20 de novembro de 2017

Capítulo 5

Prostetnic Vogon Jeltz não era bonito de se ver. Nem outros vogons gostavam de olhar para ele. Seu nariz alto e abobadado elevava-se acima de uma testa estreita e porcina. Sua pele verde-escura e borrachuda era grossa o suficiente para permitir-lhe jogar, e bem, o jogo da política do funcionalismo público vogon, e tão resistente à água que lhe permitia sobreviver por períodos indefinidamente longos no fundo do mar a profundidades de 300 metros, sem qualquer efeito negativo.
O que não significa que ele sequer houvesse nadado algum dia, é claro. Não tinha tempo para isso. Ele era do jeito que era porque, há bilhões de anos, quando os vogons pela primeira vez saíram dos mares primevos da Vogsfera e foram arfar nas praias virgens do planeta, quando os primeiros raios do jovem e forte Vogsol os atingiu naquela manhã, foi como se as forças da evolução houvessem simplesmente desistido deles, virado para o outro lado, cheias de aversão, considerando-os um erro infeliz e repulsivo. Nunca mais os vogons evoluíram: não deviam sequer ter sobrevivido.
Se sobreviveram, isto se deveu à teimosia e à força de vontade dessas criaturas de raciocínio preguiçoso. Evolução?, pensavam elas. Evolução pra quê? E o que a natureza se recusou a fazer por eles ficou por isso mesmo, até que pudessem consertar as grosseiras inconveniências anatômicas através da cirurgia.
Enquanto isso, as forças naturais do planeta Vogsfera estavam trabalhando mais do que nunca, fazendo hora extra para compensar o erro anterior. Criaram caranguejos ágeis, cobertos de joias cintilantes, que os vogons comiam, quebrando suas carapaças com marretas de ferro; árvores altas, extraordinariamente esguias e coloridas, que os vogons derrubavam e queimavam para cozinhar a carne dos caranguejos; criaturas elegantes, semelhantes a gazelas, de pêlos sedosos e olhos orva-lhados, que os vogons capturavam para sentar em cima. Elas não serviam como meio de transporte porque suas espinhas partiam-se imediatamente, mas os vogons sentavam-se em cima delas assim mesmo.
Assim, o planeta Vogsfera atravessou tristes milênios até que os vogons descobriram de repente os princípios do transporte interestelar. Poucos anos vogs depois, todos os vogons já haviam migrado para o aglomerado de Megabrantis, o centro político da Galáxia, e agora constituíam a poderosíssima espinha dorsal do funcionalismo público da Galáxia. Tentaram adquirir cultura, tentaram adquirir estilo e boas maneiras, mas sob quase todos os aspectos o vogon moderno pouco difere de seus ancestrais primitivos. Todo ano eles importam 27 mil caranguejos cintilantes de seu planeta nativo e passam muitas noites divertidas bebendo e esmigalhando caranguejos com marretas de ferro.
Prostetnic Vogon Jetz era um vogon mais ou menos típico, já que era absolutamente vil. Além disso, não gostava de mochileiros.
Em uma pequena e escura cabine nas entranhas mais profundas da nave capitania de Prostetnic Vogon Jetz, um fósforo acendeu-se nervosamente. O dono do fósforo não era um vogon, mas sabia tudo sobre os vogons, e tinha toda razão de estar nervoso. Chamava-se Ford Prefect.*
Olhou ao redor, mas não dava para ver quase nada; sombras estranhas e monstruosas formavam-se e tremiam à luz bruxuleante do fósforo, mas o silêncio era completo. Silenciosamente, Ford agradeceu aos dentrassis. Os dentrassis são uma tribo indisciplinada de gourmands, um povo selvagem, porém simpático. Recentemente vinham sendo empregados pelos vogons como comissários de bordo em suas viagens mais longas, sob a condição de que ficassem na deles.
