25 de julho de 2017

Capítulo dezessete

COM O SUSTO A ÉGUA deu um salto para o lado, salvando os dois.
A criatura que saltou sobre eles passou direto e caiu no chão com as garras à mostra, desequilibrada, cambaleando para o lado e levantando-se imediatamente. Sherlock teve uma visão rápida e confusa de olhos refletindo o luar e presas pontiagudas molhadas de saliva, brilhando em uma boca aberta.
Pegou a faca na cintura e segurou-a em posição de ataque. Não era muita coisa, mas era tudo que tinha.
Uma voz no alto da rocha disse alguma coisa com um acento gutural e em um idioma que ele não conhecia, e o animal atendeu ao chamado, sibilando em sua frustração ao passar por Sherlock e pela égua.
Sherlock agora o reconheceu. Era um dos pumas de Duke Balthassar. Isso significava que o outro estava por ali em algum lugar. E isso queria dizer que Duke Balthassar também estava ali.
A égua estava paralisada pelo choque: olhos arregalados e lábios retraídos sobre os dentes expostos. Ela não ia sair do lugar, não com os pumas por perto. Sherlock desmontou, com o coração disparado. Estava cansado, com fome e com sede. Não queria nada disso. Não agora. Não aqui.
Mas achava que não tinha escolha.
Começou a andar sob o luar, aproximando-se da abertura da vala rochosa.
Duke Balthassar estava parado a uma distância pequena a seu lado. Ainda usava o terno branco, o chapéu e a máscara de porcelana, mas agora tinha um revólver preso à coxa. Atrás da orelha direita, Sherlock viu a sanguessuga vermelha brilhando úmida ao luar, único ponto de cor no cenário. Ela parecia pulsar suavemente sob o olhar atento de Sherlock.
O puma que havia saltado sobre Sherlock e a égua estava agora ao lado de Balthassar, e a cauda balançando revelava sua inquietação. Sherlock percebeu que o animal olhava para a sanguessuga vermelha regularmente, sempre com desconfiança e desconforto, até com um pouco de medo. O outro puma não estava à vista.
— Sherlock Scott Holmes — disse Balthassar, sua voz quase imperceptível sob o vento. — Parece que estamos fadados a nos encontrar, como amantes de Shakespeare.
— O que faz aqui? — Sherlock perguntou com simplicidade.
— Estava procurando você — respondeu Balthassar. — Quando encontrei meus queridos répteis ainda famintos e minha galeria de observação alagada, presumi que você e seus amigos haviam escapado. Vocês sabiam demais, e tive que segui-los para resolver esse problema. Meus pumas seguiram seu cheiro na periferia da cidade e nós o seguimos até aqui, nas colinas. — Ele fez uma pausa, a cabeça inclinada para o lado. — Devo admitir que esperava que você fosse para a cidade, mas, em vez disso, veio para cá. Por quê?
Sherlock pensou por um momento. Balthassar devia ter confundido duas pistas distintas: aquela que Sherlock, Matty e Virginia haviam deixado quando foram para Perseverance, e a que Sherlock e a égua deixaram ao sair da cidade. Isso significava que Balthassar ainda não sabia que seus planos haviam sido descobertos. Devia dizer a ele?
Se Balthassar soubesse que era tarde demais, que seu exército já havia sido encontrado, não teria motivos para matar Sherlock. Em tese, pelo menos.
— O Exército da União já sabe sobre a invasão do Canadá — ele disse. — Não há mais nada a fazer agora. Desista, Balthassar. Vai poupar muitas vidas.


Balthassar ficou em silêncio enquanto considerava o que Sherlock havia revelado. Era impossível deduzir seus pensamentos através da máscara de porcelana.
— Há quanto tempo eles sabem? — Balthassar perguntou depois de um tempo.
— O suficiente para não haver a menor possibilidade de seu exército chegar à fronteira.
— Nesse caso, o que está fazendo aqui? — perguntou Balthassar.
