3 de outubro de 2017

Capítulo 24

COMO AQUELE DIA NÃO PODIA FICAR ainda mais estranho, decidi passar na casa de Adrian. Estava muito curiosa para fazer uma pergunta que até então não tivera a chance de fazer.
Quando bati à porta, ele abriu com um pincel na mão.
— Ah — ele disse. — Que surpresa.
— Estou interrompendo alguma coisa?
— Lição de casa, só. — Ele abriu caminho para me deixar entrar. — Não se preocupe. Não é nenhuma crise pra mim como seria pra você.
Entrei na sala e fiquei contente ao vê-la novamente repleta de telas e cavaletes.
— Você montou seu estúdio de novo.
— Sim — ele confirmou, guardando o pincel e limpando as mãos num pedaço de pano. — Agora que o apartamento não é mais um centro de pesquisas, pude restituir o estado artístico normal que ele tinha.
Ele se recostou no assento do sofá xadrez e ficou observando enquanto eu ia de uma tela a outra. Uma delas me deteve.
— O que é isso? Parece um lírio.
— E é — ele respondeu. — Sem ofensa, mas esse lírio é melhor que o seu. Se os alquimistas quiserem comprar os direitos para começar a usar, estou disposto a negociar.
— Anotado — respondi.
Ainda estava sorrindo por causa do término com Brayden, e aquilo contribuiu para o meu bom humor.
Embora precisasse admitir que a pintura dele me deixava um tanto perdida, algo comum diante da natureza abstrata de sua arte. O lírio, apesar de mais estilizado do que o ostentado na minha bochecha, podia ser claramente identificado. Era até feito em tinta dourada. Manchas de tinta escarlate em formas abstratas cercavam o lírio e, em torno do vermelho, havia um padrão quase cristalino em azul. Era impressionante, mas se havia algum sentido mais profundo, não consegui identificar.
— Você está de muito bom humor, hein? — ele observou.— Comprou um monte de calças cáqui na promoção?
Desisti de formular minha interpretação artística e me virei para ele.
— Não. Brayden terminou comigo.
Seu sorriso sarcástico se desfez.
— Ah. Que merda. Desculpa. Você... quer uma bebida? Quer, sei lá, chorar ou alguma coisa assim?
Dei risada.
— Não. Por incrível que pareça, estou bem. Não está me incomodando nem um pouco, pra falar a verdade. Mas deveria, não é? Talvez haja algo de errado comigo.
Os olhos verdes de Adrian me analisavam.
— Acho que não. Nem todo término é uma tragédia. Ainda assim... talvez você precise de algum tipo de consolo.
Ele se endireitou e caminhou até a cozinha. Sem entender nada, observei enquanto ele tirava alguma coisa do congelador e remexia sua gaveta de talheres. Voltou para a sala e me presenteou com um pote de sorvete de romã e uma colher.
— O que é isto? — perguntei, aceitando a oferta em virtude do choque.
— É para você, claro. Era de romã que você queria, não era?
Relembrei a noite no restaurante italiano.
— Era... mas não precisava...
— Ah, mas você queria — ele respondeu, pragmático. — Além do mais, você deu sua palavra.
— Minha palavra?
— Lembra quando você me disse que beberia uma lata de refrigerante normal se eu passasse um dia sem fumar? Então, eu calculei as calorias, e são as mesmas de uma porção desse sorvete. Acredite ou não, tem quatro porções nesse potinho minúsculo.
Quase deixei o sorvete cair no chão.
— Você... ficou um dia inteiro sem fumar?
— Quase uma semana, na verdade — ele respondeu. — Pode tomar o pote inteiro, se quiser.
— Por que você fez isso? — indaguei.
Ele deu de ombros.
— Sei lá, foi você que fez o desafio. Além disso, fumar não é um hábito muito saudável, né?
— É... — respondi, ainda estupefata.
— Tome o sorvete, senão vai derreter.
Devolvi o pote para ele.
— Não consigo. Não com você olhando. É meio estranho. Posso tomar depois?
