7 de agosto de 2017

Capítulo sete

UM LAMPEJO DE LUZ ATRAIU o olhar de Sherlock. Havia alguma coisa amarrada aos pés do falcão: lâminas de metal que funcionavam como garras extras. Quando o falcão mudou de posição em cima da vitrine, Sherlock viu que a madeira polida se partia quando era tocada pelo metal.
De repente, o pássaro se jogou em Sherlock, impelido por uma única batida de asas. Os pés estavam esticados sob o corpo, e as garras de metal, bem abertas. Sherlock pulou para trás, mas tropeçou e caiu. Foi como se estivesse tombando em câmera lenta. Ele viu o falcão se aproximando, as garras buscando seus olhos. Era como se pudesse ver cada pena da barriga da ave. Um sopro de ar o atingiu no rosto quando o pássaro bateu as asas e passou. O tempo pareceu seguir mais devagar, levando-o a pensar que podia ter parado no meio da queda, que podia estar suspenso no ar, mas o impacto repentino dos ombros no chão o fez perder o fôlego, provocando uma explosão de estrelas em sua cabeça.
Ele rolou, espremeu-se no canto em que a base de madeira de uma vitrine encontrava o chão e se arrastou para frente, esperando sentir a qualquer segundo as garras da ave penetrando no pescoço. Os músculos das costas sofriam espasmos de dor. Pelo canto do olho, reparou em um movimento de penas marrons e se jogou para o lado, mas, como nada aconteceu, olhou com mais atenção e percebeu que era um gavião empalhado atrás do vidro. Estava tão perto que conseguia ver a costura em torno do pescoço e a poeira nos olhos negros de vidro.
Cautelosamente, ele levantou a cabeça e olhou para cima.
Nem sinal do falcão.
Sherlock levantou-se e olhou em volta, os olhos estudando cada esquina escura, cada canto sombrio. Nada. O falcão havia desaparecido.
Ele ouviu em algum lugar um bater de asas, mas o som ecoou pelas paredes nuas da sala, e foi impossível determinar de onde vinha.
Sherlock pressionou as costas no vidro do armário. Podia sentir o frio atravessando o paletó e a camisa.
Qual seria a melhor atitude a tomar? Podia seguir em frente, mas estaria entrando em território desconhecido. Talvez devesse recuar, voltar ao saguão de entrada. Podia esperar por Amyus Crowe lá, ou procurá-lo na seção de anfíbios e répteis.
Esse pensamento levou a outro: Amyus Crowe estava lutando pela vida com um crocodilo, ou algum tipo de grande lagarto como os que encontrara com Matty e Virginia nos Estados Unidos, da mesma forma que Sherlock tinha sido atacado por uma ave na seção de pássaros empalhados. Era uma ideia claramente estúpida – não tinha motivos para pensar que animais empalhados estavam voltando à vida e saindo de suas redomas – mas o fez raciocinar. O que um falcão vivo estava fazendo em um museu? O que estava fazendo em Londres? E por que suas garras eram recobertas por bainhas de metal afiadas como lâminas?
Todas as perguntas tinham a mesma resposta – o pássaro evidentemente pertencia a alguém, à pessoa com o apito, e essa pessoa queria usar a ave para ferir ou matar Sherlock. Talvez alguém os houvesse seguido até o museu, ou o mais provável era que usasse o museu como uma base de operações e os tivesse visto entrar.
Como se fosse uma confirmação de sua hipótese, um breve assobio cortou o silêncio pesado outra vez – três vezes, um sinal para o falcão. Na mesma hora, Sherlock ouviu asas batendo. A luz do sol que entrava por uma claraboia era refletida pelo vidro de uma vitrine, e, com o voo do pássaro, uma sombra dançou no teto.
E então silêncio outra vez.
Sherlock se moveu o mais silenciosamente possível, tentando chegar à porta pela qual entrara. Seu olhar vagava em todas as direções, tentando determinar de onde viria o ataque.
