3 de junho de 2017

Capítulo 38 - Quatro batidas no tambor



E
ragon inclinou-se para a frente, com todos os músculos do seu corpo tensos, quando a anã de cabelos brancos, Hadfala, chefe do Dûrgrimst Ebardac, se ergueu da mesa em torno da qual estavam reunidos os chefes de clã e pronunciou uma frase curta na sua língua materna. — Em nome do meu clã, voto em grimstborith Orik para ser nosso novo rei — traduziu Hûndfast, sussurrando no ouvido esquerdo de Eragon. O Cavaleiro soltou a respiração presa. Um. Para se tornar o governante dos anões, um chefe de clã precisava obter a maioria dos votos dos outros chefes. Se nenhum deles conseguisse esse feito, então, segundo a lei, o chefe de clã com o menor número de votos seria eliminado da disputa, e o encontro poderia ser suspenso por até três dias para uma nova votação. O processo continuaria conforme fosse necessário, até que um chefe de clã atingisse a maioria exigida, e nesse ponto todos os chefes ali reunidos jurariam lealdade a ele ou ela como seu novo monarca. Considerando-se que o tempo era curto para os Varden, Eragon desejava ardentemente que a eleição não precisasse de mais um turno; e, caso o fizesse, que os anões não insistissem num recesso de mais do que algumas horas. Se isso acontecesse, ele achava que, de tanta frustração, poderia quebrar a mesa de pedra no centro da sala. Era um bom prenuncio que Hadfala, a primeira chefe de clã a votar, tivesse dado seu voto a Orik. Hadfala, como Eragon sabia, vinha apoiando Gannel do Dûrgrimst Quan, antes do atentado à vida do Cavaleiro. Se a lealdade de Hadfala havia mudado, era possível que o outro membro do grupo de Gannel — precisamente grimstborith Ûndin — também desse seu voto a Orik. Em seguida, Gáldhiem do Dûrgrimst Feldûnost se ergueu da mesa, embora fosse tão baixo que era mais alto sentado do que em pé. — Em nome do meu clã — declarou ele —, voto em grimstborith Nado para ser nosso novo rei. Voltando a cabeça para um lado, Orik olhou para Eragon e falou em tom baixo. — Bem, isso já era esperado.
Eragon concordou em silêncio e olhou de relance para Nado. O anão
de rosto redondo estava cofiando a ponta da barba amarela, parecendo satisfeito consigo. Então, Manndrâth do Dûrgrimst Ledwonnû votou. — Em nome do meu clã, voto em grimstborith Orik para ser nosso novo rei. Orik balançou a cabeça para ele, num gesto de agradecimento, e Manndrâth retribuiu, com a ponta do nariz comprido subindo e descendo. Quando o grimstborith do Ledwonnû se sentou, Eragon e todos os demais olharam para Gannel, e tamanho silêncio dominou a sala que o Cavaleiro nem mesmo conseguia ouvir a respiração dos anões. Como chefe do clã religioso, o Quan, e sumo sacerdote de Gûntera, rei dos deuses dos anões, Gannel detinha enorme influência entre os da sua raça. Para o lado que escolhesse ir, era provável que a coroa tosse. — Em nome do meu clã — disse Gannel —, voto em grimstborith Nado para ser nosso novo rei. Uma onda de exclamações em voz baixa irrompeu entre os anões que assistiam do perímetro da sala circular, e a expressão satisfeita de Nado se ampliou. Apertando as mãos entrelaçadas, Eragon praguejou em silêncio. — Não abandone a esperança ainda, garoto — murmurou Orik. — Ainda podemos sair vitoriosos. Já aconteceu de o grimstborith do Quan ter perdido a votação. — Mas com que frequência isso acontece? — perguntou Eragon, baixinho. — Com bastante frequência. — Quando foi a última vez? Orik se mexeu na cadeira e olhou ao longe. — Há oitocentos e vinte e quatro anos, quando a rainha... — Ele se calou quando Ûndin do Dûrgrimst Ragni Hefthyn proclamou seu voto. — Em nome do meu clã, voto em grimstborith Nado para ser nosso novo rei. Orik cruzou os braços. Eragon conseguia ver seu rosto somente de lado, mas era evidente que Orik estava de cara amarrada.
