29 de janeiro de 2018

Capítulo 3

Nesryn entrara em choque.
E Chaol não podia ir até ela, não conseguia pegá-la em seus braços e mantê-la junto de si.
Não quando ela andara, silenciosa e à deriva como um fantasma para um quarto da generosa suíte aonde tinham sido levados no primeiro andar do palácio e fechou a porta atrás dela. Como se tivesse esquecido que qualquer outra pessoa no mundo existia.
Ele não a culpava.
Chaol deixou a criada, uma jovem de ossos finos e cabelos castanhos que caíam em cachos pesados em sua cintura estreita, o levar para o segundo quarto. A suíte se debruçava sobre um jardim de pomares e fontes borbulhantes, cascatas de flores rosas e roxas que pendiam de plantas ancoradas em vasos na varanda acima. Eles forneciam cortinas vivas em suas portas e janelas do quarto, ele percebeu.
A criada murmurou algo sobre banho, em um sotaque pesado de seu próprio idioma, comparado com a habilidade do khagan e seus filhos. Não era algo que ele pudesse julgar: era apenas fluente em idiomas dentro de seu próprio continente.
Ela deslizou atrás de uma tela de madeira esculpida que, sem dúvida, conduzia a sua câmara de banho, e Chaol olhou através de sua porta do quarto ainda aberta, em frente ao vestíbulo de mármore pálido, até as portas fechadas do quarto de Nesryn.
Eles não deveriam ter deixado Forte da Fenda.
Ele não poderia ter feito nada, mas... Ele sabia o que a falta de notícias faria a Nesryn. O que já estava fazendo com ele.
Dorian não estava morto, disse a si mesmo. Ele tinha fugido. Se tivesse sido capturado por Perrington – Erawan – eles saberiam. Príncipe Arghun teria sabido.
Sua cidade, saqueada pelas bruxas. Ele se perguntou se Manon Bico Negro liderara o ataque.
Chaol tentou e falhou em contar onde as dívidas estavam empilhadas entre eles. Aelin poupara a vida de Manon no templo de Temis, mas Manon lhes havia dado informações vitais sobre Dorian sob a escravidão valg. Isso pagava sua dívida de vida? Ou as tornava aliadas hesitantes?
Era um desperdício esperar que Manon se voltasse contra Morath. Mas ele enviou uma oração silenciosa para qualquer deus que pudesse estar ouvindo para proteger Dorian, guiar seu rei a portos mais amigáveis.
Dorian conseguiria. Ele era muito inteligente, muito talentoso, não pararia. Não havia outra alternativa – nenhuma – que Chaol aceitasse. Dorian estava vivo e seguro. Ou a caminho da segurança. E quando Chaol tivesse um momento, espremeria a informação do príncipe mais velho. De luto ou não. Tudo o que Arghun sabia, ele saberia. E então ele pediria a essa criada que passasse por todos os navios mercantes para conseguir informações sobre o ataque.
Nenhuma palavra – não havia nenhuma palavra sobre Aelin. Onde ela estava agora, o que estava fazendo. Aelin, que poderia muito bem ser o que lhe custou essa aliança. Ele ainda rangia os dentes quando as portas da suíte se abriram e um homem alto e de ombros largos entrou como se fosse dono do lugar.
Chaol supôs que fosse. O príncipe Kashin estava sozinho e desarmado, embora se movesse com a facilidade de uma pessoa confiante na força incansável de seu corpo.
Como, pensou Chaol, ele mesmo já havia andado sobre o palácio em Forte da Fenda.
Chaol abaixou a cabeça em saudação quando o príncipe fechou a porta do corredor e examinou-o. Era uma avaliação do guerreiro, franca e completa. Quando seus olhos castanhos finalmente encaravam os de Chaol, o príncipe disse na língua de Adarlan:
— Ferimentos como o seu não são incomuns aqui, e eu vi muitos deles, especialmente entre as tribos de cavaleiros. O povo da minha família.
Chaol não sentia vontade de discutir seus ferimentos com o príncipe, nem com ninguém, então apenas assentiu.
— Tenho certeza de que viu.
Kashin inclinou a cabeça, examinando Chaol novamente, sua trança escura escorregando por sobre o ombro musculoso. Lendo, talvez, o desejo de Chaol de não começar esta conversa em particular.
— Meu pai certamente deseja que vocês dois se juntem a nós no jantar. E mais do que isso, juntem-se a nós todas as noites seguintes enquanto estiverem aqui. E sentem-se na nossa mesa.
Esse era um pedido estranho de um dignitário visitante, e certamente era uma honra sentar-se na própria mesa do khagan, mas enviar seu filho para fazê-lo... Chaol considerou suas próximas palavras cuidadosamente, então simplesmente escolheu as mais óbvias.
— Por quê?
Certamente, a família desejava manter-se próxima após perder o membro mais novo. Convidar estranhos para se juntar a eles...
