23 de junho de 2017

Capítulo 7 - O que é um homem?

A lama agarrava-se às botas de Roran cada vez que ele levantava os pés, atrasando-o e fazendo as pernas arderem pelo esforço. Era como se o próprio chão quisesse arrancar suas botas. Além de espessa, a lama também estava escorregadia, deslizando sob seus calcanhares nos piores momentos, justo quando ele estava nas posições mais precárias. E era funda. A passagem constante de homens, animais e carroças transformara os quinze centímetros de terra na superfície num pântano quase intransponível. Restavam ainda alguns trechos de relva esmagada na beira da estrada que atravessavam o acampamento dos Varden – mas Roran desconfiava que em breve desapareceriam, pois os homens procuravam evitar o centro da trilha.
Roran não fez qualquer esforço para evitar a lama, pois já não se importava de sujar a roupa. Além disso, estava de tal forma exausto que parecia mais fácil continuar a caminhar penosamente na mesma direção do que preocupar-se em escolher um caminho, saltando de uma ilha de grama para a outra.
Enquanto avançava aos tropeções, Roran pensou em Belatona. Desde a audiência de Nasuada com os meninos-gatos, estivera montando um posto de comando na área noroeste da cidade e fazendo o possível para controlar esse quadrante, destacando homens para apagarem focos de incêndio, erguerem barricadas nas ruas, revistarem casas à procura de soldados e confiscarem armas. Era uma tarefa titânica e ele perdeu a esperança de conseguir fazer o que era necessário, receando que a cidade voltasse a explodir numa guerra aberta. Espero que aqueles idiotas consigam passar a noite sem se matar.
O seu flanco esquerdo latejou, fazendo-o rilhar os dentes e sorver o ar.
Maldito covarde.
Alguém o atingira com uma besta do telhado de um edifício. Salvara-se por um mero golpe de sorte, pois um dos seus homens, Mortenson, passara na sua frente no instante exato do disparo do atacante. O dardo trespassara Mortenn de um lado ao outro, levando ainda força suficiente para lhe deixar uma horrível mancha roxa. Mortenson morrera no local e o autor do disparo conseguira escapar.
Cinco minutos depois uma explosão qualquer, possivelmente mágica, matara mais dois dos seus homens ao entrarem num estábulo para investigar um ruído.
Tanto quanto sabia, tais ataques eram comuns por toda a cidade e os agentes de Galbatorix estavam, sem dúvida, por trás de muitos deles, mas os habitantes de Belatona eram também responsáveis – homens e mulheres que não suportavam a ideia de ficar parados enquanto um exército invasor tomava conta das suas casas, por mais honrosas que fossem as intenções dos Varden. Roran conseguia identificar-se com as pessoas que sentiam que tinham de defender as famílias, mas, ao mesmo tempo, amaldiçoava-as por serem estúpidas ao ponto de não reconhecerem que os Varden estavam tentando ajudá-los e não machucá-los.
Coçou a barba enquanto esperava que um anão tirasse um pônei carregadíssimo do seu caminho, continuando depois a avançar pesadamente.
Ao aproximar-se da tenda viu Katrina junto de uma tina de água quente com sabão,esfregando uma bandagem manchada de sangue numa tábua de lavar roupa. Tinhas as mangas enroladas por cima dos cotovelos, o cabelo preso num coque desgrenhado e as faces avermelhadas do trabalho, mas nunca antes lhe parecera tão bela. Ela era o seu consolo – o seu consolo e o seu refúgio – e o simples fato de vê-la ajudou a aliviar a sensação de entorpecimento e de alheamento que tomara conta de si.
Ela viu-o e parou imediatamente de lavar a roupa, correndo na sua direção e enxugando as mãos rosadas na parte da frente do vestido. Roran procurou equilibrar-se quando ela se atirou contra ele e abraçou o seu peito, sentindo uma dor aguda no flanco e gemendo brevemente.