— Claro — ele respondeu, colocando de volta no congelador —, desde que você tome mesmo. Conheço você.
Cruzei os braços diante dele.
— Ah, é?
Ele me lançou um olhar tão severo que me deixou desconcertada.
— Talvez todo mundo ache que seu desprezo pela comida é bonitinho, mas eu não. Eu vejo como você olha para Jill. Deixa eu te falar uma coisa, para o seu próprio bem: você nunca, nunca vai ter o corpo dela. Nunca. É impossível. Ela é Moroi. Você é humana. É uma questão biológica. Você tem um corpo lindo, que a maioria das humanas invejaria. E ficaria ainda mais bonita se engordasse um tiquinho. Dois quilos para começar. Esconder as costelas. Usar um sutiã maior.
— Adrian! — eu disse, horrorizada. — Você está maluco? Não tem o direito de me dizer essas coisas! Nenhum direito!
Ele riu, zombeteiro.
— Tenho o direito sim, Sage. Sou seu amigo e ninguém mais vai dizer isso a você. Além do mais, sou o rei dos hábitos nada saudáveis. Você acha que não reconheço um quando vejo? Não sei de onde isso veio: da sua família, dos Moroi ou da sua natureza obsessiva, mas estou dizendo que você não precisa ser assim.
— Então, isso é algum tipo de intervenção?
— Não, é a verdade — ele respondeu, simplesmente. — Dita por alguém que se importa com você e que quer que seu corpo seja tão saudável quanto a sua mente é.
— Não vou ouvir isso — eu disse, me afastando. Uma mistura de emoções fervilhava dentro de mim. Raiva. Indignação. E, por estranho que pareça, um tiquinho de alívio. — Vou embora. Não devia nem ter passado aqui.
A mão dele no meu ombro me deteve.
— Espere... ouça o que tenho a dizer. — Relutante, me virei para ele. Sua expressão ainda era séria, mas sua voz estava mais suave. — Não estou querendo ser maldoso. Você é a última pessoa a quem eu faria mal... mas também não quero que você faça mal a si mesma. Você pode simplesmente ignorar tudo o que falei, mas eu precisava colocar isso pra fora. Não vou falar isso de novo. Só você pode mandar na sua vida.
Desviei o olhar e contive as lágrimas.
— Obrigada — eu disse.
Eu deveria ter ficado contente que ele iria se conter dali em diante. Em vez disso, senti uma dor no peito, como se ele tivesse aberto uma ferida que eu vinha tentando ignorar e manter longe de mim. Uma verdade inconveniente que eu não queria admitir para mim mesma, o que eu sabia que era uma atitude hipócrita para alguém que alegava lidar com fatos e dados concretos. E, independentemente de querer ou não concordar com ele, sabia que ele tinha razão sobre um ponto: ninguém mais me teria dito o que ele acabara de me dizer.
— Por que você passou aqui mesmo? — ele perguntou. — Tem certeza de que não quer transformar minha pintura genial no novo logo alquimista?
Não pude conter o riso. Voltei a levantar os olhos para ele, disposta a ajudá-lo a mudar de assunto logo.
— Não. Uma coisa muito mais séria.
Ele pareceu aliviado com meu riso e retribuiu com um de seus sorrisos irônicos.
— Deve ser sério pra caramba.
— Naquela noite no complexo. Como você conseguiu dirigir o Mustang? — O sorriso esvaneceu. — Porque você dirigiu. Dirigiu sem nem hesitar. Tão bem quanto eu dirigiria. Comecei a pensar que talvez outra pessoa estivesse ensinando você. Mas, mesmo que estivesse tendo aulas diariamente desde que comprou o carro, não teria dirigido daquela forma. Você mudava de marcha como se dirigisse com câmbio manual desde criança.
Adrian desviou o olhar abruptamente e caminhou para o lado oposto da sala.
— Talvez eu só seja talentoso — ele disse, sem me encarar.