Os dentrassis achavam isto ótimo, porque adoravam o dinheiro vogon, que é uma das moedas mais sólidas do espaço, porém detestavam os vogons. Os dentrassis só gostavam de ver um vogon quando ele estava chateado.
Graças a esse pequeno detalhe, Ford Prefect não fora transformado numa nuvenzinha de hidrogênio, ozônio e monóxido de carbono.
Ford ouviu um leve gemido. À luz do fósforo, viu uma forma pesada mexendo-se no chão. Rapidamente apagou o fósforo, pôs a mão no bolso, encontrou o que procurava e tirou-o do bolso. Abriu o pacote e sacudiu-o. Ajoelhou-se. A forma mexeu-se de novo. Ford Prefect disse:
— Eu trouxe uns amendoins.


O nome original de Ford Prefect só é pronunciável num obscuro dialeto betelgeusiano, hoje em dia praticamente extinto, devido ao Grande Desastre Hrung do Ano/Gal./Sid. 03578, que dizimou todas as antigas comunidades praxibetelenses de Betelgeuse VII. O pai de Ford foi o único homem em todo o planeta a sobreviver ao Grande Desastre Hrung, devido a uma extraordinária coincidência que ele jamais conseguiu explicar de modo satisfatório. Todo o episódio está envolto em mistério: na verdade, ninguém jamais descobriu o que era um Hrung e por que ele resolveu cair em cima de Betelgeuse VII em particular. O pai de Ford, magnânimo, ignorou as nuvens de suspeita que naturalmente se formaram em torno dele e foi morar em Betelgeuse V, onde se tornou ao mesmo tempo pai e tio de Ford; em memória de seu povo agora extinto, deu-lhe um nome no antigo idioma praxibetelense.
Como Ford jamais aprendeu a dizer seu nome original, seu pai terminou morrendo de vergonha, coisa que ainda é uma doença fatal em certas regiões da Galáxia. Na escola, seus colegas o apelidaram de Ix, o que no idioma de Betelgeuse II quer dizer “menino que não sabe explicar direito o que é um Hrung nem por que ele resolveu cair em cima de Betelgeuse VII”.

* * *

Arthur Dent mexeu-se e gemeu de novo, produzindo sons incoerentes.
— Tome, coma um pouco — insistiu Ford, sacudindo o pacote. Se você nunca passou antes por um raio de transferência de matéria, você deve ter perdido sal e proteína. A cerveja que você tomou deve ter protegido um pouco seu organismo.
— Rrrrr... — disse Arthur Dent. Abriu os olhos. — Está escuro.
— É — disse Ford Prefect —, está escuro, sim.
— Luz nenhuma — disse Arthur Dent. — Escuro, completamente.
Uma das coisas que Ford Prefect jamais conseguiu entender em relação aos seres humanos era seu hábito de afirmar e repetir continuamente o óbvio mais óbvio, coisas do tipo Está um belo dia, ou Como você é alto, ou Ah, meu Deus, você caiu num poço de dez metros de profundidade, você está bem?. De início, Ford elaborou uma teoria para explicar esse estranho comportamento. Se os seres humanos não ficarem constantemente utilizando seus lábios, pensou ele, eles grudam e não abrem mais. Após pensar e observar por alguns meses, abandonou essa teoria em favor de outra: se eles não ficarem constantemente exercitando seus lábios, pensou ele, seus cérebros começam a funcionar. Depois de algum tempo, abandonou também esta teoria, por achá-la demasiadamente cínica, e concluiu que, na verdade, gostava muito dos seres humanos. Contudo, sempre ficava muitíssimo preocupado ao constatar como era imenso o número de coisas que eles desconheciam.
— É — concordou Ford —, nenhuma luz. — Deu uns amendoins a Arthur e perguntou-lhe: — Como é que você está se sentindo?
— Que nem numa academia militar, em posição de sentido — disse Arthur. — A toda hora, um pedacinho de mim desmaia.
Ford, sem entender, arregalou os olhos na escuridão.
