1 de julho de 2017

A vida é um dom

NA MANHÃ SEGUINTE, acordo com um grito. De início, acho que é a família do Olly de novo, mas o som parece muito próximo. É a minha mãe. Nunca a ouvi erguer a voz antes.
— Como você pôde fazer isso? Como você deixou um estranho entrar aqui?
Não consigo ouvir a resposta da Carla. Abro a porta do quarto em silêncio e vou na ponta dos pés até o peitoril da escada. Carla está de pé no primeiro degrau. Minha mãe é menor que a Carla em todos os sentidos, mas é impossível perceber isso devido à forma que minha enfermeira se encolhe diante dela.
Não posso deixar a Carla ser culpada por isso. Eu voo escada abaixo.
— Aconteceu alguma coisa? Ela está doente? — Carla pega um dos meus braços, dá um tapinha no meu rosto enquanto seus olhos examinam meu corpo em busca de algum sinal de problema.
— Ela foi lá fora. Por causa dele. Por sua causa. — Minha mãe se vira para me encarar. — Madeline colocou a vida dela em risco e está mentindo para mim há semanas. — Ela se vira novamente para Carla. — Você está demitida.
— Não, por favor, mãe. Não foi culpa dela.
Ela faz um gesto me interrompendo.
— Não foi culpa dela, você quer dizer. Foi culpa sua também.
— Sinto muito — digo, mas isso não surte o menor efeito sobre a minha mãe.
— Eu também sinto. Carla, arrume suas coisas e vá embora.
Estou desesperada. Não consigo imaginar a minha vida sem a Carla.
— Por favor, mãe, por favor. Não vai acontecer de novo.
— Claro que não vai — ela declara com a mais absoluta certeza.
Carla começa a subir as escadas sem dizer nem uma única palavra.
Minha mãe e eu passamos a meia hora seguinte observando a Carla empacotar as coisas dela. Ela tem óculos de leitura, canetas e pranchetas espalhados por quase todos os cômodos.
Não me importo em enxugar as lágrimas porque elas simplesmente não param de cair. Minha mãe se controla para parecer mais rígida do que nunca. Quando finalmente chegamos ao meu quarto, dou para Carla uma cópia de Flores para Algernon. Ela olha para mim e sorri.
— Este livro não vai me fazer chorar? — ela pergunta.
— Provavelmente.
Ela aperta o livro junto ao peito e não tira os olhos de mim.
— Você precisa ser corajosa agora, Madeline.
Corro para os braços dela. Ela deixa a maleta médica e o livro caírem e me abraça forte.
— Sinto muito mesmo — sussurro.
Ela me aperta ainda mais.
— Não foi sua culpa. A vida é um dom. Não se esqueça de vivê-la. — A voz da Carla é feroz.
— Já chega — minha mãe rosna da porta. Sua paciência se esgotou. — Sei que isso é triste para ambas. Acreditem ou não, também é triste para mim. Mas já é hora de você ir embora, Carla. Agora.
Carla se afasta de mim.
— Seja corajosa. Lembre-se, a vida é um dom. — Ela pega a maleta médica.
Descemos as escadas juntas. Minha mãe entrega à Carla um último cheque e ela vai embora.


DICIONÁRIO DA MADELINE
as.simp.to.ta s.f. pl -s. 1. Um desejo que continuamente se aproxima do objetivo, mas nunca o atinge. [2015, Whittier]


