23 de junho de 2017

No princípio: Uma história de Eragon, Eldest e Brisingr

No princípio havia dragões: orgulhosos, ferozes e independentes. Suas escamas eram como pedras preciosas. E todos que os contemplavam se desesperavam, pois a beleza deles era grandiosa e terrível.
Eles viveram sozinhos na terra da Alagaësia ao longo de incontáveis eras.
Então, o deus Helzvog criou anões fortes e robustos das pedras do deserto Hadarac. E as duas raças guerrearam muito. Depois disso, os elfos navegaram até Alagaësia atravessando o mar de prata. Eles também guerrearam contra os dragões. Mas os elfos eram mais fortes e teriam destruído os dragões do mesmo modo que os dragões os teriam destruído. Assim, entre eles foram selados uma trégua e um pacto. E, por meio dessa união, criaram os Cavaleiros de Dragões, que mantiveram a paz em toda a Alagaësia ao longo de milhares de anos.
Mais tarde, os humanos navegaram para a Alagaësia. E os Urgals de chifres. E os Ra’zac, caçadores da escuridão que se alimentam da carne de homens. E os humanos também se aliaram ao pacto com os dragões. Porém, um jovem Cavaleiro de Dragão, Galbatorix, insurgiu-se contra seu povo. Ele escravizou o dragão negro Shruikan e convenceu treze outros Cavaleiros a segui-lo. E os treze foram chamados de Renegados.
Galbatorix e os Renegados derrubaram os Cavaleiros e incendiaram a cidade deles na ilha de Vroengard. Mataram todos os dragões, com exceção dos seus e de três ovos: um vermelho, um azul e um verde. E, de cada dragão que puderam, tomaram o coração dos corações – o Eldunarí – que contém a força, o poder e a mente dos dragões e são independentes da carne. Por trinta e oito anos, Galbatorix reinou supremo entre os humanos. Os Renegados morreram. Mas não ele, pois sua força era a de todos os dragões, e ninguém podia derrubá-lo.
No trigésimo oitavo ano de seu reinado, um homem roubou de seu castelo o ovo do dragão azul. E o ovo foi entregue aos cuidados daqueles que ainda lutavam contra Galbatorix, conhecidos como Varden. A elfa Arya levou-o para os Varden, e os elfos saíram em busca do ser humano ou do elfo para quem ele eclodiria. E vinte e cinco anos se passaram. Então, enquanto Arya viajava para Osilon, a cidade dos elfos, um grupo de Urgals a atacou e a seus guardas. Com os Urgals estava o Espectro Durza: um feiticeiro possuído pelos espíritos que invocava para cumprir seus desígnios. Depois da morte dos Renegados, ele havia se tornado o mais temido dos servidores de Galbatorix.
Os Urgals mataram os guardas de Arya, mas antes que eles e o Espectro a capturassem, ela transportou o ovo por meio de magia, enviando-o para aquele que esperava poder protegê-lo melhor. Contudo, seu feitiço não deu certo. E assim aconteceu que Eragon, um órfão de apenas quinze anos, encontrou o ovo nas montanhas da Espinha. Ele o levou para a fazenda onde morava com seu tio, Garrow, e seu único primo, Roran. Do ovo nasceu uma fêmea de dragão, que Eragon criou. Deu a ela o nome de Saphira.
Logo Galbatorix enviou dois Ra’zac para encontrar e recuperar o ovo. Garrow foi assassinado, e a casa de Eragon, incendiada. Galbatorix escravizara os Ra’zac, e restavam poucos deles. Eragon e Saphira partiram para se vingar. Com eles foi o contador de histórias Brom, que antes da queda dos Cavaleiros havia sido um Cavaleiro de Dragão. Fora para ele que a elfa Arya quisera mandar o ovo azul. Brom ensinou muito a Eragon sobre esgrima, magia e honra. Ele deu ao menino a Zar’roc, que em tempos antigos havia sido a espada de Morzan, o primeiro e mais poderoso dos Renegados. Mas os Ra’zac mataram Brom na vez seguinte em que se encontraram, e Eragon e Saphira só escaparam graças à ajuda do rapaz Murtagh, filho de Morzan.
Durante a viagem, Durza capturou Eragon na cidade de Gil’ead. O garoto conseguiu se libertar, e também livrou Arya de sua cela. A elfa estava envenenada e gravemente ferida, de modo que Eragon, Saphira e Murtagh a levaram para os Varden, que viviam entre os anões, nas montanhas Beor. Lá, Arya foi curada, e Eragon abençoou um bebê órfão de nome Elva, para que ficasse protegida de infortúnios. Mas não soube dizer o encantamento da forma correta e, sem se dar conta, ele a amaldiçoou. E essa maldição a obrigou a se tornar um escudo para o infortúnio de outros.