— Os unionistas preparavam-se para lançar explosivos sobre seu acampamento. Eu não podia permitir que isso acontecesse. Tive que impedir.
— Presumo que tenha sido por alguma estranha ideia de nobreza, e não por concordar com o estilo de vida dos confederados.
— Só não quero ver mais gente morrer — Sherlock respondeu, cansado.
Balthassar balançou a cabeça.
— Espera que eu agradeça? — ele perguntou, e de repente havia uma fúria cortante em sua voz.
Sherlock sentia a exaustão pesando sobre seus ombros como um fardo de chumbo.
— Não espero nada — disse. — Não estou fazendo isso por você nem por ninguém mais. Faço isso por mim. Pelas coisas em que eu acredito.
— Então perdeu seu tempo — Balthassar disparou. — A invasão prossegue, apesar de tudo que me contou.
— Então, seus homens serão encurralados e, se resistirem, haverá uma batalha.
— E pessoas morrerão do mesmo jeito — ele grunhiu. — Então você fracassou.
— Não posso controlar o mundo — disse Sherlock. — Só as partes que estão perto de mim. Pelo menos fiz o que pude para impedir um massacre. O resto é com você, Amyus Crowe e o governo.
— Seu problema é que você deixa a emoção atrapalhar a lógica em seus pensamentos. Se posso lhe dar um conselho, eu diria que é melhor aprender a eliminar suas emoções. Mantenha-as sob controle. Elas só servem para distraí-lo. Elas só servem para magoá-lo.
Sherlock pensou na mãe e na irmã, e as lembranças eram coloridas com tons de emoção que causavam dor. Mas havia as lembranças de Virginia também, e estas lembranças não eram dolorosas. Estas o faziam feliz.
— Agradeço pelo conselho, mas acho que vou continuar com as minhas emoções, se não se importa. Gosto delas, sejam boas ou ruins.
— Eu poderia dizer que vai se arrepender no futuro — Balthassar estalou os dedos. —, mas não vai viver o suficiente para isso. — O puma ao lado dele avançou para Sherlock, os dentes expostos e os olhos semicerrados.
Sherlock levou a mão à frente do corpo. A lâmina da faca capturou a luz da lua com um brilho líquido.
O puma nem hesitou. Continuou avançando.
Um ruído vindo de cima da pedra atrás de Sherlock o fez virar a cabeça.
O segundo puma estava ali.
Seus pensamentos avaliaram rapidamente as possibilidades, nenhuma delas viável ou útil. Como poderia lutar contra dois animais selvagens com uma faca?
Mas não eram selvagens, eram? Esses pumas eram parcialmente domesticados e obedeciam às ordens de Balthassar. Eles temiam esse homem, e isso dava uma chance a Sherlock.
Uma súbita aceleração nos passos atrás dele o fez se jogar no chão e rolar para o lado. Uma sombra escura passou por cima de sua cabeça. Levantou-se com um pulo, mas os pumas eram mais rápidos. E agora estavam lado a lado, rosnando.
Felinos podiam subir em árvores, mas não escalavam pedras.
Sherlock subiu pela parte íngreme da vala com toda velocidade possível; os dedos iam se agarrando às frestas entre as pedras, os pés tentando encontrar pontos de apoio que pudessem sustentar seu peso.
Lá embaixo, os pumas pularam.
Seus dedos encontraram um trecho plano de pedra, e ele ergueu o corpo desesperadamente, no mesmo instante em que garras afiadas encontraram sua bota e o puxaram de volta. Sherlock deu impulso e conseguiu subir para o patamar sobre a vala, uma área plana que subia em uma direção e descia na outra.
Olhou para baixo, para ver se os pés continuavam inteiros. O calcanhar da bota havia sido arrancado pelo ataque do felino, mas, além disso, tudo estava intacto.
Os olhos brilhantes dos pumas desapareceram. Eles seguiram em direções opostas, procurando um caminho por onde pudessem alcançá-lo. E esse território era mais propício a eles do que a Sherlock. Eles encontrariam um jeito.
