24 de junho de 2017

Capítulo 39 - Fragmentos indistintos

S

ó um quarto de hora depois, um movimento na pala da tenda de
Eragon anunciou a entrada de Solembum, que caminhava quase
sem ruído sobre as patas almofadadas.
O menino-gato, amarelo-torrado, passou por Eragon sem olhar
para ele, saltou para cima do catre, instalou-se entre os cobertores
e começou a lamber a membrana entre as garras da pata direita.
Ainda sem olhar para Eragon, disse:
Eu não sou nenhum cão para aparecer sempre que me chamas,
Eragon.
— Nunca achei que fosses — respondeu Eragon. — Mas preciso
de ti, e o assunto é urgente.
Mmm. O ruído áspero da língua de Solembum tornou-se mais
intenso ao concentrar-se na almofada coriácea da pata. Então fala,
Matador de Espectros. O que queres?
— Um momento. — Eragon levantou-se e aproximou-se do poste
onde a lanterna estava pendurada. — Vou iluminar isto — avisou ele.
Depois proferiu uma palavra na língua antiga e surgiu uma chama no
pavio da lanterna, inundando a tenda de uma luz quente e trémula.
Tanto Eragon como Solembum franziram os olhos, aguardando
que a visão se adaptasse ao aumento de claridade, e quando a luz
deixou de lhe parecer desconfortável, Eragon sentou-se no banco,
não muito longe do catre.
O menino-gato observava-o com uns olhos cor de gelo,
intrigando-o.
— Os teus olhos não eram de uma cor diferente? — perguntou ele.
Solembum piscou uma vez os olhos e estes passaram de azuis a
dourados. Depois continuou a limpar a pata.
O que queres, Matador de Espectros? A noite é para fazer
coisas e não para ficar sentado a conversar. Sacudiu a ponta da
cauda franjada de um lado para o outro.
Eragon humedeceu os lábios. A esperança estava a deixá-lo
nervoso.
— Solembum, você disseste-me que deveria ir ao Rochedo de
Kuthian abrir o Cofre das Almas, quando tudo parecesse estar
perdido e o meu poder fosse insuficiente.
O menino-gato parou de se lamber.
Ah, isso.
— Sim. Preciso de saber o que querias dizer. Se houver alguma
coisa que nos possa ajudar a enfrentar Galbatorix, eu preciso de
saber agora — não mais tarde, quando conseguir resolver esta ou
aquela charada, mas agora. Onde fica o Rochedo de Kuthian,
como abro o Cofre das Almas e o que encontrarei lá dentro?
As orelhas de pontas negras de Solembum inclinaram-se
ligeiramente para trás, e as garras da pata que estava a limpar,
saíram parcialmente da cobertura de pele.
Não sei.
— Não sabes? — exclamou Eragon, incrédulo.
Tens de repetir tudo o que digo?
— Como é possível que não saibas?
Não sei.
Inclinando-se para a frente, Eragon agarrou na pata grande e
pesada de Solembum. O menino-gato baixou as orelhas e bufou,
curvando a pata para dentro e enterrando as garras na mão de
Eragon. Este esboçou um sorriso tenso, fazendo por ignorar a dor.
O menino-gato era mais forte do que ele esperava. Parecia quase
capaz de o atirar do banco.
— Não há cá mais charadas — disse Eragon. — Preciso de saber a
verdade, Solembum. Onde obtiveste essa informação e o que
significa?
O pelo do dorso de Solembum eriçou-se.
Às vezes as charadas são a verdade, meu estúpido. Agora
deixa-me ir embora senão desfaço-te a cara e dou as tuas tripas a
comer aos corvos.
Eragon continuou a prender-lhe a pata durante algum tempo,
mas depois largou-a e recostou-se, fechando a mão com força para
atenuar a dor e estancar a hemorragia.
Solembum olhou-o ferozmente de olhos semicerrados,
abandonando a postura de indiferença.
Se eu disse que não sabia é porque não sei, apesar do que
possas pensar. Não faço ideia onde fica o Rochedo de Kuthian,
nem como poderás abrir o Cofre das Almas, tão-pouco o que ele
contém.
— Diz isso na língua antiga.
Os olhos de Solembum fecharam-se mais, repetindo o que lhe
tinha dito na língua dos Elfos, e Eragon percebeu que ele estava a
dizer a verdade.
Tinha tantas questões em mente que mal sabia o que perguntar
primeiro.
— Então, como soubeste da existência do Rochedo de Kuthian?
Solembum voltou a sacudir a cauda, alisando as pregas do
cobertor.
Pela última vez, não sei. Nem eu nem ninguém da minha espécie.
— Então, como... — Eragon silenciou, confuso.