IMAGEM ESPELHADA
ESCANCARO AS CORTINAS assim que volto ao meu quarto. Olly está na janela dele, com a testa pressionada contra o punho e o punho pressionado contra o vidro. Há quanto tempo ele está esperando? Levou um segundo para perceber que eu estava no quarto, mas foi o suficiente para que eu percebesse o medo no rosto dele. Evidente que a minha função nesta vida é espalhar o medo nos corações daqueles que me amam.
Não que o Olly me ame.
Os olhos dele vagam pelo meu corpo, meu rosto. Ele faz um gesto de quem está digitando, mas faço que não com a cabeça. Ele faz uma careta, repete o gesto, mas eu balanço a cabeça de novo. Ele desaparece da janela e retorna com um marcador.
Faço que sim com a cabeça. Você está bem? Eu apenas movo os lábios.
Balanço a cabeça negativamente.
Assinto.
Assinto de novo.
Dou de ombros.
Eu expresso através de mímica uma saúde excelente, angústia existencial, arrependimento e uma enorme sensação de perda, tudo isso através de um simples movimento de cabeça.
Faço que não com a cabeça. Um gesto que diz: Não, não se desculpe. Não é sua culpa. Não é você. É a minha vida.


MUDANÇA DE AGENDA


MAIS DO QUE ISSO
CALADA, MINHA MÃE se ajoelha para catar os desenhos do nosso jogo de Imagem & Ação em Nome do Outro e os arruma em uma pilha organizada. Ela guarda os melhores (o que nesse caso significa os desenhos realmente bons ou os péssimos) de cada jogo. Às vezes revisitamos nossa coleção com um ar de nostalgia, do mesmo jeito que outras famílias olham para fotos antigas. Os dedos dela passam por um desenho particularmente ruim de algum tipo de criatura com chifres flutuando sobre um círculo repleto de buracos.
Ela ergue o desenho para que eu o veja.
— Como você conseguiu adivinhar que isto aqui era “canção de ninar”? — Ela faz um esforço para dar uma risadinha, tentando quebrar o gelo.
— Não sei — respondo e solto uma gargalhada, querendo chegar a um meio-termo com ela. — Você é uma desenhista horrível.
A criatura supostamente deveria ser o Boi da Cara Preta e o círculo deveria ser a lua. Realmente, meu palpite foi inspirado, dado como aquele desenho era ruim.
Ela para, ajeitando os papéis por um momento, e se senta sobre os calcanhares.
— Eu realmente me diverti com você esta semana — diz ela.
Eu assinto, mas não falo nada. O sorriso no rosto dela desaparece. Agora que Olly e eu não podemos mais nos ver nem nos falar, minha mãe e eu passamos mais tempo juntas. Essa é a única coisa boa de toda essa confusão.
Pego uma das mãos dela.
— Eu também.
Ela sorri novamente, mas desta vez com menos intensidade.
— Contratei uma das enfermeiras.
Faço que sim com a cabeça. Ela ofereceu para que eu entrevistasse as potenciais substitutas da Carla, mas me recusei. Não importa quem ela contrate. Ninguém nunca será capaz de substituir a Carla.
— Preciso voltar para o trabalho amanhã.
— Eu sei.
— Queria não ter de deixar você.
— Ficarei bem.
Ela ajeita a já perfeitamente organizada pilha de desenhos.
— Você entende por que eu tenho que fazer essas coisas?
Além de demitir a Carla, ela revogou meus privilégios com a internet e cancelou as aulas de arquitetura que eu tinha pessoalmente com o sr. Waterman.
