13 de outubro de 2017

Capitulo 25

Depois que Marcus finalmente aceitou que eu não iria com eles, me desejou sorte, embora continuasse estupefato. O plano inicial era abandonar o carro na estação, mas ele me deu as chaves como um presente de despedida. Observei enquanto ele se afastava, sem saber se havia cometido um erro. Então pensei em olhos muito, muito verdes, e em todo o trabalho que eu e Adrian tínhamos que fazer juntos. Era a coisa certa a fazer... só torci para que não fosse tarde demais.
Ele continuou sem atender às minhas ligações. Será que me odiava? Ou estava enfiado em algum buraco, bebendo, deprimido, para afogar as mágoas? Tirei a carta dele da bolsa, sem saber o que encontraria. Conhecendo Adrian, estava esperando uma declaração de amor longa e rebuscada. Qual não foi minha surpresa ao encontrar uma longa série de números.
Os números não significavam nada para mim. Eu os estudei por um tempo, aplicando alguns códigos comuns que conhecia. Não surgiu nenhuma resposta — embora não fosse uma grande surpresa. Códigos e matemática complexa não eram exatamente o estilo de Adrian. Mas, então, por que ele havia me deixado aquela carta? Era óbvio que havia partido do princípio de que eu conseguiria decifrar o sentido daquilo.
Segurei a carta um pouco longe, torcendo para que algo visual se revelasse. E deu certo. Quando olhei para o papel, percebi que havia uma separação entre os números, dividindo-os em dois grupos de modo familiar. Digitei-os na tela de latitude e longitude do meu GPS. Um momento depois, apareceu um endereço em Malibu, sul da Califórnia. Será que era coincidência?
Sem pensar duas vezes, tirei o carro do estacionamento e segui em direção à costa. Era inteiramente plausível que eu estivesse prestes a perder duas horas e meia de viagem (cinco, se contasse a volta), mas não achava que seria perda de tempo. Não existem coincidências.
Foi a viagem mais longa da minha vida. Apertei o volante com força durante todo o trajeto. Estava animada, mas ao mesmo tempo morrendo de medo. Quando estava a poucos quilômetros do endereço, comecei a ver placas para a Getty Villa. Fiquei confusa por alguns segundos. O Getty Center era um museu muito famoso, mas ficava mais perto de Los Angeles. Não entendi a relação ou por que eu tinha ido parar em Malibu.
Mesmo assim, segui as instruções obedientemente e fui parar no estacionamento da Villa para visitantes.
Quando cheguei à entrada, encontrei a resposta que vinha procurando. A Villa era um museu menor do Getty Center, especializado em arte da Grécia e da Roma antigas. Na verdade, boa parte da Getty Villa fora construída para lembrar um templo antigo, com pilares cercando os pátios repletos de jardins, fontes e estátuas. A entrada era gratuita, mas exigia reserva. Havia pouco movimento naquele dia, e logo resolvi o problema fazendo uma reserva on-line pelo celular.
Quando entrei, quase me esqueci por que estava ali, embora só por um segundo. O museu era um sonho transformado em realidade para uma amante de clássicos como eu. Salas e mais salas dedicadas ao mundo antigo. Joias, estátuas, roupas... era como se eu tivesse entrado em uma máquina do tempo. A intelectual dentro de mim queria estudar e ler as informações sobre todos os objetos expostos. O resto de mim, com o coração acelerado e mal se contendo de euforia, passava rapidamente por cada sala, gastando apenas o tempo suficiente para procurar Adrian e passar para a próxima.
Depois de olhar em quase todas as áreas interiores, entrei no peristilo externo. Perdi o fôlego. Era um jardim gigantesco ao ar livre construído ao redor de uma piscina que deveria ter pelo menos sessenta metros de comprimento. Estátuas e fontes pontilhavam a superfície, e em todo lugar havia árvores e outras plantas maravilhosamente bem cuidadas. O sol abrasador, apesar de ser dezembro, iluminava tudo, e o ar zunia com o canto de pássaros, o som da água e conversas ao longe. Turistas andavam de um lado para o outro, parando para admirar o jardim e tirar fotos. Mas nenhum deles era importante... não quando finalmente encontrei quem eu estava procurando.
