24 de junho de 2017

Capítulo 75 - Um homem de consciência

Uma luz morna irradiava através das janelas, do lado direito do
corredor, iluminando partes da parede oposta, decorada com
estandartes, pinturas, escudos, espadas e cabeças de vários
veados, penduradas entre as portas escuras, entalhadas, que
pontuavam a parede, em intervalos regulares.
Ao encaminhar-se para o escritório de Nasuada, olhou para a
cidade através das janelas. Conseguia ouvir os bardos no pátio,
junto das mesas do banquete organizado em honra de Arya. As
celebrações decorriam desde que ela e Fírnen tinham regressado a
Ilírea com Eragon e Saphira, no dia anterior, mas agora
começavam a esmorecer, e por isso ele finalmente tinha conseguido
marcar uma reunião com Nasuada.
Acenou com a cabeça aos guardas que estavam do lado de fora
do escritório e depois entrou na sala.
Lá dentro viu Nasuada recostada numa cadeira almofadada, a
ouvir um músico tocar lira e a cantar uma canção de amor bonita,
ainda que melancólica. Perto da cadeira estava Elva, a criançafeiticeira,
absorta num bordado, numa cadeira próxima, a criada de
Nasuada, Farica e, enroscado no colo de Farica, Olhos Amarelos,
o menino-gato, na sua forma animal. Parecia dormir
profundamente, mas Eragon sabia, por experiência, que era bem
capaz de estar desperto.
Eragon esperou à porta até que o músico terminasse.
— Obrigada, podes retirar-te — disse Nasuada ao músico. — Ah,
Eragon, bem-vindo.
Ele fez-lhe uma ligeira vénia. Depois, dirigindo-se à menina,
disse:
— Elva.
Ela olhou-o por baixo da testa:
— Eragon. — A cauda do menino-gato tremeu.
— O que queres discutir? — perguntou Nasuada, bebendo de um
cálice poisado sobre a mesa de apoio.
— Talvez seja melhor falarmos em privado — respondeu Eragon,
acenando com a cabeça em direção às portas de vidro, por trás
dela, que davam acesso a uma varanda com vista para um pátio
quadrangular com um jardim e uma fonte.
Nasuada ponderou por instantes. Depois levantou-se e
encaminhou-se para a varanda, com a cauda do vestido púrpura a
arrastar pelo chão.
Eragon seguiu-a e ficaram lado a lado, a olhar para os repuxos
frios e acinzentados de água na fonte, mergulhados na sombra
projetada pela parte lateral do edifício.
— Que bela tarde — disse Nasuada, respirando fundo. Parecia
mais tranquila do que da última vez que ele a vira, apenas algumas
horas antes.
— A música parece ter-te deixado bem-disposta — comentou ele.
— Não foi a música, foi Elva.
Eragon inclinou a cabeça.
— Como assim?
Um estranho meio sorriso adornou o rosto de Nasuada.
— Depois do meu aprisionamento em Urû’baen — depois de tudo
o que passei... e perdi — depois dos atentados à minha vida, o
mundo perdeu toda a cor para mim. Não conseguia sentir e nada
do que fizesse me arrancava da tristeza.
— Eu também achava que não — disse ele —, mas não sabia o que
fazer nem o que dizer para ajudar.
— Nada. Nada do que pudesses ter dito ou feito teria ajudado.
Poderia ter ficado assim durante anos senão fosse Elva. Ela disseme...
ela disse-me o que eu precisava de ouvir, creio eu. Fê-lo
para cumprir uma promessa que me fez, há muito tempo, no castelo
de Aberon. — Eragon franziu a sobrancelha e olhou de novo para a
sala onde Elva estava sentada a bordar. Apesar de tudo o que
tinham passado juntos, ainda não se sentia capaz de confiar na
menina e receava que ela estivesse a manipular Nasuada para
satisfazer os seus propósitos egoístas.
Nasuada tocou-lhe no braço com a mão.