Passamos toda a semana evitando ao máximo falar sobre isso. Minhas mentiras. Carla. Olly. Ela tirou uma semana de folga e cuidou de mim na ausência da Carla. Ela checava os meus sinais vitais toda hora em vez de a cada duas horas e quase desmaiava de alívio cada vez que os resultados eram normais.
No quarto dia, ela disse que os resultados de tudo o que acontecera ainda eram incertos. Tivemos sorte, ela comentou.
— O que você está pensando?
— Sinto saudade da Carla.
— Eu também, mas eu seria uma péssima mãe se a deixasse ficar. Você entende? Ela colocou sua vida em risco.
— Ela era minha amiga — sussurro.
A raiva que eu estava esperando da parte dela finalmente explode.
— Só que ela não era apenas sua amiga. Ela era a sua enfermeira. Ela deveria mantê-la segura. E não arriscar sua vida ou apresentá-la a garotos adolescentes que vão partir o seu coração. Amigos não lhe dão falsas esperanças.
Devo ter feito uma cara tão chocada quanto eu de fato me sinto porque, de repente, minha mãe para de falar e seca as palmas das mãos nas coxas.
— Oh, minha garotinha. Desculpe.
E então é quando a ficha cai de uma vez por todas. Carla se foi de verdade. Ela não vai estar aqui amanhã quando a minha mãe sair para trabalhar. Em vez dela, haverá alguém novo. A Carla foi embora e é culpa minha. E o Olly também se foi. Nem mesmo terei a chance de dar o beijo número dois. Fico sem ar diante da dor que essa ideia me causa, do fim de algo que mal começou.
Tenho certeza de que no fim minha mãe vai me deixar entrar na internet e vamos poder conversar novamente, mas isso não será suficiente. Para ser honesta comigo mesma, admito que isso jamais será suficiente.
Nunca esgotarei todas as formas como quero estar com ele.
Ela coloca uma das mãos no meu coração. Sei que estamos sentindo a mesma dor.
— Conte-me sobre ele — minha mãe pede.
Eu queria há tanto tempo falar sobre Olly, mas agora não tenho certeza de por onde começar. Meu coração está tão repleto dele. Então, começo pelo início. Conto sobre como foi vê-lo pela primeira vez, sobre a maneira como ele se movia — com leveza, fluidez e certeza. Conto a ela sobre seus olhos cor de oceano e os dedos cheios de calos. Conto sobre como Olly é bem menos cínico do que ele pensa que é. Sobre o pai terrível que ele tem, sobre suas duvidosas escolhas de roupas. Conto a ela como Olly acha que sou divertida, esperta e bonita, nessa ordem, e de como a ordem importa. Todas as coisas que eu queria dizer há semanas. Ela escuta, segura a minha mão e chora junto comigo.
— Ele parece ser maravilhoso. Entendo por que você acha isso.
— Ele é.
— Sinto muito por você ser doente.
— Não é culpa sua.
— Eu sei, mas eu queria poder lhe dar mais do que isso.
— Posso ter meus privilégios de internet de volta? — Tenho de tentar.
Ela faz que não com a cabeça.
— Peça-me alguma outra coisa, querida.
— Por favor, mãe.
— É melhor assim. Não quero ver você de coração partido.
— O amor não pode me matar — digo, repetindo as palavras da Carla.
— Isso não é verdade — ela discorda. — Quem falou isso para você?