— Por mais divertido que seja — disse a voz de Balthassar —, está apenas adiando o inevitável. E essa não é uma atitude lógica. Desista; vai ser mais fácil e menos doloroso.
— Você já me disse isso antes — Sherlock respondeu —, e era mentira.
A superfície onde estava tinha uma largura pouco maior que a de seu corpo, e ele correu por ela, tentando alcançar algum lugar relativamente seguro. Ouvia o ruído das garras dos felinos nas pedras ali por perto, e a respiração arfante ecoava pela fenda na rocha.
Se não fizesse alguma coisa bem depressa, em pouco tempo estaria morto.
Pressionado contra a lateral da rocha, olhou para baixo. Era possível ver o chapéu branco de Balthassar lá embaixo.
Com uma prece rápida pedindo para não ter errado na dedução sobre o relacionamento entre os pumas e Balthassar, ele pulou.
E caiu em cima de Balthassar, derrubando-o no chão e jogando longe o revólver que até então estivera em sua mão. A arma desapareceu na escuridão. O ombro esquerdo de Sherlock chocou-se contra o solo quando ele tentou rolar para o lado e afastar-se, e o impacto causou uma dor aguda que reverberou por todo o corpo. Quando conseguiu ficar em pé, Balthassar já havia se levantado. Ele segurava o braço esquerdo com o direito, e alguma coisa na posição do membro sugeria que os ossos frágeis tinham se quebrado com a queda.
A máscara de porcelana fora jogada longe. Estava caída no chão, a alguns metros do local da queda, quebrada em três pedaços. O rosto exposto de Balthassar estava contorcido em uma expressão de puro ódio.
— Cortesia sulista à parte — Balthassar grunhiu —, vou mandar meus animais arrancarem a carne de seus ossos enquanto você ainda estiver vivo e gritando. — As sanguessugas pretas em seu rosto pareciam buracos através da pele, mostrando a escuridão do céu noturno. Balthassar olhou para além de Sherlock. — E aí estão eles — disse, e gritou três palavras na linguagem gutural que usava para comunicar-se com os animais.
Esperando sentir a qualquer momento o peso de um puma caindo sobre suas costas e a agonia das garras e dentes rasgando sua carne, Sherlock deu um passo adiante, aproximando-se de Balthassar.
O homem magro não esperava por isso. Ele deu um passo para trás, ainda segurando o braço, mas Sherlock estendeu a mão esquerda, que latejava, e arrancou a sanguessuga vermelha de trás da orelha de Balthassar. Ela se soltou com alguma resistência. O sangue respingou sobre o ombro de Balthassar, deixando uma mancha em seu paletó que parecia quase preta à luz da lua.
Balthassar gritou: um som alto, agudo, um urro de ódio e choque.
A mão de Sherlock segurava a gigantesca sanguessuga vermelha, que era mole e molhada. Antes que Balthassar pudesse fazer alguma coisa, antes que os pumas pudessem atacar, Sherlock levantou a faca e cortou-a ao meio. Ela se retorceu e contorceu, vertendo o sangue de Balthassar na palma da mão de Sherlock. Agora, com metade do parasita em cada uma das mãos, ele se virou e jogou os dois pedaços contra os pumas, que se aproximavam.
Levando em conta a reação dos felinos na varanda de Balthassar, esperava que eles fugissem aterrorizados, mas os animais o surpreenderam. Os pumas pegaram as duas metades da sanguessuga no ar, como se fossem petiscos arremessados por um criador, e as engoliram sem mastigar.
E continuaram avançando.
Mas agora não olhavam para ele. Os pumas olhavam para Balthassar.
Sherlock moveu-se lentamente para o lado. Os pumas o ignoraram e continuaram caminhando para Balthassar.
