24 de junho de 2017

Capítulo 72 - Um merecido epitáfio

Depois da vitória em Urû’baen, os meses pareciam passar a voar
e, ao mesmo tempo, pareciam arrastar-se para Eragon. Tanto
ele como Saphira tinham muito que fazer e raro era o dia em
que não se sentiam extenuados ao pôr-do-sol, no entanto,
continuavam a não ter propósitos — apesar das muitas tarefas que a
rainha Nasuada lhes dava. Era como se estivessem parados numa
extensão de água tranquila, à espera que alguma coisa — qualquer
coisa — os voltasse a empurrar para a corrente principal.
Ele e Saphira ficaram em Urû’baen mais quatro dias depois de
Nasuada ser nomeada rainha, ajudando os Varden a consolidarem
a sua presença. Passaram grande parte do tempo a lidar com os
habitantes da cidade — normalmente a apaziguarem multidões
furiosas com alguma ação dos Varden — e a perseguirem grupos de
soldados que tinham fugido de Urû’baen e atacavam viajantes,
camponeses e propriedades próximas para sobreviverem.
Participaram também no esforço de reconstrução do gigantesco
portão fronteiriço da cidade e Eragon lançou vários feitiços, a
pedido de Nasuada, para que os que ainda eram leais a Galbatorix
não iniciassem qualquer ação contra ela. Os feitiços aplicavam-se
unicamente às pessoas que estavam dentro da cidade e nas terras
circundantes, mas todos os Varden se sentiram mais seguros depois
de ele os lançar.
Eragon reparou que os Varden, os Anões e até mesmo os Elfos
os tratavam de forma diferente do que antes da morte de
Galbatorix. Mostravam-se mais reverentes e atenciosos —
especialmente os humanos — e Eragon acabou por perceber que os
encaravam, a ambos, com um sentimento de respeito. A princípio
agradou-lhe — embora Saphira não parecesse dar grande
importância a isso — mas depois começou a incomodá-lo, ao
perceber que a maioria dos Anões e humanos estava de tal forma
ansiosa por agradar que lhe dizia tudo o que achava que ele queria
ouvir, em detrimento da verdade. A descoberta inquietou-o e deu
consigo incapaz de confiar em alguém a não ser em Roran, Arya,
Nasuada, Orik, Horst e Saphira, é claro.
Viu Arya poucas vezes durante esses dias e, nas poucas vezes
que se encontraram, ela parecia reservada, o que ele reconheceu
ser a sua forma de lidar com a dor. Nunca conseguiram falar em
privado e as condolências que Eragon lhe conseguiu dar foram
breves e desajeitadas. Ficou com a impressão que ela apreciou,
mas era difícil de dizer.
Nasuada, por seu turno, pareceu recuperar muito do seu anterior
dinamismo, talento e energia depois de uma noite bem dormida, o
que impressionou Eragon. A sua consideração por ela aumentou
tremendamente depois de ouvir o relato do seu suplício no Salão da
Profetisa, tal como o seu respeito por Murtagh, sobre quem
Nasuada não disse nem mais uma palavra depois disso. Elogiou
Eragon pela liderança dos Varden na sua ausência — embora ele
reclamasse, dizendo-lhe que estivera ausente durante a maior parte
do tempo — e agradeceu-lhe pelo fato de a resgatar tão
rapidamente, admitindo no final da conversa, que Galbatorix quase
conseguira vergá-la.
No terceiro dia, Nasuada foi coroada na grande praça, perto do
centro da cidade, perante o olhar de uma vasta multidão de
humanos, Anões, Elfos, meninos-gatos e Urgals. A explosão que
acabara com a vida de Galbatorix destruíra a velha coroa dos
Broddrings, por isso os anões forjaram uma nova com ouro
descoberto na cidade e as jóias que os Elfos retiraram dos seus
elmos ou dos pomos das espadas.