ENFERMEIRA DO INFERNO
MINHA NOVA ENFERMEIRA é uma déspota que jamais sorri, dotada de um diploma em enfermagem. O nome dela é Janet Pritchert.
— Você pode me chamar de Enfermeira Janet — ela diz. Sua voz é estridente de uma maneira nada natural, como um alarme.
Ela enfatiza a palavra Enfermeira, de modo que eu entendo que chamá-la simplesmente de Janet não vai funcionar. O aperto de mão dela é firme demais, como se estivesse mais acostumada a esmagar coisas do que cuidar delas.
É possível que minha visão esteja sendo preconceituosa.
Tudo que vejo quando olho para a nova enfermeira é o quanto ela não é a Carla. Ela é magra enquanto a Carla é corpulenta. O discurso dela não é apimentado por palavras em espanhol. Ela não tem nenhum sotaque. Comparada à Carla, ela é menos em todos os quesitos.
À tarde, decido controlar minha atitude, mas é aí que encontro o primeiro bilhete dela grudado no meu laptop.


Minha mãe reinstalou a minha internet, mas apenas durante o horário de aula. Ela diz que só devo utilizar a rede para estudar, mas tenho certeza de que o fato de as aulas do Olly terem começado e agora ele só chegar em casa depois das três da tarde tem alguma coisa a ver com essa história.
Confiro as horas. São 14:30. Decido não controlar a minha atitude. A Enfermeira Janet nem me deu uma chance de quebrar uma regra antes de assumir que eu era uma delinquente.
As coisas não melhoram no dia seguinte:


Na semana seguinte, desisto de qualquer esperança. Trocamos mensagens de texto em pequenos intervalos durante o dia entre as minhas aulas via Skype. Às três da tarde, a Enfermeira do Inferno desliga o roteador e nossa comunicação cessa. À noite, depois do jantar e depois de eu passar algum tempo com a minha mãe, Olly e eu olhamos um para o outro pela janela.
Imploro para que a minha mãe mude as regras, mas ela se recusa a barganhar. Ela diz que é para a minha própria proteção.
No dia seguinte, a Enfermeira do Inferno encontra outro motivo para me deixar um bilhete:


Encaro o bilhete lembrando que a Carla me disse a mesma coisa antes de ir embora: A vida é um dom. Será que estou desperdiçando a minha?


VIGÍLIA DA VIZINHANÇA #2
Rotina Do Olly
6:55 — Está na janela. Escreve  no vidro.
7:20 — Espera que a Kara termine o cigarro.
7:25 — Vai para a escola.
15:45 — Volta da escola.
15:50 — Aparece na janela. Apaga   e escreve IO no vidro.
21:05 — Volta para a janela. Escreve algumas perguntas.
22:00 — Escreve  no vidro.

Rotina da Maddy
6:50 — Espera que o Olly apareça na janela.
6:55 — Está alegre.
7:25 — Se desespera.
8:00 — 15:00 — Ignora a Enfermeira do Inferno. Assiste às aulas. Faz o dever de casa. Lê. Checa compulsivamente mensagens de texto. Lê mais.
15:40 — Observa o carro do Olly chegar.
15:50 — Está alegre.
16:00 — Mais dever de casa. Mais leitura.
18:00 — 21:00 — Jantar/passar um tempo com a mãe
21:01 — Esperar que o Olly apareça na janela.
21:05 — Está alegre. Responde às perguntas fazendo mímica.
22:01 — O desespero continua.