Foi engraçado como invertemos os papéis tão rapidamente. Num minuto, ele me encurralou na parede, forçando-me a ver coisas que eu me recusava a enxergar. No minuto seguinte, era a minha vez: eu o segui até a janela e o obriguei a me encarar.
— Estou certa, não estou? — insisti. — Você dirige com embreagem desde sempre!
— Nem os Moroi dão carta de motorista para crianças, Sage — ele ironizou.
— Não muda de assunto. Você entendeu o que eu quis dizer. Faz anos que você sabe dirigir com embreagem.
Seu silêncio foi a resposta de que eu precisava, por mais que fosse difícil ler sua expressão.
— Por quê? — perguntei. Agora eu estava quase implorando. Todos viviam dizendo que minha inteligência era fora do comum, que eu conseguia juntar coisas aleatórias e tirar conclusões extraordinárias. Mas aquilo estava além da minha capacidade e eu não sabia lidar com algo que fizesse tão pouco sentido. — Por que você fez isso? Por que fingiu que não sabia dirigir?
Milhares de pensamentos pareceram passar pela mente de Adrian, nenhum dos quais ele quis me revelar. Por fim, meneou a cabeça, exasperado, e disse:
— Não é óbvio, Sage? Não, claro que não é. Eu fingi que não sabia para ter uma desculpa para ficar perto de você, uma desculpa que você não iria recusar.
Fiquei mais confusa do que nunca.
— Mas... por quê? Por que você queria ficar perto de mim?
— Por quê? — ele indagou. — Porque era a coisa mais próxima que eu podia ter disto.
Ele estendeu os braços e me puxou para perto dele, com uma mão na minha cintura e a outra atrás do meu pescoço. Levantou minha cabeça e encostou os lábios nos meus. Fechei os olhos, sentindo o meu corpo todo derreter, consumido por aquele beijo. Eu não era nada. Eu era tudo. Arrepios percorreram minha pele e uma chama ardia dentro de mim. Senti seu corpo pressionar o meu e joguei meus braços ao redor de seu pescoço.
Seus lábios eram mais cálidos e suaves do que tudo o que eu poderia imaginar, mas ao mesmo tempo firmes e poderosos. Meus lábios respondiam com voracidade e me agarrei com mais firmeza ainda a ele. Seus dedos deslizavam pela minha nuca, traçando seu contorno e eletrizando todos os lugares por onde passavam.
Mas talvez a melhor parte de tudo foi que eu, Sydney Katherine Sage, culpada de analisar constantemente o mundo todo ao meu redor, parei de pensar.
E foi maravilhoso.
Pelo menos até eu voltar a pensar.
De repente, meu cérebro, e todas as suas preocupações e considerações reassumiram o controle. Me afastei de Adrian, apesar dos protestos do meu corpo. Dei um passo para trás, sabendo que meus olhos estavam arregalados de pavor.
— O que... o que você estava fazendo?
— Não sei — ele respondeu, com um sorriso. Então, deu um passo na minha direção. — Mas tenho quase certeza de que você estava fazendo também.
— Não. Não. Não se aproxime! Você não pode fazer isso de novo. Entendeu? Não podíamos... Jamais deveríamos... Ah, meu Deus. Não. Isso nunca pode voltar a acontecer. Foi um erro. — Toquei meus lábios, como se quisesse limpar o que havia acabado de acontecer, mas acabei sendo lembrada da doçura e do calor da boca dele contra a minha. Baixei a mão imediatamente.
— Um erro? Não sei, Sage. Sinceramente, essa me pareceu a coisa mais certa que aconteceu comigo nos últimos tempos. — Mesmo assim, ele manteve a distância.
Balancei a cabeça, histérica.
— Como você pode dizer uma coisa dessas? Você sabe como as coisas funcionam. Não existe... ah, você sabe. Humanos e vampiros não podem... não. Não pode haver nada entre eles. Entre nós.
— Ah, mas deve ter existido em algum momento — ele disse, ensaiando um tom racional. — Ou então não existiram dampiros hoje em dia. Além disso, e os Conservadores?
