29 de dezembro de 2017

Divulgação: The princess of dark


Sinopse:
Ao mudar para outra cidade, Misty Talley não imaginava a reviravolta que sua vida daria. Depois de sofrer uma perda terrível, tudo que ela esperava era encontrar consolo nos braços da irmã mais velha Alex. Mas o que encontrou foi totalmente diferente do imaginado.
Agora ela se vê com muitas perguntas e nenhuma resposta. Mas o destino ainda não tinha terminado com ela, pois acaba cruzando seu caminho com o de um jovem e encantador rapaz, que parece conhecer conhecer a mentira como ninguém. Ele ainda admite saber de algo importante que ela nem si quer desconfia saber…
Ele á apresenta um mundo novo e oculto, que Misty jamais imaginou existir. Lá ela vê a sua grande chance de descobrir o que aconteceu com sua irmã e finalmente decidir que caminho seguir.

Categorias: ação, aventura, romance, história original 
Classificação: +16
Autora: ~Deby_Millar
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Capítulo um: Nothing will be okay again


Olhei para o meu próprio reflexo no espelho, agora sem maquiagem. Ajeitei algumas mechas do meu cabelo desdenhado, mas não havia porque se produzir. Eu teria uma vida nova aqui. Eu havia feito essa escolha. Bem, não exatamente. Não pretendia que minha mãe morresse e tivesse que escolher entre uma tutora legal ou morar com minha irmã  em outra cidade.
Mas no final das contas, aquilo tudo sobre mudar de cidade, mudar de colégio e perder amigos não era tão ruim assim pra mim. Quando foi me dado as opções, eu não exitei em escolher a segunda; já estava cançada daquela vida de festas em que era só convida por causa do meu "status" no colégio, dos meus falsos amigos, dos namorados e casinhos que sempre arranjava por puro acaso e dos problemas que isso sempre me causava.
Como por exemplo bebidas, drogas e pessoas excessivamente ciumentas.
E infelizmente a última vez que falei com mãe havíamos tido uma briga feia por causa desses tais problemas. Isso foi o ponta pé inicial que me impulsionou a deixar de vez àquela vida sem sentido algum. E eu tinha certeza de que não sentiria saudades de Chicago, muito pelo contrário. Agora tudo seria diferente. Eu só não sabia tudo que me esperava lá.
- Chegamos — avisou o taxista parando bruscamente o carro.
Guardei o espelho na bolsa preta ao meu lado. O motorista me olhou pelo espelho retrovisor com uma cara carrancuda.
- São duzentos dólares.
- O QUÊ? — gritei, mas consegui recompor a voz. Às vezes uma cara dócil e uma voz agradável conseguia tudo que quisesse — Você disse que ficaria em cento cinqüenta dólares, e não duzentos.
- Isso sem contar as paradas — ele não me encarava mais — Foram três no total. Eu não pergo tempo de graça, moça.
Resolvi entregar a droga do dinheiro pra ele e cair fora desse táxi. Quando fechei a porta do carro arrastando minha mala pesada atrás de mim, o táxi saiu em disparada rua acima me deixando em frente a uma casa de dois andares ao estilo vitoriano, só que um pouco menor.
A rua era extensa e larga, com algumas árvores aqui e ali. Aquele tipo de árvore que você sempre imaginou servir como uma casa da árvore. Havia também alguns hidratantes tipicamente pintados de vermelho, uma caixa de correio ficava em frente a cada casa. Era uma rua aonde eu imaginava ter crianças brincando, homens e mulheres passeando com seus cachorros e coisas do tipo.
Subi os degraus da causada com o salto da minha bota estalando no chão. Minha roupa era um pouco diferente do habitual que usaria numa sexta-feira; calça preta de algodão um tanto colada, uma camiseta azul cobalto e uma jaqueta de couro preta. Tinha ouvido dizer que em Portland fazia um clima na maioria das vezes úmido e frio, então já vim prevenida.
Me aproximei da porta tocando a campainha duas vezes. Eu esperava que ela a abrisse com agressividade por causa do barulho, Alexa odiava barulho. Ou talvez quisesse começar uma discussão por eu não ter avisado que chegaria hoje. Ou quem sabe a última opção; um abraço de consolo pela morte da nossa mãe.