O maxilar do príncipe apertou. Não era um homem que costumava esconder suas emoções, como faziam seus três irmãos mais velhos.
— Arghun diz que nosso palácio está seguro de espiões das forças de Duque Perrington, que seus agentes ainda não chegaram. Não faço parte desta crença... E Sartaq... — o príncipe parou, como se não desejasse trazer para a aconversa seu irmão ou aliado potencial. Kashin fez uma careta. — Há uma razão pela qual escolhi viver entre soldados. As conversas de dupla interpretação nesta corte...
Chaol estava tentado a dizer que ele entendia. Tinha se sentido assim durante a maior parte de sua vida. Mas ele perguntou:
— Você acha que as forças de Perrington se infiltraram nesta corte?
Quanto sabia Kashin ou Arghun sobre as forças de Perrington – conheciam a verdade sobre o rei valg que usava a pele de Perrington? Ou os exércitos que ele criou, ou era pior do que qualquer imaginação poderia conjurar? Mas essa informação... Ele a manteria para si. Veria se poderia de alguma forma ser usada, se Arghun e o khagan não soubessem dela.
Kashin esfregou o pescoço.
— Eu não sei se foi Perrington, ou alguém de Terrasen, ou Melisande, ou Wendlyn. Tudo o que sei é que minha irmã está agora morta.
O coração de Chaol tropeçou uma batida. Mas ele ousou perguntar:
— Como aconteceu?
A dor cintilou nos olhos de Kashin.
— Tumelun sempre foi um pouco selvagem, imprudente. Cheia de humor. Um dia, feliz e rindo; no seguinte, distante e sem esperança. Eles... — ele engoliu em seco. — Eles dizem que ela saltou de sua varanda por causa disso. Duva e seu marido a encontraram mais tarde naquela noite.
Qualquer morte em uma família era devastadora, mas um suicídio...
— Sinto muito — Chaol ofereceu em voz baixa.
Kashin sacudiu a cabeça, a luz do sol do jardim dançando em seus cabelos pretos.
— Eu não acredito. Minha Tumelun não teria saltado.
Minha Tumelun. As palavras contavam o suficiente sobre a proximidade do príncipe com a irmã mais nova.
— Você suspeita que foi armado?
— Tudo o que sei é que não importava o humor de Tumelun... Eu a conhecia. Como conheço o meu próprio coração. — Ele colocou uma mão sobre o peito. — Ela não teria saltado.
Chaol considerou suas palavras com atenção mais uma vez.
— Realmente sinto pela perda, mas há algum motivo para suspeitar por que um reino estrangeiro poderia ter feito isso?
Kashin passou alguns passos.
— Ninguém em nossas terras seria estúpido o suficiente.
— Bem, ninguém em Terrasen ou Adarlan jamais faria tal coisa – mesmo para manipulá-los nesta guerra.
Kashin o estudou por um batimento cardíaco.
— Mesmo uma rainha que já foi uma assassina?
Chaol não deixou escapar um fio de emoção.
— Assassina ela pode ter sido, mas Aelin tinha limites que não se permitia cruzar. Um deles era ferir crianças.
Kashin parou diante da cômoda recostada contra a parede do jardim, ajustando uma caixa dourada na superfície polida da madeira escura.
— Eu sei. Também li isso nos relatórios do meu irmão. Dei uma olhada em suas mortes. — Chaol poderia jurar que o príncipe estremeceu antes de acrescentar: — Eu acredito em você.
Sem dúvidas por que o príncipe estava tendo essa conversa com ele.
— O que não deixa muitas outras potências estrangeiras que poderiam fazê-lo — Kashin prosseguiu. — E Perrington está no topo da lista.
— Mas porque o alvo seria sua irmã? — perguntou Chaol.
— Eu não sei. — Kashin deu alguns passos. — Ela era jovem e inocente – cavalgava comigo entre os Darghans, o clã de nossa mãe. Ainda não tinha seu próprio sulde.
Chaol estreitou as sobrancelhas, o príncipe esclareceu:
— É uma lança que todos os guerreiros Darghan carregam. Nós ligamos fios da crina do nosso cavalo favorecido no cabo, sob a lâmina. Nossos ancestrais acreditavam que, onde esses fios acenavam no vento, nossos destinos nos esperavam. Alguns de nós ainda acreditam nessas coisas, mas mesmo aqueles que pensam que são simples tradições... nós as levamos para todos os lugares. Há um pátio neste palácio onde meu sulde e os dos meus irmãos estão plantados para sentir o vento enquanto permanecemos no palácio do nosso pai, ao lado do dele. Mas na morte... — Mais uma vez, aquela sombra de tristeza. — Na morte, eles são o único objeto que nós mantemos. Eles carregam a alma de um guerreiro Darghan para a eternidade, e são plantados no topo de uma estepe em nosso reino sagrado. — O príncipe fechou os olhos. — Agora, sua alma vagará com o vento.
Como Nesryn havia dito antes. Chaol apenas repetiu:
— Eu sinto muito.
Kashin abriu os olhos.
