3 de outubro de 2017

Capítulo 8

SÓ SAÍMOS NOVAMENTE NO FIM DE SEMANA. Brayden e eu éramos capazes de sair à noite durante a semana e ainda assim dar conta de terminar os trabalhos, mas preferíamos não fazer isso. Além disso, minhas noites durante a semana normalmente tinham algum compromisso com o grupo, fosse o fornecimento ou os experimentos. Eddie tinha cedido o sangue dele naquela semana, e fiz questão de não estar por perto para que Sonya não tentasse me convencer mais uma vez.
Brayden queria sair no sábado, mas aquele era o dia em que eu prometera levar Adrian a San Diego. Brayden deu a ideia de tomarmos café da manhã antes de eu pegar a estrada, e fomos a um restaurante que ficava junto a um dos resorts mais luxuosos de Palm Springs. Por mais que eu me oferecesse para dividir a conta, Brayden voltou a insistir em pagar tudo e dirigir todo o trajeto. Quando ele estacionou em frente ao alojamento, tive uma visão surpreendente e nada agradável: Adrian sentado num banco, parecendo entediado.
— Ah, não — eu disse.
— Que foi? — Brayden perguntou.
— Aquele é o meu irmão. — Sabia que não tinha como evitar aquilo. E o inevitável acontecera. Adrian provavelmente se agarraria ao para-choque de Brayden até que eu os apresentasse. — Vem, vou apresentá-lo.
Brayden saiu do carro devagar, lançando um olhar de preocupação para a placa de PROIBIDO ESTACIONAR. Adrian levantou num pulo, com uma expressão extremamente satisfeita.
— Não era para eu buscar você? — perguntei.
— Sonya tinha algumas coisas para fazer e se ofereceu para me deixar aqui no caminho — explicou. — Imaginei que pouparia um pouco de trabalho pra você.
Adrian sabia exatamente o que eu estaria fazendo de manhã, então eu suspeitava que os motivos dele não eram tão altruístas assim.
— Este é Brayden — apresentei. — Brayden, Adrian.
Adrian apertou a mão dele.
— Ouvi falar muito de você. — Não duvidei, mas fiquei pensando da boca de quem exatamente ele tinha ouvido.
Brayden respondeu com um sorriso amigável.
— Na verdade, eu nunca tinha ouvido falar de você. Nem sabia que Sydney tinha outro irmão.
— Você nunca falou de mim? — Adrian disse, lançando-me um olhar magoado de deboche.
— Não surgiu uma oportunidade — respondi.
— Você ainda está no ensino médio, certo? — Adrian perguntou para Brayden. Em seguida, apontou com a cabeça para o Mustang. — Mas deve ter um trabalho de meio período para dar conta das prestações do carro. A menos que seja um daqueles vagabundos que ficam tentando tirar dinheiro dos pais.
Brayden pareceu indignado.
— Claro que não. Trabalho quase todo dia num café.
— Num café — Adrian repetiu, conseguindo expressar vários tons de desaprovação na voz. — Entendi. — Ele olhou para mim. — Bom, podia ser pior.
— Adrian...
— É, mas não vou trabalhar lá para sempre — Brayden protestou. — Já fui aceito na USC, Stanford e Dartmouth.
Adrian assentiu, pensativo.
— Imagino que isso seja admirável. Embora eu sempre tenha pensado que Dartmouth era o tipo de universidade para onde iam as pessoas que não conseguiram entrar em Yale ou Harv...
— Nós realmente precisamos ir — interrompi, segurando o braço de Adrian. Tentei arrastá-lo em direção ao estacionamento, sem sucesso. — Não queremos ficar presos no trânsito.
Brayden deu uma olhada no celular.
— A essa hora, o trânsito costuma ser relativamente tranquilo no sentido oeste, mas como é fim de semana nunca se sabe como os turistas podem alterar as coisas, ainda mais com tantas atrações em San Diego. Se você analisar os padrões de trânsito aplicando a teoria do caos...
— Exatamente — interrompi. — Melhor prevenir do que remediar. Mando uma mensagem pra você quando voltar, tá? Aí decidimos como vai ser o resto da semana.
