
Esfregando as mãos como se pudesse trazer o calor da fogueira em sua pele, Nesryn entrou no abrigo.
Uma tempestade estava chegando, ela devia contar a qualquer um que cruzasse seu caminho.
Mas ela sabia que uma já estava aqui.



A tempestade os atingiu logo após o anoitecer. Grandes garras de relâmpagos rasgaram o céu, e trovões estremeceram através de todos os corredores e pavimentos.
Sentada ao redor da fogueira, Nesryn olhou para a distante boca da caverna, onde poderosas cortinas haviam sido puxadas pelo espaço. Eles ondulavam e sopravam no vento, mas permaneciam ancorados no chão, abrindo-se apenas um pouco para permitir vislumbres da noite de chuva.
Logo depois da cortina, três ruks estavam enrolados no que pareciam ser ninhos de palha e pano: Kadara, uma feroz ruk marrom que Nesryn descobrira pertencer a Houlun, e uma ruk menor de coloração avermelhada. A menor pertencia a Borte – uma verdadeira anã, a menina a chamara no jantar, sorrindo com orgulho.
Nesryn esticou as pernas doloridas, grata pelo calor do fogo e pelo cobertor que Sartaq deixara cair em seu colo. Ela passara horas subindo e descendo as escadas do abrigo, dizendo a quem encontrasse que Houlun trouxera a notícia de que uma tempestade se aproximava.
Alguns haviam dado um aceno de agradecimento e se apressaram; outros ofereceram chá quente e pequenas amostras do que quer que eles estivessem cozinhando em seus lares. Alguns perguntavam de onde Nesryn tinha vindo, por que ela estava aqui. E sempre que ela explicava que vinha de Adarlan, mas que a família dela era principalmente originária do continente do sul, suas respostas eram todas iguais: bem-vinda ao lar.
A caminhada de cima para baixo pelas várias escadas e salões tomou seu preço, juntamente com as horas de treinamento daquela manhã. E quando Houlun instalou-se no banco entre Nesryn e Sartaq – Falkan e Borte se afastaram para seus próprios quartos depois do jantar – Nesryn estava perto de se despedir também.
Relâmpago explodiu lá fora, fazendo o corredor brilhar com prata. Por longos minutos, enquanto Houlun olhava para o fogo, havia apenas o barulho do trovão, o sopro do vento e o golpe da chuva, o crepitar do fogo e o sussurro das asas dos ruk.
— As noites tormentosas são o domínio da Guardiã de Histórias — disse Houlun em halha. — Podemos ouvir uma aproximando-se a centenas de quilômetros de distância, cheirando no ar como um caçador à sua presa. Elas nos dizem para nos preparar, para ficar prontos para elas. Para nos aproximarmos dos nossos parentes e ouvir com atenção.
Os pelos dos braços de Nesryn arrepiaram-se sob o calor do casaco de lã.
— Há muito tempo — continuou Houlun — antes do khaganato, antes dos senhores dos cavalos nas estepes e da Torre junto ao mar, antes que qualquer mortal governasse essas terras... Uma fenda apareceu no mundo. Nestas muitas montanhas.
O rosto de Sartaq era ilegível enquanto a mãe falava, mas Nesryn engoliu em seco. Uma fenda no mundo – um portão de Wyrd aberto. Aqui.
— Ela abriu e se fechou rapidamente, não mais do que um relâmpago.
Como se em resposta, veias de raios bifurcados iluminaram o céu além.
— Mas apenas isso foi o necessário. Para que os horrores entrassem. As kharankui e outros animais de sombra.
As palavras ecoaram através de Nesryn.
As kharankui – as aranhas estígias... e outros infiltrados. Nenhuma dessas bestas comuns.
Mas valg.
Nesryn estava agradecida por já estar sentada.
— Os valg estiveram aqui? — Sua voz também era alta demais no silêncio cheio de tempestade.
Sartaq deu a Nesryn um olhar de advertência, mas Houlun apenas assentiu com a cabeça, e fez um movimento com o queixo.