Ele estava sentado do outro lado do jardim, à beira da piscina. Estava de costas para mim, mas eu o teria reconhecido em qualquer lugar. Trêmula, me aproximei dele, ardendo com aquele estranho misto de medo e ansiedade. Quanto mais me aproximava, mais detalhados ficavam seus traços. Seu corpo alto e esguio. Os fios castanhos que o sol destacava em seu cabelo. Quando finalmente cheguei ao outro lado da piscina, parei bem atrás dele, sem coragem de avançar mais.
— Sage — ele disse, sem levantar os olhos. — Pensei que estaria ao sul da fronteira agora.
— Não pensou, não — eu disse. — Nunca teria me dado aquela carta ou vindo até aqui. Você sabia que eu não iria embora.
Ele finalmente levantou os olhos, apertados sob o sol ardente.
— Eu tinha quase certeza de que você não iria embora. Eu queria que não fosse embora. Foi um debate eterno entre mim e Jill. O que achou do jeito como usei latitude e longitude? Bem da hora, hein?
— Genial — respondi, tentando conter o sorriso. Parte do meu medo diminuiu. Estávamos de volta a um território tranquilo e conhecido. Só Adrian e eu. — Você supôs que eu saberia o que significavam aqueles números. Poderia ter ficado sentado aqui o dia todo.
— Nah. — Adrian se levantou e deu um passo na minha direção. — Você é esperta. Eu sabia que entenderia.
— Não tão esperta. — Quanto mais ele se aproximava, mais meu coração se acelerava. — Levei muito tempo pra descobrir certas coisas. — Apontei para a nossa volta. — E como é possível você saber da existência de um lugar assim e eu não?
Ele passou a ponta dos dedos na minha bochecha. O calor do sol não era nada perto do ardor daquele toque.
— Foi fácil — ele disse, me olhando diretamente. — Precisava começar a busca em algum lugar, então digitei “Roma antiga” e “Califórnia” no celular. Esse era o primeiro resultado.
— Que busca? — perguntei.
Ele sorriu.
— A busca por um lugar mais romântico do que o Tortas e Tal.
Adrian ergueu meu rosto na direção dele e me beijou. Como sempre, o mundo ao nosso redor parou de girar. Não, o mundo se transformou em Adrian, só em Adrian.
Beijá-lo foi tão estonteante como sempre, com aquela paixão e urgência que nunca imaginei que fosse sentir. Mas naquele dia havia ainda mais no nosso beijo. Eu não pensava mais se aquilo era certo ou errado. Era o ápice de uma longa jornada... ou talvez o começo de outra.
Pus os braços ao redor do pescoço dele e o puxei para mais perto. Não ligava que estávamos em público. Não ligava que ele era um Moroi. Tudo o que importava era que ele era Adrian, meu Adrian. Meu companheiro. Meu parceiro no crime, na longa batalha em que eu havia acabado de me alistar para corrigir os males dos mundos alquimista e Moroi. Talvez Marcus estivesse certo e eu houvesse acabado de entrar numa batalha perdida, mas não me importava. Naquele momento, parecia que, desde que Adrian e eu estivéssemos juntos, não haveria obstáculo que não pudéssemos superar.
Não sei por quanto tempo ficamos nos beijando. Como disse, o mundo ao nosso redor desapareceu. O tempo havia parado. Eu estava tomada pela sensação de ter o corpo de Adrian contra o meu, pelo cheiro dele e pelo gosto de seus lábios. Era tudo o que importava agora, e me peguei pensando naquilo que não havíamos terminado no sonho.
Quando finalmente nos separamos — cedo demais para o meu gosto —, continuamos abraçados. O som de risadinhas me fez olhar para o lado, onde duas crianças pequenas estavam apontando para nós. Quando me viram olhar para elas, saíram correndo. Eu me voltei para Adrian, querendo derreter de felicidade ao olhar nos olhos dele.
— É muito melhor do que amar de longe — eu disse.
Ele tirou alguns fios de cabelo do meu rosto e olhou fundo nos meus olhos.