Pouco depois da queda dos Cavaleiros, instalou-se entre os
elementos da nossa raça a convicção de que se encontrássemos um
novo Cavaleiro — um Cavaleiro que não estivesse comprometido
com Galbatorix — lhe deveríamos dizer o que eu te disse sobre a
árvore de Menoa e o Rochedo de Kuthian.
— Mas... de onde veio a informação?
Solembum franziu o focinho e sorriu desagradavelmente, de
dentes arreganhados.
Isso não faço ideia. Sei apenas que o responsável tinha boas
intenções.
— Como podes saber isso? — exclamou Eragon. — E se foi
Galbatorix? Poderia estar a tentar enganar-vos. Poderia estar a
tentar enganar-me a mim e a Saphira para conseguir capturar-nos.
Não, disse Solembum e as garras enterraram-se no cobertor por
baixo de si. Os meninos-gatos não se deixam enganar tão facilmente
como os outros. Não é Galbatorix que está por trás disto. Disso
tenho a certeza. Fosse quem fosse que queria que você obtivesses
essa informação, é a mesma pessoa ou criatura que permitiu que
encontrasses o aço brilhante para a tua espada. Galbatorix faria
uma coisa dessas?
Eragon franziu a sobrancelha.
— Não tentaram descobrir quem estava por trás disto?
Tentámos.
— E?
Falhámos. O menino-gato eriçou o pelo. Há duas possibilidades.
A primeira é que as nossas memórias tenham sido alteradas contra
a nossa vontade e nós sejamos os peões de uma entidade perversa.
A segunda é que concordássemos com a alteração por qualquer
razão. Talvez nós próprios tivéssemos erradicado as memórias.
Acho difícil e desagradável de conceber que alguém tenha
conseguido interferir com a nossa mente. Que isso sucedesse a
alguns até entenderia, mas a toda a raça? Não, não pode ser.
— Porque teriam confiado essa informação aos meninos-gatos?
Porque sempre fomos amigos dos Cavaleiros e dos Dragões,
suponho... Nós somos os observadores, os ouvintes, os errantes.
Andamos sozinhos por locais obscuros do mundo e recordamos o
presente e o passado.
Solembum desviou o olhar.
Entende uma coisa, Eragon. Nenhum de nós está feliz com a
situação. Questionámo-nos durante muito tempo, se o fato de
transmitirmos essa informação quando chegasse o momento,
poderia trazer mais infortúnio do que bem. Mas a decisão final foi
minha e eu decidi contar-te, pois pareceu-me que precisavas de
toda a ajuda possível. Entende-o como quiseres.
— Mas o que posso eu fazer? — disse Eragon. — Como vou eu
encontrar o Rochedo de Kuthian?
Isso não sei.
— Então de que vale a informação? Era preferível nunca a ter
ouvido.
Solbum piscou os olhos uma vez.
Há algo que te posso revelar. Pode não significar nada, mas é
possível que te indique o caminho.
— O quê? O que é?
Se esperares um pouco, eu digo-te. Quando te conheci em
Teirm, tive a estranha sensação de que deverias ter o livro Domia
abr Wyrda. Demorei algum tempo a consegui-lo, mas foi graças a
mim que Jeod to deu. O menino-gato levantou a outra pata e
começou a lambê-la, depois de um exame superficial.
— Tiveste mais sensações estranhas nos últimos meses? —
perguntou Eragon.
Apenas o desejo de comer um pequeno cogumelo vermelho,
mas passou depressa.
Eragon roncou e curvou-se para tirar o livro de debaixo do
catre, onde o guardava com o seu material de escrita. Olhou para o
grande volume com uma capa de couro, abrindo-o aleatoriamente.
Como de costume, o amontoado de runas no interior não fez
grande sentido, à primeira vista, e só com um esforço concertado,
ele conseguiu decifrar algumas:
... se acreditarmos nas palavras de Taladorous, significa que as
próprias montanhas foram o resultado de um feitiço. É claro que
isso é absurdo, pois...
Eragon rosnou de frustração e fechou o livro.
— Não tenho tempo para isto. É demasiado extenso, e eu leio
demasiado devagar. Já estudei uma série de capítulos e não vi nada
relacionado com o Rochedo de Kuthian nem com o Cofre das
Almas.
Solembum olhou-o por instantes.
Poderias pedir a alguém que to lesse, mas se houver algum
segredo escondido no Domia abr Wyrda você poderás ser o único
capaz de o ver.
Eragon resistiu ao desejo de praguejar, levantando-se do banco
e começando a andar de um lado para o outro.
— Porque não me falaste nisto antes?
Não parecia importante. Ou bem que o conselho sobre o cofre e
o rochedo ajudava ou não. Conhecer as origens dessa informação
— ou não as conhecer — não... iria... alterar... nada!
— Mas se eu soubesse que o livro tinha alguma a coisa a ver com
o Cofre das Almas, teria passado mais tempo a lê-lo.