— Se eu lhe perguntasse em que diabo de lugar a gente está — perguntou Arthur, hesitante —, eu me arrependeria de ter feito esta pergunta?
— Estamos a salvo — disse Ford, levantando-se.
— Ah, bom.
— Estamos dentro de uma pequena cabine de uma das espaçonaves da Frota de Construção Vogon.
— Ah — disse Arthur. — Pelo visto, você está empregando a expressão “a salvo” num sentido estranho que eu não conheço.
Ford acendeu outro fósforo para tentar encontrar um interruptor de luz. Novamente surgiram sombras monstruosas. Arthur pôs-se de pé e abraçou seus próprios ombros, apreensivo. Formas alienígenas horríveis pareciam cercá-lo; o ar estava cheio de odores rançosos que entravam em seus pulmões sem terem sido identificados, e um zumbido grave e irritante impedia que ele concentrasse sua atenção.
— Como é que viemos parar aqui? — perguntou, tremendo um pouco.
— Pegamos uma carona — disse Ford.
— Espere aí! — disse Arthur. — Você está me dizendo que a gente levantou o polegar e algum monstrinho verde de olhos esbugalhados pôs a cabeça para fora e disse: Oi, gente, entrem aí que eu deixo vocês na saída do viaduto?
— Bem — disse Ford —, o polegar na verdade é um sinalizador eletrônico subeta, e a saída do viaduto, no caso, é a estrela de Barnard, a seis anos-luz da Terra; mas no geral é mais ou menos isso.
— E o monstrinho de olhos esbugalhados?
— É verde, sim.
— Tudo bem — disse Arthur —, mas quando eu vou voltar para casa?
— Não vai — disse Ford Prefect, e encontrou o interruptor. — Proteja os olhos... — acrescentou, e acendeu a luz.
Até mesmo Ford ficou surpreso.
— Minha nossa! — disse Arthur. — Estamos mesmo dentro de um disco voador?
Prostetnic Vogon Jeltz contornou com seu corpo verde e desagradável a ponte de comando da nave. Sempre se sentia vagamente irritado após demolir planetas povoados. Desejou que alguém viesse lhe dizer que estava tudo errado, pois aí ele poderia dar uma bronca e se sentir melhor. Jogou-se com todo o peso no seu banco na esperança de que ele quebrasse, dando-lhe um bom motivo para se irritar, mas o banco limitou-se a ranger, como se reclamasse.
— Vá embora! — gritou ele para um jovem guarda vogon que entrava naquele instante na ponte de comando.
O guarda desapareceu imediatamente, um tanto aliviado. Assim, não seria ele quem teria de dar a notícia que acabava de ser recebida. Era um despacho oficial informando que um novo tipo maravilhoso de espaçonave estava sendo lançado naquele instante num centro de pesquisas do governo em Damogran que tornaria desnecessárias todas as vias expressas hiperespaciais.
Outra porta abriu-se, mas dessa vez o capitão vogon não gritou, porque era a porta que dava para a cozinha, onde os dentrassis trabalhavam. Uma refeição agora seria ótima ideia.
Uma enorme criatura peluda entrou com uma bandeja e um sorriso de maluco.
Prostetnic Vogon Jeltz ficou contente. Sabia que quando um dentrassi estava sorridente daquele jeito era porque havia alguma coisa acontecendo na nave que lhe daria um pretexto para ficar irritadíssimo.
Ford e Arthur olhavam ao redor.
— Bem, o que você acha? — perguntou Ford.
— Meio bagunçado, não é?
Ford olhou contrafeito para os colchões encardidos, copos sujos e roupas de baixo malcheirosas de alienígenas espalhadas pela cabine apertada.
Bem, isso aqui é uma nave de serviço — disse Ford. — Estamos numa das cabines dos dentrassis.
Mas não eram vogons ou coisa parecida?
— É — disse Ford. — Os vogons mandam, os dentrassis cozinham. Foram eles que nos deram carona.
— Estou meio confuso — disse Arthur.