A cerimónia foi simples e, por isso mesmo, mais eficaz. Nasuada
aproximou-se a pé, vinda da cidadela em ruínas. Envergava um
vestido púrpura — com mangas à altura dos cotovelos, para que
todos vissem as cicatrizes que lhe cobriam os antebraços — e uma
cauda debruada a vison, que Elva segurava, pois Eragon atendera
aos avisos de Murtagh e insistira para que a menina ficasse tão
perto de Nasuada quanto possível.
Enquanto Nasuada se encaminhava para o estrado que fora
montado no centro da praça, ouviu-se o rufar lento de um tambor.
Em cima do estrado, junto da cadeira trabalhada que lhe serviria de
trono, estava Eragon e Saphira, mesmo atrás. Em frente da
plataforma elevada estavam os reis Orrin, Orik e Grimrr,
juntamente com Arya, Däthedr e Nar Garzhvog.
Nasuada subiu para o estrado e ajoelhou-se diante de Eragon e
de Saphira, e um anão do clã de Orik entregou a Eragon a coroa
acabada de fazer, que este colocou na cabeça de Nasuada.
Depois, Saphira arqueou o pescoço, tocou na testa de Nasuada, e
juntamente com Eragon disseram:
— Ergue-te agora como rainha, Nasuada, filha de Ajihad e
Nadara!
Ouviu-se uma fanfarra de trombetas e a multidão ali reunida —
que até então estivera mortalmente silenciosa — começou a aclamar.
Era uma estranha cacofonia, pois os urros dos Urgals misturavamse
com as vozes melodiosas dos Elfos.
Depois, Nasuada sentou-se no trono. O rei Orrin aproximou-se
e jurou-lhe lealdade, seguido de Arya, do rei Orik, Grimrr
Meia-pata e Nar Garzhvog, que lhe prometeram a amizade das
respetivas raças.
Eragon ficou profundamente afetado com o acontecimento e deu
consigo a conter as lágrimas, ao olhar para o porte régio de
Nasuada, sentada no trono. Só na sua coroação sentiu que o
fantasma da opressão de Galbatorix começava a desvanecer-se.
Depois festejaram e os Varden e os seus aliados celebraram ao
longo de toda a noite, prolongando-se até ao dia seguinte. Eragon
pouco recordava das festividades, a não ser a dança dos Elfos, a
batida forte dos tambores dos Anões e os quatro Kulls que
treparam a uma torre, na muralha da cidade, e aí a ficaram a soprar
em cornos feitos dos crânios dos seus pais. O povo da cidade
também se reuniu às celebrações e Eragon viu neles alívio e júbilo
pelo fato de Galbatorix já não ser rei. Por baixo das suas emoções
e das de todos os presentes estava a consciência da importância do
momento, pois todos sabiam estar a assistir ao fim de uma era e ao
começo de uma outra.
No quinto dia, quando o portão estava praticamente
reconstruído e a cidade começava a parecer razoavelmente segura,
Nasuada ordenou a Eragon e a Saphira que voassem até Dras-
Leona e daí para Belatona, Feinster e Aroughs e usassem o nome
da língua antiga para libertarem dos seus votos todos os que tinham
jurado lealdade a Galbatorix. Pediu também a Eragon que lançasse
feitiços sobre nobres e soldados — tal como fizera ao povo de
Urû’baen — para impedir que estes tentassem corromper a paz
recém-estabelecida. Mas Eragon recusou por achar que isso era
demasiado semelhante à forma como Galbatorix controlava aqueles
que o serviam. Em Urû’baen, o risco de haver assassinos ou outros
lealistas escondidos era elevado, pelo que Eragon aceitou fazer o
que ela lhe pedira, mas não noutros locais. Para seu alívio, Nasuada
concordou depois de alguma ponderação.
