3 de junho de 2017

Capítulo 58 - Alvorada

Capítulo 58 - Alvorada
Quando desciam da sala na torre escoltando lady Lorana, Eragon e Arya encontraram Blödhgarm e os outros onze elfos, que vinham subindo a escada de quatro em quatro degraus.
— Matador de Espectros! Arya! — exclamou uma elfa de cabelos negros e longos. — Vocês estão feridos? Nós ouvimos o lamento de Saphira e achamos que um de vocês havia morrido.
Eragon olhou de relance para Arya. Seu voto de sigilo prestado à rainha Islanzadí o impedia de falar sobre Oromis ou Glaedr na presença de qualquer pessoa que não fosse de Du Weldenvarden – como, por exemplo, lady Lorana – sem permissão da rainha, de Arya ou de quem quer que suceda a Islanzadí no trono nodoso em Ellesméra.
— Eu os libero do juramento, Eragon e Saphira — Arya assentiu. — Podem falar deles a quem quiserem.
— Não, não estamos feridos — informou Eragon. — Mas Oromis e Glaedr acabam de morrer, abatidos em combate sobre Gil’ead.
Como se fossem um, os elfos gritaram, consternados, e então começaram a lançar dezenas de perguntas a Eragon.
— Controlem-se — pediu Arya, levantando a mão. — Este não é o momento nem o lugar para satisfazer sua curiosidade. Ainda há soldados à solta, e não sabemos quem pode estar escutando. Mantenham a dor oculta no coração até que estejamos em perfeita segurança. — Ela parou e olhou para Eragon. — Explicarei em detalhes as circunstâncias da morte dos dois assim que eu mesma tomar conhecimento delas.
— Nen ono weohnata, Arya Dröttningu — murmuraram eles.
— Você ouviu meu chamado? — indagou Eragon a Blödhgarm.
— Sim — respondeu o elfo de pelos. — Viemos o mais rápido possível, mas havia muitos soldados no caminho.
Eragon torceu a mão sobre o peito no tradicional gesto de respeito dos elfos.
— Peço desculpas por deixá-lo para trás, Blödhgarm-elda. O calor da batalha me tornou tolo e excessivamente confiante; e quase morremos por causa do meu erro.
— Não precisa se desculpar, Matador de Espectros. Hoje também cometemos um erro, que prometo que não se repetirá. De agora em diante, lutaremos ao seu lado e ao lado dos Varden, sem reservas.
Juntos, todos desceram a escada até o pátio lá fora. Os Varden haviam matado ou capturado a maioria dos soldados dentro do castelo, e os poucos homens que ainda lutavam se entregaram assim que viram lady Lorana sob a custódia dos Varden. Como o vão da escada era pequeno demais para ela, Saphira desceu planando para o pátio e, quando chegaram, ela já esperava por eles. Eragon permaneceu ali com Saphira, Arya e lady Lorana, enquanto um dos Varden ia buscar Jörmundur.
Quando se juntou ao grupo, o capitão foi informado do que ocorrera dentro da torre – o que lhe causou enorme espanto – e então lady Lorana lhe foi entregue para ficar sob sua custódia.
— Lady — ele lhe fez uma reverência —, a senhora pode ter certeza de que a trataremos com o respeito e a dignidade devidos a alguém da sua posição. Podemos ser inimigos, mas ainda somos civilizados.
— Obrigada. É um alívio ouvir isso. Entretanto, meu principal interesse agora é pela segurança dos meus súditos. Se for possível, gostaria de falar com sua líder, Nasuada, sobre os planos que ela tem para eles.
— Creio que ela também quer falar com a senhora.
— Sou-lhe imensamente grata, elfa — disse Lorana quando ia embora —, e a você também, Cavaleiro de Dragão, por terem matado aquele monstro antes que ele espalhasse dor e destruição por Feinster. O destino nos colocou em lados contrários deste conflito, mas isso não significa que eu não possa admirar sua bravura e intrepidez. Como talvez nunca mais nos vejamos, que a sorte sorria para vocês dois.
