7 de agosto de 2017

Capítulo doze

DEPOIS DO CAFÉ, SHERLOCK OBSERVOU do saguão do hotel enquanto o grupo de teatro, com exceção de Mycroft, partia em carruagens rumo ao teatro Maly. Assim que eles desapareceram em uma esquina, Mycroft disse:
— Venha, vamos lá.
Ele alugou uma carruagem – uma de verdade, não aquele veículo de tábuas finas sobre os quais as pessoas viajavam montadas – e forneceu a esquina de duas ruas como endereço. Inclinando-se na direção de Sherlock, ele disse:
— Podemos percorrer os últimos cem metros a pé. É desconfortável, mas necessário. É uma regra minha não revelar meu destino final a quem não conheço se puder evitar. Metade dos condutores desta cidade é paga pela Terceira Seção.
Quando chegaram, Mycroft entregou ao motorista uma moeda e esperou até a carruagem se afastar para, só então, indicar a Sherlock que eles atravessariam a rua e voltariam um pouco.
O edifício diante do qual Mycroft parou tinha três andares e era feito de pedra marrom-avermelhada. A entrada principal ficava centralizada no piso térreo, com três degraus levando da calçada à porta.
Mycroft e Sherlock entraram. Uma escada subia a partir do saguão. Como se houvesse estado lá mil vezes antes, Mycroft caminhou diretamente para a escada e segurou o corrimão. Ele se virou para Sherlock.
— Dizem que no Palácio de Inverno, aqui em Moscou, o czar tem uma pequena sala que sobe de um andar ao outro movida por um mecanismo a vapor. Não vejo a hora de todos os edifícios terem essas saletas.
Bufando, ele começou a subir as escadas. Sherlock o seguiu com um sorriso.
No primeiro andar, um corredor comprido e escuro acompanhava todo o comprimento do prédio. Sherlock sentia suaves odores de comida: presunto cozido, repolho refogado, pão. Mycroft andou com confiança pelo corredor até chegar a uma porta. Depois de olhar para os dois lados, certificando-se de que ninguém os observava, ele a empurrou.
A porta se moveu.
— A madeira em torno da fechadura está lascada — comentou ele. — Isso decididamente não é bom.
Mycroft abriu a porta e entrou, puxando Sherlock para dentro. Com um movimento surpreendentemente rápido para alguém do seu tamanho, ele se encostou na parede e empurrou Sherlock na direção oposta. Sherlock compreendeu que o irmão tentava reduzir ao mínimo o tempo que passavam na soleira, caso houvesse alguém no apartamento com uma arma. Boa ideia.
Eles esperaram alguns momentos, ouvindo com atenção. Não havia nenhum ruído no interior do apartamento. Mycroft então seguiu em frente pelo corredor, até outra porta entreaberta. O cômodo do outro lado estava uma confusão. Era, ou havia sido, uma sala de estar, mas as cadeiras estavam quebradas e as mesas haviam sido derrubadas. Os quadros nas paredes estavam fora de seus lugares. Cacos de cerâmica e vidro cobriam o chão: restos de estatuetas decorativas, xícaras de chá e taças de vinho. Não havia ninguém ali, vivo ou morto.
O olhar de Mycroft varreu o cômodo depressa. Ele se virou e voltou ao corredor para verificar os outros aposentos. Olhando por cima do ombro do irmão, Sherlock constatou que um deles era um dormitório, e o outro, um banheiro. Não havia ninguém neles, mas também estavam revirados, como a sala de estar.
— Alguém esteve procurando alguma coisa — murmurou Mycroft, de pé na entrada e olhando em volta.
— E não encontraram — concluiu Sherlock.
— Tem razão, mas como chegou a essa conclusão?
— Se tivessem encontrado, haveria áreas sem objetos quebrados e móveis virados. As áreas em que eles não teriam procurado, se não fosse necessário.
— A não ser...? — incentivou Mycroft.
— A não ser que tenham encontrado o que procuravam no último lugar que revistaram — falou Sherlock depois de pensar por um momento.
— Ou, mais provavelmente...?
— Ou não tinham certeza sobre o que procuravam, por isso tiveram de olhar tudo.
O irmão de Sherlock assentiu.
— Correto. O que mais pode deduzir pelo estado deste lugar?
— Quem o vasculhou não se incomodou com a possibilidade de alguém saber, ou teria feito um esforço para deixar o apartamento mais arrumado.
— Está certo novamente. — O rosto de Mycroft era inexpressivo. — Temo pela vida de Robert Wormersley. Ou ele estava aqui quando ocorreu a revista, e nesse caso foi levado por quem arrombou a porta e revirou o apartamento, ou não estava em casa, e deve ter fugido assim que chegou e viu a porta arrombada. De qualquer maneira, o destino dele ainda é incerto.