Katrina soltou-o ligeiramente e inclinou-se para trás, franzindo o sobrancelha.
— Oh! Te machuquei?
— Não... não. Estou apenas dorido.
Ela não o questionou e voltou a abraçá-lo mais suavemente, olhando-o com os olhos brilhantes de lágrimas. Ele segurou-a pela cintura, curvou-se e beijou-a, sentindo uma gratidão indescritível pela sua presença.
Katrina colocou o braço direito dele sobre os seus ombros e ele permitiu que ela suportasse parte do seu peso ao regressarem à tenda. Roran suspirou, sentando-se no tronco que usavam como banco que Katrina colocara junto da pequena fogueira que tinha acendido para aquecer a tina de água e sobre a qual agora fervia uma panela de guisado em fogo brando.
Katrina encheu uma tigela de guisado e serviu a ele. Depois trouxe, de dentro da tenda, uma caneca de cerveja e um prato com meio pão e uma fatia de queijo.
— Precisa de mais alguma coisa? — perguntou ela, numa voz estranhamente rouca.
Roran não respondeu, apenas aninhou o rosto de Katrina com a mão, acariciando-a duas vezes com o polegar. Ela sorriu tremulamente e colocou uma mão sobre a dele, depois voltando à lavagem das roupas, esfregando com energia renovada.
Roran olhou para a comida durante bastante tempo antes de prová-la; estava ainda tão tenso que duvidava conseguisse comer, contudo, depois de alguns pedaços de pão, o apetite voltou e ele começou a devorar avidamente o guisado.
Depois de terminar, pousou o prato no chão e aqueceu as mãos no fogo, beberricando os últimos goles de cerveja.
— Nós ouvimos o estrondo quando os portões caíram — disse Katrina, torcendo a bandagen. — Não aguentaram muito tempo.
— Não... ter um dragão do nosso lado ajuda.
Roran olhou para o ventre de Katrina enquanto ela pendurava a bandagem no varal improvisado que se estendia do topo da tenda deles até a barraca vizinha. Sempre que pensava na criança que ela trazia no ventre, a criança que ambos tinham gerado, sentia um enorme orgulho, mas este parecia sombreado por ansiedade, pois não sabia se poderia garantir um lar seguro ao bebé. Além disso, se a guerra não terminasse até Katrina dar à luz, ela pretendia abandoná-lo e partir para Surda, onde poderia criar a criança em relativa segurança.
Não posso perdê-la mais uma vez.
Katrina mergulhou outra bandagem na tina.
— E a batalha na cidade? — perguntou ela, mexendo na água. — Como correu?
— Tivemos de lutar por cada metro. Mesmo Eragon passou um mau bocado.
— Os feridos falaram de catapultas montadas sobre rodas.
— Sim. — Roran molhou a língua com cerveja, descrevendo-lhe depois rapidamente como os Varden tinham se deslocado através de Belatona e que contratempos tinham enfrentado pelo caminho. — Perdemos muitos homens hoje, mas poderia ter sido pior. Muito pior. Jörmundur e o capitão Martland planejaram bem o ataque.
— Contudo, o plano deles não teria dado certo se não fosse por você e  Eragon. Vocês tiveram muita coragem.
Roran deixou escapar uma gargalhada.
— Ah! E sabe porquê? Eu te explico. Nem um só homem em cada dez quer atacar o inimigo. Eragon não percebe isso porque está sempre na frente de batalha conduzindo os soldados, mas eu vejo. A maior parte dos homens se deixa ficar para trás e não luta, a menos que sejam encurralados, ou então erguem as armas no ar e fazem muito barulho, mas na verdade não fazem nada.
Katrina parecia chocada.
— Como é isso possível? São covardes?
— Não sei. Acho... acho que talvez não tenham coragem de olhar um homem nos olhos e matá-lo, embora não pareçam ter qualquer dificuldade em golpear soldados de costas viradas paraeles. Por isso esperam que outros façam o que eles não conseguem. Esperam por gente como eu.