Eragon e Saphira levaram consigo mais de metade dos Eldunarís
de Vroengard. Os outros ficaram com os corações dos corações
que tinham sido resgatados do tesouro de Galabatorix. Blödhgarm
e os seus feiticeiros — que já não estavam obrigados a defender
Eragon e Saphira — levaram esses Eldunarís para um castelo, vários
quilômetros a nordeste de Urû’baen, onde seria fácil proteger os
corações de qualquer um que os tentasse roubar e onde os
pensamentos dos dragões enlouquecidos não afetariam as mentes
de ninguém a não ser dos seus guardiães.
Eragon e Saphira só partiram depois de se convencerem de que
os Eldunarís estavam em segurança.
Quando chegaram a Dras-Leona, Eragon ficou perplexo com o
número de feitiços que encontraram por toda a cidade, bem como
em Helgrind, a sombria torre de pedra, concluindo que muitos
deveriam ter centenas de anos, senão fossem mais antigos:
encantamentos perdidos há muitas eras. Deixou os que pareciam
inofensivos e eliminou os nefastos, embora, por vezes, fosse difícil
fazer a distinção e ele se sentisse relutante em interferir com feitiços
cujo propósito não entendia. Aí os Eldunarís revelaram-se bastante
úteis, pois em alguns casos recordavam-se de quem os lançara e
porquê, ou conseguiam adivinhar o seu propósito através de
informação que não tinha qualquer significado para Eragon.
No que diz respeito a Helgrind e aos feitiços dos sacerdotes —
que se tinham escondido assim que as notícias da morte de
Galbatorix chegou aos seus ouvidos —, Eragon não se deu ao
trabalho de determinar quais seriam perigosos ou não, eliminandoos
a todos. Usou também o nome dos nomes para procurar o cinto
de Beloth, o Sábio, nas ruínas da grande catedral; mas sem
sucesso.
Ficaram em Dras-Leona três dias e depois seguiram para
Belatona. Aí, Eragon removeu os encantamentos de Galbatorix, tal
como em Feinster e Aroughs. Em Feinster, alguém tentou matá-lo
com uma bebida envenenada. As suas defesas protegeram-no, mas
o incidente enfureceu Saphira.
Se alguma vez encurralar o rato cobarde que fez isto, como-o
vivo dos pés à cabeça, rosnou ela.
Na viagem de regresso para Urû’baen, Eragon sugeriu um
pequeno desvio. Saphira concordou e alterou a rota, inclinando-se
até o horizonte ficar na vertical e o mundo ficar igualmente dividido
entre o azul-escuro do céu e o verde e castanho da terra.
A busca demorou meio-dia mas Saphira finalmente encontrou o
aglomerado de colinas de arenito e, entre elas, uma colina em
particular: um amontoado alto e íngreme de pedra avermelhada
com uma caverna a meio da encosta e um túmulo cintilante de
diamante, no topo.
A colina estava exatamente como Eragon se recordava dela e,
ao olhá-la, sentiu um aperto no peito.
Saphira aterrou junto do túmulo e as suas garras arranharam a
pedra porosa, arrancando-lhe algumas lascas.
Eragon soltou as pernas das correias, com gestos lentos, e
deslizou para o chão.
Ao sentir o cheiro a pedra quente, foi percorrido por uma
vertigem e, por instantes, foi como se estivesse no passado.
Depois recompôs-se e a sua mente clareou. Encaminhou-se para
o túmulo, olhou para as profundezas de cristal e viu Brom.
Viu o seu pai.
A aparência de Brom não se modificara, na medida em que o
diamante que envolvia o seu corpo, protegia-o da ação
devastadora do tempo e a sua pele não revelava quaisquer vestígios
de putrefação. A pele do seu rosto sulcado de rugas estava firme e
tinha um tom rosado, como se o sangue quente ainda circulasse.
Era como se Brom fosse abrir os olhos e levantar-se a qualquer
momento, pronto a prosseguir a sua viagem interrompida. De certa
forma tornara-se imortal, pois já não envelhecia como os outros e
ficaria para sempre assim, preso num sono sem sonhos.