Fazia sentido, de uma maneira estranha. O homem que os havia dominado estava ferido e fraco, e o parasita que eles temiam não existia mais. O poder de Balthassar sobre os animais também havia desaparecido. Agora eles tinham o poder. O homem não podia mais feri-los.
Balthassar recuou. O patamar rochoso estava atrás dele. Falou alguma coisa na linguagem que usava para comandar os felinos, mas eles o ignoraram.
Sherlock assistia a tudo com o coração aos saltos e a boca seca. Balthassar deu mais um passo para trás, as mãos erguidas tentando afastar os pumas, mas o pé direito ultrapassou o limite da rocha e pisou no vazio. Ele caiu gritando na escuridão.
Os pumas ficaram ali parados por um momento, olhando para baixo, e depois, sem olhar para Sherlock ou um para o outro, afastaram-se e sumiram nas colinas.
Sherlock ficou parado por um momento, tentando recuperar o fôlego e esperando a dor no ombro diminuir. Não parecia estar quebrado. Já era alguma coisa.
Os pumas não voltaram.
Depois de um tempo, aproximou-se da égua, escondida à distância, e tentou acalmá-la, acariciando seus flancos até fazê-la parar de tremer. Subiu na sela e continuou a jornada, descendo a encosta que levava à planície.
Ao pé da colina, Sherlock encontrou o corpo de Balthassar, retorcido e quebrado, em uma área de mato baixo. As sanguessugas haviam desaparecido de seu rosto. Elas provavelmente foram procurar outro hospedeiro no minuto em que o sangue deixou de correr naquelas veias. Aquela não era uma decisão lógica, mas sim instintiva.
Sherlock devia ter cochilado na viagem de volta, porque, antes que pudesse perceber, a égua trotava na periferia da cidade e havia uma luz azul no horizonte. Deixou o animal amarrado do lado de fora do estábulo e foi para o hotel. Poderia pegar o dinheiro do depósito depois.
Não havia ninguém na sala de jantar quando ele entrou. Sherlock seguiu para o quarto, e ninguém tentou detê-lo. Estava quase esperando que alguém surgisse do nada e o atacasse ou que alguma coisa saltasse sobre ele pelas costas, mas não houve nada. Tudo estava tranquilo e calmo. Arrastou-se para o quarto e deslizou para debaixo das cobertas. Era como se nada houvesse acontecido, como se nem tivesse deixado o lugar desde aquela manhã, depois da longa caminhada vindo da casa de Balthassar com Virginia e Matty.
Ele dormiu sem sonhar ou, se teve sonhos, não se lembrou deles ao despertar, e isso devia ser bom.
O sol brilhava pela janela do quarto quando ele acordou. Sherlock ficou deitado por um momento, repassando tudo que havia acontecido e arquivando os fatos na memória. Depois, vestiu-se e desceu.
Amyus Crowe estava na sala de jantar, conversando com dois agentes da Pinkerton. Ele disse alguma coisa para os homens e depois se aproximou de Sherlock.
— Não vejo você desde ontem de manhã — disse. — Estive ocupado com os assuntos da Pinkerton, mas Matty e Virginia disseram que você nem saiu do quarto. Acho que precisava dormir.
— Sim, muito — Sherlock confirmou.
— Não me lembro de ter visto esses arranhões nas suas mãos ontem.
— Devem ter aparecido de ontem para hoje — respondeu o menino.
— Talvez. — Crowe encarou-o em silêncio por alguns momentos.
— O que aconteceu? — Sherlock perguntou. — Alguma novidade sobre Balthassar e a invasão do Canadá?
— O ataque contra o exército confederado foi cancelado — Crowe respondeu. — Alguém ateou fogo aos balões. Um dos agentes de Balthassar, provavelmente. Quero dizer, essa é a teoria aceita pela maioria, e quem sou eu para discordar?
— Pelo menos o massacre foi evitado — comentou Sherlock.