EDUCAÇÃO SUPERIOR
COM OLLY DE VOLTA à escola, nossas sessões de mensagem de texto se tornaram ainda mais limitadas. Ele me escreve sempre que possível — no intervalo entre as aulas ou, às vezes, bem no meio de uma delas. Durante a primeira semana ele faz o melhor que pode para me passar a impressão de que eu estou lá com ele. Olly me envia fotos de seu armário (#23), de seu quadro de aulas, da biblioteca e do bibliotecário, que é exatamente a imagem que eu tenho de um bibliotecário de uma escola de ensino médio: estudioso e incrível. Ele me manda fotos das equações de sua aula de matemática avançada, a lista de livros da aula de inglês avançado, fotos dos béqueres e das placas de petri de suas aulas de biologia e química.
Passei a primeira semana — e na verdade não tive a impressão de que o tempo estava passando, pois ficar sem vê-lo fazia o tempo passar muito devagar — fazendo todas as minhas coisas de sempre: lendo, aprendendo, evitando a morte. Inventei títulos alternativos para livros presentes na lista de leitura do Olly. Um conto de dois beijos. O beijo é para todos. Enquanto beijo. E por aí afora.
Entretanto, a questão não é apenas que eu esteja sentindo falta do Olly. Também estou com inveja da vida dele, do mundo que se expande além da porta de sua casa.
Ele me conta que o ensino médio não é nenhuma utopia, mas não estou convencida. Do que mais se pode chamar um lugar que existe apenas com a única intenção de ensinar sobre o mundo? Como se pode chamar um lugar com amigos, professores, bibliotecas, clubes do livro, de matemática, de debate ou de qualquer outra coisa, atividades extraclasse e possibilidades infinitas?
Lá pela terceira semana tornou-se mais difícil lidar com nosso relacionamento dessa nova forma. Sinto falta de falar com ele. Agora tudo que podemos fazer é um monte de mímica. Sinto falta de estar na mesma sala que ele, de sua presença física. Sinto falta da maneira como o meu corpo já tinha consciência do dele. Sinto falta de conhecer coisas novas sobre ele. Sinto falta de conhecer a Maddy que sou quando estou com ele.
Continuamos desse jeito, até que o inevitável acontece.
Fico olhando pela janela enquanto ele estaciona o carro. Espero que ele saia, para trocarmos nosso aceno de sempre, mas não é Olly quem sai primeiro.
Quem sai do carro é uma garota que não é a Kara.
Talvez ela seja amiga da Kara.
Mas então a Kara bate a porta do carro deixando Olly e a Garota Misteriosa sozinhos. A Garota Misteriosa ri de alguma coisa que Olly diz. Ela se vira, põe uma das mãos no ombro dele e sorri para ele do mesmo jeito que eu já tinha sorrido.
Fico chocada no início, quase sem conseguir acreditar no que meus olhos veem. Ela está tocando o meu Olly? Sinto um aperto no estômago. Estou sendo torcida bem no meio de uma mão gigante. Meus órgãos são deslocados até que eu me sinta desconfortável dentro da minha própria pele.
Deixo as cortinas caírem e me afasto da janela. Eu me sinto como algum tipo de intrometida. As palavras da minha mãe voltam à minha mente. Não quero ver você de coração partido. Ela sabia o que aconteceria. Sempre vai haver outra pessoa. Alguém que não está doente. Alguém que pode sair da própria casa. Alguém que pode falar, tocar, beijar e fazer todas as outras coisas.
Contenho a vontade desesperada de voltar para a janela e avalio minhas possibilidades nessa competição. Entretanto, não se pode chamar de competição uma disputa em que apenas uma das pessoas envolvidas pode comparecer ao evento. E não importa qual seja a aparência dela. Não importa se ela tem pernas compridas ou curtas. Não importa se ela é pálida ou bronzeada, se seu cabelo é preto, castanho, ruivo ou loiro. Não importa se ela é bonita ou não.
O que importa é que ela pode sentir o sol sobre a pele. Ela respira um ar que não precisa ser filtrado. O que importa é que ela vive no mesmo mundo que Olly e eu não. Jamais viverei.
Dou outra espiada. A mão da garota ainda está no ombro do Olly e ela continua a rir. Ele franze a testa na direção da minha janela, mas não tenho certeza se pode me ver. Ele acena de qualquer forma, mas eu entro de novo, fingindo para nós dois que eu não estava ali.

14 comentários:

  1. ah não para!!! é um mau entendido isso... Tem q ser

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  2. Aí que treva! Que mãe chata! E affs quem e essa aí, com a Mão no ombro do Olly?

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  3. Já estou com ódio dessa nova garota!

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  4. Kkkkkkkkkk

    "Que mãe chata!"

    Sim, que mãe chata, querendo evitar que a filha morra. Como ela pode ser tão pé no saco?! Ninguém merece uma mãe assim! É uma vaca egoísta que quer que a filha sobreviva. Affs!

    Tenho 30 anos, sou mãe e faria exatamente a mesma coisa.

    Mas quem se importa com a doença da Maddy? Quem se importa com o que a morte dela faria com essa mãe chata? Como ela ficaria despedaçada, depois de abrir mão da própria vida pra se dedicar a filha doente?

    Dane-se a mãe! O que é tudo isso diante da mão no ombro do Olly?

    Nada.

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    1. falou tudo que eu queria falar. tbm sou mãe.

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  5. mas que isso gente , agora me perdi toda :\

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  6. A Bolacha Quebrada do Pacote13 de julho de 2017 00:14

    Tem sempre um menina que sai do além para dar em cima do boy das outras kkk mas sei lá, vai que não é nada disso né

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  7. E ai que ela vai ficar com a doença do coração partido...

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  8. mano... ai meu coração

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  9. Ai que ódio, isso so pode ser um mal entendido,claro! Porque olly e ela tem que ficar juntos 👌💔😭

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  10. Ele é que é um cafageste de ter trocado ela tão rapidamente..😒

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Boa leitura :)