— Não tens de te preocupar comigo, Eragon. Conheço-me
demasiado bem para que ela consiga apanhar-me de surpresa,
mesmo que o tentasse. Se Galbatorix não conseguiu vergar-me,
achas que ela o faria?
Eragon voltou a olhá-la com uma expressão sombria:
— Acho.
Nasuada voltou a sorrir.
— Agradeço a tua preocupação, mas neste caso é infundada.
Deixa-me saborear a minha boa disposição; colocar-me-ás as tuas
suspeições mais tarde.
— Está bem. — Depois acrescentou num tom mais brando. —
Ainda bem que te sentes melhor.
— Obrigada. Eu também estou feliz por isso... Saphira e Fírnen
ainda andam a cabriolar por aí, como há algumas horas atrás? Já
não os oiço.
— Andam, mas agora estão por cima da saliência. — As suas
faces ficaram um pouco afogueadas ao tocar na mente de Saphira.
— Ah, bom. — Nasuada poisou as mãos, uma em cima da outra,
sobre a balaustrada cujo pé-direito tinha íris floridas esculpidas. —
Bom, mas porque quiseste reunir-te comigo? Já tomaste uma
decisão em relação à minha proposta?
— Sim.
— Excelente. Então podemos avançar, de imediato, com os
nossos planos. Eu já...
— Decidi não aceitar.
— O quê? — Nasuada olhou-o incrédula. — Porquê? A quem
confiarias essa posição?
— Não sei — respondeu ele, brandamente. — Isso é algo que você e
Orrin terão de descobrir sozinhos.
Ela arqueou as sobrancelhas.
— Nem sequer vais ajudar a escolher a pessoa certa? E esperas
que eu acredite que só seguirias as minhas ordens?
— Não você está a entender — disse Eragon. — Eu não quero
comandar os feiticeiros mas também não me reunirei a eles.
Nasuada olhou-o por instantes, aproximando-se depois das
portas de vidro da varanda, fechando-as, para que Elva, Farica e o
menino-gato não ouvissem a conversa. Depois virou-se de novo
para ele e disse:
— Eragon! Onde tens você a cabeça? Sabes que tens de te reunir a
eles. Todos os feiticeiros que me servem têm de o fazer. Não pode
haver exceções! Não posso permitir que pensem que estou a
favorecer alguém. Semearia a discórdia entre as hostes de
feiticeiros e é exatamente isso que eu não quero que aconteça.
Enquanto fores súbdito do meu reino, terás de te submeter às suas
leis, de contrário a minha autoridade não terá qualquer significado.
Não devia ter de te dizer isto, Eragon.
— E não tens. Eu estou perfeitamente consciente disso, motivo
pelo qual eu e Saphira decidimos abandonar Alagaësia.
Nasuada colocou a mão na balaustrada, como se precisasse de
se apoiar. Durante algum tempo o único ruído que se ouvia era a
água a respingar em baixo.
— Não entendo.
Eragon explicou mais uma vez as razões por que os dragões e,
consequentemente, ele e Saphira não podiam ficar em Alagaësia, tal
como o fizera com Arya, e quando terminou disse:
— Assumir o comando dos feiticeiros nunca iria resultar para
mim. Saphira e eu temos de criar os dragões e treinar os
Cavaleiros, e isso tem de estar à frente de tudo o resto. Mesmo
que eu tivesse tempo, não poderia comandar os Cavaleiros e
cumprir as tuas ordens — as outras raças jamais concordariam.
Apesar de Arya ter decidido tornar-se rainha, os Cavaleiros terão
de se manter tão imparciais quanto possível. Se começarmos a
favorecer pessoas, acabaremos por destruir Alagaësia. A única
forma de eu aceitar ponderar em assumir o cargo seria se os
feiticeiros incluíssem magos de todas as raças — mesmo dos Urgals
—, mas é pouco provável que isso aconteça. Além de que não
resolveria a questão do que fazer com os ovos e os Eldunarís.
Nasuada franziu a sobrancelha.