— Ele não estava aqui no momento — afirmou Sherlock com segurança.
— E você concluiu isso como?
O menino apontou para a porta da frente.
— A porta estava trancada, mas sem o ferrolho. É possível vê-lo intacto atrás da porta. Se seu amigo estivesse no apartamento e houvesse trancado a porta, ele a teria aferrolhado também, sem dúvida. O fato de terem encontrado a porta trancada mas sem o ferrolho indica que ele estava fora e que havia fechado a porta ao sair.
— Bom trabalho — disse Mycroft em um tom aprovador.
Sherlock voltou à sala e olhou tudo de novo. Havia algo ali que o incomodava, mas não sabia bem o que era. Alguma coisa fora do lugar. Ou alguma coisa no lugar, enquanto todo o resto não estava. E isso o incomodava como uma coisa presa entre os dentes.
— Tem alguma coisa que não estou percebendo — disse ele. — Ou estou percebendo alguma coisa que não entendi.
— A compreensão chegará — afirmou Mycroft — se você permitir. Deixe sua mente processar o problema enquanto você pensa em outra coisa. — Ele olhou em volta. — Receio que não haja mais nada para ver aqui. Temos de ir embora.
Do lado de fora, na rua, Mycroft fez sinal para uma carruagem que passava. Sherlock o cutucou.
— Acho que lembro o caminho de volta até o hotel. Vim reparando nas ruas pelo trajeto até aqui. Tudo bem se eu for a pé? Quero ver um pouco da cidade.
— Muito bem — respondeu Mycroft, entregando ao irmão algum dinheiro. — A principal moeda da Rússia é o rublo. Um rublo é dividido em exatamente cem kopeks. — Ele bateu no ombro de Sherlock. — Agora vá e dê uma olhada por aí. Acho que vou voltar ao hotel e pensar no nosso próximo passo.
Quando a carruagem que levava Mycroft desapareceu além da esquina, Sherlock começou a andar. Moscou parecia, soava e, mais importante, cheirava de forma diferente dos lugares aos quais estava acostumado. A neve, por exemplo, abafava boa parte dos ruídos, por isso o clamor com que se habituara em Londres quase não existia ali. Moscou parecia ser uma cidade quieta. Porém, pensou ele, a quietude podia ser resultado do medo que o povo sentia da polícia secreta do czar e do que acontecia com as pessoas que diziam as coisas erradas.
A rota estava fixada em sua mente, e Sherlock foi caminhando e admirando a sólida e impressionante arquitetura da cidade. Ao se aproximar do hotel, descobriu-se em uma praça tão grande que parecia quase acompanhar a curvatura da Terra. Diante dele, uma catedral se erguia como se fosse uma criação fantástica feita de sorvete de morango e fios de açúcar. Nunca vira nada assim em toda a sua vida. Era uma série de torres de alturas e, pelo que parecia, diâmetros diferentes, encimadas aleatoriamente por pináculos pontiagudos ou cúpulas em forma de cebola, pintados ou revestidos com ladrilhos coloridos: vermelho, verde, azul, amarelo e branco, tudo entremeado com estampas xadrezes ou em espiral. Cada pináculo ou cúpula era rematado por um grande crucifixo.
Sherlock contornou lentamente a catedral olhando tudo, e notou que ela sempre parecia diferente. Não havia uma simetria óbvia. Qualquer que fosse o ângulo do observador, ele veria uma forma diferente. Como muitas coisas que vira na Rússia desde a sua chegada, a catedral dava a impressão de ser um meio-termo entre completo acidente e criação proposital.
À direita, do outro lado de um canal parcialmente congelado, ele viu as paredes altas de tijolos vermelhos do lugar que acreditava ser o Kremlin – o palácio onde morava o czar Alexandre II, de onde ele governava seu imenso império. Entre a catedral e as muralhas do Kremlin, estendendo-se à direita de Sherlock, ficava a Praça Vermelha.
Diversas ruas largas partiam da Praça Vermelha. Sherlock escolheu uma delas, a que acreditava seguir até o Hotel Slavianski Bazar, e começou a andar. Uma placa presa a uma parede próxima anunciava que aquela era a rua Neglinnaia. Além das lojas dos dois lados, também havia barracas enfileiradas no meio. As lojas pareciam vender principalmente casacos de pele, chapéus, botas ou alimentos variados. Cada uma tinha uma placa pintada com cores fortes do lado de fora indicando o que exatamente era comercializado no interior. As barracas eram mais simples, oferecendo vários tipos de mercadoria, de facas a tabaco, de bolsas a roupas usadas, botões e retalhos. Algumas vendiam itens religiosos: cruzes, pinturas de santos em placas de madeira e coisas assim. Sherlock percebia que a Rússia era uma sociedade muito mais abertamente religiosa que a Inglaterra.