— Os Conservadores? — Quase soltei uma gargalhada, mas nada daquilo parecia engraçado. — Os Conservadores moram em cavernas e lutam ao redor de fogueiras por causa de um ensopado de carne. Se quiser viver aquela vida, fique à vontade. Se quiser morar no mundo civilizado com o restante de nós, não me toque de novo. E quanto a Rose? Você não é completamente apaixonado por ela?
Adrian parecia calmo demais para aquela situação.
— Acho que um dia eu fui. Mas já faz... o quê? Quase três meses? E, sinceramente, faz tempo que não penso nela. Sim, ainda me sinto magoado e um pouco usado, mas... na verdade, ela não é mais a pessoa que não sai da minha cabeça. Não é o rosto dela que eu vejo antes de dormir. Não é com ela que eu fico me imaginando...
— Não! — exclamei, recuando ainda mais. — Não quero ouvir isso. Não vou mais ouvir isso.
Com alguns passos rápidos, Adrian voltou a ficar na minha frente. A parede estava apenas alguns centímetros atrás de mim e eu não tinha para onde fugir. Não esboçou nenhum movimento ameaçador, mas pegou minhas mãos e as segurou na altura do peito enquanto se inclinava para mim.
— Não, você vai ouvir. De uma vez por todas, você vai ouvir alguma coisa que não se encaixa no seu mundinho organizado e compartimentalizado, feito de ordem, lógica e razão. Porque isso não é racional. Se você está com medo, acredite em mim: isso também me deixa apavorado. Você perguntou sobre Rose? Eu tentei ser uma pessoa melhor por causa dela, mas era para deixá-la impressionada, para fazer com que ela me desejasse. Mas quando eu estou com você, eu quero ser uma pessoa melhor porque... bem, porque parece certo. Porque eu quero. Você me faz querer ser uma pessoa melhor. Eu quero me superar. Você me inspira em todas as ações, todas as palavras, todos os olhares. Eu olho para você e você parece... luz transformada em carne e osso. Eu disse isto a você no Dia das Bruxas e estava falando sério: você é a criatura mais linda que já caminhou sobre a terra. E você nem sabe. Você nem tem ideia da própria beleza ou do brilho da sua luz.
Eu sabia que precisava me desvencilhar, soltar minhas mãos das dele. Mas não conseguia. Ainda não.
— Adrian...
— E eu sei, Sage — ele continuou, com os olhos inflamados. — Sei como vocês, alquimistas, se sentem em relação a nós. Eu não sou idiota, e acredite em mim: tentei tirar você da cabeça. Mas não tem bebida, arte, nem nenhuma outra distração no mundo que faça isso. Precisei parar de ir ao curso de Wolfe porque era muito difícil ficar tão perto de você, mesmo que só estivéssemos fingindo lutar. Não aguentava tocar em você. Era agonizante, porque aquilo significava alguma coisa pra mim e eu sabia que não significava nada pra você. Vivia me dizendo para me manter o mais longe possível, mas acabava encontrando uma desculpa ou outra... como o carro... qualquer coisa para ficar perto de você de novo. Hayden era um babaca, mas pelo menos enquanto você estava com ele eu tinha um motivo para manter distância.
Adrian ainda segurava minhas mãos, com ansiedade, pânico e desespero estampados no rosto enquanto abria o coração para mim. Meu próprio coração batia incontrolável por conta de todas aquelas emoções. Ele estava com aquele olhar distraído e arrebatado... o olhar que ostentava quando o espírito tomava conta dele, fazendo-o tagarelar a esmo. Torci para que aquilo tudo não passasse de algum acesso de insanidade induzida pelo espírito. Podia ser, não?
