8 de outubro de 2017

Sete - Nós todos nos afogamos

— UAU — DISSE SAMIRAH quando nos aproximamos do porto. — Você estava falando sério, Alex. O navio é mesmo amarelo.
Eu suspirei.
— Não vem você também.
Alex sorriu.
— Eu sugiro batizarmos o navio de Bananão. Todos a favor?
— Não ouse — falei.
— Adorei — disse Mallory, jogando a linha de ancoragem para Alex.
Ela e Gunderson tinham subido para o convés em uma trégua aparente, embora os dois estivessem de olho roxo.
— Está decidido, então! — berrou Mestiço. — O bom navio Mikillgulr!
T.J. coçou a cabeça.
— Tem um termo em norueguês antigo para bananão?
— Bom, não exatamente — admitiu Mestiço. — Os vikings nunca foram tão ao sul a ponto de descobrirem as bananas. Mas Mikillgulr significa amarelão. É bem parecido!
Olhei para cima em uma oração silenciosa: Frey, deus do verão, pai, obrigado pelo barco. Mas verde também é uma ótima cor de verão. E você pode, por favor, parar de me constranger na frente dos meus amigos? Amém.
Fui para terra firme e ajudei a prender a Grande Humilhação Amarela, as pernas ainda bambas por causa da agitação no trajeto pelo rio e da visão com Loki. Se eu me sentia tão agradecido de estar em terra firme depois de apenas alguns minutos de viagem, nossa jornada pelo mar prometia ser muito divertida.
Amir apertou a minha mão.
— Como está, J… Magnus?
Mesmo depois de tantos meses, ele às vezes escorregava e me chamava de Jimmy. Era culpa minha. Durante os dois anos que vivi como sem-teto, Amir e o pai dele foram uma das minhas poucas fontes garantidas de refeições quentes. Eles me davam sobras do restaurante na praça de alimentação do Transportation Building. E eu retribuí essa gentileza enorme não contando aos dois meu nome verdadeiro. Ainda me sentia culpado por isso.
— É, estou bem… — Eu percebi que estava mentindo para ele de novo. — Quer dizer, tão bem quanto se pode esperar, considerando que estamos partindo em mais uma jornada perigosa.
Samirah cutucou minhas costelas com o cabo do machado.
— Ei, não deixe ele nervoso. Passei os últimos dias tentando convencer Amir de que não havia com que se preocupar.
Alex deu um sorrisinho debochado.
— E eu passei os últimos dias tomando conta dos dois enquanto ela tentava convencer Amir de que não havia com que se preocupar. Foi muito fofo.
Samirah ficou vermelha. Ela estava usando as roupas de viagem habituais: botas de couro, calça cargo grossa com dois machados pendurados na cintura, uma blusa de gola alta e mangas compridas e uma jaqueta verde-escura que combinava com o hijab mágico. O tecido do lenço ondulava na brisa, captando as cores dos arredores, pronto para entrar em modo camuflagem a qualquer momento.
Mas o rosto de Sam parecia meio estranho. Os lábios estavam secos e descamando, e os olhos, fundos e sem brilho, como se ela estivesse sofrendo de alguma deficiência de vitaminas.
— Você está bem? — perguntei a ela.
— Claro que estou!
Mas senti o cheiro de cetona no hálito dela: um odor azedo como o de limões deixados ao sol. Era o odor de uma pessoa que não comia havia um tempo. Eu tinha me acostumado com isso nas ruas.
— Não — concluí. — Você não está bem.
Ela começou a negar, mas Amir intercedeu.
— O ramadã começou duas semanas atrás — disse ele. — Nós estamos de jejum.
— Amir! — protestou Sam.
— Ora. Magnus é nosso amigo. Merece saber.
Alex estava rangendo os dentes, tentando engolir a frustração. Claro que Alex sabia. Era disso que ele estava falando na casa do tio Randolph, o motivo de Sam estar tendo tanto problema para se concentrar no treinamento.
Eu não conhecia muito sobre o ramadã, mas sabia bem o que era passar fome. Pode minar sua concentração.
— Então, hã, quais são as regras? — perguntei.
— Nada que vá afetar nossa missão — prometeu Sam. — Eu não queria dizer nada porque não queria que ficassem preocupados. Eu só não posso beber nem comer durante as horas do dia.
— Nem tomar banho — continuou Amir. — Nem falar palavrão. Nem fumar. Nem cometer atos de violência.
— E, é claro, isso não será um problema — disse Alex —, porque nossas missões nunca envolvem violência.
Sam revirou os olhos.
— Eu posso me defender se for atacada. É só um mês…
— Um mês?! — exclamei.
— Faço isso todos os anos desde os dez anos — disse Sam. — Acredite, não é nada de mais.
Parecia uma coisa muito importante, principalmente no verão, quando os dias eram bem mais longos e nós teríamos que enfrentar todo tipo de situações de vida ou morte que não esperariam até o fim do horário comercial.
— Você não pode, sei lá, adiar até o fim da missão?
— Ela poderia — disse Amir. — Isso é permitido se você está viajando ou se fazer jejum for perigoso demais, e ambas as situações são verdadeiras neste caso.
— Mas ela não quer — explicou Alex. — Porque é teimosa como uma mula muito devota.
Sam cutucou Alex nas costelas.
— Cuidado, irmão.
— Ai — reclamou Alex. — O que aconteceu com a proibição de violência?
— Eu estava me defendendo.
— Ei, vocês aí! — gritou Mestiço do barco. — Estamos carregados e prontos para partir. O que estão conversando? Vamos logo!