Vendedores de chá perambulavam entre as lojas e as barracas, empurrando carrinhos de mão nos quais eram transportados cântaros de chá precariamente equilibrados. Também vendiam lanches: cordões em torno do pescoço dos vendedores carregavam roscas como grandes pingentes.
Em cada esquina, Sherlock notou, havia cabines de madeira ocupadas por homens em uniformes cinzentos e capacetes pretos. Todos levavam espadas em bainhas ao lado do corpo. Os que não estavam dormindo em seus postos pareciam entediados e com frio.
Sherlock consultou o relógio e decidiu que era hora de voltar. Antes de atravessar o cruzamento da via com uma rua secundária, ele parou. Alguém que andava atrás dele perto demais deu-lhe um esbarrão. Sherlock virou, já pedindo desculpas, mas o homem o empurrou e seguiu em frente reclamando em voz baixa. Ao mesmo tempo, notou que ocorria uma conversa animada em uma das cabines de madeira. Um homem usando chapéu de pele com abas nas orelhas e casaco pesado falava com o policial na cabine, gesticulando intensamente. Sherlock estava quase indo embora quando o homem de chapéu se virou e apontou para ele. O policial lançou um olhar feio para Sherlock.
Um arrepio percorreu seu corpo.
O homem de chapéu parecia dizer que alguma coisa lhe fora tirada. Ele apontava para o bolso do casaco, enfiando a mão nele e tirando em seguida, como se imitasse alguém roubando sua carteira.
Então apontou novamente para o garoto. Sherlock olhou por cima do ombro para ver se havia mais alguém por perto, alguém que o homem pudesse estar acusando, mas não havia ninguém em um raio de dez metros.
Sherlock abriu os braços em um gesto de inocência, olhando para o policial e esperando que ele simplesmente o mandasse embora, mas, em vez disso, o oficial gesticulou de forma autoritária, indicando que ele devia se aproximar.
Sherlock olhou mais uma vez para o homem que fizera a reclamação. Por um segundo, ele sorriu. Era o sorriso de alguém que aplicara um golpe particularmente astuto e esperava para ver o inevitável resultado. Quando notou que Sherlock o observava, ele apagou do rosto o sorriso como se apagasse um quadro-negro.
Tomado de assalto por um pensamento muito desagradável, Sherlock enfiou a mão no bolso do paletó. Os dedos encontraram um objeto que não estava ali antes: alguma coisa retangular feita de couro.
Uma carteira.
De repente tudo ficou claro. Era uma armadilha! O homem que tinha esbarrado nele e ido embora havia colocado a carteira em seu bolso. O outro – o que conversava com o policial – não havia sido roubado, mas, no instante em que vira a carteira sendo deixada no bolso de Sherlock, dirigira-se à cabine do policial para fazer a queixa, acusando-o de furto. Quando os bolsos de Sherlock fossem revistados, uma carteira seria encontrada, e o homem sem dúvida a reconheceria, mesmo que não fosse dele. Sherlock seria preso, e as evidências falariam contra ele.
Era um pesadelo!
O policial acenou novamente, dessa vez com mais severidade. O coração de Sherlock disparou. Podia sentir o suor molhando suas axilas e escorrendo pelas costas, colando a camisa à pele. Preso em um país estrangeiro por roubo? Teria sorte se voltasse a ver a luz do dia, e isso se tivesse um julgamento justo. Considerando a astúcia com que tudo fora engendrado, as chances eram de que todas as possíveis saídas houvessem sido antecipadas. Eles – quem quer que fossem – podiam ter comprado o juiz, o júri, todos os envolvidos. Isto é, se é que havia juízes e júris na Rússia. Não tinha ideia de como funcionava o sistema judiciário do país. Tinha a sensação, baseada no que lera nos jornais ingleses, de que a Rússia czarista funcionava à base de uma polícia secreta e com pessoas que desapareciam das ruas para nunca mais serem vistas.
Podia correr, mas eles deviam ter previsto também essa possibilidade. Olhou em volta, tentando decidir quem no ambiente em volta fazia parte da conspiração.
À esquerda, um homem de casaco preto e chapéu de pele desviou o rosto quando Sherlock olhou para ele. À direita, um adolescente com o rosto marcado por cicatrizes de catapora o encarou, e uma mulher com as mãos escondidas em um manchon de pele repentinamente se interessou pela barraca de tabaco diante da qual estava parada.
Três pessoas, pelo menos. Três pessoas que o impediriam, se tentasse fugir.
Ele examinou desesperado a área em volta mais uma vez, esperando encontrar algum jeito de escapar, mas não havia nenhum. Não estava perto o bastante de nenhuma das barracas para pegar alguma coisa que pudesse usar como arma, e tinha certeza de que ninguém ali o ajudaria se gritasse por socorro.