A poeira fazia seu nariz coçar, e ele sentiu que um espirro se aproximava. Apertou com força a ponte do nariz, e continuou pressionando até a vontade passar. A última coisa que queria era atrair a atenção do falcão.
Olhando em volta, percebeu que não sabia ao certo onde estava. Não reconhecia as aves nas vitrines. Achava que eram águias, mas as penas eram em grande parte brancas, e elas tinham uma espécie de babado em torno do pescoço.
Não havia passado por aquelas vitrines ao entrar. Devia haver outro caminho que ele não notara. Seguir em frente ou voltar?
Decidiu continuar. Se tivesse sorte, encontraria outra saída.
Se não tivesse, o falcão o encontraria. Ou o dono da ave.
Ele foi observando as vitrines à sua volta enquanto caminhava. A que estava à esquerda continha uma ave de rapina marrom com um bico afiado. Sherlock continuou andando, e seu olhar passou por ela, mas sua mente insistia em levantar uma bandeira vermelha. Pensou que podia ser apenas a semelhança entre a ave na vitrine e o falcão que quase arrancara seus olhos, mas então o pássaro virou a cabeça para acompanhar seus movimentos, e ele percebeu que não estava na caixa, que estava vazia, e sim olhando através do vidro, empoleirado em uma prateleira atrás.
O falcão decolou, propelindo-se com poderosos movimentos das asas. Por um momento, ele pairou no ar, acima da vitrine vazia, e depois mergulhou na direção de Sherlock.
O menino levantou os braços em uma reação de defesa, cruzando os antebraços na frente do rosto. A ave o atingiu em uma confusão de garras e asas. As unhas cobertas de metal o acertaram, tentando agarrar seus braços, mas só conseguiram rasgar as mangas do paletó. As asas batiam nas laterais de sua cabeça com golpes fortes como os de um boxeador. Uma das garras passou pelo tecido do paletó e da camisa, e ele sentiu uma linha ardida de sangue sendo desenhada no braço esquerdo, depois algo úmido encharcando o tecido. Havia fechado os olhos instintivamente quando o pássaro o atacou, mas agora, ao abri-los, viu que a cabeça da ave estava a poucos centímetros da dele. O falcão começou a recuar, equilibrado nos pés, preparando-se para atacar o olho direito de Sherlock com o bico afiado. Furioso e apavorado ao mesmo tempo, o garoto bateu com a mão direita.
Os nós dos dedos se chocaram no peito do pássaro, derrubando-o. O animal bateu as asas e decolou, mas, em vez de ir embora, atacou novamente.
Protegendo o rosto com um dos braços, Sherlock atacou com o outro. Se houvesse acertado, provavelmente teria quebrado a asa do pássaro, mas ele era rápido demais. O falcão se moveu no ar, evitando o punho fechado. Sherlock o viu afastar-se e seguir pelo corredor entre as vitrines, planar com as asas abertas na direção do chão e depois fazer um arco rápido para cima, batendo as asas para se desviar de uma vitrine à frente.
Sherlock abaixou-se por alguns segundos, apoiando as mãos nos joelhos, com a respiração arfante. Sentia o sangue pulsar nas veias do pescoço e nas têmporas.
Ainda abaixado, ele sentiu um formigamento na nuca e se levantou de repente, olhando em volta.
Muitos olhos o observavam, mas eram todos de vidro. Sherlock examinou os cantos mais escuros do teto alto, em busca de algum sinal do pássaro. Não conseguia vê-lo em lugar nenhum. Mas a ave o enxergava. Dava para sentir.
O dono do pássaro provavelmente esperava que Sherlock tentasse escapar novamente, que se movimentasse na direção da saída, como fizera antes. Por isso ele andou para o outro lado, para onde o falcão havia voado. Assim tinha ao menos a vantagem do elemento surpresa.