— O que fez você mudar de ideia? Tipo, sei que nunca conseguiria ficar longe de mim, mas não vou mentir... você me deixou morrendo de medo por um tempinho.
Me encostei no seu peito.
— Foram muitas coisas, na verdade. Um conselho surpreendentemente bom de Jill. Uma das histórias encantadoras de Wolfe... Aliás, preciso contar a você sobre a cozinha dele. Além disso, fiquei pensando em quando a gente estava em cima da mesa.
Adrian se moveu um pouco para que pudéssemos olhar um para o outro de novo. Era um daqueles raros momentos em que ele ficava completamente atônito.
— Deixe-me ver se entendi. O futuro da nossa relação dependeu de uma menina de quinze anos, de uma história provavelmente falsa de um treinador de chihuahuas, e do dia em que beijei você sem nenhum romantismo, mas com muita habilidade, em cima de talheres e porcelanas?
— Pois é — eu disse, depois de pensar alguns segundos.
— Foi só isso, então? E eu aqui achando que conquistar você seria difícil. — Ele voltou a ficar sério e deu um beijo de leve na minha testa. — O que a gente vai fazer agora?
— Agora vamos dar uma olhada nesse museu incrível a que você me trouxe. Você vai amar arte etrusca.
Aquele sorriso malandro que eu adorava voltou.
— Aposto que sim. Mas... e o nosso futuro? O que vamos fazer em relação a nós?
Segurei sua mão, ainda mantendo-o perto.
— Desde quando você se preocupa com as consequências ou com o futuro?
— Eu? Nunca. — Ele considerou. — Quer dizer, desde que você fique comigo, não me preocupo. Mas sei que você gosta de se preocupar com essas coisas.
— Não diria que gosto — corrigi. Um ventinho leve bagunçou seu cabelo, e resisti ao ímpeto de arrumá-lo. Se fizesse isso, tinha certeza de que começaríamos a nos beijar de novo, e achei que deveria ser responsável e responder às perguntas dele antes.
— Vamos fugir para ficar com os Conservadores? — ele sugeriu.
— Claro que não — zombei. — Isso seria covarde e imaturo. E você nunca sobreviveria sem gel para cabelo, embora talvez goste dos destilados deles.
— Então o que vamos fazer?
— Vamos continuar mantendo isso em segredo.
Ele riu baixinho.
— E isso não é covarde?
— É emocionante e ousado — respondi. — Másculo e corajoso, eu diria. Pensei que você fosse topar.
— Sage — ele riu. — Topo qualquer coisa desde que você esteja comigo. Mas será que vai ser suficiente? Não estou ignorando completamente as consequências, sabe. Entendo como essa situação é perigosa para você, ainda mais se continuar questionando os alquimistas. E também sei que você fica incomodada com Jill nos observando.
Certo. Jill. Jill, que provavelmente estava testemunhando tudo aquilo naquele instante, querendo ou não. Será que ela estava feliz pela felicidade de Adrian? Será que estava inundada pela alegria do nosso amor? Ou será que aquilo estava sendo insuportavelmente constrangedor para ela?
— Nós três vamos dar um jeito — eu disse, por fim. Não podia pensar muito naquela questão ou era provável que começasse a ficar histérica. — E, quanto aos alquimistas... só vamos precisar tomar cuidado. Eles não me seguem em todos os lugares e, como você disse, já passamos metade do tempo juntos mesmo. — Eu só esperava que isso fosse o bastante. Tinha que ser.
E, então, voltamos a nos beijar. Não havia como evitar, não quando estávamos juntos daquele jeito, tão longe do mundo real, das nossas vidas normais. O lugar era perfeito demais. Ele era perfeito demais — apesar de ser uma das pessoas mais imperfeitas que eu conhecia. E, para falar a verdade, havíamos perdido tempo demais com dúvidas e joguinhos. Se existe uma coisa que se aprende ao ter a vida sob perigo constante é que você não pode desperdiçá-la. Até Marcus havia admitido isso no fliperama.