— Você acha que os homens de Galbatorix estão igualmente relutantes?
Roran encolheu os ombros.
— É possível. Mas não têm outro remédio senão obedecer a Galbatorix. Se ele lhes ordenar que lutem, eles lutam.
— Nasuada poderia fazer o mesmo, podia mandar os seus magos lançar feitiços para garantir que ninguém fuja às suas obrigações.
— O que a distinguiria de Galbatorix se ela fizesse isso? De qualquer forma, os Varden não permitiriam.
Katrina abandonou a tina e veio beijá-lo na testa.
— Fico feliz por conseguir fazer o que faz — sussurrou ela.
Depois voltou para junto da tina e começou a esfregar outra tira de linho suja na tábua de lavar roupa.
— Senti algo através do anel algumas horas atrás... e pensei que talvez tivesse acontecido alguma coisa com você.
— Estava no meio de uma batalha, não seria de espantar que sentisse uma pontada de vez em quando.
Ela fez uma pausa com os braços dentro d’água.
— Nunca senti antes.
Roran esvaziou a caneca de cerveja, procurando adiar o inevitável. Esperava poder poupá-la aos detalhes da sua desventura no castelo, mas era óbvio que ela não iria descansar até saber a verdade. Tentar convencê-la do contrário apenas faria com que imaginasse cenários bem piores do que aquilo que realmente acontecera. Além disso, seria inútil guardá-lo para si, uma vez que as notícias do incidente, em breve, seriam do conhecimento geral entre os Varden.
Por isso contou-lhe, fazendo um breve relato do incidente na tentativa de descrever a derrocada da muralha como um aborrecimento insignificante e não como algo que quase o matara.
Ainda assim, teve alguma dificuldade em descrever a experiência, falando com hesitação, sempre à procura das palavras certas. Quando terminou, ficou em silêncio, abalado pela lembrança.
— Pelo menos não ficou ferido — disse Katrina.
Ele cutucou uma rachadura na borda da caneca.
— Não.
O respingar de água cessou e ele sentiu o olhar dela fixo em si.
— Você enfrentou perigos muito maiores antes.
— Sim... creio que sim.
O tom de voz dela tornou-se mais suave:
— Então o que foi? — Ao ver que ele não respondia, disse: — Não há nada tão terrível que não possa me contar, Roran. Você sabe disso.
A ponta da unha do polegar direito quebrou ao arranhar de novo a caneca, e ele esfregou a lasca afiada da unha várias vezes contra o indicador.
— Pensei que morreria quando a muralha caiu.
— Qualquer pessoa teria pensado o mesmo.
— Sim, mas o fato é que eu não me importei. — E olhou para ela, angustiado. — Não entende? Eu desisti. Quando percebi que não podia fugir, aceitei esse fato tão docilmente como um cordeiro sendo conduzido para o matadouro e... — Incapaz de continuar, largou a caneca e escondeu o rosto nas mãos. O inchaço na garganta dificultava-lhe a respiração. Depois sentiu os dedos de Katrina de leve nos seus ombros. — Eu desisti — rosnou ele, furioso e indignado consigo mesmo. — Parei de lutar... por você... pelo nosso filho. — E engasgou-se nas palavras.
— Shh, shh — murmurou ela.
— Nunca tinha desistido antes. Nem uma vez... Nem mesmo quando os Ra’zac te levaram.
— Eu sei que não.
— Esta luta tem de acabar. Não pode continuar desta forma... Eu não posso... Eu... — Levantou a cabeça e ficou horrorizado ao ver que também ela estava prestes a rebentar em lágrimas. Levantou-se, envolveu-a nos braços e apertou-a contra si. — Desculpe — sussurrou. — Desculpe, desculpe, desculpe... Não vai voltar a acontecer. Nunca mais, prometo.
— E não quero saber disso — disse ela, com a voz abafada no seu ombro.
A resposta dela doeu.