A espada de Brom repousava sobre o seu peito e a sua longa
barba branca, e tinha as mãos dobradas sobre o punho tal como
Eragon as colocara. Junto dele tinha o bastão nodoso — gravado
com dezenas de hieróglifos na língua antiga — só agora Eragon tinha
reparado.
As lágrimas afloraram-lhe e ele deixou-se cair de joelhos,
chorando em silêncio durante uns momentos esquecidos. Ouviu
Saphira reunir-se a si, sentiu-a com a mente e percebeu que
também ela chorava a perda de Brom.
Finalmente levantou-se e encostou-se junto do túmulo,
estudando a forma do rosto de Brom. Agora que sabia o que
procurar, conseguia ver as semelhanças nas suas feições,
semelhanças esbatidas e obscurecidas pela idade e pela barba, mas
ainda assim inequívocas. O ângulo das maçãs do rosto de Brom, o
vinco entre as sobrancelhas, a curva do lábio superior, Eragon
reconhecia tudo isso. Não herdara, contudo, o nariz adunco. O
nariz era o da mãe.
Eragon baixou a cabeça, respirando pesadamente, e os seus
olhos voltaram a enevoar-se.
— Está feito — disse ele, em voz baixa. — Consegui...
Conseguimos. Galbatorix está morto. Nasuada subiu ao trono e
Saphira eu estamos incólumes. Ficarias satisfeito com isso, não é,
minha raposa velha? — Riu-se brevemente e limpou os olhos com as
costas do pulso. — Além disso, há ovos de dragões em Vroengard.
Ovos! Os dragões não vão desaparecer e serei eu e a Saphira que
os iremos educar. Nunca previste isso, pois não? — Voltou a rir-se,
sentindo-se tonto e devastado pela dor. — O que pensarias de tudo
isto? Continuas o mesmo de sempre, mas nós não. Será que nos
reconhecerias?
Claro que reconheceria, disse Saphira. És filho. E tocou-lhe com
o focinho. Além disso, o teu rosto não se modificou a ponto de ele
te confundir com outra pessoa, mesmo que o teu cheiro tenha
mudado.
Mudou?
Agora cheiras mais a elfo...
De qualquer forma, é pouco provável que ele me confundisse
com Shruikan ou Glaedr, não é verdade?
Sim.
Eragon fungou e afastou-se do túmulo. Brom parecia tão vivo
dentro do diamante, que a sua imagem lhe deu uma ideia: uma ideia
louca e improvável, que quase pôs de parte, mas que as suas
emoções não lhe permitiam ignorar. Pensou em Umaroth e nos
Eldunarís — em todo o seu conhecimento acumulado e no que
tinham conseguido em Urû’baen com o seu feitiço — e uma centelha
de esperança desesperada acendeu-se no seu coração.
Dirigindo-se a Saphira e a Umaroth, disse:
Brom tinha acabado de morrer quando o sepultámos. Só no dia
seguinte é que Saphira transformou a pedra em diamante, mas,
ainda assim, ele ficou envolto em pedra, protegido do ar, durante
toda a noite. Umaroth, com toda a tua energia e o teu saber
talvez... talvez ainda pudéssemos curá-lo. Eragon estremeceu
como se estivesse febril. Anteriormente, eu não sabia como curar o
seu ferimento, mas agora... agora acho que conseguiria fazê-lo.
Seria mais difícil do que pensas, disse Umaroth.
Sim, mas podias fazê-lo!, disse Eragon. Eu vi-te a ti e à Saphira
conseguirem coisas assombrosas com magia. Certamente que isto
está também ao teu alcance!
Tu sabes que não podemos usar magia quando nos mandam,
disse Saphira.
E mesmo que conseguíssemos, disse Umaroth, era bem provável
que não recuperássemos a mente de Brom tal qual como era antes.
As mentes são complicadas e ele poderia acabar por ficar com a
inteligência perturbada, ou com a personalidade alterada. E depois?
Desejarias que ele vivesse assim? Será que ele desejaria viver
assim? Não, é melhor deixá-lo estar, Eragon, é melhor que o
honres com os teus pensamentos e as tuas ações, tal como fizeste.