Pela primeira vez não precisei me preocupar com aperto de mãos, beijo, nem nada desse tipo. Estava concentrada demais em tirar Adrian dali antes que ele abrisse a boca e soltasse outra provocação. Apesar de adorar discutir assuntos acadêmicos e que eu discordasse do que ele dizia, Brayden costumava ser bastante pacífico. Ele não tinha ficado propriamente bravo com Adrian, mas certamente aquela foi a vez em que eu o vi mais irritado. Adrian era capaz de tirar do sério até as pessoas mais tranquilas.
— Sério mesmo? — perguntei, quando já estávamos seguros no Pingado. — Você não podia simplesmente ter dito “prazer em conhecê-lo” e pronto?
Adrian reclinou o assento, tentando encontrar a posição mais horizontal possível usando o cinto de segurança.
— Só estou cuidando de você, irmãzinha. Não quero que você acabe com algum folgado. Acredite em mim, sou especialista no assunto.
— Obrigada por oferecer sua expertise, mas consigo me virar sozinha.
— Sério, um barista? Por que não um estagiário de administração?
— Eu gosto do fato de ele ser barista. Ele está sempre cheirando a café.
Adrian abaixou o vidro, deixando que o vento bagunçasse seu cabelo.
— Estou surpreso que você deixe ele te levar de um lado pro outro no carro dele. Ainda mais considerando como você fica histérica sempre que alguém mexe em algum comando do seu carro.
— Como o de baixar o vidro da janela? — perguntei, acusatoriamente. — Com o ar-condicionado ligado? — Adrian entendeu a indireta e subiu o vidro. — Ele quer dirigir. Então eu deixo que ele dirija. Além disso, gosto daquele carro.
— É um carro legal mesmo — Adrian admitiu. — Mas nunca imaginei que você fosse o tipo de pessoa que corre atrás de símbolos de status.
— Eu não corro. Eu gosto porque é um carro interessante com uma longa história.
— Tradução: símbolo de status.
— Adrian. — Suspirei. — Essa vai ser uma viagem longa.
Na verdade, a viagem foi relativamente rápida. Apesar das especulações de Brayden, o trânsito estava tranquilo, o suficiente para eu decidir que merecia uma pausa para o café no meio do caminho. Adrian pegou um moca — “Você pode pagar, Sage? Só dessa vez?” — e manteve o estilo debochado usual durante a maior parte da viagem. No entanto, não pude deixar de notar que, faltando cerca de meia hora para chegarmos, ele foi ficando cada vez mais retraído e pensativo. As brincadeirinhas diminuíram e ele passou muito tempo olhando fixamente pela janela.
Supus que estava caindo a ficha de que logo veria o pai. Eu sem dúvida conseguia me identificar com aquilo. Ficaria igualmente nervosa se estivesse prestes a ver o meu. Mas, como achava que Adrian não iria gostar de uma sessão de terapia conjunta, procurei um assunto mais inofensivo para tirá-lo da melancolia.
— Descobriram alguma coisa com o sangue de Eddie e Dimitri? — perguntei.
Adrian olhou para mim, surpreso.
— Não esperava que você fosse tocar nesse assunto.
— Ei, estou interessada na parte científica. Só não queria participar.
Ele entendeu.
— Nada de novo, por enquanto. Mandaram as amostras para um laboratório, um dos nossos, acho, para ver se havia alguma coisa diferente entre os dois do ponto de vista físico. Sonya e eu identificamos um... ah, não sei explicar. Algo como um “zumbido” de espírito no sangue de Belikov. Não que o fato de ele ter sangue mágico seja alguma surpresa. Quase todo mundo acha tudo o que ele faz mágico.
— Ah, vai — eu disse. — Você está sendo injusto.
— Injusto? Você viu como Castile venera aquele cara. E quer ser igual a ele quando crescer. E por mais que Sonya normalmente seja a porta-voz do experimento, ela não consegue nem respirar direito sem pedir a opinião dele antes. “O que você acha, Dimitri?”, “É uma boa ideia, Dimitri?”, “Por favor, dai-nos vossa bênção para que possamos nos ajoelhar diante de vós e vos adorar, Dimitri.”
