29 de janeiro de 2018

Capítulo 11

Yrene estava atrasada.
Chaol tinha chegado ao consenso de esperá-la às dez, embora ela não tivesse dado nenhuma indicação de quando poderia chegar. Nesryn havia saído bem antes de ele ter acordado para procurar Sartaq e seu ruk, deixando-o aqui para tomar banho e... esperar.
E esperar.
Uma hora depois, Chaol começou a fazer os exercícios que ele conseguia realizar sozinho, incapaz de suportar o silêncio, o calor pesado, o fluxo interminável de água da fonte lá fora. Os pensamentos que continuavam deslizando de volta a Dorian, perguntando-se para onde seu rei estaria indo agora.
Ela havia mencionado exercícios – alguns envolvendo suas pernas, seja lá como foi que ela chegou a essa conclusão – mas se Yrene não se incomodara em chegar a tempo, então ele certamente não se incomodaria em esperar por ela.
Seus braços tremiam no momento em que o relógio na cômoda soava meio-dia, pequenos sinos de prata sobre a parte de madeira esculpida enchendo o espaço com um toque claro e brilhante. Suor escorria por seu peito, costas e rosto enquanto ele tentava se arrastar para a cadeira, os braços tremendo com o esforço. Ele estava prestes a chamar Kadja para lhe trazer uma jarra de água e uma roupa fresca quando Yrene apareceu.
Na sala de estar, ele escutou quando ela entrou pela porta principal, depois parou.
Ela disse a Kadja, esperando no vestíbulo:
— Tenho uma questão de discrição que preciso que você supervisione pessoalmente.
Silêncio obediente.
— Lorde Westfall precisa um tônico para uma erupção cutânea em suas pernas. Provavelmente por algum óleo que você despejou em seu banho. — As palavras eram calmas, mas mesmo assim afiadas. Ele franziu o cenho para suas pernas. Ele não viu nada disso esta manhã, mas certamente não podia sentir uma coceira ou queimação. — Preciso de casca de salgueiro, mel e hortelã. As cozinhas as terão. Não conte a ninguém o motivo. Eu não quero que fofoquem sobre isso.
Silêncio novamente – depois uma porta se fechando.
Ele observou as portas abertas para a sala de estar, ouvindo-a escutar Kadja sair. Então seu suspiro pesado. Yrene surgiu um momento depois.
Ela parecia com o inferno.
— O que há de errado?
As palavras saíram antes que ele pudesse considerar o fato de ele não ter o direito de perguntar tais coisas. Mas o rosto dourado de Yrene estava cinzento, os olhos manchados de púrpura, os cabelos sem brilho. Ela apenas disse:
— Você se exercitou.
Chaol olhou para sua camisa encharcada de suor.
— Parecia uma boa maneira de passar o tempo como qualquer outra coisa. — Cada um dos passos que ela dava em direção à mesa era lento... pesado. Ele repetiu: — O que há de errado?
Mas ela alcançou a mesa e manteve-se de costas para ele. Ele apertou os dentes, debatendo se deveria levar sua cadeira de rodas até lá, apenas para que pudesse ver o rosto dela, como uma vez poderia ter feito intempestivamente – forçar-se para dentro de seu espaço até ela lhe contar o que diabos havia acontecido.
Yrene apenas colocou sua bolsa na mesa com um baque.
— Se deseja exercitar-se, talvez um lugar melhor para isso seria o quartel. — Um olhar torto para o carpete. — Ao invés de transpirar por todos os tapetes inestimáveis do khagan.
 As mãos dele se apertaram.
— Não — foi tudo o que ele disse. Tudo o que ele poderia dizer.
Ela ergueu uma sobrancelha.
— Você era o capitão da Guarda, não era? Talvez treinar com a guarda do palácio seja benéfico para...
— Não.
Ela olhou por cima do ombro, aqueles olhos dourados o dimensionando. Ele não balbuciou, mesmo quando a coisa ainda triturada em seu peito parecia torcer e rasgar-se ainda mais.
Ele não tinha dúvidas de que ela havia percebido, sem dúvida que ela tinha descoberto esse pedaço de informação. Uma pequena parte dele a odiava por isso, odiava-se por revelar essa ferida através de sua obstinação, mas Yrene apenas se virou da mesa e caminhou em sua direção, encarando-o com o rosto ilegível.