Eu olhei para Amir, tão arrumado quanto sempre estava, as roupas impecáveis e perfeitamente passadas, o cabelo preto cortado à navalha com perfeição. Nunca daria para adivinhar que era um homem que devia estar fraco de fome e de sede. Mas seu rosto estava flácido. Os olhos castanhos gentis ficavam piscando como se ele esperasse que uma gota de água fria caísse na testa. Amir estava sofrendo, mas não tinha nada a ver com o ramadã.
— Só tomem cuidado — pediu ele. — Todos vocês. Magnus, eu pediria para você cuidar da Samirah, mas, se fizesse isso, ela bateria em mim com o machado.
— Eu nunca bateria em você com o machado — retrucou Sam. — E eu que vou cuidar do Magnus, não ele de mim.
— Eu vou cuidar da Sam — ofereceu Alex. — Família serve pra isso, né?
Amir piscou ainda mais. Tive a sensação de que ele ainda não sabia bem como interpretar Alex Fierro, o meio-irmão de gênero fluido e cabelo verde de Sam, além de acompanhante dos infernos.
— Tudo bem. — Amir assentiu. — Obrigado.
Não pude evitar sentir um pouco de culpa pela angústia de Amir. Meses antes, quando ele começou a descobrir sobre a estranha vida dupla de Samirah como valquíria de Odin, eu curei a mente dele para impedir que ficasse maluco. Agora, seus olhos mortais estavam permanentemente abertos. Em vez de viver na feliz ignorância, ele conseguia ver os gigantes da terra que às vezes andavam pela avenida Commonwealth, as serpentes marinhas que nadavam pelo rio Charles e as valquírias que passavam voando, levando as almas de heróis mortos para fazer check-in no Hotel Valhala. Ele até conseguia ver nosso enorme navio de guerra viking cheio de armamentos pesados e que parecia uma banana.
— Nós vamos tomar cuidado — garanti a ele. — Além do mais, ninguém ousaria atacar este navio. É amarelo demais.
Ele abriu um sorriso fraco.
— Isso é verdade.
Ele esticou a mão para trás e pegou, de cima do capô do carro, uma grande bolsa térmica verde, do tipo que o Falafel do Fadlan usava para entregas.
— É para você, Magnus. Espero que goste.
O aroma de falafel fresco saiu da bolsa. Era verdade que eu tinha comido falafel algumas horas antes, mas meu estômago roncou porque… bom, mais falafel.
— Cara, você é o melhor. Não acredito… Espera. Você está no meio de um longo jejum e trouxe comida para mim? Isso parece errado.
— Não é porque estou jejuando que você não pode apreciar um bom falafel. — Ele bateu no meu ombro. — Vocês vão estar nas minhas orações. Todos vocês.
Eu sabia que ele estava sendo sincero. Eu era ateu. Só orava sarcasticamente para meu pai por um barco com uma cor melhor. Aprender sobre a existência de deidades nórdicas e sobre os nove mundos só me deixou mais convencido de que não havia um grande plano divino. Que tipo de Deus iria permitir que Zeus e Odin andassem por aí no mesmo cosmos, os dois alegando serem os reis da criação, dizimando mortais com raios ou dando seminários motivacionais?
Mas Amir era um homem de fé. Ele e Samirah acreditavam em algo maior, uma força cósmica que gostava dos humanos. Acho que era meio reconfortante saber que Amir estava cuidando de mim no departamento das orações, mesmo eu duvidando de que houvesse alguém do outro lado da linha.
— Obrigado, cara.
Eu apertei a mão dele uma última vez.
Amir se virou para Sam. Eles estavam próximos, mas sem se tocar. Em todos os anos que se conheciam, eles nunca se tocaram. Eu me perguntei se isso estava matando Amir ainda mais que o jejum.
Eu mesmo não gostava muito de contato, mas de vez em quando um abraço de alguém querido podia ajudar bastante. Considerando quanto Sam e Amir se gostavam, não poder nem dar as mãos… Eu não conseguia nem imaginar como era isso.
— Eu te amo — disse Amir para ela.
Samirah cambaleou para trás como se tivesse sido atingida por um ovo de águia gigante na testa. Alex a apoiou.
— Eu… sim — guinchou Samirah. — Idem. Também.
Amir assentiu. Ele se virou e entrou no carro. Um momento depois, os faróis traseiros desapareceram na Flagship Way.
Samirah bateu na própria testa.
— Idem? Também? Eu sou tão idiota.
Alex deu tapinhas no braço dela.
— Achei que você foi bem eloquente. Vamos, irmã. Seu navio de guerra amarelo-ovo a aguarda.
Nós soltamos os cordames, esticamos o mastro, içamos as velas e realizamos vários outros procedimentos náuticos. Em pouco tempo, estávamos deixando Boston para trás, velejando pelo canal entre o aeroporto Logan e o Seaport District.
Eu gostava bem mais do Bananão quando o barco não estava sacudindo em corredeiras subterrâneas nem indo na direção de cachoeiras interdimensionais. Um vento forte inflou a vela. O pôr do sol conferiu um tom dourado-avermelhado à paisagem da cidade. O mar se projetava à nossa frente em um tom azul sedoso, e agora eu só precisava ficar de pé na proa apreciando a vista.
Depois de um dia longo e difícil, eu poderia até ter conseguido relaxar, só que ficava pensando no tio Randolph. Ele havia partido deste mesmo porto para procurar a Espada do Verão. A família dele não voltou.
Agora é diferente, eu disse a mim mesmo. Nós temos uma tripulação bem treinada de einherjar e a valquíria mais teimosa e devota de Valhala.
A voz de Loki ecoou na minha cabeça. Pobres Sam e Alex. Essa missão vai destruir os dois. Eles não fazem ideia do que vão enfrentar!
— Cala a boca — murmurei.
— O quê?
Eu não tinha percebido que Samirah estava bem do meu lado.
— Hã. Nada. Bom… não exatamente nada. É que seu pai resolveu fazer uma visitinha.
Contei os detalhes a ela.