Gostavas que fosse de outra forma, tal como todos os que
perderam alguém que amavam. Contudo, é assim que as coisas
são. Brom vive nas tuas memórias e, se ele era o homem que nos
mostraste, contentar-se-ia com isso. Contenta-te você também.
Mas...
Não foi Umaroth que o interrompeu, mas o mais velho dos
Eldunarís, Valdr, que surpreendeu Eragon ao falar-lhe não em
imagens e sentimentos, mas em palavras na língua antiga, proferidas
com um grande esforço, como se cada uma lhe fosse estranha. Ele
disse:
Deixa os mortos para a terra. Eles não são para nós. Depois
silenciou, mas Eragon sentiu uma profunda tristeza e empatia a
emanarem dele.
Suspirou longamente e fechou os olhos. Depois libertou a sua
esperança disparatada do coração e voltou a aceitar o fato de que
Brom morrera.
— Nunca pensei que fosse tão difícil — disse ele a Saphira.
Seria estranho que não fosse. Eragon sentiu a sua respiração
quente despentear-lhe o cabelo, no alto da cabeça, e ela tocou-lhe
com um dos lados do focinho nas costas.
Sorriu-lhe debilmente e reuniu coragem para voltar a olhar para
Brom.
— Pai — disse ele. A palavra tinha um sabor estranho, pois nunca
tivera motivos para a proferir. Eragon desviou o olhar para as runas
que colocara no pináculo, à cabeceira do túmulo, e que diziam:
AQUI JAZ BROM
Um Cavaleiro do Dragão
Que foi como um pai
Para mim
Que o seu nome se eternize na sua glória.
Sorriu dolorosamente por ter chegado tão perto da verdade.
Depois falou na língua antiga e viu o diamante cintilar e fluir
enquanto um novo padrão de runas se formava sobre ele. Quando
terminou, a inscrição tinha mudado e dizia o seguinte:

AQUI JAZ BROM
Um Cavaleiro unido ao dragão Saphira
Filho de Holcomb e Nelda
Bem-amado de Selena
Pai de Eragon, Matador de Espectros
Fundador dos Varden
E Ruína dos Renegados.
Que o seu nome se eternize na sua glória.
Stydja unin mor’ranr.
Era um epitáfio menos pessoal, mas Eragon achou-o mais
adequado. Depois lançou vários feitiços para proteger o diamante
de ladrões e de vândalos.
Continuou de pé junto do túmulo, relutante em virar-lhe as
costas, e sentindo que deveria haver algo mais — um acontecimento,
uma emoção ou uma constatação que tornasse mais fácil despedirse
do pai e partir.
Por fim, colocou a mão sobre o diamante frio, desejando poder
penetrar através dele e tocar em Brom uma última vez, e disse:
— Obrigado por tudo o que me ensinaste.
Saphira resfolgou e curvou a cabeça até o seu focinho tocar, ao
de leve, na pedra preciosa.
Depois Eragon virou-se e subiu lentamente para o dorso de
Saphira, com a sensação de ter encerrado algo.
Sentiu-se sombrio durante algum tempo, depois de Saphira
levantar voo e voar para Nordeste, em direção a Urû’baen. E,
quando a extensão de colinas de arenito era apenas uma mancha no
horizonte, ele suspirou longamente e olhou para o céu azul.
Um sorriso inundou-lhe o rosto.
Qual é a graça?, perguntou Saphira, sacudindo a cauda para trás
e para diante.
A escama no teu focinho está a crescer outra vez.
A sua alegria era evidente. Depois fungou e disse:
Eu sempre soube que iria crescer. Porque não haveria de
crescer? Eragon sentia os flancos dela a vibrarem contra os seus
calcanhares. Ronronava de satisfação. Afagou-a e encostou o peito

ao seu pescoço, sentindo o calor do seu corpo passar para o seu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Boa leitura :)