— Peço desculpas se o rumor agora for de que você tem uma infeliz erupção nas pernas. — Aquela graça usual e segura havia sido substituída por pés arrastados. — Se Kadja é tão inteligente quanto penso que é, ela se preocupará que a erupção cutânea, sendo resultado de seus cuidados, lhe causará problemas e não contará a ninguém. Ou, pelo menos, perceberá que se o rumor começar, saberemos que ela era a única que sabia disso.
Tudo bem. Ela ainda não queria responder a sua pergunta. Então, ao invés disso, ele perguntou:
— Por que você queria que Kadja saísse?
Yrene caiu no sofá dourado e esfregou as têmporas.
— Porque alguém matou uma curandeira na biblioteca ontem à noite – e depois me perseguiu também.
Chaol ficou quieto.
— O quê?
Ele olhou para as janelas, as portas abertas do jardim, as saídas. Nada além do calor e da água da fonte e do canto dos pássaros.
— Eu estava lendo – sobre o que você me contou — disse Yrene, as sardas em seu rosto tão rígidas contra sua pele magra. — E senti alguém se aproximando.
— Quem?
 — Eu não sei. Não vi. A curandeira... eu a encontrei enquanto fugia. — Sua garganta se fechou. — Nós vasculhamos a biblioteca de cima a baixo uma vez que ela foi... recuperada, mas não encontramos ninguém.
Ela balançou a cabeça, a mandíbula apertada.
— Eu sinto muito — ele disse, falando a verdade. Não apenas pela perda de uma vida, mas também pelo que parecia ser a perda de uma paz e serenidade prolongadas. Mas ele perguntou, porque não conseguia mais se impedir de obter respostas, de avaliar os riscos, do que ele poderia parar a sua própria respiração: — Que tipo de lesões?
Metade dele não queria saber.
Yrene recostou-se contra as almofadas do sofá, o enchimento suspirando enquanto olhava para o teto dourado.
— Eu a tinha visto antes de passagem. Ela era jovem, um pouco mais velha do que eu. E quando a encontrei no chão, ela parecia um cadáver há muito dessecado. Sem sangue, sem sinal de lesão. Apenas... vazia.
Seu coração tropeçou com a descrição muito familiar. Valg. Ele apostaria tudo o que ainda tinha, apostaria tudo nisso.
— E quem fez isso apenas deixou o corpo lá?
Um aceno de cabeça. Suas mãos tremiam enquanto as arrastou pelo cabelo, fechando os olhos.
— Eu acho que eles perceberam que atacaram a pessoa errada... e se afastaram rapidamente.
— Por quê?
Ela virou a cabeça, abrindo os olhos. Havia exaustão ali. E medo absoluto.
— Ela parece... parecia comigo — Yrene falou. — Nosso porte físico, nossa cor. Quem quer que fosse... acho que eles estavam procurando por mim.
— Por quê? — ele perguntou novamente, lutando para captar tudo o que ela havia dito.
— Porque o que eu estava lendo ontem à noite sobre a potencial fonte do poder que o feriu... deixei alguns livros sobre isso na mesa. E quando os guardas vasculharam a área, os livros haviam desparecido. — Ela engoliu novamente. — Quem sabia que você estava vindo para cá?
O sangue de Chaol ficou frio apesar do calor.
— Nós não mantivemos em segredo. — Foi instintivo descansar sua mão em uma espada que não estava lá – uma espada que ele havia jogado no Avery meses atrás. — Não foi anunciado, mas qualquer um poderia ter sabido disso. Muito antes de colocarmos o pé aqui.
Estava acontecendo novamente. Aqui. Um demônio valg havia chegado a Antica – um subalterno na melhor das hipóteses, um príncipe na pior. Poderia ser qualquer um dos dois.
O ataque que Yrene descreveu se encaixava no relatório de Aelin sobre os restos que ela e Rowan haviam encontrado nas vítimas do príncipe valg em Wendlyn. Pessoas repletas de vida se transformaram em cascas como se o valg tivesse bebido de suas próprias almas.
Ele encontrou-se dizendo calmamente:
— O príncipe Kashin suspeita que Tumelun foi assassinada.