Mordendo a bochecha por dentro, Eragon olhou fixamente para os desenhos do piso, contando os votos que haviam sido dados, bem como
aqueles que restavam, tentando calcular se Orik ainda poderia vencer a eleição. Mesmo na melhor das circunstâncias, seria uma vitória apertada. Eragon se retesou ainda mais, fincando as unhas no dorso das mãos. Thordris do Dûrgrimst Nagra se levantou e jogou a trança comprida e grossa sobre um braço. — Em nome do meu clã, voto em grimstborith Orik para ser nosso novo rei. — Estamos em três a três — disse Eragon, baixinho. Orik assentiu. Agora era a vez de Nado falar. Alisando a barba com a palma da mão, o chefe do Dûrgrimst Knurlcarathn sorriu para a assembleia, com um brilho de predador nos olhos. — Em nome do meu clã, voto em mim mesmo para ser nosso novo rei. Se vocês me quiserem, prometo livrar nosso país dos forasteiros que o poluíram e prometo dedicar nosso ouro e nossos guerreiros à proteção do nosso próprio povo, não do pescoço de elfos, humanos e Urgals. Isso eu juro pela honra da minha família. — Quatro a três — observou Eragon. — Sim — concordou Orik. — Acho que seria demais pedir que Nado votasse em alguém que não fosse ele mesmo. Pondo de lado sua faca e a madeira, Freowin do Dûrgrimst Gedthrall levantou com esforço o corpo volumoso meio para fora da cadeira e, mantendo o olhar voltado para baixo, falou, sussurrando na sua voz de barítono. — Em nome do meu clã, voto em grimstborith Nado para ser nosso novo rei. — Ele então voltou a se sentar no lugar e retomou sua escultura de um corvo, ignorando a onda de espanto que varreu a sala. A expressão de Nado passou de satisfeita a presunçosa. — Barzûl — rosnou Orik, com a expressão de desagrado se aprofundando. Sua cadeira rangeu à medida que pressionou os braços do móvel, com os tendões das mãos rígidos de tanto esforço. — Quanta falsidade a desse traidor! Ele me prometeu seu voto! — Por que ele o trairia? — quis saber Eragon, sentindo um desânimo.
— Ele visita o templo de Sindri duas vezes por dia. Eu devia ter imaginado que ele não iria se opor aos desejos de Gannel. Droga! Gannel esteve o tempo todo me dando corda. Eu... — Nesse instante, a atenção do conselho de clãs se voltou para Orik. Ocultando sua raiva, ele se pôs em pé e
olhou para cada um dos chefes de clã ao redor da mesa. — Em nome do meu clã, eu voto em mim para ser nosso novo rei. Se vocês me quiserem, prometo trazer para nosso povo ouro, glória e a liberdade de viver acima do solo, sem medo de que Galbatorix venha destruir nossos lares. Isso eu juro pela honra da minha família. — Cinco a quatro — informou Eragon a Orik quando ele novamente se sentou. — E a vantagem não é nossa. — Eu sei contar, Eragon — resmungou Orik. Eragon pousou os cotovelos nos joelhos, com os olhos chispando de um anão para outro. O desejo de agir o corroía. De que modo, não sabia, mas com tanto em jogo, achava que devia descobrir uma forma de garantir que Orik se tornasse rei e, assim, que os anões continuassem a ajudar os Varden em sua luta contra o Império. Por mais que tentasse, porém, Eragon não conseguia pensar em nada a fazer além de sentar e esperar. O anão seguinte a se erguer foi Havard do Dûrgrimst Fanghur. Com o queixo grudado no esterno, Havard fez um bico com os lábios e bateu na mesa com os dois dedos que ainda possuía na mão direita, aparentando estar pensativo. Eragon se arrastou alguns centímetros para a frente, com o coração batendo forte. Será que ele vai cumprir o acordo com Orik?, se perguntou. Havard deu mais um toque na mesa e então bateu na pedra com a mão espalmada. — Em nome do meu clã, voto