— Alguns dos meus irmãos não acreditam em mim quanto a Tumelun. Alguns sim. Nosso pai... ele permanece indeciso. Nossa mãe nem deixa seu quarto em sua tristeza, e mencionar minhas suspeitas pode... não posso mencioná-las para ela. — Ele esfregou o maxilar forte. — Então convenci meu pai a aceitá-lo em nossa refeições todas as noites, como um gesto de diplomacia. Mas eu gostaria que você assistisse com seus olhos de fora. Para perceber qualquer coisa errada. Talvez você veja algo que não vimos.
Ajudá-los... e talvez receber ajuda em troca.
— Se confia em mim o suficiente para esta tarefa, para me contar tudo isso, então por que não concorda em se juntar a nós nesta guerra? — Chaol perguntou.
— Não sou eu quem dito ou comando. — Um soldado treinado. Kashin examinou a suíte como se avaliando qualquer inimigo em potencial à espera. — Eu apenas faço quando meu pai dá a ordem.
Se as forças de Perrington já estivessem aqui, se Morath estivesse realmente por trás do assassinato da princesa... Seria muito fácil. Muito fácil convencer o khagan a se aliar com Dorian e Aelin. Perrington – Erawan – era muito mais esperto do que isso.
Mas se o próprio Chaol ganhasse o comandante dos exércitos terrestres de khagan para a causa deles...
— Eu não jogo esses jogos, Lorde Westfall — disse Kashin, lendo tudo o que provocou nos olhos de Chaol. — Meus outros irmãos são aqueles que você deve convencer.
Chaol bateu um dedo no braço da cadeira.
— Algum conselho?
Kashin bufou, sorrindo fracamente.
— Outros vieram antes de você – de reinos muito mais ricos do que os seus. Alguns conseguiram, outros não. — Um olhar para as pernas de Chaol, um lampejo de pena entrando nos olhos do príncipe. Chaol apertou os braços da cadeira com essa pena, de um homem que reconheceu um colega guerreiro. — Desejar boa sorte é tudo o que posso lhe oferecer.
Então o príncipe estava saindo pelas portas, suas pernas longas levando-o para longe.
— Se Perrington tem um espião aqui — Chaol falou quando Kashin chegou às portas da suíte — então você já percebeu que todos neste palácio estão em grave perigo. Deve agir.
Kashin fez uma pausa com a mão na maçaneta esculpida, olhando por cima do ombro.
— Por que acha que pedi assistência a um lorde estrangeiro?
Então o príncipe foi embora, suas palavras suspensas no ar doce e perfumado. O tom não era cruel, não era insultante, mas a franqueza do guerreiro...
Chaol lutou para dominar sua respiração, mesmo quando seus pensamentos giraram. Ele não tinha visto anéis ou colares negros, mas também não estava procurando por eles. Nunca considerara que a sombra de Morath já estivesse tão distante.
Chaol esfregou o peito. Cuidado. Ele precisaria ter cuidado nessa corte. Com o que dissesse publicamente – com o que dissesse também neste quarto.
Chaol ainda olhava para a porta fechada, refletindo sobre tudo o que Kashin deixou implícito, quando a criada surgiu, sua túnica e calças substituídas por um robe da mais fina e mais pura seda amarrada na cintura. Não deixava nada para a imaginação.
Ele reprimiu o desejo de gritar para que Nesryn o ajudasse no lugar dela.
— Apenas lave-me — ele ordenou, com a maior clareza e firmeza possível.
Ela não mostrou nervosismo, nem tremor de hesitação. E ele soube que ela tinha feito isso antes, inúmeras vezes, quando ela apenas perguntou:
— Não sou do seu agrado?
Foi uma pergunta sincera. Ela era bem paga por seus serviços – todos os criados eram. Ela escolheu estar aqui, e outra poderia ser facilmente encontrada sem risco para o status dela.
— É — disse Chaol, apenas meia mentira, recusando-se a deixar seu olhar descer abaixo de seus olhos. — Muito agradável — ele esclareceu. — Mas eu só quero um banho. — Ele acrescentou, apenas para ter certeza: — Nada mais de você.
Ele esperava sua gratidão, mas a criada apenas assentiu com a cabeça, imperturbável. Mesmo com ela, ele precisaria ter cuidado com o que falasse. O que ele e Nesryn poderiam discutir nesses quartos.
Não houve um som ou um movimento atrás das portas fechadas do quarto de Nesryn. E certamente não haveria agora.
Então ele fez um gesto para permitir que a criada empurrasse a cadeira para a câmara de banho, nuvens de vapor ondulando pelo cômodo de azulejos brancos e azuis.
A cadeira deslizou sobre tapete e azulejo, fazendo curvas entre a mobília com pouco esforço. A própria Nesryn encontrara a cadeira nas catacumbas dos curandeiros agora vagas do castelo de Forte da Fenda antes de navegarem para cá. Um dos poucos itens que os curandeiros que fugiram deixaram para trás.