Mas nós não sabemos se tem, disse Solembum. A língua
deslizou-lhe da boca e ele lambeu os bigodes de ambos os lados
do focinho, alisando-os. O livro pode não ter nada a ver com o
Rochedo de Kuthian nem com o Cofre das Almas. Quem sabe?
Além disso, você já o você está a ler. Será que terias realmente perdido
mais tempo com ele, se eu te dissesse que tinha a impressão — e
nada mais que isso, atenção — que o livro poderia ter alguma
importância para ti? Humm?
— Talvez não... mas ainda assim deverias ter-mo dito.
O menino-gato entalou as patas dianteiras debaixo do peito e
não respondeu.
Eragon franziu a sobrancelha e agarrou no livro como se quisesse
desfazê-lo em pedaços.
— Isto pode fazer toda a diferença. Deve haver outra informação
qualquer de que te esqueceste.
Muitas, mas nenhuma relacionada com isto, creio eu.
— Nunca encontraste nada que pudesse explicar este mistério,
em nenhuma das tuas viagens por Alagaësia, com Angela ou sem
ela? Nem que fosse apenas algo que pudesse ser usado contra
Galbatorix?
Encontrei-te a ti, não foi?
— Isso não tem piada — rosnou Eragon. — Tens de saber algo
mais, raios!
Não sei.
— Então pensa! Se eu não conseguir arranjar nada que me ajude
a enfrentar Galbatorix, seremos derrotados, Solembum. Seremos
derrotados e a maior parte dos Varden morrerão, incluindo os
meninos-gatos.
Solembum voltou a bufar.
O que esperas de mim, Eragon? Não posso inventar ajuda onde
ela não existe. Lê o livro.
— Chegaremos a Urû’baen antes que o consiga acabar. Mais
valia o livro não existir.
Solembum voltou a baixar as orelhas.
A culpa não é minha.
— Não quero saber se a culpa é tua ou não. Quero apenas
arranjar uma maneira de evitar que acabemos mortos ou
escravizados. Pensa! Tens de saber mais alguma coisa!
Solembum deixou escapar um rosnido baixo e ondulante. Não
sei e...
— Tens de saber, caso contrário estamos todos condenados!
No instante em que o disse, Eragon viu uma mudança operar-se
no menino-gato. As orelhas de Solembum endireitaram-se, os
bigodes assentaram, o olhar suavizou-se, perdendo o brilho severo.
Além de que a mente do menino-gato ficou estranhamente vazia,
como se a sua consciência tivesse sido neutralizada ou removida.
Eragon ficou paralisado e hesitante.
Depois ouviu Solembum dizer mentalmente, num tom tão
insípido e falho de cor, como uma poça de água sob um céu
invernoso carregado de nuvens:
Capítulo quarenta e sete, página três. Começa por ler a segunda
passagem.
O olhar de Solembum iluminou-se e as orelhas voltaram à
posição anterior.
O que é?, perguntou ele, visivelmente irritado. Porque você está
pasmado a olhar para mim dessa maneira?
— O que é que disseste?
Disse que não sabia mais nada e que...
— Não, não a outra coisa acerca do capítulo e da página.
Não brinques comigo. Eu nunca disse isso.
— Disseste sim.
Solembum estudou-o durante alguns segundos, acrescentando
depois mentalmente, num tom sereno:
Diz-me exatamente o que ouviste, Cavaleiro do Dragão.
Eragon repetiu as palavras o mais fielmente possível. Quando
terminou, o menino-gato ficou em silêncio durante algum tempo.
Não me recordo disso.
— O que achas que significa?
Significa que deverias ir ver o que está na página três do capítulo
quarenta e sete.
Eragon hesitou. Entretanto anuiu e começou a folhear as páginas.
Ao fazê-lo, lembrou-se do capítulo em questão; era o capítulo
dedicado ao rescaldo da cisão entre os Cavaleiros e os Elfos, na
sequência da curta guerra dos Elfos com os humanos. Eragon lera o
início dessa passagem, mas parecia tratar-se de um debate
enfadonho sobre tratados e negociações, por isso deixara-a para
outra altura.
Depressa chegou à página indicada. Seguindo as linhas de runas
com a ponta do dedo, Eragon leu pausadamente, em voz alta:
... O clima da ilha é extraordinariamente ameno em comparação
com as áreas do continente, na mesma latitude. Os verões são
normalmente frescos e chuvosos, mas os invernos são amenos e
tendem a não se fazer acompanhar do frio brutal característico das
regiões a Norte da Espinha, o que significa que os cereais poderiam
ser semeados durante uma boa parte do ano. Segundo consta, o
solo é rico e fértil — a única vantagem dos vulcões que se diz
entrarem em erupção de tempos a tempos, cobrindo a ilha com
uma espessa camada de cinzas — e as florestas estão povoadas de
caça grossa — a preferida dos dragões — incluindo inúmeras
espécies que não é possível encontrar noutros pontos de Alagaësia.