Samirah fez uma careta.
— O de sempre, então. Alex também está tendo visões e pesadelos praticamente todos os dias.
Eu observei o convés, mas Alex devia estar lá embaixo.
— Sério? Ele não falou nada sobre isso.
Samirah deu de ombros como quem diz: Esse é o Alex.
— E você? — perguntei. — Alguma visão?
Ela inclinou a cabeça.
— Não, e isso é interessante. O ramadã tende a concentrar a mente e fortalecer a vontade. Pode ser por isso que Loki não está conseguindo entrar na minha cabeça. Espero que…
Ela parou de falar, mas entendi o que queria dizer. Ela esperava que o jejum pudesse dificultar o controle de Loki sobre ela. Parecia um tiro no escuro para mim. Por outro lado, se meu pai pudesse me obrigar a fazer tudo que ele quisesse só dando uma ordem, eu estaria disposto a tentar qualquer coisa, até abrir mão de sanduíches de falafel, para frustrá-lo. Toda vez que Sam dizia o nome do pai, eu ouvia a fúria fervendo dentro dela. Ela odiava estar sob o controle dele.
Um avião comercial decolou do aeroporto Logan e rugiu no céu. Do ponto de observação de T.J., no alto do mastro, ele ergueu os braços e gritou “Uhul!” enquanto o vento agitava seu cabelo cacheado.
Por ser dos anos 1860, T.J. amava aviões. Acho que pareciam mais mágicos para ele do que anões, elfos e dragões.
Percebi movimentação e ouvi alguns barulhos vindos de baixo de nós; deviam ser Alex e Mallory armazenando todos os suprimentos. Mestiço Gunderson estava na popa, apoiado na amurada e assobiando “Fly Me to the Moon”. (Malditas músicas chiclete de elevador de Valhala.)
— Sam, você vai estar pronta — falei, por fim. — Vai vencer Loki desta vez.
Ela se virou para olhar o pôr do sol. Eu me perguntei se Sam estava esperando o anoitecer, quando poderia comer, beber e, o mais importante, falar palavrão de novo.
— O problema é que não vou saber até o momento de enfrentar Loki. O treinamento de Alex é focado em me deixar mais relaxada, mais à vontade com a metamorfose, mas… — Ela engoliu em seco. — Eu não sei se quero ficar mais à vontade com isso. Não sou como Alex.
Isso era inegável.
Quando me contou que era uma metamorfa, Sam explicou que odiava usar essa habilidade. Ela via isso como ceder a Loki, ficar mais parecida com o pai. Alex, por outro lado, acreditava em reivindicar para si o poder de Loki. Sam via sua herança jötunn como um veneno a ser expelido. Ela contava com disciplina e estrutura: rezar mais. Abrir mão de comida e bebida. O que fosse preciso. Mas mudar de forma, ser fluida como Alex e Loki eram… Isso não tinha nada a ver com ela, apesar de ser parte de sua herança.
— Você vai encontrar um jeito — garanti. — Um que funcione pra você.
Ela observou meu rosto, talvez tentando avaliar se eu acreditava no que estava dizendo.
— Eu agradeço. Mas, enquanto isso, temos outras coisas com que nos preocupar. Alex me contou o que aconteceu na casa do seu tio.
Apesar da noite quente, eu estremeci. Pensar em lobos fazia isso comigo.
— Você tem alguma ideia do que as anotações do meu tio significam? Hidromel? Bolverk?
Sam balançou a cabeça.
— Podemos perguntar a Hearthstone e Blitzen quando encontrarmos os dois. Eles têm viajado, feito muito… Como foi que eles chamaram? Reconhecimento de amplo espectro.
Pareceu uma coisa impressionante. Talvez eles estivessem fazendo contato com conhecidos da máfia estranha e interdimensional de Mímir, tentando descobrir o caminho mais seguro para nós pelos mares dos nove mundos. Mas a imagem que cismava em voltar à minha mente era de Blitzen comprando roupas novas enquanto Hearthstone ficava esperando, arrumando runas em vários feitiços para fazer o tempo passar mais rápido.
Eu estava com saudade deles.
— Onde exatamente vamos nos encontrar com eles? — perguntei.
Sam apontou para a frente.
— No farol da ilha Deer. Eles prometeram estar lá hoje ao pôr do sol. Que é agora.
Dezenas de ilhas pontilhavam a costa de Boston. Eu não conseguia me lembrar de todas, mas o farol sobre o qual Sam estava falando era fácil de distinguir: era uma construção baixa com uma estrutura comprida como um mastro no meio, se projetando em meio às ondas como a torre de observação de um submarino feito de concreto.
Quando chegamos mais perto, esperei para ver o colete cintilante de cota de malha de um anão estiloso ou um elfo vestido de preto da cabeça aos pés balançando um cachecol listrado.
— Não estou vendo os dois… — Olhei para cima, para T.J. — Ei, você está vendo alguma coisa?
Nosso vigia pareceu paralisado. A boca estava aberta, os olhos arregalados em uma expressão que nunca associei a Thomas Jefferson Jr.: puro pavor. Ao meu lado, Sam pareceu engasgar. Ela recuou da amurada e apontou para a água entre nós e o farol.
À nossa frente, a superfície do mar tinha começado a se agitar, girando em um funil como se alguém tivesse tirado a tampa do ralo da baía de Massachusetts. Subindo no meio do turbilhão havia formas enormes e líquidas de mulheres; eram nove no total, cada uma do tamanho do nosso navio, com vestidos feitos de espuma e gelo e rostos azul-esverdeados retorcidos de fúria.
Eu só tive tempo de pensar: Percy não falou sobre isso nas aulas de navegação básica.
De repente, as gigantas caíram sobre nós como um tsunami vingativo, jogando nosso glorioso navio de guerra amarelo no abismo.