Mais leve e mais elegante que o que ele esperava, as grandes rodas que flanqueavam o assento giravam facilmente, mesmo quando ele usava os pequenos aros para guiá-la sozinho. Ao contrário das muitas cadeiras que ele vira, esta era equipada com duas pequenas rodas dianteiras de cada lado dos apoios de madeira para os pés, cada uma capaz de girar em qualquer direção que ele escolhesse. E agora elas viravam suavemente através do vapor da câmara de banho.
Uma grande piscina escavada preenchia a maior parte da sala de banho, óleos brilhantes na superfície, com pétalas dispersas à deriva. Uma pequena janela, no alto da parede, deixava a mostra a vegetação do jardim, e velas douravam o vapor.
Luxo. Tanto luxo, enquanto sua cidade sofria. Enquanto eles pediam por ajuda que não havia chegado. Dorian teria preferido ficar. Somente a derrota absoluta, nenhuma chance de sobrevivência, o levaria a partir. Chaol imaginou se a magia dele tinha desempenhado qualquer papel. Ajudado qualquer um deles.
Dorian encontraria seu caminho para a segurança, para os aliados. Ele sabia disso em seus ossos, embora seu estômago continuasse a se apertar. Não havia nada que ele pudesse fazer para ajudar seu rei daqui, salvo por forjar esta aliança. Mesmo que todo instinto gritasse para ele voltar para Adarlan, para encontrar Dorian, ele ficaria em Antica.
Chaol mal percebeu a criada removendo suas botas em puxões eficientes. E embora ele pudesse ter feito isso sozinho, quase não observou quando ela tirou a jaqueta, depois a camisa abaixo. Mas ele finalmente se arrastou de seus pensamentos quando ela começou a remover suas calças – quando ele se inclinou para ajudar, apertando os dentes enquanto trabalhavam juntos em silêncio. Foi só quando ela alcançou sua cueca para retirá-la que ele agarrou seu pulso.
Ele e Nesryn ainda não haviam se tocado. Além de um maldito ataque no navio há três dias, ele não transmitira qualquer tipo de desejo de dar esse passo mais uma vez. Ele queria, porém. Acordou dolorido na maioria das manhãs, especialmente quando compartilharam aquela cama na cabine. Mas o pensamento de ser tão propenso, de não ser capaz de tomá-la do jeito que fizera uma vez. Isso encobria qualquer luxúria. Mesmo que agradecesse que certas partes dele ainda funcionassem indubitavelmente.
— Eu posso entrar sozinho — disse Chaol, e antes que a criada pudesse se mover, ele reuniu força em seus braços e costas e começou a sair da cadeira. Era um processo sem cerimônias, um que ele descobriu durante os longos dias no mar.
Primeiro ele acionou o mecanismo de bloqueio nas rodas, o clique ecoando na pedra e na água. Com alguns movimentos, manobrou-se até a borda da cadeira, depois tirou os pés das placas de madeira e as colocou no chão, inclinando as pernas para a esquerda enquanto fazia isso. Com a mão direita, agarrou a borda do assento enquanto fechava a mão esquerda em um punho e se inclinou para apoiá-la sobre os azulejos frios e molhados de água condensada. Escorregadio...
A criada apenas colocou um pano branco e espesso diante dele, e recuou. Ele lhe deu um sorriso grato, com os lábios cerrados, enquanto apoiava o punho esquerdo no chão, em cima do pano fofo, distribuindo seu peso em todo o braço. Com uma respiração inalada, sua mão direita ainda agarrando a borda de sua cadeira, ele cuidadosamente se abaixou no chão, balançando o traseiro para longe da cadeira enquanto seus joelhos se curvavam sem querer.
Ele pousou com um baque, mas estava no chão, pelo menos – não tinha derrubado a cadeira, como fizera na primeira meia dúzia de vezes que tentou no navio.
Com cuidado, ele se arrastou para a borda da escada da piscina até que pudesse colocar os pés na água morna, logo no segundo degrau. A criada entrou na água um batimento de um coração mais tarde, graciosa como uma garça, seu robe delicado tornando-se tão material quanto orvalho, enquanto a água subia pelo seu comprimento. Suas mãos eram gentis, mas firmes, enquanto ela o segurava pelo braço e o ajudava a sentar-se no próximo degrau da piscina, ficando alto. Então ela o guiava para o próximo e o próximo, até que ele estava sentado com água em seus ombros. Seus olhos se ergueram para os seios cheios erguidos a sua frente.
Ela não pareceu notar. E ele imediatamente desviou o olhar para a janela enquanto ela alcançava a pequena bandeja de suprimentos que deixara perto da borda da piscina. Óleos, escovas e panos de aparência suave. Chaol tirou a cueca quando ela se virou, atirando-a com um som alto e úmido na beira da piscina.
Nesryn ainda não emergira de seu quarto.
Então, Chaol fechou os olhos, submetendo-se aos cuidados da criada e perguntou-se o que diabos ele faria.