Eragon fez uma pausa.
— Nada disto parece ser relevante.
Continua a ler.
Eragon franziu a sobrancelha e passou ao parágrafo seguinte.
Foi aí, no grande caldeirão, ao centro de Vroengard que os
Cavaleiros construíram a famosa cidade de Doru Araeba.
Doru Araeba! A única cidade da história concebida para abrigar
Dragões, Elfos e humanos. Doru Araeba! Um local de magia,
conhecimento e mistérios ancestrais. Doru Araeba! O próprio
nome parece vibrar de entusiasmo. Nunca existiu nem voltará a
existir uma cidade como essa, agora perdida e destruída — desfeita
em pó por Galbatorix, o usurpador.
Os edifícios foram construídos ao estilo dos Elfos — mais tarde
com alguma influência dos Cavaleiros humanos —, mas eram de
pedra e não de madeira, pois como é óbvio para o leitor, os
edifícios de madeira não tinham grande futuro junto de criaturas de
garras aguçadas como lâminas, capazes de expelir fogo. Contudo,
a característica mais notável de Doru Araeba era a sua gigantesca
escala. Todas as ruas tinham espaço suficiente para dois dragões
caminharem lado a lado e as salas e as entradas — salvo raras
exceções — eram suficientemente espaçosas para dragões de quase
todos os tamanhos.
Em consequência disso, Doru Araeba estendia-se em todas as
direções, salpicada de edifícios de gigantescas proporções, capazes
de impressionar um elfo. Jardins e fontes eram comuns por toda a
cidade, devido ao amor desmesurado dos Elfos pela natureza, e
viam-se inúmeras torres altas entre os palácios e as fortalezas dos
Cavaleiros.
Para se protegerem de ataques, os Cavaleiros instalaram torres
de vigia e fortes nos picos que rodavam a cidade, e mais do que um
dragão e Cavaleiro possuíam uma caverna bem equipada, no alto
das montanhas, onde viviam isolados do resto da ordem. Os
dragões mais velhos, de maiores dimensões, tinham especial
predileção por essas acomodações, pois preferiam a solidão e o
fato de viverem acima do solo do caldeirão permitia-lhes levantar
voo mais facilmente.
Eragon interrompeu a leitura, frustrado. A descrição de Doru
Araeba era interessante, mas já tinha lido outros relatos sobre a
cidade dos Cavaleiros, durante o tempo que passara em Ellesméra
e também não lhe agradava ter de decifrar as runas encavalitadas
umas em cima das outras — um processo minucioso, mesmo nas
melhores condições.
— Isto é inútil — disse, baixando o livro.
Solembum parecia tão aborrecido como Eragon.
Não desistas ainda. Lê mais duas páginas. Se não encontrares
nada, depois podes parar.
Eragon respirou fundo e concordou, fazendo deslizar o dedo
pela página até encontrar o sítio onde ficara, e voltou a ler:
A cidade continha muitas maravilhas: desde a Fonte Cantante de
Eldimírim, a fortaleza de cristal de Svellhjal, às próprias colónias de
dragões. Mas, apesar de todo o seu esplendor, creio que o maior
tesouro de Doru Araeba era a sua biblioteca. Não pelo fato de ser
imponente — embora fosse de fato imponente —, mas porque os
Cavaleiros aí reuniram, ao longo dos séculos, no mais abrangente
depósito de conhecimento de todo o território. Na altura da queda
dos Cavaleiros existiam apenas três bibliotecas equiparáveis — a de
Ilirea, a de Ellesméra e a de Tronjheim —, e nenhuma continha tanta
informação sobre artes mágicas, como a de Doru Araeba.
A biblioteca ficava no extremo noroeste da cidade, perto dos
jardins que circundavam o Pináculo de Moraeta, também
conhecido como o Rochedo de Kuhian...
A voz morreu-lhe na garganta ao olhar para o nome, mas
momentos depois Eragon retomou a leitura, mais pausadamente.
... também conhecido como o Rochedo de Kuthian (ver
capítulo doze), não muito longe do planalto onde os líderes dos
Cavaleiros se reuniam quando os diferentes reis e rainhas os
visitavam para lhes pedir algo.
Uma sensação de assombro e de medo invadiu Eragon. Alguém
ou alguma coisa lhe permitira obter aquela informação em
particular, a mesma pessoa ou coisa que lhe tinha possibilitado
descobrir o aço brilhante para a sua espada. A ideia era
assustadora e agora que ele sabia para onde ir, já não tinha tantas
certezas de que lá queria ir.
“O que o esperaria em Vroengard?” Tinha medo de especular,
receando alimentar expetativas impossíveis de concretizar.

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