— Ainda acho que está sendo injusto — respondi, balançando a cabeça, irritada. — Eles são colegas de pesquisa. Claro que ela precisa consultá-lo.
— É, mas ela consulta a ele muito mais do que consulta a mim.
Talvez fosse porque Adrian sempre parecia entediado durante a pesquisa, mas imaginei que não ajudaria muito tocar nesse ponto.
— Os dois foram Strigoi. Eles meio que têm uma visão privilegiada do assunto.
Ele ficou um tempo em silêncio.
— Tudo bem. Com isso eu concordo. Mas você tem que admitir que a competição nunca foi justa entre mim e ele em relação a Rose. Você os viu juntos. Eu nunca tive a mínima chance. Não dá nem para comparar.
— E por que você tem que comparar?
Parte de mim também queria perguntar o que a Rose tinha a ver com aquilo, mas Jill já me dissera muitas vezes que, para Adrian, absolutamente tudo tinha a ver com Rose.
— Porque eu queria ficar com ela — Adrian respondeu.
— E ainda quer?
Ele não respondeu. Rose era um assunto delicado, em que eu preferia não ter entrado de maneira tão estabanada.
— Veja bem — eu disse. — Você e Dimitri são pessoas diferentes. Você não tem que ficar se comparando a ele. Não tem que tentar ser igual a ele. Quer dizer, eu não vou ficar aqui sentada falando mal dele. Eu gosto dele. Dimitri é inteligente, dedicado, extremamente corajoso e guerreiro. É bom de luta. E é um cara legal.
— Você esqueceu de mencionar que é romântico e terrivelmente bonito — ele escarneceu.
— Ei, você também faz bem para os olhos — brinquei, fazendo referência a algo que ele tinha me dito um tempo antes. Ele não sorriu. — E não se subestime. Você também é inteligente e consegue convencer todo mundo do que quer. Você nem precisa de carisma mágico para isso.
— Até agora não estou vendo muita diferença entre mim e um vigarista de meia-tigela.
— Ah, para com isso — eu disse. Ele conseguia me fazer rir até com os assuntos mais sérios. — Você entendeu o que eu quis dizer. E você também é uma das pessoas mais leais que eu conheço. Além de ser muito atencioso, por mais que finja não ser. Eu vejo como você cuida de Jill. Poucas pessoas teriam atravessado o país para ajudá-la. E quase ninguém teria feito o que você fez para salvar a vida dela.
Mais uma vez, Adrian levou um tempo para responder.
— Mas de que adianta ser leal e atencioso?
— Pra mim, isso significa tudo.
Não hesitei em responder. Já lidara com pessoas traiçoeiras e calculistas demais durante a vida. Meu próprio pai não julgava as pessoas pelo que elas eram, mas pelo que podiam fazer por ele, enquanto Adrian, por trás da fachada de arrogância e irreverência, se importava muito com as outras pessoas. Eu já o vira arriscar a própria vida para provar isso. Considerando que eu já havia mandado arrancar o olho de alguém para vingar minha irmã... Bem, lealdade era algo que eu realmente apreciava.
Adrian não disse mais nada durante o resto da viagem, mas pelo menos tive a impressão de que ele já não estava melancólico. Na maior parte do tempo parecia pensativo, o que não era tão preocupante. O que me deixou um tanto desconfortável foi flagrá-lo várias vezes, pela minha visão periférica, me observando. Repeti mentalmente o que havia dito várias e várias vezes, tentando entender se havia algo que justificasse tamanha atenção.
O pai de Adrian estava hospedado em um grande hotel de San Diego, cuja atmosfera era parecida com a do resort em que eu havia tomado café com Brayden. Executivos de terno se misturavam a turistas usando estampas tropicais e chinelos. Quase tinha vestido uma calça jeans para tomar café da manhã, mas agora estava contente por ter escolhido uma saia cinza e uma blusa de manga curta com uma estampa simples azul e cinza. A barra da blusa era levemente ondulada, e a saia tinha um padrão em zigue-zague muito, mas muito sutil. Normalmente eu não usaria texturas tão contrastantes juntas, mas gostava da ousadia do look. Eu tinha chamado a atenção de Jill para isso antes de sair do alojamento para o café. Ela levou um tempo para notar o contraste das texturas e, quando finalmente percebeu, revirou os olhos e disse: “Nossa, Sydney. Como você é rebelde”.