— Eu sei que fui fraco, mas a minha palavra ainda devia ter algum valor para tvocê.
— Não foi o que eu quis dizer! — exclamou ela, recuando e olhando-o acusadoramente. — Às vezes você é um tonto, Roran.
Ele sorriu ligeiramente.
— Eu sei.
Ela entrelaçou as mãos atrás do pescoço dele.
— Independentemente do que sentiu quando a muralha caiu, eu não te respeitaria menos por isso. O importante é que você ainda está vivo... Não podia fazer nada quando a muralha caiu, não é?
Ele abanou a cabeça.
— Então não precisa se envergonhar de nada. Se pudesse ter evitado ou fugido e não fez nenhuma dessas coisas, teria perdido o meu respeito. Mas você fez tudo o que podia e, quando não podia fazer mais nada, aceitou o seu destino e não se revoltou desnecessariamente com ele. Isso é sabedoria, não fraqueza.
Ele curvou-se e beijou-a na testa.
— Obrigado.
— Na minha opinião, você é o homem mais corajoso, mais forte e mais gentil de toda a Alagaësia.
Desta vez ele beijou-a na boca. Depois disso ela riu, libertando rapidamente a tensão acumulada e ambos ficaram a se balançar, como se estivessem dançando ao som de uma melodia que só eles ouviam.
Depois, Katrina deu-lhe um empurrão brincalhão e foi terninar de lavar a roupa. Ele voltou a sentar-se no tronco, sentindo-se satisfeito pela primeira vez desde que a batalha terminara, apesar das suas inúmeras dores.
Roran observou os homens e os cavalos, os anões e os Urgals que passavam de vez em quando em frente da sua tenda, reparando nos ferimentos e no estado das armas e armaduras.
Tentava avaliar o estado de espírito geral dos Varden e a conclusão a que chegou foi que todos, à exceção dos Urgals, precisavam de umas boas horas de sono e de uma refeição decente, e que todos, incluindo os Urgals – muito especialmente os Urgals – precisavam ser esfregados da cabeça aos pés com uma escova de pelo de javali e baldes de água com sabão.
Observou também Katrina e viu que sua boa disposição inicial foi desaparecendo gradualmente, e à medida que trabalhava, ficava mais irritável. Esfregava incansavelmente uma série de manchas sem grande sucesso. Uma expressão carregada escureceu-lhe o rosto e começou a fazer pequenos ruídos de frustração.
Finalmente, depois de bater o pedaço de tecido na tábua de lavar roupa, fazendo água e espuma voarem vários metros no ar, ela encostou-se à tina, os lábios comprimidos, e Roran levantou-se do tronco e foi para o seu lado.
— Vamos, deixe que eu faço.
— Não seria próprio — murmurou ela.
— Que disparate. Vá se sentar que eu termino... Vai.
Ela abanou a cabeça.
— Não. Você é que deveria descansar, não eu. Além disso, iss não é trabalho de homem.
Ele riu zombeteiramente.
— Por determinação de quem? O trabalho de um homem ou de uma mulher é o que precisar de ser feito. Agora, vá se sentar. Vai se sentir melhor quando descansar os pés.
— Roran, eu estou bem.
— Não seja boba. — Tentou afastá-la delicadamente da tina, mas ela não se mexeu.
— Não está certo — protestou ela. — O que as pessoas pensariam? — Fez um gesto para os homens que percorriam apressadamente o caminho enlameado junto da tenda deles.
— Podem pensar o que quiserem. Fui eu que casei com você, e não eles. Se acham que sou menos homem por te ajudar, são uns idiotas.
— Mas...
— Mas nada. Vá. Xô. Saia daqui.
— Mas...
— Eu não vou discutir. Se você não sentar, eu a levo ali e te amarro naquele tronco.
O semblante carregado deu lugar a uma expressão de perplexidade.
— Ah, é?
— Sim. Agora, vá!