Ele chegou à grande vitrine atrás da qual a ave desaparecera. Havia um bando de pássaros menores empalhados, empoleirados em fios com as asas abertas, como se fossem voar. O corredor se dividia nesse ponto, seguindo para a esquerda e para a direita. Sherlock escolheu ao acaso e foi para a direita, passando por uma seção de gaivotas. No final, o corredor virava para a direita. Ele parou ali e espiou pelo canto da parede.
À frente, havia uma área aberta com uma porta de madeira que, ele presumiu, se abria para a sala vizinha. Janelas que iam do teto ao chão deixavam entrar a radiante luz do sol dos dois lados do corredor. Em pé no centro da sala, com a silhueta recortada pela luz da janela mais distante, havia um homem. Ele estava de costas para a porta. Sherlock não conseguia enxergar os detalhes e tudo que via era uma silhueta grande e de ombros largos. Ele segurava uma bengala em uma das mãos, em que apoiava seu peso, e o outro braço estava estendido para o falcão pousar. A ave estava agitada, virando a cabeça de um lado para o outro, alternando o peso entre os pés. O homem falava com voz calma, e aos poucos a ave relaxou até ficar imóvel e alerta.
O homem virou a cabeça, olhando para a esquerda e para a direita. O pássaro fez o mesmo.
Sherlock recuou para não ser visto.
O que fazer?
Não poderia chegar à porta diante dele. O homem estava no caminho. Precisava voltar, sair pela porta por onde havia entrado.
Uma ideia surgiu de repente. Ele tirou os sapatos e os enfiou nos bolsos. Só de meias, seus passos fariam menos barulho no piso de madeira. Sherlock recuou, depois se virou e correu pelo corredor. Havia esquecido a rota exata, mas aquilo era um museu, não um labirinto. Desde que seguisse na direção certa, ele acabaria bem.
Ele virou para a esquerda, depois para a direita. Havia pássaros em todos os lugares, encarando-o com olhos frios. Talvez já os houvesse visto antes, talvez não. Tudo se misturava.
Uma vitrine vazia! Era onde ele vira o falcão antes, pelo vidro, empoleirado em uma prateleira na parede. Achava que conhecia o caminho a partir daquele ponto. Só mais duas curvas...
Alguma coisa o atingiu entre os ombros, derrubando-o. Garras machucaram suas costas, rasgando o tecido do paletó e da camisa como se fossem lenços de papel. A qualquer segundo, esperava sentir o bico do falcão na nuca, e pensar nisso lhe provocou um arrepio. Sherlock rolou, tentando prender o pássaro sob o corpo, mas o falcão era rápido demais. A ave o soltou, saltou por um trecho do corredor e depois voou. O bater de asas violento deixou para trás algumas penas flutuando.
Sherlock levantou-se trêmulo. Não suportaria muito mais disso.
Ele ouviu o homenzarrão, dono do pássaro, assobiar novamente.
Na outra extremidade do corredor, o falcão de repente fez uma subida íngreme, depois parou e pareceu mudar de direção em pleno ar com um complicado movimento das asas.
No instante seguinte, a ave vinha em sua direção como um projétil com penas.
Sherlock estendeu a mão esquerda para se apoiar à vitrine vazia a seu lado. A porta de vidro se moveu sob seus dedos. Não estava trancada. O responsável pela manutenção das peças expostas deixara a porta aberta enquanto ia buscar a ave empalhada e o material apropriado para o cenário.
Agora o falcão já havia percorrido metade da distância e mergulhava rumo ao piso, mas com outro movimento vigoroso das asas aumentou a velocidade e manteve a altitude.
Ele vinha direto para sua garganta.
Sherlock agarrou o meio da moldura da porta. Não havia tempo para calcular o momento exato; tinha de agir por instinto.
Quando o pássaro estava a dois metros de distância, ele abriu a porta.