13 comentários:

  1. Já estou amando esse livro. Pelo menos o Chaol voltou a ser relevante

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    1. Até o segundo livro eu gostei do Chaol, mas agora eu acho ele chato cheio de mimimi, e a narrativa dele é uma tortura faz a gente imaginar onde está a Aelin, que sem dúvida tem uma vida bem mais interessante.

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  2. Isso pagava sua dívida de vida? Ou as tornava aliadas hesitantes?

    Hesitantes?
    Elas tão quase amigas, querido!

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  3. "balançando o traseiro para longe da cadeira enquanto seus joelhos se curvavam sem querer."
    por que eu ri disso?

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  4. Eu tô sofrendo pra ler esse livro, meu Deus me ajuda ;-;"

    Sobre o Kashin, eu tô gostando dele, mas tem lado meu que diz pra mim desconfiar dele.
    É isso que dá quando se lê A Rainha Vermelha, a gente começa a desconfiar até da paredes '-'

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    1. Exato, eu ainda estou lendo a espada de vidro, e to levando os conselhos daquele livro pra vida "todo mundo pode trair, todo mundo" agora todos os novos personagens q aparece ja to com um pezinho atrás

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    2. EU tô bem assim, mas tô super curiosa para saber da Aelin


      Yane

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  5. Só eu que fico pensando "se Forte da Fenda já foi saqueada e eles já estão sabendo em outro continente quer dizer que possivelmente a Manon já deve estar perdida e machucada e a Aelin já deve ter se apresentado ao Rolfe como rainha de Terrasen, ou seja, a tragédia que aconteceu no final do 5° livro ainda não aconteceu..."😂😂😂😂 Sei lá... Mas isso meio que me tortura levemente porque fico "sofrendo a distância"! 😢😢😢💔

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  6. Acho que com 3 semanas, Aelin estava na Bahia da caveira já não é. Mas acho que ainda só estava negociando. Tô tentando relacionar os fatos mas já esqueci alguns detalhes. Da vontade de ler de novo.

    Flavia

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Comentários de volta!
Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!