Quando ela lhe cedeu relutantemente a sua posição na tina, ele fez um ruído exasperado.
— É muito teimosa, não é?
— Olha só quem fala. Uma mula aprenderia alguma coisa com você.
— Eu não sou teimoso. — Abriu a fivela do cinto, tirou a cota de malha e pendurou-a no poste da tenda, descalçando depois as luvas e enrolando as mangas da túnica. Sentia o ar fresco na pele e as bandagens estavam ainda mais frias – tinham esfriado em cima da tábua de lavar roupa – mas ele não se importou, pois a água estava quente e, pouco depois, o tecido também. Amontoados espumosos de bolhas iridescentes acumulavam-se em torno dos seus pulsos ao esfregar o material em todo o comprimento da tábua rugosa.
Olhou de relance para a tenda e ficou satisfeito ao ver que Katrina estava descansando no tronc, pelo menos tanto quanto seria possível alguém descansar num assento grosseiro como aquele.
— Quer um pouco de chá de camomila? — perguntou ela. — Gertrude me deu um molho de ramos frescos esta manhã. Posso fazer uma chaleira para nós.
— Boa ideia.
Um silêncio amigável cresceu entre eles enquanto Roran lavava o resto da roupa. A tarefa acalmou-o e deixou-o bem-disposto, pois gostava de fazer algo com as mãos que não brandir o martelo, e estar perto de Katrina dava-lhe uma profunda satisfação.
Espremia a última peça de roupa para tomar o chá recém-preparado à sua espera junto de Katrina, quando alguém chamou por eles do outro lado do caminho movimentado. Só momentos depois Roran percebeu que era Baldor correndo pela lama na sua direção, por entre homens e cavalos. Usava um avental de couro esburacado e pesadas luvas manchadas de fuligem que iam até ao cotovelo e já tão gastas que os dedos estavam rijos, macios e polidos como uma carapaça de tartaruga. Tinha o cabelo escuro e desgrenhado preso para trás com uma tira de couro, e vinha de testa franzida e sobrancelha carregada. Baldor era mais baixo que o pai, Horst, e que seu irmão, Albriech, mas tirando isso era corpulento e bem musculoso, por ter passado toda a infância a ajudar Horst na forja.
Nenhum dos três fora lutar nesse dia – os ferreiros experientes eram normalmente demasiado valiosos para se correr o risco de perdê-los em combate – embora Roran desejasse que Nasuada os tivesse deixado ir, por serem guerreiros capazes e por saber que podia contar com eles mesmo nas circunstâncias mais trágicas.
Roran baixou a roupa lavada e enxugou as mãos, perguntando a si mesmo o que poderia haver de errado. Katrina levantou-se do tronco e se juntou a ele próximo da tina.
Quando Baldor os alcançou, tiveram de esperar alguns segundos até que ele recuperasse o fôlego. Depois, disse precipitadamente:
— Venham, depressa, minha mãe entrou em trabalho de parto e...
— Onde ela está? — perguntou Katrina num tom brusco.
— Na nossa tenda.
Ela acenou com a cabeça.
— Iremos para lá o mais depressa possível.
Baldor virou-se com uma expressão agradecida, e afastou-se correndo.
Katrina abaixou-se para entrar na tenda e Roran verteu o conteúdo da tina para a fogueira, apagando-a. A madeira flamejante silvou e estalou sob o dilúvio e a fumaça foi substituída por um jorro de vapor que impregnou o ar com um cheiro desagradável.
O temor e a excitação apressaram Roran. Espero que ela não morra, pensou, lembrando-se da conversa que ouvira entre as mulheres acerca da idade de Elain e da gravidez demasiado prolongada. Elain sempre fora gentil com ele e com Eragon, e gostava dela.
— Você está pronto? — perguntou Katrina ao sair da tenda, amarrando um lenço azul em volta da cabeça e do pescoço.
Ele tirou o cinto e o martelo de onde os tinha pendurado.
— Estou pronto. Vamos.

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