4 de agosto de 2017

Fanfic: Filhos do Olimpo


Sinopse:
Cass tem vários desejos mais no momento o maior deles é se provar e provar para todos que é capaz de ser uma verdadeira heroína. Ela finalmente conseguiu uma missão, até então bem simples: trazer um meio sangue importante para o acampamento. Só que para semideuses nada é tão simples assim…

Sem saber do seu destino ela irá se meter em uma profecia, se apaixonar por uma pessoa nada agradável e ainda descobrir sobre a maldição que á ronda.

(Essa fanfic se passa depois de O último olimpiano mas antes de O herói perdido)

Categorias: ficção, romance, aventura, Percy Jackson
Autora: Deby_Millar

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Capítulo 1: Ir para a escola nunca foi tão bom! (Mentira)


Eu tinha jurado nunca mais por os pés numa escola novamente, mais aqui estava eu em frente á Lewis Lee school, um típico Colégio americano cheio de idiotas, garotas estúpidas e professores cruéis. Não sou fã de escolas mais essa tem um lugarzinho guardado no fundo do meu coração. Que lugarzinho é esse ? O ódio eterno, porque foi aqui que eu passei anos sofrendo todo tipo de humilhações, apelidos grotescos e até desprezo do boy amado. Mas não posso fazer nada, é a primeira vez que sou solicitada a fazer alguma coisa importante no acampamento meio-sangue, (o único lugar seguro para pessoas como eu) trazer um meio-sangue importante, segundo Quiron, filho de qual deus ? Eu não sabia, eu nem sei  de que deus sou filha. Meu pai morreu à anos desde então vivo sobe custódia de vários parentes estranhos que vivem me passando de parente à parente. Um verdadeiro caos, mas desde que eu me descobri semideusa, só fico no acampamento, lá sinto que tenho um verdadeiro lar aonde posso ser aceita.

Apesar do medo constante caminhei confiante, fazia meses que ninguém tinha notícias minhas. Eu já imaginava o que iam perguntar, aonde esteve ? É verdade que você fugiu ? E muito mais baboseiras
De onde eu estava, dava pra ver algumas pessoas, me esquivei ao máximo e passei reto. Por incrível que pareça, ninguém me notou, ufa! pelo menos isso
Me sentei no banco mais distante possível e comecei a organizar meus pensamentos: primeiro eu tinha que me enturmar para descobrir quem é Henrique Ávilla, dar um jeito dele topar sair do colégio e seguir uma garota que nunca viu na vida para um acampamento em Long island, com risco extra de ter uma morte dolorosa pelos mãos de monstros mitológicos. Tarefa fácil né ?
Tomei coragem e fui na direção de um grupo de garotos. Vocês devem estar pensando "que garota mais covarde, tem sempre que tomar coragem pra chegar nas pessoas e perguntar algo tão simples" mas eu era insegura, muito insegura. Além do mais eles não me acham bonita o suficiente para a "sociedade dos populares" (idiotas), não sei como eles escolhem quem vão sempre idolatrar ou no mínimo deixar em paz, mais eu não fui escolhida
Eu me acho mais ou menos. Tenho cabelos castanhos avermelhados, pele morena bem clara, lábios um pouco rosados e olhos amendoados. Me considero ligeiramente alta nos meus quinze anos com 1.68 de altura, seios médios e se á uma coisa que não podem me julgar é que tenho uma cintura e quadris em um bom tamanho.
Mas mesmo assim não sou aceita no seu grupo social de babacas

— vocês conhecem um garoto chamado Henrique Ávilla ? Ele é novo aqui
Eles ficaram um tempo me olhando, pensando no que essa garota que nunca falou com eles antes estava fazendo, até que um deles acordou do transe
— não conheço nenhum Henrique… mais aquele garoto ali é novo
Ele apontou para um garoto mau encarado, que estava sentado no lugar mais escondido possível, eu nunca iria encontrá-lo assim. Se ele era o tal Henrique Ávilla , o semideus que Quiron estava tão preocupado em levar para acampamento, o que corria tanto perigo de ser encontrado, pra mim ele estava se escondendo muito bem
— tá, então… obrigada — falei um pouco incerta
— tchau garota. Divirta-se com seu amiguinho esquisito — disse o outro garoto do grupo, que logo em seguida riu junto com os outros. O único que não ria era o garoto que avia falado comigo. Elliot, acho que esse era seu nome, me olhou com pena, por fim disse:
— Ok já chega! Olha desculpa Cassi…
— só Cass — falei um pouco amarga. Eu não queria a sua dó
Sai e fui em direção do garoto mau encarado. Eu não fazia a menor ideia de como eu devia aborda-lo, então tentei ser educada
— Oi, meu nome é Cass. Você é novo aqui né? — falei dando um sorriso simpático
— Eu conheço você ? — ele perguntou friamente
Foi como um tapa. Eu avia sido gentil com ele, e ele um verdadeiro babaca comigo
— Não. Só queria ser educada mesmo, mais só dá pra ser educada com quem é educado com a gente — me virei e sai pisando forte, sem olhar para trás
Vejo que vai ser mais difícil do que eu imaginei. Como eu vou explicar que ele precisa vir comigo até no máximo o fim da aula? Eu precisava ter outra ideia… e rápido
Fui em direção às salas de aula, esbarrando em praticamente todo mundo. Não estava mais afim de ser educada com mais ninguém. Me sentei na última carteira da última fila sem dizer uma palavra.