— Que a sorte também lhe sorria, lady Lorana. — Eragon lhe fez uma reverência.
— Que as estrelas zelem pelo seu caminho — disse Arya.
Blödhgarm e os elfos sob seu comando acompanharam Eragon, Saphira e Arya na busca por Nasuada em Feinster. Eles a encontraram a cavalo percorrendo as ruas cinzentas, inspecionando os danos causados à cidade.
Nasuada saudou Eragon e Saphira com um alívio evidente.
— Estou feliz por terem finalmente voltado. Nestes últimos dias andamos precisando de vocês por aqui. Vejo que está com uma espada nova, Eragon, uma espada de Cavaleiro de Dragão. Foram os elfos que lhe deram?
— De modo indireto, sim. — Eragon observou as diversas pessoas que estavam nas proximidades e abaixou a voz: — Nasuada, precisamos falar a sós com você. É importante.
— Muito bem. — Nasuada estudou os prédios daquela rua e então indicou uma casa que parecia abandonada. — Vamos conversar ali dentro.
Dois Falcões da Noite, os guardas de Nasuada, avançaram e entraram na casa. Ressurgiram daí a alguns minutos.
— Está vazia, minha lady — informaram, com uma reverência.
— Ótimo. Obrigada.
Ela desmontou, entregou as rédeas a um dos homens do seu séquito e entrou a passos largos. Eragon e Arya seguiram-na. Os três percorreram a construção desmazelada até encontrar um aposento, a cozinha, com uma janela grande o suficiente para acomodar a cabeça de Saphira. Eragon abriu-a e Saphira repousou a cabeça no tampo da bancada de madeira da cozinha. Seu hálito encheu o ambiente com o cheiro de carne torrada.
— Podemos falar sem medo — anunciou Arya, depois de lançar encantamentos que impediriam qualquer pessoa de bisbilhotar a conversa.
— Então, Eragon, de que se trata? — perguntou Nasuada, esfregando os braços e estremecendo.
Eragon engoliu em seco, desejando não precisar se estender a respeito do destino de Oromis e Glaedr.
— Nasuada... — ele começou — Saphira e eu não estávamos sós... Havia outro dragão e outro Cavaleiro lutando contra Galbatorix.
— Eu sabia — disse Nasuada, num sopro, com os olhos brilhantes. — Era a única explicação possível. Foram eles seus mestres em Ellesméra, não foram?
Sim, respondeu Saphira, mas não mais.
— Não mais?
Eragon crispou os lábios e abanou a cabeça, com as lágrimas toldando sua visão.
— Hoje, pela manhã, morreram em Gil’ead. Galbatorix usou Thorn e Murtagh para matá-los. Eu o ouvi falar com eles por Murtagh.
A excitação sumiu do rosto de Nasuada, substituída por uma expressão vazia, opaca. Ela se deixou cair na cadeira mais próxima e olhou para as cinzas na lareira apagada. A cozinha estava em silêncio. Por fim, ela se mexeu.
— Você tem certeza de que estão mortos?
— Sim.
Nasuada enxugou os olhos na bainha da manga.
— Fale-me deles, Eragon, por favor.
E assim, durante a meia hora seguinte, Eragon falou de Oromis e Glaedr. Explicou como os dois sobreviveram à queda dos Cavaleiros e por que haviam decidido se manter ocultos desde aquela época. Descreveu suas respectivas incapacidades e passou algum tempo discorrendo sobre a personalidade de cada um e sobre como tinha sido estudar sob sua orientação. A sensação de perda de Eragon se aprofundou quando relembrou os longos dias que passara nos rochedos de Tel’naeír além das muitas coisas que o elfo havia feito por ele e Saphira. Quando chegou ao confronto com Thorn e Murtagh em Gil’ead, Saphira levantou a cabeça da bancada e recomeçou a chorar, com seu lamento pesaroso, baixo e insistente. Nasuada, então, suspirou.