em grimstborith Orik para ser nosso novo rei. Foi imensa a satisfação de Eragon quando viu os olhos de Nado se arregalarem. E, então, o anão rangeu os dentes, com um músculo tremendo em sua bochecha. — Rá! — murmurou Orik. — Puseram-lhe uma pedra no sapato. Os dois únicos chefes de clã que ainda não tinham votado eram Hreidamar e Íorûnn. Hreidamar, o grimstborith do Urzhad, anão compacto e musculoso, parecia constrangido pela situação; ao passo que Íorûnn — ela que era chefe do Dûrgrimst Vrenshrrgn, os Lobos da Guerra — percorria com a ponta fina de uma unha comprida a cicatriz em forma de meia-lua na sua bochecha esquerda, sorrindo como uma gata cheia de si.
Eragon prendeu a respiração enquanto esperava pelo que os dois iam dizer. Se Íorûnn votar em si mesma, pensou ele, e se Hreidamar ainda for leal a ela, a eleição precisará passar por um segundo turno. Não há, porém, motivo para ela fazer isso, a não ser que queira retardar os acontecimentos. E, ao que eu saiba, ela não tiraria nenhuma vantagem de um atrasoA esta altura, não pode ter esperança de se tornar rainha. Seu
nome seria eliminado da disputa antes do segundo turno, e eu duvido que seja tão tola a ponto de desperdiçar o poder que tem agora simplesmente para poder se gabar para seus netos de que um dia foi candidata ao trono. Mas, se Hreidamar não confirmar seu apoio a ela, a eleição estará empatada, e nós passaremos a um segundo turno de qualquer modo... Argh! Quem dera eu pudesse enxergar o futuro! E se Orik perder? Será que nesse caso eu deveria assumir o controle do conselho de clãs? Eu poderia trancar a câmara para que ninguém entrasse ou saísse, e depois... Mas, não, isso seria... Íorûnn interrompeu os pensamentos de Eragon quando fez um gesto de concordância para Hreidamar e depois dirigiu seu olhar de pálpebras pesadas para o Cavaleiro, fazendo com que ele se sentisse como um boi premiado sendo examinando. Com os elos da sua cota de malha retinindo, Hreidamar se pôs de pé. — Em nome do meu clã, voto em grimstborith Orik para ser nosso novo rei. A garganta de Eragon se contraiu. Com os lábios vermelhos se curvando de divertimento, Íorûnn se levantou da cadeira, com um movimento sinuoso, e falou com a voz baixa e rouca. — Parece que coube a mim decidir o resultado do encontro de hoje. Escutei com a maior atenção seus argumentos, Nado, e os seus, Orik. Embora vocês dois tenham defendido pontos com os quais concordo a respeito de um grande leque de assuntos, a questão mais importante que devemos decidir é se vamos nos engajar na campanha dos Varden contra o Império. Se a guerra deles fosse apenas uma guerra entre clãs rivais, para num não faria diferença que lado vencesse; e eu decerto nem pensaria em sacrificar nossos guerreiros para beneficiar forasteiros. Contudo, não é esse o caso. Longe disso. Se Galbatorix sair vitorioso dessa guerra, nem mesmo as montanhas licor conseguirão nos proteger da sua ira. Se quisermos que nosso reino sobreviva, precisamos que Galbatorix seja derrubado. Ademais, parece-me que se esconder em túneis e cavernas enquanto outros decidem o destino da Alagaësia não é condizente com uma raça antiga e poderosa como a nossa. Quando forem escritas as crônicas desta era, será que dirão que lutamos lado a lado com os humanos e os elfos, como os heróis de antigamente, ou que ficamos acovardados nos nossos salões, como camponeses assustados, enquanto crescia a guerra do lado de fora das nossas portas? Eu, pelo menos sei minha resposta. — Íorûnn jogou para trás a cabeleira e prosseguiu: — Em nome do meu clã, voto em grimstborith Orik para ser nosso novo rei.