— Não esperas que eu acredite que não consegues proteger os
dragões aqui em Alagaësia, com todo o poder que tens.
— Talvez conseguisse, mas não posso recorrer apenas à magia
para proteger os dragões. Precisamos de barreiras físicas, de
muralhas, fossos e penhascos demasiado altos para serem
escalados por homens, Elfos, Anões ou Urgals. Precisamos, acima
de tudo, da segurança que apenas a distância nos pode
proporcionar. Terá de ser tão difícil alcançar-nos que os desafios
da viagem demovam mesmo os inimigos mais determinados. Mas
ignora isso. Partindo do princípio de que eu poderia proteger os
dragões, manter-se-ia o problema de os impedir de molestar gado,
fosse ele nosso, dos Anões ou dos Urgals. Gostarias de ter de
explicar a Orik por que razão os seus rebanhos de Feldûnost
estavam a desaparecer, ou de teres de atender constantemente
agricultores furiosos que perdessem os seus animais?... Não, partir
é a única solução.
Eragon olhou para a fonte.
— Mesmo que houvesse um local para os ovos e para os
Eldunarís em Alagaësia, não estaria certo que eu ficasse.
— Porquê?
Ele abanou a cabeça.
— você conheces a resposta tão bem como eu. Tornei-me
demasiado poderoso. Enquanto aqui estiver, a tua autoridade — tal
como a de Arya, Orik e Orrin — será sempre questionada. Quase
toda a gente em Surda, Teirm e no teu próprio reino me seguiria, se
eu lhes pedisse. E, com o apoio dos Eldunarís, não há ninguém que
me possa defrontar, nem mesmo Murtagh ou Arya.
— você nunca te virarias contra nós. você não és assim.
— Não? Achas mesmo que nunca interferirei com o
funcionamento do território ao longo de toda a minha vida — que
poderá ser bastante longa?
— Se o fizeres, tenho a certeza de que será por um bom motivo e
que me sentirei grata pela a tua ajuda.
— Será? Sem dúvida que eu acreditaria que os meus motivos
eram justos, mas essa é a armadilha, não é? Acreditar que sei mais
do que os outros e que, pelo fato de ter todo este poder à minha
disposição, tenho obrigação de agir. — Lembrando-se do que ela
lhe dissera antes, repetiu-lhe as suas próprias palavras: — Para bem
da maioria. E se eu estivesse errado, quem poderia deter-me?
Poderia acabar como Galbatorix, apesar das minhas boas
intenções. Nas presentes circunstâncias, o meu poder compele as
pessoas a concordarem comigo. Percebi isso através das meus
contatos por todo Império... Se estivesses na minha posição,
conseguirias resistir à tentação de interferir apenas um pouco para
melhorares as coisas? A minha presença aqui desequilibra as
coisas, Nasuada. Se quiser evitar tornar-me naquilo que odeio,
tenho de partir.
Nasuada levantou o queixo.
— Eu podia ordenar-te que ficasses.
— Espero que não o faças. Preferiria partir com amizade e não
com raiva no coração.
— Então só respondes pelos teus próprios atos?
— Responderei por Saphira e pela minha consciência, como
sempre fiz.
Nasuada revirou o canto dos lábios.
— Não há nada mais perigoso no mundo que um homem com
consciência.
Mais uma vez, o ruído da fonte preencheu o hiato na sua
conversa.
Depois Nasuada disse:
— Acreditas nos deuses, Eragon?
— Que deuses? Há tantos.
— Qualquer um deles. Todos eles. Acreditas num poder superior
a ti?
— Para além de Saphira? — E sorriu apologeticamente ao ver
Nasuada franzir a sobrancelha. — Desculpa. — Pensou seriamente
durante um minuto e depois disse: — Talvez existam, não sei. Eu
vi... Não sei bem o que vi, mas acho que vi Gûntera, o deus dos
Anões, em Tronjheim, quando Orik foi coroado. Mas, se os deuses
existem, não os tenho em grande conta, por terem permitido que
Galbatorix ocupasse o trono durante tanto tempo.