— Quem dera eu pudesse ter conhecido Oromis e Glaedr — comentou —, mas infelizmente não era para acontecer... Só uma coisa ainda não entendo, Eragon. Você disse que ouviu Galbatorix falando com eles. Como isso foi possível?
— É, isso eu também gostaria de saber — manifestou-se Arya.
Eragon procurou alguma coisa para beber, mas na cozinha não havia água nem vinho. Tossiu e enveredou por um relato da sua recente viagem a Ellesméra. Saphira de vez em quando fazia um comentário, mas na maior parte do tempo deixou a história a cargo de Eragon.
Começando com a verdade sobre seu genitor, Eragon passou rapidamente pelos acontecimentos da sua estada, desde a descoberta do aço de luz debaixo da árvore Menoa até a criação de Brisingr e sua visita a Sloan. Por último, falou para Arya e Nasuada do coração dos corações dos dragões.
— Bem — Nasuada levantou-se para andar até os fundos da cozinha e voltar. — Você, filho de Brom; e Galbatorix sugando a alma de dragões cujos corpos morreram. Quase não é possível compreender... — Ela voltou a esfregar os braços. — Pelo menos, agora conhecemos a verdadeira fonte do poder de Galbatorix.
Arya estava ali em pé, imóvel, sem ar, com uma expressão atordoada.
— Os dragões estão vivos — sussurrou. Ela uniu as mãos como se fosse fazer uma prece e as segurou junto ao peito. — Ainda estão vivos depois de todos esses anos. Ai, se eu ao menos pudesse contar aos outros membros da minha raça. Como se alegrariam! E como seria terrível sua ira quando soubessem da escravidão dos Eldunarí! Nós correríamos direto para Urû’baen e não descansaríamos enquanto não tivéssemos libertado os corações do controle de Galbatorix, sem nos importarmos com quantos de nós morrêssemos nessa tentativa.
Mas não podemos contar a eles, disse Saphira.
— Não — concordou Arya, baixando os olhos. — Não podemos, mas muito me agradaria se pudéssemos.
— Por favor, não se ofenda — pediu Nasuada, olhando para Arya —, mas gostaria que sua mãe, a rainha Islanzadí, tivesse decidido compartilhar essa informação conosco. Poderíamos ter feito uso dela há muito tempo.
— Concordo. — Arya franziu a testa. — Na Campina Ardente, Murtagh conseguiu derrotar vocês dois — ela indicou Eragon e Saphira — porque, sem saber que Galbatorix poderia ter dado a ele parte dos Eldunarí, vocês deixaram de agir com a devida cautela. Se não fosse pela consciência de Murtagh, os dois estariam presos a serviço de Galbatorix neste exato momento. Oromis e Glaedr, assim como minha mãe, tinham bons motivos para manter em segredo a existência dos Eldunarí, mas essa sua discrição quase representou nossa ruína. Tratarei desse assunto com minha mãe na próxima vez em que nos falarmos.
Nasuada andava para lá e para cá entre a bancada e a lareira.
— Você me deu muito em que pensar, Eragon. — Ela bateu no chão com a ponta da bota. — Pela primeira vez na história dos Varden, sabemos de um modo para matar Galbatorix que talvez possa realmente funcionar. Se conseguirmos separá-lo desses corações dos corações, ele perderá boa parte da força, e depois você e nossos outros feiticeiros poderiam sobrepujá-lo.
— Sim, mas como podemos separá-lo dos corações? — indagou Eragon.
— Eu não saberia dizer — respondeu Nasuada, dando de ombros. — Mas tenho certeza de que deve ser possível. De agora em diante, vocês trabalharão na invenção de um método. Mais nada tem tanta importância quanto isso.
Eragon percebeu que Arya o estudava com uma concentração fora do comum. Perturbado, olhou para ela com uma expressão de indagação.