O mais velho dos cinco jurisconsultos que estavam em pé encostados na parede circular avançou e bateu com a ponta do cajado polido no piso de pedra, antes de fazer a proclamação.
— Salve o rei Orik, quadragésimo terceiro rei de Tronjheim, Farthen Dûr e de todo knurla acima e abaixo das montanhas Beor! — Salve o rei Orik! — bradou a audiência, levantando-se com um forte farfalhar de roupas e armaduras. Estonteado, Eragon agiu da mesma forma, consciente de que agora estava na presença da realeza. Olhou de relance para Nado, mas o rosto do anão era uma máscara de olhos mortiços. O jurisconsulto de barba branca bateu mais uma vez com o cajado no chão. — Que os escribas registrem de imediato a decisão do conselho de clãs, e que a notícia seja transmitida a todas as pessoas do reino. Arautos! Informem aos magos, com seus espelhos de cristalomancia, que ocorreu hoje aqui. Procurem então os guardiões da montanha e lhes digam o seguinte: “Quatro batidas no tambor. Quatro batidas, e girem as baquetas como nunca as giraram na vida, pois temos um novo rei, Quatro batidas com tanta força que a própria Farthen Dûr vibrará com a boa-nova.” Diga-lhes isso, eu lhes ordeno. Já! Depois que os arautos partiram, Orik se ergueu da cadeira e ficou ali em pé, olhando para os anões ao seu redor. Aos olhos de Eragon, sua expressão parecia um pouco atordoada, como se no fundo ele não acreditasse em conquistar a coroa. — Por essa enorme responsabilidade, eu lhes sou grato. — Ele parou e depois prosseguiu: — Meu único pensamento agora está voltado para o desenvolvimento da nossa nação, e hei de perseguir esse objetivo sem hesitação até o dia em que eu voltar à pedra. Nesse momento, os chefes de clã se adiantaram, um a um, e se ajoelharam diante de Orik, jurando-lhe fidelidade como súditos leais. Quando chegou sua vez de prestar juramento, Nado demonstrou seus sentimentos, mas apenas recitou as frases do juramento sem nenhuma inflexão, com as palavras lhe caindo da boca como barras de chumbo. Uma sensação palpável de alívio percorreu o conselho assim que ele terminou. Quando se encerraram os juramentos, Orik decretou que sua coroação se realizaria na manhã do dia seguinte; e então ele e seu séquito se recolheram a uma câmera adjacente. Ali, Eragon olhou para Orik, e Orik para Eragon, sem que nenhum dos dois emitisse um som, até que um sorriso largo surgiu no rosto de Orik, e ele caiu na risada, com a face se avermelhando. Rindo com ele, Eragon o segurou pelo antebraço e o abraçou. Os guardas e conselheiros de Orik se reuniram em volta, dando tapinhas nos seus ombros e felicitações.