A porta de vidro surgiu no caminho do falcão. A ave se chocou no vidro, passou através dele e caiu atordoada em meio à chuva de cacos. Sherlock viu o pássaro balançar a cabeça e tentar se levantar. Não havia sangue, e as asas não pareciam ter sofrido danos, mas não conseguiria mais lutar.
O coelho se virara de repente e mordera o predador.
Sherlock olhou para o fim do corredor. Lá estava o homenzarrão com a bengala. Ele ainda era uma sombra negra diante da luz, mas Sherlock sentia o olhar dele perfurando sua testa, da mesma forma que antes havia sentido o do falcão em sua nuca.
Com um aceno que era muito mais relaxado do que ele realmente se sentia, Sherlock virou-se e se dirigiu à porta por onde havia entrado. Não tinha importância se estava trancada. Havia lutado com um falcão assassino; uma porta trancada seria brincadeira de criança.
A porta estava mesmo trancada, mas, quando ele se aproximou, alguém a esmurrava, gritando.
Momentos depois, houve o som de uma chave na fechadura, e a porta se abriu. Um homem com uniforme de guarda quase caiu dentro da sala.
— O que está acontecendo? — perguntou ele. — Quem trancou essa porta?
— Eu é que pergunto — disse Sherlock. — É você quem está com a chave.
O guarda estudou as roupas rasgadas e ensanguentadas de Sherlock.
— O que houve aqui? — ele quis saber. — Ouvi barulho de vidro quebrando.
Podia contar tudo ao guarda, e quase contou, mas conteve-se. Daria a impressão de ter inventado a história para encobrir um ato de vandalismo. Quem acreditaria que um falcão o havia atacado? Perderia horas dando explicações e ouvindo recriminações, e precisava encontrar Amyus Crowe e contar o que acontecera.
— A porta de uma das vitrines se abriu quando eu estava passando — disse Sherlock, com tom cansado. — A porta quebrou. Eu me cortei. A quem devo denunciar o acidente?
— Denunciar? — repetiu o guarda.
— Sim. Eu sofri um ferimento. Quem devo procurar para falar sobre indenização?
O guarda pensou por um momento, confuso.
— Acho que deve falar com o gerente — disse ele, bem mais calmo que alguns momentos antes.
— Onde posso encontrá-lo?
— No escritório dele. Entre os babuínos e os ungulados.
— Obrigado.
E, com toda a dignidade que conseguiu reunir, Sherlock saiu.
Ele atravessou várias galerias a caminho da porta principal. Precisava encontrar Amyus Crowe e contar a ele o que havia acontecido. Presumindo, é claro, que Crowe não tivesse sido vítima de algum outro ataque.
Encontrou-o em um pequeno salão de chá localizado do outro lado da escadaria principal, sentado em uma cadeira de ferro fundido pintada de branco, bebendo de uma xícara de porcelana que, em suas mãos, parecia ter saído de uma casa de bonecas. Falsos galhos de árvore haviam sido moldados com gesso na parede e cobertos com folhas de tecido, e aves-do-paraíso e papagaios empalhados haviam sido engenhosamente colocados entre os galhos. Os tons brilhantes de verde, vermelho, azul e amarelo das plumagens brilhavam como joias. O salão de chá estava quase vazio, exceto por um homem sentado sozinho em um dos cantos, lendo jornal, e duas senhoras fofocando perto de uma janela. Um jovem vestindo calças pretas e colete listrado movia-se pelo salão, limpando migalhas quase imperceptíveis das toalhas de mesa.
— Você parece estar precisando de uma fatia de bolo — comentou Crowe com tranquilidade, examinando a aparência de Sherlock com um rápido olhar da cabeça aos pés. — E talvez uma limonada, também.
— Não quer saber o que aconteceu? — gemeu Sherlock, deixando-se cair na cadeira do outro lado da mesa.