10 comentários:

  1. OMG!!! Que que foi isso???!!!

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  2. Só consegui pensar no Mar de Monstros!!!!

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  3. Ai que bosta. O final feliz desse livro tem que ser o casamento da Samirah com o Amir.

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  4. Damon Herondale(filho de Zeus)14 de outubro de 2017 17:34

    "Eu só tive tempo de pensar: Percy não falou sobre isso nas aulas de navegação básica"

    Jackson não é muito de falar coisas úteis. As poucas vezes que isso aconteceu até um ateu como Magnus tem que chamar de milagre.

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    1. Nossa.Quanta raiva por um personagem.Coitado de voce!

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  5. Por que Percy não falou sobre isso nas aulas de navegação básica? Ele é profissional nessas coisas!

    Desculpe, estou levemente indignada. Vou continuar a ler.

    Ass.: Mutta Chase Herondale

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  6. Pensei agora... Essa cena foi muito igual a a do Mar de Monstros em que eles caem na boca de Caríbdis...

    Já pararam para pensar que Magnus e Percy são muuuito parecidos?
    Podem se curar... São resistentes ao fogo... Trouxas com relação a relacionamentos amorosos... Só darão o esperado beijo na crush no final do último livro... Têm/tiveram mães que mantiveram o segredo sobre seus pais divinos até serem atacados por monstros enviados por parentes problemáticos e serem enviadas para o inferno como refém/mortas... Esse tipo de coisa. (^.^)

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    1. Percy não é resistente ao fogo

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  7. Como Percy vai falar de algo que ele nao conhece.Ele nunca lidou com mitologia nordica.Eu morro de rir com vcs que odeiam o Percy,pq apesar de vcs ele continua aparecendo,kkkk

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Boa leitura :)