— Sempre me perguntei — disse Arya — por que o ovo de Saphira apareceu para você, e não em qualquer lugar num campo vazio. Parecia uma coincidência grande demais para ter sido um simples fruto do acaso, mas não consegui pensar em nenhuma explicação plausível. Agora compreendo. Eu devia ter adivinhado que você era filho de Brom. Não conheci Brom muito bem, mas cheguei a conhecê-lo, e existe entre vocês certa semelhança.
— Existe?
— Você deveria ter orgulho de chamar Brom de pai — comentou Nasuada. — Sob todos os aspectos, ele era um homem extraordinário. Se não fosse por ele, os Varden não existiriam. Parece justo que seja você quem vai levar adiante sua obra.
— Eragon — chamou Arya, então —, podemos ver o Eldunarí de Glaedr?
Eragon hesitou e então saiu para tirar a bolsa dos alforjes de Saphira.
Com cuidado para não tocar no Eldunarí, afrouxou o cadarço no alto e deixou que a bolsa escorregasse para revelar a gema dourada semelhante a uma pedra preciosa.
Em comparação com a hora em que o tinha visto pela última vez, o brilho no interior do coração dos corações estava fraco e opaco, como se Glaedr mal estivesse consciente.
Nasuada se debruçou e ficou olhando fixamente para o remoinho no centro do Eldunarí, os olhos cintilando com a luz refletida.
— E Glaedr está mesmo aí dentro?
Sim, respondeu Saphira.
— Posso falar com ele?
— Você pode tentar, mas duvido que responda. Ele acabou de perder seu Cavaleiro. Vai levar muito tempo para se recuperar do choque, se é que isso vai ocorrer um dia. Por favor, Nasuada, deixe-o em paz. Se ele quisesse falar com você, já o teria feito.
— É claro. Não era minha intenção perturbá-lo neste momento de dor. Esperarei para ser apresentada a ele quando chegar a hora em que tenha recuperado a serenidade.
Arya se aproximou de Eragon e pôs as mãos de cada lado do Eldunarí, com os dedos a pouco mais de dois centímetros da superfície. Olhou para a pedra com uma expressão de reverência, aparentemente perdida nas suas profundezas, e então murmurou alguma coisa na língua antiga. A consciência de Glaedr se acendeu de leve, como que em resposta. Arya baixou as mãos.
— Eragon, Saphira, vocês receberam a mais solene das responsabilidades: a guarda de outra vida. Não importa o que aconteça, devem proteger Glaedr. Com a morte de Oromis, precisamos da sua força e sabedoria mais do que nunca.
Não se preocupe, Arya, não permitiremos que nenhuma desgraça lhe aconteça, prometeu Saphira.
Eragon voltou a cobrir o Eldunarí com a bolsa e se atrapalhou com o cadarço, desajeitado por conta da exaustão. Os Varden haviam obtido uma vitória importante, e os elfos haviam conquistado Gil’ead, mas saber disso lhe trazia pouca alegria. Olhou para Nasuada.
— E agora? — perguntou.
— Agora — respondeu Nasuada, levantando o queixo —, marchamos para o norte, para Belatona; e, quando a tivermos conquistado, avançaremos para Dras-Leona, que também dominaremos. E de lá, para Urû’baen, onde derrubamos Galbatorix ou morremos tentando. É isso o que vamos fazer agora, Eragon.


Depois que deixaram Nasuada, Eragon e Saphira concordaram em trocar Feinster pelo acampamento dos Varden, para que ambos pudessem repousar sem serem perturbados pela cacofonia de ruídos da cidade. Com Blödhgarm e os outros guardas de Eragon dispostos ao seu redor, andaram na direção dos portões principais de Feinster, Eragon ainda levando nos braços o coração dos corações de Glaedr.
