20 de setembro de 2017

Nota do autor

Este livro, o sétimo da série O Jovem Sherlock Holmes, é um híbrido estranho. Pelo menos, é assim que ele é em minha mente. Por um lado, marca uma ruptura com o passado: mover Sherlock para longe do conforto de ter a casa de seus tios como base (mesmo que ele realmente não estivesse lá nos últimos dois livros) e para um futuro que envolve começar um curso na universidade, e também para longe de sua reconfortante rede de apoio de amigos como Rufus Stone, Virginia Crowe e Amyus Crowe, e para um futuro onde ele está sozinho. Por outro lado, é um retorno ao tipo de versão pura e despojada dos livros que consegui em Nuvem da morte – Sherlock e Matty trabalhando sozinhos para resolver um crime. O que o futuro reserva ninguém sabe – embora eu tenha uma pasta de anotações.
Como de costume, fiz uma boa pesquisa para garantir que a história e as personagens sejam mais ou menos precisas. Consegui extrair descrições da cidade de Oxford e da Universidade de Oxford da época de Victorian Oxford de W. R. Ward (Frank Cass and Co. Ltd, 1965), enquanto o excêntrico personagem de Charles Dodgson e sua história eu tirei de três livros: Lewis Carroll in Numberland: His Fantastical Mathematical Logical Life de Robin Wilson (Allen Lane, 2008), Lewis Carroll and Alice de Stephanie Lovett Stoffel (Thames and Hudson, 1997) e In the Shadow of the Dreamchild: A New Understanding of Lewis Carroll de Karoline Leach (Peter Owen Ltd, 1999). A atitude vitoriana em relação à morte e aos cadáveres foi tirada do excelente Necropolis: London and Its Dead de Catharine Arnold (Simon and Schuster, 2006), que usei antes em Tempestade de fogo. Wikipédia, é claro, foi usada para preencher as lacunas e responder a perguntas súbitas, como, “Quando as casquinhas de sorvete foram inventadas?” (A resposta é que elas foram primeiramente mencionadas no ano de 1825, onde se diz que foram feitos de “pequenos waffles”, então, quando Sherlock e Mycroft tomam seus sorvetes na praça no epílogo, é historicamente preciso).
O momento em que Sherlock acaba de encontrar sua senhoria, Sra. McCrery, pela primeira vez, e é apresentado ao seu gato empalhado, Macallistair, realmente aconteceu comigo, por sinal. Eu estava em Wigtown, que é uma pequena cidade em Dumfries e Galloway, na Escócia. Eu estava lá para um festival literário e cheguei tarde da noite depois de uma longa viagem de avião, de trem e de carro. Estava escuro, eu estava cansado e estava com fome. Os organizadores do festival me colocaram, muito bondosamente, em uma fazenda local que também fazia o estilo cama e café da manhã. A adorável senhora que dirigia o lugar conduziu-me até a pequena sala de estar e disse que prepararia um bule de chá e alguns biscoitos quentes. Eu me sentei para relaxar. Havia um gato enrolado perto da lareira. Eu me aproximei para acariciá-lo, porque adoro gatos e queria fazer amizade com ele. Você pode adivinhar o resto. Esse foi, e ainda é, um dos eventos mais bizarros que já aconteceram comigo. Possivelmente eu tive uma vida monótona.
Com sorte, e um bom vento de proa, começarei a trabalhar no próximo livro da série em breve. Pode ser chamado Wind Chill, ou Night Break – ainda não tenho certeza. Tenho certeza, no entanto, de que Charles Dodgson desempenhará um papel, e que pode envolver Sherlock voltando para a casa de sua família para ver sua mãe e sua irmã. Também pode envolver o caso do Sr. James Phillimore, que, voltando para sua própria casa para pegar seu guarda-chuva, nunca mais foi visto neste mundo.
Até lá, tome cuidado.

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Boa leitura :)