Passamos o resto do dia na Villa, a maior parte nos beijando nos jardins, embora eu o tenha convencido a dar uma olhada em alguns artefatos nas salas internas. Eu podia estar apaixonada, mas ainda era a mesma pessoa, afinal. Quando o museu fechou no fim da tarde, jantamos em um restaurante de fondue à beira-mar e ficamos lá por um tempo, sentados perto um do outro, observando a lua brilhante reluzir sobre o oceano.
Eu estava concentrada em olhar as ondas quando senti os lábios de Adrian roçarem na minha bochecha.
— O que aconteceu com o dragão?
Fiz a voz mais indignada que consegui.
— Ele tem um nome, sabia?
Adrian se afastou e me lançou um olhar curioso.
— Pra falar a verdade, não sabia. Que nome você escolheu?
— Pulinho. — Quando Adrian começou a rir, acrescentei: — Melhor coelho do mundo. Ele ficaria orgulhoso de saber que seu nome está sendo passado adiante.
— É, tenho certeza que sim. Deu um nome para o Mustang também?
— Acho que você se refere ao Ivashmóvel.
Ele me contemplou, admirado.
— Já falei que amo você?
— Sim — respondi. — Várias vezes.
— Que bom. — Adrian me puxou para mais perto. — Só para garantir, srta. Eu Aprendo Rápido.
Soltei um resmungo.
— Você nunca vai esquecer isso, vai?
— Esquecer? De jeito nenhum. Vou jogar isso na sua cara para sempre.
Eu suspeitava que o carro de Marcus fosse roubado, então o deixamos em Malibu.
Adrian me levou de volta ao alojamento e me deu um beijo de boa-noite, prometendo me ligar de manhãzinha. Era difícil deixá-lo ir embora, por mais que eu soubesse que era besteira pensar que não conseguiria viver sem ele durante doze horas. Entrei no alojamento como se estivesse flutuando no ar, com meus lábios ainda ardendo por conta dos seus beijos.
Era loucura, eu sabia, tentar manter um relacionamento com ele. Não, não só isso. Era perigoso, e parte da minha euforia diminuiu quando me dei conta disso. Eu havia falado várias palavras bonitas, tentando tranquilizar os medos dele, mas sabia a verdade. Tentar descobrir os segredos dos alquimistas já seria difícil, e minha tatuagem ainda não estava segura. O que eu tinha com Adrian havia elevado o perigo ao máximo, mas esse era um risco que eu aceitava com prazer.
— Srta. Melrose.
A voz fria da sra. Weathers me trouxe de volta à realidade. Parei no meio do saguão do alojamento e olhei para ela. Ela saiu de trás de sua mesa e veio até mim.
— Sim?
— Já é meia-noite.
Olhei para o relógio, surpresa ao ver que ela estava certa.
— Tem razão.
— Por mais que estejamos às vésperas das férias de inverno, você ainda está registrada no alojamento até amanhã, o que significa que tem de obedecer às regras. Já passou do toque de recolher.
A única coisa que consegui fazer foi atestar o óbvio.
— Sim, já passou.
A sra. Weathers esperou, como se esperasse que eu falasse mais.
— Você estava... fazendo um trabalho para a sra. Terwilliger? — Havia um olhar de desespero em seu rosto que chegava a ser cômico. — Não recebi nenhuma notificação, mas claro que ela pode dar um jeito nisso depois.
Foi então que me dei conta de que a sra. Weathers não queria que eu tivesse problemas. Ela estava torcendo para que eu desse alguma justificativa por ter quebrado as regras, uma razão para que pudesse evitar o castigo. Eu sabia que poderia mentir e dizer que estava ajudando a sra. Terwilliger. Sabia, inclusive, que a sra. Terwilliger me daria respaldo. Mas não podia fazer isso. Parecia errado manchar meu dia com Adrian com uma mentira. E, de fato, eu tinha quebrado as regras.
— Não — respondi à sra. Weathers. — Não estava com ela. Só estava... fora.
A sra. Weathers esperou mais alguns segundos e então mordeu o lábio, resignada.
— Muito bem, então. Você conhece as regras. Vai ter que servir uma detenção quando as aulas voltarem.
Fiz que sim, solene.