 Yrene sentou-se, qualquer cor que havia em seu rosto se esvaindo.
— O corpo de Tumelun não foi drenado. Hafiza – a Alta Curandeira – declarou ter sido suicídio.
Havia, é claro, uma chance de que as duas mortes não estivessem conectadas, uma chance de que Kashin estivesse errado sobre Tumelun. Parte de Chaol rezou para que assim fosse. Mas mesmo que não estivessem relacionados, o que havia acontecido ontem à noite...
— Você precisa alertar o khagan — disse Yrene, parecendo ler sua mente.
Ele assentiu.
— Claro. Claro que sim. — Maldita como toda a situação era... Talvez fosse a chance que ele estivera esperando para falar com o khagan. Mas ele estudou o rosto abatido dela, o medo presente ali. — Eu sinto muito... por tê-la arrastado para isso. A segurança foi aumentada em torno da Torre?
— Sim. — Um som de suspiro. Ela esfregou o rosto. — E você? Veio aqui com a guarda?
Ela fez uma careta.
— Em plena luz do dia? No meio da cidade?
Chaol cruzou os braços.
— Eu não subestimaria os valg.
Ela acenou com a mão.
— Eu não irei sozinha para nenhum corredor escuro tão cedo. Nenhuma de nós na Torre irá. Os guardas foram chamados e posicionados em cada corredor, a cada poucos metros dentro da biblioteca. Eu nem sei de onde Hafiza os convocou.
Os subordinados valg poderiam pegar corpos de qualquer um que desejassem, mas seus príncipes eram suficientemente vaidosos para que Chaol duvidasse que eles se incomodassem em assumir a forma de um simples guarda. Não quando eles preferiam jovens bonitos.
Um colar e uma morte, um sorriso frio brilhou diante de seus olhos.
Chaol soltou uma respiração.
— Realmente sinto muito pela curandeira. — Especialmente se o fato de ele estar aqui tivesse desencadeado de algum modo esse ataque, se eles perseguiram Yrene só porque ela o estava ajudando. Ele acrescentou: — Você deveria estar com guardas. Constantemente.
Ela ignorou o aviso e observou a sala, os tapetes e as palmeiras exuberantes.
— As meninas – as jovens ajudantes... Elas estão assustadas.
E você?
Antes, ele teria se oferecido para vigiar, proteger sua porta, organizar os soldados porque sabia como funcionavam essas coisas. Mas ele não era um capitão, e duvidava que o khagan ou seus homens estivessem dispostos a ouvir um lorde estrangeiro, de qualquer maneira.
Mas ele não conseguiu se deter, deter aquela parte dele, enquanto perguntava:
— O que posso fazer para ajudar?
Os olhos de Yrene se moveram em direção a ele, avaliando. Mensurando. Não a ele, mas ele tinha a sensação de que era algo dentro de si mesma. Então ele permaneceu imóvel, manteve o olhar firme, enquanto ela olhava para dentro de si mesma. Quando finalmente respirou e disse:
— Eu dou uma aula. Uma vez por semana. Depois da noite passada, elas estavam muito cansadas, então as deixei dormirem em vez disso. Hoje à noite, temos uma vigília para a curandeira que... que morreu. Mas amanhã... — Ela mordeu o lábio, novamente debatendo pelo tempo de um batimento cardíaco antes de acrescentar: — Eu gostaria que você viesse.
— Que tipo de aula?
Yrene brincou com um cacho pesado.
— Não há cobrança para estudantes aqui, mas nós pagamos de outras maneiras. Alguns ajudam na cozinha, com as roupa, na limpeza. Mas quando eu vim, Hafiza... eu disse a ela que era boa em todas essas coisas. Eu as fiz durante um tempo. Ela me perguntou o que mais eu sabia além da cura, e eu disse a ela... — Ela mordeu o lábio. — Alguém uma vez me ensinou autodefesa. O que fazer contra agressores. Geralmente do tipo masculino.
Foi um esforço não olhar para a cicatriz em sua garganta. Não se perguntar se ela tinha aprendido depois – ou se mesmo isso não foi o suficiente.
Yrene suspirou pelo nariz.
— Eu disse a Hafiza que eu sabia um pouco sobre isso, e que... eu havia feito uma promessa a alguém, à pessoa que me ensinou, para mostrar e ensinar a tantas mulheres quanto possível. Então eu tenho feito isso. Uma vez por semana, eu ensino às acólitas, assim como a estudantes mais velhas, curandeiras, criadas ou bibliotecárias que gostariam de aprender.