Talvez quisesse conversar sobre a minha vida em Chicago, afinal eram anos sem se vermos pessoalmente. Nós iríamos sentar no sofá de veludo da sala e falar do seu novíssimo emprego de policial na Bronken Departament. Relembrar os velhos tempos, quando éramos crianças e falar dos bons tempos com a mamãe.
Mas ao invés disso, a porta não se abriu. Eu continuei a tocar e tocar e nada. A porta não se abria. Eu não ouvia passos nem barulho de presença humana. Era como se não tivesse ninguém em casa, então resolvi dar a volta na casa e entrar por alguma outra porta.
A porta lateral era menor que uma porta normal, pintada de um vermelho vivo.
Era uma entrada de emergência.
Me lembrei do que Mary tinha nos ensinado e puxei o tapete da porta principal. Lá estava uma pequena chave reserva. Bem como eu pensei.
Assim que coloquei a chave na fechadura, a girei, pronta para abri-la  mas fui interrompida por um grito estridente vindo de alguma coisa atrás de mim.
Quando virei, me encontrei olhando para uma mulher de vestido roxo, um pouco rodado, que antes segurava um belo vaso de flores amarelas. Agora eles estavam espatifados no chão.
Tanto eu, quanto a mulher estávamos de olhos arregalados, olhando uma para outra sem qualquer reação além do espanto. Eu não reconhecia ela, muito menos sabia seu nome, mas ela devia ter em base de uns 38 anos mas era visivelmente bem conservada com seus cabelos pretos caindo em seu ombro, o rosto arredondado e a silhueta fina.
- Meu Deus! Roubo a essa hora da tarde. Como chegamos a esse ponto? — ela dizia  baixo, mais para si mesma.
Não! Ela pensava que fosse uma ladra? Claro, quem visse uma pessoa que nunca viu na vida, tentando entrar pela porta lateral da residência que você conhecia os donos acharia que aquilo fosse um roubo. Mas eu não havia saído de Chicago para ser confundida com uma ladra.
- Não, eu não estou tentando roubar essa casa… olha, eu sei que parece estranho, mas acredite em mim, se eu fosse uma ladra não teria uma chave reserva, vê? — mostrei minha chave para ela. Ela me olhou de cima a baixo, medindo se acreditava em mim ou não. Mas por fim disse:
- Tudo bem. Seria mesmo burrice roubar uma casa a essa hora dia, muito menos uma casa com vizinhos — ela fez uma pausa — Desculpe, estou um pouco paranoica por causa das recentes notícias sobre o aumento da criminalidade em Portland. Qual é o seu nome aliás?
- Misty — apertei a sua mão estendida.
O rosto dela era gentil mas percebi que ela era daquelas pessoas que se precisassem ser firmes, seriam.
- Apelido?
- Não, é meu nome mesmo…
- Ah, desculpa. Meu nome é Ana, Ana Parker — ela deu um sorriso — O que faz aqui então Misty?
- Saí de Chicago para vir morar com minha irmã mais velha Alexa.
Quando falei o nome "Alexa" a expressão de Ana escureceu subitamente.
- O que foi? Porque parou de sorrir?
Ana balançou a cabeça, tentando sair desta situação.
- Você não sabe? — neguei com a cabeça — É delicado, mas…
- Mas o quê?
Comecei a entrar em pânico. Mal eu sabia que nunca mais minha vida seria a mesma.
- Desculpe querida, mas Alexa está desaparecida a semanas. Não temos notícias dela a muito tempo. A casa dela está fechada por hora… você está bem? Parece pálida…
Ela me segurou antes que eu caísse no Chã.
Minha cabeça estava girando. Como assim desaparecida? Tudo bem que eu não falava com ela por telefone a muito mais que algumas semanas, mas isso não queria dizer que ela sumia com frequência. Alex era a filha exemplar, a que nunca saía sem avisar. Alguma coisa estava muito errada.
- Dylan! Ariane! Tragam um copo de água — minha visão estava turva mas consegui ver ela gritar na direção da casa ao lado.
Uma garota alta e magra saiu da casa seguida de um garoto que compartilhava seus mesmos traços.
- Mãe, quem é essa? — perguntou o garoto vindo na nossa direção.
- Essa é… Ariane o copo! Me de o copo d'água!
A garota entregou o copo d'água para Ana e cruzou os braços em volta do peito, fanzendo uma carranca com o rosto.
- Mãe, responda a pergunta de Dylan, quem é essa?