Nenhum dos dois falava. Eragon mantinha o olhar fixo no chão entre os pés. Prestava pouca atenção aos homens que passavam correndo ou marchando. Seu papel na batalha estava encerrado; e tudo o que queria era se deitar e esquecer as tristezas do dia.
As últimas sensações que tinha recebido de Glaedr ainda reverberavam na sua mente: Ele estava só. Estava só e no escuro... Só!
Eragon não conseguiu respirar quando uma onda de náusea o inundou. Quer dizer que é assim perder seu Cavaleiro ou seu dragão. Não era de admirar que Galbatorix tivesse enlouquecido.
Somos os últimos, comentou Saphira.
Eragon franziu o cenho, sem entender.
Os últimos dragão e Cavaleiro livres, explicou ela. Somos os únicos que restaram. Estamos... Sós.
Estamos, sim.
Eragon tropeçou quando seu pé pisou numa pedra solta que lhe passara despercebida. Consternado, fechou os olhos um instante.
Não temos como fazer isso sozinhos, pensou. Não temos. Não estamos prontos.
Saphira concordou, e sua dor e ansiedade, associadas às dele, quase o deixaram paralisado.
Quando chegaram aos portões da cidade, Eragon parou, relutando em abrir caminho através da multidão que se aglomerava diante da abertura, procurando fugir de Feinster. Olhou ao redor em busca de outro trajeto. Quando seus olhos passaram pelas muralhas externas, um desejo repentino de ver a cidade à luz do dia o dominou.
Afastando-se de Saphira, subiu correndo uma escada que levava ao topo das muralhas. Ela deu um pequeno rosnado de aborrecimento e o seguiu, abrindo parcialmente as asas ao pular da rua para o parapeito com um único salto.
Os dois ficaram ali parados, juntos, nas ameias, por quase uma hora, assistindo ao nascer do sol.
Um a um, raios de uma pálida luz dourada riscavam os campos verdejantes a partir do leste, iluminando as incontáveis partículas de poeira que vagavam pelo ar. Onde os raios batiam numa coluna de fumaça, a fumaça refulgia laranja e vermelha, turbilhonando com energia renovada. Os incêndios entre os casebres fora da muralha da cidade já estavam em sua maioria apagados.
Se bem que, desde a chegada de Eragon e Saphira, o combate tivesse incendiado uma quantidade de casas dentro da cidade de Feinster, e as colunas de fumaça que saltavam dessas casas em desintegração davam à paisagem da cidade uma beleza assustadora.
Atrás de Feinster, o mar tremeluzente se estendia até o horizonte, distante, onde mal se viam as velas de um navio que seguia rumo ao norte. À medida que o sol aqueceu Eragon através da armadura, sua melancolia foi aos poucos se dissipando, como as espirais de névoa que adornavam os rios lá embaixo. Respirou fundo e soltou o ar, relaxando os músculos.
Não, disse ele, não estamos sós. Eu tenho a você, e você tem a mim. E ainda temos Arya, Nasuada e Orik, além de muitos outros que nos ajudarão pelo caminho.
E Glaedr também, lembrou Saphira.
Sim.
Eragon baixou os olhos para o Eldunarí protegido em seus braços e sentiu uma onda de compaixão e proteção pelo dragão preso no coração dos corações. Abraçou a pedra mais junto do peito e pôs uma mão em Saphira, grato pelo companheirismo entre eles.
Nós podemos vencer, pensou. Galbatorix não é invulnerável. Ele tem uma fraqueza, e podemos usá-la contra ele... Nós podemos vencer.
Podemos e devemos, disse Saphira. Pelo bem dos nossos amigos e da nossa família... ... e por toda a Alagaësia... ... precisamos vencer.
Eragon ergueu o Eldunarí de Glaedr acima da sua cabeça, apresentando-o ao sol e ao novo dia, e sorriu, ansioso pelas batalhas no porvir, para que ele e Saphira finalmente enfrentassem Galbatorix e matassem o rei atroz.

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