— Dê uma olhada nisso — disse Ford, sentando-se num dos colchões e mexendo em sua mochila.
Arthur apalpou o colchão nervosamente e depois sentou-se também: na verdade, não havia motivo para ficar nervoso, já que todos os colchões cultivados nos pântanos de Sqornshel-lous Zeta são muito bem mortos e ressecados antes de serem utilizados. É muito raro um desses colchões voltar à vida.
Ford deu o livro a Arthur.
— Que é isso? — perguntou Arthur.
— O Guia do Mochileiro das Galáxias. É uma espécie de livro eletrônico. Tem tudo sobre todos os assuntos. Informa sobre qualquer coisa.
Arthur revirou nervosamente o aparelho.
— Gostei da capa — disse ele. — Não entre em pânico. Foi a primeira coisa sensata e inteligível que me disseram hoje.
— Eu lhe mostro como funciona — disse Ford. Pegou o livro das mãos de Arthur, que continuava a segurá-lo como se fosse um pássaro morto há duas semanas, e tirou-o de dentro da capa.
Aperte esse botão aqui que a tela acende e aparece o índice. Uma tela de cerca de oito por dez centímetros iluminou-se e começaram aparecer caracteres em sua superfície.
— Você quer saber sobre os vogons. Então é só digitar “vo-gon”, assim. — Ford apertou umas teclas. — Veja.
— As palavras Frota de Construção Vogon apareceram em letras verdes.
Ford apertou um grande botão vermelho embaixo da tela e um texto começou a correr por ela, ao mesmo tempo que uma voz calma e controlada ia lendo o que estava escrito:

“Frota de Construção Vogon. Você quer pegar carona com vogons? Pode desistir. Trata-se de uma das raças mais desagradáveis da Galáxia. Não chegam a ser malévolos, mas são mal-humorados, burocráticos, intrometidos e insensíveis. Seriam incapazes de levantar um dedo para salvarem suas próprias avós da Terrível Besta Voraz de Traal sem antes receberem ordens expressas através de um formulário em três vias, enviá-lo, devolvê-lo, pedi-lo de volta, perdê-lo, encontrá-lo de novo, abrir um inquérito a respeito, perdê-lo de novo e finalmente deixá-lo três meses sob um monte de turfa, para depois reciclá-lo como papel para acender fogo.
A melhor maneira de conseguir que um vogon lhe arranje um drinque é enfiar o dedo na garganta dele, e a melhor maneira de irritá-lo é alimentar a Terrível Besta Voraz de Traal com a avó dele.
Jamais, em hipótese alguma, permita que um vogon leia poemas para você.”

Arthur ficou olhando para a tela.
— Que livro esquisito. Então como foi que pegamos essa carona?
— É justamente essa a questão. O livro está desatualizado — disse Ford, guardando-o dentro da capa. — Estou fazendo uma pesquisa de campo para nova edição revista e aumentada, e uma das coisas que eu vou ter que fazer é mencionar que agora os vogons estão empregando dentrassis como cozinheiros, o que facilita as coisas pra nós.
Uma expressão contrariada surgiu no rosto de Arthur.
— Mas quem são esses dentrassis?
— Gente finíssima — disse Ford. — São disparado os melhores cozinheiros e os melhores preparadores de drinques, e estão se lixando pra todo o resto. E sempre dão carona pras pessoas, em parte porque gostam de companhia, mas acima de tudo para irritar os vogons. O que é exatamente o tipo de coisa que você precisa saber se é um mochileiro sem muita grana a fim de ver as maravilhas do Universo por menos de 30 dólares altairenses por dia. Meu trabalho é esse. Divertido, não é? Arthur parecia perdido.
— É incrível — disse, olhando de testa franzida para um dos outros colchões.
— Infelizmente, fiquei parado na Terra bem mais tempo do que eu pretendia — prosseguiu Ford. — Fui passar uma semana e acabei preso lá por 15 anos.
— Mas como foi que você chegou lá?