— O nome dele é Brayden — respondi, finalmente. Devagar, consegui acalmar meu nervosismo e recuperar um pouco do autocontrole. — E, mesmo sem ele, você tem um milhão de motivos para manter distância. Você disse que sabe como nos sentimos. Mas sabe mesmo? De verdade? — Soltei minhas mãos e apontei para minha bochecha. — Você sabe o verdadeiro significado do lírio dourado? É uma promessa, um juramento a um modo de vida e a um conjunto de crenças. Você não pode jogar algo assim no lixo. Isto não iria deixar, nem mesmo se eu quisesse. E, para ser sincera, eu não quero! Acredito no que nós fazemos.
Calmamente, Adrian me observou. Não tentou pegar minhas mãos de novo, mas também não se afastou. Sentia minhas mãos dolorosamente vazias sem as dele.
— Esse “modo de vida”, esse “conjunto de crenças” que você está defendendo só usou você, e continua usando. Eles tratam você como uma peça de uma máquina em que você não pode pensar... e você é melhor do que isso.
— Algumas partes do sistema têm falhas — admiti. — Mas os princípios são sólidos e eu acredito neles. Existe uma linha entre humanos e vampiros, entre mim e você, que nunca pode ser ultrapassada. Nós somos muito diferentes. Não fomos feitos para ficar... assim, desse jeito. De nenhum jeito.
— Ninguém foi feito para ficar deste ou daquele jeito — ele retorquiu. — Nós decidimos o que queremos ser. Você me disse uma vez que não existem vítimas aqui, que todos temos o poder de escolher o que queremos.
— Não tente usar minhas palavras contra mim — adverti.
— Por quê? — ele perguntou, com um leve sorriso nos lábios. — Elas foram boas pra caramba. Você não é nenhuma vítima. Não é prisioneira desse lírio. Você pode ser o que quiser. Pode escolher o que quer ser.
— Você está certo. — Escapuli, sem encontrar nenhuma resistência da parte dele. — E eu não escolho você. É isso que você não está entendendo.
Adrian ficou em silêncio. Seu sorriso se desfez e então ele disse:
— Não acredito em você.
— Deixe-me adivinhar — escarneci. — Porque eu o beijei? — Aquele beijo me fez sentir mais viva do que jamais me sentira naquelas últimas semanas, e tive a impressão de que ele sabia disso.
— Não. Porque não existe ninguém no mundo que entenda você como eu entendo.
Fiquei esperando por mais.
— É isso? Não vai explicar o que isso significa?
Aqueles olhos verdes me prenderam.
— Acho que não precisa.
Precisei desviar os olhos, embora não soubesse por quê.
— Se você me conhecesse tão bem, entenderia por que eu estou indo embora.
— Sydney...
Me movi em direção à porta.
— Adeus, Adrian.
Corri até a porta, temendo que ele voltasse a me deter. Se me detivesse, eu não tinha certeza se conseguiria ir embora. Mas ele não me tocou. Não fez nenhum esforço para me impedir. Só quando cheguei à metade do gramado em frente ao seu prédio, ousei olhar para trás. Adrian estava lá, encostado no batente da porta, me observando com o coração nos olhos. No meu peito, meu próprio coração se partia. Na minha bochecha, o lírio me lembrava de quem eu era.
Virei de costas e continuei me afastando, recusando-me a olhar para trás.

4 comentários:

  1. Aiii,sério Sydney?? Miga sua louca rsrs

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  2. É só palavras e até eu senti esse beijo!!! Sydney, por favor fica logo com o amor da (minha) sua vida, Adrian <3 <3 <3!!!

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  3. Aaaaaaaaaaaaaaa socorro!!! Eles tem que ficar juntos ( por mais que eu saiba que emalgum momento vai dar certo)... Aaaaaaa ;-; que final foi esse? Partiu meu coração ...

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  4. AAH *-* Até que enfim!
    Feliz, feliz, feliz!

    Tadinha da Sydney, é tão confusa no amor. Mas que nem diria Emma Cartairs, se não fosse uma história de amor proibido, nem seria tão famosa <3

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Boa leitura :)