Pouco depois disso, Galbatorix enviou um grande exército de Urgals para atacar os anões e os Varden. E na batalha que se seguiu Eragon matou Durza. Mas o Espectro feriu Eragon gravemente nas costas, e ele sofreu de dores terríveis por causa disso, a despeito dos encantamentos dos curandeiros Varden. Em sua dor, o Cavaleiro ouviu uma voz. Dizia: Venha até mim, Eragon. Pois tenho respostas para suas perguntas.
Três dias depois, o líder dos Varden, Ajihad, foi apanhado numa emboscada e morto por Urgals sob o comando de um par de magos, gêmeos, que haviam traído os Varden em nome de Galbatorix. Os gêmeos também sequestraram Murtagh e o levaram para o rei. Mas, para Eragon e todo mundo entre os Varden, pareceu que Murtagh tinha morrido, e Eragon ficou muito abalado. A filha de Ajihad, Nasuada, se tornou a líder dos Varden. De Tronjheim, a sede do poder dos anões, Eragon, Saphira e Arya viajaram para a floresta de Du Weldenvarden, onde viviam os elfos. Com eles foi Orik, sobrinho de Hrothgar, o rei anão. Em Du Weldenvarden, Eragon e Saphira se encontraram com Oromis e Glaedr: o último Cavaleiro e o último dragão livres, que tinham vivido escondidos durante o século anterior esperando para instruir a geração seguinte de Cavaleiros de Dragões. Eles também conheceram Islanzadí, mãe de Arya e rainha dos elfos.
Enquanto Oromis e Glaedr treinavam Eragon e Saphira, Galbatorix enviou os Ra’zac e um grupo de soldados para o vilarejo natal de Eragon, Carvahall, dessa vez para capturar seu primo, Roran. Mas ele se escondeu e, não fosse pelo ódio do açougueiro Sloan, que assassinou um vigia de modo a permitir a entrada dos Ra’zac no vilarejo, não o teriam encontrado. Roran lutou e conseguiu se manter livre, mas os Ra’zac lhe roubaram Katrina, sua amada, filha de Sloan. Precisou convencer os aldeões a partirem com ele, e o grupo viajou pela Espinha, descendo até a costa da Alagaësia, e para a região sul de Surda, que ainda se mantinha independente de Galbatorix.
O ferimento nas costas de Eragon continuava a atormentá-lo e, durante a celebração do Juramento de Sangue dos elfos, em que festejam o pacto entre os Cavaleiros e os dragões, ele foi curado pelo dragão espectral invocado no fim da festividade. Além disso, a aparição deu a Eragon força e velocidade iguais às dos elfos. Assim, Eragon e Saphira voaram até Surda, para onde Nasuada conduzira os Varden a fim de atacar o Império de Galbatorix. Lá, os Urgals se aliaram aos Varden, afirmando que Galbatorix tinha-lhes obscurecido a mente e que queriam se vingar dele.
Com os Varden, Eragon se encontrou de novo com a garota Elva, que crescera em velocidade prodigiosa por causa de seu encantamento. De um simples bebê, já se tornara uma garota de três ou quatro anos. Tinha um olhar terrível, pois conhecia o sofrimento de todos ao seu redor.
Não muito longe da fronteira de Surda, na escuridão da Campina Ardente, Eragon, Saphira e os Varden travaram uma grande e sangrenta batalha contra o exército de Galbatorix. No meio da batalha, Roran e os aldeões se juntaram aos Varden, do mesmo modo que os anões, que haviam marchado atrás deles vindos das montanhas Beor. Mas do leste se ergueu um homem vestido numa armadura reluzente. Vinha montado em um dragão vermelho brilhante, e com um feitiço matou o rei Hrothgar. Eragon e Saphira lutaram contra o Cavaleiro e seu dragão vermelho. E descobriram que o Cavaleiro era Murtagh, agora submetido a Galbatorix por juramentos inquebráveis. E o dragão era Thorn, o segundo dos três ovos a eclodir.
Murtagh derrotou Eragon e Saphira com a força dos Eldunarí que Galbatorix lhe dera, mas permitiu que Cavaleiro e dragão partissem em liberdade, porque ainda sentia amizade por Eragon. E porque, conforme contou a Eragon, eles eram irmãos, ambos nascidos da consorte favorita de Morzan, Selena. Murtagh tomou Zar’roc, a espada do pai deles, de Eragon, e ele e Thorn se retiraram da Campina Ardente junto com o restante das forças de Galbatorix.