Adrian, por sua vez, estava usando um de seus trajes típicos de verão — jeans e camisa de abotoar —, apesar de, claro, a camisa estar para fora da calça, com as mangas arregaçadas e alguns botões de cima abertos. Ele usava esse tipo de roupa o tempo todo e, apesar do ar casual, muitas vezes conseguia parecer estiloso e moderno. Mas esse não era o caso dessa vez. Aquele era o jeans mais gasto que eu já o vira usando — estava a ponto de rasgar na altura dos joelhos. E, embora fosse de boa qualidade e combinasse perfeitamente com seus olhos, a camisa verde-escura estava amarrotada num grau inexplicável. Mesmo se tivesse dormido com ela ou a atirado no chão, não teria conseguido deixá-la daquele jeito. Desconfiava que seria preciso amassá-la numa bolota e sentar em cima dela para que ficasse com uma aparência tão terrível. Se eu tivesse notado aquilo em Amberwood (em vez de estar tão distraída tentando afastá-lo de Brayden), teria insistindo em passar a camisa antes de partirmos.
Claro que, mesmo assim, ele estava bonito. Ele sempre estava bonito, independente do estado de seu cabelo ou de suas roupas. Era uma das coisas mais irritantes nele. Aquele visual desalinhado fazia ele se passar por um modelo europeu pensativo. Examinando-o enquanto tomávamos o elevador para o saguão do segundo andar, concluí que não podia ser coincidência ele estar usando seu traje mais desmazelado justo no dia em que visitaria o pai. A questão era: por quê? Ele sempre reclamava que o pai vivia encontrando defeitos nele. Vestindo-se daquele jeito, Adrian só daria mais um motivo.
O elevador se abriu e quase perdi o fôlego ao sairmos. A parede no fundo do saguão era quase totalmente coberta por janelas que davam para uma vista espetacular do oceano Pacífico. Adrian riu da minha reação e pegou o celular.
— Vai dar uma olhada mais de perto enquanto ligo para o meu velho.
Ele não precisou dizer duas vezes. Caminhei até uma das paredes de vidro, admirando a vasta extensão azul-acinzentada. Pensei que, em dias nublados, seria difícil distinguir onde terminava o céu e começava o mar. O clima estava magnífico naquele dia, com muito sol e um céu azul perfeitamente limpo. À direita do saguão uma porta dava para um terraço em estilo mediterrâneo, onde as pessoas desfrutavam do almoço à luz do sol. Olhando para o térreo, avistei uma piscina reluzente tão azul quanto o céu, cercada de palmeiras e banhistas. Eu não sentia tanta saudade da água quanto usuários de magia como Jill, mas, querendo ou não, estava morando num deserto havia quase dois meses. Aquilo era fascinante.
Estava tão paralisada com a beleza da paisagem que não notei quando Adrian voltou. Na verdade, não percebi que ele estava parado ao meu lado até uma mãe chamar pela filha — cujo nome também era Sydney —, me fazendo olhar naquela direção. Ali estava Adrian, a alguns centímetros de mim, me observando com deleite.
Tive um sobressalto e recuei.
— Que tal avisar da próxima vez?
— Não queria interromper — ele disse, sorrindo. — Você parecia feliz, o que é pouco usual.
— Pouco usual? Estou sempre feliz.
Eu conhecia Adrian havia tempo suficiente para reconhecer quando ele estava prestes a fazer um comentário sarcástico. No último segundo, porém, mudou de ideia e sua expressão ficou séria.
— Aquele cara... o Brendan...
— Brayden.
— Ele faz você feliz?
Olhei para Adrian, surpresa. Aquele tipo de pergunta era quase sempre uma armadilha dele, mas sua expressão neutra dificultava que eu identificasse seus motivos.