— É verdade. O secretário de Guerra queria ver um grande confronto entre suas tropas e as de Balthassar, mas essa ordem foi retirada, e aproveitei a oportunidade para pôr em prática um plano meu. Usamos John Wilkes Booth para mandar o exército de Balthassar se dispersar. Ele pode ser bem convincente quando recebe a medicação adequada e lhe oferecem uma alternativa à forca. Não creio que muitos dos soldados estivessem interessados em uma luta de verdade. Ficaram felizes com a chance de ir para casa.
— E John Wilkes Booth?
— O que entrará para a história é que ele já estava morto. Um homem chamado John St Helen será internado em um hospício em Baltimore. Se receber a medicação adequada, na dose certa, ele deve ficar sob controle, até morrer.
— Será encarcerado.
— Ele é um assassino, no fim das contas. Terá um destino melhor do que merece.
Sherlock assentiu. Não por concordar com aquilo, mas por não ter a menor vontade de discutir.
— E nós? O que faremos agora?
— Agora nós voltamos para Nova York e compramos passagens para a Inglaterra. Isso vai levar um ou dois dias, mais ou menos. Acho que já passamos tempo demais aqui. Por mais que eu ame o país onde nasci, até que gosto da Inglaterra. Exceto pelos vegetais moles demais e pelos pudins no vapor.
— Não vai... ficar? — Sherlock perguntou, hesitante.
— Não. Tenho muito que fazer em outro lugar. Há muitos de nós aqui, mas somente eu na Inglaterra. Tenho um trabalho a fazer. Além do mais, prometi a seu irmão que ensinaria você a pensar com lógica e coletar evidências, e suspeito que não fiz tanto nesse campo quanto deveria ter feito.

Naquele mesmo dia, mais tarde, os quatro – Crowe, Virginia, Sherlock e Matty – pegaram um trem de volta para Nova York, e Crowe comprou passagens em um navio que partiria para a Inglaterra alguns dias depois. Até conseguiram comer no famoso Niblo’s Garden na última noite – ostras, é claro, e enormes filés – mas Sherlock sentia-se distante disso tudo, assistindo às cenas sem se envolver. Era como se houvesse vivido tantas coisas nos últimos dias que algo tivesse se esgotado dentro dele. Esperava que o tempo o ajudasse a se recuperar. Não gostava da sensação de estar afastado do resto do mundo.
Virginia estava preocupada com ele, dava para perceber. Ela o olhava de soslaio enquanto comiam, e uma ou duas vezes apenas tocou seu braço por um momento, recolhendo a mão quando ele não reagia.
Alguns dias depois, no navio, vendo do convés o porto de Nova York desaparecer pouco a pouco, Sherlock percebeu que estava tremendo, apesar do calor do sol e da falta de vento. Sentia-se enfermo, mas não sabia o que fazer para melhorar.
— Então — uma voz familiar disse ao seu lado —, como foi a estadia na grande metrópole de Nova York? Fez o que tinha que fazer?
Ele olhou para o lado. Rufus Stone, o violinista irlandês que havia conhecido na viagem de vinda, estava apoiado à balaustrada. O estojo do violino estava atravessado nas costas, e o longo cabelo negro, solto em torno da gola da camisa.
— Não ia ficar nos Estados Unidos? — Sherlock perguntou, surpreso.
— Ah, sobre isso — Rufus respondeu, melancólico. — Acho que não mencionei antes, mas estava encrencado no Velho Mundo, e achei que vir procurar o pote de ouro no final desse arco-íris seria uma boa ideia. Mas acontece que estavam mandando mensagens por esse mesmo arco-íris, e quando cheguei havia alguém esperando por mim. — Ele suspirou. — Quem diria que os irlandeses teriam o submundo de Nova York bem firme nas mãos, como um cadáver em uma mortalha?
— E o que vai fazer agora? Para onde vai?
— Depende — respondeu Rufus, olhando para o mar. — Conhece alguém que precise desesperadamente de um professor de violino?
— Engraçado — Sherlock respondeu —, mas acho que sim.

Um comentário:

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Boa leitura :)