Depois da batalha, Eragon, Saphira e Roran voaram para a escura torre de pedra, Helgrind, que servia de esconderijo para os Ra’zac. Mataram um deles – e os perversos pais do Ra’zac, os Lethrblaka – e resgataram Katrina de Helgrind. Numa das celas, Eragon descobriu o pai da jovem, cego e semimorto. Eragon considerou a possibilidade de matar Sloan por sua traição, mas rejeitou a ideia. Em vez disso, induziu-o a um sono profundo e disse a Roran e a Katrina que o homem estava morto. Então pediu a Saphira que levasse o casal de volta para os Varden e foi caçar o Ra’zac restante. Sozinho, Eragon matou o último Ra’zac e tirou Sloan de Helgrind. Depois de muito pensar, descobriu o verdadeiro nome do homem, na língua antiga, a língua do poder e da magia. E utilizou essa informação para obrigar o açougueiro a jurar que nunca mais veria a filha. Assim, Eragon o mandou viver entre os elfos. Mas o que não contou ao açougueiro foi que os elfos recuperariam seus olhos se ele se arrependesse de sua traição e do assassinato.
Arya se encontrou com Eragon a meio caminho de onde estavam os Varden e, juntos, eles retornaram a pé pelo território inimigo. Entre os Varden, Eragon descobriu que a rainha Islanzadí enviara doze feiticeiros, liderados por um elfo chamado Blödhgarm, para proteger a ele e a Saphira. Eragon então desfez tanto quanto pôde da maldição que havia lançado contra a garota Elva, mas ela conservou a capacidade de sentir a dor dos outros, embora não sentisse mais a compulsão de salvá-los de seu sofrimento. Roran se casou com Katrina, que estava grávida, e pela primeira vez em muito tempo Eragon se sentiu feliz. Foi quando Murtagh, Thorn e um grupo de homens de Galbatorix atacaram os Varden. Com a ajuda dos elfos, Eragon e Saphira puderam resistir a eles, mas nem Eragon nem Murtagh conseguiram derrotar um ao outro. Foi uma batalha difícil, pois Galbatorix enfeitiçara os soldados para não sentirem dor, e os Varden sofreram muitas baixas.
Nasuada enviou Eragon para representar os Varden entre os anões enquanto eles escolhiam seu novo rei. Ele não queria ir, pois Saphira tinha de ficar e proteger o acampamento dos Varden. Mas foi. Roran se alistou no exército dos Varden e logo subiu na hierarquia, pois demonstrou ser um guerreiro habilidoso e um bom líder de homens. Durante a estadia de Eragon com os anões, sete deles tentaram assassiná-lo. Uma investigação revelou que o clã Az Sweldn rak Anhûin estava por trás do ataque. A reunião de clãs, contudo, prosseguiu, e Orik foi escolhido para suceder a seu tio. Saphira veio se juntar a Eragon para a coroação. Durante o evento, ela cumpriu a promessa de reparar a adorada estrela de safira dos anões, que havia quebrado na batalha entre Eragon e Durza. Dragão e Cavaleiro voltaram para Du Weldenvarden. Lá, Oromis revelou a verdade sobre a herança de Eragon: ele não era filho de Morzan, mas de Brom, embora ele e Murtagh tivessem a mesma mãe, Selena. Oromis e Glaedr também explicaram o conceito do Eldunarí: um dragão pode escolher expeli-lo enquanto vivo, mas isso tem de ser feito com grande cuidado, pois quem quer que possua o Eldunarí pode usá-lo para controlar o dragão do qual ele saiu.
Ainda na floresta, Eragon decidiu que precisava de uma espada para substituir Zar´roc. Lembrando-se do conselho que havia recebido do menino-gato Solembum durante suas jornadas com Brom, Eragon foi procurar a árvore Menoa. Ela concordou em lhe entregar o aço de luz debaixo de suas raízes por um preço não definido. Dessa forma, a elfa ferreira Rhunön – que tinha forjado todas as espadas dos Cavaleiros – trabalhou com Eragon para fazer uma nova espada para ele. A espada era azul, e Eragon a chamou de Brisingr – “fogo”. E a espada irrompia em chamas sempre que ele dizia seu nome. Glaedr entregou seu coração dos corações a Eragon e a Saphira, e eles retornaram para junto dos Varden, enquanto o dragão e Oromis se juntavam aos seus semelhantes e atacavam a parte norte do Império.
Durante o cerco a Feinster, Eragon e Arya encontraram três magos inimigos, um dos quais estava transformado no Espectro Varaug. E, com a ajuda de Eragon, Arya o matou. Enquanto isso, Oromis e Glaedr lutavam contra Murtagh e Thorn. E Galbatorix agiu e se apoderou da consciência de Murtagh. Com o braço de Murtagh, Galbatorix matou Oromis e Thorn abateu o corpo de Glaedr. Embora os Varden tivessem saído vitoriosos de Feinster, Eragon e Saphira choraram a perda de seu professor, Oromis. Mas, mesmo assim, os Varden continuaram, e agora marcham penetrando ainda mais profundamente no Império, em direção à capital, Urû’baen, onde reina Galbatorix, orgulhoso, confiante e desdenhoso, pois sua força é a força dos dragões.

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