Ao abrir minha mochila percebi que não tinha nada lá dentro  (inteligente aqui pensou que tudo daria certo, e não precisaria de nada, mas não deu)
Assim que olhei para o Hall de entrada da minha sala de aula, observei o último aluno que faltava entrar. Era ninguém mais ninguém menos que meu amiguinho (sentiu o sarcasmo) Henrique Ávilla, mais conhecido como senhor mau encarado
Quando me viu nem tentou disfarçar, me fuzilou com os olhos, como se estivesse dizendo com o olhar "Você? De novo?

O ignorei, mas o destino não estava colaborando comigo hoje, pois o único lugar vazio era o bem á minha frente. Droga, pensei um pouco alto de mais
Ele olhou pra mim, depois para o assento à minha frente. Por último olhou para o professor com um olhar suplicante, mas senhora Collins não facilitava pra ninguém. Henrique teve que se sentar na minha frente.

O dia seria longo…
                       *******
Na aula seguinte, matemática, pensei seriamente em pular da ponte do Brooklin. Meu tempo estava passando cada vez mais, a aula de matemática estava me matando aos poucos e Henrique… Ah esse garoto queria mesmo me tirar do sério. Várias vezes eu avia pedido pra ele diminuir o volume do fone, mais de nada tinha adiantado.

Com toda certeza esse dia não tem como piorar!
25 minutos depois…
Eu não estava mais aguentando ficar ali, sentada só vendo as horas passarem, então decidi testar minhas habilidades de atuação
— Sr. Gray, posso ir… tomar meus remédios diários ? Você sabe, saúde é saúde — falei com meu melhor sorriso. Eu sabia que Sr. Gray avia tido dois Avcs e que a partir desse dia cuidava da saúde como ninguém
— Claro, senhorita Amorant — ele falou um pouco preocupado. Tentei não me sentir mau
Quando sai não perdi tempo, fui correndo para o pátio do ginásio tomar algum ar, se não ficaria louca.

No caminho parei no banheiro para me ver no espelho. Quando me virei para ir embora, esbarrei com força em alguém. Assim que me recompus pude ver quem era
— Henrique…
— Você só pode estar me perseguindo ou está perdidamente apaixonada por mim! — ele disse olhando direto nos meus olhos — vai confessa, é louca e decidiu me perseguir!
— Como se você fosse tudo isso
Uma coisa era mentira: ele era tudo isso. Agora que eu estava cara a cara com ele, pude perceber o quanto ele é atraente. Cabelos castanhos escuros desarrumados, mais eu gostava, olhos azuis escuros meio elétricos, como o mar á noite, alto. Acharia ele muito lindo se não fosse tão irritante e as coisas estivessem mais ao meu favor
— Acredito muito — disse ele sarcástico
— Olha vejo que isso vai demorar muito, então vou dizer logo: você corre perigo. Fui enviada para te tirar daqui e levá-lo para um lugar seguro. Sei que coisas estranhas acontecem com você, comigo também. Você não é o único, então não dificulte as coisas Henrique — falei abrindo o jogo com ele. Eu estava cansada desse lugar
— Henry. Me chama só de Henry— aquela foi a primeira vez que percebi ele baixar a guarda e falar baixo comigo

… E foi então que tudo deu errado.
Uma bola de bronze em chamas atravessou o portão de proteção do colégio e veio direto em nossa direção.
Graças aos meus reflexos, consegui me abaixar e desviar Henry do caminho. Quando me recuperei do choque fui correndo na direção de Henry
— Você está bem?
— Não. Quase fui atingido por uma bola pegando fogo, como acha que estou ?
Nossa como ele é sincero (até demais)
— Agora você vem comigo ou por bem ou por mal — dito isso agarrei seu braço e saímos correndo em direção a secretaria

Eu não queria ver a próxima bola tão cedo.
Quando chegamos na entrada da secretaria, fiz uma coisa que sempre tive vontade de fazer: passei correndo pelo corredor principal indo direto á última porta do colégio. Não parei até estar fora de vista.
Adeus Lewis Lee School, até nunca mais

— Vamos para o acampamento, agora — gritei para ser escutada através do vento
Corri como nunca o puxando atrás de mim, afinal se aquele Lestrigão nos alcançasse não sei se conseguiríamos fugir
— Vamos, continue andando
— Mas… minhas coisas… — ele estava muito confuso, quase senti dó (quase)
— Sinto muito, não à tempo
                      *******
Depois de muita correria enfim chegamos ao Central Park. Olhei para o céu e dei um assobio, como avia sido ensinada no acampamento.
Eu olhava as nuvens freneticamente á procura de algum sinal do pégaso, mas nada aparecia. Os segundos que se passavam pareciam horas. Comecei a me desesperar, agora eu podia ouvir os pesados passos ecoando no chão.
Finalmente vi um certo pégaso negro sair de trás de uma nuvem
— Percy nunca decepciona — falei com um enorme sorriso no rosto
— Ei Cass
— Sim?
— É impressão minha ou aquele cavalo tem asas ? —  olhei pra Henry. Ele estava ficando pálido
— É complicado… mas sim, ele tem asas, e é nossa única chance de escapar com vida
Nesse momento Blackjack pousou e se abaixou para podermos subir
— Você vem ou não?
Ele olhou nos meus olhos mais uma vez, e eu pude ver milhões de pensamentos passando por sua cabeça
— Você é mesmo louca… mais eu adoro loucura — dito isso ele subiu no pégaso ao meu lado  e juntos levantamos vou em direção a Long island.
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