— Sim, senhora. Eu entendo.
Ela parecia ainda estar esperando que eu corrigisse a situação. Eu não tinha nada a oferecer para ela e me virei para sair.
— Ah, quase me esqueci! — ela falou. — Estava tão surpresa com essa... transgressão. — Ela voltou a ser a inspetora eficiente que eu conhecia. — Por favor, me avise se a sua prima vai ficar com você no quarto ou se ela vai precisar de um quarto individual.
Pestanejei, confusa.
— Por que Angeline ficaria comigo?
— Não ela. Sua outra prima.
Fiz menção de dizer que não tinha outra prima, mas uma voz dentro de mim me aconselhou a não negar nem confirmar as palavras dela. Eu não fazia ideia do que poderia ser, mas todos os meus instintos estavam me dizendo que alguma coisa estava definitivamente prestes a acontecer. O que quer que fosse, eu precisava manter minhas opções abertas.
— Ela já estava com toda a burocracia pronta — a sra. Weathers explicou. — Então deixei a menina no seu quarto, já que é só por essa noite.
Engoli em seco.
— Entendi. Posso, hum, avisar a senhora depois das férias?
— Claro. — Depois de um momento de hesitação, ela acrescentou: — E vamos discutir sua detenção também.
— Sim, senhora — respondi.
Subi as escadas, sentindo um frio na barriga.
Quem estava esperando no meu quarto? Quem mais poderia fazer parte da minha família imaginária?
No fim das contas, era alguém da minha família verdadeira.
Quando destranquei a porta, encontrei Zoe sentada na minha cama. Seu rosto se iluminou ao me ver, e ela avançou com tudo para me dar um abraço forte.
— Sydney! — ela exclamou. — Estava com medo de que não fosse voltar hoje.
— Claro que voltei — eu disse, rígida. Estava tão chocada que mal consegui retribuir o abraço. — O que você está fazendo aqui?
Ela deu um passo para trás e olhou para mim com um sorriso largo. Não havia mais raiva nela, nem mesmo a desconfiança de St. Louis. Ela estava extremamente alegre, feliz de verdade por me ver. Eu não sabia por que ela estava ali, mas começou a surgir dentro de mim a esperança de que finalmente teríamos nossa reconciliação.
Até ela falar:
— Eles me deram uma posição em campo! Me mandaram pra cá. — Ela virou o rosto, mostrando a tatuagem de lírio dourado na bochecha. Meu coração quase parou. — Sou oficialmente uma alquimista agora. Quer dizer, uma aprendiz. Preciso aprender muita coisa, por isso eles acharam melhor que eu ficasse com você.
— Entendi — eu disse. O quarto estava girando. Zoe. Zoe estava ali... e ela era uma alquimista, que ficaria comigo.
Sua expressão exultante ficou um pouco confusa.
— E parece que você disse a Stanton que precisava de reforço alquimista? Que era muito difícil ficar sozinha com tantos Moroi?
Tentei sorrir, mas não consegui.
— Algo assim. — Eu havia feito pressão para que Stanton tomasse uma atitude, e ela tomou. Só não tinha sido a que eu esperava.
O entusiasmo de Zoe voltou.
— Então agora você não está mais sozinha. Estou aqui com você, não que você precise de mim. Você nunca se meteu em encrenca.
Não, eu só tinha um romance com um vampiro, estava prestes a entrar em um clã de bruxas e investigava segredos que ninguém queria que eu descobrisse. Não, nenhuma encrenca mesmo.
Como eu conseguiria esconder aquilo tudo dela?
Zoe voltou a me abraçar.

— Ah, Sydney! Vai ser demais — ela exclamou. — Vamos ficar juntas o tempo todo!

3 comentários:

  1. Que encrenca. Logo agora que as coisa iam se ajeitar ela aparece. Como que ela vai esconder o relacionamento dela com eles fa Zoe?

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  2. Eu tô rindo, mas eu tô MUITO preocupada!!! Agora danou-se... Quando essa m*rda atingir o ventilador, vai atingir todo mundo e vai feder mesmo!!!

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Boa leitura :)