— Posso imaginar a maior parte só de olhar para você — respondeu o tutor. — Foi atacado por algum tipo de animal, pelo que vejo. Levou a melhor no confronto, mas sofreu algum dano. O que era? — Ele fez uma pausa. — Não, não me diga. — Ele franziu a testa. — Uma ave? Uma águia? Não, pequena demais. Um falcão, acho, considerando o tamanho dos rasgos em suas roupas.
— Eu estava na seção das aves de rapina e fui atacado por uma ave de rapina.
— E não uma empalhada, imagino.
— Uma ave de verdade — disparou Sherlock irritado.
— É claro. — Crowe permanecia calmo. — Eu estava apenas brincando com você.
Sherlock olhou com mais atenção para seu mentor. O terno de Crowe, normalmente de um branco imaculado, estava amarrotado nas lapelas, como se alguém as houvesse segurado com força, e faltava um botão no punho esquerdo da camisa. O cabelo estava despenteado, como se um vento repentino o houvesse surpreendido.
— Você também não está em sua melhor forma — comentou ele. — O que aconteceu?
Crowe fez uma careta.
— Ah, já me perguntava se perceberia alguma coisa. Encontrei uma porta que levava a alguns escritórios, e estava dando uma olhada no que havia nos bastidores. Tinha uma história pronta, ia dizer que estava procurando o banheiro, mas, em vez de fazer perguntas incisivas sobre minha presença naquele local, alguém tentou me atacar por trás. Felizmente, vi a sombra quando ele já se preparava para o golpe, e consegui me esquivar bem a tempo. Houve uma briga na qual fui jogado contra um batente, mas o agressor deve ter decidido que, sem o elemento surpresa, seria difícil me vencer, e recuou enquanto eu tentava me recuperar do golpe. — Ele riu. — Além de ter notado que era um homem grande e bem-vestido, e que sabia bem como usar um porrete, não há muito mais que eu possa dizer sobre o sujeito.
— Então, nós dois fomos atacados — resumiu Sherlock. — Isso sugere que estamos no caminho certo.
— Eu não tinha certeza de que o ataque era pessoal ou relacionado à nossa investigação, ou se foi só um assalto que deu errado, mas, agora que sei que você também foi agredido, devo presumir que fomos descobertos.
Sherlock olhou em volta.
— Acha que alguém está nos vigiando agora?
Crowe assentiu.
— Eu não me surpreenderia. — Ele olhou em volta, para o homem que lia o jornal, as duas mulheres que conversavam e o garçom de colete listrado. — Porém, provavelmente não por um cliente deste fino estabelecimento. Mas não tenho certeza sobre o rapaz com roupas elegantes que anota os pedidos.
— O que importa é que não encontrei nada — Sherlock falou. — Nada interessante, pelo menos.
— Você pode se surpreender. Conhecendo-o como conheço, prefiro pensar que registrou alguns detalhes ao longo do caminho que podem nos ajudar.
Você descobriu alguma coisa? Antes de ser atacado?
Crowe continuou impassível.
— Dei uma boa olhada em volta, inclusive em algumas áreas nas quais o público não pode entrar, mas tenho de admitir que não encontrei nada. Se alguma coisa está acontecendo aqui, não identifiquei os sinais.
— Sabemos o suficiente para levar o caso à polícia? — perguntou Sherlock. — Não podemos investigar este lugar nós mesmos. Não agora que a Câmara Paradol sabe que estamos aqui.
Crowe assentiu.
— Nós dois fomos atacados. Já é motivo suficiente para acionar a polícia e, se tivermos sorte, eles podem encontrar alguma coisa incriminadora enquanto vasculham o local atrás dos agressores. — Crowe deu um tapa na mesa em um gesto decidido, fazendo a xícara de chá balançar no pires. — Podemos pegá-los! — Ele se levantou de um pulo. — Vai ter de deixar o bolo para outra ocasião — anunciou. — Vamos voltar à delegacia de polícia na Bow Street e registrar uma queixa formal.

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Boa leitura :)