- Sou Misty — falei já um pouco recuperada — Ana, você precisa me contar direito essa história de Alexa ter sumindo.
- Não é história é realidade — disse a garota chamada Ariane — Quem é você? Mais alguém que veio investigar o caso? É muito nova para uma policial… e não se veste adequadamente…
- Ariane! — repreendeu Ana — Porque agindo desse jeito?
Ariane simplesmente girou os olhos e colocou fones de ouvido.
- Desculpe por isso Misty.
- Tudo bem — falei devolvendo o copo d'água — Então, vai me ajudar?
- Claro. Mas eu não sou a pessoa certa para te informar. Vou te levar até a Broken Departament — ela se virou para Dylan, o garoto que não parava de me incarar, mas não era como sua irmã que me fulminava com o olhar, era mais como se estivesse me comendo com os olhos. Fiz uma nota mental de ficar longe deste garoto.
- Pegue a chave do meu carro Dylan. Vamos levar Misty.
                         * * *
- MENTIRA!
- Por favor não grite. Estamos tentando te explicar.
- Como não sabem aonde ela está?
Eu gritava e batia minha mão na bancada do escritório policial de Portland até que minha mão ficasse roxa.
- Querida tente se acalmar…
- Não Ana. Não tem como eu me acalmar.
Eu me sentia mal por grirar com ela, mas nesse momento eu não pensava mais em nada. Minha irmã estava desaparecida, minha única parente viva, minha única lembrança da mamãe. E adivinha? Ninguém podia fazer nada ajudá-la.
Alex iria trabalhar na Broken Departament e parecia que ninguém podia dar o mínimo de esforço para encontra-la. Como alguém podia sair numa tarde como essa sem malas nem nada e simplesmente não voltar?
- Misty, eu preciso que venha se sentar naquele assento comigo por um minuto — Ana disse no meu ouvido.
Eu estava nervosa mas a segui até um banco perto de um bebedouro.
Com certeza ela ia tentar me dizer alguma coisa que o delegado não conseguiu me contar, afinal bem antes ela teve uma longa conversa com ele.
- Misty, eu preciso que escute um coisa. Sei que está sendo demais pra você, mas me ousa com atenção; como você é menor de idade e perdeu a mãe recentemente — ela acariciou minha bochecha, limpando uma lágrima — E a sua irmã foi dada como desaparecida…
Ótimo. Agora virei uma sem teto. Sou menor de idade, sem família e de outra cidade, com certeza agora sou oficialmente uma perdida.
- Precisa de representantes legais e uma garantia de que vai virar uma cidadã de Portland — continuou Ana
- Não tenho mais parentes — foi só o que eu disse.
- Entendo. Mas precisa de representantes, não pode ficar sozinha — ela me fez encara-la — Então eu me ofereci para ser sua representante enquanto não temos notícias da Alexa. Eu conhecia bem ela e não será problema você ficar na nossa casa por enquanto, sou divorciada e sobram quartos na nossa casa.
Não. Eu não conseguiria viver com outra família sem me lembrar da minha própria. Eu não podia aceitar viver em outra casa, mesmo sem ter opções…
Eu acabava de pensar em algo.
- Ana, e a casa dela?
- Desculpe?
- A casa de Alex.
- Ela está intaquita. Esperando a dona — ela fez outra pausa — Quer ficar la? Olha, eu sei que Ariane não foi muito legal com você, mas te prometo que se aceitar ficar com a gente isso nunca mais irá acontecer. Te garanto.
- Não é isso Ana. Muito obrigada pela proposta mas eu não conseguiria viver em outra família sem me lembrar da minha — confessei.
- Claro querida — ela me deu um abraço terno — Mas o que iremos fazer? Já disse que você não pode ficar sozinha.
- Você poderia ser minha representante enquanto eu morar na casa de Alex — propus — A sua casa é praticamente colada na dela, você poderia seguir os meus passos a cada minuto.
Ana sorriu e concordou. Ela fazia eu me lembrar da minha mãe…
- Ok, vou assinar alguns papéis — ela levantou e foi até a bancada falar sobre o negócio de representante, me deixando sozinha no assento.
Ariane continuava com os fones de ouvido sentada em outro banco distante. Dylan ficou o tempo todo de pé comigo e com Ana. Os dois tinham a mesma idade que eu; dezesseis, mas Ariane era um pouco mais alta que Dylan. Tinha cabelo castanho claro na altura dos ombros e olhos mais negros que a noite. Dylan tinha os mesmos traços só que sem o cabelo nos ombros, e era um pouco mais musculoso que Ariane, mas sem deixar de ser magro.