Esta mulher delicada, de mãos suaves... Ele supôs que havia aprendido que a força poderia estar escondida sob os rostos mais improváveis.
— As meninas estão profundamente abaladas. Não houve um intruso na Torre por um bom tempo. Eu acho que seria muito útil se você se juntasse a mim amanhã... para ensinar o que sabe.
Durante um longo momento, ele olhou para ela. Piscou.
— Você percebe que estou nesta cadeira.
— E? Sua boca ainda funciona. — Palavras afiadas e ácidas.
Ele piscou de novo.
— Elas podem não me achar o instrutor mais reconfortante.
— Não, elas provavelmente estarão desmaiando e suspirando tanto por você que esquecerão de ter medo.
 Seu terceiro e último piscar de olhos a fez sorrir um pouco. Sombriamente. Ele se perguntou como seria esse sorriso se ela realmente estivesse divertida – feliz.
— A cicatriz acrescenta um toque de mistério — comentou ela, cortando-o antes que ele pudesse se lembrar do corte na bochecha.
Ele a estudou quando ela se levantou do sofá para caminhar de volta para a mesa e abrir sua bolsa.
— Você realmente gostaria que eu estivesse lá amanhã?
— Nós teremos que descobrir como levá-lo até lá, mas não deve ser tão difícil.
 — Colocar-me em uma carruagem estará bom.
Ela se endureceu, olhando por cima do ombro.
— Guarde essa raiva para o nosso treinamento, Lorde Westfall. — Ela puxou um frasco de óleo e colocou-o sobre a mesa. — E você não vai pegar uma carruagem.
 — Uma liteira carregada por criados, então? — Ele rastejaria antes.
— Um cavalo. Já ouviu falar?
Ele apertou os braços de sua cadeira.
— Você precisa de pernas para montar.
— Então é bom que você ainda tenha as duas. — Ela voltou a estudar os frascos que estavam naquela bolsa. — Eu falei com a minha superior esta manhã. Ela viu pessoas com ferimentos parecidos virem montando para se encontrar conosco... com tiras e aparelhos especiais. Eles estão confeccionando-os para você nas oficinas enquanto conversamos.
Ele deixou aquelas palavras serem absorvidas.
— Então você presumiu que eu iria com você amanhã.
Yrene virou-se finalmente, a bolsa agora em sua mão.
— Eu presumi que você gostaria de montar independentemente da situação.
Ele só podia olhar enquanto ela se aproximava, frasco na mão. Apenas um pouco de irritação no rosto. Melhor do que o medo absoluto. Ele perguntou, voz um pouco rouca:
— Você acha que tal coisa é possível?
— Acho. Eu chegarei ao amanhecer, então teremos tempo suficiente para descobrirmos se realmente é possível. A aula começa às nove.
Montar, mesmo que ele não pudesse caminhar, mas montar...
— Por favor, não me dê essa esperança e a deixe se desfazer — ele falou com voz rouca.
Yrene colocou a bolsa e o frasco na mesa baixa na frente do sofá e fez sinal para ele se aproximar.
— Boas curandeiras não fazem essas coisas, Lorde Westfall.
Ele não tinha se incomodado em vestir uma jaqueta hoje, e deixara seu cinto no quarto. Deslizando sua camisa encharcada de suor por sobre a cabeça, ele fez um rápido trabalho de desabotoar a parte superior de suas calças.
— É Chaol. — Ele falou depois de um momento. — Meu nome... é Chaol. Não Lorde Westfall. — Ele grunhiu enquanto se içava da cadeira para o sofá. — Lorde Westfall é meu pai.
— Bem, você também é um lorde.
— Apenas Chaol.
— Lorde Chaol.
Ele deu uma olhada para ela quando posicionava suas pernas. Ela não fez menção de ajudar, de arrumá-lo.
— Aqui estava eu, pensando que você ainda se ressentia de mim.
— Se você ajudar minhas meninas amanhã, eu vou reconsiderar.
Pelo brilho daqueles olhos dourados, ele duvidava muito disso, mas um meio sorriso apareceu em sua boca.
— Outra massagem hoje? — Por favor, ele quase acrescentou. Seus músculos já doíam de seu exercício, e se mover tanto entre cama, sofá, cadeira e banho...