— Talvez você fosses o instrumento dos deuses para o tirar de lá.
Alguma vez pensaste nisso?
— Eu? — Deu uma gargalhada. — Creio que é possível, mas seja
como for, não estão muito preocupados com a nossa sorte.
— Claro que não. Porque haveriam de estar? Eles são deuses...
Mas adoras algum? — A questão parecia particularmente importante
para Nasuada.
Eragon voltou a ponderar. Depois encolheu os ombros.
— Há tantos. Como poderia eu saber qual escolher?
— Porque não Unulujuna, o criador de todos eles, que oferece a
vida eterna?
Eragon deixou de rir.
— Desde que não fique doente e ninguém me mate, posso viver
mil anos ou mais, e se viver tanto tempo, não me imagino a querer
prosseguir depois da morte. O que mais me poderá oferecer um
deus? Com os Eldunarís tenho poder para fazer quase tudo.
— Os deuses também nos dão hipótese de voltar a ver aqueles
que amamos. Não gostarias disso?
Eragon hesitou.
— Sim. Mas não quero durar uma eternidade. Isso parece ainda
mais assustador do que um dia mergulhar no vazio, segundo a
crença dos Elfos.
Nasuada parecia perturbada.
— Então não respondes perante ninguém, a não ser perante
Saphira e perante ti mesmo.
— Nasuada, eu sou má pessoa?
Ela abanou a cabeça.
— Então acredita que eu farei aquilo que acho que está certo.
Respondo perante Saphira e os Eldunarís, e perante todos os
Cavaleiros que estão para aparecer, e também perante ti, Arya,
Orik e todos os outros em Alagaësia. Não preciso que nenhum
amo me castigue para me comportar como devo. Se precisasse não
passaria de uma criança que obedece às regras do pai apenas por
recear o chicote, e não por ser realmente bem-intencionado.
Ela olhou-o durante alguns segundos.
— Muito bem, então. Vou confiar em ti.
O respingar da água voltou a sobrepor-se a tudo o resto. Lá em
cima, a luz descendente do sol destacava rachas e falhas no teto da
saliência de pedra.
— E se precisarmos da tua ajuda? — perguntou ela.
— Nesse caso, ajudarei. Não te abandonarei, Nasuada. Ligarei
um dos espelhos do teu escritório a um espelho meu, para que
possas sempre contactar-me e farei o mesmo em relação a Roran e
Katrina. Se surgirem problemas, arranjarei uma maneira de mandar
ajuda. Poderei não conseguir vir, mas ajudarei.
Nasuada acenou com a cabeça:
— Eu sei que ajudarás. — Depois suspirou com a infelicidade
estampada no rosto.
— O que é? — perguntou ele?
— Estava tudo a correr tão bem. Galbatorix está morto e os
últimos combates já terminaram. Íamos finalmente resolver o
problema dos feiticeiros. você e Saphira iam comandá-los a eles e
aos Cavaleiros. E agora... Não sei o que vamos fazer.
— Tudo se resolverá. você vais descobrir uma solução.
— Seria mais fácil contigo aqui... Aceitas ao menos ensinar o
nome da língua antiga a quem quer que escolhamos para comandar
os feiticeiros?
Eragon não teve de pensar no assunto, uma vez que já
ponderara nessa possibilidade, mas fez uma pausa, tentando
escolher as palavras certas.
— Poderia fazê-lo, mas acho que com o tempo iríamos
arrepender-nos.
— Então não o vais fazer.
Ele abanou a cabeça.
Uma expressão de frustração perpassou o seu rosto.
— E porque não? Quais são os teus motivos, agora?
— O nome é demasiado perigoso para se passar de boca em
boca de ânimo leve, Nasuada. Se um feiticeiro ambicioso, mas
pouco escrupuloso, lhe deitar as mãos, ele ou ela poderão causar
uma destruição tremenda. Poderiam até destruir a língua antiga.