— Pensava que Íorûnn não ficaria do nosso lado — comentou Eragon,
soltando Orik do abraço. — Sim. Estou feliz com seu apoio, mas isso complica as coisas, complica, sim — observou Orik, com uma careta. Suponho que eu vá precisar recompensá-la pela ajuda com um lugar no meu conselho, no mínimo. — Pode ser que acabe sendo bom! — apontou Eragon, esforçando-se para se fazer ouvir no meio de toda a comoção. — Se os Vrenshrrgn estiverem à altura do nome, teremos grande necessidade deles antes de chegarmos aos portões de Urû’baen. Orik começou a responder, mas nesse instante uma nota grave e prolongada de um volume prodigioso reverberou por todo o piso, pelo teto e pelo ar da sala, fazendo com que os ossos de Eragon vibrassem com sua força. — Ouçam! — exclamou Orik, levantando a mão. O grupo se calou. Num total de quatro vezes, a nota grave soou, abalando a sala a cada repetição, como se um gigante estivesse batendo nas encostas de Tronjheim. Depois, Orik voltou a falar. — Nunca pensei que ouviria os Tambores de Derva anunciarem minha ascensão ao trono. — De que tamanho são os tambores? — perguntou Eragon, assombrado. — Têm um diâmetro de uns quinze metros, se posso confiar na memória. Ocorreu a Eragon que, embora os anões pertencessem à raça mais baixa, foram eles que construíram as maiores estruturas na Alagaësia, o que lhe pareceu estranho. Talvez, pensou, ao fazer objetos tão enormes, não se sintam assim tão pequenos. Quase mencionou sua teoria para Orik, mas no último instante concluiu que poderia ofender o amigo e preferiu se calar. Aproximando-se de Orik, seus auxiliares começaram a conversar com ele na língua dos anões, muitas vezes uns falando ao mesmo tempo que outros, numa algazarra. E Eragon, que estava prestes a fazer mais uma pergunta, se descobriu relegado a um canto. Tentou ser paciente e esperar uma trégua na conversa; mas, depois de alguns minutos, ficou claro que os anões não pretendiam parar de importunar Orik com perguntas e conselhos, pois era essa, supôs Eragon, a natureza do falatório.
— Orik Könungr — disse Eragon, portanto, imbuindo de energia a palavra rei na língua antiga, para que ela atraísse a atenção de todos os presentes. A sala emudeceu, e Orik olhou para Eragon, com uma sobrancelha
levantada. — Vossa Majestade pode me dar permissão para eu me retirar? Tenho uma certa... questão com a qual gostaria de lidar, se não for tarde demais. A compreensão iluminou os olhos castanhos de Orik. — Sem a menor dúvida, trate de se apressar! Mas você não precisa me chamar de majestade, Eragon, nem de senhor, nem de qualquer outro título. Afinal de contas, somos amigos e irmãos adotivos. — Somos, Vossa Majestade — respondeu Eragon —, mas por enquanto creio ser correto eu obedecer às mesmas fórmulas de cortesia que todos os outros. Vossa Majestade é o rei da sua raça agora e meu próprio rei também, já que pertenço ao Dûrgrimst Ingeitum, e isso não é algo que eu possa ignorar. Orik o examinou por um instante, como se fosse de uma grande distância, e depois concordou com um gesto. — Faça como quiser, Matador de Espectros. Eragon fez uma reverência e saiu da sala. Acompanhado por seus quatro guardas, seguiu aos saltos pelos túneis e subiu a escadaria que levava ao térreo de Tronjheim. Assim que chegaram à bifurcação sul dos quatro corredores principais que dividiam a cidade-montanha, Eragon se voltou para Thrand, o capitão dos seus guardas. — Pretendo correr o resto do caminho. Como vocês não vão conseguir acompanhar meu ritmo, sugiro que parem quando chegarem ao portão sul de Tronjheim e lá aguardem minha volta. — Argetlam, por favor — retrucou Thrand. — Você não deve ir sozinho. Não posso convencê-lo a reduzir sua velocidade para que possamos acompanhá-lo? Podemos não ser velozes como os elfos, mas conseguimos correr do raiar do dia ao entardecer, e ainda usando armadura completa. — Dou valor à sua preocupação, mas não me atrasaria nem mais um minuto, mesmo que soubesse da existência de assassinos escondidos atrás de cada coluna. Até a volta! E com isso, ele disparou pelo corredor largo, desviando-se dos anões que impediam sua passagem.


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Boa leitura :)