— Não. — Yrene gesticulou para que ele se deitasse com o rosto virado para baixo no sofá. — Eu começarei hoje.
— Você encontrou informações sobre isso?
— Não — ela repetiu, puxando suas calças com aquela eficiência fria e rápida. — Mas depois da noite passada... eu não quero retardar sua cura.
— Eu vou... eu posso... — Ele apertou os dentes. — Nós encontraremos uma maneira de protegê-la enquanto você pesquisa. — Ele odiava as palavras, sentiu-as se enrolarem como um leite rançoso na língua, ao longo da garganta.
— Penso que eles sabem disso — ela falou calmamente, e espalhou pingos de óleo ao longo de sua coluna vertebral. — Eu não tenho certeza se é a informação, no entanto. Que eles querem me impedir de encontrar.
Seu intestino se apertou, mesmo quando ela correu as mãos suaves pelas suas costas. Elas ficaram perto daquela mancha no seu vértice.
— O que você acha que eles querem, então?
Ele já suspeitava, mas queria ouvi-la dizer isso – queria saber se ela pensava o mesmo, entendia os riscos tanto quanto ele.
— Eu me pergunto — ela falou finalmente — se não era apenas o que eu estava pesquisando, mas também porque eu o estou curando.
Ele ergueu a cabeça para olhar para ela enquanto as palavras se estabeleciam entre eles. Ela apenas olhou para aquela marca em sua coluna, seu rosto cansado retorcido. Ele duvidava que ela tivesse dormido.
— Se estiver cansada demais...
— Eu não estou.
Ele apertou o queixo.
— Você pode tirar um cochilo aqui. Eu cuidarei de você. — Inútil como seria. — Então trabalhe em mim mais tarde...
— Eu trabalharei em você agora. Não deixarei que eles me assustem. — Sua voz não tremia ou vacilava. Ela acrescentou, mais baixo, mas não menos ferozmente: — Uma vez vivi com medo de outras pessoas. Deixei outras pessoas pisarem em mim só porque tinha muito medo das consequências por recusar. Eu não sabia como recusar. — A mão dela empurrou sua coluna como uma ordem silenciosa para abaixar a cabeça novamente. — No dia em que cheguei a estas costas, deixei aquela garota de lado. E maldita seja eu se deixá-la ressurgir. Ou deixar alguém me dizer o que fazer com a minha vida, minhas escolhas novamente.
Os pelos em seus braços ergueram-se frente à ira em sua voz. Uma mulher feita de aço e brasas crepitantes. Calor de fato acendeu-se sob a palma da sua mão enquanto ela a deslizava por sua coluna vertebral, em direção àquela mancha branca.
 — Veja se gosta de ser forçado para variar — ela respirou.
Yrene colocou a mão diretamente sobre a cicatriz. Chaol abriu a boca para falar...
Mas foi um grito que saiu no lugar.

9 comentários:

  1. Estou amando esses dois juntos

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  2. Eu gosto da Yrene , por favor titia Sarah não mate a nossa curandeira preferida, por favor, pode matar o resto mas ela não.

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  3. estou amando por enquanto

    J CARSTAIRS

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  4. PELO AMOR DE DEUS TIA SARAH, NÃO MATE NOSSA QUERIDA YRENE,EU QUERO ELA COM O CHAOL, QUERO QUE ELES SE CASEM E TENHAM FILHINHOS *^*

    Eu estou louca pra ver o reencontro da Yrene e Aelin, mas é óbvio que isso só vai acontecer no último livro

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  5. Nãaaaaooo!!! Merda, merda, merda, merda!! Por favor. Por favor. Por favor .Por favor...

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  6. Sabe no capitulo anterior ela falou que nunca conheceu o pai, quem será o pai dela? Será que é de alguma descendência real?

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  7. Chaol com fica menos chato! Tô gostando deles juntos!

    Flavia

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Comentários de volta!
Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!