O policial caminhava em sua direção. A espada permanecia na bainha, mas ele levava na mão direita um cassetete comprido. A expressão em seu rosto sugeria que, qualquer que fosse a atitude de Sherlock, ele pretendia usar o cassetete dentro dos próximos minutos.
Uma rajada de vento trouxe o cheiro de chá e especiarias até Sherlock. Ele virou a cabeça e viu que o vendedor de chá caminhava por entre as pessoas a alguns metros de distância.
Sem pensar, Sherlock deu dois passos e empurrou as costas do homem.
O vendedor de chá caiu e levou consigo o carrinho, que percorreu alguns metros e atingiu uma pedra solta no calçamento. Uma das rodas se ergueu e o carrinho tombou. O cântaro prateado virou, a tampa voou longe quando atingiu o chão da rua e um dilúvio de chá escuro escorreu pelo pavimento, transformando imediatamente a neve em lama marrom. As pessoas pulavam tentando evitar o líquido fumegante. Algumas foram atingidas por respingos e gritaram ao terem as pernas escaldadas.
Enquanto os três observadores e o policial estavam distraídos, Sherlock escapou sorrateiramente entre as pessoas. Ao correr, ele tentou se encolher e manter sempre algumas pessoas entre ele e aqueles que o perseguiam, mas havia pelo menos cinco deles, e era impossível impedir que o vissem.
Um grito soou atrás dele. Era o policial! Ele vira Sherlock, e foi abrindo caminho e empurrando os passantes, ao correr atrás dele. As pessoas tropeçavam e caíam, atingidas pelo cassetete do homem.
Sherlock correu de volta para o lugar de onde viera. Se pudesse despistá-los por alguns minutos, retornaria ao hotel e avisaria Mycroft.
Um apito agudo cortou o ar. Sherlock olhou para trás. O policial ainda o seguia.
As pedras irregulares se mexiam sob os pés de Sherlock, que quase caiu. Equilibrando-se, olhou para frente. Havia uma cabine de madeira na esquina, e o policial que a ocupava já deixara o compartimento e olhava em sua direção. Devia ter ouvido o apito.
O caminho à frente estava bloqueado, assim como às suas costas. Sherlock virou-se para a direita, procurando uma porta ou viela pela qual pudesse escapar. Tudo que viu foram lojas e placas coloridas, as cores se fundindo com a corrida. Sentia o coração disparado no peito.
De repente, ele identificou uma oportunidade: uma escada que descia para um porão. Torcendo desesperadamente para não ficar sem saída, para que a porta lá embaixo não estivesse trancada, Sherlock correu escada abaixo. Agarrando o corrimão, ele fez a curva e voou até o porão de tijolos.
Havia uma porta lá embaixo, mas estava fechada com tábuas. Sem saída. Ele se virou para subir a escada de novo, mas um apito repentino o ensurdeceu. O policial estava a poucos metros. Talvez não houvesse visto para onde ele tinha ido, mas, se a cabeça de Sherlock aparecesse no nível da calçada, certamente o veria.
Um segundo apito, depois um terceiro. Toda Moscou o perseguia?
Passos se aproximaram. Mais alguns segundos e seria visto.
Sherlock olhou com desespero para a porta fechada, esperando ver uma brecha entre as tábuas, uma fresta grande o bastante em que pudesse se enfiar. Foi quando notou um bueiro no chão. Sherlock caiu de joelhos e tentou puxar a tampa de ferro. A tampa era pesada e estava escorregadia por causa do gelo, assim como seus dedos suados que deslizavam. Sherlock conseguiu levantar a tampa cerca de dois ou três centímetros, mas ela caiu de novo com um estrondo. Aflito, ele a agarrou mais uma vez. Quando conseguiu levantá-la, enfiou os dedos por baixo da tampa; se ela caísse, poderia quebrá-los.
Com o que ainda tinha de força, ele puxou a tampa e a deslizou para o lado. O cheiro de umidade e esgoto brotou, fazendo-o engasgar. A luz fraca do céu encoberto iluminou os primeiros degraus de uma escada de ferro.
Não havia alternativa. Ele entrou na abertura e começou a descer. Quando chegou ao nível do chão, puxou a tampa de volta e, com a alça que havia na parte de baixo, conseguiu fazê-la deslizar pelo buraco até voltar à posição anterior.
De cima, esperava, seria como se a tampa não houvesse saído do lugar.
Sua intenção era ficar ali agarrado à escada de ferro na escuridão pelo tempo que fosse necessário, mas não foi isso que aconteceu. Os degraus estavam molhados e cobertos de musgo, e suas mãos perderam força. No mesmo instante em que ouviu botas pisarem na tampa e pararem, seus dedos sofreram um espasmo repentino e soltaram a escada. Ele caiu na escuridão, tentando não gritar.

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