Nem mesmo Galbatorix era louco ao ponto de o fazer, mas um
feiticeiro inexperiente e sedento de poder? Quem sabe o que
poderia acontecer. Neste momento, Arya, Murtagh e os dragões
são os únicos que conhecem o nome, para além de mim. É melhor
deixar as coisas assim.
— Quando te fores embora vamos ficar dependentes de Arya,
caso precisemos dela.
— você sabes que ela ajudará sempre. Eu preocupar-me-ia com
Murtagh.
Nasuada pareceu fechar-se em si mesma.
— Não precisas. Ele não é uma ameaça para nós. Agora já não.
— Se é como dizes, o teu objetivo é manter os feiticeiros sob
controlo, o nome da língua antiga é uma informação que é preferível
sonegar.
— Se é mesmo assim... compreendo.
— Obrigado. Há mais uma coisa que deverias saber.
Nasuada ficou com uma expressão circunspecta.
— Ah sim?
Ele revelou-lhe a ideia que lhe ocorrera recentemente acerca dos
Urgals. Quando terminou, Nasuada manteve-se em silêncio durante
algum tempo. Depois disse:
— Assumes demasiadas responsabilidades.
— Tem de ser, pois mais ninguém o pode fazer... Você está de
acordo? Parece-me a única forma de assegurar a paz a longo
prazo.
— Tens a certeza que é sensato?
— Não inteiramente, mas acho que temos de tentar.
— Os Anões também? Achas que é mesmo necessário?
— Sim, faz todo o sentido. É perfeitamente justo. Além disso,
ajudará a manter o equilíbrio entre as raças.
— E se eles não concordarem?
— Tenho a certeza que vão concordar.
— Então faz o que achares melhor. Não precisas da minha
aprovação — deixaste isso bem claro —, mas concordo que é
necessário, caso contrário daqui a vinte ou trinta anos poderemos
ter de enfrentar muitos dos problemas com que os nossos
antepassados se depararam quando chegaram a Alagaësia.
Eragon curvou ligeiramente a cabeça.
— Vou tratar de tudo.
— Quando pensas partir?
— Quando Arya partir.
— Tão cedo?
— Não há motivo para esperar mais.
Nasuada encostou-se à balaustrada, de olhos fixos na fonte, lá
em baixo.
— Voltas para nos visitar?
— Vou tentar, mas... não me parece. Quando Angela me leu a
sina disse que nunca mais voltaria.
— Ah. — Nasuada tinha a voz áspera, como se estivesse rouca.
Depois virou-se e olhou-o nos olhos. — Vou sentir a tua falta.
— Eu também vou sentir a tua falta.
Nasuada comprimiu os lábios como se tentasse não chorar.
Depois avançou e abraçou-o. Ele abraçou-a também e ficaram
assim durante uns momentos.
Finalmente separaram-se e ele disse:
— Nasuada, se alguma vez te cansares de ser rainha, ou quiseres
um lugar para viver em paz, reúne-te a nós. Serás sempre bemvinda
ao nosso palácio. Não posso tornar-te imortal, mas posso
prolongar-te a vida muito além do que a maior parte dos humanos
vive e irias vivê-la de boa saúde.
— Obrigada. Agradeço a tua oferta e não a esquecerei. —
Contudo, Eragon teve a sensação que ela jamais se decidiria a
abandonar Alagaësia, por muita idade que tivesse, pois a sua noção
de dever era demasiado forte. Depois perguntou:
— Dás-nos a tua bênção?
— Claro. — Ela abanou-lhe a cabeça entre as mãos, beijou-o na
testa e disse: — A minha bênção para ti e para Saphira. Que a paz e
a sorte estejam convosco, para onde quer que vão.
— Igualmente — disse ele.
Nasuada manteve as mãos sobre ele durante mais alguns
instantes e depois largou-o. Eragon abriu a porta de vidro e saiu do

escritório, deixando-a sozinha na varanda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Boa leitura :)