- Acho que às aparências enganam
Era Dylan. Ele havia acabado de sentar no banco ao meu lado.
- Como?
- Você, com essa aparência suave e delicada. Quem pensaria que pudesse gritar daquela maneira? — ele abriu um sorriso simpático e estendeu a mão — Sou Dylan Parker.
No começo recuei, mas depois percebi que Dylan não estava interessado em mim da maneira como eu pensava, mas sim em talvez minha amizade ou quisesse simplesmente ser legal.
- Eu sei. Desmaiados também ouvem sabia? — ele riu depois apontou para meu rosto.
- Você é mesmo irmã da Alexa, os olhos verdes denunciam.
Ele foi a primeira pessoa que notará nossa semelhança. Alex tinha um longo cabelo castanho escuro, diferente de mim que tinha cabelos loiros na altura dos seios e até um pouco ondulados. Os olhos eram nosso único ponto de igualdade. Todos verdes esmeralda.
- Trouxe seus fones? — Ariane tinha aparecido de repente na frente do irmão.
- Não — ele respondeu no que ela bufou e depois se sentou do meu lado esquerdo, de modo que eu ficasse no meio dos dois.
- E você loira, tem fone? — ela mexia no celular sem me olhar nos olhos.
- Não trouxe celular.
Ela bufou mais uma vez e se levantou indo em direção a saída, mas antes de cruzar a porta disse:
- Fala pra mamãe que vou esperar no carro.
Depois que ela sumiu pela porta, Dylan disse:
- Não liga não, ela melhora com o tempo.
- Qual é o problema dela comigo? — perguntei.
- Nenhum, só não é muito amigável com quem conhece de primeira, mas depois que ela se acostumar com você vai melhorar.
- Duvido.
- Não, sério. Eu a conheço muito bem "compartilho a sua alma" — ele fez aspas com os dedos.
- Como assim "compartilho a sua alma" — perguntei cada vez mais entretida na conversa.
- Você não percebeu? — neguei com a cabeça — Graças a Deus! Somos gêmeos, Ana costumava dizer isso quando éramos crianças.
Como eu não havia percebido? Eles são praticamente iguais!
Naquele momento Ana nos chamou para ir embora, e me assegurou que tudo ficaria bem. Mas eu sabia que nada ficaria bem novamente.
                          * * *
Quando chegamos em casa, se é que eu poderia chamar de casa, a porta da frente de Alex já estava destrancada. Ana ofereceu um jantar na sua casa mas eu recusei, dizendo que estava sem fome.
Adentrei na casa escura. Agora já era começo de noite e a casa estava com todas as lâmpadas desligadas. Acendi todas mas nem isso conseguiu iluminar minha mente.
Lá, sozinha naquela casa fria, a sensação do vazio era bem maior, mas de alguma forma eu precisava ficar um tempo sozinha, porque não me importava o quanto dissessem ou insinuassem, eu sabia que ela não estava morta. E eu iria descobrir o que aconteceu com ela, custe o que custar.
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9 comentários:

  1. Oi boa tarde, como faço pra ter uma fanfic publicada no blog?

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    1. Olá, Felipe! Basta enviar o primeiro capítulo, sinopse, capa e link de onde posta para livroson-line@hotmail.com

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  2. Quero logo !😙😙😙😉

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  3. Nossa, muito bom..Vai continuar postando, Karina?

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    1. Não, como diz o tîtulo lá em cima, foi uma divulgação... Mas o restante está no link que coloquei no post, é só clicar e continuar a ler!

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  4. Gente eu li essa história no spirit kkk
    Ela é maravilhosa e espero ansiosa pelo o próximo capítulo <3

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    1. Você leu no social spirit? Own! Obrigada. Qual o seu nome de perfil? Eu já conversei contigo?

      Assim que possível irei continuar a história da Misty, Dylan, Ian e Ariane


      Obrigada mesmo por ler

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Boa leitura :)