— Acho que sim — respondi, finalmente. — Quer dizer, infeliz não me faz.
Adrian voltou a sorrir.
— Quanto entusiasmo! O que você gosta nele? Além do carro? E do cheiro de café?
— Gosto do fato de ele ser inteligente — respondi. — Gosto de não ter que fingir que sou tonta perto dele.
— Você faz muito isso? — Adrian perguntou, franzindo a sobrancelha.
Fiquei surpresa com o tom de amargura da minha própria risada.
— Muito? Praticamente o tempo todo. Acho que a coisa mais importante que aprendi em Amberwood é que as pessoas não gostam de saber o quanto você sabe. Quando estou com Brayden, não ficamos nos censurando o tempo todo. Hoje de manhã, por exemplo: num minuto estávamos discutindo nossas fantasias para o Dia das Bruxas, e no outro as origens da democracia na antiga Atenas.
— Não vou fingir que sou nenhum gênio, mas como vocês passaram de um assunto para o outro?
— Ah — eu disse. — Nossas fantasias do Dia das Bruxas. Vamos vestidos de gregos. Da era ateniense.
— Claro — ele disse. E dessa vez deu para perceber que o tom sarcástico estava prestes a voltar. — Nada de fantasias de gatinha sexy pra você. Só o traje mais dignificante e feminista.
— Feminista? — discordei, abanando a cabeça. — Ah, não. Não as mulheres de Atenas. Elas estão muito longe do que a gente considera feminista... Ah, deixa pra lá. Não é tão importante.
Adrian esfregou os olhos.
— É isso, não é?
Ele se inclinou na minha direção e quase recuei... mas algo me manteve onde estava, algo na intensidade de seu olhar.
— O quê? — perguntei.
— Você acabou de se interromper — ele disse, apontando um dedo acusador para mim. — Você acabou de se fazer de tonta comigo.
Hesitei por um momento.
— É, meio que sim.
— Por quê?
— Porque você não quer saber da Grécia antiga, assim como não queria ouvir Brayden falar da teoria do caos.
— É diferente — Adrian disse. Ele não havia se afastado e ainda estava parado muito, mas muito perto, a ponto de eu sentir que devia me incomodar, mas não me incomodava. — Ele é chato. Aprender com você é divertido. Como num livro infantil ou num especial de TV. Fale-me mais sobre as... hum, mulheres de Atenas.
Tentei não sorrir. Admirava as intenções dele, mas sabia que ele realmente não estava disposto a ouvir uma aula de história. Voltei a me perguntar que tipo de joguinho era aquele. Por que ele estava fingindo interesse?
Tentei formular uma resposta que durasse menos de sessenta segundos.
— A maioria das mulheres de Atenas não era instruída. Elas costumavam ficar em casa, cuidando dos filhos e do lar. As mulheres mais progressistas eram as chamadas heteras, que eram como cortesãs e prostitutas de luxo. Elas eram cultas e meio extravagantes. Os homens poderosos deixavam as mulheres em casa cuidando dos filhos e saíam com as heteras para se divertir. — Parei por um instante, sem saber se ele tinha acompanhado alguma coisa do que tinha dito. — Como eu disse, não é tão importante.
— Sei não — Adrian disse, pensativo. — Acho as prostitutas muito importantes.
— Que bom que as coisas não mudaram — uma nova voz interrompeu.
Nós dois tomamos um susto e levantamos o olhar para o homem carrancudo que acabara de se juntar a nós. O pai de Adrian tinha chegado.

Um comentário:

  1. — Aquele cara... o Brendan...
    — Brayden.
    — Ele faz você feliz?
    Olhei para Adrian, surpresa. Aquele tipo de pergunta era quase sempre uma armadilha dele, mas sua expressão neutra dificultava que eu identificasse seus motivos.
    — Acho que sim — respondi, finalmente. — Quer dizer, infeliz não me faz.
    Adrian voltou a sorrir.

    Só eu vi uma semelhança aii qd Dimitri pergunta pra Rose se o Adrian faz ela feliz??

    Dimitri e Adrian perfeitos 💖💖💖

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Boa leitura :)