— A maioria dos valg foi embora, convocados para o norte quando mais hordas apareceram lá. Mas este lugar... talvez os valg que chegaram aqui fossem uma vanguarda, que avaliou esta terra e não achou o que procurava. Então eles se mudaram. Mas as kharankui permaneceram nas montanhas, servas de uma coroa escura. Elas não foram embora. As aranhas aprenderam as línguas dos homens enquanto comiam os tolos estúpidos o suficiente para se aventurar em seu reino estéril. Os poucos que voltaram alegaram que tais criaturas permaneceram porque os Montes as lembravam de seu mundo sombrio. Outros disseram que as aranhas se demoraram para proteger o caminho de volta – para aguardar a abertura da porta novamente. E para ir para casa. Guerra foi travada no leste, nos antigos reinos feéricos. Três reis demoníacos contra uma rainha feérica e seus exércitos. Demônios que atravessaram uma porta entre mundos para conquistar o nosso próprio.
E ela então continuou, descrevendo a história que Nesryn conhecia bem. Ela deixou a mãe de coração narrar, com a mente rodando.
Aranhas estígias – na verdade valgs que se esconderam à vista durante todo esse tempo.
Houlun foi em frente, e Nesryn se forçou a prestar atenção.
— E, no entanto, mesmo quando os valg foram banidos de seu reinado, mesmo quando o último rei demoníaco foi mandado para os lugares escuros do mundo, os feéricos vieram até aqui. Para estas montanhas. Eles ensinaram os ruks a lutar contra as kharankui, ensinaram os idiomas feéricos e dos homens. Construíram torres de vigia ao longo destas montanhas, erguendo avisos, faróis em toda a terra. Eles eram uma guarda distante contra as kharankui? Ou também os feéricos, como as aranhas, estavam esperando que essa fenda no mundo se abrisse novamente? No momento em que alguém pensou em perguntar por que, eles deixaram as torres de vigia e desapareceram na memória.
Houlun fez uma pausa e Sartaq perguntou:
— Existe... existe algum modo de os valg poderem ser derrotados? Além da mera batalha? Qualquer poder para nos ajudar a lutar contra essas novas hordas que Erawan juntou?
Houlun deslizou o olhar para Nesryn.
— Pergunte a ela — respondeu ao príncipe — Ela já sabe.
Sartaq mal escondeu sua ondulação de choque enquanto se inclinava para frente.
— Eu não posso contar — Nesryn sussurrou. — A qualquer um de vocês. Se Morath ouvir uma lasca da esperança que nós temos... — As chaves de Wyrd... ela não podia arriscar contar. Mesmo para eles.
— Você me trouxe aqui para fazer a tarefa de um tolo, então. — Palavras frias, bruscas.
— Não. — insistiu Nesryn. — Há muito que ainda não sabemos. Que essas aranhas são valgs no mundo, que fizeram parte do exército valg e têm um posto avançado aqui, bem como nas Montanhas Ruhnn no continente do norte... Talvez esteja ligado, de alguma forma. Talvez haja algo que ainda não descobrimos, alguma fraqueza entre os valg que podemos explorar. — Ela estudou o corredor, acalmando seu coração trovejante. O medo não ajuda ninguém.
Houlun olhou entre eles.
— A maioria das torres de vigia dos feéricos desapareceu, mas algumas ainda estão em ruínas parciais. A mais próxima fica a talvez meio dia de voo a partir daqui. Comece lá, veja se alguma coisa permanece. Possivelmente pode encontrar uma resposta ou duas, Nesryn Faliq.
— Ninguém nunca procurou?
— Os feéricos colocaram armadilhas para manter as aranhas afastadas. Quando abandonaram as torres e partiram, deixaram-nas intactas. Alguns tentaram entrar – para saquear, para aprender. Nenhum retornou.
— Vale a pena o risco? — uma pergunta direta de um capitão para a mãe de coração do abrigo.
O maxilar de Houlun apertou.
— Eu lhe disse o que posso, e até mesmo isso são meras migalhas de conhecimento que passaram além da maioria das memórias desta terra. Mas se as kharankui estiverem se mexendo de novo... Alguém deveria ir até aquela torre de vigia. Talvez você descubra algo de uso. Saiba como os feéricos lutaram contra estes terrores, como os mantiveram à distância. — Um olhar longo e avaliador para Nesryn enquanto um trovão chacoalhava novamente as cavernas. — Talvez faça com que essa lasca de esperança seja um pouco maior.
— Ou nos mate. — disse Sartaq, franzindo a testa para os ruks meio adormecidos em seus ninhos.
— Nada de valioso vem sem custo, garoto — respondeu Houlun. — Mas não se demore na torre de vigia após o escurecer.