— Foi fácil, peguei carona com um gozador.
— Um gozador?
— É.
— Mas... que é um...?
— Gozador? Normalmente é um filho de papai rico que não tem o que fazer. Fica zanzando por aí procurando planetas que ainda não fizeram nenhum contato interestelar e vai lá pirar as pessoas.
— Pirar as pessoas? — Arthur começou a pensar que Ford estava gostando de complicar a vida para ele.
— É — disse Ford —, fica pirando as pessoas. Vai a um lugar bem isolado onde tem pouca gente, aí pousa ao lado de um pobre infeliz em que ninguém jamais vai acreditar e fica andando na frente dele, com umas antenas ridículas na cabeça, fazendo bip-bip e outros ruídos engraçados. Realmente, uma tremenda criancice. — Ford recostou-se no colchão, apoiando a cabeça nas mãos; aparentava estar irritantemente satisfeito consigo mesmo.
— Ford — insistiu Arthur —, não sei se minha pergunta é idiota, mas o que é que eu estou fazendo aqui?
— Bem, isso você sabe — disse Ford —, eu salvei você da Terra.
— E o que aconteceu com a Terra?
— Ah. Ela foi demolida.
— Ah, sei — disse Arthur, controlado.
— Pois é. Foi simplesmente vaporizada.
— Escute — disse Arthur —, estou meio chateado com essa notícia. Ford franziu a testa, e pareceu estar pensando.
— É, eu entendo — disse, por fim.
— Eu entendo! — gritou Arthur. — Eu entendo! Ford pôs-se de pé num salto.
— Olhe para o livro — insistiu ele.
— O quê?
Não entre em pânico.
— Não estou entrando em pânico!
— Está, sim.
— Está bem, estou. O que você quer que eu faça?
— Venha comigo e se divirta. A Galáxia é um barato. Só que você vai ter que pôr esse peixe no ouvido.
— Que diabos você quer dizer? — perguntou Arthur, de modo bastante delicado, pensou ele.
Ford mostrou-lhe um pequeno vidro que continha um peixinho amarelo, que nadava de um lado para o outro. Arthur olhou para ele, sem entender. Queria que houvesse alguma coisa simples e compreensível para que ele pudesse se situar. Ele se sentiria melhor se, juntamente com a roupa de baixo dos dentrassis, as pilhas de colchões de Sqornshellous e o homem de Betelgeuse que lhe oferecia um peixinho amarelo para colocar no ouvido, ele pudesse ver ao menos um pacotinho de flocos de milho. Mas ele não podia; logo, ele sentia-se perdido.
De repente ouviu-se um ruído violento, vindo de um lugar que Arthur não conseguiu identificar. Ficou horrorizado com aquele barulho, que parecia um homem tentando gargarejar e lutar contra toda uma alcateia de lobos ao mesmo tempo.
— Pss! — disse Ford. — Escute, pode ser importante.
— Im... importante?
— É o comandante da nave dando um aviso.
— Quer dizer que é assim que os vogons falam?
— Escute!
— Mas eu não sei falar vogon!
— Não precisa. É só pôr esse peixe no ouvido.
Ford, com um gesto rápido, levou a mão ao ouvido de Arthur, que teve de repente a desagradável sensação de que um peixe estava se enfiando em seu conduto auditivo. Horrorizado, ficou cocando o ouvido por uns instantes, mas aos poucos seu rosto foi assumindo uma expressão maravilhada. Estava tendo uma experiência auditiva equivalente a ver uma representação de duas silhuetas negras e de repente passar a entendê-la como um candelabro branco, ou de olhar para um monte de pontos coloridos e de repente ver neles o número seis, o que significa que seu oculista vai cobrar uma nota preta para você trocar as lentes dos óculos.
Arthur continuava ouvindo aquela mistura de gritos e gargarejos, só que de repente aquilo de algum modo havia se tornado perfeitamente inteligível.
Eis o que ele ouviu...

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Boa leitura :)