18 comentários:

  1. Esse comerciante é o mesmo cara que vendeu a seda de aranha pra Celaena (Celaena não Aelin) a seda que ela usou na roupa do Sam 😭 E foi ele que lhe disse que tudo tem um preço e ela não esqueceu disso mesmo sabendo que: "Inominável é o meu preço."

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  2. É o carinha lá que vendeu a seda de aranha pra Celaena, né?

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    1. É ele mesmo, mas essa historia que ele ta vendendo não me convence

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    2. ele não vendeu, ele deu...

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  3. Ata. Me lembrei o que eram as aranhas.
    Deuses, preciso reler a saga

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  4. Esse veio precisa saber um dia que ele vendeu seda de aranha para Aelin

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  5. Valg. Aranha-valg. Feericos metidos no meio. Feericos no continente sul. Portal de wryd no continente sul. algo não cheira bem.

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  6. Estou morrendo de sono, mas não consigo parar de pensar: só mais um capítulo heuheu
    Aaaaaaaaaa o comerciante que vendeu seda pra Aelin *-* não confio nele ;-;
    Sinceramente não consigo mais desconfiar do Sartaq, eu amo ele, mas se ele for do mal eu vou bater em alguém -_-'

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  7. "— Nada de valioso vem sem custo, garoto — respondeu Houlun. — Mas não se demore na torre de vigia após o escurecer."
    Provavelmente eles vão se demorar, e vai dar merda.

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  8. A manon tambem tem a seda de aranha, mas eu não me lembro onde ela deixou. Ela usou uma parte parte nas asas de abraxos mas o resto ela guardou onde?

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  9. Esse comerciante que deu a seda de aranha para a Aelin também é citado no terceiro livro quando a Manon vai ate as aranhas e a líder delas conta pra Manon que a ultima pessoa que comprou seda dela deu 20 nos da sua vida e que com isso passou alguns poderes para ela porque ele era um metamorfo, assim como a Lysandra que nunca conheceu o pai metamorfo dela.

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    1. G-zuis eu preciso reler a saga

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    2. Mas ele diz q só tem 27 anos, não é possível q seja o pai de Lyzandra...

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    3. Vai ver o comerciante na verdade é a própria aranha lider usando os poderes que adquiriu de metamorfose pra se passar por ele e se infiltrar

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    4. Mas então ele só pode ser irmão dela.... Tipo, o cara tem 20 e poucos anos....

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    5. "Vai ver o comerciante na verdade é a própria aranha lider usando os poderes que adquiriu de metamorfose pra se passar por ele e se infiltrar"

      Se eu não me engano, a Manon matou essa aranha,então não pode ser ela. Mas eu posso estar enganada,não me lembro bem

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  10. Tô sentindo que vai dar ruim com esse comerciante. E Sartaq pelo amor de deus, para de ser tão maravilhoso, ele me lembra muito o Cassian❤️❤️

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  11. Sartaq parece o Cassian... Porem ele é menos o bruto kkk.. o Cássia era um posso de ignorância masculina 😂

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Boa leitura, E SEM SPOILER!